PF avança em investigação sobre o pastor Malafaia por ataques ao STF

A operação da Polícia Federal (PF) sobre o pastor Silas Malafaia autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), avança, e completará dois meses nesta segunda-feira. Durante a ação, foram apreendidos o celular, documentos e o passaporte do religioso. Com informações de Andreza Matais, no Metrópoles.

Malafaia é suspeito de integrar o grupo que articulou ataques ao STF e negociações para que os Estados Unidos praticassem atos hostis contra o Brasil. Ele também foi proibido de ter contato com Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo, ambos investigados no mesmo inquérito.

O inquérito, que apura coação contra a Corte, identificou que o pastor participou da criação, produção e disseminação de ataques a ministros do STF. Segundo a PF, as ações foram coordenadas, de forma intensa, e direcionadas ao público sob sua influência.

Alexandre de Moraes, ao autorizar as investigações, destacou que os diálogos mostram Malafaia com papel de liderança nas ações do grupo investigado. O objetivo das ações seria coagir ministros e autoridades brasileiras, incluindo tentativas de obstrução da Justiça.

O celular do pastor já passou por perícia, mas até o momento não há informações detalhadas sobre os resultados. A PF segue apurando as condutas e o alcance das articulações do líder religioso.

Silas Malafaia nega qualquer envolvimento nas ações e acusa Moraes de perseguição religiosa. Apesar das acusações, ele mantém sua atuação como pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo e figura como aliado político do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A investigação é parte de um inquérito mais amplo que apura coação contra o STF e envolve outras lideranças políticas e religiosas. O trabalho da PF busca esclarecer o papel de cada participante e coletar provas sobre a tentativa de influência externa e interna contra o país.

As apurações continuam e não há previsão de conclusão. A operação tem repercussão nacional por envolver um líder religioso de grande influência e aliados de políticos de destaque, aumentando a atenção da sociedade e da imprensa sobre o caso.

Fonte: DCM

CRIANÇAS MALVADAS

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 19 de Outubro/ 2025

Na semana do dia das crianças, os filhos do Inelegível não ficaram muito felizes. Eduardo Bolsonaro e seu coleguinha Paulo Figueiredo fizeram birra por não terem sido convidados para a reunião com Marco Rubio, Secretário do Trump, que preferiu receber o Chanceler de Lula, Mauro Vieira em Washington pra tratar sobre o Tarifaço. Ao final Mauro Vieira e Marcos Rubio disseram que a reunião foi positiva e que em breve Lula e Trump se encontrarão. Restou ao Dudu Bananinha afogar as mágoas em um balde de sorvete na esquina da Casa Branca.
Outra criança da familia sofreu mais ainda, Laurinha que tambem é filha do Inelegível completou mais um ano de vida e sua festa foi na prisão onde seu pai está, ou seja, na sua casa no Jardim Botânico em Brasilia. Para a festa acontecer o Ministro Xandão teve que autorizar a entrada de algumas pessoas e entre elas estava a Senadora Damares Alves. Imagine uma menina completando 15 anos e ter a Damares em sua festa repetindo por todos os cômodos da prisão que menino veste azul e menina veste rosa ao saber que o tema da festa era sobre o filme as “Branquelas”, que conta a história de dois policiais disfarçados de mulheres para resolver um crime. Realmente, Xandão é um torturador e não pode descer para o Play.

Nessa semana tambem um novo plano de reestruturação dos Correios foi apresentado pelo Presidente da Estatal. Emanuel Rondon avalia que um empréstimo de 20 bilhões ergueria a Empresa. Bastou acabar o anúncio que um monte de crianças da mídia tradicional, muito peraltas e “istudiosas” no assunto apontassem os canhões liberais feitos de Lego a favor da venda dos Correios. Eles não entenderam, na verdade, fingem não entender que os serviços prestados pela Empresa tem como finalidade atender a sociedade,; tão somente isso e que o lucro é secundário.
Os liberias infantis da Globo Valdo Cruz e Joel Pinheiro ensaiaram de brincar de “pique entrega” aos moldes FHC, quando o ex Presidente comandava a onda da privataria tucana na década de 90, entregando grandes estatais numa “amarelinha” que só os ricos ganhavam e entre elas a Vale e a Telebras.
Brincadeira tem hora, né!

