CNJ pede esclarecimentos sobre nomeação do filho de Tourinho por JHC

Solicitação faz parte de reclamação disciplinar contra o desembargador do TJAL

O desembargador Fernando Tourinho de Omena Souza, ex-presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, terá de prestar informações sobre a nomeação do filho dele como assessor especial na gestão do prefeito João Henrique Caldas, o JHC. Fernando Tourinho Lisboa Souza ocupava cargo de comissão “especial II” vinculado à Secretaria Municipal de Gestão de Pessoas e Patrimônio (Semge) e no último dia 23 foi nomeado assessor especial II na Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) de Maceió.

O esclarecimento é uma solicitação do ministro Mauro Campbell Marques, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), realizada no dia 24 deste mês, e faz parte da reclamação disciplinar (nº 0000111-37.2025.2.00.0000) contra o desembargador, acusado de beneficiar intencionalmente o prefeito JHC para conseguir favores pessoais, como a nomeação do filho em questão.

O ministro Marques diz que a questão não está “bem esclarecida sobremaneira quanto ao vínculo que ele (filho do desembargador) mantém com o serviço público municipal, ausente, neste sentido, a indicação de qual cargo ou função que exerce, o grau de escolaridade exigido, o órgão de sua lotação e o tipo de vínculo que mantém (isto é, se é puramente comissionado, ou se é efetivo e pertence ao quadro funcional do município)”. Fernando Tourinho tem dez dias para prestar as informações pertinentes.

A reclamação disciplinar foi encaminhado ao CNJ, no dia 8 de janeiro, pela autora advogada Adriana Mangabeira Wanderley. Ela acusou o desembargador de favorecer o prefeito no caso da liberação da “faixa Verde” na orla de Maceió. A faixa na pista destinada a pedestres na Avenida Sílvio Vianna foi amplamente atacada por setores da economia que anunciaram prejuízos diversos com a medida. 

O Tribunal de Justiça havia suspendido, em dezembro, através de decisão liminar, todas as mudanças no trânsito naquela avenida da Ponta Verde e determinado autorização para que motoristas continuassem a estacionar na orla. Fernando Tourinho, em plantão judicial, anulou a decisão, manteve a intervenção no trânsito e autorizou a ampliação da faixa verde na orla.

A advogada também cita que o desembargador Fernando Tourinho suspendeu, num feriado, a decisão de 1º grau que bloqueava R$1,08 bilhão das contas bancárias da Braskem, determinado pelo juiz José Cavalcanti Manso Neto, da 16ª Vara Cível da Capital. A empresa recorreu e conseguiu decisão favorável com o desembargador no plantão judiciário. O dinheiro bloqueado seria para garantir o pagamento das indenizações relativas a danos materiais e imateriais sofridos pelo Estado e moradores de bairros afetados. A ação levantou suspeitas quanto à transparência e à celeridade do processo e beneficiou a Prefeitura de Maceió.

Adriana Mangabeiras apontou na representação possíveis infrações disciplinares no âmbito do Tribunal de Justiça de Alagoas. Contudo, na resposta apresentada pelo magistrado no último dia 23, em vez de responder aos questionamentos levantados, Fernando Tourinho desviou o foco e acusou a advogada de perseguição pessoal. O desembargador reclamou  do volume de reclamações feitas pela advogada ao CNJ, mas não apresentou esclarecimentos objetivos sobre os fatos apontados.

Fonte: Jornal Extra

Palestinos formam ‘corredor humano’ em retorno ao norte de Gaza

Palestinos deslocados pelo conflito começam a voltar a seus lugares de origem no norte de Gaza. Desbloqueio das vias ocorreu após acordo entre Israel e Hamas para a liberação de mais quatro reféns até dia 31 de janeiro.

Famílias palestinas deslocadas pelo conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas começaram a retornar para o norte da faixa de Gaza após os acessos serem liberados por Israel na manhã desta segunda-feira (27).

O desbloqueio das vias para o norte de Gaza foi anunciado pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em uma publicação no X no domingo (26) e ocorre após o Hamas concordar em liberar a refém israelense Arbel Yehud, além de outras duas cativas até sexta-feira (31).

Em imagens feitas pela agência de notícias Reuters, foi possível observar um grande número de palestinos andando a pé, ou transportados por meio de carros, caminhões e carroças sobrecarregados com colchões, alimentos e as tendas que serviram como abrigo por mais de um ano.

O deslocamento formou um “corredor humano” de dezenas de milhares de palestinos, que andavam pela orla de Wadi Gaza, próximo a uma praia. Veja no vídeo acima e em fotos mais abaixo.

Apesar da paisagem marcada por escombros, o retorno à região está sendo comemorado pelas famílias, que se abraçam e tiram selfies. Segundo testemunhas da Reuters, os primeiros palestinos chegaram à Cidade de Gaza, no norte, nas primeiras horas da manhã desta segunda.

Após aguardarem por dois dias à frente dos bloqueios nas estradas, um primeiro ponto de travessia foi aberto por volta das 7h no horário local (2h no horário de Brasília), e outro ponto foi aberto duas horas depois, às 9h no horário local.

A liberação das vias ocorreu após novo progresso nas negociações entre Israel e Hamas no âmbito do cessar-fogo no conflito, quando acordaram na libertação de mais seis reféns israelenses até sábado (1º). Antes do novo entendimento, ambos os lados se acusavam de violar a trégua, e Netanyahu se recusava a abrir os pontos de travessia.

