Ex-presidente das Filipinas é preso por  crimes contra a humanidade

A polícia das Filipinas prendeu nesta terça-feira (11/3) o ex-presidente Rodrigo Duterte depois que o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu um mandado contra ele por crimes contra a humanidade por sua “guerra” mortífera de combate às drogas.

Duterte, de 79 anos, foi detido pela polícia logo após chegar ao aeroporto de Manila, vindo de Hong Kong.

Ele não se desculpou por sua brutal repressão contra as drogas, que resultou na morte de milhares de pessoas quando era presidente do país de 2016 a 2022, e prefeito da cidade de Davao antes disso.

Ao ser preso, ele questionou, inclusive, a base do mandado, perguntando: “Que crime [eu] cometi?”

O TPI explicou anteriormente que tem jurisdição nas Filipinas sobre supostos crimes cometidos antes de o país deixar de ser membro.

Mas os ativistas consideraram a prisão um “momento histórico” para aqueles que morreram na guerra às drogas e seus familiares, afirmou a Coalizão Internacional pelos Direitos Humanos nas Filipinas (ICHRP, na sigla em inglês).

“O arco do universo moral é longo, mas hoje ele se curvou em direção à justiça. A prisão de Duterte é o início da responsabilização pelos assassinatos em massa que definiram seu governo brutal”, disse o presidente da ICHRP, Peter Murphy.

Duterte estava em Hong Kong para fazer campanha para as eleições de meio de mandato de 12 de maio, nas quais ele planejava concorrer à prefeitura de Davao.

Imagens exibidas na televisão local mostraram ele saindo do aeroporto usando uma bengala. As autoridades dizem que ele está com a “saúde boa”, e está sendo atendido por médicos do governo.

“Qual é o meu pecado? Fiz tudo na minha época pela paz e por uma vida pacífica para o povo filipino”, disse ele a uma multidão animada de expatriados filipinos antes de deixar Hong Kong.

Um vídeo postado por uma das filhas dele, Veronica Duterte, mostrou o ex-presidente sob custódia em uma sala de espera na Base Aérea de Villamor, em Manila. No vídeo, ele pode ser ouvido questionando o motivo da sua prisão.

“Qual é a lei, e qual é o crime que eu cometi? Não fui trazido para cá por vontade própria, mas por vontade de outra pessoa. Você tem que responder agora pela privação de liberdade.”

A ‘guerra às drogas’

Duterte foi prefeito de Davao, uma extensa metrópole do sul das Filipinas, por 22 anos — e a transformou em uma das cidades mais seguras do país em relação a crimes de rua.

Ele aproveitou a reputação de paz e ordem de Davao e se apresentou como um político antiestablishment com discurso duro para vencer as eleições de 2016 por uma vitória esmagadora.

Com uma retórica inflamada, ele reuniu as forças de segurança para matar suspeitos de tráfico de drogas. Mais de 6 mil suspeitos foram mortos a tiros pela polícia ou por agressores desconhecidos durante a campanha, mas grupos de direitos humanos dizem que o número pode ser maior.

Um relatório anterior da Organização das Nações Unidas (ONU) constatou que a maioria das vítimas eram homens jovens pobres de áreas urbanas, e que a polícia, que não precisa de mandados de busca ou de prisão para realizar batidas domiciliares, forçava sistematicamente os suspeitos a fazer declarações autoincriminatórias, ou corriam o risco de enfrentar a força letal.

Os críticos afirmam que a campanha tinha como alvo os traficantes de rua da pobreza urbana, e não conseguiu capturar os grandes chefões do tráfico. Muitas famílias também alegaram que as vítimas — seus filhos, irmãos ou maridos — estavam simplesmente no lugar errado e na hora errada.

As investigações no Parlamento apontaram para um obscuro “esquadrão da morte” de caçadores de recompensas que tinham como alvo suspeitos de tráfico de drogas. Duterte negou as alegações de abuso.

