Embaixada dos EUA ameaça Dino, bancos e chama Moraes de “tóxico”

Representação diplomática subiu ainda mais o tom, usou linguagem agressiva e descabida e passou a lançar intimidações contra “pessoas e entidades fora da jurisdição americana”

A embaixada dos EUA no Brasil lançou há pouco ameaças contra o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, embora sem citá-lo, estendendo ainda as intimidações aos bancos brasileiros. De quebra, a representação diplomática ainda atacou o também ministro Alexandre de Moraes, o chamando de “tóxico”.

“Alexandre de Moraes é tóxico para todas as empresas legítimas e indivíduos que buscam acesso aos Estados Unidos e seus mercados. Nenhum tribunal estrangeiro pode anular as sanções impostas pelos EUA ou proteger alguém das severas consequências de descumpri-las. Pessoas e entidades sob jurisdição dos EUA estão proibidas de manter qualquer relação comercial com ele. Já aquelas pessoas e entidades fora da jurisdição americana devem agir com máxima cautela: quem oferecer apoio material a violadores de direitos humanos também pode ser alvo de sanções”, escreveu a embaixada localizada em Brasília, num texto em português, numa óbvia alusão a Dino e às instituições financeiras brasileiras.

A ofensiva contra os magistrados da mais alta instância judicial do Brasil vem a reboque das ações hostis ordenadas pelo presidente norte-americano Donald Trump contra o país, na tentativa de interferir o suspender o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está prestes a ser condenado a décadas de prisão no STF por tentar dar um golpe de Estado. O antigo ocupante do Palácio do Planalto é aliado submisso e subalterno de primeira ordem do atual chefe da Casa Branca.

O ataque contra Flávio Dino, em específico, ocorre como uma reação a um despacho do ministro realizado nesta segunda-feira (18) que ordenou à instituições financeiras nacionais que ignorem as sanções econômicas impostas por Washington a Moraes, que foi colocado recentemente na mira da famigerada Lei Magnitsky.

“Tendo em vista os riscos e possibilidades de operações, transações e imposições indevidas envolvendo o Sistema Financeiro Nacional, determino a ciência do Banco Central; da Federação Brasileira de Bancos (Febraban); da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF) e da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg). Transações, operações, cancelamentos de contratos, bloqueios de ativos, transferências para o exterior (ou oriundas do exterior) por determinação de Estado estrangeiro, em desacordo aos postulados dessa decisão, dependem de expressa autorização desta Corte”, determina Dino em documento o ministro.

Fonte: Revista Fórum

Milhares de palestinos fogem de Gaza temendo nova ofensiva genocida de Israel

Milhares de palestinos abandonam suas casas em Gaza devido à iminente ofensiva terrestre de Israel, gerando uma crise humanitária alarmante.

Com medo de nova ofensiva terrestre israelense, milhares de palestinos deixaram suas casas nas áreas orientais da Cidade de Gaza, agora sob constante bombardeio israelense, para pontos a oeste e ao sul do território.

O plano de Israel de assumir o controle da Cidade de Gaza gerou alarme no exterior e no país, onde dezenas de milhares de israelenses realizaram alguns dos maiores protestos já vistos desde o início da guerra, pedindo um acordo para acabar com os combates e libertar os 50 reféns restantes mantidos por militantes palestinos em Gaza.

A ofensiva planejada estimulou os mediadores de cessar-fogo do Egito e Catar a intensificar os esforços. Fonte familiarizada com as negociações com os militantes do Hamas no Cairo disse que essa poderia ser “a última tentativa”.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, descreveu a Cidade de Gaza como o último grande reduto urbano do Hamas. Porém, como Israel já detém 75% de Gaza, os militares alertaram que a expansão da ofensiva poderia colocar em risco os reféns ainda vivos e levar as tropas a uma prolongada e mortal guerrilha.

Dani Miran, cujo filho Omri foi feito refém em 7 de outubro, disse temer as consequências de uma ofensiva terrestre israelense na Cidade de Gaza. “Tenho medo de que meu filho se machuque”, declarou em entrevista à Reuters em Tel Aviv nesta segunda-feira.

Na Cidade de Gaza, muitos palestinos também estão convocando protestos para exigir o fim de uma guerra que demoliu grande parte do território e provocou um desastre humanitário, e para que o Hamas intensifique as negociações para evitar a ofensiva terrestre israelense.

