Não às bombas assassinas dos EUA e Israel no Irã. Cessar imediatamente os bombardeios!

Comunicado do POI – Partido Operário Independente (França)

Em caráter extraordinário publicamos esta nota sobre os atos de guerra contra o Irã.

Cessar imediatamente os bombardeios!
Não à guerra contra o Irã!

Paris, 28 de fevereiro de 2026

Após terem transferido, há várias semanas, grande parte da frota estadunidense para o Golfo Pérsico, e apesar dos riscos de explosão que uma intervenção militar no Irã pode levar à região, Netanyahu e Trump decidiram bombardear Teerã e várias cidades iranianas em plena luz do dia.

O pretexto? A assinatura do acordo nuclear, para o qual Trump exige uma “capitulação” do Irã, segundo as palavras relatadas por seu enviado especial, Steve Witcoff.

Trump acaba de se dirigir hoje ao povo iraniano com estas palavras: “A hora da sua liberdade está próxima”. Toda a história recente demonstra o contrário, com as consequências dramáticas para os povos que podemos constatar.

Após dez anos de guerra e centenas de milhares de mortos no Afeganistão, os Estados Unidos se retiraram, deixando o país sangrando nas mãos dos talibãs. A intervenção militar no Iraque em 2003 fragmentou o país e a Síria está sofrendo o mesmo destino.

Quem pode acreditar que esses dois assassinos, Trump e Netanyahu, genocidas do povo palestino, estão bombardeando para salvar os iranianos da terrível situação em que se encontram há anos, também em consequência do bloqueio?

O que determina as intervenções imperialistas não tem nada a ver com os direitos dos povos e a democracia, mas têm tudo a ver com a defesa de seus próprios interesses, contraditórios aos dos povos.

Por sua vez, o POI está resolutamente com o povo iraniano, pelo seu direito de decidir livremente seu próprio caminho, e não sob as bombas dos assassinos.

Cessar imediatamente os bombardeios!

Não à guerra contra o Irã!

Fonte: petista.org.br

Desembargador investigado por vender sentenças é afastado pelo CNJ

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) afastou o desembargador de Mato Grosso, Dirceu dos Santos, após investigações sobre a suspeita de que ele estaria vendendo sentenças favoráveis a terceiros, incluindo empresários e advogados. A operação, realizada pela Polícia Federal (PF) nesta segunda (2), resultou em diligências no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MG) para apreensão de documentos e equipamentos eletrônicos.

As suspeitas contra Dirceu surgiram após a quebra de seus sigilos bancário e fiscal, que revelou um aumento patrimonial incompatível com os rendimentos declarados ao longo de sua carreira na magistratura. Em cinco anos, ele movimentou R$ 14,6 milhões, com uma variação patrimonial a descoberto, principalmente entre 2021 e 2023, período em que os ilícitos supostamente ocorreram.

De acordo com o CNJ, a diferença entre o incremento patrimonial e os rendimentos declarados foi de R$ 1.913.478,48 somente no último ano. O afastamento foi determinado pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, em resposta à gravidade das acusações.

A PF agora realiza a perícia dos documentos e equipamentos apreendidos durante a operação, que serão entregues ao CNJ para continuidade das investigações. O caso segue sob apuração, com a possibilidade de novas medidas contra o desembargador.

Fonte: DCM

Militarização das escolas aumentou mais de 20 vezes na última década

Em 2014, havia 48 escolas nesse modelo no país; em 2026, o total chegou a 1.389 unidades

O número de escolas militarizadas nas esferas estadual e municipal cresceu de forma contínua entre 2014 e janeiro de 2026, com crescimento acentuado a partir de 2021, segundo um levantamento feito pelo professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) Fernando Cássio. Em 2014, havia 48 escolas nesse modelo no país. Em 2026, o total chegou a 1.389 unidades, o que representa um aumento de 28,9 vezes, ou 2.793,75%, no período.

No âmbito estadual, o total de unidades passou de 46 em 2014 para 937 em 2026. O crescimento ocorreu de forma gradual até 2020, quando o número chegou a 212 unidades. A partir de 2021, houve uma aceleração significativa, com o total subindo para 458 e mantendo um ritmo anual de expansão entre 100 e 150 novas unidades.

A nível municipal, o avanço foi proporcionalmente maior, apesar de partir de uma base menor. Até 2014, havia apenas duas unidades militarizadas em municípios. O crescimento começou a se intensificar em 2017, quando o número chegou a 14, e seguiu em expansão no ano seguinte, com 29 unidades. Em 2026, chegou-se ao número de 452 unidades.

O professor Fernando Cássio afirma que a militarização se baseia na lógica da escolha escolar, o que a literatura internacional chama de “school choice” em inglês, que se intensificou nos últimos anos. “É a ideia de que existe um mercado de tipos de escola, e a população pode escolher onde quer estudar: se em uma escola militarizada, gerida por organização social ou uma escola charter. É um argumento de mercadorização”, afirma. 

No modelo estadual, o Paraná aparece com ampla vantagem, com 345 unidades. Mato Grosso ocupa o segundo lugar, com 134 unidades, e São Paulo aparece em seguida, com 100. Os três estados concentram a maior parte das iniciativas no modelo coordenado pelos governos estaduais.

Já no âmbito municipal, a Bahia ocupa o primeiro lugar, com 116 unidades militarizadas. O Maranhão aparece logo atrás, com 101 unidades, e Goiás, com 50. No segmento privado, o Paraná volta a liderar, com nove unidades. O Ceará aparece na sequência, com cinco, e o Rio de Janeiro soma quatro unidades militarizadas sob gestão privada.

“Esse projeto está dentro da lógica geral da privatização e da crença de que se pode ter um mercado com ofertas diferenciadas dentro do sistema público. O projeto liberal casa com isso”, afirma Cássio. Para o pesquisador, a militarização também é apresentada como uma solução para problemas estruturais da educação pública e passa a integrar um conjunto de políticas que inclui privatização e expansão do ensino integral.

O professor, no entanto, aponta para contradições. “Qual é a evidência de que a escola militarizada é melhor que as outras? Mesmo que fosse, qual o sentido de retroceder em conquistas históricas da educação, como o reconhecimento das diferenças e das diversas maneiras de ser criança e adolescente? Uma criança trans em uma escola militarizada provavelmente vai evadir. Os relatos de abusos e racismo são abundantes”, diz.

São Paulo

No início de fevereiro, a Justiça de São Paulo suspendeu as regras que determinam o comportamento dos alunos das escolas cívico-militares implementadas pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) no estado.

Na decisão, a juíza Paula Narimatu, da 13ª Vara da Fazenda Pública da capital, afirmou que as normas têm potencial discriminatório e podem atingir estudantes de grupos minoritários. Segundo ela, a exigência de cores naturais e tonalidades discretas para cabelos e a proibição de determinados adereços podem restringir expressões culturais afro-brasileiras. 

A magistrada registrou que as restrições “são particularmente graves e têm o potencial discriminatório dessas normas contra alunos que integram grupos minoritários, proibindo indiretamente expressões culturais afro-brasileiras, como penteados tradicionais, tranças específicas ou cortes característicos da cultura”.

Além de suspender as regras, a Justiça proibiu militares de ministrarem aulas nas escolas do programa. A decisão determina que sua atuação fique restrita ao apoio em programas específicos, orientação sobre segurança escolar, promoção do respeito, organização do ambiente e desenvolvimento de projetos extracurriculares. 

Segundo a juíza, essas funções devem se limitar às “atividades dos monitores cívico-militares, restringindo-as ao apoio em programas específicos, orientação em segurança escolar, promoção do respeito e cultura de paz, orientação para ambiente organizado e disciplinado, implementação de projetos extracurriculares cívico-militares e acionamento da Polícia Militar quando necessário”.

Recentemente, uma reportagem da TV Globo mostrou policiais atuando dentro da Escola Estadual Professora Luciana Damas Bezerra, em Caçapava (SP), que iniciou o ano letivo no modelo cívico-militar. Durante a gravação, eles foram flagrados escrevendo palavras de forma incorreta no quadro enquanto orientavam os alunos. Entre os erros registrados estavam as palavras “descançar” e “continêcia”. No primeiro caso, a grafia correta é descansar, com a letra s na última sílaba. No segundo, o correto é continência, com a presença da letra n antes da letra c.

As imagens mostram os agentes conduzindo atividades em sala, apesar de decisões judiciais que restringem a atuação de militares a funções de apoio e vedam a participação direta no ensino pedagógico.

Fernando Cássio afirma que “o curioso” caso de Caçapava “é que as pessoas se chocam com os erros ortográficos e o debate descamba para algo moralista. Poucas pessoas se perguntaram o que aquele policial estava fazendo dentro da sala de aula escrevendo no quadro. O regimento das escolas cívico-militares de São Paulo diz que a função desses policiais é fiscalizar corredores e pátios. Ele não deveria estar lá, escrevendo certo ou errado”, relembra. 

Segundo o pesquisador, São Paulo ainda não atingiu a mesma dimensão observada em outros estados, mas o tema no estado ganha repercussão nacional devido à visibilidade da imprensa e às ações judiciais contra as “regras discriminatórias”, embora normas semelhantes estejam em vigor em todo o país.

Além da visibilidade nacional, a intensificação da militarização em São Paulo é recente e contribuiu para colocar o tema no centro do debate público. Foi no ano passado que o governo estadual aprovou o Programa Escola Cívico-Militar e no início deste ano que as 100 escolas passaram a funcionar nesse modelo. 

Paraná

No Paraná, o modelo começou a ser aplicado em 2021, dois anos após o ex-presidente Jair Bolsonaro lançar o programa de escolas cívico-militares, em 2019, em todo o país. A nível nacional, a política foi descontinuada, mas seguiu vigente na maior do país por iniciativa dos próprios estados. 

João Campos, professor de Pedagogia no Instituto Federal do Paraná (IFPR) e integrante da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, afirma que o modelo cívico-militar no estado também é um desdobramento de agendas neoliberais e conservadoras. “No Paraná, tem avançado muito essa pauta das escolas cívico-militares como parte de uma pauta conservadora, a partir do governo Beto Richa e depois no de Ratinho Júnior, que segue o pensamento liberal de privatizar inclusive as escolas”, diz. 

Segundo o professor, a adoção do modelo cívico-militar também implica em mudanças na estrutura pedagógica e no acesso de determinados grupos à escola. Ele afirma que “outra perda para as escolas que aderem a esse modelo é o fim dos cursos técnicos e do ensino noturno”, o que reduz as possibilidades de atendimento a estudantes trabalhadores. Sem o período noturno, esses alunos têm dificuldades para concluir a educação básica, já que muitos trabalham durante o dia.

De acordo com os programas das escolas cívico-militares, não há obrigatoriedade legal de encerrar cursos técnicos ou o ensino noturno. No entanto, na prática, esses formatos frequentemente são reduzidos ou descontinuados, porque o modelo prioriza atividades diurnas com rotinas mais rígidas, como formaturas, acompanhamento disciplinar e maior presença de monitores, o que dificulta sua adaptação ao período noturno.

Os cursos técnicos também podem ser afetados, já que exigem estruturas específicas, carga horária ampliada e organização curricular própria. Nesses casos, as secretarias de educação podem optar por reorganizar a rede, transferindo essas modalidades para outras unidades e convertendo a escola cívico-militar em uma unidade voltada ao ensino regular diurno.

“É uma situação bem preocupante. Uma das questões é que o modelo desvia a própria finalidade dos recursos da educação para pagar salários de militares aposentados. Esse é um dos dados que tem sido apontado como um problema”, afirma. 

Diferença entre escolas militares e militarizadas

De acordo com Fernando Cássio, as escolas militares possuem respaldo legal e são mantidas diretamente pelas Forças Armadas ou por forças auxiliares, como as polícias militares estaduais. Neste grupo, estão os colégios do Exército, da Marinha, da Força Aérea e algumas unidades vinculadas às polícias militares, onde a gestão é feita por militares, os professores pertencem às corporações e todas as decisões são tomadas nesse âmbito.

No Brasil, existem 94 escolas militares, sendo 69 estaduais e 25 federais. Somente em Minas Gerais, 30 são militares. Um exemplo é o Colégio Tiradentes da Polícia Militar de Minas Gerais, uma rede com 27 escolas que integra o Sistema de Ensino da Educação Básica da PMMG.

Já as escolas militarizadas pertencem formalmente às redes públicas de ensino e são financiadas pelas secretarias estaduais ou municipais de educação. Nesses casos, afirma o pesquisador, não se trata de escolas militares no sentido legal, mas de unidades civis que adotam um modelo com participação de agentes das forças de segurança. A distinção é conceitual e tem implicações administrativas, especialmente porque envolve o pagamento de salários a militares com recursos das secretarias de educação.

Como ocorre a militarização de escolas municipais e privadas?

A militarização de escolas municipais e privadas no Brasil ocorre por meio de convênios com governos estaduais e pela contratação de policiais, mesmo que a Polícia Militar seja uma instituição subordinada aos estados. Esses mecanismos permitem que agentes atuem em unidades de ensino fora da rede estadual, principalmente em funções disciplinares e administrativas.

No caso das escolas municipais, a presença de policiais militares depende de acordos formais entre prefeituras e governos estaduais. Por meio desses convênios, o estado autoriza a cessão de agentes para atuar nas escolas, enquanto o município pode assumir custos operacionais, como gratificações e estrutura. Os policiais permanecem vinculados à corporação estadual, mas passam a exercer atividades dentro da rede municipal.

Alguns estados também criaram programas próprios de escolas cívico-militares e abriram a adesão para municípios. Nesses modelos, a gestão pedagógica continua sob responsabilidade de professores e diretores civis, enquanto os policiais militares assumem funções ligadas à disciplina, organização e controle do ambiente escolar. Estados como São Paulo, Goiás, Paraná e Minas Gerais implementaram iniciativas desse tipo.

Já nas escolas privadas, a militarização geralmente ocorre por meio da contratação direta de policiais da reserva ou aposentados, que passam a atuar como funcionários civis. Também há casos em que policiais da ativa participam de programas autorizados pelos governos estaduais para exercer atividades remuneradas fora do horário de serviço. Nessas situações, os agentes não atuam formalmente como força policial, mas aplicam práticas de organização e disciplina inspiradas na estrutura militar. De acordo com o levantamento, existem 29 escolas militarizadas privadas no país.

Secretaria de Educação de SP defende modelo

A Secretaria Estadual da Educação de São Paulo (Seduc-SP) foi questionada pela reportagem do Brasil de Fato e, em nota, afirmou que o Projeto de Lei Complementar 9/2024, que deu origem ao Programa Escola Cívico-Militar, foi aprovado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) em maio de 2025.

Além disso, a pasta alegou que a proposta tem como objetivo melhorar a qualidade de ensino “com aferição pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb)”. O modelo está implantado em 100 escolas da rede estadual com capacidade para atender 53 mil alunos e não há previsão da inauguração de unidades em 2026.

“Os monitores militares participaram de um curso de capacitação, com carga horária mínima de 40 horas, ministrado pela Seduc-SP em parceria com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), focado em temas relacionados ao regimento interno, à psicologia escolar, ao ambiente escolar e desafios contemporâneos, à cultura de paz e segurança escolar. Todos os militares do Programa Escola Cívico-Militar serão avaliados periodicamente, por diretores e alunos, e submetidos ao processo semestral de avaliação de desempenho para verificar adaptação e permanência no modelo”, diz outro trecho da nota.

Fonte: Brasil de Fato

Gilmar proíbe MP e tribunais de acelerar farra de pagamentos de penduricalhos

Só podem ser pagos valores retroativos que já estão programados, decide ministro

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (27) proibir que o Ministério Público e tribunais realizem reprogramações financeiras para acelerar para o pagamento de penduricalhos.

Mendes reiterou decisão proferida, na última terça-feira (24), para proibir o pagamento dos benefícios, concedidos aos servidores dos dois órgãos e que, somados ao salário, não cumprem o teto remuneratório constitucional de R$ 46,3 mil.

“Está vedada a reprogramação financeira com objetivo de concentrar, acelerar ou ampliar desembolsos, tampouco a inclusão de novas parcelas ou de beneficiários não contemplados no planejamento original”, decidiu.

Julgamento de penduricalhos foi adiado

A decisão foi tomada após o Supremo adiar para 25 de março a votação das decisões que suspenderam o pagamento de penduricalhos.

Segundo Mendes, somente podem ser pagos os valores retroativos que já estão programados e que foram reconhecidos legalmente.

O ministro também determinou que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) prestem, em 48 horas, esclarecimentos sobre o cumprimento da decisão que suspendeu os penduricalhos.

Fonte: ICL

Infanticídio: Trump e Netanyahu assassinaram 148 na escola de meninas no Irã

Ataque a colégio feminino em Minab eleva número de mortos para 148 e aprofunda crise após ofensiva militar conjunta entre Estados Unidos e Israel

Subiu para 148 o número de mortos no ataque que atingiu a escola primária de meninas Shajareh Tayyebeh, na cidade de Minab, província de Hormozgan, no sul do Irã, segundo informações divulgadas por veículos estatais iranianos e publicadas pela Al Jazeera. O bombardeio ocorreu no contexto de uma ofensiva militar conjunta entre Estados Unidos e Israel iniciada na manhã de sábado.

De acordo com a Mizan News Agency, agência oficial do Poder Judiciário do Irã, a escola foi diretamente atingida durante a operação militar. A nova atualização eleva para 148 o total de mortos, além de dezenas de feridos, após a consolidação dos números pelas autoridades iranianas.

A agência estatal IRNA informou que equipes de resgate continuam trabalhando na remoção dos escombros e no atendimento às vítimas. Anteriormente, havia sido reportado que ao menos 63 pessoas ficaram feridas. O ataque integra uma série de ações militares atribuídas por Teerã à aliança entre Washington e Tel Aviv, que vêm provocando uma escalada de violência regional.

Governo iraniano denuncia morte de “crianças inocentes”

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, compartilhou uma imagem do local atingido e afirmou que o ataque destruiu a escola e matou “crianças inocentes”.

“Esses crimes contra o povo iraniano não ficarão sem resposta”, escreveu Araghchi em publicação na rede X.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, classificou o bombardeio como um “crime flagrante” e pediu uma ação imediata do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Além do ataque em Minab, a agência Mehr informou que pelo menos dois estudantes morreram em outro bombardeio israelense que atingiu uma escola a leste da capital, Teerã.

Questionamentos sobre alvos militares

Reportando de Teerã, o jornalista Mohammed Vall, da Al Jazeera, afirmou que os ataques colocam em xeque as declarações de Estados Unidos e Israel de que estariam atingindo apenas alvos militares.

“Eles dizem que estão mirando apenas alvos militares e tentando punir o regime, não o povo do Irã.”

Segundo Vall, o presidente Donald Trump — atual presidente dos Estados Unidos — havia prometido ao povo iraniano que ajuda estaria a caminho, mas os acontecimentos recentes indicam a existência de vítimas civis.

“O presidente Trump prometeu ao povo iraniano que ajuda ou apoio estavam a caminho, mas agora estamos vendo vítimas civis; isso é algo que o governo iraniano irá destacar como um caso de violação do direito internacional e uma agressão contra o povo iraniano”, afirmou.

Até o momento, não houve reação oficial imediata por parte dos Estados Unidos ou de Israel às acusações envolvendo os ataques às escolas.

Histórico recente de confrontos

A atual escalada ocorre após confrontos anteriores entre Estados Unidos e Irã, incluindo os ataques de junho de 2025, que desencadearam uma guerra de 12 dias. Naquele episódio, segundo o Ministério da Saúde e Educação Médica do Irã, milhares de civis foram mortos ou feridos, além de danos significativos à infraestrutura pública.

O ataque à escola em Minab amplia a tensão no Oriente Médio e reforça as denúncias iranianas de que civis, incluindo crianças, estão entre as principais vítimas da ofensiva militar em curso.

Fonte: Brasil 247

A ESCALA DO “SÃO” MARCOS 

Flávio Show – Funcionário dos Correio

Maceió, 01 de Março/ 2026

Feliz ano novo!

Enfim o ano começou, pois todos sabemos que tudo no Brasil só começa depois do Carnaval e a festa mais popular do mundo acabou, eu acho! Na Bahia acabou?

O ano é novo, mas as ideias, palpites e opiniões são bem passadas e uma delas ressuscitou a mesma ladainha que jornalôes que eram vendidos nas calçadas do país na década 60.

O Deputado Federal cristão Marcos Pereira do Partido Republicanos reproduziu as falácias da elite burguesa brasileira numa versão racista, xenofóbica, aporofóbica e classista, o Deputado Bispo reescreveu argumentos dos escravocratas que insistiam que o fim do trabalho escravo no Brasil quebraria as lavouras e os louvores da Casa Grande. 

O Deputado Marcos copiou e colou a cartilha do Jornal o Globo que estampou em sua capa em abril de 1962  em letras garrafais que o 13° terceiro seria desastroso para o país! Não foi!

Mas  a capa que o Deputado produziu para criticar o fim da escala 6×1  começou assim: “Quanto mais trabalho, mais prosperidade”, uma versão tupiniquim da frase  “arbeit macht frei” (o trabalho liberta) que estampava os  portões dos campos de concentração dos nazistas. Depois disso foi uma avalanche de idiotices profanadas pelo escolhido de Deus, a ponto de afirmar que o cidadão que não tem dinheiro ficará exposto às drogas e jogos de azar, no popular ele apenas disse o que muitos da elite pensam, que o pobre é um maconheiro dependente do jogo do bicho para faturar algumas patacas pra sobreviver. Foram tantas bizarrices que ele ainda teve tempo pra perguntar qual é o lazer do pobre numa comunidade ou no sertão do Nordeste? Tinha que colocar o Nordeste na conversa!

Estou tentando sair dessa fala do parlamentar e quase consegui, mas quando ele disse que ócio demais faz mal, precisei continuar. O mentecapto que “trabalha” 3 dias por semana, afirma que pessoas que não trabalham morrem rápido, não é o caso dele que ta no seu 52°ano de vida e ainda vai na contramão do que aconteceu com os escravizados no pais que trabalhavam muito e viviam pouco, pouquíssimo.

Será que o Deputado ta curtindo a maresia de uma  marijuana nos dias de folga? Haja erva!

Marcos Pereira é o porta voz daqueles que dizem que o pobre tem que escolher, mais empregos e menos direitos ou o inverso, ele é o reflexo de um Brasil que adoeceu mentalmente nos últimos 12 anos, onde tudo pode ser dito como se verdade absoluta fosse e o pior é que muitos que são vitimas das artimanhas montadas apoiam as falas do excrementissimo. Marcos, cidadão de bem, cristão e de familia, apenas reverbera os discursos da extrema direita e as fakes que chegam no celular da tia e no tio do zap, frases de efeito como aquela que o pobre não que trabalhar por causa do Bolsa Família, que morador de rua não deve receber comida, pois pra comer tem que trabalhar, mas nunca contrata um.

O Deputado que tambem é  Bispo da Universal talvez tenha de fato trabalhado, preciso fazer essa pergunta. Será que ele não fez uma planilha com três colunas no Excel, onde a primeira continha o título ócio, a segunda trabalho e a terceira dízimo? Depois dessa imersão nos números sagrados o Deputado chegou a conclusão que o fim da escala 6×1 afetaria celestialmente o funcionamento da estrutura angelical do Brasil Varonil e por causa desse trabalho trabalhoso recebeu uma missão das alturas: ” vá e pregue a toda criatura a continuidade da escala 6×1″.

Pra finalizar; o Marcos, especialista em “trabalho” é um ferrenho defensor da privatização dos Correios.

Talvez ele tambem acha que os empregados são privilegiados, trabalham pouco e ganham muito!

“Ouremos”, pois os Correios não é da Universal, mas é da universalização.

Feliz ano novo, de novo!

*Reflexões** *Flávio Show 2026* , *ano* *06* – *_Edição_* *273*

Ataque criminoso dos EUA e Israel assassina 57 crianças em escola no Irã

“Os EUA e Israel lançaram um ato de agressão flagrante e injustificado contra o Irã, atacando indiscriminadamente cidades iranianas”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmael Baqaie, que afirmou que “dezenas de jovens inocentes” foram mortas e mutiladas na escola em Minab.

Pelo menos 57 estudantes foram mortas e dezenas de outras estão soterradas sob os escombros, informou a agência de notícias Mehr. O governador do condado de Minab, Hormozgan, onde o ataque ocorreu.

Trump sobre Irã: ‘Vamos destruir e arrasar sua indústria de mísseis’

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou os ataques dos EUA contra o Irã na madrugada de hoje e publicou um pronunciamento na rede social Truth Social.

Segundo Trump, a política dos EUA, particularmente do seu mandato, é de que o governo iraniano nunca poderia ter uma arma nuclear. “É por isso que, na Operação Midnight Hammer, em junho passado, destruímos o programa nuclear do regime em Fordo, Natanz e Isfahan”, afirma.

“Os EUA e Israel lançaram um ato de agressão flagrante e injustificado contra o Irã, atacando indiscriminadamente cidades iranianas”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmael Baqaie, que afirmou que “dezenas de jovens inocentes” foram mortas e mutiladas na escola em Minab.

Fonte: CNN Brasil e Uol

Brasil condena ataques de EUA e Israel ao Irã

Itamaraty criticou ofensiva em meio a negociações, cobrando respeito ao direito internacional

O governo do Brasil condenou os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, neste sábado (28). Em nota, o Ministério das Relações Exteriores expressou grave preocupação com a situação e lembrou que os bombardeios ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes.

Para o Itamaraty, a negociação é o único caminho viável para a paz, “posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região”.

“O Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil”, diz a nota.

O embaixador do Brasil em Teerã, André Veras Guimarães, está em contato direto com a comunidade brasileira, para transmitir atualizações sobre a situação e orientações de segurança. As demais embaixadas brasileiras na região também acompanham os desdobramentos das ações militares, “com particular atenção às necessidades das comunidades brasileiras nos países afetados”.

“Recomenda-se aos brasileiros que estejam atentos às orientações de segurança das autoridades locais nos países onde morem ou se encontrem”, alertou o Itamaraty.

Israel lançou um ataque contra o Irã no início da manhã deste sábado (28), declarando estado de emergência “especial e imediato” em todo o país, de acordo com informações da agência de notícias Reuters. 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também confirmou “grandes operações de combate” no Irã com o objetivo de defender o povo americano, “eliminando ameaças iminentes do regime iraniano”.

Na quinta-feira (26), Irã e Estados Unidos haviam retomado as negociações com o objetivo de encontrar uma solução diplomática para a longa disputa sobre o programa nuclear iraniano. Estados Unidos, Israel e outros países ocidentais afirmam que o programa visa a construção de armas nucleares. O Irã nega a acusação.

Fonte: Agência Brasil

Nem Putin, nem Zelensky, nem OTAN!

As “negociações” entre os russos e os ucranianos sob os auspícios dos Estados Unidos – sem a União Europeia – continuam sem resultados.

Os fatos são as baixas militares e civis. Os números oscilam conforme a fonte, entre 140 mil mortos do lado ucraniano e 300 mil mortos do lado russo, chegando a milhões com os feridos e desaparecidos. Só de desertores, há 250 mil ucranianos, sobretudo do começo, e 120 mil na Rússia onde vem crescendo.

Zelensky exige armas e financiamento porque “Putin não quer um cessar-fogo”. Os países da UE estão envolvidos em uma escalada que leva a um aumento nos lucros da indústria armamentista. Os EUA, desde Biden, faturam alto com a guerra.

A UE, para quem Trump quer terceirizar, decidiu dar 90 bilhões de euros à Ucrânia em 2026, alimentando a guerra e a corrupção.

É tão flagrante que o Ministro da Energia denunciado por ter desviado milhões, teve que renunciar. No último dia 14, foi interceptado pela na fronteira tentando fugir da justiça. Na Rússia, segundo a imprensa, a economia está em desaceleração devido às sanções, afetando ainda mais a população russa.

Enquanto isso, ambos os lados se bombardeiam: a Rússia ataca instalações de energia ucranianas, e a Ucrânia, instalações de petróleo russas.

Até quando?

Desde 24 de fevereiro de 2022, com a entrada das tropas de Putin na Ucrânia, a guerra devasta a Europa Oriental.

No último dia 19 de fevereiro, o chanceler Friedrich Merz foi um dos poucos líderes políticos a declarar abertamente o que muitos líderes militares pensam em particular: “Esta guerra só terminará quando um dos lados estiver exausto, militar e economicamente.”

A realidade é que o progresso militar na frente de batalha é microscópico. A Rússia em 2 anos ampliou a área anexada em 1,5% do território da Ucrânia ao preço de muito sangue.

Não há “campos”, há oligarcas

Quatro anos deveriam ser suficiente para desarmar a armadilha ideológica de apoiar um “campo” nesta guerra.

Mas persistem na esquerda defensores de Zelensky, líder da “nação oprimida”, igualada à Palestina. Como se ele não fosse um boneco da OTAN, oriundo da mesma oligarquia dirigente russa, que suspendeu direitos e garantias.

Ainda persistem defensores de Putin, como se fosse “progressista”, uma continuação da URSS, como se o capital não tivesse sido restaurado na Rússia.

A realidade é que cada vez mais, o objetivo não é mais vencer, mas destruir e infligir o máximo de mortes possível ao outro lado.

Não se vê uma saída, e as deserções aumentam do lado russo, onde a guerra vai ficando mais impopular.

É tanto, que uma lei aprovada em 17 de fevereiro permite ao FSB (“herdeira” da KGB) desconectar a internet e bloquear e-mail. Isso impedirá que alguém receba informações, reforçará o isolamento e facilitará a propaganda.

É preciso acabar a guerra com uma paz justa e duradoura. Mas a força necessária para tanto reside nos de baixo, nos povos que não querem guerra.

Nos meios anti-guerra europeus, se discute uma ajuda efetiva nesse sentido, que é o acolhimento dos desertores, cuja expansão, como em outras guerras terríveis, enfraqueceu a aventura e apressou o fim do conflito.

Disse um desertores numa reunião pública: “Realizar uma campanha em apoio aos desertores, ajudando-os a obter documentos, nos ajudaria a encontrar um caminho alternativo ao Ocidente (OTAN). Esta é uma proposta para todos aqueles que desejam o fim da guerra.”

É uma questão de solidariedade colocada.

Markus Sokol, Comitê Nacional do DAP

Fonte: petista.org.br

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS