Pastor tem vídeos íntimos vazados por amante e renuncia a cargo nacional

O pastor Riter José Marques de Souza, presidente da Convenção de Ministros e Igrejas Evangélicas da Assembleia de Deus no Estado do Pará (Comieadepa), renunciou a um cargo que assumiria na próxima semana após ter vídeos íntimos vazados por uma amante. O religioso assumiria o posto de quinto secretário da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB).

Ele seria representante da instituição religiosa na região norte, mas resolveu recuar, protocolando a carta de renúncia na secretaria da CGADB. No documento, o pastor alegou que sua decisão é um “gesto de responsabilidade com a igreja e com a liderança nacional”.

Além das fotos vazadas, em que o pastor aparece sem roupas, também foram divulgadas conversas de cunho sexual com uma fiel. As imagens têm circulado em grupos de WhatsApp e nas redes. Na carta de renúncia, Riter ainda afirma que tenta evitar que o caso pessoal “cause embaraço à gestão da convenção geral”.

Existia uma pressão na CGADB para que o pastor renunciasse. A avaliação de lideranças religiosas é de que sua permanência seria “insustentável e constrangedora” para a imagem da instituição.

Fonte: DCM

65% dos brasileiros apoiam redução da jornada de trabalho, aponta pesquisa Nexus

Levantamento da Nexus mostra que 74% dos nordestinos defendem fim da escala 6×1; Sudeste lidera percepção de benefícios na produtividade

A proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 36 horas sem corte de salário — conhecida como PEC 6×1 — encontra respaldo majoritário entre os brasileiros, especialmente nas regiões Nordeste e Sudeste. Os dados são de uma pesquisa inédita realizada pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, vinculada à FSB Holding.

De acordo com o levantamento, 74% dos nordestinos apoiam a proposta que põe fim à escala 6×1, ou seja, seis dias de trabalho seguidos por apenas um de descanso. O índice é o mais elevado entre todas as regiões do país. Em segundo lugar aparece o Sudeste, com 66% de apoio. No geral, o apoio nacional à medida atinge 65%, enquanto 27% se posicionam contra.

A PEC 6×1 foi apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) no fim de 2024 e protocolada oficialmente em 25 de março deste ano. A parlamentar declarou que busca um relator fora do espectro da esquerda para ampliar a adesão parlamentar à proposta.

Sul e Centro-Oeste mostram maior resistência

Entre as regiões menos favoráveis à mudança, o Sul se destaca com apenas 56% de apoio, seguido de perto pelo Centro-Oeste (57%). A resistência é perceptível também quando se analisa o impacto econômico previsto da proposta: enquanto o Nordeste (42%), Sudeste (43%) e Norte (34%) enxergam benefícios para o desenvolvimento do país, o Sul e o Centro-Oeste concentram as opiniões mais pessimistas. Em ambas as regiões, 35% acreditam que a redução da jornada traria prejuízos econômicos.

Qualidade de vida e produtividade impulsionam aprovação

A principal razão apontada pelos brasileiros para apoiar a proposta está relacionada à qualidade de vida: 65% dos entrevistados acreditam que uma jornada reduzida traria ganhos nesse aspecto. O Sudeste se destaca com 71% nesse quesito, acima da média nacional. O Centro-Oeste, por outro lado, é o que menos percebe esse benefício (56%) e é também onde se concentra o maior percentual que acredita em prejuízos (22%).

No que diz respeito à produtividade, o Sudeste novamente lidera com 59% dos entrevistados afirmando que uma carga horária menor melhoraria o desempenho no trabalho. O Nordeste aparece em seguida, com 56%, ambos acima da média nacional de 55%. Todas as regiões registraram mais otimismo do que pessimismo nesse aspecto, embora com menor intensidade no Norte (48%), Centro-Oeste (49%) e Sul (50%).

Uso do dia extra de folga revela prioridades regionais

A pesquisa também investigou como os brasileiros utilizariam o tempo adicional de descanso. Em todas as regiões, o convívio familiar aparece como a principal prioridade: 49% no Nordeste, 47% no Sudeste e Sul, e 46% no Norte e Centro-Oeste mencionaram passar mais tempo com a família.