A medida, intermediada pelo Catar e por mediadores egípcios, permitirá que cerca de 650 mil palestinos da faixa central e sul da Faixa de Gaza retornem para suas casas no norte do enclave. No entanto, a maioria das residências estão em escombros pelos 15 meses de ofensiva aérea e terrestre de Israel.

Mais de 47 mil palestinos foram mortos durante a guerra, a maioria deles mulheres e crianças, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas.

Fonte: G1

Milhares marcharam nas ruas de Bruxelas para exigir um cessar-fogo permanente em Gaza

Milhares de pessoas saíram às ruas de Bruxelas no domingo, exigindo um cessar-fogo permanente em Gaza, bem como sanções contra Israel por parte do governo belga e da União Europeia.

Milhares de pessoas marcharam pelas ruas de Bruxelas no domingo, apelando a um cessar-fogo permanente em Gaza apelando para que governo belga e a União Europeia (UE) sancionem Israel.

Os manifestantes exigiram a proteção da população palestiniana, a libertação de pessoas detidas politicamente e o acesso a ajuda internacional para as pessoas em Gaza que enfrentam atualmente uma emergência humanitária.

Nas redes sociais, os organizadores também apelaram para que o governo belga impusesse um embargo militar internacional abrangente contra Israel, que apoiasse o processo em curso no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) sobre a conduta de Israel durante a guerra com o Hamas e que pressionasse a UE a suspender o seu Acordo de Associação com Israel com base nas violações dos direitos humanos.

A polícia belga disse ter contado com a participação de cerca de 7 mil pessoas na marcha organizada por dezenas de ONG belgas, incluindo a 11.11.11 e a Amnistia Internacional da Bélgica.

Os participantes na manifestação entoaram slogans como “Palestina livre, livre!” e “Parem, parem o genocídio!” enquanto marchavam pela capital belga.

Muitos dos manifestantes eram vistos com cartazes com os seus nomes próprios – o que, segundo eles, serve para dar um rosto ao número de mortos em Gaza. Segundo as autoridades sanitárias locais, mais de 46 mil palestinianos, a maioria dos quais civis, foram mortos durante os 15 meses de guerra. Cerca de 1,9 milhões dos 2,2 milhões de habitantes de Gaza foram deslocados.

Os manifestantes afirmaram que o cessar-fogo, que entrou em vigor na semana passada, ofereceu um alívio aos palestinianos em Gaza, mas que o acordo ainda não garante o fim do conflito na região. Os manifestantes apelaram para que a UE e os seus Estados-Membros resolvessem a situação em Gaza.

Wies de Graeve, diretor da secção flamenga da Amnistia Internacional na Bélgica, afirmou “O cessar-fogo foi uma boa notícia para as famílias dos reféns e também para as famílias dos palestinianos que foram arbitrariamente detidos em Israel”.

No entanto, de Graeve afirmou que as condições de vida em Gaza continuam a pôr em perigo os palestinianos. É importante que se mantenha e estabeleça um embargo global de armas contra Israel e que o Governo belga e a UE apoiem plenamente o Tribunal Penal Internacional na investigação do conflito.

“Senão olharmos para isto num contexto mais amplo do fim da ocupação e do sistema de apartheid cometido contra os palestinianos, nunca veremos uma solução real que respeite os direitos humanos de todos na região.

Apesar do cessar-fogo recentemente anunciado, as condições de vida em Gaza continuam a ser terríveis. A guerra atrasou o desenvolvimento de Gaza em 69 anos, de acordo com uma avaliação efetuada por um relatório apoiado pela ONU.

O programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento afirmou que a economia palestiniana poderia ser colocada numa via de recuperação para se alinhar com os seus objetivos de desenvolvimento anteriores à guerra na próxima década, mas isso exigiria um plano global de recuperação e reconstrução que combinasse a ajuda humanitária e o investimento estratégico na recuperação e reconstrução.

Milhares de palestinianos foram impedidos de regressar às suas casas no norte de Gaza por Israel no domingo, que acusou o Hamas de violar o frágil cessar-fogo ao alterar a ordem dos reféns que tinha libertado. As autoridades sanitárias locais afirmaram que as forças israelitas dispararam contra a multidão, matando duas pessoas e ferindo nove.

Israel afirmou que a sua guerra em Gaza era essencial para combater o Hamas e que os seus ataques e bloqueio se destinavam a atingir o grupo militante e não os civis.

A ofensiva começou após o ataque transfronteiriço do Hamas a Israel, em 7 de outubro de 2023, que causou a morte de cerca de 1200 pessoas e levou mais de 200 outras como reféns para Gaza.

Intensificação da violência na Cisjordânia

Enquanto os palestinianos regressavam às suas casas em Gaza, nos termos do acordo de cessar-fogo há muito esperado, as forças israelitas lançaram uma grande operação na cidade de Jenin, na Cisjordânia.

Suspeitos de serem colonos israelitas arrasaram duas cidades palestinianas e várias pessoas foram mortas por ataques aéreos israelitas.

Os palestinianos encaram estas operações e a expansão dos colonatos como formas de cimentar o controlo israelita sobre a Cisjordânia, onde três milhões de palestinianos vivem sob o domínio militar israelita, que parece não ter fim.

O presidente da Câmara de Jenin, Mohammad Jarrar, descreveu à CNN a escala e a intensidade da operação israelita como “de longe a mais dura e preocupante” dos últimos meses. O presidente da câmara de Jenin, Mohammad Jarrar, declarou à CNN que a escala da operação israelita é “de longe a mais dura e preocupante” dos últimos meses.

A agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos afirmou que se Israel levar a cabo a ameaça de encerrar a sua sede em Jerusalém Oriental, os efeitos serão sentidos de forma aguda e imediata por dezenas de milhares de palestinianos.

A agência, conhecida como UNRWA, gere 12 instalações que prestam serviços públicos essenciais em Jerusalém Oriental, incluindo escolas com pelo menos 1200 crianças e clínicas gratuitas que servem mais de 70 mil pessoas.

Israel afirma que a agência se deixou infiltrar pelo Hamas, alegações negadas pela ONU.

A violência ocorre no momento em que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, enfrenta a pressão interna dos seus aliados de extrema-direita, depois de ter concordado com a trégua e a troca de reféns com o grupo militante Hamas.

Entretanto, o recém-eleito presidente dos EUA, Donald Trump, anulou as sanções impostas pela administração Biden contra os israelitas acusados de violência no território.

De acordo com o Times of Israel, a ordem foi utilizada no ano passado contra 17 indivíduos e 16 entidades, incluindo colonos que, segundo os EUA, atacaram violentamente os palestinianos e os expulsaram ilegalmente das suas terras.

Netanyahu terá abordado a questão com Trump antes da sua tomada de posse.

Mais de meio milhão de colonos israelitas vivem na Cisjordânia ocupada, que foi capturada por Israel à Jordânia na guerra de 1967. Estes colonatos são considerados ilegais ao abrigo do direito internacional.

As tropas israelitas e os colonos terão matado pelo menos 851 palestinianos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental ocupada desde o ataque do Hamas, em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza.

Fonte: Euronews

Déficit zero faz popularidade de Lula cair: 49% reprovam e 47% aprovam, diz Quaest

Crise do PIX foi a gota d’água. Sanha arrecadatória do ministro Fernando Haddad abriu espaço para a crise e fake news da direita, assustando a população

A pesquisa Quaest, divulgada nesta segunda-feira (27), sobre a atuação do presidente Lula mostra que o seu trabalho é reprovado por 49% dos eleitores brasileiros e aprovado por 47%. 4% não souberam responder.

É a primeira vez que a desaprovação supera a aprovação desde o início das pesquisas Quaest, iniciadas em fevereiro de 2023.

Em relação à pesquisa divulgada em dezembro de 2024, a aprovação do trabalho do presidente caiu 5 pontos, de 52% para 47%, enquanto a reprovação, que era de 47%, agora é de 49%. Lula perdeu popularidade no Nordeste e na faixa da baixa renda.

Veja os números:

Aprova: 47% (eram 52% em dezembro);

Desaprova: 49% (eram 47%);

Não sabe/não respondeu: 4% (eram 2%).

Fonte: Quaest/Genial – Reprodução/g1

A enquete perguntou também a avaliação dos entrevistados sobre o governo Lula de uma forma geral. Para 31%, a avaliação do governo é positiva (eram 33%), para 37% é negativa (eram 31%), e para 28% é regular (eram 34%). Não souberam ou não responderam somam 4%.

Veja os números:

Positiva: 31% (eram 33%);

Negativa: 37% (eram 31%);

Regular: 28% (eram 34%);

Não sabem/Não responderam: 4% (eram 2%).

Os pesquisadores quiseram saber se os entrevistados acreditam se o Brasil está indo na direção certa ou errada. 50% responderam que está indo na direção errada e 39% que está indo na direção certa. 11% não sabem ou não responderam. Em relação aos objetivos anunciados por Lula, 65% afirmaram que o presidente não tem conseguido fazer aquilo que prometeu e 30% disseram que tem conseguido fazer aquilo que prometeu. 5% não sabem ou não responderam.

Fonte: Quaest/Genial – Reprodução/g1

Na avaliação da economia, 39% dos entrevistados consideram que a situação piorou nos últimos 12 meses. A avaliação positiva da economia vem recuando desde outubro, passando de 33% para 27% em dezembro e 25% na pesquisa atual. Além disso, 83% dos entrevistados relataram alta no preço dos alimentos no último mês.

Para Felipe Nunes, diretor da Quaest, o que explica a alta na reprovação de Lula é a percepção dos eleitores de que a condução da economia do país não vai bem. “Primeiro, Lula não consegue cumprir suas promessas. Esse percentual sempre foi alto, mas chegou ao seu maior patamar em janeiro: 65%. Ou seja, mais do que gerar esperança, o atual governo produz frustração na população”, afirma Nunes.

Os entrevistados também responderam se, na opinião deles, o governo acertou ou errou mais diante da polêmica envolvendo a notícia falsa de que o PIX seria taxado. 66% disseram que o governo errou mais, 19% que acertou mais e 5% que acertou e errou igual. 10% não souberam ou não responderam.

A medida anunciada pelo Ministério da Fazenda em relação ao PIX, de passar a obrigar todas as instituições financeiras a informar à Receita Federal qualquer movimentação maior do que R$ 5 mil para pessoas físicas e R$ 15 mil para pessoas jurídicas, visando maior arrecadação, assustou a população. Políticos de direita se aproveitaram da confusão e da sanha arrecadatória de Haddad e espalharam que haveria uma taxação do PIX. O governo tentou desmentir a taxação mas acabou recuando da medida.

Os entrevistados também apontaram para o levantamento da Quaest quais são os principais problemas do Brasil hoje.

Violência: 26% (eram 20% em dezembro);

Questões sociais: 23% (eram 18%);

Economia: 21% (eram 21%);

Saúde: 14% (eram 15%);

Corrupção: 8% (eram 9%);

Educação: 8% (eram 8%).

O levantamento da Quaest foi encomendado pela Genial Investimentos e realizado entre os dias 23 e 26 de janeiro. Foram entrevistados 4,5 mil eleitores em todo o Brasil. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos.

Regiões

Segundo a Quaest, a maior aprovação do trabalho de Lula segue na região Nordeste, onde 60% dos eleitores aprovam o trabalho do presidente e 37% reprovam. Por outro lado, considerando a pesquisa divulgada em dezembro, onde 67% aprovavam o presidente e 32% reprovavam, o maior crescimento de rejeição do trabalho do presidente também aconteceu na região Nordeste. A margem de erro para este recorte é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

Fonte: Quaest/Genial – Reprodução/g1

Na Região Sudeste, a reprovação de Lula é de 53%, mesmo número das duas pesquisas anteriores, e a aprovação, 42% (eram 44% em dezembro). A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

No Centro-Oeste/Norte, a reprovação está em 49%(eram 50%) e a aprovação manteve os 48% da pesquisa anterior. A margem de erro é de 5 pontos percentuais. No Sul, a desaprovação de Lula é de 59% (eram 52%) e a aprovação, de 39% (eram 46% em dezembro). A margem de erro para esta região é de 6 pontos percentuais para mais ou para menos.

Gênero

A aprovação de Lula entre as mulheres é de 49% (eram 54% em outubro) e reprovado por 47% (eram 44%). Entre os homens, 52% reprovam Lula (eram 50% na pesquisa anterior) e 45% aprovam o trabalho do presidente (eram 49%). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos tanto entre homens quando entre mulheres.

Idade

Entre os eleitores de 16 a 34 anos, o trabalho de Lula é desaprovado por 52% (eram 50% em dezembro), e é aprovado por 45% (eram 48%). A reprovação entre os eleitores de 35 a 59 anos é de 52% (eram 46% na pesquisa passada), a aprovação é de 46% (eram 52%). 52% dos eleitores de 60 anos ou mais aprovam o trabalho de Lula e 40% reprovam (eram 57% e 40%, respectivamente, em dezembro).

Renda

Lula é aprovado por 56% dos eleitores entrevistados que têm renda familiar de até dois salários mínimos (eram 63%) e é reprovado por 39% (eram 34%). O presidente é reprovado por 54% dos que ganham mais de 2 salários mínimos até 5 salários-mínimos (eram 50% em dezembro) e é aprovado por 45% (eram 48%). Entre os que recebem mais de cinco salários mínimos, a reprovação é de 59% e a aprovação, 39%, mesmos valores apresentados na pesquisa de dezembro.

A margem de erro deste recorte é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos entre os que ganham até 2 salários mínimos e entre os que ganham mais de 5 salários mínimos, e de 2 pontos percentuais para os que ganham de 2 a 5 salários mínimos.

Escolaridade

Entrevistados que declararam ter o Ensino Fundamental, o trabalho do presidente é aprovado por 57% (eram 60%) e reprovado por 37% (eram 38%). Para os que declararam ter o Ensino Médio, 54% disseram reprovar o trabalho de Lula (eram 48%) e 43% disseram aprovar (eram 50%). Já entre os que disseram ter o Ensino Superior, a reprovação está em 59% (eram 58%) e a aprovação é de 40% (eram 41%). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para quem tem até o Ensino Fundamental e o Ensino Médio completo ou incompleto e de 3 pontos para quem tem Ensino Superior incompleto ou mais.

Religião

No eleitorado católico, a aprovação do presidente é de 52% (eram 56%) e a reprovação é de 45% (eram 42%). Entre os evangélicos, a reprovação é de 58% (eram 56%) e a aprovação é de 37% (eram 42%). A margem de erro é de 2 pontos entre os católicos e de 3 pontos entre os evangélicos.

Raça

A aprovação de Lula entre os que se declaram pretos é de 54% (eram 59%) e a reprovação é de 42% (eram 39%). Entre os pardos, a aprovação é de 51% (eram 55%) e a reprovação, a 45% (eram 43% na pesquisa anterior). Já entre os brancos, a reprovação é de 60% (eram 52%) e a aprovação, 39% (eram 46%).

Fonte: HP

Briga na cúpula da Bola de Neve expõe como é realizado o esquema de arrecadação das igrejas

A situação ganha contornos ainda mais complexos quando se observa a gestão das doações feitas pelos fiéis da Bola de Neve

A pastora Denise Seixas, viúva do apóstolo Rina e ex-integrante da liderança da Igreja Bola de Neve, encaminhou uma comunicação oficial ao Ministério Público do Estado de São Paulo, após identificar indícios de irregularidades envolvendo Everton Cesar Ribeiro, ex-diretor financeiro da denominação e proprietário da empresa SIAF Solutions. A empresa é responsável por fornecer o sistema de gestão financeira para as igrejas da Bola de Neve, uma das maiores denominações evangélicas, presente em mais de 30 países. A informação foi inicialmente divulgada pelo portDe acordo com a defesa de Denise, há suspeitas de desvio de recursos financeiros, com a acusação de que Everton, eal UOL.

m colaboração com outros membros do conselho da igreja, teria tentado assumir o controle administrativo da instituição. Em resposta, Everton rebateu as alegações, negando qualquer envolvimento com práticas irregulares. Ele, inclusive, detalhou o funcionamento do sistema usado para a arrecadação de doações nas centenas de igrejas da Bola de Neve, esclarecendo como as transações financeiras são monitoradas e gerenciadas.Play Video

A acusação central é de que Everton retirou documentos e um computador da sede da igreja e, em seguida, se recusou a justificar contratos com empresas que têm vínculos com ele ou sua família. Segundo a defesa da pastora, isso dificultou a transparência financeira da organização religiosa. Em entrevista, o advogado de Everton, Aristides Zacarelli Neto, afirmou que até o momento não foi recebida qualquer notificação sobre o processo judicial e que o computador mencionado por Denise seria, na verdade, um notebook pessoal, que nunca foi requisitado formalmente pela pastora.

A situação ganha contornos ainda mais complexos quando se observa a gestão das doações feitas pelos fiéis da Bola de Neve. A defesa de Denise alega que a SIAF Solutions retinha entre 3% e 5% de cada doação feita via maquininhas de cartão, valores estes que seriam cobrados sem transparência. No entanto, Everton negou essa acusação, afirmando que a taxa praticada pela SIAF é inferior às de outras empresas do ramo, sendo administrada pelas bandeiras de cartões e instituições bancárias, e que seria impossível reter tais valores de forma pessoal.

O conselho da igreja, em nota oficial, esclareceu que, quando surgiram as primeiras denúncias contra a SIAF, foi aberto um processo interno de sindicância, sem que houvesse evidências de irregularidades. Os representantes da Bola de Neve também afirmaram que a remuneração dos serviços prestados pela SIAF é referente à operação e manutenção do software utilizado desde 2018, e que essa contratação seguiu um processo de licitação interna. Denise, no entanto, contesta essa versão, alegando que o procedimento licitatório nunca ocorreu e que ela, enquanto vice-presidente da igreja, desconhecia a contratação da empresa.

Além disso, o advogado de Everton explicou que a remuneração das maquininhas de cartão é paga pela empresa Granito Meios de Pagamento, e não pela Bola de Neve. A Granito, segundo Everton, repassa uma pequena comissão para a SIAF, mas o percentual é bem abaixo dos 3% a 5% mencionados pela defesa da pastora. A SIAF, de acordo com Everton, oferece um software que integra e centraliza a gestão das arrecadações das igrejas, facilitando o monitoramento dos recursos.

Fonte: Brasil 247

Microsoft fornece inteligência artificial para “israel” matar palestinos

Empresa se junta a Google e Amazon no apoio ao genocídio de crianças e mulheres em Gaza

Por Yuval Abraham*

A Microsoft tem uma “pegada em todas as principais infraestruturas militares” em Israel, e as vendas dos serviços de nuvem e inteligência artificial da empresa para o exército israelense dispararam desde o início de seu ataque a Gaza, de acordo com registros comerciais vazados do Ministério da Defesa de Israel e arquivos da subsidiária israelense da Microsoft.

Os documentos revelam que dezenas de unidades do exército israelense compraram serviços da plataforma de computação em nuvem da Microsoft, Azure, nos últimos meses — incluindo unidades nas forças aéreas, terrestres e navais, bem como o esquadrão de inteligência de elite, Unidade 8200. A Microsoft também forneceu aos militares amplo acesso ao modelo de linguagem GPT-4 da OpenAI, o mecanismo por trás do ChatGPT, graças à estreita parceria entre as duas empresas.

Essas revelações são o produto de uma investigação da +972 Magazine e Local Call em colaboração com o The Guardian. Baseia-se em parte em documentos obtidos pelo Drop Site News, que publicou sua própria reportagem. A investigação mostra como o exército israelense aumentou sua dependência de gigantes da tecnologia civil após 7 de outubro e ocorre em meio a protestos crescentes de funcionários de empresas de nuvem que temem que a tecnologia desenvolvida por eles tenha ajudado Israel a cometer crimes de guerra.

Unidades do Exército que revelaram estar usando serviços fornecidos pelo Azure incluem a Unidade Ofek da Força Aérea, que é responsável por gerenciar grandes bancos de dados de alvos potenciais para ataques aéreos letais (conhecidos como “banco de alvos”); a Unidade Matspen, que é responsável pelo desenvolvimento de sistemas de suporte operacional e de combate; a Unidade Sapir, que mantém a infraestrutura de TIC na Diretoria de Inteligência Militar; e até mesmo o Corpo do Advogado-Geral Militar, que é encarregado de processar palestinos e soldados infratores nos territórios ocupados.

De acordo com um documento, conforme revelado hoje pelo The Guardian, a Unidade 81, o braço tecnológico da Divisão de Operações Especiais da Diretoria de Inteligência Militar que fabrica equipamentos de vigilância para a comunidade de inteligência israelense, também recebe serviços de nuvem e suporte do Azure.

Os documentos também indicam que o sistema “Rolling Stone”, que o exército usa para gerenciar o registro populacional e o movimento de palestinos na Cisjordânia e Gaza, é mantido pelo Microsoft Azure. O Azure também é usado em uma unidade altamente classificada dentro do Gabinete do Primeiro-Ministro israelense, onde funcionários da Microsoft com autorização de segurança são obrigados a assinar e supervisionar o fornecimento de serviços em nuvem.

De acordo com os documentos, os serviços de IA que o Ministério da Defesa comprou da Microsoft incluem tradução (cerca de metade do consumo médio mensal durante o primeiro ano da guerra), o modelo GPT-4 da OpenAI (cerca de um quarto do consumo), uma ferramenta de conversão de fala para texto e uma ferramenta de análise automática de documentos. Em outubro de 2023, o consumo mensal do exército de serviços de IA fornecidos pelo Azure aumentou sete vezes em comparação ao mês anterior à guerra; em março de 2024, era 64 vezes maior.

Embora os documentos não especifiquem como as diferentes unidades do exército usam essas ferramentas de armazenamento em nuvem e IA, eles indicam que cerca de um terço das compras foram destinadas a sistemas “air-gapped” que são isolados da internet e redes públicas, fortalecendo a possibilidade de que as ferramentas tenham sido usadas para fins operacionais — como combate e inteligência — em oposição a funções simplesmente logísticas ou burocráticas. De fato, duas fontes na Unidade 8200 confirmaram que a Diretoria de Inteligência Militar comprou serviços de armazenamento e IA da Microsoft Azure para atividades de coleta de inteligência, e três outras fontes na unidade confirmaram que serviços semelhantes foram comprados da plataforma de computação em nuvem da Amazon, AWS.

Os documentos mostram ainda que o pessoal da Microsoft trabalha em estreita colaboração com unidades do exército israelense para desenvolver produtos e sistemas. Dezenas de unidades compraram “serviços de engenharia estendidos” da Microsoft, nos quais, de acordo com o site da empresa, “os especialistas da Microsoft se tornam parte integrante da equipe [do cliente]”.

Os documentos descrevem, por exemplo, que nos últimos anos a Diretoria de Inteligência Militar comprou reuniões privadas de desenvolvimento e workshops profissionais, que os especialistas da Microsoft deram aos soldados a um custo de milhões de dólares. Somente entre outubro de 2023 e junho de 2024, o Ministério da Defesa israelense gastou US$ 10 milhões para comprar 19.000 horas de suporte de engenharia da Microsoft.

Um oficial de inteligência que serviu em uma função tecnológica na Unidade 8200 nos últimos anos e trabalhou diretamente com funcionários do Microsoft Azure antes de 7 de outubro para desenvolver um sistema de vigilância usado para monitorar palestinos, disse ao +972 e Local Call que os desenvolvedores da empresa ficaram tão envolvidos que ele se referiu a eles como “pessoas que já estão trabalhando com a unidade”, como se fossem soldados.

A fonte acrescentou que, durante a fase de desenvolvimento, a equipe do Microsoft Azure compareceu a reuniões em uma base do exército para examinar a possibilidade de construir o sistema de vigilância sobre a infraestrutura de nuvem da empresa. “A ideia era que essa coisa fosse gerenciada no Azure, porque [usa] muitos dados”, disse ele.

Sete fontes do Ministério da Defesa israelense, do exército e da indústria de armas confirmaram que, desde 7 de outubro, o exército se tornou cada vez mais dependente dos serviços que compra de provedores de nuvem civis para atividades operacionais em Gaza. De acordo com fontes do exército, o espaço de armazenamento e o poder de processamento fornecidos pelas empresas de nuvem permitem que os soldados façam uso de quantidades muito maiores de informações de inteligência — e por períodos mais longos — do que poderiam manter em seus próprios servidores internos.

A Microsoft não respondeu a uma solicitação de comentário.

O “mundo maravilhoso dos provedores de nuvem”

Em 2021, o governo israelense publicou uma licitação de US$ 1,2 bilhão para o Projeto Nimbus, projetado para transferir os sistemas de informação de ministérios governamentais e órgãos de segurança para os servidores de nuvem pública das empresas vencedoras e obter acesso aos seus serviços avançados. A Microsoft foi uma das várias empresas que apresentaram uma proposta para a licitação, mas no final perdeu para a Amazon e o Google.

Apesar da derrota da Microsoft na licitação do Nimbus, o Ministério da Defesa continuou a comprar serviços da gigante da nuvem. Em particular, os documentos afirmam que a Microsoft mantém laços profundos com o Ministério da Defesa de Israel por meio do gerenciamento de projetos relacionados aos seus “sistemas especiais e complexos”, incluindo “cargas de trabalho sensíveis” com as quais nenhuma outra empresa de nuvem lida.

Em agosto de 2023, podemos revelar, o exército israelense começou a comprar o mais recente modelo de linguagem da OpenAI, o GPT-4. Esta ferramenta, à qual os militares adquirem acesso por meio da plataforma Azure em vez de diretamente da OpenAI, é capaz de analisar bilhões de informações, aprender com casos anteriores e responder a instruções faladas e escritas.

Após o início da guerra, o exército aumentou drasticamente suas aquisições do mecanismo GPT-4: desde outubro de 2023, seu consumo foi 20 vezes maior do que durante o período pré-guerra. A partir dos documentos, é impossível saber se os militares usaram GPT-4 em sistemas classificados com air-gapped ou aqueles que podem se conectar à internet.

A OpenAI não respondeu a perguntas sobre seu conhecimento de como o exército israelense usa seus produtos. Um porta-voz da empresa simplesmente disse: “A OpenAI não tem uma parceria com as FDI [Forças de Defesa de Israel].”

Nos últimos anos, a Microsoft teria investido cerca de US$ 13 bilhões na OpenAI. Em maio, um artigo no site da Microsoft declarou que as ferramentas da OpenAI têm o potencial de “mudar o paradigma” para agências de segurança e inteligência e melhorar sua precisão e eficiência. “É uma ferramenta poderosa para analisar fotografias de satélite e mapas de campo, traduzir fala e texto, oferecer interpretação e criar espaços virtuais para treinamento”, observou o artigo.

Antes de 2024, os termos da OpenAI incluíam uma cláusula proibindo o uso de seus serviços para atividades “militares e de guerra”. Mas em janeiro de 2024, enquanto o exército israelense aumentava sua dependência do GPT-4 enquanto atacava a Faixa de Gaza, a empresa silenciosamente removeu essa cláusula de seu site e expandiu suas parcerias com militares e agências nacionais de inteligência.

Em outubro, a OpenAI declarou publicamente que examinaria a cooperação com agências de segurança nos Estados Unidos e “países aliados”, acreditando que “as democracias devem continuar a assumir a liderança no desenvolvimento de IA, guiadas por valores como liberdade, justiça e respeito pelos direitos humanos”. A OpenAI também anunciou que cooperará com a Anduril, uma empresa que fabrica drones baseados em IA, enquanto foi relatado no ano passado que a Microsoft forneceu seu modelo à CIA para a análise de documentos ultrassecretos em um sistema interno fechado.

As revelações nesses documentos correspondem às declarações da Coronel Racheli Dembinsky, comandante da Unidade de Sistemas de Informação e Computação do Exército israelense (“Mamram”), que fornece processamento de dados para todo o exército. Em uma conferência perto de Tel Aviv em julho passado, como +972 e Local Call revelaram anteriormente, Dembinsky disse que as capacidades operacionais do exército foram “atualizadas” durante a guerra atual em Gaza graças ao “mundo maravilhoso de provedores de nuvem” que permitiram “eficácia operacional muito significativa”.

Isso, disse Dembinsky, foi graças à “louca riqueza de serviços, big data e IA” que os provedores de nuvem oferecem — enquanto os logotipos do Microsoft Azure, Google Cloud Platform (GCP) e Amazon Web Services (AWS) apareciam na tela atrás dela.

Em sua palestra de julho, Dembinsky explicou que o exército começou a trabalhar mais intensamente com as empresas de nuvem devido às demandas da guerra. Com o início da invasão terrestre de Gaza no final de outubro de 2023, os sistemas do exército foram sobrecarregados e “os recursos foram esgotados”. Essa escassez de espaço de armazenamento e poder de processamento, disse Dembinsky, levou a uma decisão no exército de “ir para fora, para o mundo civil”, onde era possível comprar ferramentas de IA e poder de computação “sem um teto de vidro”.

Os documentos vazados mostram que o uso médio mensal das instalações de armazenamento em nuvem do Azure pelos militares israelenses nos primeiros seis meses da guerra foi 60% maior do que nos quatro meses anteriores.

Em agosto, o porta-voz das FDI enfatizou para +972 e Local Call que “as informações confidenciais das FDI não são transferidas para provedores civis e permanecem nas redes segregadas das FDI” — embora nossa investigação na época tenha mostrado que o exército israelense havia de fato armazenado algumas informações de inteligência coletadas por meio da vigilância em massa da população de Gaza em servidores gerenciados pela AWS da Amazon.

Desta vez, o exército de Israel e o Ministério da Defesa se recusaram a comentar.

Fonte: Fepal

Cientista erradica o vírus do papiloma humano (HPV) em 29 pacientes

Avanço foi possível por meio da terapia fotodinâmica

A pesquisadora Eva Ramón Gallegos, do Instituto Politécnico Nacional do México (IPN), alcançou um marco importante na ciência ao eliminar totalmente o Vírus do Papiloma Humano (HPV) em um grupo de 29 pacientes.

Esse avanço foi possível por meio da terapia fotodinâmica, uma abordagem não invasiva que tem demonstrado grande potencial na prevenção de tumores malignos, uma das principais causas de mortalidade entre as mulheres mexicanas.

Especialistas da Escola Nacional de Ciências Biológicas destacaram que Eva Ramón Gallegos dedicou duas décadas ao estudo dos efeitos dessa terapia. Durante sua pesquisa, o tratamento foi aplicado a 420 pacientes nas regiões de Oaxaca e Veracruz, além das 29 mulheres atendidas na Cidade do México.

Os resultados preliminares obtidos nas regiões de Oaxaca e Veracruz foram promissores, e os efeitos positivos também foram observados nas pacientes da Cidade do México. Esses achados indicam que a terapia fotodinâmica pode ser uma opção eficaz para ampliar a cobertura do tratamento.

De acordo com a pesquisadora, além de combater o HPV, que é o principal fator relacionado ao desenvolvimento do câncer do colo do útero, essa terapia também mostrou eficácia na remoção de lesões pré-malignas em estágios iniciais da doença. Os dados revelaram que o HPV foi eliminado em 100% das pacientes que não apresentavam lesões pré-malignas, em 64,3% daquelas com o vírus e lesões, e em 57,2% das mulheres com lesões, mas sem a presença do vírus.

Fonte: CFF

CAI FORA LATINOS

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 26 de Janeiro de 2025

“Eu sou apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindo do interior”(Belchior)

O sonho americano terminou com pouso e desembarque em Manaus com dezenas de brasileirinhos deportados, acorrentados e algemados.
Latinos americanos são americanos, mas da linha do Equador para baixo e são alvos perfeitos da nova gestão de Donald Trump, que tomou posse como o novo Presidente dos americanos da parte cima do globo. Para Trump, extraditar é preciso e os brazuquinhas são “passageiros” dos vôos que são desovados aqui como criminosos, os mesmos que um dia acreditaram que os EUA precisavam deles. O mais importante fato é que muitos desses fugitivos do “comunismo” verde amarelo, voltam ao Brasil em seu melhor momento, onde o país tem a menor taxa de desemprego dos últimos anos, inflação controlada, PIB em alta, renda média em ascendência, por isso esses fujões podem ficar tranquilos, pois o Lula garantirá empregos para todos, perto dos parentes importantes ou não e em breve com dinheiro no banco.
Detalhe: Sem a necessidade grilhões nos tutanos e falar americanês.

A posse do Trump foi muito parecido com aquelas excursões de bairro, onde alugavam-se um ônibus Mercedes-Benz O 370 , ano 1984 sem banheiro, cobravam-se mil cruzeiros com direito a cerveja, churrasco e banho numa bica, era confusão na certa. Já nos EUA teve parlamentar com convite fake para posse, teve penetra que não conseguiu penetrar, teve fila na neve e por ali mesmo ficou, não teve foto, não teve encontro com o novo Presidente, não teve vídeo, não teve nada, mas diferente da excursão, o passeio não foi nada barato, o ônibus criou asas, o dinheiro usado, foi público e no final não teve confusão, na verdade, teve foi festança com mais de 20 parlamentares da Direitinha Golpista, dançando, bebendo, comendo na terra do Tio Sam às custas dos cofres públicos.

Sem nada a ver com tudo isso, o Brasil mostra sua força e o filme “Ainda Estou Aqui ” teve 3 indicações para o Oscar. Depois do Globo De Ouro para Fernanda Torres, o país pode ganhar seu 1° prêmio no evento mais importante do cinema. O filme tem sido aclamado pelo público, pois conta a história do desaparecimento e assassinato do deputado federal Rubens Paiva e a luta de Eunice Paiva em plena Ditadura para descobrir o paradeiro do seu marido.
Em tempos em que bilionários assumem cargos públicos nos EUA e seus gestos de agradecimento são iguais ao de Adolf Hitler na Alemanha, todo cuidado é pouco e a sétima arte pode ajudar a impedir a ascensão de novos nazistas terrestres e virtuais com seus tanques nas ruas e nas redes.
Ainda estamos aqui pra continuar combatendo esse mal.

Reflexões* Flávio Show 2024 , ano 04 – Edição 215

Governo Lula determina retirada de algemas e tratamento digno a deportados dos EUA

O Ministério da Justiça e Segurança Pública determinou a retirada de algemas de brasileiros que foram deportados dos Estados Unidos e que estavam a bordo de uma aeronave norte-americana que pousou em Manaus na noite desta sexta-feira (24).

“Na manhã deste sábado (25), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, informou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sobre uma tentativa de autoridades dos Estados Unidos de manter cidadãos brasileiros algemados durante o voo de deportação para o Brasil”, informou o Ministério da Justiça.

Em nota, acrescentou que o ministério tomou conhecimento da situação dos brasileiros pelo diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Passos Rodrigues. O voo, que tinha como destino o Aeroporto Internacional de Confins, em Belo Horizonte, precisou fazer um pouso de emergência em Manaus devido a problemas técnicos.

Algemas retiradas

“Por orientação de Lewandowski, a Polícia Federal recepcionou os brasileiros e determinou a autoridades e representantes do governo norte-americano a imediata retirada das algemas”, reforçou o comunicado. “O ministro destacou ao presidente o flagrante desrespeito aos direitos fundamentais dos cidadãos brasileiros”, acrescenta a nota.

Enfatiza que, ao tomar conhecimento da situação, Lula determinou que uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) fosse mobilizada para transportar os brasileiros até o destino final, “de modo a garantir que possam completar a viagem com dignidade e segurança.”

“O Ministério da Justiça e Segurança Pública enfatiza que a dignidade da pessoa humana é um princípio basilar da Constituição Federal e um dos pilares do Estado Democrático de Direito, configurando valores inegociáveis”, concluiu a pasta no comunicado.

Também em nota, a Polícia Federal confirmou que os 88 brasileiros que estavam a bordo da aeronave norte-americana com outros deportados dos Estados Unidos chegaram a Manaus algemados.

“Os brasileiros que chegaram algemados foram recebidos e imediatamente liberados das algemas pela Polícia Federal, na garantia da soberania brasileira em território nacional e dos protocolos de segurança em nosso país. A Polícia Federal proibiu que os brasileiros fossem novamente detidos pelas autoridades americanas.”

“Os passageiros foram acolhidos e acomodados na área restrita do aeroporto. No local, receberam bebida, comida, colchões e foram disponibilizados banheiros com chuveiros”, detalha a nota.

Por determinação da Presidência da República, uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) transportará os brasileiros para o Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, na tarde deste sábado.

Os brasileiros serão acompanhados e protegidos pelos militares da FAB e policiais federais brasileiros.

FAB

A FAB informou que uma aeronave KC-30 foi destacada, após solicitação do governo federal, para prestar apoio aéreo a passageiros deportados oriundos dos Estados Unidos que aguardam o término do traslado em Manaus.

A aeronave, segundo a FAB, decolou da Base Aérea de Brasília às 13h, com pouso previsto para 14h30 no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus. “O tempo de solo em Manaus dependerá de trâmites diversos a serem realizados pelos órgãos competentes”.

De acordo com o comunicado, a FAB vai disponibilizar profissionais de saúde para realizar o acompanhamento dos passageiros deportados – durante o trajeto até o destino final, o Aeroporto Internacional de Confins, em Belo Horizonte.

Entenda

As operações de deportação em massa de imigrantes ilegais tiveram início poucos dias após o início do mandato do presidente norte-americano Donald Trump. Na noite da última quinta-feira (23), 538 pessoas foram detidas e centenas foram deportadas em operação anunciada pela Casa Branca.

“A administração Trump deteve 538 imigrantes ilegais criminosos”, anunciou a porta-voz Karoline Leavitt, acrescentando que centenas foram deportados em aviões do Exército norte-americano. “A maior operação de deportação em massa da história está em curso”, disse.

Ao longo da campanha presidencial, Trump prometeu conter a imigração ilegal no país, cenário classificado por ele como “emergência nacional”. Logo em seu primeiro dia na Presidência dos EUA, o republicano assinou ordens executivas destinadas a impedir a entrada de imigrantes nos Estados Unidos.

Fonte: Agência Brasil

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