Bets passam YouTube e WhatsApp e são 2º maior destino da internet do Brasil

YouTube, Facebook, Instagram e várias outras estão abaixo das casas de apostas

O SimilarWeb, que acompanha o tráfego mundial da internet, apontou que as casas de apostas, as populares bets, ultrapassaram plataformas importantes e populares no Brasil em número de acessos, se tornando o segundo destino mais acessado na internet brasileira.

Mas, apesar desse sucesso todo, essas empresas são questionadas pelo fato de que muitas pessoas que usam seus serviços viciam no jogo a ponto de perderem todas as suas economias e bens.

E, para aumentar essa onda de acesso às bets, os apps delas estão começando a crescer na Google Play Store, pois a big tech resolveu liberar tais games, inclusive os de cassino — e os do tigrinho.

Detalhes do levantamento das bets na internet

Vale ressaltar que os dados correspondem apenas às bets legalizadas no Brasil. Segundo o Comitê Gestor da Internet (CGI), são 193 ao todo. A audiência dessa categoria de site é superior, contudo, a parte que compete às casas de apostas ilegais não foi contabilizada.

Ao colunista do UOL Helton Simões Gomes, Leonardo Benites, diretor de comunicação da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), explicou o motivo desse grande boom de acessos. “Até pelos investimentos de marketing feitos hoje pela indústria, faz total sentido a quantidade de tráfego que geramos. Isso só concatena com a ideia de que é algo que o brasileiro buscava e vai continuar buscando”, pontuou.

“Tínhamos uma demanda extremamente reprimida, porque os jogos e as apostas foram banidos no Brasil de forma legal desde 1948. Eu tenho certeza que hoje o tráfego só está em segundo porque trata somente das bets reguladas. Ainda temos uma fatia significativa de mercado ilegal no Brasil, porque as ações de combate ao ilegal ainda são morosas”, prosseguiu.

Como tudo isso começou

  • A reviravolta das bets começou em janeiro, quando uma parcela dessas empresas passou a operar de forma regulamentada por aqui;
  • Elas foram legalizadas em 2018, mas as casas de aposta de quota fixa precisaram, a partir de 2025, seguir várias regras, como:
    • Obter licença da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda;
    • Pagar R$ 30 milhões;
    • Seguir uma série de regras que versam sobre a movimentação do dinheiro de apostadores e identificação dessas pessoas;
    • Trocar o domínio de seu site, saindo do “.com.br” para “.bet.br”.
  • A troca de domínio facilitou o trabalho da SimilarWeb, que, normalmente, exibe visitas de cada site separadamente;
  • Segundo a companhia, a novidade aconteceu para “para garantir uma visão mais precisa do mercado”, mas diz que “essa configuração já está sendo revisada”.

O consultor e professor de estratégia de marketing da FAAP, José Sarkis Arakelian, essa comparação (compilação de portais com um único domínio e sites separados) é importante para mostrar a dimensão que as bets têm no mercado.

Em contrapartida, o especialista alera que essa comparação precisa ser analizada com cautela, já que o “duelo” é de um segmento inteiro contra players que são isolados de outras, como redes sociais e sites de notícia.

Números

Logo em janeiro, primeiro mês de regulamentação, as bets chegaram à média diária de 55 milhões de acessos, contudo, o valor subiu gradativamente até chegar a 68 milhões por dia em maio, último mês computado até o momento.

Naquele mês, as casas de apostas obtiveram 2,7 bilhões de visitas, seguido por YouTube (1,3 bilhão), Globo (765 milhões), WhatsApp (759 milhões), TikTok (740 milhões). Só perde para o Google (4,9 bilhões). Além disso, o Brasil concentra 99,92% do tráfego do domínio “bet.br”, sendo o 14º mais visitado no mundo.

Dados obtidos pela coluna apontam que as visitas têm pouca variação no dia a dia. Quando há jogos de futebol decisivos, mais pessoas correm para as bets, como, por exemplo, durante a final da UEFA Champions League 2024/25, ocorrida há pouco mais de um mês, entre PSG e Inter de Milão, quando 73,8 milhões de pessoas acessaram os sites dessas plataformas.