A pergunta mais perguntada nas redes é a mesma em todas as oportunidades que o “tal mercado” , nada brincalhão, assiste a possibilidade de abocanhar uma fatia do recheado bolo do Estado. “Quem vai pagar o empréstimo?”. A resposta ensaiada na fila do algodão doce é a mesma, o cidadão! Valdo e Joel são crianças levadas, alimentados pela ganância de que o privado é melhor que o público e inflam esse clichê em rede nacional, “nós vamos pagar a conta”, mas não conseguiram dizer quem das concorrentes dos Correios assumiria a piscina de bolinhas com mais de 5000 municípios que não geram receita com o serviço postal.
Será que eles acham que o Jeff Bezzos, instalará uma agência da Amazon no município de Serra da Saudade em Minas Gerais, que tem a menor população do Brasil com cerca de 800 pessoas só porque acha a cidade bonitinha? Será que o Joel Pinheiro e o Valdo Cruz cré que a Fedex vai instalar uma agência na ilha de Fernando de Noronha para atender os 3000 “náufragos” que lá residem, só para devolver as capinhas de celular que vieram em cor trocada do senhor Wilson ? Será que os “jornalistas” globais acham que Forrest Li construirá uma agência da Shopee de bambu e palha no formato de oca no município São Gabriel da Cachoeira, conhecido como a “Cabeça do cachorro” no Amazonas, onde 90% da população é composta por indígenas, só porque gostam de brincar de índio?
Tirem as crianças da sala, digo, da TV, pois ta cheio de palhaço sem graça ao vivo 24horas por dia, fazendo piada que só o rico ri.

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 05 – Edição 253

centenas de milhares de manifestantes saem às ruas nos EUA contra Trump

Mobilizações em mais de 2.600 cidades criticam políticas de imigração, educação e segurança do governo; republicanos chamam atos de “manifestações antiamericanas”.

Os primeiros protestos da campanha “No Kings” começaram neste sábado (18) nos Estados Unidos e em várias cidades do mundo, marcando o início de uma das maiores mobilizações populares desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca.

Organizadores estimam mais de 2.600 atos em todas as regiões americanas, com marchas também em Londres, Madri e Barcelona, em resposta ao que chamam de uma “guinada autoritária” do governo. Os manifestantes criticam políticas de imigração, segurança e educação, além de cortes de verbas para universidades e a presença da Guarda Nacional em grandes centros urbanos.

“Não há nada mais americano do que dizer ‘nós não temos reis’ e exercer nosso direito de protestar pacificamente”, afirmou Leah Greenberg, cofundadora do movimento progressista Indivisible, responsável pela organização dos atos.

Em Washington, manifestantes se reuniram perto do Cemitério Nacional de Arlington, próximo à área onde Trump planeja construir um arco monumental ligando o Memorial Lincoln à margem oposta do rio Potomac.

Oposição cresce com apoio político e popular

O movimento recebeu apoio de Bernie Sanders, Alexandria Ocasio-Cortez e da ex-secretária de Estado Hillary Clinton, além de dezenas de celebridades. A ACLU (União Americana pelas Liberdades Civis) treinou milhares de voluntários para atuar como monitores e evitar confrontos.

Pesquisadores de movimentos sociais preveem que os atos deste sábado possam se tornar os maiores protestos da história recente dos EUA, com até 3 milhões de participantes, segundo Dana Fisher, professora da Universidade Americana de Washington.

“Essas manifestações podem não mudar as políticas de Trump, mas fortalecem a identidade coletiva de quem se sente perseguido ou silenciado”, afirmou Fisher.

Uma manifestante carrega um cartaz enquanto participa do protesto “No Kings” no cruzamento das ruas 14th e U, antes de marchar até o National Mall, em Washington, neste sábado, 18 de outubro de 2025. — Foto: Jose Luis Magana / AP

Reação republicana e tensão política

Enquanto os protestos se espalhavam, republicanos reagiram com críticas. O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, classificou os atos como “comícios antiamericanos”, apelidados dentro do partido de “Hate America rallies”.

“Eles vão se reunir no National Mall para o que chamam de No Kings Rally. Nós preferimos o termo mais preciso: o comício do ódio à América”, declarou Johnson.

Outros aliados de Trump acusaram a oposição de estimular violência política, lembrando o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, aliado do presidente, em setembro.

Trump, por sua vez, minimizou os protestos. Em entrevista à Fox Business, afirmou: “Dizem que me chamam de rei. Eu não sou um rei”.

Fonte: G1

Empresa descumpre liminar e invade quilombo no Tocantins

Há pelo menos dois anos, quilombolas sofrem com invasões e ameaças em seu território

Há pelo menos dois anos, os moradores da comunidade do Quilombo Rio Preto, em Lagoa do Tocantins (TO), sofrem com a invasão dos seus territórios. Na mais nova investida, os invasores, identificados como funcionários da empresa Lagoa Dourada Participações e Serviços S/C Ltda., aterraram um brejo que era de uso da comunidade.

“As pessoas pegam água nele para beber”, conta Alice*, moradora da área. Nas imagens feitas por moradores, é possível ver um trecho do córrego totalmente coberto por terra, interrompendo o fluxo das águas.

A ação da empresa teve início no dia 30 de setembro. Os moradores da comunidade procuraram a Polícia Civil e registraram boletim de ocorrência denunciando a empresa Lagoa Dourada por crime ambiental e continuidade da prática de esbulho possessório.

De acordo com relatos dos quilombolas, os funcionários usaram uma retroescavadeira para lançar entulho no brejo e tornar o local transitável para veículos. Eles acreditam que a ação visa constranger e ameaçar os moradores da comunidade.

“O brejo ficou sujo. Atrapalha o curso natural da água”, conta Alice. Ela pede para ter o nome mantido em sigilo, porque já recebeu ameaças. Não apenas ela, mas muitos moradores da área se sentem intimidados e temem serem vítimas de violências.

O medo tem fundamento, afinal, desde 2023 a comunidade é alvo de investidas agressivas dos invasores. Na ocasião, quatro casas foram incendiadas. Algumas foram totalmente destruídas.

“Eles pegaram a casa, cortaram e juntaram tudo (…). Tocou gasolina e tocou fogo”, contou Dalva, nome fictício de uma moradora que pede para não ter a identidade revelada por medo de retaliações, em entrevista ao Brasil de Fato em fevereiro de 2025. “E aí quando os quilombolas chegaram lá, filmaram. Ainda tinha fumaça”, disse.

A Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Tocantins (Coeqto) publicou uma nota denunciando o caso recente.

“Mesmo diante de sentença judicial que proíbe a empresa Lagoa Dourada de praticar qualquer ato de esbulho possessório contra os quilombolas, bem como de adentrar ou intervir na área da comunidade — sob pena de multa diária de R$ 1.000,00 (mil reais) —, a empresa segue descumprindo a decisão”, informa a coordenação.

As investidas contra o território quilombola estão sendo investigadas pela Polícia Federal, mas os criminosos seguem nos arredores da área.

“Devido à falta de punição e de medidas efetivas de proteção à comunidade, há mais de dois anos as famílias vêm sendo vítimas de uma série de ataques criminosos e violações de direitos”, alerta a Coeqto.

As terras ainda não estão devidamente tituladas, ou seja, os moradores não receberam o documento final que garante a eles a segurança jurídica para permanecer no território. Assim, ficam expostos às investidas dos invasores.

“Eles pararam de tocar fogo nas casas”, afirma Alice. “Mas encontraram outras maneiras de ficarem nos coagindo. E eu acho que eles continuam fazendo isso porque eles não foram penalizados”, diz.

Atualmente, cerca de cem pessoas habitam o território. Algumas famílias se mudaram dali por causa das ameaças.

Em agosto de 2023, uma equipe da Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais do Estado do Tocantins esteve no local para elaborar um relatório antropológico. O documento lista elementos como o modo de vida comunitário, as manifestações culturais, o cultivo das roças, os utensílios e os relatos dos moradores. “A identidade negra quilombola da comunidade Rio Preto é indiscutível”, confirma o documento.

O cemitério da comunidade, Campo Santo do Bom Jardim, onde estão enterrados os antepassados dos atuais moradores, recebeu em 2023 o reconhecimento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como sítio arqueológico histórico, atestando, assim, a existência de uma comunidade quilombola naquelas terras.

Histórico do caso

Os ataques ao Quilombo Rio Preto se intensificaram em meados de 2023, após a Justiça revogar uma decisão anterior que concedia reintegração de posse a fazendeiros e determinar a manutenção da posse pela comunidade Rio Preto, bem como o fim da prática de esbulho na área.

O pedido negado havia sido feito por Cristiano Rodrigues de Sousa – político que tentou se eleger vice-prefeito da cidade pelo MDB em 2020 – e pela empresa Lagoa Dourada Participações e Serviços S/C Ltda. À época, o Brasil de Fato entrou em contato com ambos, mas não teve retorno. Sobre o caso atual, a reportagem enviou um e-mail, mas, até o momento, não recebeu resposta da empresa.

Naquele ano, além de incêndio em suas casas, os moradores da comunidade sofreram com mensagens ameaçadoras e sons de tiros vindos da mata perto da área das moradias. Desde então, as investidas mudam de forma, mas seguem com o propósito da tomada do território dos quilombolas.

De acordo com a Coeqto, o caso é de conhecimento das autoridades em todas as instâncias — estadual, municipal e federal. “No entanto, a situação de insegurança, ameaças e violações continua a ser praticada contra a comunidade”, alerta a coordenação.

Fonte: Brasil de Fato

Sete anos depois, MPF denuncia Braskem

Braskem é denunciada pelo MPF por crimes relacionados à exploração de sal-gema em Maceió

Órgão pede fim do sigilo do caso; denúncia se baseia no Código Penal e na Lei de Crimes Ambientais

Sete anos e meio que a tragédia do afundamento do solo veio à tona, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia à Justiça Federal contra a empresa petroquímica Braskem e de 15 pessoas físicas por crimes relacionados à exploração de sal-gema em Maceió.

A informação foi divulgada na sexta-feira (17), pela assessoria de comunicação do MPF em Alagoas.

Confira trecho da informação divulgada pela assessoria de comunicação do MPF:

De acordo com a peça acusatória, apresentada à Justiça nesta sexta-feira, 17 de outubro de 2025, e que possui 390 laudas e quase 7.500 páginas de anexos, são imputadas aos denunciados condutas previstas na legislação penal, incluindo:

* Crime ambiental de poluição qualificada que torna uma área imprópria para ocupação humana (artigo 54, parágrafo 2º, I, c/c o artigo 58, I, da Lei nº 9.605/98);

* A apresentação de estudo ambiental falso, incompleto ou enganoso (artigo 69-A, parágrafo 2º, da Lei nº 9.605/98, Lei de Crimes Ambientais);

* A exploração de bens pertencentes à União sem a devida autorização (artigo 2º da Lei nº 8.176/91, Lei de Crimes contra a Ordem Econômica);

* O dano qualificado a patrimônio público (artigo 163, parágrafo único, III, do Código Penal);

* Falsidade ideológica (artigo 299, do Código Penal);

* A concessão irregular de licença ambiental (artigo 67 da Lei nº 9.605/98); e

* Crimes funcionais contra a administração ambiental (artigo 66 da Lei nº 9.605/98).

QUEBRA DO SIGILO

Ainda de acordo com as informações encaminhadas à imprensa, o MPF também requereu o levantamento do sigilo processual e a juntada de novos documentos.

“Em razão do sigilo ainda decretado, o MPF não disponibilizará a denúncia e nem demais informações constantes no Inquérito Policial”, justificou a assessoria de comunicação do órgão.

“Por se tratar de denúncia criminal, cabe à Justiça Federal decidir sobre o recebimento da peça acusatória e o prosseguimento do processo”, concluiu a assessoria de comunicação da Procuradoria da República em Alagoas (PRAL).

Entidades dizem que denúncia é positiva, mas demorou muito a ser feita

Para o presidente da Associação dos Empreendedores Vítimas da Mineração em Maceió, Alexandre Sampaio, a decisão do MPF denunciar os crimes da Braskem é positiva, mas demorou muito, já deveria ter sido feita.

Sampaio destacou o pedido de quebra de sigilo feito na denúncia do MPF. “Essa atitude foi acertada, porque esse caso não pode continuar em segredo de Justiça, tem que ser 100% revelado e transparente, para que toda sociedade fique sabendo quem são os responsáveis pelos crimes da Braskem, em Maceió”, destacou.

“Sem a pressão da imprensa, das vítimas e da população, um processo em segredo de justiça não fará justiça”, completou.

Alexandre Sampaio ressaltou ainda que desde 2023 a Associação dos Empreendedores fez uma notícia crime contra a Braskem no MPF, que não respondeu e não agiu. “Em função da inércia do MPF, a Associação entrou com uma queixa crime subsidiária, que foi rejeitada pela Justiça Federal em Alagoas, no TRF5, no STJ e no STF. A demora neste processo atrasou três anos a esperança de justiça”, concluiu.

MAM

Na opinião da bióloga Neirevane Nunes, que foi uma das fundadoras do Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (MUVB) e atualmente coordena a representação do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM) em Alagoas, a denúncia já era esperada, embora tenha demorado muito, mas de qualquer forma vem em boa hora.

Ela espera que a Justiça quebre o sigilo do caso e revele os nomes dos responsáveis pelos crimes da Braskem, bem como a pena atribuída a que cada um deles e as multas que deverão pagar.

OUTRO LADO

A Braskem disse, por meio da sua assessoria de comunicação em Maceió, que ainda não teve acesso à denúncia e que vai se manifestar nos autos do processo. Veja a resposta da empresa, na íntegra:

A Braskem reitera seu compromisso com a sociedade alagoana, assim como o respeito e solidariedade para com os moradores afetados.

Expressamos nossa confiança nos integrantes mencionados no inquérito e seguiremos empenhados no cumprimento de todos os compromissos assumidos.

A empresa ainda não teve acesso à denúncia e exercerá seu direito de defesa nos autos.

Fonte: Tribuna Hoje

Indonésia barra ginastas de Israel de Mundial por genocídio em Gaza

Corte Arbitral do Esporte rejeitou apelo da federação israelense. Entenda o caso

A equipe de ginástica artística de Israel, incluindo o atual campeão mundial de solo e medalhista olímpico Artem Dolgopyat, foi impedida de participar do Campeonato Mundial de Ginástica Artística, que começa neste domingo (19) em Jacarta, capital da Indonésia. O governo indonésio negou a concessão de vistos aos atletas israelenses, citando como justificativa o genocídio promovido por Israel na Faixa de Gaza, informou a Associated Press.

A decisão provocou forte reação da Federação Israelense de Ginástica (IGF), que recorreu à Corte Arbitral do Esporte (CAS) para exigir que o evento fosse cancelado, transferido ou que fosse garantida sua participação. O tribunal, porém, rejeitou todos os pedidos da federação, afirmando que a FIG (Federação Internacional de Ginástica) não tem autoridade sobre a política de vistos do país-sede.

Em nota, a IGF declarou estar “profundamente desapontada” com o veredito e acusou os organizadores de promover “uma situação de discriminação contra uma federação-membro”.

“É inconcebível que um país possa impedir outro de competir em um Campeonato Mundial enquanto as entidades dirigentes permanecem inertes”, afirmou a entidade, conforme noticiado pela BBC, acrescentando que a decisão “mina os próprios fundamentos do esporte e da competição justa”.

O campeão olímpico Dolgopyat também se manifestou nas redes sociais, dizendo que ele e seus colegas estão “profundamente preocupados com o impacto dessas decisões no futuro do esporte e das próximas delegações”.

A Indonésia, país de maioria muçulmana e que não mantém relações diplomáticas com Israel, tem um histórico de boicotes esportivos envolvendo o país. Em 2023, Jacarta perdeu o direito de sediar a Copa do Mundo Sub-20 da FIFA após o governador de Bali se recusar a receber a seleção israelense. Em 1962, o país também havia sido suspenso dos Jogos Olímpicos de 1964 por negar vistos a atletas israelenses.

A exclusão da equipe israelense ocorre em meio à crescente condenação internacional à campanha militar israelense em Gaza, que já assassinou mais de 67 mil palestinos, segundo o Ministério da Saúde do enclave — números considerados confiáveis pela ONU. Mais de 90% dos edifícios residenciais foram danificados ou destruídos, e a Comissão de Inquérito das Nações Unidas declarou formalmente em setembro que Israel cometeu genocídio contra os palestinos.

A tensão também chegou ao mundo esportivo: no mês passado, o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez defendeu que Israel seja suspenso de competições internacionais, e vozes semelhantes têm surgido em outros países.

O Campeonato Mundial de Ginástica Artística vai até o dia 25 de outubro e reúne 85 países, já contabilizando a ausência israelense.

Fonte: Brasil 247

Moraes reabre inquérito sobre suposta interferência de Bolsonaro na Polícia Federal

Caso foi aberto após declaração do ex-ministro da Justiça e atual senador Sergio Moro (União-PR) e teve pedido de arquivamento do ex-Procurador-Geral da República Augusto Aras.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reabriu nesta quinta-feira (16) as investigações sobre a suposta interferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Polícia Federal durante sua gestão.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu na quarta-feira (15) que a reabertura do caso. Moraes deu 15 dias para que a PGR se pronuncie sobre o caso.

👉🏽 O caso foi aberto no Supremo após o então ministro da Justiça e atual senador Sergio Moro (União-PR) apontar a atuação indevida de BolsonaroJá o ex-presidente e acusou o ex-auxiliar de denunciação caluniosa.

Depois, a PF encerrou o inquérito e concluiu que não houve indícios de crimesO ex-procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu o arquivamento do caso.

⚖️ Em maio de 2024, Moraes, que é o relator, questionou se o atual PGR, Paulo Gonet, manteria o pedido de arquivamento.

Agora, a PGR entende que é preciso “verifique com maior amplitude se efetivamente houve interferências ou tentativas de interferências nas investigações apontadas nos diálogos e no depoimento do ex-Ministro, mediante o uso da estrutura do Estado e a obtenção clandestina de dados sensíveis”.

O presidente Jair Bolsonaro durante reunião do dia 22 de abril, citada por Moro em depoimento — Foto: Marcos Corrêa/PR

Gonet entende que a PF deve avaliar se há alguma conexão entre os fatos apontados por Moro.

“Com a investigação de organização criminosa responsável por ataques sistemáticos a autoridades, ao sistema eleitoral e a instituições públicas, por meio de obtenção clandestina de dados sensíveis, propagação de notícias falsas (fake news) e uso das estruturas da ABIN e do GSI”, diz o documento.

A acusação de Moro

Ao anunciar sua saída do governo, em 24 de abril de 2020, Moro disse que Bolsonaro tentou interferir politicamente no trabalho da Polícia Federal (PF) e em inquéritos relacionados a familiares.

O pedido de abertura do inquérito foi encaminhado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras. O então ministro do STF Celso de Mello foi sorteado relator e autorizou a abertura em 27 de abril de 2020 – ele deve supervisionar e autorizar as diligências.

Um dos motivos alegados por Moro para deixar o Ministério da Justiça foi a exoneração do ex-diretor-geral da PF Mauricio Valeixo, seu homem de confiança.

Moro afirmou que Bolsonaro decidiu trocar a direção-geral da PF porque o presidente gostaria de ter acesso a informações de inquéritos sobre a própria família.

👉🏽 De acordo com Moro, Bolsonaro manifestou a intenção de interferir no comando da corporação em diversas ocasiões, inclusive na reunião ministerial de 22 de abril de 2020.

Em pronunciamento no mesmo dia em que Moro deixou o governo, o então presidente afirmou que as declarações do ex-ministro são infundadas e que não tentou interferir na PF.

Em 12 de maio de 2020, o presidente disse também que o vídeo da reunião de 22 de abril deveria ter sido destruído e que sua preocupação era com a segurança da família – e não com investigações.

Inicialmente, Bolsonaro também negou ter usado na reunião os termos “polícia federal”, “superintendência” e “investigação sobre os filhos”.

Dias depois, no entanto, admitiu ter falado a palavra “PF” no encontro ministerial. Também ressaltou que se posicionou para interferir em assuntos de segurança física de sua família, e não em temas de inteligência e investigações dentro da corporação.

Quatro dias após Moro deixar o governo, Bolsonaro nomeou Alexandre Ramagem – atual diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e amigo da família do presidente – para o cargo de diretor-geral da PF. A nomeação, no entanto, foi suspensa pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Para Moraes, houve desvio de finalidade na nomeação.

Fonte: G1

Lula indica Jorge Messias para suceder Barroso no STF

O presidente Lula decidiu indicar o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi confirmada por cinco auxiliares e aliados do petista

Segundo a coluna de Igor Gadelha no Metrópoles, o anúncio oficial deve ser feito nas próximas horas. Com a escolha, Messias será submetido a uma sabatina no Senado, etapa obrigatória antes da nomeação. A Casa analisará sua trajetória jurídica e decidirá se aprova o nome para o Supremo.

A tendência é que o governo trabalhe para garantir uma votação tranquila, já que ele mantém bom trânsito entre parlamentares de diferentes partidos. Entre os nomes avaliados estavam o advogado-geral da União, Bruno Dantas, e a ministra do TCU, Ana Arraes, mas Messias era considerado o favorito desde o início do processo, por sua relação direta com o presidente e sua atuação em pautas estratégicas do governo.

A escolha também tem forte apoio do PT e de setores jurídicos ligados ao partido. Messias é visto como um aliado leal e técnico, com experiência na administração pública. Barroso se aposentou antecipadamente aos 67 anos, embora pudesse permanecer na Corte até os 75.

Messias tem 45 anos e poderá ficar na Corte até 2055, pelas regras atuais. Ele é procurador da Fazenda Nacional concursado desde 2007 e tua como ministro da AGU desde janeiro de 2023. Antes, foi subchefe para Assuntos Jurídicos (SAJ) da Presidência durante o governo de Dilma Rousseff.

O escolhido por Lula esteve em um encontro com o presidente Lula e lideranças evangélicas na tarde desta quinta (16). Participaram do evento, além do presidente e do ministro da AGU, o bispo Samuel Ferreira, da Igreja Assembleia de Deus Madureira; a ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais; e o deputado federal Cezinha Madureira (PSD-SP).

O presidente já havia sinalizado, na última terça (14), que Messias seria o escolhido. Na ocasião, ele participou de um jantar com os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino, além de membros do governo, como Ricardo Lewandowski e Rui Costa.

Para auxiliares, o petista decidiu não levá-lo ao jantar para “preservá-lo” e a percepção foi de que ele já havia “batido o martelo” na data.

Fonte: DCM

PT solta nota de solidariedade à Venezuela

Após escalada de Trump contra país vizinho, partido de Lula e Celso Amorim se manifestam contra agressão a governo Nicolás Maduro

Lideranças petistas e do governo se manifestaram nesta quinta-feira (16/10) sobre o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que confirmou ter autorizado a Agência Central de Inteligência (CIA) a conduzir operações secretas dentro da Venezuela, visando a derrubada do governo de Nicolás Maduro.

Ao comentar o anúncio nesta manhã, o assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, disse ao UOL ser “inconcebível um ataque militar ou uma ação secreta para derrubar um governo”.

“O Brasil é contra o uso da força e de operações secretas. Seguimos fielmente a política de não intervenção. Trata-se de um princípio básico do direito internacional”, afirmou Amorim.

Mais cedo, à CNN Brasil, ele disse que “seria muita ingenuidade afirmar que isso não acontecerá, mas a experiência mostra que a ameaça é levada a um extremo antes da uma negociação”. E aconselhou: “sejamos otimistas”.

‘Ameaças inaceitáveis’

Em nota, a Comissão Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) disse que as declarações de Trump “são uma afronta à soberania do país sul-americano e uma violação do Direito Internacional. É uma iniciativa inaceitável e deplorável”.

A nota recorda o “cerco militar que vem sendo praticado contra o povo venezuelano, com execuções sumárias de vidas humanas por forças militares norte-americanas” e afirma “trata-se de uma prática inadmissível, sem base legal e sem qualquer processo investigativo”.

O texto lembra ainda que a CIA “tem um longo histórico de patrocínio e articulação de ações ilegais e desestabilizadoras em países da América do Sul”, que deixaram “marcas de ingerências, ilegalidades, golpes, repressão e ditaduras sangrentas no subcontinente”.

“Em pleno século XXI, não podemos aceitar a repetição de práticas de um período opressor e sombrio. Não podemos aceitar a mais um ataque à soberania na América Latina. O Partido dos Trabalhadores condena com veemência mais um ataque dos EUA à soberania da Venezuela”, diz a declaração.

O Foro de São Paulo também se manifestou por meio da secretária executiva da entidade, Mônica Valente. Em mensagem publicada na plataforma X, ela afirmou que “as ameaças de Trump contra a Venezuela e o governo legítimo e popular de Nicolás Maduro são inaceitáveis”.

“Como Foro de São Paulo continuaremos a lutar firmemente contra qualquer interferência em nossa América. A América Latina e o Caribe são uma Zona de Paz, conforme proclamada pela CELAC!”, escreveu.

‘Governo tem dever de condenar ameaças’

Defensor de uma manifestação firme do governo brasileiro frente à liderança que o país exerce na diplomacia mundial, o deputado federal Rui Falcão (PT-SP) destacou a Opera Mundi que, “desde sempre, o presidente Lula tem se pautado pela defesa da paz, da solução dos conflitos através da negociação e pelo princípio da não intervenção”.

“Além disso, tem cumprido um papel importante nas políticas de integração continental, na solidariedade entre os povos e na mediação de conflitos. É hora, portanto, pela liderança que exerce no plano internacional, de repelir firmemente as agressões anunciadas por Trump contra o governo e o povo da Venezuela”, afirmou Falcão.

“Nosso governo, que foi vítima de uma tentativa de golpe no dia 8 de janeiro de 2023, tem o dever de condenar as ameaças de invasão e manobras da CIA no nosso continente e na Venezuela”, acrescentou.

‘Repetição histórica do imperialismo’

O ex-ministro José Dirceu também salientou a Opera Mundi que o Brasil precisa “defender a integridade e a independência da Venezuela, protestar e não aceitar essa agressão”. Em sua avaliação, “se o mundo não evoluir para uma nova ordem internacional, irá caminhar para uma guerra não apenas comercial ou tecnológica por matérias primas, mas para uma guerra mesmo”.

“Nós vivemos uma fase de altíssimo risco e instabilidade no mundo todo. O que está acontecendo na Venezuela é a repetição histórica da ação do imperialismo norte-americano para defender seus interesses, no caso, os interesses de um candidato a ditador”, acrescentou.

Dirceu disse concordar com a declaração de Amorim. “O governo está cumprindo o papel dele. Basta obedecer a Carta das Nações Unidas, o direito internacional e a própria Constituição brasileira que garante a não intervenção nos atos internos dos outros países, a autodeterminação, a solução dos conflitos por meio de negociação e a defesa da paz”.

Ele também citou o prêmio Nobel da Paz dado à líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, como “um sinal verde para a agressão norte-americana de Trump”. “Ela defende a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, ou seja, a solução pela guerra de um conflito político. Alguém que desrespeita a integridade e autonomia do seu próprio país e se alia a uma potência estrangeira pode receber um Nobel da Paz?”, questionou.

Fonte: Ópera Mundi

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