“Não questione minhas políticas porque não peço desculpas, não dou desculpas. Fiz o que tinha de fazer e, quer você acredite ou não… Eu fiz isso pelo meu país”, disse Duterte durante uma investigação parlamentar em outubro.

“Eu odeio drogas, não tenham dúvidas”.

O TPI tomou conhecimento dos supostos abusos pela primeira vez em 2016, e iniciou sua investigação em 2021. Ela abrangeu casos desde novembro de 2011, quando Duterte era prefeito de Davao, até março de 2019, antes de as Filipinas se retirarem do TPI.

‘Donald Trump do Leste’

Duterte continua popular nas Filipinas por ser o primeiro líder do país oriundo de Mindanao, uma região ao sul de Manila, onde muitos se sentem marginalizados pelos líderes da capital.

Ele costuma falar em cebuano, o idioma regional, e não em tagalog, língua que é mais falada em Manila e nas regiões do norte.

A retórica populista e as declarações contundentes renderam a ele o apelido de “Donald Trump do Leste”. Ele chamou o presidente russo, Vladimir Putin, de “ídolo” e, sob seu governo, as Filipinas direcionaram sua política externa para a China, afastando-se dos EUA, seu aliado de longa data.

Sua filha e herdeira política, Sara Duterte, é a atual vice-presidente das Filipinas — e é apontada como uma possível candidata à presidência em 2028.

Nos últimos meses, a aliança da família Duterte com o atual presidente Ferdinand Marcos Jr. se desfez de forma espetacular diante do público, logo depois que Marcos e Sara Duterte venceram as eleições de 2022 por uma vitória esmagadora.

Inicialmente, Marcos se recusou a cooperar com a investigação do TPI, mas à medida que seu relacionamento com a família Duterte se deteriorava, ele mudou sua posição e, mais tarde, indicou que as Filipinas cooperariam.

Ainda não está claro se Marcos chegaria ao ponto de extraditar o ex-presidente para ser julgado em Haia, na Holanda, onde fica o tribunal.

Fonte: BBC Brasil

MST conquista suspensão do despejo de mais de 100 famílias no Paraná

Decisão atende pedido da Defensoria Pública Estadual e adia reintegração de posse de comunidade rural formada há 20 anos

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu por tempo indeterminado a reintegração de posse de mais de 100 famílias da comunidade Resistência Camponesa, em Reserva do Iguaçu, no centro-sul do Paraná. O despejo estava previsto para esta segunda-feira (10).

A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes na madrugada de domingo (9), durante o plantão judiciário. Ele atendeu a uma medida cautelar apresentada pelo defensor público João Victor Rozatti Longhi, da Defensoria Pública do Paraná, contra a ordem de despejo determinada pela Vara Cível da Comarca de Pinhão.

“Hoje é um dia de muita alegria e emoção”, afirmou Bruna Zimpel, da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Paraná. “Essa conquista significa a vitória da luta popular, mas, principalmente, sinaliza a partir dos órgãos competentes, Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] e MDA [Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar], a possibilidade do assentamento definitivo das famílias que ocupam esse território”, disse a militante, que vive em um acampamento em Clevelândia.

A mobilização para barrar a ação envolveu marchas e atos políticos. Na sexta-feira (7), cerca de 500 trabalhadores rurais caminharam até a prefeitura de Reserva do Iguaçu e participaram de um café da manhã coletivo. À tarde, reuniram-se com a juíza Natália Calegari Evangelista no Fórum de Pinhão. O protesto integrou a Jornada Nacional das Mulheres Sem Terra, que ocorre até 14 de março com o lema Agronegócio é violência e crime ambiental, a luta das mulheres é contra o capital.

Comunidade consolidada há 20 anos

A comunidade Resistência Camponesa ocupa a área há cerca de duas décadas. As famílias estruturaram moradias e cultivam grãos, frutas, hortaliças e criam animais. Parte da produção abastece a feira semanal do município e o comércio local.

