Médicos denunciam falta de pagamento no Hospital da Cidade

Médicos que atendem no Hospital da Cidade utilizaram as redes sociais para denunciar falta de pagamento por parte da prefeitura de Maceió e divulgaram que alguns serviços de saúde da unidade estão suspensos há uma semana. Em nota, a gestão do hospital afirmou que todo o atendimento do hospital seguem funcionando. 

Segundo os médicos da ecocardiografia e ergometria do hospital, a prefeitura deixou de fazer repasses financeiros aos serviços prestados a alguns médicos da unidade desde julho deste ano. 

Ainda no comunicado divulgado nas redes, os médicos afirmaram que os serviços de ecocardiograma e o teste ergométrico estão suspensos desde o dia 06 deste mês. 

“As atividades permanecerão paralisadas até que a situação seja devidamente regularizada. Contamos com a compreensão de todos e permanecemos à disposição para esclarecimentos”, diz a nota. 

Procurada pelo TNH1, a assessoria do Maceió Saúde, responsável pela gestão do hospital, negou a suspensão dos serviços e disse que todos estão funcionando e que não existem interrupções no atendimento. 

“O Maceió Saúde, instituição responsável pela gestão do Hospital da Cidade, o primeiro hospital municipal da história de Maceió, informa que todos os serviços seguem em pleno funcionamento, sem qualquer interrupção no atendimento à população.”

Fonte: TNH1

Lula se encontra com papa Leão XIV no Vaticano e fala sobre combate a fome

Presidente desembarcou em Roma no domingo (12) para participar da Semana Mundial da Alimentação, liderada por organismo multirateral da ONU.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a primeira-dama Janja da Silva se reuniram nesta segunda-feira (13) com o papa Leão XIV, no Vaticano .

Lula desembarcou em Roma neste domingo (12) para participar da abertura do Fórum Mundial da Alimentação 2025, principal evento anual da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

A visita do presidente marca as comemorações pelos 80 anos de criação da FAO e ocorre em um momento simbólico, meses após o anúncio da saída do Brasil do Mapa da Fome, de acordo com o relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo (SOFI 2025), divulgado em julho.

Lula se encontra com Papa — Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

“Falei ao Papa sobre minha participação hoje no encontro da FAO e como em dois anos e meio tiramos pela segunda vez o Brasil do Mapa da Fome. E, agora, estamos levando este debate para o mundo por meio da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza”, afirmou o presidente em uma rede social, após o encontro.

Ainda na segunda-feira (13), também na sede da FAO, o presidente Lula encerrará a Segunda Reunião do Conselho de Campeões da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

Ele vai inaugurar o espaço que sediará o Mecanismo de Apoio da Aliança, que funcionará como o secretariado da iniciativa.

Em conversa com jornalistas na última quarta-feira (8), o coordenador-geral de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério das Relações Exteriores, ministro Saulo Arantes Ceolin, afirmou que a presença de Lula nos eventos reforça a relação histórica e estratégica entre o Brasil e a FAO.

“O objetivo principal da viagem é esse: prestigiar o Fórum e, sobretudo, comemorar o aniversário da organização, que é tão importante e com a qual o Brasil mantém uma relação robusta há décadas”, disse Ceolin.

Lula e Janja com papa Leão — Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

Primeiro encontro com o papa

Esta é a primeira vez que Lula se reúne com o papa Leão XIV, sucessor do papa Francisco. O encontro entre os dois líderes estava sendo costurado pelo governo brasileiro nos últimos dias.

Segundo fontes do Itamaraty, o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou com o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, duas vezes por telefone durante a última semana. A reunião entre Lula e o papa Leão XIV também foi articulada com a embaixada brasileira na Itália junto à Santa Sé.

Sobre o encontro, Lula disse que parabenizou o pontífice e aproveitou a ocasião para convidá-lo a participar da COP 30, que será realizada em novembro, em Belém (PA).

“Parabenizei o Santo Padre pela Exortação Apostólica Dilexi Te e a sua mensagem de que não podemos separar a fé do amor pelos mais pobres. Disse a ele que precisamos criar um amplo movimento de indignação contra a desigualdade e considero o documento uma referência, que precisa ser lido e praticado por todos”.

“Convidei-o a vir à COP30, considerando a importância histórica de realizarmos uma Conferência do Clima pela primeira vez no coração da Amazônia. Por conta do Jubileu, o Papa nos disse que não poderá participar, mas garantiu representação do Vaticano em Belém”, prosseguiu.

Lula também disse que o pontífice pretende visitar o Brasil em um momento oportuno.