Uma incursão blindada israelense em Gaza poderia causar o deslocamento de centenas de milhares de pessoas, muitas das quais já foram desalojadas várias vezes na guerra.

Ahmed Mheisen, gerente de um abrigo palestino em Beit Lahiya, um subúrbio devastado pela guerra que fica do lado leste da Cidade de Gaza, disse que 995 famílias deixaram a área nos últimos dias em direção ao sul.

Com a iminência da ofensiva israelense, Mheisen calculou em 1,5 milhão o número de barracas necessárias para abrigos de emergência, dizendo que Israel havia permitido a entrada de apenas 120 mil barracas no território durante o cessar-fogo de janeiro a março.

ONU

O escritório humanitário da ONU informou, na semana passada, que 1,35 milhão de pessoas já estavam precisando de itens de abrigo emergencial em Gaza.

– O povo de Gaza é como alguém que recebeu uma sentença de morte e está aguardando a execução – disse Tamer Burai, um empresário da cidade.

“Estou transferindo meus pais e minha família para o sul hoje ou amanhã. Não posso correr o risco de perder nenhum deles se houver uma invasão”, afirmou à Reuters em um aplicativo de mensagem.

A mais recente rodada de negociações de cessar-fogo indireto terminou no final de julho em um impasse, com os lados trocando culpas pelo colapso.

Fontes próximas às negociações no Cairo disseram que mediadores se reuniram com líderes do Hamas, do grupo militante aliado Jihad Islâmica e de outras facções, com pouco progresso. As conversações continuarão, acrescentaram as fontes.

Fonte: Correio do Brasil

MST anuncia a realização da 24ª Feira da Reforma Agrária em Maceió

O MST anunciou essa semana, a realização de 3 a 6 de setembro, na Praça da Faculdade, da 24ª edição da Feira da Reforma Agrária na capital alagoana.

A Feira da Reforma Agrária organizada pelo MST já se tornou uma referência para a população de Maceió, que todo ano aguarda com muito carinho os produtos trazidos dos diversos acampamentos e assentamentos do interior de Alagoas.

Na Feira da Reforma Agrária teremos alimentos saudáveis, livres de veneno, direto da roça para a mesa da população, além de uma diversa programação cultural, de debates, além dos sabores da culinária da terra.

São 24 anos de história e o MST convida todo população para essa festa especial.

Redação com Assessoria MST/AL

Dino decide que leis estrangeiras não valem automaticamente no Brasil

Ministro enviou decisão a bancos e convocou audiência sobre o tema

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira (28) que decisões judiciais e leis estrangeiras não podem produzir efeitos no Brasil sem prévia análise pela autoridade brasileira competente, sob pena de violação da soberania nacional.

Pela decisão, nenhuma lei, decisão judicial ou ordem executiva estrangeira pode produzir efeitos automáticos sobre pessoas naturais, empresas ou órgãos que atuem em território nacional, ou sobre contratos firmados ou bens que estejam no Brasil, sem análise ou homologação por órgão judicial competente brasileiro.

A decisão foi proferida em uma ação aberta pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que acionou o Supremo contra municípios brasileiros que abriram ações diretamente na Justiça do Reino Unido, em casos contra mineradoras britânicas, por exemplo.

O ministro escreveu que qualquer violação dessa determinação “constitui ofensa à soberania nacional, à ordem pública e aos bons costumes, portanto presume-se a ineficácia de tais leis, atos e sentenças emanadas de país estrangeiro”.

Lei Magnitsky

A liminar de Dino foi concedida no momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impõe um tarifaço contra o Brasil e sanções a ministros do Supremo, em especial o ministro Alexandre de Moraes, com base em leis norte-americanas.

Moraes foi enquadrado pela Casa Branca na Lei Magnitsky, que prevê sanções econômicas contra violadores de direitos humanos. Trump acusa o ministro de impedir a liberdade de expressão e promover uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu grupo político, com quem mantém afinidades ideológicas.

Sem citar a lei norte-americana, Dino escreveu que a realidade tem mostrado “o fortalecimento de ondas de imposição de força de algumas Nações sobre outras”, e que por isso, “na prática, têm sido agredidos postulados essenciais do Direito Internacional”.

“Diferentes tipos de protecionismos e de neocolonialismos são utilizados contra os povos mais frágeis, sem diálogos bilaterais adequados ou submissão a instâncias supranacionais”, disse o ministro.

Dino continua afirmando que, “nesse contexto, o Brasil tem sido alvo de diversas sanções e ameaças, que visam impor pensamentos a serem apenas ‘ratificados’ pelos órgãos que exercem a soberania nacional”.

Apesar de não citar as sanções econômicas contra Moraes, que têm o potencial de bloquear a utilização de cartão de créditos com bandeiras dos EUA como Visa e Mastercard, por exemplo, Dino ordenou a notificação do Banco Central; da Federação Brasileira de Bancos (Febraban); da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF) e da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg).

“Transações, operações, cancelamentos de contratos, bloqueios de ativos, transferências para o exterior (ou oriundas do exterior) por determinação de Estado estrangeiro, em desacordo aos postulados dessa decisão, dependem de expressa autorização desta Corte, no âmbito da presente ADPF [arguição de descumprimento de preceito fundamental]”, decidiu Dino.

O ministro escreveu ainda que qualquer cidadão brasileiro que se sinta prejudicado por imposição internacional pode acionar o Supremo diretamente, em busca de proteção.

Dino convocou uma audiência pública sobre o tema, cujo cronograma ainda deve ser divulgado.

Fonte: Agência Brasil

Corrupção na Secretaria de Fazenda de Tarcísio é rotina, segundo a Folha de SP

nquanto Tarcísio de Freitas disputa indicação para presidente em 2026, corrupção e violência, inclusive feminicídio, estupro e violência policial, explodem em São Paulo

Esta semana o Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (GEDEC) descobriu um esquema bilionário de corrupção na Secretaria de Fazenda de São Paulo, do governador Tarcísio de Freitas.

empresário Sidney Oliveira, dono da rede de farmácias Ultrafarma, foi preso na manhã desta terça-feira (12) durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) que apura um esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais tributários da Secretaria da Fazenda do Estado. https://d-2479967663912649261.ampproject.net/2507172035000/frame.html

Segundo o MP-SP, o esquema investigado envolve o auditor Artur Gomes da Silva Neto, que manipulava processos administrativos para reduzir ou eliminar dívidas tributárias de empresas, recebendo em troca pagamentos mensais de propina. Os valores eram repassados por meio de uma empresa em nome da mãe do servidor. Segundo o MP-SP, ele comanda desde 2021, um esquema que já movimentou mais de R$ 1 bilhão em propinas.

A investigação apontou que o auditor preso chegou a montar uma empresa, que pôs em nome da mãe, ironicamente chamada Smart Tax (Imposto Inteligente), que movimentou nos últimos anos R$ 2 bilhões.  Se este é o tamanho da propina, imagine-se o tamanho da corrupção e do desvio de dinheiro público na Secretaria de Fazenda de São Paulo.

Rotina de corrupção

Na esteira desta investigação, reportagem da Folha de S. Paulo aponta que suspeitas sobre fiscais da Fazenda de São Paulo se repetem e conectam diferentes investigações.

Nomes envolvidos nesta denúncia se intercalam e aparecem em mais de uma investigação de valores recebidos de forma indevida na secretaria.

O auditor fiscal Marcelo de Almeida Gouveia já havia sido alvo em 2019 de outro inquérito da Polícia Civil com investigação de crime de lavagem de dinheiro, que acabou arquivado.

Agora ele foi preso junto com o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto no esquema que movimentou mais de 1 bilhão em propina. Ambos foram presos, junto com o dono da Ultrafarma, Sidney Oliveira, e Mario Otávio Gomes, diretor estatutário do Fast Shop.

As investigações também mencionam relações dos investigados com o grupo Nós (dono da Oxxo) e a Kalunga. Essas empresas não foram alvos dos mandados de busca e apreensão por não haver indícios fortes de pagamento de propina, segundo a investigação.

Esquema de corrupção


Ainda segundo a reportagem da Folha, no ano passado foram presos dois fiscais, além de advogados e doleiros condenados por crimes como extorsão tributária, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
 

Uma apuração em andamento da Polícia Federal também tem apontado suspeitas a respeito de outras irregularidades cometidas dentro da Secretaria da Fazenda de São Paulo.

Mensagens encontradas no celular de um auditor fiscal após busca e apreensão levantaram desconfianças de que haveria vazamentos de informações de ações do Fisco paulista a empresas, além de ajudar companhias que vendiam combustível adulterado.

Tarcísio em campanha


Alheio ao que acontece debaixo do seu nariz, o governador Tarcísio de Freitas segue em campanha por sua candidatura presidencial em 2026, disputando com outros nomes a indicação do inelegível ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar.

Recentemente, Tarcísio chegou a dizer que o Brasil não aguenta mais o PT nem a corrupção, quando a corrupção está no coração de seu governo em São Paulo, cuja população não aguenta mais a violência policial que cresceu nos anos em que Tarcísio está à frente do governo.

Somente no primeiro semestre deste ano de 2025, o número de crimes violentos contra a vida aumentou no Estado de São Paulo em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da própria Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

Aumentou o número de feminicídios, de estupros e de homicídios dolosos. 

Enquanto nos outros estados diminuiu o número de mortes cometidas por policiais, em São Paulo com Tarcísio houve um aumento de 61% desses crimes.

Quatro em cada 10 assassinatos na cidade de São Paulo foram cometidos por policiais em 2024, revela o Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Fonte: Revista Fórum

DEUS, PÁTRIA E FAMILIA 2.0

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 17 de Agosto/ 2025

As redes sociais tem um poder inimaginável, seu alcance não é de fácil medição, isso para o bem e para o mal. Tudo isso foi comprovado de fato com um vídeo do youtuber Felca, que expos a exploração de crianças e adolescentes nas redes.

Felca expôs a ganância dos influenciadores, a ganância dos pais e a facilidade em que as plataformas permitem e canalizam conteúdos onde crianças são troféus para milhões de adultos sedentos por sexo com menores de idade. Felca usou suas redes para o bem e mostrou para as autoridades brasileiras que existia um big brother infanto juvenil comandado pelo Influencer Hytalo Santos, onde juntava dezenas de meninos e meninas numa casa e gravava todos em danças e situações eróticas, um absurdo que passou incólume por muitos anos pelos olhos da justiça, até o vídeo do Felca viralizar nas redes e as “dancinhas” acabarem.
Hitalo Santos foi preso, esperamos que ele vá para o paredão e seja eliminado pelas plataformas. Dançou!

Outro caso que abalou as redes nessa semana foi o assassinato do Gari Laudemir Fernandes pelo empresário Renê da Silva em Minas Gerais. Tudo passaria como mais uma morte no trânsito, mas nesse caso o assassino depois de atirar em Laudemir foi passear com o cachorro e depois malhar numa academia. Foi preso e no seu perfil ele se apresentava como cristian, husband, father e patriot, preciso traduzir para o brasileirês? Nunca falha!

Por falar em cristão, um caso chamou a atenção nas redes, uma cena que passaria como outra qualquer, mas depois do vídeo viralizar e o ator principal, o Pastor Eduardo Costa, que foi flagrado numa rua de Goiânia de peruca e calcinha, decidiu usar as redes para explicar o “modelito”. Segundo o Pastor a vestimenta era usada como disfarce para investigar a localização de um endereço. Não colou e o kit sexy de investigação do Bispo fará sucesso no próximo Carnaval em setembro. Setembro?

Pra finalizar; por falar em Carnaval, a festa pode ter sido antecipada para setembro, mais precisamente entre os dias 02 e 12, isso porque, o STF marcou o julgamento do Inelegível para essa data. Bolsonaro será julgado por vários crimes, entre eles o de tentativa de Golpe de Estado. As redes sociais estão bombando, o ex Presidente que já está em prisão domiciliar podendo ser condenado para uma prisão de verdade, mas vamos aguardar, não podemos esquecer que estamos no Brasil e o único Presidente que foi preso, só que inocentemente, cumpriu pena por 580 dias recluso, foi o Luiz Inácio, o resto enche uma pasta de exames, entope os perfis com fotos moribundas, mete aquele atestado médico fajuto e até soluços viram desculpa para nao ir para o xilindró. Conhece alguem assim? Vou dar uma dica; é cristan, husband, father e patriot, igual ao assassino do Gari Laudemir. São muitas coincidências.

E o Lula? Tá soltinho nas redes e na rua!

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 05 – Edição 245

Governo Tarcísio tenta conter escândalo bilionário de fraudes com ICMS em São Paulo

A gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) corre para tentar responder ao escândalo de fraudes bilionárias no ressarcimento de ICMS. A Sefaz-SP anunciou duas frentes de trabalho para revisar processos e investigar irregularidades reveladas pela Operação Ícaro, que prendeu o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto e o empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, liberado após pagar fiança de R$ 25 milhões e com uso obrigatório de tornozeleira eletrônica.

Na última quinta-feira (14), dirigentes da secretaria foram ao Ministério Público de São Paulo em busca de informações das investigações. A pasta afirma que instaurou um procedimento administrativo disciplinar e montou um grupo com oito auditores para revisar pedidos de ressarcimento de ICMS, começando pelas empresas já citadas pelo MP-SP. O trabalho deve durar pelo menos seis meses.

Segundo o Ministério Público, o esquema envolvia duas etapas: servidores aceleravam liberações de créditos tributários e depois adulteravam cálculos para inflar valores devidos. A primeira fase da operação apontou movimentação de cerca de R$ 1 bilhão em propinas.

Apesar de a Fazenda paulista alegar que, desde o início da atual gestão, passou a adotar um processo eletrônico para mapear pedidos de ressarcimento, técnicos admitem que as irregularidades só vieram à tona porque o MP detectou movimentações financeiras suspeitas de Silva Neto e de sua mãe, Kimio Mizukami da Silva, apontada como sócia de uma empresa de fachada.

Defendido pelo advogado Paulo Cunha Bueno, Silva Neto tenta reverter a prisão. Já Ultrafarma e FastShop afirmam colaborar com as apurações.

Fonte: DCM

Quase 15 mil pacientes demandam transferência de Gaza, alerta OMS

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), confirmou na quarta-feira (13) que ao menos 14.800 pacientes em Gaza exigem cuidados urgentes atualmente indisponíveis no enclave, para salvar suas vidas.

Em postagem na plataforma de rede social X (Twitter), Ghebreyesus observou que a organização facilitou a evacuação de 32 crianças e seis adultos de Gaza, acompanhados por 99 familiares.

Segundo Ghebreyesus, vinte cinco crianças e seis adultos foram transferidos à Itália, cinco crianças à Bélgica e duas à Turquia.

Neste sentido, instou outros países a oferecerem apoio, incluindo por rotas alternativas a serem retomadas na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental ocupadas.

Israel ignora apelos internacionais por cessar-fogo, ao manter ataques indiscriminados a Gaza, com ao menos 62 mil mortos, 155 mil feridos e dois milhões de desabrigados, sob cerco, destruição e fome. Centenas morreram de fome.

O Estado israelense é ainda réu por genocídio no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), também em Haia, sob denúncia sul-africana deferida em janeiro de 2024.

Fonte: Monitor do Oriente

Motta quer pautar ‘adultização’ infantil nesta semana, mas bolsonaristas resistem

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, articula a votação ainda nesta semana do projeto que combate a adultização de crianças e adolescentes nas redes sociais. A proposta determina a responsabilização das plataformas digitais, exige a remoção de conteúdos criminosos mesmo sem ordem judicial e cria uma autoridade nacional para fiscalizar o cumprimento da lei.

O relator Adyel Alencar afirma que o texto está pronto para ser votado e nega qualquer risco de censura. Segundo ele, o parecer foi elogiado por especialistas e busca preencher lacunas legais para proteger menores expostos ao ambiente digital. O deputado diz estar aberto ao diálogo, mas não pretende alterar a redação.

Lideranças bolsonaristas, no entanto, resistem à votação imediata. Sóstenes Cavalcante, do PL, e Marcel Van Hattem, do Novo, argumentam que o projeto limita a liberdade de expressão ao usar conceitos vagos como “acesso provável”, o que ampliaria o alcance da lei para além do público infantil – eles defendem ajustes no relatório antes da ida ao plenário.

Outro ponto criticado pela é o dispositivo que autoriza a nova autoridade nacional a aplicar sanções às big techs.

Para os oposicionistas, essa definição concentra poder nas mãos do governo federal e pode resultar em restrições indevidas a manifestações lícitas nas redes sociais.

A pressão para acelerar a tramitação cresceu após denúncias de exploração infantil por influenciadores na internet.

O caso ganhou força após a repercussão do vídeo do youtuber Felca, que denuncia o influenciador Hytalo Santos e outros criadores de conteúdo por promoverem a adultização de crianças e adolescentes nas redes sociais. O material viralizou e já ultrapassa 44 milhões de visualizações.

Motta aposta em votar o texto mais avançado como forma de responder rapidamente ao clamor público. Ele argumenta que a Câmara não pode demorar diante dos riscos crescentes que o ambiente virtual impõe às crianças e adolescentes.

A expectativa do governo é reunir apoio para aprovar o projeto ainda esta semana.

Fonte: DCM

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS