Ataques de Israel já mutilou mais de 21 mil crianças em Gaza

Comitê da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência fala de situação sem precedentes para o grupo; operações militares israelenses forçam movimentação de centenas de milhares de civis já exaustos e traumatizados.

Pelo menos 21 mil crianças em Gaza ficaram com deficiências físicas desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, em 7 de outubro de 2023.

Nesta quarta-feira, o Comitê da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência informou que houve “cerca de 40,5 mil crianças nos novos casos de ferimentos relacionados à guerra” quase dois anos do seu início.

Situação sem precedentes

O membro do órgão, Muhannad Salah Al-Azzeh, falou de recentes audiências com diversos envolvidos marcadas por relatos e depoimentos de autoridades, ativistas, feridos, deslocados e centenas de milhares deslocados por várias vezes.

Ele disse que metade das unidades de saúde em Gaza, segundo a OMS, estão parcialmente funcionais.  A situação não tem precedentes para pessoas com deficiência considerando que, ao longo de duas décadas, Gaza esteve num bloqueio. Os serviços básicos antes da guerra, ou dos conflitos armados, eram realmente inacessíveis para pessoas com deficiência.

Representantes dos Territórios Palestinos e da Cisjordânia estão entre as pessoas ouvidas na sessão do Comitê das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência que termina em Genebra.

Em outro desenvolvimento, o Grupo de Gestão de Sítios para o Território Palestino Ocupado revelou profunda preocupação com o agravamento da “catástrofe humanitária” na área de conflito.

Civis exaustos e traumatizados

As operações militares israelenses deslocam à força centenas de milhares de civis que já estão exaustos e traumatizados, segundo a entidade que inclui a Agência da ONU para os Refugiados, Acnur, e a Agência da ONU de Assistência aos Refugiados Palestinianos, Unrwa.

Com a anunciada intensificação das operações militares na Cidade de Gaza, em 7 de agosto, receia-se que os efeitos sejam “terríveis para as pessoas em locais de deslocamento”. Muitas delas já foram deslocadas por várias vezes do norte.

Há relatos de várias famílias que não conseguem se movimentar devido aos altos custos e desafios, especialmente para idosos ou pessoas com deficiência, e ainda pela falta de um espaço seguro para se instalarem.

O medo é outra questão que impede a fuga de palestinos que receiam não poder retornar ou estão cansados de fazer deslocamentos repetidos.

Gerenciamento de entulho em Gaza

Ainda nas áreas de conflito, o Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud, disse que a remoção e o gerenciamento de entulho em Gaza envolverão o processamento de mais de 50 milhões de toneladas de resíduos.

A operação também envolve um gerenciamento de riscos em larga escala, principalmente em relação aos explosivos que podem ser encontrados durante as atividades.

A agência ressalta que “não é viável garantir um gerenciamento de entulho totalmente isento de riscos em Gaza”, mas considera possível reduzir os riscos associados.

Fonte: Onu News

Defesa de general joga Bolsonaro no centro do golpe e enfurece aliados

Teoria é de que general demoveu (fazer mudar de ideia) Bolsonaro de tomar ‘medidas de exceção’. Ministros do Supremo também se surpreenderam com a contundência do discurso.

defesa feita no Supremo Tribunal Federal (STF) pelos advogados do general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, enfureceu aliados de Jair Bolsonaro (PL).

  • A teoria defendida aos ministros da 1ª Turma é de que o militar tentou demover (fazer mudar de ideia) Bolsonaro de qualquer medida de exceção — o que joga o ex-presidente para o centro da tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022.
  • Até mesmo ministros do Supremo, com quem o blog conversou, se surpreenderam com a contundência da defesa do general. Avaliaram que o discurso foi enfático em narrar os episódios envolvendo Paulo Sérgio durante o governo passado.

Uma intervenção da ministra Cármen Lúcia, quando quis saber ao que ele se referia quando disse que Paulo Sérgio demoveu Bolsonaro, ressaltou a ligação dos envolvidos com uma eventual medida de exceção — o que Bolsonaro e outros réus do núcleo crucial vinham negando até o dia do julgamento.

O fato de os defensores do general terem colocado o ex-presidente no epicentro da trama golpista ⁠escancarou a irritação de aliados de Bolsonaro e advogados dos demais julgados no Supremo.

Tweet feito por Fábio Wajngarten, ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social, e conversas nos bastidores indicam que advogados estão enfurecidos. Acham que Paulo Sérgio complicou a vida de Bolsonaro na reta final para ele se salvar.

Wajngarten rebateu a teoria da defesa e disse que uma “turma que vivia no bate e assopra na orelha do presidente” agia e criava “teorias conspiratórias” para se manterem vivos.

A situação do general e a de Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), nos bastidores do STF, está sendo avaliada por alguns ministros quase como à parte dos demais casos. Avaliam que não há tantos fatos narrados os envolvendo na trama.

Entendem, por ora, que seja improvável que eles não soubessem do que estava acontecendo, mas que houve, de fato, um sumiço de Heleno depois da reunião em que falou em “virar a mesa”.

Já sobre Paulo Sérgio, os comandantes das três Forças Armadas (Aeronáutica, Exército e Marinha) afirmam que ele teria se reunido, na verdade, para afastar o golpe. Então, pode haver divergências entre os ministros.

Fonte: G1

Lula garantirá botijão de gás gratuito a 15,5 milhões de famílias

Estimativa é que 65 milhões de botijões de gás sejam distribuídos por ano. Investimento em 2025 será de R$ 3,57 bilhões e para 2026, de R$ 5,1 bilhões

O Governo do Brasil lançou, nesta quinta-feira (4.09), o Programa Gás do Povo, que garante gratuidade no botijão de gás de cozinha para as famílias brasileiras em situação de vulnerabilidade. A iniciativa vai ampliar para 50 milhões de pessoas, aproximadamente 15,5 milhões de residências, o acesso ao benefício, o triplo do Auxílio Gás.

A estimativa é que 65 milhões de botijões de gás sejam distribuídos gratuitamente, por ano, para as famílias inscritas no Cadastro Único. O investimento do Governo do Brasil para 2025 é de R$ 3,57 bilhões, já previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA), enquanto a estimativa para o próximo ano é de R$ 5,1 bilhões.

O acesso ao gás de cozinha promove justiça social, promove a saúde e amplia a segurança alimentar da população de baixa renda. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, destacou a importância da ação, uma das maiores de acesso ao cozimento limpo do mundo, durante o lançamento do Gás do Povo, em Belo Horizonte, nesta quinta-feira (4.09).

“Todo mundo tem que ter direito a comer e, para isso, precisa ter direito ao alimento e depois ao gás para cozinhar. É por isso que estamos tentando mostrar que o que falta nesse país não é dinheiro, é tratar o povo com o respeito e a decência que o povo brasileiro precisa”, enfatizou o presidente Lula.

O benefício contemplará as famílias inscritas no Cadastro Único, com renda per capita de até meio salário mínimo (R$ 759), com prioridade para quem recebe o Bolsa Família. Quem recebe o Auxílio Gás continuará recebendo o valor do benefício enquanto a migração estiver em andamento.

Desenhado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e operacionalizado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o Gás do Povo começa a ser pago em novembro de 2025. Presente na cerimônia de lançamento, o ministro Wellington Dias projetou a implementação total do programa. “Começa, agora em setembro, a implantação desse programa com um conjunto de marcos regulatórios e, até o mês de março do próximo ano, queremos alcançar mais de 15 milhões de famílias beneficiadas com o Gás do Povo.”

O titular do MDS também defendeu que o acesso a formas limpas de cocção é um direito humano. “Ainda há pouco visitávamos com o presidente Lula, uma família e foi possível perceber a importância do Programa Gás do Povo. Uma família que se colocava em risco, com a produção de alimentos copm queima de lenha, de carvão, dentro de casa”, exemplificou. 

Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social · Governo do Brasil garantirá botijão gratuito a 15,5 milhões de famílias

Após a mudança do Auxílio Gás para o novo programa, o beneficiário poderá ir até o ponto de revenda mais próximo de sua residência, apresentar o vale eletrônico disponibilizado por meio do aplicativo Gás do Povo, operacionalizado pelo MDS, e retirar o botijão de gás.

Além do acesso pelo aplicativo, a retirada do botijão também poderá ser feita com o cartão do próprio programa, por meio de vale impresso a ser retirado nas agências da Caixa Econômica Federal ou em lotéricas, ou com o cartão do Bolsa Família.

Revenda

A adesão dos pontos de revenda varejista de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o gás de cozinha, será voluntária por meio do credenciamento ao programa no sistema da Caixa. Todos os distribuidores e pontos de revenda que aderirem ao Gás do Povo serão devidamente identificados com a logomarca do programa, identidade visual padronizada, incluindo os pontos de venda, botijões, veículos e materiais de comunicação.

O crédito do Gás do Povo será disponibilizado diretamente às famílias e transferido automaticamente às revendas credenciadas após a compra do botijão. O valor do benefício será definido a partir de um preço de referência por estado, calculado pelo MME e pelo Ministério da Fazenda, com base nos preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Brasil (ANP).

O programa prevê ainda mecanismos para reduzir desigualdades regionais, assegurando que distribuidores com mais de 10% de participação no estado devem garantir o benefício em municípios que não possuem revendas credenciadas no programa. Caso não haja nenhuma revenda no município (dentro ou fora do programa), o beneficiário deve ir até o município mais próximo para retirar o gás.

Regiões

O Nordeste concentra o maior número de famílias contempladas. A estimativa é de que mais de 7,1 milhões de lares sejam atendidos. Na sequência aparecem Sudeste (4,4 milhões), Norte (2,1 milhões), Sul (1,1 milhão) e Centro-Oeste (889 mil).

Estados

Entre as Unidades da Federação, oito estados terão mais de um milhão de famílias beneficiadas. São elas: Pará (1,11 milhão); Maranhão (1,01 milhão); Ceará (1,13 milhão); Pernambuco (1,14 milhão); Bahia (1,84 milhão); Rio de Janeiro (1,12 milhão); Minas Gerais (1,20 milhão); e São Paulo (1,87 milhão).

Saúde

Além de aliviar o orçamento familiar, o Gás do Povo terá impacto direto na saúde pública e na segurança alimentar. Estima-se que 2,3 bilhões de pessoas no mundo ainda não tenham acesso a tecnologias limpas de cozimento, de acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA).

No Brasil, cerca de 12 milhões de domicílios ainda utilizam lenha e gás de forma combinada para cozinhar, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre esses, aproximadamente 5 milhões são famílias de baixa renda — um universo de cerca de 15 milhões de pessoas que ainda recorrem à lenha, sobretudo devido ao impacto do botijão no orçamento familiar.

Essa prática aumenta em até três vezes o risco de infecções respiratórias em crianças e contribui para doenças pulmonares crônicas, principalmente em mulheres.Com o novo programa, será possível reduzir a dependência do fogão à lenha e, consequentemente, diminuir internações no Sistema Único de Saúde (SUS) relacionadas à exposição à fumaça tóxica.

O Gás do Povo também reforça o compromisso do Brasil com a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS 7), que prevê acesso universal a tecnologias limpas de cocção. A iniciativa está alinhada à liderança brasileira no debate sobre transição energética justa, no âmbito do G20 e dos BRICS.

Assessoria de Comunicação – MDS

Padre é preso após ser condenado por estuprar coroinhas em SP

O ex-padre Pedro Leandro Ricardo, de 56 anos, foi preso em Santa Bárbara D’Oeste (SP) para cumprir pena de dez anos e seis meses em regime fechado por abuso sexual. A condenação, transitada em julgado sem possibilidade de recurso, refere-se a crimes cometidos entre 2002 e 2006 contra três adolescentes e uma criança que atuavam como coroinhas na Paróquia São Francisco de Assis, em Araras.

Em nota, seu advogado Paulo Henrique de Moraes Sarmento informou que “Pedro Leandro Ricardo se apresentou […] em colaboração total com a Justiça” e que irá interpor “pedido de revisão criminal com esperança de conseguir alterar a situação de sua prisão”. O ex-religioso sempre negou as acusações, atribuindo-as a desavenças administrativas.

O juiz Rafael Pavan de Moraes Filgueira destacou na sentença que o acusado usava sua posição para escolher vítimas de famílias desestruturadas, sabendo que não seria questionado. Inicialmente a pena era de 21 anos, mas foi reduzida em 2024 pela prescrição de parte das acusações.

Em março de 2022, o Vaticano demitiu Pedro do estado clerical mediante processo canônico. Ele já estava afastado desde 2019 das funções na Basílica Santo Antônio de Pádua, em Americana.

Fonte: DCM

MST realiza a 24ª Feira da Reforma Agrária em Maceió, de 03 a 06/09, na praça da Faculdade

Em sua 24ª edição, a Feira da Reforma Agrária deve reunir cerca de 150 feirantes de todo o estado de Alagoas

Com o marco da mais antiga feira realizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em todo o país, Alagoas recebe a 24ª edição da Feira da Reforma Agrária, que será realizada entre os dias 3 e 6 de setembro, na Praça da Faculdade, na capital alagoana. Reunindo cerca de 150 feirantes de todas as regiões do estado, a Feira de 2025 tem a expectativa de comercializar cerca de 350 toneladas de alimentos.

Entre alimentos in natura e pequenos processados, a comercialização dos alimentos na Feira da Reforma Agrária já é um marco no calendário de feirantes e da sociedade que mora na região do bairro onde acontece a atividade desde sua primeira edição, ainda no ano de 1999.

Certamente esse é um momento muito especial para nós do MST, mas também para todo mundo que acredita no papel e na importância da produção de alimentos saudáveis em nosso estado”, destacou Margarida da Silva, da coordenação nacional do MST.

De acordo com Margarida, a Feira ao longo dos anos foi ganhando muito mais referência com a população maceioense. “Recebemos várias vezes o pedido da sociedade de que a Feira precisava ser permanente aqui em Maceió, com comercialização, atividades culturais e movimentando a cidade”, explicou a coordenadora que também integra a organização da Feira.

Seguindo a já tradicional dinâmica, os feirantes ocupam a Praça da Faculdade em quatro dias de atividades na capital, com comercialização das 6h às 22h todos os dias.

Nossa Feira apresenta para Maceió um pouco do que representa a produção dos acampamentos e assentamentos da Reforma Agrária, com a possibilidade de que quem está na cidade possa comprar seu alimento direto das mãos de quem produziu no campo”, comentou Margarida.

Comercialização sob preço justo

A diversidade de alimentos frutos dos acampamentos e assentamentos da Reforma Agrária contemplam uma variedade de produção organizada e impulsionada pelos camponeses e camponesas em todo o estado, como macaxeira, feijão, milho, inhame, batata, laranja, abóbora entre outros itens.

“Queremos aqui que a sociedade enxergue o papel e a potência da Reforma Agrária para a produção de alimentos saudáveis para chegar de maneira justa na mesa da cidade. Aqui quem vem comprar, pode conversar com quem plantou, saber onde e como o alimento foi produzido, sem atravessador, o que possibilita que o alimento chegue ainda mais barato do que é normalmente encontrado nos mercados convencionais”, explicou Margarida.

Festival cultural

Ainda como parte das atividades que ocorrem na “Feira, o MST realiza o Festival do MST: por Terra, Arte e Pão”, com uma programação gratuita de quarta até sábado, reunindo grupos, artistas e coletivos culturais de várias regiões de Alagoas.

As atividades acontecem todos os dias a partir das 18h, na Praça Central montada na Feira da Reforma Agrária, no bairro do Prado.

Fonte: MST

Bélgica vai reconhecer Estado Palestino na ONU e impor sanções contra Israel

A Bélgica confirma o reconhecimento do Estado da Palestina na ONU, com 145 países se unindo a essa iniciativa. Entenda as implicações.