“Será muito bem recebido, com o carinho, o acolhimento e a fé do povo brasileiro. Lembrei que ontem tivemos uma demonstração imensa dessa fé no Círio de Nazaré e nas comemorações do Dia de Nossa Senhora de Aparecida, padroeira do Brasil”.

O papa Francisco recebeu o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e a primeira-dama, Janja, no Vaticano no dia 21 de junho de 2023 — Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

Em mandatos anteriores, Lula se reuniu com outros papas como João Paulo II, Bento XVI e Francisco.

A última ida de Lula para Roma foi em abril deste ano, para participar do velório do papa Francisco, que faleceu em 21 de abril, aos 88 anos, após um acidente vascular cerebral (AVC) e em decorrência de uma insuficiência cardíaca.

Além de Lula e Janja, também participaram do encontro os ministros Mauro Vieira, Wellington Dias e Paulo Teixeira, a senadora Ana Paula Lobato, a presidenta da Embrapa Silvia Massruhá e o embaixador do Brasil junto ao Vaticano, Everton Veira.

Fonte: G1

Absurdo: MPF denuncia jornalista Breno Altman por críticas a Israel

PF abriu inquérito, mas concluiu que o jornalista não cometeu crime, tendo apenas exercido o seu direito à liberdade de expressão

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o jornalista Breno Altman pelo crime de racismo contra os judeus, além de incitação e apologia ao crime. O MPF acatou um pedido da Confederação Israelita do Brasil (CONIB), que afirmou, em notícia-crime, que postagens feitas pelo profissional em redes sociais eram racistas e antissemitas.

Anteriormente, a Polícia Federal abriu inquérito, mas concluiu que o jornalista não cometeu crime, tendo apenas exercido o seu direito à liberdade de expressão. A denúncia foi publicada nesta terça-feira (7), pelo procurador Maurício Fabretti, mesma data que marcou dois anos da ofensiva do Hamas e a escalada do massacre contra os palestinos.

Judeu, Breno Altman tem sido um dos mais duros críticos de Israel no conflito contra Gaza. Para o jornalista, o atual governo de Israel, liderado pelo premiê Benjamin Netanyahu, é movido por ideias racistas e impõe um regime de apartheid aos palestinos que vivem nos territórios que são controlados militarmente por Israel há anos.

O procurador Fabretti afirma ter identificado os delitos em postagens feitas por Altman no período entre 7 de outubro de 2023 e 1º de fevereiro deste ano. “Algumas dessas postagens, tomadas de forma isolada, aparentam ser apenas críticas a políticas do governo do Estado de Israel, mas, se inseridas no contexto formado por todas as manifestações do denunciado, revelam mal disfarçado discurso de ódio, configurador do delito do art. 20, § 2º, da Lei nº 7.716/89, e dos delitos de incitação e apologia a crimes, alternada ou cumulativamente”, diz a denúncia.

A CONIB afirma que as postagens “revelam nítida tentativa de defesa e normalização de atos terroristas praticados pelo Hamas”. A acusação menciona a definição de antissemitismo da Aliança para a Memória do Holocausto (IHRA), rechaçada em 1° de julho pelo Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), que publicou uma nota técnica manifestando sua veemente oposição à adoção do termo no país.

Na denúncia, Maurício Fabretti lista 12 publicações feitas pelo jornalista. Uma das postagens que foi considerada racista por Fabretti é do dia 12 de outubro de 2023. “Podemos não gostar do Hamas, discordando de suas políticas e métodos. Mas essa organização é parte decisiva da resistência palestina contra o Estado colonial de Israel. Relembrando o ditado chinês, nesse momento não importa a cor dos gatos, desde que eles cacem ratos”, publicou o jornalista. A Polícia Federal não viu crime no texto.

Breno Altman

Publicação citada na denúncia. (Foto: Reprodução)

O procurador também considerou que publicações feitas por Altman em 7 de outubro de 2023, dia do ataque do Hamas a Israel, se enquadram no delito de incitação e apologia de crime. “Não há um ‘conflito’ entre Israel e palestinos. O que existe é uma longa agressão colonial, diante da qual todas as formas de resistência são moralmente legítimas. Os ataques do Hamas têm natureza anticolonial. A reação sionista é o prolongamento de um crime”, publicou o jornalista na data.

Para Fabretti, o jornalista disseminou “discurso de ódio contra ao menos parte da comunidade judaica e com isso praticou, induziu e incitou a discriminação e o preconceito em relação a judeus, bem como incitou a prática de crimes contra eles e fez apologia de fatos criminosos e de autores de crimes.”

Defesa de Breno Altman

A defesa de Altman, representada pelo advogado Pedro Serrano, afirma que a denúncia do MPF é “uma vergonha institucional” e um “ato de racismo travestido de persecução penal”. A defesa classificou a denúncia oferecida por Maurício Fabretti como “ato de racismo travestido de persecução penal”.

Para o jurista e advogado Pedro Serrano, o promotor, ao pretender criminalizar as críticas e solidariedade de Altman, “transforma o direito penal em instrumento de censura política e de repressão ideológica, em afronta direta à Constituição e ao Estado Democrático de Direito”.

Serrado observou tratar-se de um “ato impregnado de racismo institucional e islamofobia, ao criminalizar o pensamento crítico e o direito de defesa do povo palestino, um povo submetido, há décadas, à ocupação, à segregação e ao extermínio”.

“O que se busca impor a Breno Altman é o silêncio pela força institucional do medo. É a tentativa de punir a palavra dissidente e de confundir, deliberadamente, antissionismo com antissemitismo, numa manobra intelectual desonesta”, disse.

Leia a nota da defesa:

“A denúncia oferecida pelo procurador Maurício Fabretti, do Ministério Público Federal, contra Breno Altman é um ato de racismo travestido de persecução penal. Ao pretender criminalizar as críticas ao governo de Israel e a solidariedade de Breno Altman ao povo palestino, o procurador transforma o direito penal em instrumento de censura política e de repressão ideológica, em afronta direta à Constituição e ao Estado Democrático de Direito.

Trata-se de um ato impregnado de racismo institucional e islamofobia, ao criminalizar o pensamento crítico e o direito de defesa do povo palestino, um povo submetido, há décadas, à ocupação, à segregação e ao extermínio.

Mesmo quem, como eu, se reconhece sionista — defensor da existência e da segurança do Estado de Israel — não pode compactuar com a perversão dessa ideia quando ela se converte em justificativa para o sacrifício do povo palestino. O sionismo, em seu sentido histórico, está ligado à autodeterminação e não à supremacia. É, portanto, em nome da própria tradição judaica que repudio o uso político do antissemitismo como instrumento de censura e silenciamento.

O que se busca impor a Breno Altman é o silêncio pela força institucional do medo. É a tentativa de punir a palavra dissidente e de confundir, deliberadamente, antissionismo com antissemitismo, numa manobra intelectual desonesta. Essa confusão não é ingenuidade: é fraude. E tem sido instrumentalizada pela CONIB para ludibriar o sistema de justiça brasileiro e calar as críticas legítimas ao Estado de Israel e à sua política de extermínio.

Posicionar-se de forma contrária ao sionismo político-militar — movimento que, à luz do pensamento de Hannah Arendt, Domenico Losurdo e Judith Butler, reproduz as estruturas de dominação, racialização e colonialismo herdadas da Europa moderna — não é incitar ódio, mas lutar pela concretização dos valores constitucionais que emergiram do pós-guerra: valores que repudiam a dominação e a violência de Estado.

Eu, como advogado, reafirmo: criticar o governo de Israel não é atacar o povo judeu. É, ao contrário, defender a humanidade que o próprio povo judeu ajudou a ensinar ao mundo. O maior inimigo do povo de Israel hoje é Benjamin Netanyahu e sua política genocida, que destrói vidas palestinas e corrompe os fundamentos morais e democráticos do próprio Estado israelense.

A denúncia do Ministério Público é uma vergonha institucional, prova de que o racismo também habita o aparelho de Estado, travestido de técnica jurídica. É um atentado contra a liberdade, contra a crítica e contra a própria inteligência da República.

Repudio com veemência a denúncia. Defender Breno Altman é defender a liberdade”

Fonte: ICL

Manifestações pró-Palestina acontecem por toda Europa

De Londres, no Reino Unido, a Oslo, na Noruega, a Milão e Turim, na Itália, manifestantes europeus saíram em apoio ao povo palestino e ao cessar-fogo recém anunciado, clamando “Palestina Livre!” e carregando as bandeiras vermelho-preto-branco-verde palestinas. Em Berlim, capital da Alemanha, milhares se reuniram e denunciaram a cumplicidade do governo do país com os crimes de guerra israelense. Centenas em Viena, a capital da Áustria. Em Berna, na Suíça, houve confrontos com a polícia.

“Estamos compartilhando o alívio do povo palestino,” disse Ben Jamal, diretor da Campanha de Solidariedade da Palestina de Londres, que também se disse preocupado de que ainda não há um plano “para uma paz duradoura” já que não aborda o sistema de apartheid israelense como a principal causa do genocídio ou o direito à autodeterminação do povo palestino. Eles asseverou que a solidariedade se manterá “até que o povo palestino esteja finalmente livre”.

Milhares de manifestantes em Londres marcharam ao longo da margem do rio Tâmisa, vestindo lenços de keffiyeh, símbolo da causa palestina, e com faixas “Pare com o genocídio”, “Palestina Livre”, “Do rio ao mar, a Palestina será livre” e “Starmer tem sangue nas mãos. Palestina Livre”.

“Estou aqui com meus amigos para ajudar a mostrar que a atenção sobre Gaza continua, mesmo considerando o atual cessar-fogo”, disse Katrina Scales, estudante.

“CARTÃO VERMELHO PARA ISRAEL” EM OSLO

Em Oslo, milhares de noruegueses foram às ruas e marcharam com bandeiras palestinas sob o lema de “Cartão Vermelho para Israel” até às imediações do estádio, onde foi disputada eliminatória entre as seleções norueguesa e a israelense para a Copa do Mundo do próximo ano.

Lina Khatib, chefe do Comitê Palestino na Noruega, que convocou o protesto, havia pedido o cancelamento do jogo, afirmando que “quando os palestinos não podem nem jogar ou se movimentar livremente, Israel não deveria se envolver no futebol internacional”, disse ela. A presidente da Associação Norueguesa de Futebol, Lise Klaveness, expressara apoio à imposição de sanções a Israel.

MARCHA PERUGIA-ASSIS

Uma multidão participou na marcha pela paz de Perugia a Assis, na Itália, no domingo (12), em apoio ao cessar-fogo em Gaza e em solidariedade aos palestinos, que contou com a presença dos líderes dos principais partidos progressistas, Elly Schlein (Partido Democrático), Giuseppe Conte (Movimento Cinco Estrelas), de Maurizio Landini, secretário nacional da maior central sindical, a CGIL, e de Francesca Albanese, a respeitada Relatora da ONU para a Palestina.

“Hoje, a Flotilha da Terra marchou , representando o povo que quer a paz. A grande participação na marcha foi maravilhosa, especialmente porque contou com a participação de todas as gerações , unidas pela consciência de que construir a paz é um desafio comum essencial para nossas existências presentes e futuras”, comentou Luana Zanella, líder do grupo AVS na Câmara dos Deputados.

“Houve uma participação extraordinária na marcha de hoje”, enfatizou Schlein, “porque a Itália é um país que repudia a guerra; está escrito em nossa Constituição. E assim continuamos a nos mobilizar pela paz. Paz para os palestinos, que significa o pleno reconhecimento do Estado da Palestina e o fim da ocupação ilegal da Cisjordânia; paz para os ucranianos, uma paz justa para todos os povos envolvidos em mais de 50 conflitos terríveis ao redor do mundo.”

A área em frente à Rocca Maggiore em Assis, que sempre foi o ponto de chegada da Marcha de 24 km Perugia-Assis, foi renomeada como ” Piazzale della Pace “.

100 MIL EM HAVANA

Durante a semana, outras manifestações em apoio aos palestinos e pela imediata retirada das tropas israelenses de Gaza. Em Havana, na quinta-feira, 100 mil pessoas marcharam em solidariedade ao povo palestino e pelo fim da ofensiva israelense na Faixa de Gaza. O ato, liderado pelo presidente cubano Miguel Díaz-Canel, contou com a presença do embaixador da Palestina em Cuba, Majed Abu Al Hawa, e de estudantes palestinos que vivem na ilha.

A manifestação começou ao amanhecer na Tribuna Anti-imperialista José Martí, localizada ao lado do Malecón habaneiro e em frente à embaixada dos Estados Unidos, local histórico de mobilizações políticas e sociais.

“Uma paz justa e duradoura na região só será possível por meio de uma solução de dois Estados, que garanta o estabelecimento de um Estado palestino independente e soberano, membro pleno da ONU, nas fronteiras anteriores a 1967, com Jerusalém Oriental como sua capital, e o retorno dos refugiados” escreveu o presidente cubano.

Também na quinta-feira, em Montevideo, milhares de uruguaios foram às ruas em apoio a Gaza e em repúdio ao genocídio, com faixas como “as crianças de Gaza não são uma ameaça”, “isto era um hospital, não uma base militar”, “Gaza, espere, o mundo está se rebelando” e “onde estão as sanções contra Israel?”. A vice-presidente uruguaia, Caroline Cosse, participou do ato. Os manifestantes cobraram do governo da Frente Ampla uma posição mais contundente em defesa dos palestinos, com conclamações ao rompimento de relações com Israel.

Desde que entrou em vigor o cessar-fogo, meio milhão de palestinos, a maior parte a pé, voltou desde o sul para a Cidade de Gaza, onde encontraram a cidade inteiramente arrasada pelos bombardeios israelenses, um crime inominável. O processo de troca de presos deve ter início nesta segunda-feira. A ajuda humanitária começou a entrar.

De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, desde outubro de 2023 Israel massacrou mais de 67,682 pessoas, a maioria mulheres e crianças. Mais de 170 mil palestinos foram feridos pelos ataque de Israel. Gaza é o lugar com o maior número de crianças mutiladas no mundo. Mais de 640 mil habitantes de Gaza estão sofrendo de fome catastrófica devido ao bloqueio de meses, por Israel, à entrada de alimentos e da ajuda humanitária em geral.

Fonte: Hora do Povo

Audiência de instrução do pastor acusado de estuprar fiéis por mais de 20 anos será dia 14/10

O pastor, de 51 anos, acusado de abusar sexualmente de pelo menos sete mulheres por mais de 20 anos dentro da igreja onde era o líder religioso, no bairro Jardim Vitória, na região Nordeste de Belo Horizonte, vai passar pela primeira audiência de instrução no dia 14 de outubro. O suspeito foi indiciado pela Polícia Civil de Minas Gerais por três crimes: seis vezes por estupro, cinco vezes por violação sexual mediante fraude e duas por importunação sexual. Em maio deste ano, quando o caso veio à tona, a polícia pediu pela prisão preventiva dele, mas o pedido foi negado pela Justiça. 

A primeira vítima a procurar a polícia após anos de exploração foi a responsável por fazer com que outras mulheres se encorajassem a quebrar o silêncio e denunciar o abusador. Os crimes estariam acontecendo há pelo menos 20 anos dentro da igreja e na casa do pastor.

“Ele sempre dizia que todas as ações dele eram conduzidas pelo Espírito Santo, que ele era ungido por Deus e que sabia o que estava fazendo. Falava que eu não precisava ter medo, nem vergonha. Um dia, ele pediu para me ver sem roupa, eu neguei, mas ele insistiu, e, sem perceber, acabei me despindo. Ele me deitou na cama e penetrou em mim. Eu chorei, pedi para parar, mas ele não parou. Depois, me levou à farmácia e me fez tomar uma pílula do dia seguinte. Eu perdi minha virgindade ali, mas eu era uma criança, tinha 16 anos. Graças a Deus, depois de um tempo, ele não conseguia mais ter ereção, e aí as conjunções pararam”, contou a primeira vítima, hoje com 35 anos. 

Segundo as investigações da polícia, que começaram tão logo a primeira denúncia foi feita, no início deste ano, a forma de agir do suspeito era sempre a mesma. “Ele usava desse poder de liderança para persuadir e abusar das vítimas fazia citações religiosas. As que negavam ou, após o abuso, indicavam que fariam uma queixa contra ele, ele iniciava as ameaças”, disse a delegada Larissa Mascotte, responsável pelas investigações. 

Uma das vítimas seria uma menina de 12 anos, que teria tido os seios acariciados pelo pastor. “A mãe também era uma das vítimas, e a criança contou para o pais, e a família deixou de frequentar a igreja”, completou.

Ao mesmo tempo em que estaria cometendo os abusos, o homem supostamente iniciava uma série de difamações contra as vítimas para os outros membros da igreja. “A ideia era que, caso alguma contasse o que estava acontecendo, ele já havia espalhado algo negativo sobre elas, dizendo que se tratava de uma pessoa louca, que havia se perdido no mundo, se afastado de Deus, e assim, conseguia ficar impune”, completou a delegada.

De acordo com a vítima, o suspeito teria parado de estuprá-la por volta de 2018. “Ele não conseguia mais ter ereção, acho que foi Deus cobrando dele todo o mal que cometeu”, afirmou. Contudo, segundo ela, as ameaças psicológicas só terminaram em 2023, há dois anos.

Fonte: O Tempo

Ajuda humanitária começa a chegar a Gaza, durante cessar-fogo

Com o cessar-fogo em vigor, Israel autoriza a entrada de ajuda humanitária em Gaza, enquanto a população enfrenta uma crise devastadora.

Carregamentos de ajuda humanitária começaram a entrar na Faixa de Gaza neste domingo, no terceiro dia do acordo de cessar-fogo em vigor, com a expectativa do fim da guerra. São esperados 600 caminhões por dia, segundo a agência militar israelense Cogat. 

O envio dos mantimentos foi enfim autorizado por Israel, que vinha impedindo a entrada assistência humanitária no território, após a confirmação de que os reféns devem começar a ser soltos nesta segunda-feira.

Autoridades internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam para um quadro de fome generalizada em Gaza devido ao cerco israelense. Cerca 227 pessoas morreram de fome na Palestina, segundo o Ministério da Saúde, das quais 103 eram crianças.

Cenário

Após dois anos do genocídio em Gaza, o acordo para o fim da guerra deixou um rastro de crise humanitária e profundas incertezas políticas sobre o processo. Meio milhão de palestinos obrigados a deixarem suas casas retornaram à cidade de Gaza, segundo porta-voz da Defesa Civil local. Moradores relataram à agência francesa de notícias AFP um cenário desolador e de destruição. 

— Só rezo para que [minha casa] não tenha sido destruída. Só esperamos que a guerra acabe de uma vez por todas, para não termos que fugir nunca mais — disse Mohamed Mortaja, de 39 anos, à AFP enquanto se dirigia para sua casa em Khan Yunis, no sul de Gaza.

Cúpula

A aplicação da primeira fase do cessar-fogo em Gaza será tema de uma cúpula na cidade de Sharm El-Sheikh, no Egito, nesta segunda-feira, com a presença do presidente norte-americano, Donald Trump. Líderes de mais de 20 países são aguardados no encontro. 

Entre eles o presidente da França, Emmanuel Macron; o chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez; o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer; e primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, também estará presente.

Trump e o presidente do Egito, Abdel Fattah Al Sisi, vão presidir a cúpula. Neste domingo, o porta-voz do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu informou à AFP que nenhuma autoridade israelense comparecerá ao encontro.

Fonte: Correio do Brasil

Governo Lula acelera estudos para adoção de tarifa zero no transporte público

O governo do presidente Lula (PT) quer transformar a tarifa zero no transporte público em uma das principais bandeiras da campanha pela reeleição em 2026. Segundo informações do jornal “Folha de São Paulo”, a equipe do Ministério da Fazenda realiza estudos para calcular o custo e definir o modelo de financiamento do programa. A meta é apresentar uma proposta ainda em 2025.

O deputado Jilmar Tatto, vice-presidente do PT, afirmou que as discussões avançam em ritmo acelerado. “Estamos conversando com a equipe do ministro Haddad e diversos representantes de prefeitos e do setor de transporte para definir o mais rapidamente possível uma forma de financiamento”, disse, em entrevista à “Folha”.

O tema será debatido em audiência pública marcada para 21 de outubro na Comissão de Política Urbana da Câmara dos Deputados. Estarão presentes integrantes do governo, prefeitos e parlamentares para discutir a viabilidade financeira do projeto e o papel de União, estados e municípios na sua implementação.

Embora o Planalto reconheça que não há tempo hábil para implantar a tarifa zero ainda no próximo ano, a proposta é vista como peça central para fortalecer a imagem de Lula. A avaliação é de que a entrega da isenção do Imposto de Renda aos trabalhadores de menor renda reforça a credibilidade do governo em novas promessas sociais.

Estudo do governo sobre tarifa zero

O presidente Lula encomendou ao Ministério da Fazenda um estudo sobre o custo da gratuidade em todo o país. O levantamento considera não apenas o investimento direto, mas também o impacto econômico positivo que a medida pode gerar, com aumento no consumo e na arrecadação.

O governo também espera que o programa contribua para conter a inflação, reduzindo a pressão de reajustes de tarifas de ônibus sobre o índice de preços ao consumidor. Atualmente, 138 municípios brasileiros já oferecem transporte gratuito, e técnicos do governo acreditam que uma expansão gradual pode ocorrer sem afetar o equilíbrio fiscal.

Fonte: ICL

O PASSADO PASSOU

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 12 de Outubro/ 2025

Essa semana tive a grata surpresa de receber uma mensagem de um amigo no zap que continha um trecho e uma análise de uma música em vídeo do cantor Antônio Carlos Gomes, compositor e cantor nordestino cuja obra faz com que viajemos em altíssimas RPMs nos misteriosos, claros e confusos versos musicais do autor. Música essa, composta em 1976, antiga, velha, mas que nos serve, pois a canção traz as lembranças de um passado que ficou e não nos serve mais. Nossa! Serve ou não serve? A Reflexão num é sobre política? Tá entendi , vamos lá!

A comunicação é um dos maiores trunfos da humanidade, seja ela escrita em cartas, como ja faziam ali por volta de 3000 antes de Cristo. Cartas que começaram a ser entregues pelos Correios do Brasil Varonil desde sua inauguração em 1663, seja a comunicação feita pelo Telégrafo, inventado em 1837 mas que só chegou com suas batidas compassadas em descompasso por aqui em 1852 e seja também pelo tal do telefone, que teve como seu primeiro receptor do outro lado da linha o saudoso Thomas Watson. A partir daí Grahan Bell mudou a forma de comunicação dos seres humanos para o bem e para o mal, para o trato e para o trote, para a guerra e para a paz.; e é ai que eu quero chegar, pois a carta, o Telégrafo poderiam ser encaixadas na música do Antônio Carlos como uma velha roupa que não nos serve mais, mas o telefone, serve, ainda!

Por falar em telefone! Essa semana o aparelho tocou no Palácio do Planalto e do outro lado da linha era o Thomas, digo, o Trump que conversou por 30 minutos com o Lula. Um diálogo rápido, mas produtivo. A invenção de Grahan Bell conseguiu unir dois líderes mundiais através de fios ligados aos mais tecnológicos satélites da órbita planetária, que impediram que sabotadores bolsonaristas pudessem cruzar a linha do DDI. Lula tenta descontruir o Tarifaço americano, pois entende que é uma roupa descolorida que não serve para nenhum dos dois países. “Você não sente, não vê, mas eu não posso deixar de dizer meu amigo, que uma nova mudança em breve vai acontecer”(Antonio Carlos, 1976). O que parecia impossível começa a ser telegrafado por analistas politicos do mundo inteiro, pois a carta de Trump para Lula sobre o Tarifaço começou a ficar esbranquiçada, ilegível e suas linhas já não são tão raivosas como foram no passado. Creio que a carta foi para o refugo e não serve mais!
Lula, como bom comunicador que é, não trumbicou e para os traidores brasileiros jogou um enorme abacaxi para ser descascado até sua validade, ou seja, outubro de 2026.

Outro que está com o prazo de validade vencido, que não nos serve mais, na verdade, nunca serviu é o Governador Tarcísio. Em uma semana o rei dos pedágios em Sampa perdeu todo gás. Tarcísio ignorou a crise e as mortes causadas pelo metanol vendido no estado e em uma claro aceno aos cristãos, abominadores do álcool, fez piada usando a Coca Cola como medalha de um homem sem vícios em bebidas alcoólicas e isso pegou muito mal. Mas o pior ainda estaria por vir, pois o Governador articulou junto aos Deputados na Câmara Federal para que a MP 1303 que taxaria as Bets, Bancos e Bilionários não fosse aprovada e assim foi feito. Tarcísio viu sua popularidade virar xarope e viu a distância de Lula nas pesquisas aumentar. Ficou a lição; se beber Coca Cola não entre na política, gastrite na certa!

Pra finalizar; Antônio Carlos Gomes BELCHIOR Fontenelle Fernandes, foi genial ao compor a canção Velha Roupa Colorida(vale a pena ouvir) que norteia essa Reflexão. Belchior enterra um passado que não nos serve mais, nos chamando para o rejuvenescimento político, social-econômico, tentando reestabelecer nossa visão, outrora cegada de propósito por abutres.O cantor busca o desprendimento dos grilhões que adormecem a sociedade que não busca por novos tempos, novas vestimentas. A canção Velha Roupa Colorida é atemporal e finca a idéia de que dogmas, tradições, modinhas, mesmo que tenham grande importância, carregam em suas asas um forte sistemas de freios, talvez invisíveis, para o que é novo!
Fica o agradecimento ao amigo pelo zap enviado, que me fez rejuvenescer na Reflexão desse domingo e ser, talvez, os olhos de centenas de “assuns pretos” pintados de verde e amarelo que tiveram seus olhos arrancados pelo extremismo da ignorância.

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 05 – Edição 252

586 trabalhadores são libertos da escravidão em usina de etanol no MT

Caso foi descoberto após incêndio no dia 20 de julho; MTE resgatou mais 23 trabalhadores após novos desdobramentos

Auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego resgataram 586 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em um canteiro de obras de uma usina de etanol em Porto Alegre do Norte (MT). 

A operação, iniciada em 20 de julho e concluída nesta terça-feira (7), foi conduzida pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) e pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Mato Grosso (SRTE/MT), com apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Polícia Federal (PF).

A investigação começou em julho de 2025, após um incêndio em alojamentos onde os operários viviam. Segundo a fiscalização, os espaços eram superlotados, sofriam falta constante de água e energia elétrica e estavam em condições precárias de higiene. A empresa chegou a utilizar água retirada de um rio, sem tratamento, para abastecer os tanques.

Durante o incêndio, a Polícia Militar (PM) chegou ao local antes dos bombeiros e, segundo relatos, atirou balas de borracha e ameaçou os trabalhadores, que perderam pertences e documentos pessoais. Alguns trabalhadores chegaram a ser detidos por até três dias. 

Após o episódio, 17 pessoas foram demitidas por justa causa, sem provas de envolvimento no incêndio, segundo os auditores fiscais.

De acordo com a auditora fiscal Flora Pereira, coordenadora da operação, o caso se destacou pela complexidade e pela informalidade em todas as etapas da relação de trabalho — da contratação até as demissões. 

“A ação fiscal teve início com vistas a investigar o que teria acontecido com os trabalhadores após o incêndio do alojamento. Ao chegarmos em Porto Alegre do Norte nos deparamos com uma situação bastante precária, os trabalhadores estavam em condições degradantes, muitos em colchões no chão, sem cama, sem roupa de cama”, explica Pereira.

“Foi uma das ações mais complexas dos últimos anos, não apenas pelo número de vítimas, mas pela completa ausência de registros formais e pelo descumprimento sistemático dos direitos trabalhistas”, completa.

Aumento no número de trabalhadores resgatados

Os trabalhadores eram contratados pela TAO Construtora para a construção de uma usina de etanol da 3tentos. O Brasil de Fato noticiou este caso no início de agosto, revelando o número de 563 trabalhadores resgatados em condições análogas à escravidão. No decorrer da operação, no entanto, foram identificadas irregularidades na situação de mais 23 trabalhadores, chegando ao total de 586 resgatados.

O aumento do número de trabalhadores, segundo Flora, se deu após sua equipe identificar um sistema clandestino de controle de jornada, conhecido entre os trabalhadores como “ponto 2”, usado para mascarar horas extras não pagas. Entre fevereiro de 2024 e julho de 2025, a empresa deixou de pagar milhões em verbas trabalhistas, incluindo FGTS, férias, 13º salário e descanso semanal remunerado.

“Nos deparamos com a questão da jornada exaustiva, que foi confirmada com vários pagamentos por fora, no montante superior a R$ 3,9 milhões de pagamentos feitos por fora, mais de 177 mil horas extras que não foram computadas no sistema oficial da empresa, e então a gente fez esse resgate que começou com 563 trabalhadores e chegamos a um número final de 586 trabalhadores”, destaca a auditora que coordenou a ação.

Os depoimentos dos trabalhadores, segundo o MTE, revelaram jornadas exaustivas, que chegavam a 16 horas diárias, inclusive aos domingos. Um motorista contou trabalhar das 5h às 21h, com apenas uma hora de intervalo.

A Inspeção do Trabalho determinou o pagamento de indenizações e verbas rescisórias que somam R$ 7,7 milhões e a retificação das demissões por justa causa. Todos os trabalhadores resgatados receberam guia de Seguro-Desemprego, em três parcelas de um salário mínimo.

Dos 586 resgatados, 96% se autodeclararam negros e apenas três eram mulheres, que atuavam como cozinheiras.  Segundo Flora, eles foram contratados principalmente no Maranhão, na Bahia e no Piauí, e esse acerto foi feito somente de forma verbal. 

“Os trabalhadores tinham que arcar com os custos da viagem e da alimentação para chegar até Porto Alegre do Norte. E a carteira realmente só era assinada quando eles chegavam lá. Esses valores, ou eram pagos diretamente pelos trabalhadores, ou eram custeados pela empresa e descontados nos primeiros salários. Isso também foi um ponto que a auditoria fiscal pediu regularização e está fazendo a fiscalização com relação à devolução dos valores das passagens e o valor da alimentação na viagem”, destacou a auditora.

Desde 1995, o Grupo Especial de Fiscalização Móvel já libertou mais de 68 mil trabalhadores de situações análogas à escravidão em todo o país.

Outro lado

A reportagem do Brasil de Fato entrou em contato com a 3tentos em agosto de 2025, quando foi efetuado o primeiro resgate. A empresa disse ter adotado “uma série de ações para apurar os fatos e avaliar medidas cabíveis”.

“Prezamos pela dignidade de todas as pessoas envolvidas em nossas operações, sejam elas diretas ou indiretas. Práticas que violem os direitos humanos e trabalhistas são incompatíveis com os valores da companhia. Reafirmamos nosso compromisso com a transparência, a segurança e o respeito às pessoas em todas as nossas operações”, diz o comunicado enviado ao BdF na época.

Já a TAO Construtora disse, por meio de nota enviada também em agosto de 2025, que colabora desde o início com a fiscalização, mas que “até o momento, não há autuação formal contra a empresa”.

“A empresa firmou, com o Ministério Público do Trabalho, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com caráter emergencial e reparatório, sem confissão de culpa, como forma de garantir suporte imediato aos trabalhadores e manter seu compromisso com a transparência e o diálogo. A TAO Construtora repudia veementemente qualquer prática análoga à escravidão ou tráfico de pessoas”, sinalizou na nota.

O Brasil de Fato procurou novamente as empresas para pedir um novo posicionamento após o aumento do número de trabalhadores resgatados para 586. Até o fechamento e publicação da reportagem, não houve retorno. O espaço segue aberto às manifestações.

Fonte: Brasil de Fato

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