Trump e a Faria Lima ou a Nação e o Povo?

Desde abril, com a sobretaxa por Trump das exportações brasileiras de aço e do alumínio para os Estados Unidos há uma escalada. Em julho, veio a taxa brutal de 50% numa ofensiva política do Império contra a economia do Brasil, o nosso governo – exigem que Lula banque a anistia do golpe de Estado -, e contra o Judiciário que deve condenar Bolsonaro e seus generais. Até agora, não houve ataque ao Congresso reacionário.

O mais recente arranhão foi com o Southern Command, o comando militar Sul dos EUA, que decidiu pular fora das manobras conjuntas com as Forças Armadas em solo brasileiro, em setembro, que se repetem desde 2019 no início do governo Bolsonaro.

A questão grave é a aplicação da Lei Magnitsky americana sobre o juiz Alexandre de Moraes, relator no STF do golpe de Bolsonaro e seus generais. A lei é usada para a “morte financeira” de traficantes, terroristas e autocratas, selecionados (não os amigos da Arábia Saudita, Egito etc.).

Moraes virou a besta-fera, atacado nas redes, em notas e coletivas, por Trump, a cúpula do Departamento de Estado e seu Encarregado de Negócios no país (pois não indicam embaixador substituto). Ameaçam todos que colaborem (!) com Moraes.

Em consequência da Lei Magnitsky, o Banco do Brasil, empresa do Estado aberta com ações na bolsa de Nova York desde 2010 (Lula 2), acaba de cortar o cartão de crédito Mastercard de Moraes, funcionário do Estado “proscrito” pelos gringos, lhe oferecendo o cartão Elo – que coisa feia!

Há um conflito de soberania. O Brasil deve aplicar as suas leis e proteger os seus cidadãos. O Império utiliza a extraterritorialidade válida para os seus cidadãos no exterior, mas cuja aplicação geral é estranha à lei internacional. Os EUA não podem meter o bico a não ser por acordo soberano (fugitivos etc.).

“Escolha impossível” por que?

Mas eis que os liberais de meia-pataca do Estadão pontificam em editorial (20/08) que “ao agir para proteger um colega, Dino impôs às instituições financeiras brasileiras uma escolha impossível (sic): desobedecer ao STF e sofrer sanções no Brasil ou desrespeitar a Lei Magnitsky, pondo em risco suas operações nos EUA. Esse risco teve um preço: só nas últimas 48 horas, os maiores bancos do País perderam quase R$ 42 bilhões em valor.” Essa conversa abunda na imprensa.

Os cidadãos e empresas aqui instaladas estão sob a lei brasileira, esclareceu Dino em nota no dia seguinte. Os bancos não estão acima da lei (os americanos são livres para ir embora seguir a sua lei). Eles não podem operar como agentes de estados terceiros, mesmo sendo a nação mais poderosa do mundo – o Brasil se transformaria em protetorado dos EUA!

Ah, mas os banco perderam 40 bilhões de valor de mercado (títulos em Bolsa)? Ora, é muito menos do que o seu lucro trimestral e, afinal, o banco é uma instituição de risco que, por isso, cobra juros, no nosso caso, escorchantes.

Trump tire as patas do Brasil

Não deveria haver dúvida sobre a escolha entre a Nação e Trump e a Faria Lima. Já não se pode dizer o mesmo da covarde elite vira-lata do país. E apenas a família vende-pátria Bolsonaro. O Congresso assobia. É preocupante que ministros do STF comecem a se reunir com os banqueiros. A classe dominante sempre foi cliente do mercado mundial, primeiro de Portugal, depois da Inglaterra e, finalmente, dos EUA.

A nação e os trabalhadores anseiam pela verdadeira independência. Neste 7 de setembro, todos às ruas por nenhuma demissão por taxação e cadeia para Bolsonaro e seus generais. Trump tire as patas do Brasil!

Markus Sokol, de SP, do Comitê Nacional do DAP

Fonte: petista.org.br

Israel provoca fome deliberada de 500 mil palestinos, segundo Unicef

Mais de meio milhão de palestinos em Gaza estão submetidas a fome generalizada, com privação em massa e mortes evitáveis, reportou nesta sexta-feira (22) uma nova avaliação do Classificação Integrada de Fases de Segurança Alimentar (IPC).

Projeções alertam que as condições de fome devem se estender da província homônima, na região central, a Deir al-Balah e Khan Younis, no sul, ainda nas próximas semanas.

Agências das Nações Unidas — incluindo Programa Alimentar Mundial (PAM), Fundo para Infância (Unicef), Organização Mundial da Saúde (OMS) e Organização para Alimentação e Agricultura (FAO) — ressaltaram coletivamente urgência por uma resposta humanitária de larga escala diante de piora na desnutrição aguda, mortes que se acumulam, queda-livre nos níveis de consumo e centenas de milhares sem refeições por dias.

As agências reiteraram que a fome deve ser superada “a todo custo”, sobretudo com um cessar-fogo imediato e fluxo desimpedido de ajuda humanitária para salvar vidas.

O dossiê manifestou ainda grave consternação sobre avanços da ocupação israelense à Cidade de Gaza, com potencial deslocamento de um milhão de pessoas, ao deteriorar as condições de uma comunidade já assolada pela fome.

As agências ecoaram alertas de que muitas pessoas — doentes e desnutridas; sobretudo crianças, idosos e pessoas com deficiência — não poderão evacuar a área.

Até o fim de setembro, projetou a pesquisa, ao menos 640 mil pessoas enfrentarão níveis catastróficos de insegurança alimentar, ou Fase 5, conforme o IPC. Outras 1.4 milhão de pessoas estarão em emergência (Fase 4), além de 400 mil em crise (Fase 3).