A ocupação é uma das mais de 80 comunidades da reforma agrária no Paraná que aguardam regularização. No estado, cerca de 7 mil famílias vivem em áreas organizadas pelo MST. O prefeito de Reserva do Iguaçu, Vitorio Antunes de Paula, apoia a permanência dos agricultores. “Nós, que somos moradores de Reserva do Iguaçu, sabemos da importância de um assentamento. Temos três assentamentos aqui em Reserva do Iguaçu, muito produtivos, e nós lutamos para que essas famílias continuem exatamente no espaço onde estão. É um sonho não somente dos moradores, mas para todos nós reservenses, porque a gente sabe bem da importância da geração de emprego e renda”, afirmou.

Conflitos e violência

Os moradores relatam ameaças e ataques por parte de supostos proprietários da terra. Em agosto de 2023, homens armados invadiram a comunidade e incendiaram casas. Meses antes, um casal de idosos perdeu a residência em um incêndio criminoso.

Loreni de Fátima dos Santos, agricultora da comunidade, afirma que a violência afetou a subsistência das famílias. “Tiraram nosso direito de plantar, tiraram nosso direito de viver, porque nós estávamos na nossa vida tranquila, em paz, criando nossos filhos, vivendo normal e hoje nós estamos aqui embaixo de um barraco de lona. Então, eu quero justiça, eu estou implorando por justiça, não só por mim, mas para todas as 110 famílias que acampadas no Acampamento Resistência Camponesa”, disse.

A posse da terra é contestada. O suposto dono não tem registro da propriedade em seu nome, mas teve apoio de autoridades locais e da polícia em ações de despejo.

Incra tenta solução definitiva

O Incra manifestou interesse em desapropriar a área para assentar as famílias. O processo está suspenso por decisão judicial, mas ainda cabe recurso.

Nilton Bezerra Guedes, superintendente do Incra no Paraná, afirmou que busca alternativas. “A gente tem como solução a obtenção da área e a criação de um projeto de assentamento. Ou, no mínimo, que tenha um prazo suficiente para que o Incra abra chamada pública e obtenha uma área no próprio município pra poder estar resolvendo. Nós sabemos que um despejo é a última alternativa”, explicou.

O MST segue mobilizado para garantir a permanência da comunidade e a formalização de novos assentamentos no estado.

Fonte: Brasil de Fato

Prisão de líder estudantil pró-Palestina em NY causa indignação mundial

A indignação se espalhou nesta segunda-feira (10) entre acadêmicos e organizações de defesa dos direitos humanos, após a prisão de um líder das manifestações pró-Palestina que abalaram no ano passado a prestigiosa Universidade de Columbia, em Nova York.

O presidente americano, Donald Trump, afirmou hoje que a prisão de Mahmoud Khalil foi “a primeira de muitas”. “Sabemos que há mais estudantes em Columbia e outras universidades do país que se envolveram em atividades pró-terroristas, antissemitas e antiamericanas, e o governo Trump não vai tolerar isso”, publicou o presidente na rede social Truth Social.

Khalil, um dos nomes mais conhecidos nos protestos estudantis que eclodiram no ano passado contra a guerra de Israel em Gaza, foi preso por autoridades migratórias no fim de semana.

O Departamento de Segurança Nacional disse que a prisão foi em resposta às “ordens executivas do presidente Trump que proíbem o antissemitismo, e em coordenação com o Departamento de Estado”.

No momento de sua prisão, Khalil tinha um “green card”, uma autorização de residência permanente nos Estados Unidos, de acordo com o sindicato Student Workers of Columbia.

Em sua mensagem, Trump ameaçou aplicar as mesmas medidas contra outros manifestantes no campus, a quem acusou, sem provas, de serem “agitadores pagos”. “Encontraremos, prenderemos e deportaremos esses simpatizantes terroristas do nosso país (…) para nunca mais voltarem”, escreveu ele.

A União Americana pelas Liberdades Civis (Aclu) classificou a detenção como “sem precedentes, ilegal e antiamericana”. “As ações do governo têm claramente a intenção de intimidar e desencorajar a expressão de uma parte do debate público”, declarou Ben Wizner, diretor do Projeto de Expressão, Privacidade e Tecnologia da Aclu.

