Amputados de Gaza enfrentam a vida em zona de guerra, sem tratamento e pouca esperança

Farah Abu Qainas esperava se tornar professora, mas um ataque aéreo israelense no ano passado a feriu tão gravemente que ela perdeu a perna esquerda, colocando todos os seus planos futuros em dúvida e adicionando a jovem de 21 anos a uma lista de milhares de novos amputados na devastada Gaza. Ainda morando em um abrigo temporário, Abu Qainas frequenta sessões de fisioterapia em um centro de próteses no território, onde aguarda em uma cadeira de rodas por uma prótese que possa lhe dar alguma liberdade novamente.

“Naquele dia, perdi mais do que apenas a perna”, disse ela. “Meus sonhos desapareceram. Eu ansiava por frequentar a universidade e dar aulas para crianças. Mas esta lesão roubou esse futuro.”

A guerra começou em 7 de outubro de 2023, quando o Hamas realizou um ataque transfronteiriço contra comunidades israelenses, no qual cerca de 1.200 pessoas foram mortas — muitas delas pelas Forças de Defesa de Israel, que aplicavam a controversa Doutrina Aníbal — e 251 reféns foram levados de volta para Gaza, segundo dados israelenses.

A campanha militar de Israel já matou mais de 50.800 palestinos em Gaza, segundo autoridades de saúde locais, e deixou a maior parte do pequeno e populoso território costeiro em ruínas e quase todos os seus dois milhões de habitantes desabrigados. Milhares de outros ficaram tão gravemente feridos que suas vidas mudarão nas próximas décadas. Em meio a um conflito que deixou o sistema médico praticamente inoperante, no entanto, as estimativas de quantos palestinos perderam membros variam.

“Em Gaza, estima-se que 4.500 novos amputados precisem de próteses, além dos 2.000 casos existentes que exigem manutenção e acompanhamento”, informou a agência humanitária da ONU, OCHA, no mês passado.

Ahmed Mousa, que coordena o programa de reabilitação física em Gaza para o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), afirmou que pelo menos 3.000 pessoas foram cadastradas no programa, das quais 1.800 foram amputadas. Milhares de palestinos sofreram lesões na coluna ou perderam a visão ou a audição, segundo o OCHA e o CICV.

O grande número de feridos atrasou e complicou os esforços para fornecer tratamento. Conseguir membros artificiais na Faixa de Gaza tem sido um desafio, explicaram autoridades do CICV. “O acesso a próteses ou dispositivos de mobilidade adequados é cada vez mais desafiador em Gaza e, infelizmente, não há um cronograma claro para muitos”, disse Mousa.

Israel suspendeu toda a ajuda humanitária em Gaza após violar um cessar-fogo de dois meses no mês passado.

Abu Qainas frequenta o programa de terapia de Moussa. Ela disse que não sabe quando poderá receber uma perna artificial ou tratamento no exterior. “Disseram-me para esperar, mas não sei se isso vai acontecer em breve.”

O exército israelense afirmou que o bombardeio de Gaza é necessário para esmagar o Hamas, que acusa de se esconder entre a população palestina em geral. O Movimento de Resistência Islâmica nega. Israel afirma que tenta limitar os danos aos civis.

As crianças, no entanto, não escaparam da carnificina. Um estudo de abril do Departamento Palestino de Estatísticas indicou que pelo menos 7.000 crianças ficaram feridas desde outubro de 2023, com centenas perdendo membros, visão ou audição.

Uma delas é Shaza Hamdan, de sete anos. Ela queria aprender a andar de bicicleta. “Meu pai me pediu para acompanhá-lo em uma caminhada, antes que as bombas começassem a cair sobre nós como chuva. Uma atingiu minha perna e a cortou, e outra atingiu o braço do meu pai”, disse ela.

Shaza passou por duas cirurgias e o médico teve que realizar uma nova amputação na perna lesionada devido à inflamação.

“Fiquei dependente da minha mãe”, acrescentou Shaza. “Ela faz tudo por mim. Minha vida está pior do que antes. Antes de me lesionar, eu podia tocar.”

Seu pai, Karim Hamdan, disse que a saúde mental da filha piorou enquanto ela aguarda para ir para o exterior para tratamento. “Não há membros artificiais em Gaza, e a única solução é buscar tratamento fora de Gaza. A menina ficou impaciente, fazendo muitas perguntas e chorando todos os dias. Ela quer se sentir um pouco normal.

Ismail Mehr, anestesista do estado de Nova York que liderou várias missões médicas em Gaza durante as guerras atuais e anteriores, disse que a escassez do cuidado significava que mais membros poderiam ser perdidos e que membros já amputados seriam amputados ainda mais.

“Mais de 99% das amputações foram realizadas em condições precárias, sem culpa dos médicos, sem esterilização e equipamentos adequados e, às vezes, até mesmo por médicos que normalmente não são especializados em tais procedimentos”, destacou.

Fonte: Monitor do Oriente

Assassinato de ambulante senegalês pela PM de SP gera revolta na região do Brás

Ambulantes da região do Brás realizaram um protesto na manhã de sábado (12) para denunciar o assassinato do ambulante senegalês Ngange Mbaye, de 34 anos. O crime ocorreu quando a polícia tentou apreender sua mercadoria, segundo relatos de ambulantes. 

Ngange chegou a ser resgatado pelo SAMU, mas não resistiu e faleceu ao ser socorrido na Santa Casa de Misericórdia. A manifestação foi atacada com bombas de gás lacrimogêneo.

O rapaz estava trabalhando quando houve a abordagem, sendo agredido por  com cassetetes, pegou uma barra de ferro e avançou contra os policiais. Mas o disparo só ocorreu quando o camelô tentou correr com os produtos, frutos de seu sustento. Ele foi baleado no abdômen na rua Joaquim Nabuco, no Brás, umas das regiões de comércio mais movimentadas da cidade.

Na manifestação, os trabalhadores exibiam cartazes com pedidos de justiça pelo senegalês e críticas à PM, com cartazes com dizeres como “a polícia brasileira é racista”, “socorro, polícia assassina mata trabalhador” e “a farda não dá licença para matar, justiça já”.

De acordo com informações do UOL, familiares e amigos do rapaz estiveram presentes. O irmão de Ngange chorou enquanto ouvia uma amiga falar sobre ele. Outro amigo do senegalês precisou ser amparado após ter uma crise de choro.  

Manifestação reuniu centenas de pessoas. A maioria delas era de imigrantes senegaleses e de brasileiros que trabalham como ambulantes na região. Nem mesmo representantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB escaparam da agressão. Uma das sete advogadas disse que também foi agredida com bombas de efeito moral jogadas na direção dela. Os advogados registraram boletim de ocorrência no 8º Distrito Policial.

Fonte: Hora do Povo

Israel ameaça expulsar 970 pilotos após protesto contra a guerra em Gaza

Comandantes da Força Aérea israelense ameaçaram na quarta-feira expulsar aproximadamente 970 militares — incluindo pilotos, oficiais e soldados — se eles não retirarem suas assinaturas de uma carta exigindo o fim da guerra na Faixa de Gaza, informou a mídia local.

O jornal israelense Haaretz relatou que “cerca de 970 tripulantes, alguns na reserva ativa, assinaram a carta se opondo à guerra, mas não pedindo a recusa em servir”.

Nos últimos dias, altos líderes da Força Aérea fizeram ligações telefônicas pessoais para reservistas que endossaram a mensagem, instando-os a retirar seu apoio, informou o veículo. Os comandantes informaram aos reservistas que eles podem ser demitidos caso se recusem a cumprir a mensagem, de acordo com o Haaretz.

Após a ameaça, apenas 25 signatários retiraram seus nomes, enquanto outros oito solicitaram a inclusão de suas assinaturas.

Os signatários da carta, incluindo oficiais e pilotos de alto escalão da Força Aérea, argumentam que “os combates em Gaza atendem a interesses políticos, não de segurança”.

LEIA: Carta de quase mil militares da Força Aérea Israelense pede o fim da guerra em Gaza

Membros da oposição israelense argumentam há muito tempo que a guerra em Gaza visa permitir que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu permaneça no cargo e não tem nada a ver com a segurança de Israel.

Dias antes, o comandante da Força Aérea, major-general Tomer Bar, encontrou-se com alguns dos principais signatários. Durante a reunião, oficiais da reserva criticaram duramente a decisão de Bar de ameaçar todos os signatários com a remoção, chamando-a de um exagero legal e ético que viola os direitos dos reservistas de expressar opiniões políticas, segundo o Haaretz.

Bar respondeu que a questão não é punição, dizendo: “Aqueles que assinam um texto alegando que a retomada da guerra é principalmente política e prejudica as perspectivas de libertação de reféns não podem cumprir suas funções na reserva”.

Ele considerou a assinatura da carta em tempo de guerra “ilegítima”, segundo o veículo. Bar também previu que um acordo de cessar-fogo e libertação de reféns poderia ser assinado em breve.

Em 19 de março, os militares dispensaram dois reservistas, um da inteligência e outro da Força Aérea, por se recusarem a participar da guerra em Gaza após o reinício dos combates. Um deles rotulou ministros do governo e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de “traidores sujos”, observou o jornal.