Dos 193 membros da ONU, cerca de 145 países reconhecem ou pretendem reconhecer o Estado palestino ainda este mês.

A Bélgica irá reconhecer o Estado da Palestina na 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, que começa em 9 de setembro em Nova York. A medida foi condenada pelo ministro da Defesa de Israel, Itamar Ben-Gvir, que falou na chegada de um “terrorismo na Europa”.

– A Palestina será reconhecida pela Bélgica na sessão da ONU. E sanções severas serão impostas ao governo israelense – comunicou nesta terça-feira o ministro das Relações Exteriores belga, Maxime Prevot, no X, que foi criticado por Ben-Gvir.

Para o israelense, a Europa se rendeu “às manipulações do Hamas” e por isso, acabará “experimentando o terror”.

– Os países europeus se deixaram levar pela ingenuidade e se renderam às manipulações do Hamas; [assim] acabarão vivenciando o terror – disse Ben-Gvir, acrescentando que “aqui em Israel, houve quem acreditasse nessas ilusões, tendo como resultados estupros, assassinatos e massacres. Em vez de recompensar o terror, o mundo livre deve se unir contra ele”.

ONU

Em julho, o presidente da França, Emmanuel Macron, declarou que o país reconhecerá o Estado da Palestina na Assembleia Geral da ONU. O mesmo foi feito, na sequência, pelo Reino Unido e Canadá. Austrália e Portugal também sinalizaram que poderão reconhecer o território durante a cúpula.

Dos 193 membros da ONU, cerca de 145 países reconhecem ou pretendem reconhecer o Estado palestino ainda este mês. Estados Unidos, Itália, Japão e Coreia do Sul estão entre os que não o reconhecem até o momento.

SANÇÕES

Sobre as sanções, Prévot disse que “sanções firmes” serão impostas contra o governo de Israel. Os belgas irão proibir importações de produtos produzidos em assentamento ilegais, eles irão fazer “uma revisão das políticas de compras públicas com empresas israelenses” e restrições ao acesso ao consulado belga para cidadãos que vivem em assentamentos ilegais.

Fonte: Correio do Brasil

Lula diz que Brasil não teme sanções dos EUA por julgamento de Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (2) que não há motivo para o Brasil temer eventuais sanções dos Estados Unidos em razão do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Durante agenda em São Paulo, Lula ressaltou que a soberania brasileira deve ser respeitada e criticou a tentativa de interferência externa.

“O que está acontecendo nos EUA é que ele desacreditou de qualquer coisa que tínhamos como conhecimento na história da humanidade: de um governo se meter a julgar o comportamento da Justiça de outro país. Acho que as pessoas precisam aprender a respeitar. Cada um toma conta do seu terreiro”, disse Lula.

O presidente brasileiro também direcionou críticas ao republicano Donald Trump, que voltou à Casa Branca em janeiro de 2025. Lula classificou o comportamento do americano como “inacreditável” e afirmou que ele não foi eleito para se comportar como “imperador do mundo”.

Segundo Lula, a condução das tratativas com os EUA está a cargo do vice-presidente Geraldo Alckmin, do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Ele ressaltou que o Brasil já recorreu à Organização Mundial do Comércio (OMC) em casos de medidas comerciais unilaterais adotadas por Washington.

O presidente demonstrou confiança de que Trump perceberá a necessidade de negociar. “Sinceramente, eu espero que, em algum momento, aconteça alguma coisa na cabeça do presidente Trump, e ele perceba: ‘Puxa vida, tem que negociar’. Não só com o Brasil, mas com a China, a Índia, a Venezuela, com todo mundo”, afirmou.

Lula destacou que a construção de um mundo pacífico depende da cooperação entre os países e reforçou que o Brasil integra um continente reconhecido internacionalmente como zona de paz. As declarações foram dadas após ele prestar condolências no velório do jornalista Mino Carta, em São Paulo, acompanhado de ministros e dirigentes do PT.

Fonte: DCM

Saiba como foi o 1º dia do julgamento de Bolsonaro e mais sete réus

Defesa do ex-presidente será ouvida nesta quarta-feira

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu, por volta das 17h55, o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais sete réus do núcleo 1 da trama golpista.

O julgamento será retomado nesta quarta-feira (3), a partir de 9h, quando serão ouvidas as sustentações dos advogados de Bolsonaro; do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno; ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira e do general Braga Netto, ex-ministro de Bolsonaro e candidato à vice na chapa de 2022.

Quem são os réus?

  • Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
  • Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Almir Garnier – ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
  • Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto – ex-ministro de Bolsonaro e candidato à vice na chapa de 2022;
  • Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Primeiro dia

Pela manhã, o relator, ministro Alexandre de Moraes, leu o relatório da ação penal, documento que contém o resumo de todas as etapas percorridas no processo, desde as investigações até a apresentação das alegações finais, última fase antes do julgamento.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a condenação de Bolsonaro e dos demais acusados.

Foram destinadas oito sessões para análise do caso, marcadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro.

A votação que vai condenar ou absolver os réus deve começar somente nas próximas sessões. As penas podem passar de 30 anos de prisão.  

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Sustentações

Após intervalo para almoço, os ministros começaram a ouvir as sustentações dos advogados dos oito réus.

A primeira a falar foi a defesa de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. O advogado defendeu a manutenção do acordo de delação premiada e negou que o militar tenha sido coagido pelo ministro Alexandre de Moraes e integrantes da Polícia Federal a delatar.

Em seguida, o advogado do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem negou que tenha sido determinado o monitoramento ilegal de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de desafetos políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o advogado Paulo Renato Cintra, Ramagem apenas “compilava pensamentos do presidente da República”.

defesa do almirante Almir Garnier negou nesta terça-feira (2) que o militar tenha colocado as tropas à disposição da tentativa de golpe de Estado para reverter o resultado das eleições de 2022.  

Último a se manifestar neste primeiro dia de julgamento, a defesa do ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal da Justiça Anderson Torres classificou chamada minuta do golpe encontrada pela Polícia Federal (PF) como “minuta do Google”. 

Crimes

Os réus respondem no Supremo pelos crimes de:

  • Organização criminosa armada,
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito,
  • Golpe de Estado,
  • Dano qualificado pela violência e grave ameaça, 
  • Deterioração de patrimônio tombado.

A exceção é o caso do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Abin Alexandre Ramagem, que, atualmente, é deputado federal. Ele foi beneficiado com a suspensão de parte das acusações e responde somente a três dos cinco crimes. A possibilidade de suspensão está prevista na Constituição.

Fonte: Agência Brasil

Israel ataca Cidade de Gaza e avança com tanques; 19 mortos

Israel enviou tanques para o interior da Cidade de Gaza e detonou veículos com explosivos em uma área de subúrbio, o que resultou na morte de pelo menos 19 pessoas nesta segunda-feira (1º), de acordo com autoridades palestinas e testemunhas. A ofensiva faz parte do plano de Israel de assumir o controle total da Faixa de Gaza.

A ação ocorreu no momento em que a Associação Internacional de Acadêmicos de Genocídio aprovou uma resolução afirmando que as ações de Israel em Gaza cumprem os critérios legais de genocídio. Israel não respondeu imediatamente aos relatos do ataque, nem à declaração da associação. Em outras ocasiões, o país negou as acusações de genocídio.

Civis em meio ao conflito

Moradores da região, como Mohammad Abu Abdallah, relataram o terror da noite de ataques. “Foi uma noite de horror, as explosões não paravam e os drones não paravam de sobrevoar a área”, disse Abdallah. Folhetos lançados por militares israelenses orientaram os residentes a se dirigirem imediatamente para o sul, avisando sobre a expansão da ofensiva para o oeste.

O Ministério da Saúde de Gaza informou que, nas últimas 24 horas, pelo menos 98 palestinos foram mortos pelo fogo israelense em todo o enclave. O ministério também relatou nove mortes por desnutrição e fome, incluindo três crianças. Israel contesta esses números, alegando que as mortes foram causadas por outras condições médicas.

Fonte: MSN

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