Pai de santo que prometia ‘cerimônias secretas’ abusou de seis adolescentes no interior de AL

A Polícia Civil de Alagoas concluiu o inquérito que investigava um homem de 24 anos, que se apresentava como “pai de santo” e prometia “cerimônias secretas”, sendo acusado de crimes sexuais contra seis adolescentes.

As investigações, conduzidas pelo do 38º Distrito Policial (38ºDP) de São José da Tapera, coordenado pelo delegado Diego Nunes, apontaram que o acusado, realizava cerimônias religiosas que eram utilizadas para manipular suas vítimas.

De acordo com informações, o homem se aproveitava de sua posição como líder religioso para enganar os adolescentes, convencendo-os de que, ao participarem de cerimônias secretas, seriam promovidos a uma “categoria superior” dentro da religião. Essa falsa promessa criava uma sensação de privilégio nas vítimas, o que as tornava vulneráveis aos abusos.

Durante o andamento das investigações, foi possível identificar seis adolescentes, sendo dois do sexo masculino e quatro do sexo feminino, com idades entre 12 e 17 anos, que foram vítimas do suposto “pai de santo”.

O crime teria ocorrido de forma reiterada entre os anos de 2023 e 2024, na residência do autor, onde as supostas cerimônias religiosas secretas aconteciam.

O acusado permanece preso desde o dia 18 de dezembro de 2024, em cumprimento a mandado de prisão temporária expedido pelo Poder Judiciário de São José da Tapera.

Fonte: Cada Minuto

Marajás: promotores de SP podem receber até R$ 1 milhão em penduricalhos após decisão do MP

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) autorizou o pagamento de um benefício extra, conhecido como “penduricalho”, para cerca de 1.900 promotores e procuradores do estado. O valor, que pode ultrapassar R$ 1 milhão por membro, será pago retroativamente, cobrindo o período de janeiro de 2015 a agosto de 2023. A medida segue uma recomendação do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e deve impactar significativamente os cofres públicos, com estimativas de custo total superior a R$ 1 bilhão.

O benefício, chamado de “compensação por assunção de acervo”, é destinado a promotores e procuradores que trabalharam com uma carga de processos acima da cota regular.

A resolução do MP-SP, publicada em maio de 2023, estabelece que o pagamento equivale a dez dias de salário por mês trabalhado no período mencionado, representando um terço do salário mensal. No entanto, os critérios que definem o que é considerado carga extra não são claros, o que permitiu que dois terços dos membros da instituição fossem elegíveis para receber o valor.

O pagamento foi confirmado na última segunda-feira (3) em um ofício interno distribuído pelo procurador-Geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, indicado ao cargo pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

O documento informa que os cálculos para o período de 2015 a 2023 já foram concluídos, mas há um segundo período, de setembro de 2023 a novembro de 2024, que ainda está em análise. Os valores referentes a esse segundo intervalo também serão pagos posteriormente.

A decisão do MP-SP segue uma recomendação do CNMP, que, por sua vez, foi influenciada por uma decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2020, que concedeu benefício semelhante a magistrados. De acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF), esses pagamentos têm caráter indenizatório e, portanto, não são considerados parte do salário, podendo ultrapassar o teto salarial do funcionalismo público.

Atualmente, promotores e procuradores paulistas já recebem remunerações acima do teto, com média de R$ 58,5 mil mensais em 2022, enquanto o limite é de R$ 37,7 mil para promotores e R$ 39,7 mil para procuradores.

O MP-SP afirmou, em nota, que não há previsão de desembolso imediato e que os pagamentos serão feitos de forma parcelada, conforme a disponibilidade orçamentária. A instituição tem um orçamento de R$ 3,7 bilhões para 2024, além de um fundo especial com saldo de cerca de R$ 300 milhões.

Fonte: DCM

União Europeia dá resposta tímida às ameaças de Trump de tomar Gaza

Declaração cautelosa do bloco contrasta com críticas de seus membros; é atribuída ao temor de melindrar o aliado com quem quer evitar guerra comercial

A União Europeia deu na quarta-feira (05/02) a resposta mais branda de todas às declarações do presidente norte-americano Donald Trump de que pretendia “tomar o controle” de Gaza e desalojar toda a sua população para transformá-la numa “Riviera”. E levou horas para se manifestar.

Pendentes de conseguir uma boa negociação para evitar uma guerra comercial com os Estados Unidos, o bloco evitou criticar Trump, adjetivar suas declarações ou estender-se nos direitos dos palestinos. Limitou-se a dizer: “Tomamos nota dos comentários do presidente Trump”. Felizmente, o porta-voz do bloco acrescentou:

“A União Europeia continua comprometida firmemente com a solução dos dois Estados. Acreditamos ue essa é a única via para uma paz a longo prazo para ambos, israelenses e palestinos. Gaza é parte integral para o futuro Estado palestino.”

O jornal El Pais revela que a ideia de retirar os palestinos de Gaza vem sendo planejada há algum tempo. Segundo o jornal, desde o final de 2023, o governo israelense de Benjamin Netanyahu está arquitetando transferir dezenas de milhares de palestinos de lá para a península do Sinai, no Egito.

Plano de realocar palestinos é antigo

Mencionando fontes da UE, o jornal diz que Netanyahu chegou a sondar altas instâncias do bloco a respeito, com a ideia de que a UE, responsável pelas maiores doações a Gaza, contribuísse ajudando os refugiados e pressionando o Egito a aceitar o plano. Tanto UE como Egito rejeitaram a ideia, agora retomada por Trump.

De qualquer forma, a declaração morna do bloco europeu às declarações de Trump, contrasta com as duras críticas que as declarações de Trump receberam em todo o mundo, das Nações Unidas, e mesmo de vários integrantes da UE, incluindo França, Alemanha, Espanha e Finlândia.

A França destacou que o deslocamento forçado dos palestinos “constituiria uma grave violação do direito internacional, um ataque às aspirações legítimas dos palestinos e também um obstáculo importante para a solução de dois Estados”. E acrescentou: “O futuro de Gaza não deve residir na perspectiva de ser controlada por um terceiro Estado, mas sim no marco de um futuro Estado palestino, sob a égide da Autoridade Palestina”.

O chanceler alemão Olaf Scholz também foi categórico. “Qualquer plano de realocação, de que os cidadãos de Gaza sejam expulsos para o Egito ou Jordânia é inaceitável”, disse, reafirmando a necessidade da criação de um Estado palestino. A ministra de Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock advertiu que o plano de Trump viola o direito internacional. “Gaza, assim com a Cisjordânia e Jerusalém Leste pertencem aos palestinos”, lembrou.

‘Gaza é dos palestinos e eles devem permanecer lá’

Na mesma linha foram as declarações do Ministro de Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares: “Gaza é a terra dos palestinos e eles devem permanecer em Gaza”. Ele frisou ainda que a franja “é parte do futuro Estado palestino que a Espanha apoia e que deve coexistir garantindo a prosperidade e segurança do Estado de Israel”

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores reforçou a posição dizendo que “a população palestina não deve ser expulsa de Gaza e Gaza não deve ser permanentemente ocupada ou recolonizada por Israel”.

O ministro das Relações Exteriores da Irlanda foi mais contundente, dizendo que “esta é uma guerra contra os palestinos e não apenas contra o Hamas”. Ele lembrou que o nível de baixas na população civil é extraordinariamente alto em comparação com outros conflitos. “É uma guerra contra a população.

O conflito entre Israel e Gaza depois dos atentados de outubro de 2023 foi um dos temas que mais dividiram a União Europeia. Enquanto alguns de seus membros como os mencionados -sobretudo Espanha e Irlanda – foram duros com Israel e seu desrespeito aos direitos humanos da população civil, países como Áustria, Hungria ou República Checa se opuseram a que se criticasse os ataques israelenses. O bloco levou meses defendendo “pausas humanitárias” na guerra antes de se pronunciar a favor de um cessar-fogo duradouro.

Fonte: Ópera Mundi

Mães denunciam a exclusão de 8 mil crianças na rede municipal de Maceió

O período de matrículas na rede municipal de educação de Maceió teve início de maneira conturbada em 2025. Esse ano das 15 mil solicitações de matrícula realizadas online, a SEMED atendeu apenas 7 mil até agora. Mais de 50% solicitações seguem em espera indefinida porque não há vaga. Esse desencontro entre demanda e oferta inclui Educação Infantil e Ensino Fundamental.
Muitas famílias que são beneficiárias do Programa Bolsa Família se encontram ainda mais temerosas pois caso não consigam matricular os filhos na escola, não conseguirão cumprir a condicionalidade da Educação, consequentemente podem ter o benefício bloqueado.
Embora o Prefeito João Henrique Caldas (PL) tenha feito a adesão à Estratégia da Busca Ativa Escolar do Unicef, que visa garantir a inclusão e permanência das crianças e adolescentes na escola, o município inicia o ano de 2025 com uma exclusão de 8 mil crianças e adolescentes, cujo os pais solicitaram matrícula, mas estão com seus filhos fora da escola, pois a oferta do município só irá atender 7 mil vagas.
Na última terça, 4, mães realizaram protesto na Avenida General Hermes cobrando soluções para este grave problema. Na próxima quinta, 6, esse assunto será colocado em pauta na reunião do Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FETIPAT/AL). O Fórum Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente também pretende pautar a discussão.

Fonte: Comissão de Mães e responsáveis

Denúncia contra Bolsonaro está prestes a ser apresentada pela PGR

Denúncia contra Bolsonaro está prestes a ser apresentada pela PGR

Está chegando a hora. Com o início do ano judiciário e fim dos recessos, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, deve apresentar a denúncia contra Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado nos próximos dias

A expectativa, tanto no meio jurídico quanto político, é que a denúncia seja apresentada ainda em fevereiro. A interlocutores, Gonet teria dito que o caso “exige atenção” e não pode ser analisado de forma apressada. De qualquer modo, o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito da tentativa de golpe no Supremo Tribunal Federal (STF), já espera que a denúncia apareça este mês em sua mesa. 

A PGR tem em mãos o relatório da Polícia Federal (PF) apresentado em novembro de 2024 que indiciou Jair Bolsonaro e outras 39 pessoas pela trama golpista entre o fim de 2022 e início de 2023, que tinha por objetivo impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e manter o ex-mandatário de extrema direita no poder. Entre os indiciados, estão militares e ministros do governo Bolsonaro, entre eles o general Walter Braga Netto, que está preso, e o general Augusto Heleno

A partir da análise deste relatório, o procurador-geral da República fará ajustes e suas conclusões sobre o caso constarão na denúncia, que será enviada a Alexandre de Moraes. Caberá ao ministro, então, aceitar ou não a denúncia e, em caso de aceitação, Jair Bolsonaro se torna oficialmente réu e dá-se início a uma ação penal no STF, que desaguará em um julgamento que definirá se o ex-presidente é culpado ou não pela tentativa de golpe. Se condenado, Bolsonaro pode pegar até 28 anos de prisão. https://d-24894404684260804927.ampproject.net/2501142147000/frame.html

No relatório em que indiciou o ex-presidente, a PF afirma que Bolsonaro “planejou, atuou e teve domínio de forma direta e efetiva” no plano de golpe para se manter no poder. Os investigadores afirmam, ainda, que “atos executórios” realizados por um grupo “liderado” por Bolsonaro tinham o objetivo de abolir o Estado democrático de direito (…) fato que não se consumou em razão de circunstâncias alheias à vontade de Bolsonaro”. 

Conforme apontou reportagem da Fórum, é possível ainda que a PF apresente um relatório complementar a ser anexado àquele de novembro de 2024 que indiciou 40 pessoas. O fato, entretanto, não atrasaria a denúncia da PGR, que também pode complementar a denúncia em outro momento. 

Além da tentativa de golpe de Estado, a PGR analisa também os casos do roubo e venda de joias e artigos de luxo do acervo da União e falsificação de cartões de vacinação, que segundo a PF são fatos que se interligam com a trama golpista. Há a possibilidade, portanto, de o procurador-geral da República apresentar mais de uma denúncia contra Jair Bolsonaro – ou agregar os três casos em uma só peça jurídica. 