O exército israelense renovou um ataque mortal a Gaza em 18 de março e, desde então, matou quase 1.500 vítimas, feriu outras 3.700 e rompeu um acordo de cessar-fogo e troca de prisioneiros no enclave, assinado em janeiro.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu na semana passada intensificar os ataques a Gaza, enquanto os esforços estão em andamento para implementar o plano do presidente dos EUA, Donald Trump, de expulsar os palestinos do enclave.

Mais de 50.800 palestinos foram mortos em Gaza em um ataque israelense brutal desde outubro de 2023, a maioria mulheres e crianças.

O Tribunal Penal Internacional emitiu mandados de prisão em novembro passado para Netanyahu e seu ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, por crimes de guerra e crimes contra a humanidade em Gaza.

Israel também enfrenta um caso de genocídio no Tribunal Internacional de Justiça por sua guerra contra o enclave.

Fonte: Monitor do Oriente

Presidente da Band diz que Gaza sofre “o maior genocídio que já presenciou”

(São Paulo - SP, 03/02/2020) Presidente da República Jair Bolsonaro conversa com o Presidente da TV Band, João Carlos Saad..Foto: Carolina Antunes/PR

O presidente do Grupo Bandeirantes, João Saad, fez um pronunciamento contundente durante a entrega do prêmio “Ateneu Rotário”, promovido pelo Rotary Club de São Paulo. Ao discursar, Saad classificou o conflito na Faixa de Gaza como “o maior genocídio” que acompanhou em sua carreira jornalística, destacando o alto número de vítimas civis.

“É uma mortandade de mulheres e crianças com desculpas cada vez mais esfarrapadas”, afirmou, referindo-se às justificativas do governo de Israel para os ataques ao território palestino.

A declaração foi feita no contexto da guerra deflagrada após o ataque surpresa do grupo Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, quando cerca de 1.200 pessoas foram mortas e outras 251 sequestradas e levadas como reféns para Gaza.

Desde então, os ataques israelenses à Faixa de Gaza já causaram, segundo o Ministério da Saúde local, a morte de 46.788 palestinos até o momento. Desse total, 59% seriam mulheres, crianças e idosos — percentual que, segundo um relatório da ONU de novembro de 2023, pode chegar a até 70%.

Ainda conforme dados do Ministério da Saúde palestino, cerca de 110.453 pessoas ficaram feridas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 25% dos feridos sofreram lesões graves e permanentes. Karin Huster, coordenadora da ONG Médicos Sem Fronteiras, disse à BBC que o sistema de saúde de Gaza enfrenta “imensos desafios” para prestar atendimento de longo prazo às vítimas.

Um estudo recente publicado na revista médica The Lancet apontou que o número real de mortes pode ser significativamente maior que o divulgado oficialmente pelas autoridades locais, devido à destruição de infraestrutura e à dificuldade de contabilizar vítimas em áreas isoladas ou sob escombros.

Apesar de os números do Ministério da Saúde de Gaza não distinguirem entre civis e combatentes, as Forças de Defesa de Israel (FDI) alegam ter eliminado cerca de 17 mil integrantes do Hamas até setembro de 2024. As FDI, no entanto, não informaram como chegaram a esse número.

Fonte: DCM

O SUS SALVA! ATÉ QUEM NÃO MERECE.

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 13 Abril de 2025

Uma semana depois da triste manifestação na Paulista, que esperava amontoar um milhão de pessoas, mas que só levou cerca de 40 mil, a Direitinha Golpista insiste em um único projeto de poder e não é mais o cargo no Planalto e sim a anistia irrestrita ao pipoqueiro( popcorn), o sorveteiro(ice cream) e as senhorinhas com a bíblia na mão(sem tradução), personagens do 08 de Janeiro que só existem nas cabeças enfeitadas do bolsonarismo. Mesmo com pesquisas apontando que a população é contra o perdão dos terroristas, parlamentares do PL conseguiram as assinaturas necessárias para pautar o projeto e pedir sua urgência, com uma ajudinha de uma dúzia de lindas modelos na porta do aeroporto em Brasília. Quem pagou?

O tarifaço do Trump teve que dar uma recuada, depois de ver as bolsas despencarem e empresas de tecnologias perderem milhões de dólares assistindo outros países reagindo e impondo taxas recíprocas ao Tio Sam, principalmente a China. Aqui no Brasil a reciprocidade também será adotada, mesmo que a janela do diálogo esteja aberta. Lula em seus discursos sempre diz que o país não tem contencioso com ninguém e pra isso ele trabalha, só não vai ser um guenzo( expressao nordestina) de nenhum impealista, claro!