– ‘Sequestro’ –

Mais de mil pessoas se manifestaram na tarde de hoje em Manhattan para expressar “vergonha”. Tobi, uma ex-aluna da universidade que participou dos protestos no campus antes “da militarização” do local, hoje fechado ao público, disse que se trata de um sequestro, e não de uma prisão.

“É ultrajante atacar ativistas, abre um precedente perigoso, portanto vou resistir energicamente e mostrar que isso não vai nos parar”, disse a manifestante, que se descreve como uma “judia” apoiadora da causa palestina.

Trata-se de um “ponto de inflexão” após mais de um ano de crise latente, cujo “objetivo é aterrorizar”, afirmou Donna Lieberman, que preside a seção novaiorquina da Aclu.

“Se Mahmoud Khalil pode ter seu status de residente permanente revogado sem recurso, então nenhum imigrante ou estudante estrangeiro, em nenhum campus americano, está seguro”, comentou a Coalizão de Estudantes de Columbia pela Solidariedade à Palestina, que denunciou o que chamou de “silêncio preocupante” da universidade.

A detenção também gerou indignação na ONU. O porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou nesta segunda-feira que “é crucial enfatizar a importância de respeitar o direito à liberdade de expressão e o direito de reunião pacífica”.

– ‘Momento obscuro’ –

Após a prisão de Khalil, “os estudantes nos dizem que têm medo de vir ao campus”, disse o professor de Columbia Joseph Howley. “Ele se tornou um prisioneiro político”, comentou Michael Thaddeus, um dos cerca de 50 professores que expressaram preocupação hoje, que considera a prisão do jovem “um momento obscuro na história dos Estados Unidos”.

Uma petição online pela libertação de Khalil já reuniu mais de 1,7 milhão de assinaturas.

Vários campi dos Estados Unidos foram palco de protestos estudantis no ano passado contra o conflito na Faixa de Gaza desencadeado pelo ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.

Fonte: AFP

STF condena mais 63 réus pelos ataques golpistas de 08/01/23; total de sentenciados passa de 480

O STF (Supremo Tribunal Federal) condenou mais 63 réus pelos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. Com as novas decisões, estabelecidas em sessão encerrada no dia 28 de fevereiro, a corte soma ao menos 480 sentenciados pelos atos contra as sedes dos três Poderes.

Das ações concluídas em fevereiro, 47 foram analisadas pelo plenário e 16 pela Primeira Turma. As penas variam de um ano de detenção, substituído por medidas alternativas, a 17 de prisão.

No total, os atos golpistas resultaram em denúncias contra 1.687 envolvidos.

Neste ano, foram 109 condenações nas sessões de fevereiro. Há mais uma ação penal em julgamento a ser concluído nesta terça-feira (11).

Cada réu é julgado individualmente pelo STF. Todos os julgamentos ocorreram em plenário virtual, em sessões de 1 a 28 de fevereiro, ambiente remoto por meio do qual os ministros incluem os votos e não há discussão entre eles a respeito dos temas analisados.

No período, a corte também homologou um acordo de não persecução penal firmado com duas pessoas acusadas de crimes de associação criminosa.

Das condenações impostas pela Primeira Turma, nove foram por crimes mais graves. Nesses casos, os condenados receberam penas de 14 a 17 anos. Eles também deverão pagar indenização por danos morais coletivos de, no mínimo, R$ 30 milhões.

O valor corresponde aos prejuízos materiais causados, além dos danos a bens culturais e históricos, e deverá ser dividido por todos os condenados.

Aqueles com penas mais brandas deverão cumprir 225 horas de serviço comunitário, participar de curso sobre Democracia, Estado de Direito e Golpe de Estado com conteúdo elaborado pelo MPF (Ministério Público Federal) e pagar multas, além de estarem proibidas de deixar sem autorização a cidade onde vivem e de participarem de redes sociais até o cumprimento final da pena.