Contudo, o recorde aconteceu em 7 de maio, dia de semifinal da competição europeia, entre PSG e Arsenal, além de confrontos de três clubes brasileiros: Bahia (contra o Nacional [URU]); Flamengo (contra o Central Córdoba); e Palmeiras (contra o Cerro Porteño). Naquela oportunidade, foram 76,7 milhões de visitas.

O colunista do UOL pediu para que o consultor em marketing digital William Porto compilasse os dados e realizasse uma análise da estratégia das bets. Com as informações fechadas em maio, temos que:

  • O tráfego direto foi o principal agente quando falamos das visitas, com 67,8%;
  • As redes sociais influenciaram bem menos: apenas 8,24%, sendo que, dentro deste segmento, o YouTube foi o que mais ajudou, com 57,4% do total;
  • Acessos vindos de sites de busca, como o Google, são a segunda maior fonte de audiência das bets, com 14,26%, sendo que a estratégia de Otimização de Motores de Busca (SEO, na sigla em inglês) se baseia nas marcas das próprias bets, levando em consideração as palavras-chave procuradas pelos apostadores para chegarem aos sites de suas casas de apostas favoritas.

Porto indica ainda que, os números, em especial os de tráfego orgânico, apontam para uma estratégia bem-sucedida de construção da marca dessas empresas.

Arakelian destrincha esse processo: após as bets terem obtido a sanção para operarem legalmente no Brasil, elas conseguiram aceitação social via patrocínios oferecidos aos principais clubes de futebol brasileiros e em programas esportivos de TV e rádio, ao passo em que passaram a patrocinar influenciadores digitais e personalidades de vários segmentos.

“A bet tem uma característica muito importante: o serviço em si é semelhante para todas as marcas. Há um jogo de futebol ou de outro esporte acontecendo e tem alguns resultados possíveis. Com isso, a empresa vai quebrando em parciais: quem vence o set, quem faz gol, quantos escanteios? E, baseado no volume apostado em cada categoria, você tem um retorno previsto sobre o seu capital. Eu acabei de descrever uma bet. Qual delas? Todas. São absolutamente iguais. Como não muda nada, a construção de marca não é conectada com o tangível, a usabilidade do serviço, mas a partir dos intangíveis: confiança, reputação e a experiência do consumidor”, disse Arakelian.

Durante seus momentos de maior visibilidade, a CPI das Apostas Esportivas (CPI das Bets), conduzida pelo Senado, chamou para depor influenciadores digitais ligados ao setor, como Virgínia Fonseca e Rico Melquíades.

Em sessões com menor repercussão, a comissão ouviu representantes do setor publicitário, entre eles, Sérgio Pompilio, presidente do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar).

As estratégias de marketing utilizadas pelas casas de apostas são alvo de projeto de lei já aprovado no Senado e atualmente em análise na Câmara dos Deputados. A proposta inclui diversas restrições, como:

  • Proibição da participação de atletas, artistas, autoridades e influenciadores em campanhas publicitárias de apostas;
  • Veto a mensagens que associem apostas a sucesso pessoal, alternativa de emprego, geração de renda ou investimento;
  • Limitação do horário de veiculação de publicidade em plataformas como TV, streaming, redes sociais e provedores de internet, restrita ao período entre 19h30 e 0h; no rádio, apenas das 9h às 11h e das 17h às 19h30;
  • Proibição de peças publicitárias voltadas ao público infantojuvenil, incluindo o uso de animações, mascotes, personagens — inclusive criados por inteligência artificial (IA) — e o patrocínio em uniformes de menores de idade;
  • Obrigatoriedade de alertas sobre os prejuízos causados pelas apostas esportivas.

Segundo o professor da FAAP, essas limitações não devem prejudicar as casas de apostas legalizadas, pois elas já possuem ampla visibilidade. Tanto ele quanto Benites demonstram preocupação com o fato de que as medidas atingem apenas as plataformas regularizadas, conferindo vantagem às operadoras ilegais.

