Inimigos dos trabalhadores, bolsonaristas travam fim da escala 6×1

Flávio Bolsonaro e oposição atrasam fim da escala 6×1 e PEC deve ser votada só em outubro. O senador Randolfe Rodrigues afirmou que a articulação para frear o fim da escala 6×1 foi liderada pelo candidato à Presidência da República

Após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1 pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, na quarta-feira (2), a expectativa era que a pauta fosse votada pelo Plenário ainda nesta semana. No entanto, a base governista decidiu adiar a votação para antes do primeiro turno das eleições, em decorrência de uma manobra política da oposição. 

Em coletiva de imprensa, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) atribuiu a mudança na tramitação a uma mobilização para “esvaziar o Plenário” a fim de impactar a votação da PEC.

O parlamentar apontou o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e o líder da oposição na Casa, senador Rogério Marinho (PL-RN), como os principais articuladores do atraso.

“Hoje houve um movimento bem-sucedido da oposição, que impediu que a votação da PEC ocorresse neste momento. […] Foi uma articulação feita pelo senador Flávio Bolsonaro e pelo líder da oposição na Casa, senador Rogério Marinho. A oposição ao nosso governo é contra o fim da escala 6×1”, declarou. 

Segundo Rodrigues, manter a votação para a quarta-feira poderia colocar em risco a quantidade de votos necessários para aprovar a PEC, que ainda precisa passar por cinco sessões de debates antes da votação. Para ser promulgada, a proposta precisa de três quintos de votos favoráveis (49 dos 81 senadores). 

A base governista do Senado informou que, caso não seja possível avaliar antes do primeiro turno, a PEC deverá ser apreciada até o final de outubro. 

Também na quarta-feira, a CCJ aprovou a proposta em votação simbólica, com a presença de 27 senadores, e a liberou para a tramitação no Plenário em calendário especial, com o objetivo de reduzir prazos regimentais. 

Votaram contra os senadores Rogério Marinho (PL-RN), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Tereza Cristina (PP-MS) e Jaime Bagattoli (PL-RO).

Antes da votação, no dia 27 de agosto, o senador e relator da matéria na Comissão, Omar Aziz (PSD-AM), rejeitou as 32 emendas apresentadas e manteve a PEC como foi aprovada na Câmara dos Deputados, para evitar uma nova análise pelos deputados. 

O que diz a PEC do fim da escala 6×1?

A PEC 221/2019 foi aprovada pela Câmara com 461 votos favoráveis e apenas 19 votos contrários no dia 27 de maio. Apresentado pelo deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) e apensado à proposta da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), o texto legislativo altera a Constituição Federal para implementar a jornada de trabalho de 40 horas, com dois dias de descanso semanal remunerado e irredutibilidade salarial.  

Para trabalhadores sujeitos a regimes diferenciados de trabalho e atividades essenciais (saúde, segurança, transporte e limpeza urbana), a medida assegura regime compensatório de dois dias de repouso semanal remunerado dentro do mês de trabalho, sendo pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho. 

Estarão excluídos das normas os empregados públicos da administração direta e indireta dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios. A matéria ainda prevê exceções para portadores de diploma de curso superior que recebam acima de 2,5 vezes o teto da Previdência (equivalente a R$ 21.188,87).

Aos Microempreendedores Individuais (MEIs), o projeto permite a contratação de dois empregados em vez de um, a ser regulamentada em lei complementar. 

A categoria terá reajuste nos valores de enquadramento de MEIs, micro e pequenas empresas no Simples Nacional, condicionadas à manutenção dos níveis de emprego. 

O texto legislativo que será votado pelos senadores define o prazo de 60 dias após a promulgação para a implementação da jornada de 42 horas semanais, que será reduzida para 40 horas por semana após 12 meses. 

Fonte: Alma Preta

Lula chama caso Banco Master de “maior roubo da história do Brasil” e cobra investigação

Presidente apontou ainda que a democracia “não pode ficar refém de vazamentos seletivos”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou pela primeira vez desde o aprofundamento da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta semana.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Lula classificou o escândalo do Banco Master como “o maior roubo da história do Brasil”.

“Roubaram milhões de pessoas de muitos estados e municípios. O banqueiro, líder do esquema, tem relações com muita gente poderosa. E foi no meu governo que ele foi preso e seu banco fechado. Há suspeita de políticos e agentes públicos envolvidos”, disse o presidente.

Lula apontou que a democracia “não pode ficar refém de vazamentos seletivos”. “Diante da gravidade do momento, o povo brasileiro espera que o presidente da Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República liderem um processo que garanta a integridade e a confiança nas investigações”, afirmou.

“Como presidente da Republica, acredito que só agindo com firmeza e transparência vamos garantir que as instituições sejam respeitadas pela sociedade brasileira. É chegada a hora que as pessoas que atuam na vida pública honrem seu dever de ofício e coloquem o compromisso público acima de qualquer interesse individual”, conclamou Lula, que afirmou ainda que “a democracia precisa de instituições fortes e respeitadas”.

Em sua declaração, o presidente ainda falou sobre a necessidade de reformas. “Fica claro que nossos sistemas político e judiciário precisam de reformas profundas. É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer. O povo brasileiro tem o direito de saber a verdade.”

Fonte: Terra

Vorcaro diz que doação as campanhas de Bolsonaro e Tarcísio foi propina

Em proposta de delação premiada, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirma que a doação de R$ 5 milhões para as campanhas de Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao governo de São Paulo, e Jair Bolsonaro (PL), à Presidência da República, nas eleições de 2022 têm origem em negociação de propina, segundo informações reveladas pelo UOL. 

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Desse total, Tarcísio teria ficado com R$ 2 milhões e Bolsonaro R$ 3 milhões em doações de Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro e um dos investigados na operação Compliance Zero. O governador paulista diz que “nunca teve qualquer contato ou relação com Daniel Vorcaro e não tem conhecimento do fato”.

De acordo com o anexo da delação, que o UOL teve acesso, Vorcaro considerava as doações como “contrapartidas financeiras” pagas após um “ajuste indevido com Gilberto Kassab [presidente do PSD e ex-secretário de Governo e Relações Institucionais na gestão Tarcísio] para a manutenção do Credcesta no governo Tarcísio”. O candidato a vice na chapa de Ronaldo Caiado diz que o relato do banqueiro é “absolutamente fantasioso”.

Esse relato de Vorcaro estão em delações negadas pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). No fim de agosto, o ex-banqueiro pediu para depor ao gabinete do ministro André Mendonça, relator da Compliance Zero no Supremo Tribunal Federal (STF). Porém, a proposta de delação foi negada pela terceira vez, sob a justificativa de ausência de fatos novos.

O depoimento do ex-banqueiro ocorreu na última quinta-feira, 27, na penitenciária da Papudinha, onde ele está preso, e foi tomado por João Azambuja, juiz auxiliar do gabinete de Mendonça. A oitiva foi acompanhada por dois advogados de Vorcaro, Daniel Bialski e Engels Muniz, além de integrante do Ministério Público.

O que diz Kassab e Tarcísio
O presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirma, em nota, que em 2022 não apoiou Bolsonaro e que o relato de Vorcaro é “absolutamente fantasioso”, a qual “refuta com veemência”. Além disso, ele diz  que nunca tratou de doações com Augusto Lima ou Daniel Vorcaro.

“Não tenho qualquer relação com Daniel Vorcaro, nunca falei com ele, pessoalmente ou por telefone. Conheço Augusto Lima e Thiago Botelho, mas nunca tratei sobre o Credcesta”, afirma. “Não participei ou recebi nenhuma doação de Vorcaro, de Lima, ou Botelho. Nunca recebi valores em espécie. São relatos que desconheço a origem e que não têm qualquer sustentação factual.”

Já o governador Tarcísio de Freitas diz, também em nota, que nunca teve qualquer contato ou relação com Daniel Vorcaro e não tem conhecimento do fato mencionado pela reportagem. Ele afirma que sua campanha em 2022 “contou com mais de 600 doadores e foi conduzida em estrita observância à legislação eleitoral.”

Além disso, o político diz não possuir qualquer vínculo ou relação com o doador citado e não ter conhecimento prévio de eventuais condutas alheias à campanha. “A prestação de contas foi regularmente apresentada e aprovada pela Justiça Eleitoral”, relata.

Já sobre a participação de instituições no sistema estadual de consignações, ele explica que ocorre por meio de credenciamento público, regulamentado há mais de dez anos pelo Decreto nº 60.435/2014 e normas correlatas. “Atualmente, mais de uma centena de instituições estão habilitadas a operar esse serviço no Estado.”

No caso específico da PKL One Participações S.A., responsável pelo cartão Credcesta, “o credenciamento como consignatária ocorreu em maio de 2022, portanto, na gestão anterior, conforme as regras vigentes, tendo a suspensão das suas operações em 19/02/2026, após a liquidação extrajudicial das instituições”, afirma.

“Esse credenciamento não constitui contrato com o Estado e não envolve qualquer repasse de recursos públicos. Trata-se exclusivamente de uma habilitação que permite aos servidores escolher livremente, entre as instituições autorizadas, aquela com a qual desejam realizar operações consignadas.”

O Terra busca contato com a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado.

Fonte: Portal Terra

Nikolas chama Vorcaro de “lindão” em áudio e pede ajuda em negócio de US$ 45 milhões

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que ajudasse seu advogado e ex-assessor Thiago Rodrigues de Faria em uma negociação envolvendo “um ativo de minério”. A solicitação aparece em mensagens enviadas em 30 de março de 2025. No áudio obtido pelo ICL, o parlamentar chama Vorcaro de “Dani” e “lindão” e afirma que gostaria de ter maior proximidade com o empresário.

Nikolas apresenta Thiago como uma pessoa de sua confiança e relata que o advogado havia mencionado uma negociação na área mineral.

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“Ei Dani, tudo bom? Como você está? Como estão as coisas aí? Desculpa te incomodar num domingo aí, é jogo rápido, também não quero tomar muito seu tempo. É o seguinte, meu amigo, meu advogado, enfim, irmão meu aqui, comentou comigo e falou daqui do seu nome. Eu falei: ‘não conheço o Dani, enfim, não tenho a proximidade assim, até mesmo a que eu queria ter, enfim, de conversar e trocar ideia, mas eu o conheço’”.

Na sequência, o deputado explica o motivo do contato. “Ele falou: ‘cara, tô com um ativo minerário lá, inclusive já passou pela ficha técnica, o pessoal técnico dele, enfim, tá pendente lá, tem algumas pessoas que sabem disso lá na empresa.’ E eu falei: ‘não, ué, eu posso dar um toque nele’. Então assim, não sei nem do que se trata, mas enfim é como é uma pessoa, enfim, que eu confio totalmente, tô passando aí pra você, pra se for do teu interesse, passar o contato dele aqui pra vocês tocarem isso, beleza? No mais, qualquer coisa tô aqui à disposição”.

Diálogo entre Nikolas Ferreira e Daniel Vorcaro. Foto: reprodução

Vorcaro respondeu minutos depois com um áudio de visualização única. Nikolas então enviou o contato de Thiago. O banqueiro escreveu: “Amém irmão. Estamos na guerra juntos”. O deputado respondeu que iria “dar banho na pequena agora” e acrescentou: “pra amanhã voltar pra guerra”. Vorcaro encerrou dizendo para “Thiago me chamar”.

Em 1º de abril, Nikolas informou que Thiago estaria em Brasília e que “qualquer horário ele estará disponível”. No dia seguinte, Vorcaro respondeu: “Deixa comigo”. As mensagens não permitem concluir se o banqueiro efetivamente interferiu ou ajudou na negociação.

No mesmo áudio, Nikolas também se desculpou por uma publicação feita em 2024 contra um evento financiado pelo Banco Master em Londres, que teve participação de ministros do STJ, STF e TSE.

“Troquei ideia lá com o Pastor Valadão naquela época, lá naquela postagem, eu falei: ‘Pastor, eu não fazia ideia que era este o Banco do Dani etc. e tudo, se não, obviamente eu não teria postado, já teria conversado anteriormente’, mas enfim, acabou que a palavra dita não tem como voltar, né? Mas espero que tenha sido esclarecido, enfim, depois vamos marcar da gente se encontrar também, tá bem? Um abraço, lindão”.

Diálogo entre Nikolas Ferreira e Daniel Vorcaro. Foto: reprodução

Ao ICL, Thiago Faria afirmou que Nikolas estava em campanha e disse: “Essas perguntas são nada a ver”. Depois, declarou: “O Vorcaro é de Belo Horizonte e eu sou de Belo Horizonte e a gente conhece todo mundo. Uma vez eu, enfim, tinha um ativo minério porque eu trabalho nessa área de mineração e mandei um ativo minerário pra todo mundo de um contrato que todo mundo sabe que já saiu de uma pessoa que teve um problema e ao qual eu nunca fui chamado para depor na PF porque eu não tenho nada a ver com isso”.

Meses depois das mensagens, Faria teve seu nome associado a empresas e investigados da Operação Rejeito, deflagrada pela Polícia Federal em setembro de 2025. A investigação apura um esquema de extração ilegal de minério de ferro na Serra do Curral, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, que levou à prisão preventiva de 22 pessoas.

Segundo informações da investigação, a Thiago Rodrigues Sociedade Individual de Advocacia mantinha contrato firmado em janeiro de 2025 com a Gmais Ambiental e poderia receber 25% do lucro de uma negociação estimada entre US$ 30 milhões e US$ 45 milhões, caso uma área fosse liberada para voltar a minerar e a lavra fosse vendida.

O inquérito registra: “chamaram a atenção os valores prováveis da negociação sobre os quais os apresentantes seriam remunerados. O valor inicial era de US$ 30.000.000,00 podendo ultrapassar os US$ 45M, valor que geraria 20% de comissão aos parceiros Gmais, Estabil escritório contábil e Thiago Rodrigues advocacia”.

A negociação também envolvia a Topázio Imperial, detentora de direitos minerários sobre uma área onde fica a barragem Água Fria, apontada entre as estruturas de maior risco de rompimento de Minas Gerais. Segundo a PF, o grupo pretendia viabilizar a liberação da empresa e a posterior venda da lavra para exploração mineral.

Fonte: DCM

Mensagens e áudios inéditos revelam encontro secreto de Vorcaro e André Mendonça

Advogado disse estar “trabalhando” para Vorcaro ao levar relator do caso Master no STF em alfaiataria; semanas depois, banqueiro se reuniu por duas horas com Mendonça em São Paulo.

Mensagens e áudios extraídos do celular de Daniel Vorcaro revelam que o dono do Banco Master teve pelo menos um encontro secreto com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

A reunião ocorreu em 14 de março de 2025, em São Paulo, durou cerca de duas horas e foi realizada no endereço de um instituto fundado pelo próprio magistrado.

A aproximação foi articulada durante semanas pelo advogado baiano Ciro Rocha Soares e pelo deputado federal Cezinha de Madureira, do PL de São Paulo.

Em uma das mensagens mais explícitas, Ciro enviou a Vorcaro uma fotografia ao lado de Mendonça e afirmou que estava “trabalhando” para o banqueiro enquanto levava o ministro a uma alfaiataria.

“Fala, Vorcarinho, trabalhando por você! Levei o André lá no Vasco agora, pra fazer um terno”, disse o advogado em áudio enviado em 8 de fevereiro de 2025.

O material mostra ainda que Ciro e Cezinha conversaram previamente com Mendonça sobre uma situação relacionada aos problemas enfrentados pelo Master no Banco Central.

Em outro áudio, o advogado disse ter deixado o ministro “balançado” com o assunto e afirmou que Mendonça queria receber Vorcaro.

“O André Mendonça disse que quer te receber junto comigo”, relatou Ciro. “Ele sabe, soube da situação do Banco Central toda. Eu contei. Ele já sabia que o Cezinha já tinha falado com ele.”

O conteúdo não revela qual providência Vorcaro pretendia obter nem comprova que Mendonça tenha interferido no Banco Central ou adotado qualquer medida em favor do Banco Master. Comprova, porém, a articulação promovida por pessoas próximas ao ministro, o conhecimento prévio de Mendonça sobre o assunto e a realização de pelo menos uma reunião reservada com o banqueiro.

Daniel Vorcaro

“Tô com André M.”

A articulação começou em 7 de fevereiro de 2025. Naquela tarde, Ciro Rocha Soares fez sucessivas tentativas de telefonar para Daniel Vorcaro. Depois das chamadas perdidas, escreveu: “Opa”, “me liga” e, às 14h03, acrescentou: “Tô [com] André M.”.

No dia seguinte, o advogado encaminhou ao banqueiro uma fotografia na qual aparecia ao lado de André Mendonça. A imagem teria sido feita em uma unidade da Alfaiataria Vasco Vasconcelos, empresa com endereços em São Paulo e Brasília.

Imagem enviada pelo advogado Ciro Rocha Soares a Daniel Vorcaro | Reprodução
Imagem enviada pelo advogado Ciro Rocha Soares a Daniel Vorcaro | Reprodução

Logo depois da fotografia, Ciro enviou o áudio de seis segundos: “Fala, Vorcarinho, trabalhando por você! Levei o André lá no Vasco agora, pra fazer um terno.”

As mensagens não esclarecem que trabalho Ciro dizia estar realizando para Vorcaro nem se o advogado mantinha contrato formal com o banqueiro, com o Banco Master ou com alguma empresa ligada ao grupo. A frase, porém, mostra que ele apresentava sua proximidade com Mendonça como parte de uma atuação em favor de Vorcaro.

Ciro Rocha Soares é advogado com atuação principalmente na Bahia e sócio do escritório Rocha Soares Advogados Associados, sediado em Salvador. Entre 2016 e 2017, exerceu o cargo de ouvidor do Ministério do Turismo.

As conversas mostram que sua relação com Vorcaro ultrapassava uma interlocução estritamente profissional. Os dois se tratavam como irmãos, trocavam declarações de amizade e falavam sobre questões familiares.

Essa intimidade aparece com clareza nas mensagens trocadas em 16 de fevereiro, quando Ciro procurou novamente o dono do Banco Master.

“Opa, Dani!!! Preciso muito falar com você. O A.M. quer recebê-lo. E preciso agendar o quanto antes”, escreveu o advogado às 17h47. Na mensagem seguinte, reforçou: “Muito importante sua ida nele junto comigo”.

Vorcaro respondeu com um ponto de interrogação e depois sugeriu: “Marca quarta”.

Ciro insistiu que precisava conversar por telefone para explicar o assunto. Na sequência, reclamou, em tom amistoso, que Vorcaro havia sido “o único amigo” que não ligara no seu aniversário.

O banqueiro respondeu que quase compareceu à festa, mas teve um problema com os filhos. Disse também que sabia que a comemoração era uma surpresa e, por isso, não quis falar sobre ela antecipadamente.

“Você é meu irmão caçula, meu protegido”, respondeu Ciro. Vorcaro, por sua vez, enviou uma longa mensagem de aniversário. Chamou o advogado de “irmão, anjo da guarda, parceiro, amigo de verdade” e afirmou: “Se não fosse você eu não estaria de pé”.

A conversa ajuda a dimensionar o grau de confiança existente entre os dois no momento em que Ciro atuava para aproximar o banqueiro de um ministro do Supremo.

“Dei uma balançada nele”

Depois da troca de declarações, Ciro enviou a Vorcaro um áudio de 1 minuto e 39 segundos. É nessa gravação que o advogado descreve de maneira mais detalhada sua interlocução com André Mendonça.

Ciro começou dizendo que conhecia o momento vivido pelo banqueiro e que havia sentido sua ausência na festa de aniversário. Contou que um senador havia dado “um show” no evento, cantado e perguntado por Vorcaro.

Em seguida, relatou que André Mendonça havia feito uma homenagem a ele durante a comemoração. Segundo Ciro, também estavam presentes o ministro do STF Kassio Nunes Marques e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

“O André Mendonça fez uma homenagem pra mim do caralho no aniversário. O Kassio, o Gonet, puta merda, enfim, foi bacana”, disse.

Logo depois, o advogado voltou ao assunto que o levara a procurar Vorcaro: “O André quer te receber. Acho que eu dei uma balançada nele naquele assunto.”

Ciro não detalhou na gravação qual era “aquele assunto”. Mais adiante, porém, fez referência direta à situação do Banco Central e afirmou que Mendonça já havia sido informado sobre ela tanto por ele quanto por Cezinha de Madureira.

“O André Mendonça disse que quer te receber junto comigo, me pediu até pra levar o Otto. Ele sabe, soube da situação do Banco Central toda. Eu contei. Ele já sabia que o Cezinha, Cezinha já tinha falado com ele.”

O áudio revela que havia ao menos duas linhas de interlocução com André Mendonça. Uma era conduzida por Ciro; a outra, por Cezinha de Madureira. Segundo o advogado, ambos já haviam conversado com o ministro sobre a situação relacionada ao Banco Central antes do encontro com Vorcaro.

Ciro disse ainda que iria a Brasília acompanhado de Otto e, em seguida, seguiria para São Paulo, onde seria internado no Hospital Sírio-Libanês. Propôs encontrar Vorcaro no próprio banco, por volta das 17h ou 18h, para que conversassem antes da reunião com Mendonça.

“Se quiser, eu passo no banco, a gente conversa”, sugeriu. Ao final, insistiu que precisava falar com o banqueiro e marcou um encontro para as 18h do dia seguinte.

Reunião marcada para quarta-feira

Em 17 de fevereiro, Ciro avisou que estava deixando Brasília, onde participara de uma reunião, e pediu para conversar com Vorcaro às 18h. “Dani, estou saindo de BSB agora. Estava numa reunião. Preciso falar com você hoje. Podemos marcar às 18h”, escreveu.

Os dois fizeram uma ligação de 18 segundos. Pouco depois, Ciro informou que estava “subindo”, indicando que teria chegado ao local combinado para o encontro com o banqueiro. Às 19h08, enviou uma nova mensagem: “Cezinha confirmou às 16h de quarta”.

A quarta-feira seguinte era 19 de fevereiro. O conjunto das conversas indica que Ciro se referia à reunião com André Mendonça que Vorcaro havia pedido para marcar dois dias antes.

Na data acertada, Ciro procurou novamente o banqueiro e pediu que Bruno Bianco Leal, ministro da Advocacia-Geral da União durante o governo de Jair Bolsonaro, também participasse. Em áudio, orientou Vorcaro a convocar o advogado para que os dois fizessem uma apresentação conjunta.

“Ô, Dani, deixa eu te falar aqui, pede ao Bruno Bianco chegar aqui quatro e meia, pode ser? Que aí a gente faz uma apresentação aqui. Ou quatro e vinte”, disse.

Bruno Bianco fez carreira na Advocacia-Geral da União e comandou o órgão entre agosto de 2021 e janeiro de 2023. Assumiu a chefia da AGU depois que André Mendonça deixou o governo Bolsonaro para ocupar uma cadeira no Supremo.

Após sair do serviço público, Bianco passou a atuar na iniciativa privada e tornou-se advogado ligado ao Banco Master. Mais tarde, integrou a equipe responsável pela defesa de Vorcaro.

As mensagens comprovam que uma reunião foi marcada para aquela quarta-feira, às 16h, e que Ciro tentou incluir Bianco na apresentação. O vazamento, entretanto, não contêm registros de deslocamento, chegada ou saída que permitam cravar que esse primeiro compromisso ocorreu.

O material prova o agendamento e os preparativos. Diferentemente do encontro do mês seguinte, porém, não demonstra de maneira conclusiva a presença simultânea de Vorcaro e Mendonça no local combinado.

Cezinha marca novo encontro

Menos de um mês depois, Cezinha de Madureira voltou a procurar Daniel Vorcaro. Em 13 de março, o deputado informou que havia marcado uma reunião com André Mendonça para as 17h do dia seguinte, em São Paulo.

“Amanhã sexta-feira 17:00 com ministro André em São Paulo”, escreveu.

Na mensagem seguinte, Cezinha indicou o endereço: Alameda Santos, número 647, 16º andar. Vorcaro respondeu: “Show” e, depois, “Marcado”. “Estarei lá para te receber”, afirmou o deputado, antes de reforçar a data e o horário: “Amanhã sexta-feira 14 às 17:00”.

Cezinha de Madureira é uma liderança da Assembleia de Deus do Ministério de Madureira e tem relação próxima com André Mendonça. Sua trajetória política está fortemente associada à Frente Parlamentar Evangélica e às lideranças da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil.

Nas conversas analisadas, a participação do deputado não se limitou a compartilhar o contato do ministro. Segundo Ciro, Cezinha já havia conversado com Mendonça sobre a situação envolvendo o Banco Central. Depois, confirmou o compromisso de fevereiro e organizou diretamente a reunião de março, indicando data, horário e endereço.

“Ministro já está te esperando”

No dia marcado, 14 de março, Vorcaro procurou o deputado pouco antes das 17h. “Fala amigo”, escreveu às 16h37. Três segundos depois, avisou: “Estou a caminho”.

Houve então uma ligação de 20 segundos entre os dois. Às 16h43, Cezinha enviou a mensagem que confirma que André Mendonça estava no local: “Ministro já está te esperando.”

Os diálogos entre Vorcaro e seu motorista corroboram o deslocamento. Às 16h30, sete minutos antes de avisar Cezinha de que estava a caminho, o banqueiro encaminhou ao funcionário o mesmo endereço enviado pelo deputado: Alameda Santos, 647, 16º andar.

“Descendo”, escreveu Vorcaro. Em seguida, ordenou: “Vamos nesse endereço”. O motorista respondeu: “Ok dr”. Às 18h40, Vorcaro voltou a procurar o funcionário e avisou: “Saindo”.

O cruzamento dos horários mostra que o banqueiro permaneceu no endereço durante cerca de duas horas. Cezinha havia informado que Mendonça já o aguardava no local, e o deputado afirmara no dia anterior que estaria lá para receber Vorcaro.

As mensagens, portanto, comprovam a existência de pelo menos um encontro presencial entre o dono do Banco Master e o ministro do Supremo. Também indicam a participação de Cezinha de Madureira.

Reunião em endereço privado

O encontro não aconteceu na sede do Supremo Tribunal Federal, no gabinete do deputado ou em uma dependência do Banco Master.

No endereço indicado por Cezinha — Alameda Santos, 647, 16º andar — funciona, segundo o documento vazado, o Instituto ITER, instituição de ensino dedicada a cursos de formação e aperfeiçoamento profissional. O instituto foi fundado por André Mendonça em 2023.

A escolha de um endereço privado torna necessário esclarecer se o encontro apareceu na agenda pública de Mendonça, em que condição o ministro recebeu o banqueiro, quem mais participou da conversa e qual assunto foi tratado.

O material não apresenta uma ata, gravação ou transcrição da reunião. Também não mostra se o ministro tomou alguma providência depois do encontro.

Deputado Cezinha de Madureira - Foto: Agência Câmara
Deputado Cezinha de Madureira – Foto: Agência Câmara

A ponte evangélica

Cezinha de Madureira exerce o terceiro mandato de deputado federal por São Paulo e é um dos principais representantes políticos da Assembleia de Deus do Ministério de Madureira.

Sua proximidade religiosa e política com Mendonça ajuda a explicar o papel de ponte desempenhado nas conversas. O ministro foi pastor presbiteriano e teve sua indicação ao Supremo promovida por Jair Bolsonaro sob a promessa de escolher um nome “terrivelmente evangélico”.

O deputado aparece no vazamento como uma pessoa com acesso direto ao ministro: teria conversado antecipadamente com Mendonça sobre a situação de Vorcaro perante o Banco Central, confirmado o compromisso de fevereiro e organizado o encontro comprovadamente realizado em março.

O que as mensagens provam — e o que não provam

O vazamento comprova que Ciro Rocha Soares procurou Vorcaro enquanto estava com André Mendonça; enviou uma fotografia ao lado do ministro; disse estar “trabalhando” para o banqueiro; e atuou para organizar uma reunião entre os dois.

Também comprova que Ciro afirmou ter apresentado a Mendonça um assunto relacionado a Vorcaro e que, segundo o próprio advogado, a conversa teria deixado o ministro “balançado”.

No mesmo áudio, Ciro disse que Mendonça conhecia “a situação do Banco Central toda” porque ele e Cezinha de Madureira já haviam falado sobre o tema com o ministro.

As mensagens registram ainda o agendamento de um compromisso para 19 de fevereiro, com a possível participação de Bruno Bianco, e comprovam a realização do encontro de 14 de março.

Sobre a reunião de março, há três conjuntos convergentes de evidências: Cezinha informou data e endereço; disse que Mendonça já aguardava Vorcaro; e as mensagens do banqueiro com o motorista comprovam sua chegada e sua permanência no local durante aproximadamente duas horas.

O material, por outro lado, não revela com precisão o pedido que teria sido levado a Mendonça. Também não permite afirmar que o ministro tenha interferido no Banco Central, prometido ajuda, recebido alguma vantagem ou adotado uma decisão em benefício do Banco Master.

A existência de uma reunião entre um ministro do Supremo e um banqueiro não configura, isoladamente, irregularidade. O interesse público está no contexto: a aproximação foi promovida como um trabalho em favor de Vorcaro, envolveu conversas prévias sobre uma situação no Banco Central e ocorreu de maneira secreta, em um endereço privado.

O outro lado

Nota do gabinete do ministro André Mendonça

Sobre a reportagem publicada nesta data, o ministro André Mendonça esclarece que recebeu o empresário Daniel Vorcaro uma única vez, em março de 2025, por iniciativa do próprio empresário, e que se limitou a ouvi-lo. No mesmo mês, atendeu também o advogado do empresário, e ainda mantém, nos registros do gabinete, os memoriais escritos recebidos por ocasião do encontro.

Em todas as ocasiões, o assunto tratado foi a Suspensão de Tutela Provisória (STP) 976, que estava sob julgamento do Supremo Tribunal Federal e que discutia créditos de precatórios de interesse do Banco, mas que se encontrava, na exata data da reunião, com pedido de vista de outro Ministro. Como já noticiado pela imprensa, o empresário buscou interlocução semelhante com outros integrantes do STF para tratar do mesmo assunto.

Registre-se, aliás, que a atuação jurisdicional do ministro foi contrária à posição defendida pelo empresário, em linha com sua posição historicamente defendida em casos semelhantes, conforme se pode verificar nos autos.

Por fim, o ministro não comenta diálogos privados entre terceiros, cujo teor não lhe cabe confirmar. Sua atuação, pública e privada, é pautada pela legalidade e pela impessoalidade”.

A reportagem também tentou localizar o advogado Ciro Rocha Soares para que comentasse as mensagens e os áudios, mas não conseguiu contato. O espaço permanece aberto para manifestações e esclarecimentos dos citados.

Nota do advogado Ciro Soares

Tentar marcar conversas com magistrados é uma prática natural e muitas vezes necessária na advocacia. Nas conversas mencionadas não há nenhuma irregularidade.

É importante destacar que, no período da dita conversa, fevereiro de 2025, Daniel Vorcaro não era investigado e o ministro referido não era relator de nenhum processo vinculado ao empresário.

O referido ministro só se tornou relator do caso Master em 2026, quase um ano depois da conversa. Não faz sentido, portanto, estabelecer qualquer conexão entre as duas situações.

Devemos deixar claro ainda que a quebra de sigilo de advogado com cliente é uma ilegalidade que afronta o amplo direito de defesa.

*A reportagem foi publicada originalmente na newsletter Noites Húngaras, do jornalista Paulo Motoryn, no Substack, e reproduzida na íntegra pelo ICL Notícia

Atualização: a informação de que o nome Otto se referia ao senador Otto Alencar foi incluída na versão inicial deste texto, mas, como não há comprovação, foi retirada posteriormente.

Correção: Uma versão anterior desta reportagem afirmou incorretamente que a advogada Valéria Linhares era mulher do deputado Cezinha de Madureira. Após a publicação, a assessoria de Valéria informou que os dois nunca foram casados. A reportagem corrigiu o erro e retirou os trechos que estabeleciam relação entre Valéria e Cezinha a partir dessa informação.

Fonte: DCM

Por unanimidade, TSE devolve o mandato do deputado federal Paulão (PT/AL)

Em julgamento no pleno, nesta noite de terça-feira, 1º, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu por unanimidade o retorno do deputado federal Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT), ao mandato na Câmara dos Deputados.

O relator, ministro Dias Toffoli, considerou como uma nulidade a ação que levou Nivaldo Albuquerque, ex-Republicanos e hoje no União Brasil, a ocupar o lugar de Paulão, legitimamente eleito pelo eleitores alagoanos.

O ministro relator deve encaminhar nesta quarta-feira, 2, o acórdão com a decisão da corte superior, para que Câmara retorne o deputado do PT para o seu mandato ainda esta semana.

O deputado Paulão acompanhou o julgamento na sede do TSE.

Paulão havia sido afastado do mandato pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AL), em uma ação que, praticamente, correu em segredo de justiça, na qual ele não era réu.

O deputado comemorou a decisão, destacando que a justiça resgatou o bom direito.

Fonte: É Assim

Mendonça abriu “as portas do inferno” para favorecer Flávio Bolsonaro, dizem ministros do STF

Crise institucional se aprofunda no Brasil

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) acusam André Mendonça de atropelar procedimentos da Corte para beneficiar eleitoralmente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e afirmam que o ministro abriu “as portas do inferno” ao lançar o tribunal em uma crise de consequências imprevisíveis. Com informações da Folha de S.Paulo.

A reação ocorreu depois do segundo indicado por Jair Bolsonaro obter e divulgar mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro que envolvem Alexandre de Moraes. Na terça-feira (1º), o ministro levantou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que registra a troca de mensagens entre Vorcaro e Moraes. Os diálogos sugerem encontros entre os dois antes da prisão do banqueiro e uma agenda frequente de reuniões.

Os ministros ouvidos afirmam que as supostas irregularidades atribuídas a Moraes devem ser apuradas. O questionamento recai sobre a forma e o momento escolhidos por Mendonça para agir. “Todos aqui tocam investigações, e há sempre um respeito por rito e forma, que ele não seguiu nesse caso”, afirmou um integrante do STF.

Para o mesmo magistrado, é “óbvio” que a avalanche de notícias produzida pela divulgação do material beneficia Flávio Bolsonaro, que disputa a Presidência da República e já passou a defender publicamente a renúncia de Moraes. Segundo ele, não haveria justificativa para Mendonça tomar a iniciativa justamente neste momento da campanha eleitoral.

Outro ministro usou uma imagem ainda mais dura para descrever as consequências da iniciativa. Segundo ele, Mendonça “riscou o palito de fósforo dentro do tanque de combustível” e “abriu as portas do Supremo para o inferno”. O magistrado afirmou que ninguém sabe quais serão as consequências da crise, citando inclusive a possibilidade de futuros processos de impeachment contra integrantes do STF.

Outra crítica feita é sobre o caminho jurídico adotado por Mendonça. Pela jurisprudência do STF, a investigação de um ministro da Corte depende de provocação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Mendonça, porém, pediu de ofício à PF o relatório sobre as mensagens de Vorcaro. Um dos ministros ouvidos considera que a produção desse documento já configuraria uma investigação e, portanto, poderia ser considerada nula.

Há ainda questionamentos sobre o vazamento das mensagens antes da retirada oficial do sigilo. Depois que veículos de imprensa tiveram acesso ao material, Mendonça tornou o conteúdo disponível a qualquer cidadão. “É correto um juiz vazar as coisas para atingir um investigado? Ainda mais sendo um colega?”, questionou um segundo ministro ouvido pela coluna.

Fonte: DCM

Policial federal invade Ufal e ameaça estudantes

Como o objetivo de “lacrar” nas redes sociais, o policial federal Flávio Moreno (PL), candidato a deputado federal por Alagoas, adentrou o campus A.C. Simões da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), em Maceió, nesta terça-feira, 1º, para ameaçar os estudantes do Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes (ICHCA).

Segundo relatos, o policial federal Flávio Moreno, que foi ao local acompanhado de outros homens que faziam sua segurança, estava descontrolado e atacou furiosamente os estudantes com ofensas e insultos.

De acordo com os estudantes, o candidato teria se apresentado como “delegado federal”. No entanto, conforme os registros eleitorais, Moreno é policial federal e declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a ocupação de servidor público federal.

A candidatura de 2026 é a quinta de Flávio Moreno numa disputa eleitoral. Conhecido por receber e não trabalhar, já que em todas as eleições costuma se candidatar, Flávio também é conhecido como “poca urna”, candidato que faz muito barulho, mas não tem votos para se eleger.

Os estudantes que foram agredidos verbalmente cobram da reitoria e dos órgão públicos medidas concretas em defesa da segurança da comunidade acadêmica e contra os abusos cometidos pelo policial federal.

Redação com Extra

Funcionários da BRA cobram salários atrasados, empresa presta serviço a prefeitura de Maceió

Trabalhadores da empresa BRA, que presta serviços para a prefeitura de Maceió, denunciam que estão com os salários atrasados. No dia 19 de agosto, eles realizaram uma manifestação em frente à sede da prefeitura, no bairro de Jaraguá, cobrando os valores pendentes.

Mas, até agora a situação continua a mesma. Segundo um funcionário que não quis se identificar, “está muito complicado, os servidores já estão indo pro segundo mês, sem receber os salários. E ninguém faz nada, há uma grande insatisfação, muitos estão pagamento com o pagamento de aluguel, energia e água atrasados.” O funcionário também explicou que “as pessoas tem medo de se expor, pois pode sofrer retaliação.”

Para os funcionários, o sindicato da categoria deveria ser mais enérgico e os poderes públicos silenciam diante da questão.

Já a empresa, alega que o atraso nos salários é culpa da prefeitura de Maceió, que não repassa os valores devidos pelos serviços prestados.

Foto: Redes sociais da empresa

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