Todos tiveram os passaportes suspensos e eventual registro ou posse de arma revogado. Nesse caso, a multa solidária, a ser dividida por todos os condenados, foi fixada em R$ 5 milhões.

O voto do ministro Alexandre de Moraes, relator dos casos, prevaleceu e ele foi acompanhado por oito magistrados. Os ministros Nunes Marques e André Mendonça ficaram vencidos.

Para a corrente majoritária, os réus faziam parte de um grupo que tinha intenção de derrubar o governo democraticamente eleito em 2022.

De acordo com Moraes, ocorreu um crime de autoria coletiva em que, a partir de uma ação conjunta, todos contribuíram para o resultado.

Ao todo, segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República), até 8 de janeiro deste ano, mais de 900 pessoas já haviam sido responsabilizadas, incluindo aquelas que firmaram acordo com a Justiça.

Segundo o órgão, a violência gerou um prejuízo ao patrimônio público estimado em R$ 24 milhões.

A maior parte dos invasores foi condenada por cinco crimes: associação criminosa armada, abolição violenta do Estado democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Ao todo, 155 réus estão presos. De acordo com informações do STF levantadas em janeiro, 78 deles provisoriamente, e 70, definitivamente. Sete estão em prisão domiciliar. Apenas quatro foram absolvidos.

Outros 527 réus optaram por assinar os chamados acordos de não persecução penal. Por meio desse instrumento, quem responde por crimes menos graves pode ter a ação penal encerrada sem condenação, desde que cumpra medidas alternativas.

Entre essas medidas, estão prestar 150 horas em serviços comunitários e participar de curso sobre democracia. Nesse período, os réus ficam com passaportes e porte de arma suspensos e não podem usar redes sociais. Após o cumprimento total, mantêm a condição de réus primários.

No total, há 1.552 ações penais em curso.

Fonte: Folha de SP

65% dos brasileiros apoiam fim da escala 6×1, diz pesquisa

Quase dois terços dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho e um de descanso), segundo levantamento da Nexus Pesquisa e Inteligência. A sondagem aponta que 65% são favoráveis ao fim do regime, enquanto 27% são contrários à redução, 5% são neutros e 3% não souberam opinar.

O apoio entre quem está inserido no mercado de trabalho, de maneira formal ou informal, é ligeiramente maior: 66%. A aprovação sobe para 73% entre desempregados e 76% entre jovens que possuem entre 16 e 24 anos.

O número é de 61% entre aposentados, pensionistas, estudantes e donos de casa. No recorte de gênero e renda, mulheres (68%) e quem ganha até um salário mínimo (70%) são os que mais apoiam a redução na jornada.

A maior parte (65%) dos entrevistados argumenta que a redução dos dias de trabalho geraria maior qualidade de vida para a população, enquanto 16% acreditam que trariam prejuízo, 15% avaliam que não faria diferença e 4% não souberam opinar.

Outros argumentam que o fim do 6×1 aumentaria a produtividade, o desenvolvimento social e econômico do país ou a lucratividade de empresas. Veja os números:

Brasileiros apontam prejuízos e benefícios do fim da escala 6×1. Foto: Reprodução

O fim da escala 6×1 ganhou força após a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) apresentar uma proposta para acabar com a jornada em fevereiro. A proposta aguarda despacho da Câmara para começar a tramitar na Casa Legislativa.

Se a proposta for aprovada, 47% dos brasileiros dizem que vão dedicar mais tempo à família. A presença em casa foi a motivação mais citada em todos os recortes (sexo, renda, escolaridade, região, idade e religião) da pesquisa.

Outras respostas frequentes são: cuidar da saúde (25%), fazer renda extra (22%) e investir em cursos ou capacitação profissional (17%). A pesquisa foi feita entre os dias 10 e 15 de janeiro com 2 mil pessoas presencialmente e o grau de confiança é de 95%.

Fonte: DCM

Massacre na Síria deixa mais de 1,3 mil mortos

Grupos leias a Bashar al-Assad e as forças de segurança estão em guerra; civis são maioria das vítimas

O número de mortos no massacre ocorrido em resposta aos ataques de grupos leais ao presidente deposto Bashar al-Assad contra forças de segurança do novo governo de Damasco na costa mediterrânea da Síria subiu para 1.311, incluindo 830 civis, na pior onda de violência em anos no país, informou neste domingo a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

– O número total de mortos e mártires, tanto civis quanto militares, aumentou para 1.311 durante a operação de segurança que ocorreu em resposta aos ataques de militantes alauítas às forças de segurança nesta quinta-feira (6) – disse a organização em um comunicado.

A ONG, sediada no Reino Unido, mas com uma ampla rede de colaboradores no local — e que em declarações anteriores havia especificado que a maioria das vítimas civis havia sido sumariamente executada ou assassinada a sangue frio — detalhou o número total de mortos em 830 civis, 231 membros das forças de segurança, bem como 250 militantes leais ao antigo regime.

O OSDH fez um apelo “urgente” às ​​autoridades sírias em Damasco para “responsabilizar o pessoal de segurança e defesa envolvido nas execuções no local” contra a minoria alauíta, um ramo do islamismo xiita ao qual o ex-presidente Assad pertence e que foi privilegiado durante seu regime.

A nota diz que “a impunidade incentiva a repetição de crimes no futuro, o que ameaça a estabilidade política e social na Síria após a queda de Assad”.

A grande maioria dos civis foi morta nas províncias costeiras de Latakia (519) e Tartus (220) como resultado do que a ONG chamou de “operação de liquidação”, que incluiu civis não alauitas.

– As forças de segurança, pessoal do Ministério da Defesa e suas forças aliadas cometeram crimes de guerra e violações de direitos humanos, na ausência de quaisquer medidas legais dissuasivas. Esses crimes ocorreram no contexto de operações de vingança generalizadas contra membros da seita alauíta, em meio a assassinatos em massa, incêndios de casas e deslocamentos forçados em andamento, na ausência de qualquer intervenção internacional para impedir esses massacres – disse o Observatório.

Até agora, o novo governo sírio não reconheceu esses atos nem forneceu um detalhamento do número de vítimas civis ou baixas em suas fileiras.

O presidente interino sírio, Ahmed al-Sharaa, anunciou hoje a formação de um “comitê independente para investigar violações contra civis” e apurar quem são os responsáveis pelo massacre.

Esta comissão, que terá 30 dias para enviar o relatório à Presidência, foi encarregada de “revelar as causas, circunstâncias e condições que levaram à ocorrência destes fatos”, bem como identificar os responsáveis ​​para levá-los à Justiça.

Fonte: EFE

8 de março: mulheres protestam por direitos em Maceió

Concentração aconteceu na Jatiúca

O ato público que marca o Dia Internacional da Mulher (8 de março) teve concentração às 9h, no início da avenida Doutor Antônio Gomes de Barros (antiga Amélia Rosa), em frente ao Maceió Shopping, no bairro Jatiúca, em Maceió.

Convocado pela Frente Feminista de Alagoas, o ato público unificado do “8M” trouxe o tema: “Ainda estamos aqui: Mulheres na luta por direitos, democracia, trabalho decente e pelo bem viver. Contra todo tipo de violência e abaixo o patriarcado!”.

Para a diretora de Política Sindical da Adufal, Sandra Lira, participar da manifestação é uma forma de reforçar as lutas diárias mulheres: “Este é um dia de reivindicação e reafirmação da nossa luta, mas é também um alerta de que seguimos enfrentando desafios diários. Frequentemente vemos notícias sobre casos de feminicídio que não podem, de forma alguma, se tornarem banais. Devemos seguir firmes denunciando toda forma de violência e retrocessos”, afirma a professora da Ufal.

Sindicatos, centrais sindicais, partidos de esquerdas e entidades e movimentos democráticos e populares participaram da manifestação em defesa dos direitos das mulheres trabalhadoras.