A liberação dos aplicativos de apostas na loja do Google tende a facilitar o acesso às plataformas, embora não deva alterar significativamente o tráfego na internet.

Atualmente, os usuários precisam digitar manualmente o endereço dos sites e passar por autenticação facial a cada acesso. Com os aplicativos, esses procedimentos tornam-se mais simples.

“Nada é tão poderoso quanto estar no celular de alguém. Ele é a última coisa que a gente larga antes de dormir e a primeira coisa que pega ao acordar”, completou Benites.

Fonte: Olhar Digital

Ônibus são atacados em todas as regiões da cidade de São Paulo

No primeiro dia após a deflagração de uma operação especial da Polícia Militar contra ataques a ônibus em São Paulo, ao menos cinco coletivos foram depredados na capital paulista entre a noite de quinta-feira e a manhã desta sexta.

Segundo a PM, após a ação, houve redução significativa nas ocorrências na noite anterior, 35 ônibus do transporte coletivo de São Paulo haviam sido depredados e tiveram os vidros quebrados.

Somente na capital, 247 veículos foram vandalizados desde o início dos ataques, em 12 de junho. As ações, ainda sem uma justificativa definida, segundo a polícia, também ocorrem em municípios do ABC paulista e da Baixada Santista.

Na manhã de quinta, a Polícia Militar anunciou a implantação da Operação Impacto —  Proteção a Coletivos. Ela será realizada até o próximo dia 31 em áreas com mais incidências de vandalismo no estado. Ao todo foram mobilizados 3.641 viaturas e 7.890 PMs.

“As ações foram conduzidas com a utilização de diversas viaturas operacionais, especialmente motocicletas, que garantiram maior mobilidade e resposta rápida em áreas de maior vulnerabilidade”, diz a PM, em nota, sobre o primeiro dia.

A operação prendeu oito pessoas, sendo que duas eram procuradas pela Justiça. O comunicado não informa se elas tinham relação com os ataques. Também foram vistoriados mais de 1.800 carros e motos.

Ônibus atacados em todas as regiões da cidade

De acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade e Urbana Transporte e a SPTrans, estatal que gerencia a frota de ônibus na cidade, os atos foram distribuídos em todas as regiões da cidade.

Na última sexta (27), uma mulher de 31 anos ficou ferida por estilhaços do vidro quebrado por uma pedrada, que acertou um coletivo por volta das 21h45 na avenida Washington Luis, no Campo Belo, zona sul da capital.

A ação foi registrada por uma câmera de segurança no interior do coletivo. A passageira teve de ser levada a uma UPA (Unidade de Pronto-Atendimento).

Por causa de subnotificações e falta de registro de boletins de ocorrência, a Polícia Civil contabiliza cerca de 180 casos de ataques a ônibus na capital, número menor que o relatado pelas empresas à SPTrans. Um deles ocorreu na manhã desta sexta na zona oeste paulistana, segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública).

De acordo com a Polícia Civil, 60% dos ataques estão concentrados na zona sul, com destaque para as avenidas Cupecê, Washington Luís e Vereador João de Luca.

“O setor de inteligência da PM também atua de forma integrada para identificar os autores e a motivação dos ataques, enquanto a Divisão de Crimes Cibernéticos [DCCIBER] tem atuado no monitoramento de plataformas digitais, diante da suspeita de que os atos possam estar sendo organizados pela internet”, disse a pasta da segurança, em nota.

Ações criminosas coordenadas

Em entrevista coletiva na manhã desta quinta, o delegado Ronaldo Sayeg, diretor do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), afirmou que, por ora, a Polícia Civil descarta a participação do crime organizado nas ações.

“O crime organizado age com um propósito. E os ataques não revelaram, por ora, um propósito, que é típico de facções criminosas”, disse.

As ações criminosas, conforme a Polícia Civil, são coordenadas e, geralmente, acontecem a partir das 22h.
Os investigadores apuram se os atos surgem a partir de desafios marcados pela internet, mas ainda não encontraram evidências disso no monitoramento de plataformas digitais e redes sociais. “Não revelou algo de concreto, mas a gente tem ficado de olho.”

Segundo Sayeg, os criminosos seriam jovens. Há um vídeo de um apedrejamento, ainda mantido em sigilo pela polícia, que comprovaria a participação de pessoas com esse perfil.

Desde o início das investigações, duas pessoas foram presas no ABC paulista, mas a Polícia Civil descarta envolvimento nos ataques coordenados.

Uma delas acabou presa em flagrante em Diadema após danificar seis ônibus. A outra foi detida em São Bernardo do Campo, após vandalizar três coletivos, com pedradas e uma barra de ferro.

“Essa é uma investigação peculiar”, disse o diretor do Deic, ao ser questionado sobre falta de respostas. “Toda investigação tem um tempo de maturação.”

Por causa dos ataques, a FETPESP (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo) divulgou nesta sexta uma nota de repúdio e disse ter profunda preocupação com a escalada dos atos de vandalismo.

“Esses atos não apenas comprometem a segurança de trabalhadores e usuários, mas impactam diretamente na operação do sistema de transporte público”, diz trecho do texto.

Na nota, a federação pede intervenção das forças de segurança, intensificação das operações de patrulhamento e punição rigorosa aos responsáveis pelo vandalismo.

Fonte: ICL

Motta sentiu a pancada, recua e admite corte em emendas para ajuste fiscal

Campanha nas redes sociais desgastaram o presidente da Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta sexta-feira (4), em entrevista à GloboNews, que o corte em emendas parlamentares pode ser considerado como parte das negociações para o ajuste fiscal do governo. Segundo ele, essa medida é legítima dentro do esforço conjunto para garantir responsabilidade fiscal, mas ressaltou que o tema não deve ser tratado com viés moralista ou punitivo.

Motta destacou que as emendas parlamentares, que somam cerca de R$ 50 bilhões no orçamento deste ano, são importantes para atender demandas locais e regionais, mas que sua liberação tem ocorrido em ritmo lento, gerando insatisfação entre deputados e senadores. Ele defendeu que qualquer decisão sobre cortes deve ser fruto de consenso e diálogo entre os poderes Executivo e Legislativo.

O presidente da Câmara criticou ainda a criminalização das emendas, alertando para o risco de se associar esses recursos a pagamentos pessoais de parlamentares. Ele também condenou a prática de condicionar a liberação das emendas à votação de projetos específicos, afirmando que isso compromete a independência do Parlamento.

O debate ocorre em meio a um embate entre governo e Congresso sobre como ajustar as contas públicas para evitar um rombo em 2025. Recentemente, o governo tentou aumentar a arrecadação por meio da elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), medida que foi barrada pelo Congresso e agora está sendo judicializada.

Fonte: Brasil 247

Globo sai em defesa de Motta e ricaços em “reportagem” vergonhosa no Jornal Nacional

JN escala Armínio Fraga, que clama pelo congelamento do salário mínimo, para defender Motta e ricaços. Em editorial, clã Marinho diz que é “absurdo taxar super ricos”. Veja critica Lula por ser “pai dos pobres”.

A campanha pela taxação dos super ricos, que ganhou corpo nas redes sociais após a tentativa de Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP) desencadearem o golpe dos ricaços para “sangrar” Lula até as eleições de 2026, expôs a relação promíscua das famílias que comandam a mídia liberal com a Faria Lima, o Centrão e a ultradireita neofascista de Jair Bolsonaro (PL) na pauta econômica e na defesa dos 433 mil milionários do país, segundo dados do banco suíço UBS.

Em “reportagem” vergonhosa e ridícula na noite desta quinta-feira (3), o clã Marinho usou o Jornal Nacional para defender Motta e os ricaços, que segundo a Globo se tornaram vítimas “dos ataques nas redes sociais, com o uso de inteligência artificial, após a derrubada do aumento do IOF pelo Congresso no dia 25 de junho”.

Após Renata Vasconcellos atrelar o início dos ataques ao PT, como sempre, pela publicação de vídeos feitos com inteligência artificial “falando em cobrar mais dos super-ricos” e “defender justiça tributária”, o JN sacou o economista Armínio Fraga, histórico representante do neoliberalismo no Brasil – que recentemente defendeu congelar o salário mínimo por seis anos para reduzir o “gasto público” -, para dizer que “segundo economistas, o aumento de IOF não representa justiça tributária”.

Em seguida, o JN passa a defender Motta, “um dos mais atacados”, e divulgou o vídeo publicado nas redes sociais pelo presidente da Câmara se vitimizando do “nós contra eles”.

A Globo ainda escancarou a relação com o neofascismo ao convocar os bolsonaristas Rogério Marinho (PL-RN) e Zucco (PL-RS) – autor do PL inconstitucional que derrubou as mudanças no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) – para defender os ricaços dos “ataques” do PT nas redes.

“A mesma mão que afaga, apedreja. É o presidente Lula e o PT que vão às redes sociais desqualificar e transferir responsabilidades ao Congresso”, disse o líder de Bolsonaro no Senado.

“O que o Partido dos Trabalhadores, o PT, está fazendo nas redes sociais é muito grave”, choramingou o líder na Câmara acusando, de forma surreal, o governo de “radicalismo” e dizendo que “o Brasil precisa de paz, de equilíbrio, de responsabilidade, e não de um governo que instiga confronto social”.

Por fim, o clã Marinho expõe sua real preocupação com o avanço do debate sobre os endinheirados no Brasil e escala  “o cientista político Carlos Pereira” para defender a “higidez das contas públicas” – entenda-se corte de gastos nas políticas sociais – e falar dos impactos que o tema terá nas eleições de 2026.

“Não adianta o presidente Lula transferir essa responsabilidade e dizer: ‘Não, é o Congresso que não está me deixando fazer isso’, porque, para o eleitor, o eleitor sempre vai perceber o Executivo como o responsável por essas políticas”, diz o cientista político.https://d-41308284812433606896.ampproject.net/2505300108000/frame.html

Sentiram!

O avanço da campanha pela taxação dos super ricos e o embate nas redes expondo quem defende os interesses dos endinheirados no país deixou a mídia neoliberal em polvorosa.

Após a edição do JN, o clã Marinho soltou um editorial no jornal O Globo, seu porta-voz político, dizendo que os “ataques ao Congresso são inaceitáveis”.

“Tomaram conta das redes sociais de inclinação petista vídeos alvejando o Parlamento, em particular o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Num deles, Motta é exibido como defensor de menos imposto para ricos e de ‘congelar’ o salário mínimo. Noutro, mais agressivo, o Congresso é tachado de ‘inimigo do povo’”, inicia o clã Marinho, no choramingo editorial.

De forma desavergonhada, o clã Marinho diz ainda que “todos os avanços do Brasil passam pelo Congresso, como as reformas da Previdência e tributária”, sobre as duas pautas neoliberais que tiraram direitos dos mais pobres, critica a mudança no IOF e diz que “é absurdo acreditar que a solução se resume a ‘taxar os super-ricos’”.

Na edição desta sexta-feira (4), O Globo ainda traz uma série de “reportagens” enviesadas, dizendo que “perfis ligados ao PT usam vídeos com IA e turbinam ataques contra Motta e Congresso nas redes”, que a “Inteligência artificial barateia, expande e muda guerra política nas redes” – mesmo sendo contra, até a semana passada, da regulamentação das big techs – e faz eco na revista Veja, outra representante histórica do neoliberalismo no país.

Em mais uma capa, a revista – que já pertenceu à família Civita e após o descrédito editorial foi assumida pela Faria Lima – diz que Lula teve uma “recaída populista”, em uma montagem feita por IA do presidente com cartões do Bolsa Família, Pé de Meia, BPC e um botom de 2026.

A “reportagem” é mais uma peça publicitária da Faria Lima para fazer a defesa dos endinheirados e atacar, mais uma vez, Lula de forma enfurecida, como tem feito ao longo de quase 50 anos.

“Ser ‘pai dos pobres’, se já foi suficiente um dia, já não basta mais. O figurino pode até dar um pouco de fôlego a Lula, mas dificilmente será a redenção de um governo”, diz a recalcada publicação, após levantar o histórico de luta de Lula pelo interesse da população mais pobre, explorada há décadas pela aliança entre mídia liberal, endinheirados e o centrão fisiológico – que agora tem o apoio do neofascismo bolsonarista.

Fonte: Revista Fórum

Relatora especial da ONU pede que países cortem laços com Israel por ‘genocídio’ em Gaza

Especialista independente diz que ‘situação nos territórios palestinos ocupados é apocalíptica’ e defende embargo à venda de armas para o Exército israelense

Uma relatora especial das Nações Unidas, Francesca Albanese, exortou, nesta quinta-feira, 3, que países ao redor do mundo cortem laços comerciais e econômicos com Israel, impondo um embargo à venda de rmas para o Estado judaico, devido à sua “campanha genocida” em Gaza.

“A situação nos territórios palestinos ocupados é apocalíptica”, disse ela em discurso ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. “Israel é responsável por um dos genocídios mais cruéis da história moderna”, acrescentou, recebida com uma explosão de aplausos pelo Conselho de Genebra.

Relatório: empresas que violam o direito internacional
No posto de relatora especial para os Territórios Palestinos Ocupados, Albanese é uma das dezenas de especialistas independentes contratadas pelas Nações Unidas para documentar abusos em todo o mundo. Seu último relatório cita mais de sessenta empresas privadas que, segundo ela, estão envolvidas em ações militares em Gaza e no apoio a assentamentos israelenses em territórios palestinos, como a Cisjordânia – considerados ilegais perante o direito internacional.

“O que eu exponho não é uma lista, é um sistema, e isso precisa ser abordado”, disse ela ao conselho. “Precisamos reverter a situação”, acrescentou, pedindo que os Estados-membros das Nações Unidas imponham um embargo total à venda de armas a Israel, suspendam todos os acordos comerciais com o país e garantam que as empresas conectadas à guerra e aos assentamentos enfrentem consequências jurídicas por seu “envolvimento em violações do direito internacional”.

Fonte: Veja

Rabino defende fim do Estado de Israel em homenagem de deputados do PT à Gaza na Câmara

Durante sessão solene no Plenário da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, 2, um rabino defendeu o fim do Estado de Israel, ao qual definiu como “a personificação e a definição mais clara do antissemitismo”, conceito que se refere à hostilidade ou preconceito contra judeus.

“A diferença de religião nunca foi causa de conflito. A ocupação sionista da Palestina é a causa principal do derramamento de sangue trágico e contínuo que ocorre há mais de cem anos tanto de árabes quanto de judeus. Ser contra o Estado sionista de Israel não é ser contra os judeus, nem ser antissemita. Na verdade, o Estado de Israel é a personificação e a definição mais clara do antissemitismo”, disse o rabino Yisroel Dovid Weiss, líder espiritual judeu nascido nos Estados Unidos conhecido pelo ativismo antissionista.

A sessão solene em homenagem aos 77 anos da “Nakba”, termo que se refere à limpeza étnica na Palestina para dar lugar ao estado israelense, foi solicitada pelos deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ), Nilto Tatto (PT-SP), Odair Cunha (PT-MG), Paulo Pimenta (PT-RS), Washington Quaquá (PT-RJ) e outros 10 parlamentares petistas.

O rabino afirmou ainda que o Estado de Israel é “a causa do ódio e da violência contra os judeus” porque “age falsamente em nome de todos nós”, se referindo ao grupo religioso. Ao final de seu discurso, Yisroel pediu o fim do país israelense, e a libertação da Palestina e da Faixa de Gaza, onde estão concentrados os ataques de Israel que já fizeram mais de 55 mil mortos na região, segundo Ministério da Saúde do governo Palestino, controlado pelo Hamas.

O ativista Thiago Ávila, brasileiro que estava na embarcação que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza e foi interceptada por Israel no mês passado, também participou da sessão. Ele e alguns dos deputados presentes usaram “keffiyeh” e outros símbolos representando a bandeira do território palestino.

O discurso e o gesto dos parlamentares petistas ocorre em meio a hostilidades entre Israel e o governo brasileiro. Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou passar o prazo constitucional para promulgar lei que define o Dia da Amizade entre Brasil e Israel, deixando a tarefa para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

No início de junho, a embaixada israelense em Brasília afirmou em nota que autoridades ao redor do mundo “compram mentiras” do Hamas, e por isso atacam o governo de Binyamin Netanyahu. Sem citar o presidente, o comunicado foi publicado após Lula voltar a criticar as ações militares de Israel em Gaza.

Fonte: Terra

No Agreste de Alagoas, acampamento do MST resiste diante de nova ameaça de despejo

Acampamento em São Sebastião (AL) sofre ameaça de despejo e cobra cumprimento de acordo com Governo do Estado

Apesar de ter acordo firmado com o Governo do Estado, através do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral), o Acampamento Papa Francisco, localizado no Agreste de Alagoas sofre ameaça de despejo. As famílias acampadas há mais de três meses na região cobram que o governo cumpra com a sinalização de remanejar os trabalhadores para outro local que seja assegurada a possibilidade de plantação e moradia.

A ameaça de despejo da Fazenda Laranjal, desta vez vem a partir da liminar de reintegração de posse, mas sem levar em consideração o cumprimento do acordo firmado com os órgãos estaduais para garantir a segurança das famílias acampadas na área.

A ocupação que homenageia o Papa Francisco, já reúne mais de 150 famílias da região que buscam, a partir da terra, a possibilidade de trabalho e vida digna. “Esta é mais uma ocupação que denuncia a realidade de muitas áreas de nosso estado que não produzem alimentos e que, por muitas vezes, cometem crimes ambientais. Nossa ocupação é uma forma de demonstrar que frente a tudo isso, queremos produzir alimentos e construir outro modelo de agricultura para o nosso estado”, destacou Margarida da Silva, da Direção Nacional do MST.

“As famílias ocuparam a área ainda em abril, como parte da Jornada de Lutas em Defesa da Reforma Agrária e até agora se espera a ação efetiva do Governo do Estado para resolver esse conflito, bem como posição do INCRA. Seja assegurando a permanência das famílias na fazenda ou sinalizando um outro espaço para o acampamento se manter”, explicou Margarida.

Ressaltando a importância de que o governo estadual se posicione, as famílias do MST reafirmam a posição de resistir no Acampamento e acionam os órgãos de segurança para garantir a integridade dos homens, mulheres, crianças e idosos na área.

Modelo de agricultura

A ocupação do MST também levantou debates no legislativo estadual, onde Deputados chegaram a questionar o modelo de agricultura presente na região Agreste de Alagoas. O Deputado Ricardo Nezinho (MDB), chegou a afirmar que a região já realizou uma “Reforma Agrária natural”.

Por outro lado, o Movimento reafirma o modelo de concentração de terra ainda presente em todo o estado de Alagoas, além de características que marcam outras mazelas do campo alagoano: a monocultura, o trabalho precarizado, a utilização excessiva de agrotóxicos e as ameaças aos bens da natureza.

“Toda essa realidade é uma triste constatação que temos em todas as regiões do nosso estado e é por isso que lutamos por Reforma Agrária, de forma justa, responsável e que assegure a vida e a permanência de trabalhadores e trabalhadoras no campo”, sinalizou Margarida.

Ascom/MST

Manifestantes ocupam sede do Itaú por taxação dos super-ricos

Militantes exibiam faixas e cartazes exigindo justiça tributária, inclusão dos milionários no imposto de renda e do povo no orçamento

Manifestantes da Frente Povo Sem Medo, junto com o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), ocuparam, na manhã desta quinta-feira (3), o saguão da sede do banco de investimento “Itaú BBA”, pedindo pela taxação dos super-ricos. O prédio, localizado na na Avenida Faria Lima, em São Paulo, e avaliado em R$ 1,5 bilhão, é considerado o mais caro do país.

Os militantes exibiam faixas e cartazes exigindo justiça tributária, inclusão dos milionários no imposto de renda e do povo no orçamento. “O povo não vai pagar a conta”, “Chega de mamata” e “Taxação dos super ricos já!” eram algumas das frases exibidas.

“A ocupação do edifício conhecido pelo valor exorbitante e pela suntuosidade no centro financeiro do país — que abriga a sede do banco de investimento Itaú BBA, não é somente uma ação simbólica, é uma denúncia clara: os donos do Itaú, que compraram esse prédio por R$ 1,5 bilhão, pagam menos imposto que a maioria esmagadora do nosso povo, que luta para pagar aluguel e comer”, diz comunicado divulgado pela Frente Povo Sem Medo.

faixas e cartazes exigindo justiça tributária, inclusão dos milionários no imposto de renda e do povo no orçamento. (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

Manifestantes afirmam que ato é recado ao Congresso Nacional

Segundo os manifestantes, o ato também é um recado direto ao Congresso: “Já passou da hora de taxar os super-ricos e isentar do imposto de renda quem ganha até R$ 5 mil. O povo vai cobrar nas ruas”, afirmaram à revista “Fórum”.

Eles ressaltam que o protesto desta terça é apenas o início: “A Frente Povo Sem Medo é uma das organizações que convocam a manifestação do dia 10 de julho, na Avenida Paulista, contra esse Congresso que age contra os interesses do povo”.

Entidades lançaram ‘Plebiscito Popular’

Nesta terça-feira (1º), movimentos sociais, dentre eles a Frente Povo Sem Medo, lançaram o “Plebiscito Popular Por um Brasil mais Justo”, que vai até 7 de setembro. A consulta popular perguntará à população sobre o fim da escala 6×1, a taxação de quem ganha mais de R$ 50 mil e a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil.

“O Congresso — majoritariamente formado por representantes das elites econômicas e políticas — age como guardião dos privilégios. Bloqueia qualquer tentativa de construir um sistema tributário mais progressivo e de acabar com privilégios para distribuir melhor a riqueza e reduzir as desigualdades históricas que marcam o Brasil”, dizem as entidades.

“Não aceitamos que as medidas para manter o equilíbrio fiscal sustentem os privilégios da grande burguesia, dos militares e do alto escalão do Judiciário, às custas dos direitos dos mais pobres, dos trabalhadores e dos setores médios”, completa.

Fonte: ICL

Israel comete 26 massacres no campo de extermínio de Gaza em menos de 48 horas

O gabinete de imprensa do governo em Gaza confirmou na noite desta quinta-feira (3) que o exército da ocupação israelense executou 26 massacres no enclave em somente 48 horas, com mais de 300 mortos e centenas de feridos e desaparecidos.

Em nota encaminhada à agência de notícias Safa, o escritório de comunicação reiterou que os ataques em curso refletem uma política israelense de assassinatos deliberados, genocídio e limpeza étnica.

Os massacres, prosseguiu o comunicado, incidiram sobretudo a abrigos superlotados e centros aos deslocados, como al-Baqa, onde dezenas de milhares buscavam refúgio. Os ataques, no entanto, se estenderam a casas, mercados e instalações vitais, bem como a multidões de palestinos carentes que buscavam assistência alimentar.

Os mortos, reiterou o alerta, são majoritariamente mulheres e crianças, sem ameaça às forças ocupantes, o que demonstra dolo, em particular contra vulneráveis.

Os crimes, prosseguiu, ocorrem junto a esforços israelenses para colapsar as instâncias remanescentes do sistema de saúde do enclave sitiado, incluindo bombardeios diretos a hospitais e clínicas, ataques a profissionais e embargo de insumos básicos.

Israel ignora apelos internacionais por cessar-fogo ao manter ataques e cerco militar a Gaza desde outubro de 2023, com ao menos 56.600 mortos e 134.500 feridos, além de dois milhões de desabrigados submetidos a uma catástrofe de fome.

Em novembro, o Tribunal Penal Internacional (TPI), sediado em Haia, emitiu mandados de prisão contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e seu ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, por crimes de guerra e lesa-humanidade em Gaza.

Israel é ainda réu por genocídio no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), também em Haia, sob denúncia sul-africana deferida em janeiro de 2024

Fonte: Monitor do Oriente

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