Condições no norte de Gaza devem ser tão severas — se não piores — quanto na cidade homônima. Dados limitados, porém, impediram classificação mais detalhada do IPC, ao ressaltar urgência na demanda por acesso e assistência. Rafah, por exemplo, no extremo sul do enclave, não pode ser analisada.

Fome endêmica denota a categoria mais extrema dentre as avaliações, ao trespassar três critérios críticos: privação extrema de alimentos, desnutrição aguda e mortes associadas à fome. A mais recente análise confirma evidências razoáveis desses critérios.

Após quase dois anos de genocídio, com reiterado deslocamento forçado e cerco militar israelense ao acesso humanitário, incluindo comida, água e medicamentos, para além de ataques à estrutura agrária, pastoril e pesqueira, bem como hospitais e outros, levaram a totalidade da população à fome.\

O acesso a alimentos em Gaza segue severamente restrito. Em julho, lares identificados com fome extrema dobraram no território, comparado a maio, e triplicaram na Cidade de Gaza. Mais de um terço da população (39%) relatou passar dias sem comer, com adultos pulando refeições para tentar alimentar suas crianças.

A desnutrição infantil igualmente acelera. Em julho, foram diagnosticadas 12 mil crianças com desnutrição aguda — recorde jamais registrado em um mês, seis vezes mais do que no início do ano. Quase um quarto das crianças sofrem de desnutrição aguda severa — a forma mais letal, com impacto a curto e longo prazo.

Desde a última análise do IPC, projeções de mortalidade infantil por fome triplicaram, de 14.100 em maio de 2025 a 43.400 projetados a junho de 2026. O risco também se impõe a grávidas e lactantes, de 17 mil em maio a 55 mil em meados de 2026. Um em cada cinco bebês nascem prematuros ou abaixo do peso.

A nova avaliação indica a mais íngreme deterioração das condições de fome desde que o IPC começou a reportar Gaza, sendo a primeira vez que uma crise de fome é oficialmente confirmada no Oriente Médio.

Desde julho, sob pressão internacional sem precedentes, o regime israelense permitiu a entrada de um punhado de comboios e lançamentos aéreos — comparados a zero —, no entanto, insuficientes, inconsistentes e inacessíveis comparados à demanda.

Cerca de 98% das terras agrárias em Gaza foram destruídas em parte ou todo, ou seguem inacessíveis, e nove entre cada dez pessoas sofreram sucessivos deslocamentos à força sob os ataques indiscriminados de Israel.

Tampouco há água ou gás para cozinhas, além de medicamentos ou insumos de saúde. O sistema de Gaza se degradou exponencialmente, sem água potável e saneamento, com infecções multirresistentes e morbidade elevada, incluindo por difteria, febre, pneumonia e doenças de pele — sobretudo entre as crianças.

“As pessoas em Gaza exauriram todas os meios possíveis de sobrevivência”, explicou Qu Dongyu, diretor-geral da FAO. “Fome e desnutrição ceifam vidas dia após dia. A destruição das colheitas, rebanhos, estufas e sistemas de pesca e produção alimentar tornou a crise ainda mais drástica. Nossa prioridade é assegurar acesso sustentável para assistência de larga escala. Comida não é privilégio — é direito básico”.

“Alertas de fome são claros há meses”, acrescentou Cindy McCain, diretora executiva do PAM. “O que precisamos com urgência é um pico de ajuda, condições seguras e sistemas de distribuição estabelecidos para alcançar aqueles que mais precisam — onde quer que estejam. Cessar-fogo e acesso humanitário pleno são críticos para salvar vidas”.

Para Catherine Russell, da Unicef, “a fome é uma realidade sinistra dentre as crianças da província de Gaza e uma ameaça que as assombra em Deir al-Balah e Khan Younis. Como alertamos diversas vezes, os sinais são inequívocos: crianças emaciadas, fracas demais para comer ou chorar; bebês morrendo de fome e doenças tratáveis; pais chegando nas clínicas com nada para dar a seus filhos”.

“Não tem tempo a perder”, acrescentou Russell. “Sem um cessar-fogo imediato e acesso humanitário pleno, a fome se espalhará e mais e mais crianças morrerão. Crianças à beira da fome precisam de alimentos terapêuticos que nossas equipes podem oferecer”.

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, concluiu: “Um cessar-fogo constitui um imperativo moral e absoluto neste instante. O mundo esperou tempo demais, vendo mortes trágicas, desnecessárias, se acumularem a partir da fome fabricada pelo homem. A desnutrição generalizada implica que doenças simples e leves, como diarreia, tornam-se fatais. O sistema de saúde, administrado por profissionais famintos e exauridos, não consegue suprir as demandas. Gaza demanda esforços urgentes para reverter o processo da desnutrição”.

A Classificação Integrada de Fases de Segurança Alimentar (IPC) é uma iniciativa formada por 21 parceiros entre ongs internacionais e agências da ONU, com intuito de aprimorar análises e políticas decisórias sobre a fome no mundo.

Israel ignora apelos internacionais ao manter ataques indiscriminados aos palestinos de Gaza há quase dois anos, com ao menos 62 mil mortos e dois milhões de desabrigados, sob cerco, destruição e fome. Entre as fatalidades, dezoito mil são crianças.

Em novembro, o Tribunal Penal Internacional (TPI), sediado em Haia, emitiu mandados de prisão ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e seu ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, por crimes de guerra e lesa-humanidade em Gaza.

O Estado israelense é ainda réu por genocídio no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), também em Haia, sob denúncia sul-africana deferida em janeiro de 2024.

Fonte: Monitor do Oreinte

Tarcísio é estrela de feira de pecuarista acusada de lavar dinheiro do PCC

Por Tonsk Fialho, em De Olho Nos Ruralistas

O governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou não conhecer a pecuarista Maribel Schmittz Golin, sexta maior doadora de sua campanha ao Palácio dos Bandeirantes e acusada pela Polícia Federal de lavar dinheiro para Willian Barile Agati, o “Concierge do PCC“. Em nota enviada à Folha, o ex-ministro de Infraestrutura de Jair Bolsonaro informou que sua campanha contou com mais de 600 financiadores e que não possui vínculo com a empresária. Maribel realizou duas doações em 2022, totalizando R$ 500 mil.

De Olho nos Ruralistas identificou a participação de Tarcísio em duas edições consecutivas da Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne (Feicorte), organizada pelo cunhado de Judiliane Golin Loureiro, uma das filhas da pecuarista.

Em Boituva, a Stall Energy, uma empresa de tratamento de resíduos na qual Maribel é sócia, recebeu a visita oficial do secretário de Desenvolvimento Econômico, Jorge Lima. Ele foi recebido por Joselito Golin, marido de Maribel Golin. Oficialmente, Golin não é sócio da empresa.

Os dados sobre o clã Golin estão sendo apresentados em nosso canal do YouTube e em uma série de reportagens em nosso site. A primeira delas, publicada nesta quarta-feira (20), detalha o histórico fundiário e ambiental da família: “Quem é Maribel Golin, a financiadora de Tarcísio investigada por lavagem de dinheiro do PCC?

Além de Maribel Golin, o vídeo resgata a trajetória de outros financiadores de campanha de Tarcísio de Freitas. São dezenas de casos de desmatamento, trabalho escravo, desvios de dinheiro público e fraudes milionárias, que serão detalhados em reportagens ao longo dos próximos dias.

FEIRA AGROPECUÁRIA APROXIMA TARCÍSIO DE GENRO DE MARIBEL

De chapéu na cabeça, o governador Tarcísio de Freitas distribuiu abraços e apertos de mão enquanto circulava pelos estandes da Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne (Feicorte), em Presidente Prudente, a 567 quilômetros da capital paulista. O evento é considerado a maior feira indoor de gado de corte da América Latina e reúne pecuaristas, empresários e políticos em leilões, exposições e debates sobre o setor.

Um vídeo divulgando a visita foi postado nas redes do governador no ano passado, em 19 de novembro, acompanhado de uma trilha sonora peculiar: a música de abertura da novela O Rei do Gado.

Em 17 de junho, o governador retornou ao evento. Dessa vez, acompanhado do ex-presidente Jair Bolsonaro, em uma de suas últimas aparições públicas antes da prisão preventiva, em 04 de agosto. No palco principal, Bolsonaro abraçou uma criança vestida de verde e amarelo e ofereceu “aulas particulares” sobre política para o governador. Tarcísio retribuiu, transformando o evento em um ato de desagravo. “Eleição sem Jair Bolsonaro é negação da democracia”, afirmou o presidenciável.

A Feicorte tem a curadoria do pecuarista Diede Loureiro Neto, que também foi um dos palestrantes do evento. Ele é irmão de Alessandro Fonseca Loureiro, marido de Judiliane Golin, filha mais velha de Maribel — a doadora de Tarcísio ligada, pela Polícia Federal, ao PCC.

Os laços de Diede com o clã Golin vão além. O pecuarista é sócio na Inbra Nutrição Animal, uma fabricante de ração bovina sediada em Itapetininga (SP), no mesmo endereço da Fazenda Realeza, no km 173 da Rodovia Raposo Tavares. O imóvel abriga a sede do grupo Golin e, nos anos 1990, serviu de vitrine para a expansão da Fazendas Reunidas Boi Gordo, responsável por um dos maiores escândalos de pirâmide financeira do país. A massa falida da empresa foi adquirida em 2003 por Joselito Golin — pai de Judiliane, marido de Maribel. Na época, a Boi Gordo acumulava R$ 2,5 bilhões em dívidas.

O outro sócio de Diede Loureiro na Inbra é Renato Ruegger Pereira de Freitas, marido de Ana Paula Schmittz Golin. Ao lado da irmã Judiliane, Ana Paula participa ativamente dos negócios da família e é sócia em diversas empresas do grupo. As duas foram apontadas em um relatório encomendado pelo síndico da massa falida da Boi Gordo, sob supervisão do Ministério Público de São Paulo, como beneficiárias de um esquema de transferência de bens da empresa.

Segundo o estudo, Joselito Golin — que se apresenta também como Paulo Golin — desviou R$ 612 milhões que deveriam ser utilizados no abatimento das dívidas. O dinheiro teria sido usado na compra de fazendas no Matopiba, em áreas onde o preço da terra era mais baixo.

A ligação entre os Golin e a Feicorte é ainda mais antiga. Em 2012, a revista Dinheiro Rural divulgou que a feira inaugurava seu primeiro leilão virtual. Entre as empresas que negociavam raças como nelore, angus, simental e guzerá, estava o grupo Golin. Ao todo, foram vendidos cerca de 10 mil animais para cria, recria e engorda.

JOSELITO GOLIN RECEBEU SECRETÁRIO EM VISITA À STALL ENERGY

Fundada em 2021, a Stall Energy atua na recuperação energética de resíduos urbanos, fabricando reatores capazes de transformar lixo em hidrogênio. Em janeiro de 2023, quando Tarcísio assumiu o Palácio dos Bandeirantes, sua doadora Maribel Schmittz Golin, acusada pela PF de lavar dinheiro para o “Concierge do PCC”, se tornou sócia da Stall Energy através da holding Green Investimentos e Participações.

A Green havia sido criada dois meses antes, em novembro de 2022, logo após o segundo turno da eleição que levou o governador ao Palácio dos Bandeirantes. Com ela, Maribel abriu caminho para novos negócios na área de energia, expandindo sua atuação para além da pecuária e dos transportes.

Em agosto de 2024, a Stall virou vitrine oficial do governo paulista. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Jorge Lima, visitou a fábrica da empresa em Boituva, região metropolitana de Sorocaba, e registrou o encontro em suas redes sociais. O fato foi veiculado pelo jornal Metrópoles na semana seguinte à divulgação da denúncia da PF sobre o envolvimento de empresas de Maribel na lavagem de dinheiro para Willian Barile Agati.

Mas houve um detalhe que passou desperccebido na reportagem. Quem recebeu o secretário durante a visita na Stall não foi Maribel, mas sim o seu marido, Joselito Golin, que não aparece no contrato social da empresa. Nas imagens, ele sorri e faz sinal de “joinha”. Sua esposa, doadora de Tarcísio, não aparece nas imagens.

Na ocasião, o secretário não economizou elogios. Chamou o projeto de “fantástico” e destacou o “investimento pesado no estado de São Paulo”, alinhando a Stall à política energética do governo — que no mesmo período aprovava incentivos fiscais e isenção de IPVA para ônibus e caminhões movidos a hidrogênio e gás natural.

Em fevereiro do ano passado, Tarcísio viajou pela Europa junto de Jorge Lima para apresentar o estado como “o maior mercado de economia verde do Brasil”. Em reuniões com investidores em Madri, Milão e Paris, o governador destacou projetos sustentáveis, com ênfase no hidrogênio como matriz de transporte e mobilidade.

É justamente o mesmo eixo em que atua a Stall Energy, que fabrica reatores para geração de hidrogênio a partir de resíduos. Recentemente, em 10 de junho de 2025, a empresa registrou uma patente relacionada a esse processo junto ao Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (Inpi).

Procurado pela reportagem, o grupo Golin afirma que a atuação da Stall Energy tem “motivos estratégicos de mercado, em nada relacionados a governos ou política”. Confira a íntegra da nota abaixo.

ÍNTEGRA DA NOTA DE POSICIONAMENTO DO GRUPO GOLIN

O Grupo Golin tem 35 anos de atuação e relevância nacional, com fazendas em 8 estados, gerando milhares de empregos e fornecendo soja, milho, algodão e gado para as maiores empresas do país. Suas coligadas patrimoniais administram participações societárias e negociam áreas rurais, imóveis próprios e bens móveis. As movimentações financeiras do grupo, portanto, são proporcionais ao seu volume de negócios.

As empresas do Grupo e seus representantes não têm qualquer relação com as pessoas que agora enfrentam acusações criminais no Inquérito Policial. O processo em questão está sob sigilo, mas a Justiça Federal já reconheceu que a negociação foi feita de boa-fé, de forma lícita e regular e que a empresa da qual Maribel Golin é sócia tinha capacidade econômica para a transação. Os autos dos Embargos de Terceiro Criminal n.º 5058194-36.2022.4.04.7000 tramitaram na Justiça Federal de Curitiba com segredo de Justiça e tiveram trânsito em julgado.

O aumento de capital social da empresa JBT Empreendimentos e Participações — devidamente registrado nos órgãos oficiais —; a atuação da Stall Energy, voltada para o meio ambiente; e as parcerias rurais em empreendimentos na Bahia e em Mato Grosso têm todos motivos estratégicos de mercado, em nada relacionados a governos ou política. 

O Grupo Golin repudia a prática de grilagem de terras, à qual inclusive teve de resistir com o uso de segurança privada depois que propriedades no Piauí foram alvo de invasões por um grupo de grileiros.   

Do mesmo modo, as empresas do Grupo vêm cumprindo as exigências da legislação de preservação ambiental e dos órgãos reguladores. A autuação recebida pela Eldorado Agroindustrial, no Tocantins, foi suspensa pela Justiça e o auto de infração ambiental lavrado no Piauí foi julgado improcedente ainda na esfera administrativa. 

Assessoria de Imprensa do Grupo Golin

Fonte: DCM

As sete revelações bombásticas do celular de Bolsonaro

Muitas dessas mensagens e áudios tinham sido apagadas por Bolsonaro, o que revela um comportamento de quem sabe que está cometendo crimes

Por Elvino Bohn Gass*

O celular de Jair Bolsonaro, que a Justiça apreendeu no dia da tornozeleira, tem, ao menos, sete revelações bombásticas!

Primeiro, prova que Jair e seu filho Eduardo são culpados pelo tarifaço porque tramaram com Donald Trump para tentar coagir a Justiça brasileira no processo da tentativa de golpe de Estado. Eduardo chega a dizer que o tarifaço dos Estados Unidos, que arrebentou algumas empresas exportadoras, é um “bom momento” e sugere que o pai faça um agradecimento a Trump.

Também há mensagens de Jair pedindo orientação a um advogado ligado a Trump e, inclusive, cópia de uma petição contra o ministro Alexandre de Moraes lá nos EUA. Mais: Eduardo avisa, 15 dias antes, que a tal Lei Magnitsky seria aplicada contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Ou seja, ele sabia! E ainda traz para a cena criminosa o Silas Malafaia, que aparece fazendo combinações como a trama deveria ser conduzida. Para a Justiça, Malafaia estava dentro da empreitada criminosa. Por isso, o pastor teve passaporte e celular apreendidos.

A segunda revelação é a prova de que Jair e Eduardo não estão nem aí para o pessoal do 8 de Janeiro. Eduardo fala em “anistia light”, ou seja, fica evidente que, para eles, não adiantaria nada aliviar as penas dos vândalos. E aqui se revela a grande mentira dos bolsonaristas: dizem que defendem “as velhinhas com a Bíblia na mão”, mas o objetivo real deles é livrar Bolsonaro da cadeia. A anistia que defendem é para ele!

Terceira revelação: Bolsonaro enviou mais de 300 vídeos e mensagens de whatsapp alimentando sua máquina de propaganda mentirosa, depois de ser proibido pela Justiça de fazer isso. Ele descumpriu as medidas cautelares.

Quarta revelação: Bolsonaro planejava fugir do país. Sim, no celular tem um pedido de asilo a Javier Milei, o presidente Argentina, de extrema direita como ele.

Quinta revelação: um dia antes de depor no Supremo, Jair Bolsonaro transferiu R$ 2 milhões para a conta da esposa Michelle. E Eduardo também usou a mulher para escamotear dinheiro. Passou para a conta da esposa Heloísa repasses milionários que seu pai fez para ele nos Estados Unidos.

A sexta revelação é importantíssima: Bolsonaro teve acesso prévio à defesa do general Mário Fernandes, o autor do plano para matar Lula, Moraes e Alckmin, antes de o documento ser enviado ao Supremo.

Por fim, a sétima revelação mostra que os diálogos entre Jair, Eduardo e Malafaia nem de longe são coisa de pai, filho e amigos, mas de quadrilheiros mesmo. Eduardo chega a mandar o pai “tomar no c…”, ameaça “dar porrada”. Malafaia, por sua vez, chama Eduardo de “babaca” e confessa ter “arrebentado” ele em áudios.

E é importante que as pessoas saibam: muitas dessas mensagens e áudios tinham sido apagadas por Bolsonaro, o que revela um comportamento de quem sabe que está cometendo crimes.

Bem, resta esperar a perícia no telefone de Malafaia. Mas pelo que já vimos, os bandidos golpistas continuam agindo… como bandidos golpistas. Eles foram indiciados em mais crimes e, portanto, a tendência de que a pena de Bolsonaro, que se imaginava de 43 anos de cadeia, pode acabar sendo muito maior.

Que se faça Justiça! É só o que espero.

(*) Deputado Federal (PT/RS), vice-líder do Governo Lula no Congresso Nacional

Fonte: ICL

Israel usa a fome deliberada para subjugar Gaza

No coração de uma das regiões mais densamente povoadas do mundo, transcorre uma catástrofe humanitária, engendrada não por acaso, mas projetada meticulosamente por uma estratégia militar deliberada. A fome, certa vez vista como um trágico efeito colateral da guerra, converteu-se em arma; um instrumento de controle, degradação e até mesmo apagamento de todo um povo.

Ao desmantelar os sistemas de distribuição alimentar, restringir acesso a recursos vitais e fomentar dependência absoluta a assistência externa, Israel transformou a fome em arma contra a população civil na Faixa de Gaza. Essa abordagem, enraizada em dolo político e demográfico, constitui não somente brutal violação da lei internacional, como campanha sistêmica para impor hegemonia e extinguir quaisquer aspirações do povo palestino.

Projetada e executada implacavelmente, tais ações degradaram a sobrevivência diária em um moedor de carne. E o mundo, por meio de seu silêncio ou sua inação, tornou-se mero espectador de tamanha crueldade.

A destruição dos sistemas alimentares

Os ataques israelenses à infraestrutura agrária aniquilou efetivamente a medula espinhal da autossuficiência local por recursos alimentares. Dados indicam que mais de 95% das terras produtivas foram destruídas ou inutilizadas. Fazendas bombardeadas, sistemas de irrigação desmantelados, pesca obstruída e acesso a sementes absolutamente restrito — tudo sob o disfarce de operações militares.

No entanto, tais ações expõe um plano maior: impedir qualquer independência, incluindo alimentar, do povo palestino. Ao macerar a capacidade produtiva palestina, Israel explora tamanha subjugação, fabricada pelo homem, como ferramenta política.

Camponeses e pescadores, essenciais à economia de Gaza, sofrem ataques implacáveis e restrições sufocantes, justificados sobre alegações de segurança vagas e facciosas. No entanto, o verdadeiro propósito se desvela: paralisar a produção alimentar e fabricar uma economia de dependência.

Gaza se tornou um sinistro laboratório da política de fome, onde os bens alimentares não são mera sustança, mas sim instrumento de opressão e violência. O objetivo é erodir até mesmo a força de vontade do povo palestino, ao tentar coagir uma população resiliente a se pôr de joelhos — uma ambição declarada que expõe as profundezas do projeto político do sionismo israelense.

Fome como ferramenta

Talvez, o aspecto mais perturbador dessa estratégia israelense é o uso deliberado de bens alimentares como moeda de troca para fins políticos e militares. O acesso a amenidades básicas, como farinha, leite em pó e água potável, costuma se condicionar a demandas políticas contra grupos e instituições palestinas.

Essa tática, em que necessidades humanas se tornam instrumentos de coação, refletem uma lógica brutal de poder, que não busca paz nem mesmo segurança, mas supremacia via sofrimento. Neste entremeio, a comida deixa de ser direito, vira arma.

O raciocínio é evidente no persistente controle israelense à ajuda humanitária. Comboios assistenciais são reiteradamente atacados e a distribuição de recursos obstruída. Sob a máscara de segurança, tais impedimentos servem a um intento aberto: semear o caos e agravar a fome.

Rotas e postos de distribuição se converteram a campos de desespero e morte, onde civis arriscam suas vidas por um pedaço de pão. Imagens distópicas, que pingam sangue, não são mais “dano colateral”, mas decorrências intencionais de uma política projetada para quebrar o espírito de toda uma sociedade.