Bolsonaro deve ser condenado a, no mínimo, 20 anos de prisão 

O ministro Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que relata inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado, deve impor uma pena de, no mínimo, 20 anos de prisão ao ex-presidente Jair Bolsonaro. 

A avaliação de que Bolsonaro e outros envolvidos na trama golpista devem pegar ao menos 20 anos de cadeia é dos próprios advogados dos investigados. À jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, os defensores afirmaram acreditar que Moraes imponha a “pena padrão” que vem sendo aplicada aos condenados pela tentativa de golpe, cujo ápice se deu em 8 de janeiro de 2023. 

“Pelos crimes imputados aos principais investigados e pelos julgamentos já realizados pelo STF, esta é a nossa régua. Não menos que 20 anos”, disse um dos advogados. 

“Se o povo que estava lá invadindo os prédios públicos no 8 de Janeiro pegou pena elevada, imagina quem teve protagonismo na trama golpista. É provável que quem for condenado agora pegue uma pena ainda mais elevada”, afirmou outro. 

Jair Bolsonaro é acusado, além de integrar organização criminosa, de ter cometido abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa golpe de Estado – crimes que somam 28 anos de prisão. 

Primeira Turma 

Cinco ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) devem decidir o futuro de Jair Bolsonaro e serem os responsáveis por uma eventual condenação que pode levar o ex-presidente à cadeia. 

Isso porque o julgamento dos acusados de participarem da trama golpista, caso a Procuradoria-Geral da República (PGR), de fato, apresente denúncia, será realizado pela Primeira Turma do Supremo. 

A Primeira Turma é formada por 5 dos 11 ministros do tribunal. São eles: Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Flávio Dino e Alexandre de Moraes, que é o relator do inquérito que investiga a tentativa de golpe de Estado no Brasil. 

Com a exceção de Luiz Fux, todos os magistrados do colegiado já expressaram, em outros momentos, posicionamentos que indicam votos pela condenação de Bolsonaro. O ex-presidente, caso seja denunciado pela PGR, se tornará réu e será julgado pelos 5 ministros por organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa golpe de Estado, podendo pegar até 28 anos de prisão. 

Há a possibilidade, contudo, de que o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, não se limite ao inquérito da tentativa de golpe de Estado e apresente uma denúncia ainda maior, abarcando os inquéritos do furto e venda de joias do acervo da União e da fraude em cartões de vacinação. Neste caso, a pena imposta ao ex-presidente poderia ser ainda maior. 

O fato de Bolsonaro ser julgado pela Primeira Turma representa um revés ao ex-presidente, que desejava que seu caso fosse analisado pelo plenário da Corte. O presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, entretanto, já deixou claro a competência para julgar os indiciados por tentativa de golpe é do colegiado, e que o caso só irá para o plenário se o relator, ministro Alexandre de Moraes, assim o quiser. 

“O juízo natural dessas matérias é a Primeira Turma. O excepcional seria ir para o plenário. Se o relator [Alexandre de Moraes] e a Primeira Turma entenderem que é o plenário, vai para o plenário. A competência é deles, e não é uma matéria esteja na alçada da presidência”, disse Barroso em novembro de 2024. 

Fonte: Revista Fórum

Palestinos criticam plano de Trump para tomar Gaza

Presidente dos EUA quer expulsar população do enclave

Palestinos criticaram nesta quarta-feira (5) o plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a Faixa de Gaza, que prevê a expulsão da população local para transformar o enclave na “Riviera do Oriente Médio” e deixá-lo sob controle americano.


    “As declarações de Trump sobre seu desejo de controlar Gaza são ridículas e absurdas, e qualquer ideia desse tipo pode inflamar a região”, declarou um porta-voz do grupo fundamentalista islâmico Hamas, Sami Abu Zuhri, à agência Reuters.

Já o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, rechaçou “firmemente” o projeto do magnata republicano, apresentado em uma coletiva de imprensa ao lado do premiê de Israel, Benjamin Netanyahu. “Não permitiremos que os direitos de nosso povo sejam pisoteados”, declarou o chefe da ANP em um comunicado.
    A Turquia, por sua vez, afirmou que pensar na deportação da população de Gaza é uma “perda de tempo”, enquanto a Arábia Saudita descartou normalizar as relações com Israel sem a criação de um Estado palestino independente.
    O governo da China também se opôs à “transferência forçada” dos moradores do enclave e reforçou a defesa da solução dos dois Estados, assim como a Espanha, cujo ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, disse que “Gaza é a terra dos palestinos”.
    O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, reforçou que Roma apoia a tese de “dois povos, dois Estados” e reiterou a disponibilidade de enviar militares para uma missão de reunificação de Gaza e Cisjordânia. A França reforçou que o destino de Gaza passa por um “futuro Estado palestino”, e não pelo “controle por um país terceiro”.
    Trump recebeu Netanyahu na última terça-feira (4) e afirmou que os palestinos devem “deixar Gaza para sempre e viver em paz em outros países”. Segundo o presidente, os EUA assumirão o controle do enclave e serão responsáveis pela sua “reconstrução”. “Gaza será a Riviera do Oriente Médio”, salientou o republicano.
    Netanyahu destacou que o plano de Trump “vai mudar a história”, enquanto o ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, de ultradireita, afirmou que o projeto vai abrir caminho para “sepultar definitivamente a perigosa ideia de um Estado palestino”.

Fonte: Ansa

Collor perde controle acionário da TV Gazeta

Além da batalha trabalhista, denúncias contra empresas de Collor também chegaram à Justiça comum

Decisão judicial emitida na noite desta segunda-feira, 3, pelo juiz Hamilton Aparecido Malheiros determinou a penhora das cotas sociais das empresas de Fernando Collor, beneficiando um dos credores trabalhistas. Com a medida, o credor passa a ter maior participação na Organização Arnon de Mello (OAM), grupo de comunicação do qual o ex-senador era o sócio majoritário.

A decisão atende a um pedido da defesa do credor, que, assim como pelo menos outras duas dezenas de trabalhadores demitidos pela OAM, ainda não recebeu seus direitos.

As cotas penhoradas de Collor são avaliadas em aproximadamente R$ 422 mil, valor suficiente para cobrir a dívida do ex-funcionário, que integra um grupo de credores insatisfeitos com as propostas de pagamento apresentadas pela empresa.

Além da batalha judicial na esfera trabalhista, as denúncias contra as empresas de Collor também chegaram à Justiça comum, onde tramitam na 10ª Vara Cível da Comarca da Capital. O Ministério Público determinou à Polícia Civil a abertura de um inquérito para investigar possíveis crimes contra a Lei de Falências. 

A apuração começou há duas semanas e já ouviu quatro testemunhas. Os credores sustentam que a recuperação judicial da OAM pode estar sendo usada como estratégia para evitar pagamentos, o que configuraria um calote. Enquanto isso, o novo dono das cotas penhoradas se vê, ainda que temporariamente, no controle de uma parte significativa do conglomerado de comunicação.

Fonte: Jornal Extra

Movimentos sociais realizam homenagem a Jayme Miranda, assassinado pela ditadura militar

ADVOGADO E JORNALISTA ALAGOANO ASSASSINADO PELA DITADURA FOI HOMENAGEADO
NA OAB-AL

Nesta terça-feira (4/2), completam-se 50 anos do desaparecimento do jornalista e advogado alagoano Jayme Miranda, assassinado por agentes da ditadura militar, implantada em 1⁰ de abril de 1964 e que durou 21 anos.
Para não deixar a data cair no esquecimento, o Comitê da Memória, Verdade e Justiça de Alagoas realizou no auditório da OAB-AL, em Jacarecica, um evento especial com a presença dos movimentos sociais e depoimentos de militantes e parentes de Jayme, um verdadeiro encontro histórico.
No contexto da cerimônia, ocorreram exibição de vídeos sobre a vida do homenageado, seguido de apresentações musicais e teatrais.

UMA VIDA DE LUTAS

Nascido em Maceió em 18 de julho de 1926, Jayme Miranda, advogado e jornalista, integrou o Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro (PCB).
Teve inúmeros encontros com líderes socialistas mundiais como Mao Tze Tung, Fidel Castro e Che Guevara, com os quais buscou soluções para aplicação de justiça social às populações famélicas e desvalidas de vários países.
Paralelamente, editou, em Maceió, entre 1946 e 1964, o jornal Voz do Povo, órgão oficial do PCB.
Em 1º de abril de 1964, militares golpistas destruíram a gráfica do jornal e prenderam Jayme, que foi encarcerado na penitenciária estadual.

Libertado em fevereiro de 1965, ele reuniu a esposa e quatro filhos menores e partiu para o Rio de Janeiro, onde viveu clandestino.

Em 4 de fevereiro de 1975, foi sequestrado na capital fluminense e enviado para um centro de torturas operado pelo Exército no interior de São Paulo.
Mesmo torturado por vinte dias, Jayme não entregou seus companheiros.
Por isso, teve seu corpo queimado com álcool e, em seguida, assassinado com uma injeção de matar cavalo.
Seu corpo foi esquartejado e atirado ao rio Avaré em SP e até hoje encontra-se desaparecido.
Em 2019, o Ministério Público Federal em SP denunciou dois oficiais do Exército como sendo seus assassinos.
Porém, a Lei da Anistia de 1979, impede que ex-agentes da ditadura sejam punidos.
Dessa forma, o coronel Audir Santos Maciel e o capitão Carlos Setembrino da Silveira, hoje na reserva da força terrestre, continuam impunes e recebendo seus generosos salários.

A família de Jayme segue em luta pela revogação da lei da anistia, punição dos criminosos e que as forças armadas apresentem todos os documentos que dizem respeito ao caso do Jornalista Alagoano.

Mães protestam por mais vagas na educação infantil em frente à Semed, em Maceió

Um grupo de mães realizou um protesto, na manhã desta terça-feira (03), em frente à sede da Secretaria Municipal de Educação (Semed), no bairro da Cambona, em Maceió. Elas cobram a ampliação de vagas para as unidades de educação infantil da rede municipal.

Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram as manifestantes em frente ao prédio, gritando e exigindo soluções. Algumas seguravam pedaços de isopor, enquanto outras bloquearam a passagem de veículos utilizando sacos de lixo.

O protesto bloqueou o cruzamento da Rua General Hermes com a Avenida Governador Afrânio Lages, causando interdição no tráfego. O Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT) orientou os motoristas a buscarem rotas alternativas na região. Após algumas horas, a via foi liberada.

Em nota, a Semed informou que, ainda este ano, o programa Gigantinhos deve ofertar mais 14 mil novas vagas para a educação infantil. A pasta também esclareceu que os estudantes que não conseguiram matrícula em nenhuma das 157 unidades escolares do município foram incluídos em uma lista de suplência e serão convocados conforme a disponibilidade de vagas.

Além disso, a secretaria destacou que novas unidades escolares estão em construção em diversos pontos da cidade para ampliar a capacidade de atendimento. Confira a nota completa na íntegra: 

“A Secretaria de Educação de Maceió (Semed) informa que, com a expansão do programa Gigantinhos, ainda em 2025 devem ser ofertadas cerca de 14 mil novas vagas somente da Educação Infantil. Já estão em andamento as construções de 11 creches próprias e serão abertas também novas creches em parceria com a Rede Parceira.

O órgão informa ainda que os estudantes que não foram alocados em nenhuma das 157 unidades escolares, entre escolas e creches, ficarão em uma lista de suplência, e serão chamados à medida que as vagas sejam disponibilizadas, tanto nas unidades escolares já existentes ou naquelas que serão abertas.

Já foram iniciadas as obras de construção de um complexo escolar com metodologia Sesi, na Cidade Universitária, para atender mais de mil estudantes; além das obras de uma nova creche-escola, do projeto Flexais, com capacidade para atender 120 alunos.”

Fonte: Cada Minuto

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