Na sequência, os usos variam de acordo com a região. No Nordeste, 31% usariam o tempo para cuidar da saúde. Já no Sul (27%) e no Norte (23%), o foco seria uma renda extra. A qualificação profissional também aparece com destaque no Centro-Oeste (19%) e no Sudeste (18%).

Metodologia e abrangência

A pesquisa “Os brasileiros e a jornada de trabalho” foi realizada entre os dias 10 e 15 de janeiro, com 2.000 entrevistas presenciais em todas as 27 unidades da Federação, com margem de erro de 2 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%.

Fonte: Brasil 247

ONU acusa Israel de transformar Gaza em ‘campo de extermínio’

Após o fim da trégua de dois meses em 18 março, cerca de 1,4 mil palestinos morreram em ataques israelenses, segundo o Hamas.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, acusou Israel nesta terça-feira de ter transformado a Faixa de Gaza em um “campo de extermínio”. Além disso, ele também demonstrou preocupação sobre o futuro da Cisjordânia ocupada.

– O atual percurso é um beco sem saída, totalmente intolerável aos olhos do direito internacional e da história – disse Guterres, acrescentando que “o risco que a Cisjordânia ocupada se transforme em uma outra Gaza deixa a situação ainda pior”.

ONU

Para evitar isso, o representante da ONU voltou a pedir pelo encerramento da guerra na região.

– É tempo de colocar fim à desumanização, proteger civis, liberar os reféns, garantir ajuda humanitária e renovar o cessar-fogo – reforçou Guterres.

Trégua

Após o fim da trégua de dois meses em 18 março, cerca de 1,4 mil palestinos morreram em ataques israelenses, segundo o Hamas.

Segunda-feira, ao lado do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que pretende transformar Gaza em “uma incrível e importante propriedade imobiliária” após remover a população local, declarou que o confronto no enclave “acabará em um futuro não muito distante”.

Fonte: Correio do Brasil

Pesquisa revela que 32% dos entregadores de aplicativo no RJ e SP vivem em insegurança alimentar

Percentual de insegurança alimentar entre esses profissionais é maior que a média nacional

Uma pesquisa divulgada pela Ação da Cidadania, revelou que 32% dos entregadores de comida por aplicativo no Rio de Janeiro e em São Paulo vivem em situação de insegurança alimentar. O índice é alarmante, especialmente quando comparado à média nacional de 9,4%. Dentro desse grupo, 13,5% enfrentam restrição alimentar moderada ou grave, o que significa que muitos trabalhadores estão pulando refeições ou não conseguem garantir alimentos suficientes para suas necessidades diárias.

O estudo lança luz sobre a precarização das condições de trabalho desses profissionais, que não apenas lidam com a fome, mas também arcam com altos custos para exercer a atividade. 99% dos entregadores pagam do próprio bolso o plano de dados utilizado no aplicativo, enquanto 93,4% não possuem seguro para o celular, item essencial para a realização do trabalho. A vulnerabilidade se estende a outras áreas: 90,6% não têm seguro de vida e 90% não possuem plano de saúde, deixando-os expostos a riscos financeiros em caso de acidentes ou problemas de saúde.

A pesquisa também aponta que 67,6% dos entregadores não têm seguro para seus veículos, fator preocupante considerando o alto índice de acidentes na categoria. Segundo os dados levantados, 41% já sofreram algum tipo de acidente de trabalho, e 16% precisaram se afastar devido a lesões. Apesar dessa realidade, 72% dos entregadores não contribuem com a Previdência Social, o que significa que, caso fiquem impossibilitados de trabalhar, não terão nenhum amparo financeiro.

“Trabalhamos para comer”

Diante dos números, a pesquisa questiona a ideia de que o trabalho por aplicativo representa uma escolha voluntária e flexível. Para Rodrigo “Kiko” Afonso, diretor-executivo da Ação da Cidadania, a realidade dos entregadores é de extrema precarização e ausência de direitos básicos.

