PF vai apurar aporte de R$ 18 mi de condenado a 56 anos de prisão em empresa de Malafaia

PF vai investigar aporte de ao menos R$ 18 milhões feito pelo Francisley Valdevino da Silva em sociedade com pastorA Justiça Federal do Paraná determinou que a PF (Polícia Federal) abra um inquérito para investigar um aporte de ao menos R$ 18 milhõse feito pelo Francisley Valdevino da Silva –o Sheik dos Bitcoins, acusado de movimentar bilhões em um esquema de pirâmide financeira– em uma sociedade com o pastor Silas Malafaia.

A decisão da 23ª Vara Federal de Curitiba, de outubro de 2024, condenou o Sheik dos Bitcoins a mais de 56 anos de prisão. Depoimentos de várias testemunhas ligadas a Francisley trataram da sociedade com Malafaia.

Na sentença, o juiz federal Nivaldo Brunoni ordenou que a PF investigue as supostas denúncias relacionando o envio de recursos de Francisley para a sociedade com o pastor Silas Malafaia.

“Oficie-se à Autoridade Policial, independentemente do trânsito em julgado, para que instaure os respectivos inquéritos policiais visando à apurar as circunstâncias dos seguintes fatos noticiados nos autos do presente processo”, ordena o magistrado, antes de citar as informações sobre Malafaia.

Aporte de R$ 18 milhões

Contadora das empresas de Francisley, Alessandra Morais Bach afirmou que o Sheik dos Bitcoins investiu R$ 18 milhões “em um malfadado negócio com o pastor Silas Mafalaia, no ramo de venda de artigos religiosos, via marketplace”. Segundo o portal Metropoles, o pastor confirnou que o aporte foi ainda maior, de R$ 30 milhões.

O negócio em questão é a empresa Alvox, fundada em 2021. Na prática, era uma união entre o Sheik dos Bitcoins com a Editora Central Gospel, principal empresa de Malafaia. A editora enfrentava um processo de recuperação judicial na época e corria sério risco de ir à falência.

A Alvox vendia, por meio da modalidade de marketing multinível, livros e bíblias produzidas pela Editora Central Gospel, além de roupas, perfumes e outros produtos fornecidos por empresas também ligadas a Francisley.

Uso da imagem de Malafaia

Em suas redes sociais, Malafaia chegou a anunciar produtos vendidos pela Alvox.

De acordo com Tassio Gil Maia Viana, ex diretor da Intergalaxy, uma das principais empresas do Sheik dos Bitcoins, o empresário usava a imagem de Malafaia para trazer novas vítimas para sua pirâmide financeira –publicamente tratada por ele como um investimento baseado no aluguel de criptomoedas.

“FRANCISLEY e as franquias usavam a imagem de SILAS MALAFAIA para vender planos de aluguel de criptoativos Após Francisley ser alvo de uma operação da Polícia Federal, Malafaia foi a público se desvincular”, diz a sentença, em referência ao depoimento de Viana.

O documento não esclarece, entretanto, se o uso da imagem de Silas Malafaia tinha a anuência do pastor.

Império Malafaia

A recuperação judicial da Editora Central Gospel foi detalhada com documentos exclusivos em Império Malafaia, primeira temporada de No Alvo, o podcast investigativo do ICL. A série analisou mais de 60 mil páginas de documentos para trazer detalhes inéditos sobre a vida financeira e as relações políticas do pastor.

Durante o processo de recuperação judicial, iniciado em 2019 e finalizado apenas em 2024, a Central Gospel declarou dívidas de mais de R$ 30 milhões na praça –entre passivos trabalhistas, com fornecedores, instituições financeiras e impostos.

O processo tramitou em uma vara empresarial do Rio de Janeiro. Na ação, Malafaia declarou uma renda de mais de R$ 1,35 milhão no ano de 2018 — dos quais R$ 962 mil vieram da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, igreja evangélica da qual Malafaia é dono.

A coluna enviou perguntas sobre as informações contidas na sentença para o pastor Silas Malafaia e para o advogado dele, Jorge Vacite Neto. Não houve retorno até o momento.

Fonte: ICL

Brasil ignora nomeação de embaixador de Israel, Estado Sionista reaje desesperado

O Ministério das Relações Exteriores de Israel anunciou nesta segunda-feira (25) que irá “rebaixar” as relações diplomáticas com o Brasil, informou o jornal The Times of Israel.

A decisão está ligada ao pedido de agrément para o diplomata Gali Dagan, indicado em janeiro para assumir a embaixada em Brasília, que permanece em análise.

“Após o Brasil, excepcionalmente, se abster de responder ao pedido de agrément do embaixador Dagan, Israel retirou o pedido, e as relações entre os países agora são conduzidas em um nível diplomático inferior”, diz um comunicado do ministério israelense.

O assessor especial da presidência da República, Celso Amorim, disse, em entrevista ao portal G1, que não houve um veto formal: o Itamaraty apenas deixou o pedido sem resposta, em reação ao tratamento dado ao embaixador brasileiro em Tel Aviv, Frederico Meyer, no ano passado.

“Não houve veto. Pediram um agreement e não demos. Não respondemos. Eles entenderam e desistiram. Eles humilharam nosso embaixador lá, uma humilhação pública. Depois daquilo, o que eles queriam?”, disse Amorim.

Diplomatas brasileiros avaliam que o embaixador Meyer foi alvo de uma “emboscada” por parte do governo israelense após ter sido convocado para prestar explicações sobre a declaração em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou o massacre de civis palestinos ao Holocausto. Em uma tentativa de intimidação, expuseram Meyer ao chanceler israelense falando em hebraico, sendo que Meyer não fala o idioma.

O Itamaraty decidiu, em maio de 2024, retirar o embaixador Meyer de Tel Aviv.

Fonte: Brasil 247

Ataques israelenses já mataram 188 profissionais de imprensa em quase 2 anos em Gaza

Ao menos 188 profissionais de imprensa morreram em Gaza desde o início da guerra entre Israel e Hamas, em 7 de outubro de 2023.

Pelo menos 188 profissionais de imprensa foram mortos em Gaza em menos de dois anos. Foram 23 mulheres e 165 homens. Até o dia 12 de agosto, o número de vítimas contabilizado pelo CPJ (Comitê para a Proteção dos Jornalistas) era de 184, mas aumentou após quatro jornalistas morreram nesta segunda-feira (25) em um ataque israelense a um hospital de Khan Yunis, na Faixa de Gaza.

Número de jornalistas mortos em Gaza é maior do que o registrado nas duas Guerras Mundiais. Os dois conflitos duraram dez anos, com 67 profissionais de imprensa mortos na Segunda Guerra Mundial e dois na Primeira. Os registros dos óbitos são divulgados pela Freedom Forum, organização dedicada à defesa da livre expressão nos Estados Unidos. No site da instituição é possível acessar um memorial com os nomes e as circunstâncias das mortes.

Mais de 180 dos profissionais mortos em Gaza foram vítimas de ataques israelenses, segundo o CPJ. Apesar disso, Israel nega que tenha como alvos deliberados jornalistas. Sem provas, o governo de Benjamin Netanyahu acusa um dos jornalistas mortos, Anas al-Sharif, repórter da Al Jazeera, de ser terrorista.

Além das mortes, 90 jornalistas foram presos por Israel desde o início da guerra. Desses, 55 foram libertados, enquanto 35 continuam detidos. Segundo o CPJ, pelo menos 12 dos jornalistas presos por Israel estão sob detenção administrativa, uma política segundo a qual um comandante militar pode deter um indivíduo sem acusação, normalmente por seis meses, sob a justificativa de impedi-lo de cometer um crime futuro.

Israel lançou sua ofensiva em resposta ao ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. Na ocasião, cerca de 1,2 mil pessoas foram mortas e outras 251 foram levadas como reféns. Mais de 61 mil pessoas foram mortas em Gaza desde o início da operação militar israelense, de acordo com o Ministério da Saúde do território, administrado pelo grupo extremista.

Mais jornalistas foram mortos em 2024 do que em qualquer outro ano desde que o CPJ começou a coletar dados, há mais de três décadas. Pelo menos 124 jornalistas e profissionais da mídia foram mortos no ano passado, quase dois terços deles palestinos mortos por Israel. O número supera o recorde de 113 mortes em 2007, quando a

MAIS QUATRO JORNALISTAS FORAM MORTOS

Profissionais estão entre as 15 pessoas assassinadas em dois ataques na manhã desta segunda-feira (25). O ataque atingiu o hospital Naser e também matou um membro da Defesa Civil, segundo as autoridades palestinas.

Todos os jornalistas mortos foram identificados e trabalhavam reportando a guerra em Gaza para jornais internacionais. Eles são Hossam al-Masri, da agência Reuters; Mohammed Salama, do canal Al Jazeera, Miriam Abu Daqa, freelancer que trabalhava com a Associated Press, e Moz Abu Taha, do canal americano NBC.

Outro repórter da Reuters também ficou ferido e agência afirmou que busca “urgentemente” mais informações. Em comunicado, a Reuters disse que está “devastada” com o acontecimento e que pediu ajuda de Israel e das autoridades palestinas para retirar Hatem Khaled, repórter ferido, do enclave.

Exército de Israel não comentou sobre o ataque até o momento. Ao jornal Times of Israel, uma fonte militar disse que o bombardeio não foi cometido pela Força Aérea.

Mortes acontecem duas semanas após cinco repórteres da Al Jazeera serem mortos em um ataque na Cidade de Gaza. Na ocasião, o governo de Israel alegou que um deles era “membro do Hamas”.

A Associação da Imprensa Estrangeira exigiu uma explicação imediata do Exército israelense e do gabinete do primeiro-ministro. “Exigimos que Israel cesse de uma vez por todas sua prática abominável de atacar jornalistas”, afirmou o grupo em um comunicado.

Fonte: MSN

Para evitar fuga de de Bolsonaro, PGR pede ao STF monitoramento em tempo real pela PF

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu nesta segunda-feira (25) que o Supremo Tribunal Federal autorize a Polícia Federal a reforçar o monitoramento do ex-presidente Jair Bolsonaro. O ex-mandatário cumpre prisão domiciliar em Brasília, utiliza tornozeleira eletrônica e responde a processo pela tentativa de golpe.

Na manifestação, Gonet defendeu que o acompanhamento seja feito em tempo real, com equipes da Polícia Federal em alerta permanente. Ele ressaltou, porém, que as medidas não podem invadir a esfera domiciliar nem gerar constrangimento aos vizinhos.

O documento foi enviado ao STF após o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, informar sobre um ofício encaminhado pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ). O parlamentar alertou para risco de fuga, citando a proximidade da residência de Bolsonaro com a Embaixada dos Estados Unidos, localizada a cerca de dez minutos de distância.

Segundo Rodrigues, a possibilidade de evasão e pedido de asilo político foi comunicada à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, determinou que a PGR se manifeste em até cinco dias sobre o ofício antes de definir quais medidas serão adotadas.

Além dessa análise, a Procuradoria deve apresentar até quarta-feira (26) um parecer sobre supostas violações das cautelares já impostas. Entre elas estão restrições ao uso de redes sociais e uma minuta encontrada no celular do ex-presidente que mencionava a Argentina como destino para solicitação de refúgio. A defesa nega qualquer irregularidade.

Fontes próximas ao Ministério Público avaliam que a situação de Bolsonaro deve permanecer inalterada até o julgamento marcado para 2 de setembro. No entanto, a PGR poderá recomendar providências adicionais dependendo da decisão do Supremo.

Fonte: DCM

Em novo crime de guerra, Israel ataca hospital e assassina 14 palestinos

Ataques de Israel contra um hospital no sul da Faixa de Gaza deixou pelo menos 14 palestinos mortos nesta segunda-feira (25), informou o Complexo Médico Nasser, incluindo jornalistas de diversos veículos de comunicação.

Autoridades de saúde informaram que Israel disparou dois ataques contra o local, entre as vítimas estão pelo menos quatro jornalistas, afirmando também que muitas pessoas ficaram feridas.

Os jornalistas mortos foram Mohammad Salama, cinegrafista da Al Jazeera, Hussam Al-Masri, que era contratado da Reuters, e Mariam Abu Dagga, que trabalhou para a Associated Press e outros veículos de comunicação durante a guerra.

Moath Abu Taha, jornalista freelancer, também foi morto no ataque, acrescentou o hospital.

A Defesa Civil de Gaza informou que um de seus tripulantes também morreu no ataque.

O primeiro ataque ao hospital atingiu o quarto andar do Complexo Médico Nasser na manhã desta segunda-feira, informou o Ministério da Saúde palestino, seguido por um segundo pouco tempo depois, que atingiu equipes de ambulância e socorristas.

CNN entrou em contato com as IDF (Forças de Defesa de Israel) para obter comentários.

Um vídeo do local mostra o dr. Mohammad Saqer, porta-voz do hospital e chefe de enfermagem, segurando um pano encharcado de sangue após o primeiro ataque, quando outra explosão sacode o prédio, enchendo o ar de fumaça e fazendo as pessoas correrem para se proteger.

Uma câmera ao vivo da Al Ghad TV mostra socorristas em uma escada danificada do hospital quando o segundo ataque atinge o prédio.

Fonte: CNN Brasil

Brasil estuda sistema de navegação próprio para não depender só do GPS americano

Com tecnologia própria, o país não ficaria vulnerável em caso de falhas nos sistemas existentes, protegendo a navegação, a tecnologia e a infraestrutura do país

O governo brasileiro anunciou a criação de um grupo técnico para acelerar a criação de um sistema próprio de posicionamento, navegação. O grupo vai estudar a viabilidade de o Brasil desenvolver seu próprio sistema de navegação por satélite, um empreendimento de alta complexidade tecnológica. Atualmente o país é vulnerável por depender exclusivamente de empresas estrangeiras neste setor.

O estudo será financiado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e realizado pelo CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos), do governo. Para custear o estudo, que deve ficar pronto até o próximo semestre, a ABDI gastará R$ 500 mil, informou o diretor de desenvolvimento tecnológico e inovação da ABDI, Carlos Geraldo de Oliveira. A preocupação do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI) é não deixar o Brasil vulnerável no caso de apagão, uma vez que o país não tem um sistema próprio de GPS.

Formado por representantes de ministérios, da Aeronáutica, do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), de agências e institutos federais e da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil, o grupo técnico deve diagnosticar as consequências do país depender de sistemas de posicionamento, navegação e tempo controlados por outras nações. O grupo foi criado no início deste mês, por meio da Resolução nº 33, do Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro.

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, Marcos Antonio Amaro dos Santos, informou que a resolução estabelece um prazo de 180 dias, contados a partir de 14 de julho, para que o grupo entregue um relatório com suas conclusões e sugestões.

Especialistas defendem um sistema próprio de navegação para garantir ao Brasil a sua autonomia. O país não ficaria vulnerável em caso de falhas nos sistemas existentes, protegendo a navegação, a tecnologia e a infraestrutura do país. Além disso, o desenvolvimento de um sistema nacional fortaleceria a capacidade tecnológica do Brasil e a sua posição no cenário espacial internacional, algo já feito por países como Estados Unidos, China, Índia e Rússia.

OUTROS SISTEMAS

Atualmente existe o sistema global (Global Navigation Satellite System) que é composto pelos satélites GPS (americano), o GLONASS (russo), GALILEO (europeu), BeiDou (Chinês) e o QZSS (japonês), além das SBAS, chamados de redes de aumento, que são grupos de satélites geoestacionários localizados sobre alguns continentes. Dentre elas, podemos citar a WASS (americano) e a EGNOS (europeia).”

O grupo técnico brasileiro foi criado uma semana antes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que, a partir de 1º de agosto, os produtos brasileiros pagarão uma tarifa de 50% para ingressar em território estadunidense. E duas semanas antes de as redes sociais serem tomadas pelo debate sobre a possibilidade de os Estados Unidos, em caso de uma guerra comercial, desligarem ou restringirem o sinal de seu sistema, o GPS (do inglês, Sistema de Posicionamento Global), para o Brasil.

“Este é um típico caso de ruído surgido nas mídias sociais, capaz de gerar ansiedade. E uma coincidência, porque já vínhamos discutindo o tema há tempos, de maneira que a criação do grupo não teve nenhuma relação com o que aconteceu depois”, afirmou Rodrigo Leonardi, diretor de Gestão de Portfólio da Agência Espacial Brasileira (AEB).

“Primeiro, porque não houve nenhum comunicado, de nenhuma autoridade norte-americana, sobre a remota possibilidade dos EUA restringirem o uso do GPS no Brasil. Depois porque, mesmo que isso acontecesse – o que seria uma situação muito drástica e improvável – há alternativas ao GPS”, assegurou o diretor da Agência Espacial Brasileira.

INTERLIGAÇÃO MUNDIAL

Segundo Leonardi, a maioria das pessoas erra ao usar a sigla GPS como sinônimo de GNSS, do inglês Sistema Global de Navegação por Satélite, termo correto para se referir a qualquer conjunto (ou constelação) de satélites usado para fornecer serviços de posicionamento, navegação e temporização global.

“O GPS é o sistema de propriedade dos EUA, mas há outros, globais, como o Glonass [russo]; o Galileo [União Europeia] e o BeiDou [ou BDS], da China. Estes têm cobertura global e podem ser utilizados, inclusive, no e pelo Brasil. E há também algumas nações que possuem sistemas regionais, como a Índia [NavlC] e o Japão [Qzss]”, apontou Leonardi. “Com isso em mente, é lógico cogitar que, em tese, os EUA poderiam degradar ou até mesmo restringir o sinal de seu GPS para determinadas regiões”, destacou o diretor da AEB.

O especialista acha pouco provável que haja um desligamento do GPS. “Isso poderia causar acidentes, por exemplo, na aviação civil, custando vidas, inclusive as de norte-americanos. Para não falar das repercussões comerciais, já que outros países se perguntariam se deveriam continuar confiando no sistema norte-americano ou migrar para outros”, apontou Leonardi.

INTERRUPÇÃO DOS SERVIÇOS

O professor da Universidade de Brasília (UnB), onde coordena o Laboratório de Automação e Robótica (Lara), Geovany Araújo Borges, concorda com a avaliação de que, tecnicamente, os EUA poderiam interromper o sinal do GPS ou mesmo tornar o sistema menos eficaz para uma determinada região. Ele também acha pouco provável que isso venha a ocorrer.

“Se fizessem isso sem aviso prévio, os norte-americanos assumiriam o risco de contrariar seus próprios interesses em território brasileiro”, afirmou Borges, acrescentando que boa parte dos sistemas e equipamentos eletrônicos modernos são capazes de receber o sinal de mais de um sistema de geolocalização. De maneira geral, os sinais enviados pelos satélites que integram os diferentes sistemas em operação são captados por receptores embutidos em veículos, aeronaves, espaçonaves, navios, munições guiadas de precisão, aplicativos e telefones celulares, além de equipamentos de monitoramento de uso industrial, civil e militar.

“A maioria dos aparelhos celulares, por exemplo, já é multiconstelação, ou seja, é capaz de receber, automaticamente, o sinal de diferentes sistemas. De forma que, em termos de localização, nossos celulares seguiriam funcionando normalmente se deixássemos de receber o sinal do GPS. A mesma lógica vale para muitos outros sistemas [dependente de serviços de posicionamento, navegação e temporização global]: se o sistema de sincronização for redundante, o impacto será limitado”, disse Borges, defendendo a importância do país dispor de tecnologias próprias neste setor.

DEPENDÊNCIA

Ele lembra que, independentemente das intenções norte-americanas ou de haver alternativas ao GPS, hoje o Brasil depende de outras nações neste que é um campo estratégico.

“Várias áreas perdem com isso. Não só porque um país independente tem que ter um setor de defesa aeroespacial forte, como porque o desenvolvimento de tecnologias aeroespaciais beneficia outros segmentos, como, por exemplo, a medicina, a indústria e a agropecuária”, comentou o professor, assegurando que o Brasil dispõe de mão de obra qualificada e capacidade de desenvolver, a longo prazo, seu próprio sistema.

“Nosso problema não é RH [recursos humanos]. É dinheiro. Temos pessoal capacitado. A questão é se temos condições de bancar um projeto desta envergadura. Principalmente porque, qualquer coisa neste sentido que comecemos hoje, demorará a vingar. Até mesmo porque alguns países não aceitarão exportar certos componentes essenciais. Então, teremos que, paralelamente, desenvolver nossa indústria de microeletrônica, investir mais em educação básica e assegurar que este projeto seja uma política de Estado. Neste sentido, ainda que tardia, é positiva a criação de um grupo de especialistas para debater o tema”, finalizou Borges.

Com informações da Agência Brasil

Fonte: Hora do Povo

Dino determina que PF investigue R$ 694 milhões em emendas parlamentares sem registro

STF ordena inquéritos sobre 964 planos de trabalho não cadastrados corretamente no sistema oficial

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou que a Polícia Federal abra inquéritos para apurar 964 planos de trabalho de emendas parlamentares individuais que não foram cadastrados corretamente no sistema oficial do governo.

O valor total desses repasses chega a R$ 694,6 milhões, segundo nota técnica do Tribunal de Contas da União (TCU).

Emendas parlamentares são verbas previstas por lei no Orçamento anual da União. Pelas regras, o governo libera os valores para parlamentares, que direcionam as emendas para obras e projetos em seus estados. Desde 2023, o STF tem emitido decisões para tornar esse processo mais transparente e com critérios mais objetivos.

No Orçamento de 2025, estão previstos R$ 50 bilhões em emendas, que podem ser de vários tipos: individuais, de bancada ou de comissão.

Decisão do STF

Na decisão, proferida no âmbito da ADPF 854, Dino ordena que o TCU identifique as emendas por estado e encaminhe as informações às superintendências da PF em todo o país. O objetivo é que cada unidade da corporação instaure inquérito policial sobre os recursos.

Segundo o ministro, a ausência de registro fere regras de transparência que passaram a ser obrigatórias após a decisão do STF de 2022 que considerou inconstitucionais as chamadas “emendas de relator” (RP9), usadas no chamado “orçamento secreto”.

Dino ressaltou que a execução das emendas deve respeitar limites constitucionais e que desvios de finalidade podem configurar crime.

Principais medidas da decisão de Flávio Dino:

  • TCU deve identificar as emendas por estado e enviar dados às superintendências da PF;
  • AGU e ministérios devem elaborar cronograma de análise das prestações de contas das emendas de 2020 a 2024;
  • Controladoria-Geral da União realizará auditoria sobre repasses à Associação Moriá, alvo de denúncias de irregularidades;
  • Bancos públicos (Banco do Brasil, Caixa e Banco do Nordeste) devem criar contas específicas para cada emenda, proibindo transferências para contas de passagem ou saques em espécie;
  • A partir do Orçamento de 2026, repasses de emendas individuais deverão ser feitos via Ordem de Pagamento da Parceria (OPP), ampliando a rastreabilidade dos recursos.

Fonte: Revista Fórum

“Tia Marluce” no STJ: JHC cumprirá acordo que o deixa de fora das eleições em 2026?

Marluce Caldas finalmente foi nomeada para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 21 de agosto, e isso era determinante para que o prefeito de Maceió João Henrique Caldas, JHC, e presidente do PL em Alagoas fizesse movimentações políticas para redesenhar o cenário eleitoral alagoano para 2026. Segundo revelado por Ricardo Mota, em seu blogue no portal Cada Minuto, o acordo prevê troca de partido, apoio para o Senado e Governo do Estado. Ou seja, JHC fica fora das urnas daqui a dois anos.

Conforme o relatado, o trato é que com a ida de Marluce Caldas ao STJ, JHC troca de partido, saindo do PL e migrando para uma legenda da base de apoio a Lula (PT); apoia Renan Calheiros (MDB) e Arthur Lira (PP) para o Senado; e Renan Filho (MDB) para governo, restando ao chefe do Executivo maceioense concluir seu mandato, ficando dois anos – entre 2028 e 2030 – sem cargo eletivo.

O acordo parece ruim sob a ótica do prefeito. E é!

Primeiro que JHC não é uma figura de partido. Então, ficar sem mandato pode ter um impacto político gigantesco para ele e qualquer paralelo com Ronaldo Lessa – hoje no PDT – quando ficou sem mandato por dois anos após deixar a prefeitura de Maceió na década de 1990 é equivocada. Ronaldo Lessa sempre teve outro tipo de relação com partido político e à época não havia reeleição.

Segundo que esse acordo, além de pôr JHC na gaveta, o faz romper outro trato, feito anteriormente, com Rodrigo Cunha (Podemos). Rodrigo era senador e abriu mão do mandato para ser vice-prefeito de Maceió, deixando sua então suplente, Eudócia Caldas (PL), mãe de JHC, assumir a titularidade do mandato por dois anos. JHC disputando as eleições de 2026, Rodrigo se tornaria prefeito de Maceió. Pelo novo trato, nem o mel nem a cabaça. Nem Rodrigo assume a prefeitura de Maceió, nem Eudócia tenta a reeleição ao Senado, nem JHC se assanha para o governo ou mesmo o Senado.

Terceiro fator nesse jogo é que tanto o governador Paulo Dantas quanto o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Victor, não querem JHC nesse ônibus com posição de destaque. No popular, se o prefeito vier, que venha para sentar lá no fundo, no corredor e ao lado da entrada do banheiro.

Ouso chutar que JHC só vai cumprir parte do acordo. Deve trocar de partido, saindo do PL e migrando para outro qualquer do centrão, figurando na base formal do governo Lula. Se por acaso não trocar, porque as legendas que ele pretendeu não estão com essa facilidade toda em recebê-lo. O PSB, do qual ele saiu entre o primeiro e o segundo turno de 2022, está sob o comando – indireto – do governador Paulo Dantas, cuja filha, Paula, preside a legenda no estado e recentemente foi alçada à direção nacional. O PSD já está em Alagoas sobre o comando de Paulo Dantas e Marcelo Victor.

Recentemente, o pai de JHC, o ex-deputado federal João Caldas, assumiu o comando nacional do Democracia Cristã (DC). É uma alternativa, apesar de ser uma sigla irrelevante no cenário nacional.

Portanto, JHC pode até acabar ficando no PL, mas se fingindo de morto no pleito de 2026. Ou melhor, fingindo apoiar Lula daqui a um ano, tal qual fez com Bolsonaro em 2022.

Em relação aos apoios locais, isso vai depender de qual cargo JHC vai disputar, caso não cumpra essa parte do acordo. Se ele for para o Senado, apoia ou Renan ou Lira, e pode até apoiar Renan Filho para o governo. Se for para o governo, pode até apoiar Renan e Lira para o Senado.

Por apoiar, para ficar bem explicado aqui, não entende ir às ruas, televisão, rádios e redes, declarando voto e enaltecendo qualidade dos candidatos. JHC não fará isso, não fez em 2018 e 2022 – para ficar somente nas duas últimas eleições gerais – e não fará em 2026. No máximo, e olhe lá, um registro aqui outro acolá, um pedaço de máquina do Município “moendo” por algum nome e breu.

Para garantir a tia no STJ, o prefeito JHC topou um acordo que para ele é ruim. Péssimo. Por isso, não acredito que o cumprirá. Só acredito vendo e vendo não acredito.

Na mira da Polícia Federal, dívida de Malafaia com a União chega a R$ 17 milhões

Montante milionário é devido por editora de livros de Silas Malafaia; à coluna, pastor diz que seus advogados estão renegociando a dívida

Na mira da Polícia Federal, o pastor Silas Malafaia, dono e fundador da Igreja Assembleia de Deus, acumula dívidas tributárias com a União que somam mais de R$ 17 milhões.

Quase a totalidade desse valor – R$ 16.983.200,80, para ser mais preciso – é devido pela Editora Central Gospel LTDA. A empresa foi aberta há 26 anos por Silas Malafaia e a esposa, a também pastora Elizete Malafaia, e, em 2019, entrou em recuperação judicial. Uma outra pequena parte, de R$ 46.388,42, é devido pela Assembleia de Deus.

O montante devido à União pela editora inclui R$ 6,9 milhões em débitos previdenciários e R$ 10,1 milhões em demais débitos, segundo dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) consultados pela coluna.

O valor é 843%, isto é, quase 10 vezes maior que a dívida ativa à União da Central Gospel em 2021. Naquele ano, a empresa devia cerca de R$ 1,8 milhão.

No processo de recuperação judicial, a Central Gospel tem arcado com outras dívidas que somam R$ 15,6 milhões. Nesses casos, os credores são dezenas de empresas – de microempreendedores a grandes bancos – e trabalhadores, não mais a União.

À coluna, Silas Malafaia reconheceu ambas as dívidas. Em relação aos débitos tributários com a União, afirmou que seus advogados estão em processo de negociação para quitá-los. “Sobre os outros credores, eu já estou pagando na recuperação judicial, que já foi concluída, já foi homologada. Já estou pagando há dois anos isso”, complementou o pastor. O advogado dele também se manifestou sobre o assunto (leia a íntegra da nota ao fim desta reportagem).

Entenda investigação da PF envolvendo Silas Malafaia

O pastor Silas Malafaia teve o celular apreendido logo após desembarcar no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, vindo de Lisboa, na quarta-feira (20/8). De acordo com a investigação da PF, o líder religioso teria atuado em ações coordenadas de desinformação e pressão sobre integrantes do Judiciário para favorecer interesses do grupo ligado ao ex-presidente.

O mandado de busca e apreensão foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Moraes considerou que a perícia realizada pela Polícia Federal no celular apreendido de Jair Bolsonaro indica que Silas Malafaia “exerce papel de liderança nas ações planejadas pelo grupo investigado que tem por finalidade coagir os ministros do STF e outras autoridades brasileiras”. O ministro ressalta que as atitudes apontam atos no sentido de coação no curso do processo e tentativa de obstrução à Justiça.

O magistrado também proibiu Silas Malafaia de se ausentar do Brasil, com cancelamento de todos os passaportes do pastor, tanto nacionais quanto estrangeiros. Moraes ainda proibiu o religioso de se comunicar com todos os investigados do núcleo do Jair Bolsonaro (PL) em trama golpista, além de também proibir a comunicação com Eduardo Bolsonaro, hoje nos Estados Unidos, por qualquer meio, inclusive pelo intermédio de terceiros.

Ao Contexto Metrópoles o pastor disse que troca de aparelho celular com frequência e que não tem medo em relação ao material encontrado pela Polícia Federal.

Advogado de Silas Malafaia diz que recuperação judicial de editora já foi encerrada

Questionado sobre as dívidas vinculadas ao pastor Silas Malafaia, o advogado Jorge Vacite Neto enviou a seguinte nota:

“A fim de evitar qualquer descumprimento das condutas legalmente previstas, informamos que os débitos fiscais encontram-se em processo de revisão interna, a fim de possibilitar sua regularização nos valores corretos.

Quanto ao processo de reestruturação econômico-financeira da empresa (recuperação judicial), considerando as informações públicas, esclarecemos que o mesmo foi encerrado (arquivado) com o integral cumprimento de todas as fases e obrigações por parte da Editora Central Gospel.

Esse cumprimento foi devidamente atestado pela ilustre magistrada que conduziu o processo, com a devida fiscalização do administrador judicial e também do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.”

Fonte: Metrópoles

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