O parecer sobre a cassação do Deputado Glauber Braga foi aprovado no Conselho de Ética e se não houver recursos irá para votação no Plenário da Câmara. Diante de tal absurdo, Glauber tomou uma atitude radical e iniciou uma greve de fome com permanência no Congresso. Se for cassado, os parlamentares estarão abrindo as portas da Casa do Povo para o MBL fazer o que quiser com os deputados e deputadas da esquerda, será dado um cheque em branco para todo tipo de “visitas” no recinto dos parlamentares aos “cidadãos de bem”.
Todo cuidado é pouco, pois camarão que dorme a onda leva.

Por falar em camarão, ele atacou novamente e o Inelegível teve um mal estar, sem prova alguma, tendo que ser socorrido pelo SUS, numa ambulância novinha do Lula e ainda teve à sua disposição um helicóptero cedido pela Governadora comunista Fátima Bezerra do Rio Grande do Norte. O SUS tão criticado pela ala da meritocracia teve, mais uma vez um papel fundamental, para a tristeza de muitos brasileiros, mas o SUS não tem sentimento e não consegue discernir qual paciente é bom ou ruim, salva a todos!

Pra finaliza; alguém poderia avisar e mandar essa Reflexão para aquela “influencer” do Rio de Janeiro que fez uma redução bariatrica e junto teve sua cognição também diminuída.Quem é?
Seu nome leva o mesmo nome de um achocolatado que as crianças adoram, mas ela, diferentemente do produto; amarga!

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 05 – Edição 225

Ministros do governo Lula visitam Glauber durante quarto dia de greve de fome

Segundo ministros e líder do PT na Câmara, Planalto está preocupado com a saúde de deputado do PSOL e quer ‘saída negociada’ de pedido de cassação

Os ministros Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Sidônio Palmeira (Comunicação Social) e o líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), visitaram o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) no Congresso neste sábado. Em protesto ao seu pedido de cassação na Casa, Glauber está em greve de fome há mais de 96 horas.

Ao sair da Câmara, os representantes do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disseram que foram prestar solidariedade a Glauber, ao PSOL e à esposa do parlamentar, a também deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP). Eles também criticaram o processo de cassação, o qual classificaram como “injusto e desproporcional”.

“Ele está bem, forte e disposto a continuar até conseguir o objetivo dele, que é continuar um deputado atuante que sempre lutou e representou as causas populares”, afirmou Sidônio.

Segundo a ministra das Relações Institucionais, o governo está preocupado com a saúde do deputado do PSOL. Gleisi disse ainda que o Planalto espera que a Câmara reveja a decisão de perda do mandato do parlamentar.

“Esperamos que a Câmara reveja essa decisão, tem ainda recursos a serem feitos e eles vão impetrar esses recursos. Glauber está bem, obviamente a gente tem preocupação com a saúde dele até pelo período prolongado que pode se dar essa greve de fome”, afirmou.

Fonte: Portal Terra

Transportadora ligada ao Grupo Zema é autuada por trabalho análogo à escravidão

Trabalhadores da Cidade das Águas transportavam móveis e eletrodomésticos às lojas da família do governador de MG

Em Araxá (MG), 22 trabalhadores foram encontrados em situação análoga à de escravo prestando serviço no Centro de Distribuição e Apoio do Grupo Zema, pertencente à família do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), em ação fiscal realizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em 4 de fevereiro deste ano. A ação contou com a participação de seis auditores fiscais do trabalho, dois procuradores do Ministério Público do Trabalho e seis policiais rodoviários federais.

Os trabalhadores eram motoristas da empresa Cidade das Águas Transportes, contratados para levar móveis e eletrodomésticos às lojas do Grupo Zema, gigante do setor moveleiro no estado.

A inspeção foi realizada dentro do próprio Centro de Distribuição e Apoio do Grupo Zema. Segundo o relatório de inspeção do Ministério Público do Trabalho (MTE), a situação dos trabalhadores foi classificada como análoga a escravidão pela existência de jornadas exaustivas, que chegavam a 19 horas diárias.

“Esses dados foram analisados e são o fundamento para a caracterização da jornada exaustiva, não havendo justificativa para a afirmação de que não foi informada dos critérios utilizados pela equipe de fiscalização para a citada caracterização ou de que não haveria elementos suficientes para tal”, destaca trecho do relatório.

“Eles [os motoristas] ficavam nessas jornadas exaustivas prestando serviço para o Grupo Zema. O Grupo Zema, primeiro, tinha um serviço primarizado; depois de uns dois ou três anos, resolveram encerrar essa atividade tocada por eles e terceirizaram, passaram até os caminhões para essas empresas. Então eles têm uma situação de amizade, favores, tanto com a Cidade das Águas como as outras prestadoras que lá estão fazendo o serviço”, afirma Rogério Lopes Costa Reis, auditor fiscal do trabalho responsável pela ação.

O trajeto dos móveis

Os dados que evidenciam as condições degradantes de trabalho foram consultados em papeletas e roteiros de transporte disponíveis no próprio Centro de Distribuição e Apoio do Grupo Zema. Eram relatórios de ponto e planilhas com as anotações das jornadas dos motoristas.

Segundo informações obtidas pela reportagem, toda a documentação dos empregados, especialmente o controle de jornada, era responsabilidade da Cidade das Águas. Mas era coordenação de transporte do Grupo Zema, segundo o relatório feito pelos auditores-fiscais do trabalho, que estabelecia as rotas dos caminhões.

Com base na distância e região de entrega dos produtos, os trajetos eram repassados por e-mail para a empresa Cidade das Águas, que após análise, fazia ajustes para evitar trechos de estrada de terra. Depois, a transportadora escalava os motoristas de cada rota. As alterações feitas eram enviadas novamente para a Coordenação do Grupo Zema.

Os motoristas, segundo o relato dos auditores, só saíam do Centro de Distribuição e Apoio do Grupo Zema após o funcionário da empresa de móveis assinar o ‘Controle da Viagem’. Os trabalhadores também recebiam o Conhecimento de Transporte Eletrônico (CTe), documento digital obrigatório para o transporte de cargas no Brasil.

Em cada ponto de descarga de imóveis e eletrodomésticos, o gerente de cada loja do grupo Zema anota o dia, a hora e o número do lacre do baú. Depois da entrega, na volta para o CDA, o funcionário da cancela do grupo Zema registra a chegada dos motoristas. É nesse momento que o ‘Controle da Viagem’ é retido.

De acordo com o auditor Costa Reis, o Grupo Zema tinha acesso “indireto” aos horários de trabalho dos motoristas. “O problema da jornada de trabalho são os períodos de descanso, que eles não tinham. Ali [no sistema do grupo] tem só [o registro da] saída e chegada, mas eles sabem quanto tempo o trabalhador parou porque eles têm o acompanhamento de GPS em todos os automóveis”, explica.

Ele revelou que a prestação de serviço terceirizado era exclusiva para a Eletrozema, do Grupo Zema, que frequentemente impunha uma carga de trabalho excessiva. “Eles usavam e abusavam [dos trabalhadores], porque a Eletrozema falava: ‘Vocês têm que entregar, não quero nem saber’. Eles não querem nem saber se o trabalhador vai dobrar de turno, ou se quem vai pegar [o turno] no outro dia é o mesmo trabalhador… Eles não tinham essa preocupação.”

Com base nos documentos e no relato dos trabalhadores, a auditoria-fiscal do trabalho identificou as seguintes irregularidades nas jornadas dos motoristas:

  • Ausência de 11 horas de descanso dentro do período de 24 horas;
  • Ausência do intervalo mínimo de uma hora para refeição;
  • Prorrogação da jornada diária de trabalho do motorista profissional e/ou do ajudante empregado nas operações por lapso de tempo superior a duas horas extraordinárias ou, mediante previsão em convenção ou acordo coletivo, por mais de quatro horas extraordinárias.
  • Ausência de escala de revezamento nos serviços exigidos no domingo.

Os relatos dos trabalhadores

O relatório de fiscalização da inspeção do trabalho reúne relatos de cinco dos 22 motoristas submetidos a jornadas excessivas de trabalho. Em um dos depoimentos, o motorista afirma aos auditores de trabalho que, com a liberação da empresa, a jornada média era de 16 horas por dia, registradas no ponto. Em algumas entregas, diz o trabalhador, chegava a trabalhar 26 horas diretas.

O mesmo prestador de serviço relatou que almoçava na boleia do caminhão, e não era raro ter que dormir no veículo. A jornada, geralmente, começava entre 3h e 4h, e era encerrada às 20h. Pai de cinco filhos, o trabalhador diz que tinha um salário base de R$ 2.664. E, com as horas extras, chegava a tirar até R$ 7.000. Segundo o relato do trabalhador inserido no relatório de fiscalização, ele não tinha o FGTS depositado desde agosto de 2024.

Um segundo trabalhador diz trabalhar “na empresa Cidade das Águas, prestadora de serviços do Grupo Zema, como motorista de carreta, há aproximadamente sete anos”. Antes da atividade ser terceirizada, ele trabalhava na Eletrozema. O baú da sua carreta, inclusive, pertence à antiga Eletrozema, segundo o relato. Já o cavalo, ou seja, a parte da frente da carreta, é da Cidade das Águas.

O motorista descreve que é preciso “dirigir muitas horas para conseguir atender a demanda de entrega nas lojas”. Em uma das rotas, ele chega a dirigir de terça-feira a sábado, indo e voltando do Centro de Distribuição do Grupo Zema, fazendo pernoites de duas a três horas.