“A maioria desses trabalhadores não está na rua porque quer, mas porque não tem alternativa. Além de não receberem salário fixo, precisam arcar com todos os custos da operação, sem qualquer respaldo das empresas. Muitos sequer conseguem garantir a própria alimentação e ainda dependem de auxílios governamentais para sobreviver, enquanto as plataformas acumulam lucros milionários”, afirma Afonso.

Um dos entregadores entrevistados para o estudo, que preferiu não se identificar, descreveu sua rotina exaustiva: “Trabalhamos para comer. Não tem outra forma de dizer. Se a gente não sai para fazer entrega, não tem dinheiro para pagar as contas. Mas mesmo trabalhando o dia inteiro, tem dia que falta comida em casa. E se o celular quebra ou a moto estraga, a gente fica sem nada”.

Perfil dos entregadores

O estudo também traçou o perfil sociodemográfico dos entregadores de aplicativo no Rio e em São Paulo. Os dados mostram que a maioria é formada por homens (93,9%)67% são negros, e 60,2% têm entre 18 e 29 anos. Além disso, 76,4% possuem apenas ensino fundamental ou médio, e mais de 92% estão fora da universidade, o que limita suas oportunidades no mercado de trabalho.

Fonte: Mídia Ninja

Prefeita de Juiz de Fora reduz para 30 horas a jornada de servidores municipais

Prefeita afirma que medida atende a demanda histórica dos servidores e amplia horário de funcionamento da administração

Prefeitura de Juiz de Fora deu início, nesta segunda-feira (7), à aplicação da jornada de 30 horas semanais para servidores efetivos que não ocupam cargos comissionados nem exercem funções gratificadas. A nova política para a jornada de trabalho, prevista na Lei Municipal nº 15.082/2025, será implantada de maneira gradual e planejada, com a previsão de alcançar a totalidade dos trabalhadores da administração municipal até o final do primeiro semestre.

O objetivo da medida, segundo a prefeita Margarida Salomão, é valorizar os servidores e, ao mesmo tempo, garantir mais eficiência no funcionamento da máquina pública. “A proposta de reduzir a escala de trabalho para o turno de 30 horas corresponde a uma demanda histórica dos sindicatos de trabalhadores municipais de Juiz de Fora”, afirmou a prefeita em entrevista à coluna.

“Após quatro anos de trabalho em que nós conseguimos conhecer bem a dinâmica administrativa da prefeitura, entendemos que era perfeitamente possível reduzir o tempo de trabalho dos funcionários ao mesmo tempo em que ampliamos o funcionamento da prefeitura.”

A nova jornada passa a ser adotada inicialmente por secretários escolares e funcionários administrativos. Esses trabalhadores passarão a cumprir um turno único de seis horas diárias, entre 7h e 19h, nos dias úteis, com horários definidos por cada secretaria, respeitando as necessidades de cada setor e garantindo que nenhum departamento fique desassistido durante o expediente.

Nova jornada de trabalho será adotada por etapas

Margarida ressaltou que a medida não compromete o atendimento à população: “A Prefeitura passou a estar aberta para os cidadãos e cidadãs por 12 horas nos cinco dias da semana, com dois turnos únicos de seis horas consecutivas.”

Prefeita de Juiz de Fora vai implantar nova jornada de trabalho de forma escalonada (Foto: Divulgação)

As fases seguintes da implantação já têm datas estabelecidas. A partir de 1º de maio, data simbólica por ser o Dia do Trabalhador, a jornada reduzida será estendida às equipes operacionais da prefeitura. Estão incluídos motoristas, agentes de trânsito, guardas municipais, fiscais de posturas, trabalhadores da Empresa Municipal de Pavimentação e Urbanidades (EMPAV), além dos empregados e servidores do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DEMLURB) e da Secretaria de Obras.

Já no dia 1º de junho, será a vez dos profissionais da saúde: servidores da Atenção Primária, da Atenção Secundária, de setores da Rede de Urgência e Emergência (RUE) e do Hospital de Pronto Socorro (HPS) também passarão a cumprir a nova jornada semanal.

