Personalidades judaicas pedem à ONU e a líderes mundiais que sancionem Israel por crimes em Gaza

Centenas de figuras públicas judaicas em todo o mundo apelaram à ONU e a líderes globais para que imponham sanções a Israel por atos “inconcebíveis” na Faixa de Gaza, que equivalem a genocídio, informou o The Guardian na quarta-feira e a Anadolu.

Uma carta aberta assinada por mais de 450 pessoas, incluindo ex-oficiais israelenses, escritores e artistas premiados, exige responsabilização pelas ações de Israel em Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.

“Não esquecemos que muitas das leis, estatutos e convenções estabelecidas para salvaguardar e proteger toda a vida humana foram criadas em resposta ao Holocausto”, afirmava. “Essas salvaguardas foram implacavelmente violadas por Israel.”

Entre os signatários estão o ex-presidente do Knesset israelense Avraham Burg, o negociador de paz Daniel Levy, os escritores Michael Rosen e Naomi Klein, o cineasta Jonathan Glazer e os atores Wallace Shawn e Ilana Glazer.

O apelo insta os governos a respeitarem as decisões dos tribunais internacionais, interromperem a transferência de armas, aplicarem sanções específicas e garantirem o acesso humanitário a Gaza. O apelo denuncia “falsas alegações de antissemitismo contra aqueles que defendem a paz e a justiça”.

“Inclinamos nossas cabeças em imensurável tristeza enquanto se acumulam evidências de que as ações de Israel serão julgadas como tendo se enquadrado na definição legal de genocídio”, dizia a carta.

O Guardian observou que pesquisas recentes mostram crescente preocupação entre os judeus americanos, com 61% afirmando que Israel cometeu crimes de guerra e 39% acreditando que está cometendo genocídio.

“Nossa solidariedade com os palestinos não é uma traição ao judaísmo, portanto, mas sim a sua concretização”, acrescentou a carta.

Desde outubro de 2023, a guerra israelense em Gaza matou mais de 68.200 pessoas e feriu mais de 170.300, de acordo com o Ministério da Saúde da Palestina.

Fonte: Monitor do Oriente

Sinmed diz que situação da Santa Mônica é insustentável

Presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas, Silvia Melo questiona silêncio da Secretaria de Estado da Saúde

A Maternidade Escola Santa Mônica (MESM) está vivendo, novamente, dias de lotação em sua unidade, com pelo menos 10 pacientes gestantes aguardando atendimento. Outras 14 mulheres internadas no setor de triagem.

O quadro de superlotação preocupa os especialistas na área de saúde devido à alta probabilidade de risco à saúde das mães, bebês e até mesmo dos acompanhantes.

O Sindicato dos Médicos de Alagoas enviou um vídeo à reportagem do Jornal Tribuna Independente mostrando a situação da maioria das gestantes, parturientes e recém-nascidos.

Gestantes alojadas em colchão no chão. Recém-nascido em leito no corredor, bem próximo aos adultos. Mulheres que acabaram de dar à luz, aguardando alta hospitalar deitadas no chão, acima apenas de colchões. Pacientes sendo assistidos pelos seus próprios acompanhantes e alguns acompanhantes sentados nas camas dos pacientes, o que é proibido.

A presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas, Silvia Melo, questionou o silêncio da Secretaria de Estado da Saúde sobre a situação na maternidade.

“A situação está insustentável. Lamentável o que está acontecendo nos corredores da Maternidade, com mulheres se espremendo para serem atendidas”, denunciou.

Por meio de nota, a Maternidade Escola Santa Mônica informou que está enfrentando um quadro de superlotação, com número acima da capacidade ideal de pacientes internadas, que é de 40 leitos para gestantes e puérperas, e 10 leitos de pré-parto.

Na última quarta-feira, a Santa Mônica estava com 15 pacientes internas acima da capacidade.

A Maternidade é referência estadual no atendimento a gestantes e recém-nascidos de alto risco, encaminhados de diversos municípios alagoanos, por isso, ocasionalmente, ocorrem situação de superlotação. Vale destacar que, por se tratar de casos que exigem cuidados especializados e contínuos, o tempo médio de internação é maior do que em maternidades de risco habitual, o que torna a rotatividade mais lenta.

A direção da unidade ressaltou que a Maternidade não pode e não deve fechar suas portas à alta demanda, uma vez que as gestantes encaminhadas ao local pelas unidades necessitam de assistência imediata e segura, por serem casos de risco elevado, que demandam estrutura e equipe específicas.

A direção reforçou também que a solução definitiva para as situações de superlotação passa pelo fortalecimento da rede de atenção obstétrica, que é responsabilidade dos municípios, com o funcionamento efetivo do pré-natal, principalmente na prevenção e controle das síndromes hipertensivas, das diabetes descompensadas e na realização dos exames de rotina, que devem ser solicitados e garantidos às gestantes em tempo hábil para intervenções oportunas.

Fonte: Tribuna Hoje

Aprovação de Lula sobe para 51% e volta a superar desaprovação, mostra AtlasIntel

Pesquisa indica estabilidade na imagem do presidente e consolidação da recuperação iniciada após crise das tarifas dos EUA

A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a superar a desaprovação, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira (24) pela AtlasIntel. O estudo mostra que 51,2% dos eleitores aprovam o desempenho do presidente, enquanto 48,1% desaprovam. Outros 0,6% não souberam opinar.

Na comparação com setembro, as variações ficaram dentro da margem de erro de um ponto percentual, mas confirmam a tendência de recuperação gradual da imagem do governo. No mês anterior, a aprovação era de 50,8% e a desaprovação de 48,3%.

Quando questionados sobre a avaliação geral da gestão, 48% classificaram o governo como “bom” ou “ótimo”, enquanto 47,2% consideraram “ruim” ou “péssimo”. Outros 4,8% disseram que a administração é “regular”.

O resultado reforça o quadro de estabilidade política e leve recuperação de apoio ao governo, especialmente após o realinhamento diplomático do Brasil com os Estados Unidos e a defesa de Lula em temas econômicos e comerciais, como a resposta ao tarifaço imposto por Donald Trump.

O cenário indica que Lula entra no último bimestre do ano com vantagem simbólica sobre a desaprovação, embora ainda dentro do empate técnico, quadro que pode influenciar as negociações no Congresso e a pauta econômica de 2026.

A pesquisa ouviu 14.063 eleitores entre 15 e 19 de outubro, em todo o país, com nível de confiança de 95%.

Fonte: Informoney

Lula seria reeleito no 1º turno se eleição fosse hoje, diz pesquisa Atlas Intel

Em curva ascendente, Lula venceria Tarcísio, Michelle e todos os adversários da direita no primeiro turno. Sem o presidente, Fernando Haddad lidera a disputa com 13 pontos sobre o governador paulista. Veja a íntegra.

Pesquisa Atlas Intel divulgada nesta sexta-feira (24) mostra que Lula seria reeleito no primeiro turno para seu quarto mandato na Presidência, independentemente de quem seja o candidato da direita.

No principal cenário, com Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) como adversário, Lula somaria 51,3% e o candidato da terceira via 30,4%. Os outros adversários somam 11,5%, enquanto indecisos, brancos e nulos chegam a 6,9%.

O estudo mostra que Lula vem numa crescente desde janeiro, com uma subida maior a partir de agosto, quando o presidente marcava 44,1% contra 31,8% de Tarcísio, que vem caindo nas intenções de votos.

Em um segundo cenário, Lula venceria Michelle Bolsonaro (PL) com os mesmos 51% contra 26,2% da esposa de Jair Bolsonaro. Ronaldo Caiado (União) marca 9,1%, Ratinho Jr (PSD) 5,1% e Romeu Zema (Novo) 4,6%. Brancos e nulos são 3,2% e indecisos 0,8%.

Lula também marca os mesmos 51% em um cenário sem a ex-primeira-dama. Caiado registra 15,3%, Zema 10,6% e Ratinho 10,4%. Brancos e nulos somam 9,4% e indecisos 3,4%.

Haddad vence Tarcísio

A Atlas Intel ainda testou um cenário com Fernando Haddad, no lugar de Lula. Atual ministro da Fazenda, Haddad supera Tarcísio no primeiro turno com 43,1% a 30,1%. Caiado vem em seguida com 7%. Na sequência estão Ratinho com 3,5% e Zema, com 2,6%. Brancos e nulos são 10,8% e indecisos 2,9%.

Em simulações do segundo turno, Lula vence todos os adversários: 52% a 44% contra Tarcísio; 52% a 43% contra Michelle; 52% a 44% contra o inelegível Bolsonaro; 52% a 35% contra Zema; 52% a 36% contra Caiado; e 51% a 37% contra Ratinho.

“O presidente Lula ampliou sua vantagem em todos os cenários de 2º turno. Contra Tarcísio, Michelle ou num cenário hipotético contra Jair Bolsonaro, Lula abriu uma vantagem de 8pp a 9pp. Contra governadores da direita, as margens vão de 14pp a 17pp a favor de Lula”, diz a Atlas em análise nas redes.https://d-37355389283858203073.ampproject.net/2510081644000/frame.html

A Atlas Intel ouviu 14.063 eleitores entre os dias 15 e 19 de outubro. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos.

Fonte: Revista Fórum

Inflação desacelera em outubro; alimentos caem pelo 5º mês

Índice ficou abaixo da expectativa dos analistas

A prévia da inflação oficial de outubro ficou em 0,18%, pressionada principalmente pelo preço dos combustíveis. Já os preços dos alimentos caíram pelo quinto mês seguido e ajudaram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) a desacelerar em relação a setembro, quando marcou 0,48%.

No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 soma 4,94%, abaixo dos 5,32% observados nos 12 meses terminados em setembroOs dados foram divulgados nesta sexta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Pelos dados prévios, a inflação anual se mantém acima da meta do governo, de 3% ao ano com tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para mais ou para menos, ou seja, indo no máximo a 4,5%.

Instituições financeiras ouvidas pelo Boletim Focus, do Banco Central (BC), estimam que o IPCA deve terminar o ano em 4,7%. 

Influências

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, cinco tiveram alta na passagem de setembro para outubro:

– Vestuário (0,45%)

– Despesas pessoais (0,42%)

– Transportes (0,41%)

– Saúde e cuidados pessoais (0,24%)

– Habitação (0,16%)

– Educação (0,09%)

– Artigos de residência (-0,64%)

– Comunicação (-0,09%)

– Alimentação e bebidas (-0,02%)

Transportes

O grupo transportes representou a maior pressão de alta, respondendo por 0,08 ponto percentual do IPCA-15. Colaboraram os combustíveis (1,16%) e passagens aéreas (4,39%). A gasolina, produto com maior peso entre todos os 377 subitens pesquisados, subiu 0,99%. O etanol ficou 3,09% mais caro no mês.

Alimentos caem pelo 5º mês

Dentro do grupo alimentos e bebidas, a alimentação no domicílio recuou 0,10%, influenciada por:

– cebola (-7,65%)

– ovo de galinha (-3,01%)

– arroz (-1,37%)

– leite longa vida (-1%)

Cada um desses recuos representa 0,01 p.p. no IPCA-15. No período de cinco meses de queda do grupo alimentos e bebidas, há um alívio acumulado de 0,98%.

Conta de luz mais barata

No grupo habitação, a desaceleração de 3,31% (setembro) para 0,16% (outubro) contou com o refresco da energia elétrica residencial, que caiu 1,09%. De todos os produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, a conta de luz foi a que mais puxou o índice para baixo (-0,05 ponto percentual).

A explicação está migração da bandeira tarifária vermelha patamar 2 para 1. No 2, há cobrança adicional de R$ 7,87 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos. Já no nível 1, o extra é de R$ 4,46. 

A cobrança extra é determinada pela Aneel para custear usinas termelétricas em tempos de baixa nos reservatórios das hidrelétricas. O adicional é necessário, pois a energia gerada pelas termelétricas é mais cara que a hidrelétrica.

IPCA 15 X IPCA

O IPCA-15 tem basicamente a mesma metodologia do IPCA, a chamada inflação oficial, que serve de base para a política de meta de inflação do governo.

A diferença está no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. Na prévia, a pesquisa e feita e divulgada antes mesmo de acabar o mês de referência. Em relação à divulgação atual, o período de coleta foi 16 de setembro a 13 de outubro.

Ambos os índices levam em consideração uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Atualmente o valor do mínimo é R$ 1.518.

O IPCA-15 coleta preços em 11 localidades do país (as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.); e o IPCA, 16 localidades (inclui Vitória, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju). O IPCA cheio de outubro será divulgado em 11 de novembro.

Fonte: Agência Brasil

STF condena a até 17 anos de prisão réus do núcleo das fake news na trama golpista

Supremo afirma que grupo tentou desacreditar eleições e atacar instituições democráticas

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou sete integrantes do chamado “núcleo quatro” da trama golpista, acusado de articular uma rede de desinformação com o objetivo de desacreditar o processo eleitoral e pressionar as Forças Armadas a aderirem a uma ruptura institucional. O julgamento foi relatado por Alexandre de Moraes, que votou pela condenação da maioria dos réus, acompanhado por Cristiano ZaninCármen Lúcia e Flávio Dino. O ministro Luiz Fux divergiu do grupo.As informações são do jornal O Globo, que acompanhou o julgamento realizado nesta terça-feira (21). Segundo a publicação, os ministros entenderam que o grupo atuou para enfraquecer a confiança pública nas urnas eletrônicas e na Justiça Eleitoral, promovendo ataques coordenados nas redes sociais.

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Condenações e penas definidas

Foram condenados o ex-major Ailton Barros, o major da reserva Angelo Denicoli, o subtenente Giancarlo Rodrigues, o tenente-coronel Guilherme Marques Almeida, o policial federal Marcelo Bormevet, o coronel Reginaldo Vieira de Abreu e o engenheiro Carlos Rocha, presidente do Instituto Voto Legal (IVL).As penas variam de 7 a 17 anos de prisão, além de multas de até 120 dias-multa. Denicoli recebeu a punição mais severa: 17 anos de prisão. Rocha, por sua vez, foi condenado a 7 anos e 6 meses, sendo absolvido de parte das acusações.Play Video

Moraes: “A organização pretendia desacreditar as eleições”

Durante seu voto, Alexandre de Moraes destacou que a intenção do grupo era minar a credibilidade do sistema eleitoral para manter o poder, mesmo após derrota nas urnas.

“A organização criminosa pretendia desacreditar as eleições para permanecer no poder, mesmo que o resultado fosse adverso”, afirmou Moraes.

O ministro também rechaçou o uso da liberdade de expressão como escudo para discursos de ódio e incitação ao golpe.

“É uma falácia, uma mentira absurda e antidemocrática dizer que ataques à Justiça Eleitoral e à democracia são liberdade de expressão. Isso é crime tipificado no Código Penal”, enfatizou.

Zanin fala em “manipulação do sentimento popular”

O ministro Cristiano Zanin afirmou que a tentativa de golpe se estruturou com base em manipulação emocional e campanhas de ódio.

“O risco de colapso do Estado Democrático de Direito não se esgota em atos tradicionais de ruptura. Ele está nas ações dolosas voltadas à manipulação do sentimento popular e ao estímulo à violência”, disse.

Zanin observou ainda que o grupo não precisou usar a palavra “fraude” para gerar desconfiança.

“Quando se afirma, sem provas, que havia erros graves nas urnas eletrônicas e que os resultados favoreceriam um candidato, está se atacando a democracia”, completou.

Fux diverge e fala em “opiniões pessoais”

O ministro Luiz Fux foi o único a divergir, defendendo a absolvição dos sete acusados.

“Diálogos particulares e opiniões pessoais não são suficientes para caracterizar tentativa de golpe”, argumentou.

Fux disse que punir opiniões contrárias ao sistema eleitoral ameaça o debate público, citando o “regime abominável” da Venezuela como exemplo de supressão da liberdade de expressão.

Cármen Lúcia e Dino reforçam impacto da desinformação

A ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE, destacou que as tecnologias ampliaram o alcance das mentiras políticas:

“As tecnologias contemporâneas facilitaram o poder de plantar mentiras que mutilam a democracia. É como uma inseminação artificial de desconfiança”, declarou.

Já Flávio Dino afirmou que a desinformação foi peça central na tentativa de golpe:

“A desinformação não é algo anedótico. É um elemento estrutural de ataque à democracia. A relação causal entre os ataques ao Judiciário e os atos de 8 de janeiro é muito evidente”, afirmou.

Acusações da PGR e próximos julgamentos

Procuradoria-Geral da República (PGR) acusou o grupo de fabricar e espalhar narrativas falsas contra os Poderes da República e de tentar coagir militares a aderirem ao plano golpista. O procurador-geral Paulo Gonet defendeu a condenação dos sete pelos cinco crimes atribuídos.O caso faz parte de um conjunto de cinco núcleos investigados. O primeiro, chamado “núcleo crucial”, foi julgado em setembro e resultou na condenação de oito réus, incluindo Jair Bolsonaro.Nas próximas etapas, o STF deve julgar o núcleo responsável pelo suposto plano de sequestro do ministro Alexandre de Moraes e o grupo acusado de coordenar as ações logísticas do golpe.

Fonte: Brasil 247

Vereador desviou R$ 478 mil em emendas para atos organizados por Malafaia

O vereador Gilberto Nascimento Jr. (PL-SP) destinou R$ 478 mil em emendas parlamentares para financiar a infraestrutura de três manifestações bolsonaristas realizadas em 2023 na Avenida Paulista, em São Paulo, e organizadas pela Associação Vitória em Cristo (AVEC), liderada pelo pastor Silas Malafaia. As emendas foram liberadas pela Secretaria Municipal de Turismo com o aval do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

Segundo o UOL, o valor foi utilizado para alugar equipamentos como banheiros químicos, ambulâncias, grades de segurança e torres de observação, com valores variando de R$ 142 mil a R$ 190 mil, dependendo do evento. Os documentos oficiais não detalham o destino dos recursos, apenas mencionando genericamente “evento”.

A manifestação foi chamada de “Movimento nas Ruas – AVEC”, e o pastor Silas Malafaia negou que sua organização tenha recebido qualquer recurso das emendas. Ele afirmou que a associação usou apenas seu nome para oficializar o evento, mas não desembolsou recursos para a realização das manifestações, que, segundo ele, foram financiadas com recursos próprios e não por meio de apoio político.

Malafaia, que em fevereiro de 2024 afirmou que a AVEC financiaria um dos atos, posteriormente voltou atrás, alegando que as despesas seriam custeadas com recursos próprios e que nenhum dinheiro de políticos ou caixa dois foi utilizado.

Sua declaração contrasta com os detalhes fornecidos pela Prefeitura de São Paulo, que indicou que os recursos foram destinados ao apoio logístico e infraestrutura, sem especificar vínculos partidários. A Prefeitura de São Paulo, por meio de nota, esclareceu que sua função era garantir a segurança pública e a ordem, independentemente da natureza da manifestação.

O vereador Gilberto Nascimento, que está em seu terceiro mandato, é filho do deputado federal Gilberto Nascimento (PSD-SP) e é aliado de Silas Malafaia, figura influente dentro da bancada evangélica. Nascimento foi secretário de Desenvolvimento Social no governo de Tarcísio de Freitas, mas deixou o cargo em 2024 para disputar a reeleição na Câmara Municipal de São Paulo.

As manifestações apoiadas por Nascimento tiveram como temas principais a defesa da anistia e ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em abril, um dos atos levou cartazes e objetos de apoio a figuras envolvidas em atos golpistas, como a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, que participou do ataque de 8 de janeiro.

Políticos e governadores de extrema-direita, como Romeu Zema (MG) e Tarcísio de Freitas (SP), marcaram presença nos eventos. Em junho e agosto, os protestos foram palco de mais manifestações de apoio a Bolsonaro, com ataques ao STF e à sua composição.

No protesto de 29 de junho, Bolsonaro pediu apoio para eleger 50% do Congresso em 2026. Malafaia, por sua vez, atacou o ministro do STF Alexandre de Moraes e defendeu seu impeachment. No evento de agosto, o ex-presidente não compareceu, mas outros aliados continuaram a pedir medidas contra o Judiciário.

Fonte: DCM

Operação resgata 215 trabalhadores em condições análogas à escravidão

Os resgates ocorreram em 19 estados e no Distrito Federal

A Operação Resgate V revelou um cenário alarmante de exploração e violações de direitos trabalhistas em diferentes regiões do Brasil. Segundo o g1, a iniciativa coordenada por diversos órgãos federais resultou na realização de 47 operações em 19 estados e no Distrito Federal, com o pagamento de mais de R$ 1,4 milhão em indenizações por danos morais individuais e coletivos.

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Minas Gerais concentrou o maior número de ações (9), seguido por São Paulo (6) e Pará (4). A operação é conduzida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União (DPU) e Polícia Federal (PF).

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Auditoria e impasse na divulgação de dados

Os dados finais ainda não foram completamente consolidados, pois auditores-fiscais do Trabalho se recusam a registrar as informações no sistema oficial do governo federal. O boicote, iniciado em setembro, é uma forma de protesto contra a decisão do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, de assumir pessoalmente a investigação sobre o caso de trabalho escravo envolvendo a empresa JBS Aves. Segundo a categoria, a medida compromete a autonomia e a integridade das fiscalizações no país.

O Ministério do Trabalho afirmou que “por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho participou da Operação V, porém os dados finais ainda estão em fase de compilação”.

Violações e condições degradantes

Durante as fiscalizações, foram encontradas situações que configuram trabalho análogo à escravidão, como moradia precária, jornadas exaustivas, endividamento forçado e exploração de adolescentes.

O coordenador nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Conaete), Luciano Aragão, destacou a gravidade dos casos. “Encontramos situações de extrema vulnerabilidade social, com trabalhadores vivendo em condições degradantes, sem acesso aos direitos mais básicos”, afirmou. Ele também ressaltou que a articulação entre os órgãos públicos foi “essencial para garantir o resgate das vítimas, responsabilizar os empregadores e corrigir irregularidades”.

Casos em diferentes regiões

No Maranhão, um trabalhador de 57 anos foi resgatado após mais de uma década sem salário fixo, recebendo apenas bezerros como pagamento e vivendo sem banheiro ou água potável. Em São Paulo, 16 imigrantes bolivianos foram libertados de uma oficina de costura na capital, onde enfrentavam jornadas longas, dívidas ilegais e até o retorno forçado ao trabalho poucos dias após o parto.

No interior paulista, em Capão Bonito, três trabalhadores foram retirados de uma carvoaria que funcionava sem condições sanitárias ou segurança. Já em Itapeva, no Vale do Ribeira, um jovem de 18 anos bebia água de um córrego usado por animais. A empresa responsável pelo recrutamento é ligada à modelo Taiany França Zimpel, Miss Mato Grosso 2024, que declarou em nota que sua firma apenas prestava serviços terceirizados à fazenda.

O que diz a lei

O Código Penal brasileiro define como trabalho análogo à escravidão toda atividade que envolva submissão a trabalhos forçados, jornadas exaustivas, condições degradantes ou restrição de locomoção por dívidas. Trabalhadores resgatados têm direito a três parcelas do Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado (SDTR), além de todas as verbas trabalhistas e assistência social.

Denúncias e combate à exploração

Casos suspeitos podem ser denunciados de forma anônima pelo Sistema Ipê, plataforma da Organização Internacional do Trabalho (OIT) voltada à coleta de informações sobre exploração laboral. As denúncias ajudam a direcionar as operações de fiscalização e a identificar novas ocorrências de trabalho escravo.

Fonte: Brasil 247

Ministério Público da Itália dá parecer favorável a extradição de Zambelli

Zambelli fugiu para a Itália no início de junho para escapar da condenação de dez anos de prisão determinada pelo STF

O Ministério Público da Itália emitiu parecer favorável à extradição da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), de acordo com a AGU (Advocacia-Geral da União).

A parlamentar está presa cautelarmente no país europeu, por decisão da Corte de Apelação de Roma, que considerou haver grave risco de fuga.

A congressista fugiu para a Itália no início de junho para escapar da condenação de dez anos de prisão determinada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

A AGU atua no processo de extradição da parlamentar com o objetivo de fazer cumprir as determinações da Justiça brasileira.

A congressista fugiu para a Itália no início de junho para escapar da condenação de dez anos de prisão determinada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Ela foi acusada de participar da invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para emitir um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Sua extradição foi pedida à Itália pelo governo brasileiro. A Corte de Apelação aguardava o parecer da Procuradoria-Geral italiana sobre o caso para marcar nova audiência, em que será avaliada a existência ou não de requisitos para que Zambelli seja enviada ao Brasil. A palavra final caberá ao governo italiano, por meio do Ministério da Justiça.

No último dia 8, a Corte de Cassação, última instância da Justiça italiana, rejeitou um recurso apresentado pela defesa da deputada contra sua prisão em regime fechado, a mantendo, assim detida durante a tramitação do processo de extradição na Itália.

Os advogados de Zambelli tentavam reverter a decisão da Corte de Apelação que havia determinado, no fim de agosto, o regime fechado. O tribunal havia rejeitado pedido de prisão domiciliar por entender que havia alto risco de fuga e que seu estado de saúde era compatível com o cárcere.

A deputada foi condenada pelo STF em maio à perda do mandato e a dez anos de prisão por invadir o sistema do CNJ com ajuda do hacker Walter Delgatti Neto, que também foi condenado, para emitir um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Zambelli diz que o hacker agiu sozinho.

Pesa contra ela, ainda, uma segunda condenação, a 5 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, além do pagamento de multa, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. A decisão também determinou a perda do mandato parlamentar, a ser efetivada após o trânsito em julgado da condenação (quando não houver mais possibilidade de recurso).

O processo ocorreu após o episódio em que ela sacou e apontou uma arma para um homem na véspera do segundo turno das eleições de 2022. Na ocasião, a deputada perseguiu um homem negro após uma discussão no bairro dos Jardins, em São Paulo. Um segurança da parlamentar chegou a fazer um disparo e foi preso pela Polícia Civil.

Mandado de Zambelli na Câmara

A perda de mandato da deputada depende de análise da Câmara. Para que isso ocorra, é necessária maioria absoluta dos deputados, ou seja, 257 votos. O trâmite da cassação de um deputado condenado criminalmente começa pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e, a exemplo do Conselho de Ética, tem um relator designado, defesa prévia e instrução com provas e testemunhas, além da oitiva do próprio acusado.

Só depois da votação na CCJ é que ocorre a votação no plenário. Não há um prazo máximo para que isso ocorra.

A licença de 127 dias que ela tirou do mandato antes de fugir para a Itália terminou em 2 de outubro.

Fonte: ICL

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