Lei internacional e cumplicidade global

O uso da fome como arma de guerra é violação flagrante da lei internacional, incluindo as Convenções de Genebra. Os múltiplos relatos de ataques a civis à espera de alimento, a destruição deliberada da infraestrutura, incluindo padarias e redes de saneamento, e a obstrução do socorro humanitária configuram padrões nitidamente sistemáticos, em vez de qualquer inferência incidental. As ações são planejadas com aterradora precisão, para criar condições desumanas sobre uma população civil.

Lamentavelmente, o silêncio ou as débeis notas de repúdio da comunidade internacional incentivaram a normalização dos crimes. Declarações ambíguas sobre uma “crise”, sem reconhecer as raízes políticas e deliberadas da catástrofe, somente avalizaram Tel Aviv a seguir com suas ações sem qualquer receio por justiça.

Tamanha cumplicidade, na forma de uma diplomacia de pisar em ovos ou um intencional lavar das mãos, não somente cedeu legitimidade às práticas como implodiu a confiança no sistema internacional. A falta de consequências reais emite uma clara mensagem: os crimes em Gaza podem prosseguir sem empecilho algum, em franco detrimento da ética ou moralidade alegada pela atual ordem global.

Impactos sociais e geracionais

A fome em Gaza tampouco é uma emergência de curto prazo, mas uma longeva agressão ao tecido social e geracional da região. A população sofre, quase em sua totalidade, com insegurança alimentar, uma condição que ameaça não apenas a saúde física como social e psicológica. Crianças, que abarcam mais da metade da população, são especialmente vulneráveis à desnutrição. A mortalidade e sequelas irreversíveis assombrarão gerações e gerações por vir.

A crise abala ainda a coesão social, com impacto brutal a famílias e comunidades. Onde, certa vez, refeições reuniam as pessoas em torno de tradições e cultura, a sobrevivência se tornou prioridade, ao estilhaçar laços imateriais — também, uma estratégia israelense: minar a resiliência palestina desde seus alicerces.

Ainda assim, em meio a essa pressão incomensurável, persevera o espírito de resistência. Tamanha força de vontade, sob condições esmagadoras, é em si um desafio, assim como um testemunho lúcido do fracasso da campanha militar israelense em extinguir a chama do povo palestino.

Rompendo o ciclo de impunidade

A catástrofe de fome na Faixa de Gaza não é um desastre natural, mas o produto de uma doutrina militar projetada abertamente para dominar e destruir a identidade palestina. A agressão a sistemas alimentares, a manipulação da ajuda e o cultivo da dependência são elementos de uma campanha sistemática para infringir dor e suprimir a resistência.

Tais ações são ilegais sob a lei internacional. Todavia, o silêncio e a cumplicidade globais permitiram a catástrofe, um silêncio que sinaliza o fracasso ético e moral de instituições e governos internacionais.

A história não se esquecerá desses crimes, tampouco absolverá aqueles que se abstêm. Dar fim ao desastre requer mais do que palavras; demanda corajosa ação internacional para levar Israel à justiça e assegurar a soberania alimentar da Palestina. O silêncio, hoje, é cumplicidade com um crime que não somente destrói vidas como deixa uma indelével cicatriz na consciência humana: um crime que as gerações futuras recordarão como um símbolo da brutalidade e negligência globais.

Fonte: Monitor do Oriente

Aprovação sobe e governo Lula tem o melhor desempenho de 2025, diz Quaest

A nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (20) mostra que o governo Lula (PT) alcançou sua melhor avaliação desde o início de 2025. Felipe Nunes, diretor da Quaest, divulgou os números e fez uma análise em seu perfil no X. Confira:

Pesquisa Genial/Quaest mostra que o governo Lula tem seu melhor desempenho desde o começo de 2025: a desaprovação foi de 53% para 51% e a aprovação de 43% para 46% (a diferença era de 10 pts em jul/25 e foi para 5 pts em ago/25).

Se de março para julho Lula ganhou popularidade no Sudeste, neste último mês o governo recuperou popularidade no Nordeste: a aprovação foi de 53% para 60% (+7) e a desaprovação de 44% para 37% (-7).

É possível detectar recuperação de popularidade em dois estados do Nordeste: Bahia (de 47% para 60%) e Pernambuco (de 49% para 62%). Em GO, SP, PR, RS e RJ, a desaprovação do governo continua acima de 60%, mas apresenta uma tendência de melhora. Em MG, o estado pêndulo do país, a desaprovação é de 59%.

Se de março para julho Lula melhorou sua popularidade na renda média, neste último mês o governo recuperou popularidade na renda baixa: a aprovação foi de 46% para 55% (+9) e a desaprovação de 49% para 40% (-9) nesse estrato.

O que pode explicar essa melhora na popularidade do governo, especialmente no Nordeste e na população de renda baixa? É o supermercado, estúpido! Depois de mais de um ano e meio, a parcela de brasileiros que percebe alta no preço dos alimentos caiu para perto de 60%. Esse alívio no bolso impulsionou a popularidade do governo, sobretudo entre os mais pobres.

A sensação de melhora nos preços dos alimentos vem sendo sentida em todas as regiões do país desde o começo do ano. Mas agora, sem as crises do PIX e do INSS, produzem efeitos mais acentuados e percebidos na popularidade do governo.

Não por acaso, é a primeira vez desde outubro de 2023 que diminui o número de brasileiros que acreditam ter hoje um poder de compra menor do que há um ano (saiu de 80% para 70% quem achava que o poder de compra tinha diminuído no último ano).

Outro fator decisivo para a melhora na aprovação do governo foi a postura de Lula diante do tarifaço imposto por Trump ao Brasil. Para 48% dos brasileiros, Lula e o PT estão se saindo melhor nesse embate contra os EUA, enquanto apenas 28% defendem Bolsonaro e seus aliados.

Na avaliação dos brasileiros, Lula é quem está se saindo melhor diante do tarifaço de Trump (-2); em seguida estão Tarcísio (-11), Ratinho Jr (-11) e Haddad (-12). Os piores desempenhos ficaram com Jair Bolsonaro (-31) e seu filho, Eduardo (-31).

Parece cada vez mais evidente que o clã Bolsonaro sai desgastado desse episódio: 69% dos brasileiros acreditam que Eduardo defende apenas os interesses da própria família nos EUA, enquanto só 23% veem nele a defesa dos interesses do Brasil.

Vale ressaltar que no último mês aumentou (de 66% para 84%) o percentual de brasileiros que tomou conhecimento sobre a carta que Trump enviou ao presidente Lula informando sobre a tarifação de 50% aos produtos brasileiros.

E ainda assim continuou muito alto (71%) o percentual que acredita que Trump está errado em impor taxas ao Brasil por acreditar que há uma perseguição a Bolsonaro.

O que se consolidou foi a percepção de que Trump anunciou essas altas tarifas por motivações políticas (51%), não por motivações econômicas (23%) ou pessoais (2%).

Também se consolidou neste último mês a percepção de que as tarifas vão prejudicar a vida dos brasileiros (77%). Num cenário tão polarizado, chama atenção o fato de que todos os segmentos da sociedade (do lulista ao bolsonarista) concordam com essa avaliação.

Há também consenso sobre como os brasileiros querem que o governo reaja ao tarifaço: de julho para agosto, subiu de 61% para 67% a parcela que defende uma solução negociada, enquanto apenas 26% preferem sobretaxar os produtos americanos.

O consenso desaparece quando o assunto é a solução para o tarifaço: 48% acreditam que Lula vai conseguir negociar um acordo para reduzir as tarifas vigentes, enquanto 45% não estão otimistas. Lembrando que poucos setores continuam com taxação acima de 50% (café, carne e frutas).

Lula está agindo em defesa do Brasil para 49% dos brasileiros, enquanto 41% defendem que ele está se aproveitando da situação para se promover politicamente. É uma divisão de opinião que remete à polarização da eleição passada.

A disputa tarifária entre Brasil e EUA fez florescer algo inédito em uma parcela da população: o medo de que o país entre em guerra chegou a 5% em agosto. A violência continua sendo a principal preocupação dos brasileiros (26%), seguida dos problemas sociais (19%).

A Quaest ouviu 2.004 pessoas no Brasil entre os dias 13 e 17/08. Em SP ouviu mais 1.644 pessoas, em MG mais 1.482, no Rio mais 1.404, na Bahia mais 1.200, e em Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul e Pernambuco foram mais 1.104 entrevistas cada. A margem de erro para a amostra nacional é de 2 pp. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos.

Fonte: DCM

CGU: emendas milionárias abasteceram evento fantasma em igreja no Rio

Relatório da CGU abasteceu operação da PF contra desvios em emendas ao antigo Ministério da Mulher e dos Direitos Humanos

A verba milionária de emendas investigada pela Polícia Federal (PF) ao antigo Ministério da Mulher e dos Direitos Humanos abasteceu um evento fantasma em uma igreja no Rio de Janeiro, segundo relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) que abasteceu a Operação Kibali, deflagrada nesta terça-feira (19/8).

As emendas investigadas, no valor de R$ 3,8 milhões, foram direcionadas ao ministério pelo ex-deputado federal Professor Jozimar (Patriota). Um ex-assessor do parlamentar foi alvo de buscas e apreensão. Ele era dirigente do Instituto de Desenvolvimento Social e Humano do Brasil (IDSH Brasil), que recebeu a verba.

Auditores da CGU foram aos locais onde seriam realizados cursos de formação profissional de mulheres em informática, e de adolescentes, com o curso de designer gráfico e informática básica. Um desses locais foi a Igreja Ministério Apostólico Resgate (MAR).

As investigações mostram que o pastor responsável pela igreja era contratado como instrutor por uma empresa subcontratada pelo instituto que recebeu as emendas. “Contudo, o polo sob sua responsabilidade não foi localizado”, diz a Controladoria-Geral da União, em relatório.

A CGU ainda afirmou, em relatório, que a empresa que empregava o pastor foi contratada pelo instituto em uma concorrência que teve participação da empresa de um ex-assessor do deputado federal. A contratação foi direcionada à empresa ligada ao pastor, que tinha como sócia uma mulher que pertencia aos quadros do instituto.

A ex-ministra da pasta – e hoje senadora – Damares Alves (Republicanos) denunciou as irregularidades nos contratos à CGU. Ela afirma que a pasta conduziu investigações internas que exigiram explicações de entidades, que devolveram mais de R$ 1 milhão aos cofres públicos. Ela não é alvo da operação policial.

Fonte: Metrópoles

Governo Tarcísio é condenado a pagar R$ 2 mi por incentivar trabalho infantil

Justiça apontou que escolas intermediaram contratações ilegais de alunos em Porto Feliz

O governo do estado de São Paulo, liderado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi condenado pela Justiça do Trabalho a pagar R$ 2 milhões em indenização por danos morais coletivos devido ao incentivo ao trabalho infantil em escolas estaduais no interior paulista.

Segundo as investigações, a Secretaria de Educação intermediou contratações irregulares de cerca de 300 crianças e adolescentes em Porto Feliz (SP), a 130 km da capital. Os alunos atuaram sem registro de menor aprendiz, com jornadas acima do permitido ou mediante atestados escolares irregulares.

Parte deles ainda foi empregada em funções proibidas para menores de 18 anos, como na construção civil, fazendas, oficinas mecânicas, indústria têxtil, marcenaria e em empresas de borracha — atividades consideradas insalubres ou perigosas.

Ministério Público do Trabalho chegou a propor um Termo de Ajuste de Conduta, mas a secretaria recusou, alegando que a fiscalização dos contratos seria “compartilhada com os demais atores do processo”.

A Diretoria de Ensino de Itu argumentou que muitos estudantes estavam em situação de vulnerabilidade e dependiam do salário para o sustento familiar, além de apontar dificuldades no processo de contratação formal como menor aprendiz.

A decisão para o governo

Para o juiz Valdir Rinaldi Silva, do Juizado Especial da Infância e Adolescência de Sorocaba, a participação das escolas foi determinante: “A atuação das escolas na intermediação ou fomento dessas contratações irregulares mostrou-se essencial para a ocorrência das violações”.

Além da indenização, o governo estadual terá 120 dias para implementar medidas que impeçam novas irregularidades. Caso descumpra, a multa será de R$ 5 mil por dia. A Justiça também determinou que a decisão seja fixada em todas as escolas estaduais, permitindo que pais, alunos e professores denunciem abusos.

Em nota ao UOL, o governo de São Paulo informou que a Procuradoria-Geral do Estado avalia medidas judiciais cabíveis.

Fonte: ICL

Câmara aprova urgência do PL da Adultização, bolsonaristas são contra

Tema gerou mobilização após vídeo de denúncia feita pelo youtuber Felca. Oposição protesta contra aprovação simbólica e fala em “censura”

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (19/8), o Projeto de Lei (PL) nº 2.628/2022, conhecido como PL da “Adultização”. Agora, o texto pode ser analisado no plenário a qualquer momento. A expectativa é de que seja na quarta-feira (20/8).

Ainda não há consenso sobre a proposta. A oposição é contra — alega que o texto é usado como pretexto pela base governista para aprovar uma regulação das redes sociais.

A ala bolsonarista, inclusive, protestou contra o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), por causa da votação simbólica, na qual não há contagem de votos.

Entenda o projeto

O texto do relator, deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI), tem 93 páginas e estabelece que “os produtos e serviços de que se trata o projeto devem garantir a proteção prioritária de crianças e adolescente e oferecer elevado nível de privacidade, proteção de dados e segurança”.

Para além disso, o projeto determina que os fornecedores de tecnologia tomem medidas razoáveis para prevenir e mitigar o acesso e a exposição a conteúdos relacionados a exploração sexual, violência física, assédio e bullying virtual.

Para que os menores de idade tenham acesso a conteúdos considerados adultos, os serviços de tecnologia devem disponibilizar aos responsáveis informações sobre os riscos e as medidas de segurança adotadas para proteger as crianças e os adolescentes. Tudo isso deve ser disponibilizado por meio de ferramentas de fácil acesso e entendimento.

Os responsáveis também terão a competência de controlar as configurações de privacidade das contas, bem como restringir operações financeiras e visualizar perfis de adultos que estiveram em contato com o menor.

Regulamentação

Uma parte do texto do deputado federal atribui ao Poder Executivo a responsabilidade por regulamentar diretrizes para os mecanismos de controle parental. A proposta vai ao encontro do projeto que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer enviar ao Congresso para regulamentar as plataformas digitais.

“Além disso, atribui ao Poder Executivo a responsabilidade por regulamentar diretrizes para os mecanismos de controle parental, que deverão ser orientados pelo melhor interesse de crianças e adolescentes, considerando o desenvolvimento progressivo de suas capacidades. Também estabelece que os fornecedores submeterão propostas de controle parental para validação pelo Poder Executivo, porém sem condicionar sua aprovação à disponibilização do produto ou serviço”, diz o texto.

Como mostrou o Metrópoles, o governo deve aguardar antes de articular alguma proposta própria. A ideia é esperar até que o projeto de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) sobre a exploração digital seja apreciado pelos parlamentares.

E em caso de infração?

Há previsão de punição às plataformas que infringirem a proposta. Eis as possíveis sanções:

  • Estarão sujeitos a advertência, com prazo de 30 dias para medidas corretivas;
  • Multa de até 10% do faturamento do grupo econômico no Brasil ou de R$ 10 a R$ 1.000 por usuário cadastrado, limitado a R$ 50 milhões por infração;
  • Suspensão temporária das atividades; e
  • Proibição de exercício das atividades.

“Para efeito da fixação da sanção, serão considerados fatores como gravidade da infração, reincidência, capacidade econômica do infrator, finalidade social do provedor e impacto dos seus serviços sobre a coletividade. Além disso, em se tratando de empresa estrangeira, responde solidariamente pela multa sua filial ou estabelecimento situado no país”, diz o projeto.

Os valores decorrentes das multas aplicadas serão destinadas ao Fundo Nacional para a Criança e o Adolescente.

Congresso surfa no tema

O tema repercutiu no Congresso Nacional depois da publicação do youtuber Felipe Breassanim Pereira, mais conhecido como Felca, em 6 de agosto. Em formato de denúncia, ele fala sobre a “adultização” de crianças e adolescentes na internet.

Poucos dias após a veiculação do vídeo de quase 50 minutos de duração, o presidente da Câmara foi às redes sociais para elogiar a iniciativa. No X (ex-Twitter), ele classificou o tema como “urgente”.

Na quarta-feira (13/8), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou o PL nº 2.857/2019, que endurece as penas ao crime de aliciamento de crianças e adolescentes pelo uso de aplicativo de comunicação via internet. O texto precisa ser apreciado no plenário, mas ainda não foi pautado.

No Senado, o presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) anunciou a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar casos de pedofilia e para apurar a exploração infantil nas redes.

Fonte: Metrópoles

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