Segundo Margarida, a decisão de implantar a política de forma escalonada se baseia no compromisso da gestão com a responsabilidade administrativa. “Estamos implementando essa política de modo gradual, de forma a atender a 100% dos trabalhadores e trabalhadoras ainda no primeiro semestre”, reforçou a prefeita, destacando que a nova jornada respeita os limites operacionais da prefeitura sem comprometer os serviços prestados à população.

A medida, no entanto, foi contestada judicialmente pelo diretório estadual do Partido Novo, que apresentou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A legenda alega que a redução de jornada sem a devida compensação salarial contraria dispositivos da Constituição do Estado e a Lei de Responsabilidade Fiscal, além de representar risco de aumento de despesas com pessoal.

Margarida, por sua vez, rejeita os argumentos da ação e vê motivações políticas na contestação. “A ação do Novo tem a ver com uma motivação ideológica contra os trabalhadores públicos, contra o Estado. E embora na prática procedam de forma muito diferente daquela que pregam, eu entendo que essa concepção ideológica, sempre antagônica aos interesses dos trabalhadores públicos, é o que motiva essa ação”, disse a prefeita.

Para a gestora, o debate sobre a jornada de trabalho vai além da questão financeira ou legal e toca em princípios fundamentais da administração pública. Ela sustenta que o funcionamento da prefeitura tem sido aprimorado com a reestruturação da jornada, favorecendo tanto o atendimento à população quanto a qualidade de vida dos servidores. “Estamos muito bem fundamentados legalmente. Vamos naturalmente responder a essa provocação e continuar a fazer aquilo que já estamos há algum tempo dedicados a fazer.”

Margarida conclui afirmando que a nova jornada é reflexo de um modelo de gestão pública comprometido com a valorização do funcionalismo e com a melhoria contínua do serviço à população. “A prefeitura funciona cada dia melhor, atendendo às necessidades e aos interesses do povo de Juiz de Fora.”

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais ainda não se manifestou sobre o pedido de liminar apresentado pelo Partido Novo, que pretende suspender os efeitos do artigo 8º da Lei Municipal nº 15.082/2025.

Fonte: ICL

A agonizante morte política de Bolsonaro, o descartável

Em mais uma tentativa em vão de se livrar da cadeia, Jair Bolsonaro convocou ato na avenida paulista para este domingo, 6 de abril. A manifestação na cidade de São Paulo ocorreu três semanas depois de um ato em Copacabana, no Rio de Janeiro. Ambas manifestações tiveram como mote a baboseira de anistia aos golpistas de 8 de janeiro. Ambas as manifestações foram uma fracasso em mobilização. Ambas as manifestações contaram com figuras da política que não dão a mínima nem para Bolsonaro nem para os golpistas. Eles estavam ali somente para tentar se vincular ao eleitorado mais conservador, em especial, ao mais fanatizado.

O que o Brasil está vendo é o desespero de quem foi usado e está sendo descartado como um chiclete mastigado. Ou como a gente diz aqui em Alagoas, um rolete chupado.

Bolsonaro se apega a atos de rua numa tentativa vã de fazer pressão popular para se livrar da condenação por tentativa de golpe de Estado. Nem que os atos tivessem juntado milhões de pessoas cada, ele teria êxito nisso. Não faz diferença a quantidade de pessoas em manifestações convocadas por Jair Bolsonaro. Tanto faz, tanto fez, se tiver 100 pessoas ou se tiver um milhão. Ele já era. Ninguém liga mais para Jair Bolsonaro, exceto os fanatizados das bolhas da extrema-direita nas redes sociais e nos aplicativos de mensagem.

Bolsonaro sempre foi duas coisas em toda sua vida: um péssimo militar, como afirmou, inclusive, Ernesto Geisel, um dos generais da ditadura de 1964; e um péssimo parlamentar, sempre compondo ali a gama de deputados que só servem para fazer volume nas sessões em plenário na Câmara dos Deputados. Mas a partir das jornadas de junho de 2013, quando aquelas manifestações foram cooptadas para o golpismo e pessoas ligadas a militares das Forças Armadas começaram a plantar a semente de que era preciso uma intervenção militar na política, as altas cúpulas – ou parte dela – decidiu que precisa de um bode expiatório, um espantalho, para disputar a política nacional.

Evidente que precisaria ser alguém irrelevante, alguém que fosse descartável para que outros nomes  mais confiáveis a esses militares ocupassem a política de maneria completamente naturalizada. Esse nome estava ali o tempo todo, prontinho e sem nada a perder: Jair Bolsonaro.

Bolsonaro foi lançado candidato a presidente da República cerca de 15 dias após a reeleição de Dilma Rousseff em 2014 dentro da sede da Academia Militar das Agulhas Negras, a AMAN, no Rio de Janeiro. Desde então, sua presença em programas de televisão popularescos aumentou exponencialmente. Desde então, suas postagens nas redes sociais aumentaram de alcance de forma surreal. Bolsonaro virou o tal mito que a horda insiste em chamá-lo.

Mas o projeto nunca foi ter Bolsonaro como referência. Afinal, ele é um péssimo militar e de modos nada civilizados. Mas era o que tinha, naquele momento, mais potencial eleitoral. O plano era – era, não. É – a volta dos militares para a vida política e institucional do país pelas vias democráticas. Só assim, a presença de militares em cargos civis e parlamentos estaria naturalizada.

Nessa construção, militares começaram a falar sobre política, o que nem seu código ética permite.

Um general, o tal Villas Bôas, ameaçou ministro do STF para que não dessem habeas corpus a Lula em 2018.

Nas últimas eleições, nunca tivemos tantos militares eleitos no Congresso Nacional, assembleias legislativas e câmaras municipais como temos agora.

Ninguém mais se incomoda com militares falando e fazendo política, atividade exclusivamente civil no Brasil.

Ao perceber que não seria reeleito, Bolsonaro se desesperou e tentou dar um golpe de Estado. As figuras que o ungiram ainda em 2014 deixaram o bicho correr solto. Mais ou menos numa postura do “vai, tô contigo”, dando corda para que ele se enforcasse sozinho.

Evidente alguns desses militares que já estão indiciados e se tornarão réus no STF por tentativa de golpe de Estado compraram de verdade a tese do golpe, mas alguns só deram corda mesmo. Alguns até que vão pagar com prisão, até porque suas famílias continuarão com todas as benesses de ser militar no Brasil.

Em minha avaliação, o que as figuras que ungiram Bolsonaro não contavam foi com o alto grau de idolatria que se deu em torno de sua imagem, em parte fruto dessa unidade com igrejas evangélicas. Até por isso, o descarte não poderia se dar de maneira abrupta, sendo preciso fazer com que Bolsonaro fosse desmontado com o tempo. E essas manifestações fracassadas em mobilização são um sinal disso.

Uma das marcas de Bolsonaro e na extrema-direita era a grande capacidade de mobilização de rua, mas desde as eleições de 2022, esses atos começaram a ter cada vez menos pessoas. Evidente que durante a campanha, sempre tinha muita gente nos atos, até por causa do período eleitoral, mas já eram menores que os realizados em 2021, por exemplo.

Desde então, a cada manifestação, menos pessoas.

A queda em participação é gritante, o que vai minando a aura de grande liderança popular que bota gente na rua que se construiu em torno do capitão descartável do Exército.

A gente também não pode deixar de considerar o momento atual, de refluxo de mobilização de rua, independente do espectro político e da pauta.

Estamos num momento em que as pessoas não querem ir para as ruas, ou precisam de bem mais convencimento para isso. E a pauta oficial para esses atos recentes convocados por Bolsonaro não tem poder de convencimento para que as pessoas saiam de suas casas. Mais da metade da população brasileira não quer anistiar golpista.

Além do quê, só acredita que a preocupação de Bolsonaro é com aqueles que destruíram as sedes dos Três Poderes em Brasília, no dia 8 de janeiro, quem ainda acredita em Papai Noel ou em unicórnio. Ou seja, os fanatizados que são menores do que parecem – 12%, segundo a Quaest –, mas maiores do que deveria, sejamos sinceros.

Jair Bolsonaro está se borrando de medo do que vai acontecer com ele após ser condenado pelo STF. Se ficar no Brasil, vai para a cadeia. Se fugir, carimba de uma vez parte de sua essência que é a covardia. Em ambos os casos, se o plano inicial de quem o ungiu der certo, será esquecido eleitoralmente.

O plano de quem ungiu Bolsonaro em 2014 é fazer Tarcísio de Freitas presidente. Capitão do Exército, ele é da confiança dos militares e não age como um espantalho, tal qual o Jair fez e faz nos últimos anos. Mas esse plano não é para agora em 2026. É para 2030.

Tarcísio de Freitas só tem 49 anos de idade. É uma criança em termos de atividade política. Tem sua reeleição em São Paulo praticamente certa e poderá usar seu segundo mandato para se distanciar da imagem de Bolsonaro, que estará preso por tentativa de golpe de Estado. 

Tarcísio ainda é um ilustre desconhecido do eleitorado brasileiro. Num segundo mandato como governador de São Paulo, terá tempo suficiente para viajar pelo Brasil, dar entrevistas na mídia hegemônica, se afastar da imagem de Bolsonaro e vai para uma disputa em que a esquerda terá Lula como cabo eleitoral somente.

Além disso, se já temos um Congresso Nacional ruim, esperemos o próximo, a partir de 2027, para a gente ver que não é tão ruim que não possa piorar. 

E no segundo mandato de Lula – ou quarto, considerando os dois primeiros nos anos 2000 – as travas para impedir que as políticas públicas de Lula se materializem serão ainda maiores, assim como a construção narrativa de que a esquerda acaba ali, em 2030.

Se para 2026, a extrema-direita não tem nome, a esquerda não tem para 2030. E Tarcísio virá muito forte para 2030. Para 2026, minha aposta é que vai o Ronaldo Caiado mesmo. E vai para tomar pisa mesmo.

O foco da extrema-direita é o Congresso Nacional agora, em especial o Senado. Por isso, e tantos outros pontos, é que estamos vendo o descarte de militar ruim e um político abaixo da linha de mediocridade, que foi alçado a ponta de lança no debate público do país como um espantalho mesmo para ser descartado assim que não tivesse mais serventia.

A alçada de Bolsonaro naturalizou militares na política, fez boa parte da população acreditar haver militares golpistas e legalistas e limpando a barra das Forças Armadas nessa espiral de confusão política iniciada ainda em 2013.

Esses atos de Bolsonaro pedindo anistia são como os gritos dos porcos antes de serem abatidos. E a analogia cabe bem aí porque Bolsonaro não passa de um porco fascista.

Lula lidera em todos os cenários e vence qualquer candidato, diz Datafolha

Pesquisa Datafolha apontou ainda alta na aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (5) aponta que, além de ter conseguido melhorar seus índices de aprovação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceria qualquer candidato se as eleições presidenciais fossem hoje. 

Segundo o levantamento, Lula derrotaria todos os nomes da direita e extrema direita que são cotados para concorrer ao Palácio do Planalto em 2026. O presidente, que está em seu terceiro mandato, também venceria a disputa se Jair Bolsonaro fosse candidato. O ex-presidente, contudo, está inelegível até 2030 e não poderá participar da eleição. 

Confira abaixo todos os cenários eleitorais simulados pela pesquisa Datafolha: https://041d258de7bce3e787a9d39de5ef70d2.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-41/html/container.html?n=0

Cenário 1

  • Lula (PT): 36%
  • Jair Bolsonaro (PL): 30%
  • Ciro Gomes (PDT): 12%
  • Pablo Marçal (PRTB): 7%
  • Eduardo Leite (PSDB): 5%
  • Em branco/nulo/nenhum: 9%
  • Não sabem: 2%

Cenário 2 

  • Lula (PT): 35%
  • Tarcísio de Freitas (Republicanos): 15%
  • Ciro Gomes (PDT): 11%
  • Pablo Marçal (PRTB): 11%
  • Ratinho Junior (PSD): 5%
  • Eduardo Leite (PSDB): 3%
  • Romeu Zema (Novo): 3%
  • Ronaldo Caiado (União Brasil): 2%
  • Em branco/nulo/nenhum: 11%
  • Não sabem: 3%

 Cenário 3 

  • Lula (PT): 35%
  • Ciro Gomes (PDT): 12%
  • Eduardo Bolsonaro (PL): 11%
  • Pablo Marçal (PRTB): 10%
  • Ratinho Junior (PSD): 6%
  • Romeu Zema (Novo): 4%
  • Eduardo Leite (PSDB): 4%
  • Ronaldo Caiado (União Brasil): 3%
  • Em branco/nulo/nenhum: 12%
  • Não sabem: 3%

Cenário 4 

  • Lula (PT): 35%
  • Michelle Bolsonaro (PL): 15%
  • Ciro Gomes (PDT): 12%
  • Pablo Marçal (PRTB): 10%
  • Ratinho Junior (PSD): 5%
  • Romeu Zema (Novo): 4%
  • Eduardo Leite (PSDB): 3%
  • Ronaldo Caiado (União Brasil): 3%
  • Em branco/nulo/nenhum: 10%
  • Não sabem: 2%

Cenário 5 

  • Lula (PT): 43%
  • Tarcísio de Freitas (Republicanos): 24%
  • Pablo Marçal (PRTB): 15%
  • Em branco/nulo/nenhum: 16%
  • Não sabem: 2%

Pesquisa espontânea (quando os nomes dos candidatos não são citados) 

  • Lula (PT): 20%
  • Jair Bolsonaro (PL): 14%
  • Tarcísio de Freitas (Republicanos): 1%
  • Ciro Gomes (PDT): 1%
  • “No atual”: 1%
  • Vota no PT/candidato do PT: 1%
  • Não vota: 1%
  • Não sabe: 52%
  • Outras respostas: 4%
  • Em branco/nulo/nenhum: 6%

Aprovação do governo Lula sobe 5 pontos

A aprovação do governo Lula subiu cinco pontos percentuais entre fevereiro e abril, segundo nova pesquisa do Instituto Datafolha divulgada nesta sexta-feira (5). O índice de brasileiros que avaliam a gestão como ótima ou boa passou de 24% para 29%, interrompendo uma trajetória de queda observada desde o início do ano.https://d-16693085013821174343.ampproject.net/2502242315000/frame.html

Apesar do avanço, a reprovação do governo ainda supera a aprovação: 38% classificam a administração como ruim ou péssima, contra 41% em fevereiro. Já 32% dos entrevistados consideram a gestão regular, número que se manteve estável.

Os dados mostram que o governo se mantém no segundo pior patamar de avaliação desde o início do terceiro mandato de Lula. Em dezembro de 2023, por exemplo, a aprovação era de 35%, contra 34% de reprovação. 

A queda na popularidade ao longo do primeiro trimestre é atribuída a pressões inflacionárias, principalmente pela alta nos preços dos alimentos, e problemas de comunicação, como no caso do Pix, quando surgiram boatos inventados pela extrema direita sobre uma suposta taxação.

Para tentar conter os danos, o presidente nomeou o marqueteiro Sidônio Palmeira para chefiar a Secretaria de Comunicação Social (Secom). A mudança começa a mostrar seus primeiros efeitos agora.

O atual nível de aprovação de Lula é semelhante ao registrado em 2005, durante a crise do chamado mensalão. Naquele momento, ele também marcou 28% de avaliação positiva.

Para fins de comparação, em maio de 2021, Jair Bolsonaro marcava 24% de ótimo ou bom e 45% de ruim ou péssimo, durante a crise da pandemia de Covid-19.

A recuperação mais significativa foi observada entre pessoas com ensino superior, cuja aprovação subiu de 18% para 31%. Também houve crescimento entre quem ganha acima de dois salários mínimos. Entre os que recebem entre 5 e 10 salários, por exemplo, a avaliação positiva foi de 18% para 31%.

Já entre os mais pobres (até dois salários), a aprovação se manteve praticamente estável: 30%, contra 29% em fevereiro. No Nordeste, a taxa de aprovação é de 38%, mantendo a região como o principal reduto do petista, embora abaixo dos 49% registrados em dezembro.

Aprovação 

A pesquisa mostra que, no momento, 49% dos entrevistados desaprovam o governo Lula, enquanto 48% aprovam, configurando um empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Os indecisos somam 3%.

A pesquisa Datafolha foi realizada presencialmente entre os dias 1º e 3 de abril, com 3.054 entrevistados com 16 anos ou mais, em 172 municípios de todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Fonte: Revista Fórum

Famílias do MST ocupam usina de grupo latifundiário que acumula dívidas trabalhistas

Ação que transformar local em polo de produção agroecológica e sustentável de alimentos

Como parte das atividades do mês de luta camponesa Abril Vermelho, cerca de 800 famílias do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) ocuparam as terras da Usina Santa Teresa, no município de Goiana, em Pernambuco, neste sábado (5)

A Usina era explorada desde a ditadura militar pelo Grupo João Santos, que já foi um dos mais poderosos da região. Na última década, a família latifundiária passou a ter problemas financeiros e hoje acumula dívidas, inclusive trabalhistas.

Localizada em uma das regiões que mais concentra conflitos agrários no estado de Pernambuco, a terra faz parte dos ativos que o grupo pretende vender, para dar andamento a um processo de recuperação judicial.

Segundo Jaime Amorim, da direção nacional do MST, a intenção do movimento é transformar a terra em uma área voltada para a produção sustentável de alimentos. O movimento já tem dez acampamentos produtivos na região.

“Essa ocupação marca a ocupação do conjunto da usina. Nosso objetivo é fazer um grande acampamento e iniciar um processo de negociação. Queremos garantir a desapropriação do todo. As terras da usina Santa Tereza devem estar a serviço da reforma agrária.”

No ano passado, o Grupo João Santos foi multado por descumprir um acordo para pagamento de dívidas de R$ 10, 7 bilhões com a União. Essa é considerada a maior transação tributária da história do Brasil.

O valor é referente a débitos por sonegação e débitos trabalhistas com cerca de 20 mil trabalhadores e trabalhadoras. R$ 270 milhões dizem respeito apenas à dívidas do FGTS. O conglomerado tem mais de 40 empresas.

O grupo também já foi condenado pelo assassinato de um trabalhador em uma manifestação grevista na década de 1990 e esteve envolvido em diversos casos de violência e retaliação contra famílias camponesas ao longo dos anos.

Maria Aparecida Pereira da Silva, dirigente nacional do MST em Pernambuco, afirma que a ocupação também é uma maneira de honrar a luta das vítimas da violência.

“Tiramos o mês de abri como mês de luta e resistência, em memória daqueles e daquelas que tombaram na luta em busca da terra prometida. Para que a terra tenha sua função social garantida, seguiremos ocupando. Hoje o compromisso do MST é combater a fome no Brasil”, disse ela.

Fonte: Brasil de Fato

Manifestantes denunciam o genocídio em Gaza em várias cidades do mundo

Protestos ao redor do mundo denunciam o genocídio do povo palestino cometido por Israel

Protestos pró-Palestina tomaram as ruas de diversas cidades ao redor do mundo neste final de semana.

Neste domingo, dezenas de milhares de marroquinos foram às ruas para protestar contra a ofensiva israelense em Gaza, direcionando sua indignação especialmente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, principal apoiador mundial de Israel.

O ato principal aconteceu em Rabat, capital do país, atraindo cerca de 1 milhão de pessoas, segundo o site Middle East Eye.

Os argelinos realizaram uma grande manifestação em solidariedade à Palestina, exigindo que seu exército se levante para libertar a Faixa de Gaza.

Na Europa, manifestantes escoceses se solidarizaram com os palestinos de Gaza e denunciaram genocídio do povo palestino cometido por Israel.

Em Estocolmo, Suécia, manifestantes carregaram ‘corpos’ de crianças palestinas mortas enquanto exigem o fim do genocídio.

Ativistas pró-Palestina também realizaram um protesto em Oslo, Noruega, pedindo o fim dos ataques israelenses contra a população de Gaza.

O número de mortos pela guerra israelense contra Gaza desde outubro de 2023 subiu, neste domingo (6), para 50.695. Há cerca de 115.340 feridos, segundo informações do canal HispanTV.

Fonte: Brasil 247

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS