Eduardo Bolsonaro é pago com dinheiro público para conspirar nos EUA contra o Brasil

Eduardo Bolsonaro leva dossiê a Trump para manter sanções e isolar Moraes no STF

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) inicia nesta quarta-feira (13) uma série de reuniões em Washington D.C. com integrantes do governo dos Estados Unidos para entregar um dossiê sobre os efeitos políticos da aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, conforme informações da colunista Malu Gaspar, do Globo.

A estratégia é convencer auxiliares de Donald Trump a manter as sanções, argumentando que elas já provocaram impacto no STF e no Congresso e fortaleceram a oposição.

Objetivo do dossiê e articulação política

O documento, elaborado em conjunto com o ex-apresentador da Jovem Pan Paulo Figueiredo, busca demonstrar que a medida de Trump — que incluiu Moraes na lista da Lei Magnitsky — tensionou o Supremo, estimulou movimentações parlamentares e impulsionou a pressão pela anistia a Jair Bolsonaro (PL) e aliados.

Segundo eles, mesmo que a prisão domiciliar decretada por Moraes contra o ex-presidente não tenha sido revertida, a retaliação americana forçou um reposicionamento interno e precisa ser mantida.

O relatório sustenta que a decisão de Moraes foi tomada sem consulta ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e sem diálogo com ministros próximos, como Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso, o que indicaria um isolamento estratégico.

Eduardo e Figueiredo pretendem usar essa narrativa para defender que o “sistema” político e jurídico brasileiro estaria “digerindo” a ofensiva americana, abrindo espaço para novas ações contra outros magistrados.

Clima no Supremo e riscos a outros ministros

O material cita reportagens sobre um desconforto nos bastidores do STF com a postura de Moraes. Barroso e Gilmar, embora mantenham defesa pública do colega, teriam recomendado moderação nas decisões.

Para os articuladores, a melhor estratégia de Trump seria manter a pressão até que Moraes ficasse isolado, antes de avançar contra outros ministros já afetados por restrições de visto.

O documento destaca que Barroso, que tem vínculo familiar e patrimonial em Miami, estaria apreensivo com novas sanções, enquanto Gilmar buscou contato com aliados de Bolsonaro antes da prisão domiciliar e chegou a se reunir com banqueiros para avaliar riscos sobre as finanças de sancionados.

Anistia e fim do foro privilegiado

Outro eixo do dossiê é a defesa de um acordo articulado pelo ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) com a oposição e fechado à revelia do atual dirigente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para votar a anistia aos golpistas do 8 de Janeiro e ao próprio Bolsonaro, além do fim do foro privilegiado.

A proposta prevê que investigações contra parlamentares só possam ser abertas com autorização do Congresso, submetendo-os à primeira instância. Para os bolsonaristas, isso diminuiria a “pressão” do STF e aumentaria o apoio à anistia.

O documento cita ainda o apoio de 41 senadores ao impeachment de Moraes — suficiente para iniciar o processo caso o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, aceite o pedido, mas ainda distante dos 54 votos necessários para a cassação.

O relatório busca convencer o governo Trump de que as chances de aprovação da anistia no Congresso aumentaram desde as sanções contra Moraes, embora os presidentes da Câmara e do Senado ainda resistam à pauta bolsonarista.

Pesquisas e cenário eleitoral

O dossiê inclui levantamentos do Instituto de Planejamento Estratégico (Ibespe), alinhados ao discurso bolsonarista. Os dados mostram que 42,6% dos entrevistados apoiam as sanções contra Moraes, enquanto 43,5% são contrários, sugerindo uma divisão da opinião pública.

Também traz pesquisas estimuladas em que Bolsonaro, inelegível até 2030, aparece liderando com 37,6% contra 28,4% de Lula. O “bananinha” usará esses números para reforçar a narrativa de “perseguição política” contra o pai.

Em contrapartida, levantamentos como o da Quaest, que aponta que 72% dos brasileiros desaprovam as tarifas de 50% impostas por Trump, não serão destacados.

Contexto diplomático

A entrega do dossiê ocorre em um momento de tensão nas relações bilaterais. Uma reunião entre Fernando Haddad e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, foi cancelada.

Fora encontros pontuais, como o do chanceler Mauro Vieira com Marco Rubio e do vice-presidente Geraldo Alckmin com o secretário do Comércio, Howard Lutnick, o diálogo entre Brasília e Washington permanece restrito.

Fonte: DCM

Dono da Ultrafarma e diretor da Fast Shop são presos por desvio de 1 bilhão de reais

Dois auditores fiscais tributários da Secretaria de Estado da Fazenda também foram presos. Operação mira um esquema de corrupção de mais de R$ 1 bilhão.

dono e fundador da Ultrafarma, Sidney OIiveira, foi preso temporariamente na manhã desta terça-feira (12) em uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) para desarticular um esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais tributários da Secretaria de Estado da Fazenda.

Além dele, outras três pessoas também foram presas:

  • Artur Gomes da Silva Neto, auditor da Diretoria de Fiscalização (DIFIS) da Fazenda estadual paulista;
  • Marcelo de Almeida Gouveia, auditor fiscal;
  • Mario Otávio Gomes, diretor estatutário do grupo Fast Shop.

Oliveira foi encontrado em casa, uma chácara em Santa Isabel, na Grande São Paulo. Enquanto, o executivo da Fast Shop foi encontrado em um apartamento na Zona Norte de São Paulo.

g1 e a TV Globo procuraram a Ultrafarma, mas não haviam obtido retorno até a última atualização deste texto. A reportagem também tenta localizar a defesa do empresário.

Já a Fast Shop informou que “ainda não teve acesso ao conteúdo da investigação, e está colaborando com o fornecimento de informações às autoridades competentes”.

Segundo a investigação, Artur é um auditor fiscal estadual de alto escalão e era o “cérebro” de um esquema de fraudes em créditos tributários que teria arrecadado cerca de R$ 1 bilhão em propinas desde 2021.

O auditor coletava a documentação necessária da Fast Shop e da Ultrafarma para pedir o ressarcimento de créditos de ICMS junto à Secretaria da Fazenda. Toda empresa contribuinte varejista tem direito ao ressarcimento, porém o procedimento é complexo, segundo os promotores, por isso Artur facilitava esse processo por meio de propinas.

Além de acompanhar o processo, o próprio auditor aprovava os pedidos e garantia que não seriam revisados internamente. Em alguns casos, liberavam valores superiores aos que as empresas tinham direito e em prazos mais curtos.

Em nota, a Secretaria de Estado da Fazenda informou que acabou “de instaurar processo administrativo para apurar, com rigor, a conduta do servidor envolvido” e que solicitou formalmente ao MP compartilhamento das informações. (Leia a íntegra ao final.)

Além dos mandados de prisão temporária, os agentes também cumpriram 19 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais dos alvos, nas sedes das empresas investigadas e também na casa de outros investigados.

O auditor Artur fiscal tinha um parceiro, responsável por lavar o dinheiro, que também é alvo da investigação. Na residência dele, em Alphaville, foram encontrados dois pacotes com esmeraldas, R$ 1 milhão e US$ 10 mil (cerca de R$ 54.200), além de 600 euros, dentro de um cofre.

Segundo os promotores, o investigado não é servidor público e também já foi processado pelo crime de estelionato no Mato Grosso do Sul. A identidade dele não foi divulgada.

Durante a operação, a Justiça de São Paulo também decretou a prisão do dono da casa de Alphaville e da esposa dele. Até a última atualização da reportagem, eles não haviam sido presos.

Como era o esquema

De acordo com a investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (GEDEC), o auditor preso manipulava processos administrativos para facilitar a quitação de créditos tributários às empresas.

Em contrapartida, ele recebia pagamentos mensais de propina por meio de uma empresa registrada em nome de sua mãe.

No caso da Fast Shop, segundo o MP, o auditor preso prestava “assessoria tributária” criminosa, indicando os documentos que deveriam ser apresentados à secretaria acelerar o deferimento dos créditos de ressarcimento de ICMS da gigante do varejo eletrônico.

Segundo o Ministério Público, a operação é fruto de meses de trabalho investigativo, com análise de documentos, quebras de sigilo e interceptações autorizadas pela Justiça.

Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Dinheiro apreendido em operação do MP — Foto: Reprodução/TV Globo

Dinheiro apreendido em operação do MP — Foto: Reprodução/TV Globo

O que diz a Secretaria da Fazenda

Abaixo, leia a íntegra da nota da Secretaria da Fazenda:

“A Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) está à disposição das autoridades e colaborará com os desdobramentos da investigação do Ministério Público por meio da sua Corregedoria da Fiscalização Tributária (Corfisp).

Enquanto integrante do CIRA-SP – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos – e diversos grupos especiais de apuração, a Sefaz-SP tem atuado em diversas frentes e operações no combate à sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e ilícitos contra a ordem tributária, em conjunto com os órgãos que deflagraram operação na data de hoje.

Além disso, a Sefaz-SP informa que acaba de instaurar processo administrativo para apurar, com rigor, a conduta do servidor envolvido e que solicitou formalmente ao Ministério Público do Estado de São Paulo o compartilhamento de todas as informações pertinentes ao caso.

A administração fazendária reitera seu compromisso com os valores éticos e justiça fiscal, repudiando qualquer ato ou conduta ilícita, comprometendo-se com a apuração de desvios eventualmente praticados, nos estritos termos da lei, promovendo uma ampla revisão de processos, protocolos e normatização relacionadas ao tema.”

Fonte: G1

Mamata: TST compra carro de R$ 346,5 mil para cada um dos 27 ministros

TST também contratou uma sala VIP no aeroporto de Brasília para seus ministros, ao custo de R$ 1,5 milhão

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) adquiriu 30 veículos de luxo da marca Lexus para transportar os ministros da Corte em seus afazeres em Brasília. Cada um deles saiu a R$ 346,5 mil, totalizando R$ 10,39 milhões. O TST tem 27 ministros.

O modelo escolhido pela Corte é o Lexus ES 300H, um carro híbrido. Considerado um sedã de luxo, o veículo combina um motor 2.5 a combustão com um outro, elétrico, resultando numa potência de 211 cavalos.

Na semana passada, o TST se tornou objeto de críticas nas redes sociais após a divulgação de que a Corte contratou uma sala VIP no aeroporto de Brasília para seus ministros, ao custo de R$ 1,5 milhão durante dois anos.

Desde 2022, o TST se apresenta institucionalmente como “o tribunal da Justiça Social”.

Num documento datado de 25 de agosto passado, o diretor-geral da Secretaria do Tribunal, Gustavo Caribé de Carvalho, amplia a compra dos Lexus em mais três unidades – de 27 para 30 veículos. Os veículos foram adquiridos em uma concessionária de Brasília.

A coluna questionou o TST sobre a ampliação da compra, uma vez que os veículos se destinam, a princípio, a atender os ministros da Corte trabalhista. O espaço segue aberto.

TST escolheu a opção mais cara

Na página do Tribunal Superior do Trabalho, é possível consultar um “estudo técnico preliminar” sobre a renovação da frota de veículos do tribunal.

Num dos itens, os técnicos responsáveis pelo estudo elencam opções de veículos que atenderiam aos requisitos do tribunal. São mencionados o Honda Accord (R$ 332,4 mil); o elétrico BYD Seal (R$ 310,7 mil); o Toyota Camry (R$ 344,1 mil); e o Lexus – orçado, pelos técnicos, em R$ 396 mil. O preço final do Lexus acabou ficando a abaixo dessa alternativa.

Os autores do estudo amparam-se numa resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e numa norma interna do próprio tribunal para considerar que os veículos da Corte passam a ser “inservíveis” e “antieconômicos” após sete anos de uso.

TST orçou modelos de carros elétricos e terminou com o mais caro
TST orçou modelos de carros elétricos e terminou com o mais caro

No estudo, os técnicos dizem ainda que a renovação da frota está “alinhada ao Plano Estratégico Institucional” da Corte para o período de 2021 a 2026. Inclusive, segundo eles, para o objetivo de “promover ações que reforcem a imagem do TST perante a sociedade”.

Fonte: Metrópoles

Explosão de fábrica deixa trabalhadores mortos e feridos na Grande Curitiba

Nove pessoas ainda não foram encontradas, entre elas seis homens e três mulheres; buscas continuam

Uma explosão de uma fábrica de materiais explosivos deixou feridos e desaparecidos na manhã desta terça-feira (12) em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba. O estabelecimento pertence à Enaex Brasil.

A informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros do Paraná. Em um primeiro momento, o secretário de Segurança Pública Hudson Teixeira informou que oito funcionários da empresa estavam na fábrica no momento da explosão, que ocorreu por volta das 6h15. Porém, por volta das 12h45, a capitã do Corpo de Bombeiros do Paraná, Luisiana Guimarães Cavalca, detalhou a ocorrência e afirmou que 11 pessoas estavam no local, sendo que duas conseguiram sair e não foram atingidas. 

Nove pessoas estão desaparecidas, entre elas seis homens e três mulheres. Os bombeiros ressaltam que ainda não há informações confirmadas sobre o estado de saúde das vítimas.

Segundo os bombeiros, a explosão próximo à rodovia BR-116 foi acidental. 10 viaturas foram deslocadas para o atendimento à ocorrência, que conta com 50 agentes no local.

Os bombeiros realizaram o resfriamento da área e fazem as buscas pelos desaparecidos com cães da corporação. O esquadrão antibombas do Batalhão de Operações Especiais (Bope) isolou a área e equipes da Defesa Civil do Estado atendem as famílias afetadas pela onda de choque causada pela explosão.

A corporação também informou que três pessoas, que estavam a 200 m da área do acidente, foram atendidas com lesões leves. No local do explosão há somente uma cratera, sem mais nenhuma edificação.

Fonte: CNN Brasil

Israel assassina 89 palestinos no campo de extermínio em Gaza em 24 horas

Por  Usaid Siddiqui  e  Farah Najjar

  • Pelo menos 89 palestinos, incluindo 31 que buscavam ajuda, foram mortos e 513 ficaram feridos em ataques israelenses em Gaza nas últimas 24 horas, de acordo com o Ministério da Saúde do enclave.
  • Enquanto Israel continua bombardeando Gaza, mais cinco palestinos, incluindo duas crianças, morreram de fome no enclave, de acordo com o Ministério da Saúde, elevando o número total de mortes relacionadas à fome para 227, incluindo 103 crianças.
  • Palestinos realizaram funerais para quatro jornalistas da Al Jazeera assassinados por Israel em Gaza, enquanto manifestantes se reuniam ao redor do mundo contra os assassinatos, inclusive em Londres, Berlim, Túnis e Ramallah.
  • A União Europeia, a China e a Alemanha, aliada próxima de Israel, condenaram o ataque direcionado, enquanto as Nações Unidas o descreveram como uma “grave violação do direito internacional humanitário”.
  • O genocídio de Israel em Gaza matou pelo menos 61.599 pessoas e feriu 154.088.
  • Fonte: Al Jazeera

Itamaraty repudia nova provocação da chancelaria dos EUA ao Brasil

“Essa manifestação caracteriza novo ataque frontal à soberania brasileira e a uma democracia que recentemente derrotou uma tentativa de golpe de Estado e não se curvará a pressões, venham de onde vierem”, afirmou o governo brasileiro

A Embaixada dos Estados Unidos publicou neste sábado (9), em suas redes sociais, um novo ataque à soberania brasileira. O texto faz novas críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, afirmando que ele teria “usurpado o poder” da Corte. O ataque foi publicado pelo vice-secretário do Departamento de Estado da gestão Donald Trump, Christopher Landau, e repostada pela Embaixada dos EUA no Brasil.

O governo rebateu imediatamente a agressão. Em nota, o Itamaraty afirmou que vê como “um ataque frontal à soberania” duas declarações de representantes dos EUA publicadas nas redes sociais. “O Governo brasileiro manifestou ontem à embaixada dos Estados Unidos seu absoluto rechaço às reiteradas ingerências do governo norte-americano em assuntos internos do Brasil, e voltará a fazê-lo sempre que for atacado com falsidades como as da postagem de hoje, disseminadas pelo subsecretário de Estado, Christopher Landau”, diz a nota do Itamaraty.

ATAQUE À SOBERANIA

“Essa manifestação caracteriza novo ataque frontal à soberania brasileira e a uma democracia que recentemente derrotou uma tentativa de golpe de Estado e não se curvará a pressões, venham de onde vierem”, prosseguiu a chancelaria brasileira. A nova provocação americana foi divulgada um dia depois da convocação do encarregado de Negócios da embaixada, Gabriel Escobar, ao Itamaraty. Escobar foi chamado para dar explicações sobre uma publicação anterior da embaixada com ameaças a aliados de Moraes.

O irônico desta segunda intromissão dos EUA nos assuntos do Brasil em menos e uma semana é que ela está sendo feita por um governo que desrespeita leis, persegue juízes e ameaça promotores. O auxiliar de Trump deitou falação atacando a democracia e a Justiça brasileira porque o Brasil está julgando criminosos que tentaram dar um golpe de Estado no Brasil e que são acobertados, defendidos e estimulados exatamente por Donald Trump.

“O que está acontecendo agora no Brasil é que um único ministro do STF usurpou poder ditatorial ao ameaçar líderes dos outros poderes, ou suas famílias, com detenção, prisão ou outras penalidades. Essa pessoa destruiu a relação histórica de proximidade entre Brasil e os Estados Unidos, ao tentar, entre outras coisas, aplicar extraterritorialmente a lei brasileira para silenciar indivíduos e empresas em solo americano”, diz um trecho do texto do governo norte-americano.

O texto segue se imiscuindo nos assuntos do Brasil. “A situação é sem precedentes e anômala”, já que é possível negociar com poderes Executivos ou Legislativos de um país, mas não com “um juiz”. “O usurpador se reveste do Estado de Direito, enquanto os demais poderes afirmam estar impotentes para reagir. Se alguém conhecer um precedente na história humana em que um único juiz, não eleito, tenha assumido o controle do destino de sua nação, por favor, avise. Queremos restaurar nossa amizade histórica com a grande nação do Brasil!”, prossegue a mensagem.

GLEISI REBATE AGRESSÃO DOS EUA

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, usou sua conta no X (antigo Twitter) para responder à postagem classificando-a como uma “gravíssima ofensa ao Brasil, ao STF e à verdade”.

“A postagem arrogante do subsecretário de Estado dos EUA é uma gravíssima ofensa ao Brasil, ao STF e à verdade. Quem tentou usurpar o poder em nosso país foi Jair Bolsonaro. Quem está tentando destruir a relação histórica entre os dois países é a família Bolsonaro estimulando Donald Trump, com o tarifaço e sua chantagem contra o Judiciário brasileiro”, afirmou.

“Situação anômala é a de foragidos da Justiça brasileira e plataformas que atuam em nosso território se associarem para descumprir a lei e as decisões judiciais de nosso país. Nenhum poder constitucional brasileiro encontra-se impotente. Ao contrário: Executivo, Legislativo e Judiciário rechaçaram o golpe de 8 de janeiro, a chantagem de Trump, o motim bolsonarista pela anistia e as sanções violentas contra o ministro Alexandre de Moraes e outros ministros do STF. Se querem mesmo ‘restaurar uma amizade histórica’, comecem por respeitar a soberania do Brasil, de nossas leis e Justiça, e parem de apoiar o golpista que tentou destruir nossa democracia”, prosseguiu Gleisi.

“No Brasil, nenhum poder constitucional encontra-se impotente. Ao contrário: Executivo, Legislativo e Judiciário rechaçaram o golpe de 8 de janeiro, a chantagem de Trump, o motim bolsonarista pela anistia e as sanções violentas contra o ministro Alexandre de Moraes e outros ministros do STF”, afirmou a ministra, que concluiu cobrando respeito à soberania brasileira para restaurar as relações com os EUA.

Fonte: Hora do Povo

Governo Lula critica plano de expansão militar de Israel em Gaza

Brasil diz que medida agravaria “catastrófica situação humanitária”

O Ministério das Relações Exteriores divulgou nota neste sábado (09) na qual o governo brasileiro “deplora a decisão do governo israelense de expandir as operações militares na Faixa de Gaza, incluindo nova incursão à Cidade de Gaza”. 

De acordo com a nota, a nova incursão é uma medida que agravará a “catastrófica situação humanitária da população civil palestina, assolada por cenário de mortes, deslocamento forçado, destruição e fome”.

O Itamaraty lembrou que a Faixa de Gaza, assim como a Cisjordânia e Jerusalém Oriental, é “parte inseparável do Estado da Palestina”, motivo pelo qual o Brasil renovou seu apelo pela “retirada completa e imediata” das tropas israelenses do território.

“Nesse contexto, reitera a urgência da implementação de cessar-fogo permanente, da libertação de todos os reféns e da entrada desimpedida de ajuda humanitária”, complementou.

Críticas

Na quinta-feira (7), o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que Israel pretende assumir o controle militar de toda a Faixa de Gaza. A declaração foi repudiada tanto no âmbito interno como externo de Israel.

Na sexta-feira (8), o plano do governo israelense foi criticado pelo alto comissário das Nações Unidas para Direitos Humanos, Volker Turk. O governo alemão anunciou na mesma data que não aprovará nenhuma exportação de equipamentos militares que poderiam ser usados na Faixa de Gaza até segunda ordem.

Neste sábado (9), o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, disse, após conversações no Egito, que as nações muçulmanas devem agir em uníssono e reunir a oposição internacional contra o plano de Israel de assumir o controle da Cidade de Gaza.

Fonte: Revista Fórum

Israel assassina 5 jornalistas da Al Jazeera mortos num ataque à cidade de Gaza

As forças israelitas mataram o correspondente da Al Jazeera, Anas al-Sharif, e sete outras pessoas num ataque aéreo direcionado para o exterior do complexo hospitalar Shifa, na cidade de Gaza, segundo as autoridades hospitalares.

O ataque matou al-Sharif, outro jornalista da Al Jazeera, Mohamed Qureiqa, e três operadores de câmara que estavam abrigados perto do edifício de emergência do hospital, que ficou danificado no ataque. Mais três pessoas foram mortas no ataque.

As forças armadas israelitas confirmaram que tinham alvejado al-Sharif, afirmando que se tratava de um líder de uma célula do Hamas que “se fazia passar por jornalista”, uma alegação que al-Sharif e a sua rede tinham anteriormente negado.

As IDF publicaram informações e documentos que afirmaram ter encontrado em Gaza e que o ligavam diretamente ao Hamas.

Os militares afirmaram ainda que al-Sharif tinha “avançado ataques com foguetes contra civis israelitas e tropas das FDI”.

O ataque ocorreu menos de um ano depois de os oficiais do exército israelita terem acusado al-Sharif e outros jornalistas da Al Jazeera de serem membros dos grupos militantes Hamas e Jihad Islâmica.

Num vídeo de 24 de julho, o porta-voz do exército israelita, Avichay Adraee, criticou a cadeia de televisão sediada no Qatar e acusou al-Sharif de fazer parte da ala militar do Hamas.

No mês passado, o Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) manifestou a sua preocupação com a sua segurança, afirmando que o jornalista era alvo de “uma campanha de difamação militar israelita”. A Al Jazeera condenou o ataque no domingo, classificando-o como um “assassinato seletivo”.

Al-Sharif, um conhecido correspondente árabe da Al Jazeera, de 28 anos, tem relatado extensivamente a guerra em Gaza a partir do interior da Faixa de Gaza, no meio de um apagão mediático imposto por Israel.

Uma última mensagem que parece ter sido colocada por um amigo apareceu na conta X de Anas al-Sharif pouco depois da sua morte.

Na mensagem, o correspondente da Al Jazeera afirmava, no seu “testamento e mensagem final”, que “deu todos os esforços e todas as minhas forças para ser um apoio e uma voz para o meu povo”.

“Nunca hesitei um único dia em transmitir a verdade tal como ela é, sem distorção ou falsificação”, escreveu o jornalista de 28 anos.

Al-Sharif e os outros jornalistas mortos no domingo são os últimos a morrer no que os observadores chamam o conflito mais mortífero para os jornalistas nos tempos modernos.

De acordo com o Comité para a Proteção dos Jornalistas, cerca de 186 jornalistas foram mortos desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, em outubro de 2023.

Fonte: MSN

O SAMBA

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 10 de Agosto/ 2025

Faleceu essa semana Arlindo Cruz, um cantor e compositor de mão cheia. Arlindo emplacou centenas de sucessos, entre eles ta a música ” O show tem que continuar” e ” Camarão que dorme a onda leva”. O cantor morre aos 66 anos numa semana em que alguns Deputados e Senadores usaram a Mesa do Paralamento e deram um “show” com um enredo que ficará registrado nos anais da Casa como um dos mais vergonhosos capítulos da história do Congresso Nacional.

Deputados e Senadores do PL, do NOVO e outros partidos, os mesmos que queriam “trabalhar” no recesso parlamentar, tiveram a grande e genial ideia de obstruir, leia- se ocupar, os trabalhos da Casa após o fim do recesso, ou seja, quando não é pra “trabalhar”, querem “trabalhar”, mas quando é pra “trabalhar”, não querem e não deixam os outros trabalharem. Creio que acabei de criar uma samba com uma nota só!
Todos subiram no “palco” do Congresso carregando um esparadrapo na boca, como se tivessem algo de importante para ser dito. Toda essa palhaçada tinha como objetivo pressionar o Hugo Mota e Alcolumbre à colocarem na pauta do dia a anistia dos golpistas, nesse meio o Inelegível se encontra; e o impeachment do Xandão. O motim durou apenas 2 dias, mas teve de tudo, desde brigas na 5° série, dancinhas para o Tik Tok e um bebê da Deputada Julia Zanatta que foi usado como um escudo, so faltou vestir a crianca de Capitão América para homenager o Tio San.Só não teve uma greve de fome ao estilo Hélio Negão, com kits do Mac Feliz escondidos nos paletós com a foto do Donald Trump estampada na embalagem, substituindo outro palhaço, o Ronald McDonald, que é muito mais divertido! Mas camarão que dorme a onda leva e quase levou Hugo Mota, Presidente da Câmara, por muito pouco ele não foi engolido pela maré golpista e agora nada contra a correnteza para mitigar os estragos.

O show tem que continuar e continuou. Com a retomada dos trabalhos o projeto de isenção de Imposto de Renda para quem ganha até 2 salários mínimos foi votado e vai para a sanção do Presidente Lula. Por falar nele, Luiz Inácio tem se mostrado firme em sua posição em relação ao tarifaço do Ronald McDonald, digo, do Donald Trump, acabei confundindo os artistas. Lula já deixou claro que não será um país subalterno, colonizado outra vez e que não conversará com o Presidente dos EUA, pois ele não quer conversar. A maior prova que Lula tava certo em não desembarcar na gringa, foi ver a Presidenta da Suíça viajar até a Casa Branca, bater na porta e sequer o mordomo atendê-la. Lula não quer ser o Zalensk tupiniquim, não quer dar a chance de se expor no terreno do inimigo sem que haja segurança política para tal.
Lula não é sambista como o Arlindo, mas no palco da política ele nunca dorme, pula a onda e nunca anda de lado!

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 05 – Edição 243

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