DEU BRASIL

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 09 de Março de 2025

Luz, câmera e ação, gravando! Ainda Estou Aqui chegou lá e o Brasil verde e amarelo ganhou o primeiro Oscar da história, levando a estatueta de melhor filme estrangeiro.
O filme baseado no livro de Marcelo Rubens Paiva caiu como uma bomba no colo dos milicos; e eu não tô falando do atentado do Rio Centro em 1981, para os ditadores da Ditadura da época o longa é só mais uma produção bancada pela Lei Rouanet, de comunistas esquerdistas, essa narrativa nem na bolha deles colou e Walter Salles conseguiu mostrar ao país e ao mundo que a Ditatura no Brasil foi um período tão horrendo que sua volta em 2023 estaria concretizada com a vitória da extrema direita nas urnas, mas no meio caminho tinha uma pedra, digo, tinha um Barba.

A premiação do Oscar coincidiu com o Carnaval e não víamos a muito tempo uma torcida pelo Brasil tão empolgada, o filme conseguiu resgatar o verdadeiro patriotismo dos tupiniquins, teve boneco de Olinda da Fernanda Torres, teve máscara da atriz nos blocos de rua, teve homenagens ao Rubens e Eunice Paiva de todas as formas e tamanhos, um sucesso à altura do amor que o brasileiro tem pela sétima arte.
Vamos sorrir!

Numa atuação digna de premiação, Lula zera os impostos de importação de vários produtos alimentícios, uma medida amplamente criticada pelo Agro e por muitos Governadores de direita, que disseram que não reduzirão o ICMS dos produtos em seus estados.
Um ataque direto ao maior projeto e promessa do Governo Lula, que é colocar comida barata na mesa dos brasileirinhos. Se Luiz Inácio optasse pela redução de impostos de mansões e carros de luxo, aí seria unânime a redução nesses estados comandados por aqueles que enfeitam a mesa com pão e margarina, mas por trás das câmeras comem caviar e bebem vinho importado, com imposto, claro.

Pra finalizar com chave de ouro, um parabéns especial a todas mulheres pelo seu dia, 08 de Março. Elas estão numa luta infinita por melhores condições de vida, salário igual ao dos homens, jornada reduzida, pelo fim do assédio moral e sexual e por mais segurança no país, que infelizmente, carrega o feminicidio como uma marca triste e inconcebível da sua historia. A luta dessas guerreiras não é digna de Oscar, pois a vida real delas é gigante e não tem filme que consiga retratar de forma fidedigna todas as suas infindáveis batalhas.
Elas ainda estão aqui!

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 05 – Edição 220

Mulheres pró-Palestina são espancadas pela polícia alemã no 08 de março de Berlim

Ato pelo Dia Internacional da Mulher termina com repressão policial covarde a manifestantes que protestavam contra o massacre do povo palestino

A celebração do Dia Internacional da Mulher em Berlim, na Alemanha, neste sábado (8), foi marcada por repressão policial contra manifestantes pró-Palestina. Durante os atos, que reuniram milhares de pessoas em defesa dos direitos das mulheres, agentes da polícia da capital alemã agiram com brutalidade contra mulheres que protestavam contra o massacre de palestinos em Gaza.

A manifestação “Until Total Liberation” (em português, “Até a libertação total”), organizada pelo coletivos pró-Palestina, foi alvo de truculência por parte dos agentes. De acordo com comunicado do grupo Palestinians and Allies (em português, “Palestinos e aliados”), pelo menos três mulheres da comunidade FLINTA (sigla em alemão para mulheres, pessoas lésbicas, intersexuais, não-binárias, trans e agênero) foram retiradas à força da multidão e submetidas a agressões físicas e privação de liberdade. 

“A Polícia de Berlim puxou uma manifestante FLINTA da multidão na Oranienstr/Skalitzerstr e a empurrou contra um arbusto, onde foi mantida nessa posição forçada por minutos”, diz o comunicado

Outro caso descrito pelo grupo denuncia que uma manifestante foi jogada ao chão, algemada com uso excessivo de força e teve um policial pressionando o joelho sobre ela. 

Fonte: Revista Fórum

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