Outro trabalhador diz sofrer de ansiedade e que não consegue ir ao médico em decorrência do excesso de jornada. A média de sua jornada são 19 horas por dia, e as paradas para o almoço são raras. Ele afirma que dorme no caminhão deitando os bancos, sob uma tábua e um colchonete de 4 cm.

O relato do motorista apresenta uma série de impactos das jornadas excessivas, como a alimentação prejudicada, a falta de academia e atividades físicas; a ausência no velório de tios e da avó; e a perda de dezenas de aniversários.

“Eles ficavam às vezes 12 horas disponíveis para o empregador, trabalhavam nos feriados, nas folgas, o dia inteiro. Era esse tipo de irregularidade”, acrescentou Rogério Reis.

Empresa nega violações

Em 6 de fevereiro de 2025, a Cidade das Águas recebeu uma notificação para paralisar imediatamente as atividades dos trabalhadores submetidos a jornadas extenuantes e rescindir seus contratos.

A empresa respondeu impetrando um Mandado de Segurança Preventivo na justiça, alegando falta de apresentação formal dos motivos para a notificação por trabalho escravo e outras ilegalidades.

No mandado de segurança, a empresa afirmou ter recebido de “forma arbitrária a notificação” e que não seria possível realizar as rescisões contratuais e o pagamento integral das verbas rescisórias dos 22 trabalhadores até a data sugerida pelo MTE, 11 de fevereiro.

O pedido da empresa à justiça foi atendido por meio de uma decisão liminar, que determinou que o MTE deveria se abster de rescindir os contratos de trabalho; embargar e/ou interditar a operação da empresa; incluir a Impetrante na Lista Suja do Trabalho Escravo; e veicular alguma notícia referente ao caso. Essas determinações deveriam valer até que a empresa fosse formalmente notificada das razões da autuação.

O auditor fiscal do trabalho Rogério Reis afirmou que a Cidade das Águas “sonegou informação para o juiz”, em audiência. “Falaram que não sabiam por que estavam sendo caracterizados a trabalho análogo à escravidão, o que é mentira porque tivemos uma reunião com a Cidade das Águas, com o gerente e o advogado do empreendimento. Entregamos o papel e explicamos tudo o que está caracterizando, o que consideramos das jornadas, o que está sendo ultrapassado.”

Para esclarecer a situação, o MTE se reuniu com representantes do Ministério Público Trabalho (MPT), da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Defensoria Pública da União (DPU). “Depois dessa reunião, a AGU fez um parecer falando que a condição resolutiva estava explícita e que já poderíamos dar prosseguimento aos atos administrativos devidos pela notificação”, conta Costa Reis.

Neste momento, como a liminar ainda não havia sido, de fato, revogada, a Cidade das Águas acionou novamente a Justiça, com o pedido de uma liminar para que a notificação não tivesse valor. “Então fizemos uma terceira notificação”, diz o auditor.

Atuando no setor há 13 anos, ele revela que foi a primeira vez que presenciou esse tipo de resistência no campo judicial. “Esperamos que não vire moda porque isso atrapalha os nossos procedimentos administrativos, além de significar um grande prejuízo aos trabalhadores.”

A liminar concedida no mandado de segurança perdeu a validade no dia 27 de março, mais de um mês após os autos de infração terem sido lavrados pelo MTE. Dessa forma, a rescisão dos contratos dos trabalhadores e o pagamento de verbas rescisórias e demais obrigações estão programadas para ocorrer no dia 14 de abril.

Sobre o fato de o Grupo Zema não ter sido autuado diretamente, Rogério Reis explica: “O auto de trabalho escravo é um pouco mais complicado porque as empresas podem ser duplamente autuadas por irregularidades de segurança e saúde. No caso da caracterização, nós respeitamos o vínculo empregatício com a empresa que está prestando serviço.”

Conforme o auditor, essa particularidade decorre da reforma trabalhista, que passou a admitir a terceirização em qualquer situação: tanto para atividade fim, quanto para atividade meio. “Só podemos descaracterizar uma terceirização quando é feita com pessoa jurídica economicamente e financeiramente incapaz ou se não atender alguns requisitos da própria lei alterada de terceirização, não é o caso dessa situação.”

Zema integra conselho do grupo familiar e participa das decisões

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), é membro do conselho do Grupo Zema. Em seu site institucional, o próprio governo de Minas destaca a trajetória do governador à frente dos negócios da família. Ele assumiu o comando das Lojas Zema em 1991 e foi responsável pela expansão da rede, que saiu de quatro unidades em Minas Gerais para mais de 400 espalhadas por seis estados.

Atualmente, segundo a pequena biografia profissional publicada no portal da gestão estadual, Zema segue participando das decisões do grupo empresarial. A Eletrozema, citada na fiscalização trabalhista como tomadora dos serviços terceirizados em que foram identificadas jornadas exaustivas, integra o conglomerado.

Outro lado

Em resposta à reportagem, a transportadora Cidade das Águas declarou que “durante todo o procedimento de fiscalização a empresa foi impedida de usufruir do seu direito de contraditório e ampla defesa, sofrendo por consequência uma interpretação arbitrária dos auditores e fora da realidade vivenciada pelos funcionários”.

A companhia afirma ser “fiel cumpridora das obrigações legais, notadamente trabalhista, preservando integralmente todos os direitos individuais e coletivos dos seus funcionários”. O posicionamento pode ser lido na íntegra ao final desta matéria.

O Brasil de Fato também enviou pedidos de posicionamento para o governador de  Minas Gerais e à Eletrozema, mas até a publicação da reportagem não obteve resposta.

Lista Suja

Nesta semana, o MTE divulgou a atualização da “lista suja” do trabalho escravo, que exibe os empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão. O estado de Minas Gerais lidera o ranking no Brasil e é responsável por 159 dos 745 nomes divulgados, equivalente a 21% do total.

Em outubro de 2023, a Lei 24.535/2023, de autoria do deputado Luta Betão (PT) foi sancionada, determinando a divulgação da “lista suja” de empregadores no site oficial do governo de Minas Gerais. A bancada, no entanto, denuncia que até hoje o governo Zema descumpre a medida.

Além do não cumprimento da legislação, o Bloco Democracia e Luta da Assembleia Legislatiba de Minas Gerais (ALMG), da qual Betão faz parte, denuncia que Zema já fez apologia à escravidão contemporânea.

Em fevereiro de 2022,  Zema defendeu em vídeo publicado nas redes sociais que empresas devem investir no Vale do Mucuri e do Jequitinhonha porque são regiões tão pobres que se “você oferecer um salário-mínimo ao trabalhador, haverá fila de pessoas para trabalhar para você”.

O governador afirmou ainda que nessas regiões de Minas Gerais se “contrata uma empregada doméstica para ganhar 300 reais por mês”. O comentário foi visto, pelos parlamentares, como uma apologia ao trabalho análogo ao de escravo.

Íntegra do posicionamento da empresa Cidade das Águas

A empresa Cidade das Águas, consultada pelo jornal Brasil de Fato sobre o processo de fiscalização ocorrido em fevereiro pelo Ministério do Trabalho, esclarece que a realidade dos funcionários da empresa não contempla o entendimento subjetivo e arbitrário dos auditores do trabalho relacionado a situação análoga à escravo.

Durante todo o procedimento de fiscalização a empresa foi impedida de usufruir do seu direito de contraditório e ampla defesa, sofrendo por consequência uma interpretação arbitrária dos auditores e fora da realidade vivenciada pelos funcionários.

A Cidade das Águas reforça seu compromisso de fiel cumpridora das obrigações legais, notadamente trabalhista, preservando integralmente todos os direitos individuais e coletivos dos seus funcionários.

A empresa vem adotando todas as medidas legais e administrativas para combater as ilegalidades dos procedimentos de fiscalização e o próprio entendimento distorcido da realidade.

Por fim, a empresa rebate todas as alegações apresentadas pelos auditores do trabalho, principalmente no Auto de Infração injustamente lavrado, sendo certo que as condições de trabalho desenvolvidas são adequadas e em consonância com a legislação que trata a matéria e normas coletivas aplicadas aos funcionários, com a devida assistência do Sindicato dos Trabalhadores.

Fonte: ICL

Na ordem dia: Intensificar a mobilização pelo fim da escala 6 x1

A campanha pelo fim da escala de trabalho conhecida como 6×1 ganha cada vez mais aderência no movimento sindical e apoio em diversos segmentos da sociedade. Pesquisas de opinião apontam um amplo apoio popular, com mais de 70% da população, em defesa da implantação da medida.

Nesta quinta-feira (10), na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), no Largo do São Francisco, centro de São Paulo, no evento de lançamento do Plebiscito Popular 2025, impulsionado por movimentos sociais, partidos de esquerda e as frentes (Brasil Popular e Povo Sem Medo), uma das questões centrais adotadas pela futura consulta foi o da redução da jornada de trabalho sem redução salarial, o fim da escala 6 x1. O plebiscito deve acontecer durante os meses de agosto e setembro.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) aprovou resolução orientando os sindicatos filiados para incorporar a pauta do fim da escala 6×1 nas atividades de 1° de maio. A resolução da central resgata a campanha da entidade pela redução da jornada nos anos 80. “A Redução da Jornada de Trabalho, sem redução de salário é uma luta histórica da Central Única dos Trabalhadores. A defesa da redução da jornada de trabalho sem redução salarial teve, ao longo da história da CUT, vários momentos de destaque. O primeiro deles foi uma grande greve, dois anos após a fundação da Central. Em 1985, trabalhadores e trabalhadoras de diversas categorias em todo país cruzaram os braços pela redução da jornada. A CUT passou a lutar por 40 horas semanais, cinco dias de trabalho, contra as 44 semanais”, afirma um trecho da nota.

O movimento Vida Além do Trabalho (VAT) tem realizado plenárias de mobilização em diversas regiões do país, além de intenso trabalho nas redes sociais desde o ano passado pelo fim da escala 6×1. O VAT teve na origem do texto da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 8/2025, de autoria da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), que prevê expediente não superior a oito horas diárias associado a uma escala de quatro dias por semana de trabalho, respeitando-se um limite de 36 horas semanais.  A PEC prevê um intervalo de um ano entre a sua eventual aprovação e a entrada em vigor da norma, caso seja aprovada no parlamento. Na Câmara dos Deputados, as bancadas patronais do Centrão e da extrema direita operam contra a tramitação da PEC do fim da escala 6 x1. O fator decisivo para garantir o êxito do projeto, é ampliar a mobilização dos trabalhadores nos locais de trabalho e a pressão política sobre o governo de Lula III, para que atue de forma favorável pela aprovação da PEC apresentada por Erika Hilton.

Milton Alves, jornalista e membro do Comitê Nacional do DAP

Fonte: Petista.org.br

EUA: A crise continua

As tarifas que Trump impôs, e em parte recuou, continuam sendo um elemento da crise dos Estados Unidos.

São uma tentativa de, através do controle do dólar, deslocar relações de dominação, buscando frear a sua decadência no mercado mundial.

Que a incerta suspensão por 90 dias termine ficando nas taxas extras de 10% aos países que exportam para o maior mercado do mundo, ainda assim significará impor um confisco aos exportadores.

Que essa medida gere, como preveem os economistas, mais inflação dentro dos Estados Unidos, também significará um confisco de renda dos trabalhadores, em favor dos setores da burguesia imperialista.

E que tenha elevado ainda mais a taxação sobre os bens chineses para 145% (!), isso termine como terminar (a retaliação chinesa de 125% ou negociações), mostra o objetivo da ofensiva de Trump, que vem desde seu primeiro governo, seguido por Obama e Biden – o conflito com a China.

O argumento “popular” de Trump, a reindustrialização do país, enfrenta o custo do trabalho interno. O único modo de trazer de volta grande parte da indústria é atacar brutalmente os direitos de trabalhadores que têm a nacionalidade e, ainda mais, aqueles que não têm (migrantes).

Tirem as mãos!

Perante à ofensiva de Trump, centenas de milhares de manifestantes foram às ruas no último sábado, em 1.200 manifestações com o slogan “Tirem as mãos!”, convocadas por muitas entidades, incluindo a central sindical AFL-CIO e seus principais sindicatos (professores, automóveis, energia), assim como pelo Socialistas Democráticos da América (DSA): tirem as mãos dos serviços públicos, dos direitos dos trabalhadores, tirem as mãos dos migrantes, como também de Gaza.

Reagirão os governos?

No caso do da América Latina e do Brasil, pelo momento, não parece. No último dia 9, terminou em Tegucigalpa, Honduras, a 9ª Cúpula da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos), que era o momento de discutir uma atitude. Mas a Declaração Final firmada não tem as palavras Estados Unidos e Trump, ou taxação, nem sequer migrantes!

É claro que alguns discursos retóricos passavam perto, mas não propunham nada de concreto contra as perseguições e violações do direito a migração, ou contra as taxações unilaterais.

No caso do companheiro presidente Lula do Brasil, que também ganhou a sua taxa de 10% (além da taxa sobre aço e alumínio), a fala, retomando a sempre mencionada integração continental, estava claramente enroscada pela defesa do acordo de livre-comércio do Mercosul com a União Europeia. Ele não sai do lugar pela falta de consenso europeu, mas tem a oposição do MST, da CUT e outros setores.

Virar à Esquerda

Lula não se dá conta que o livre-comércio não defende os povos, ao contrário, defende os mais fortes e ricos. Inclusive o livre-comércio é um fenômeno desindustrializador e fator da migração em busca dos postos de trabalho “migrados”. A anulação deste acordo Mercosul-UE, obstáculo para a defesa da produção nacional, é um dos 13 pontos da plataforma “Virar à Esquerda” apresentada pelo DAP neste PED.

Markus Sokol, membro da Executiva Nacional do PT

Fonte: Petista.org.br

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