Sete anos depois, MPF denuncia Braskem

Braskem é denunciada pelo MPF por crimes relacionados à exploração de sal-gema em Maceió

Órgão pede fim do sigilo do caso; denúncia se baseia no Código Penal e na Lei de Crimes Ambientais

Sete anos e meio que a tragédia do afundamento do solo veio à tona, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia à Justiça Federal contra a empresa petroquímica Braskem e de 15 pessoas físicas por crimes relacionados à exploração de sal-gema em Maceió.

A informação foi divulgada na sexta-feira (17), pela assessoria de comunicação do MPF em Alagoas.

Confira trecho da informação divulgada pela assessoria de comunicação do MPF:

De acordo com a peça acusatória, apresentada à Justiça nesta sexta-feira, 17 de outubro de 2025, e que possui 390 laudas e quase 7.500 páginas de anexos, são imputadas aos denunciados condutas previstas na legislação penal, incluindo:

* Crime ambiental de poluição qualificada que torna uma área imprópria para ocupação humana (artigo 54, parágrafo 2º, I, c/c o artigo 58, I, da Lei nº 9.605/98);

* A apresentação de estudo ambiental falso, incompleto ou enganoso (artigo 69-A, parágrafo 2º, da Lei nº 9.605/98, Lei de Crimes Ambientais);

* A exploração de bens pertencentes à União sem a devida autorização (artigo 2º da Lei nº 8.176/91, Lei de Crimes contra a Ordem Econômica);

* O dano qualificado a patrimônio público (artigo 163, parágrafo único, III, do Código Penal);

* Falsidade ideológica (artigo 299, do Código Penal);

* A concessão irregular de licença ambiental (artigo 67 da Lei nº 9.605/98); e

* Crimes funcionais contra a administração ambiental (artigo 66 da Lei nº 9.605/98).

QUEBRA DO SIGILO

Ainda de acordo com as informações encaminhadas à imprensa, o MPF também requereu o levantamento do sigilo processual e a juntada de novos documentos.

“Em razão do sigilo ainda decretado, o MPF não disponibilizará a denúncia e nem demais informações constantes no Inquérito Policial”, justificou a assessoria de comunicação do órgão.

“Por se tratar de denúncia criminal, cabe à Justiça Federal decidir sobre o recebimento da peça acusatória e o prosseguimento do processo”, concluiu a assessoria de comunicação da Procuradoria da República em Alagoas (PRAL).

Entidades dizem que denúncia é positiva, mas demorou muito a ser feita

Para o presidente da Associação dos Empreendedores Vítimas da Mineração em Maceió, Alexandre Sampaio, a decisão do MPF denunciar os crimes da Braskem é positiva, mas demorou muito, já deveria ter sido feita.

Sampaio destacou o pedido de quebra de sigilo feito na denúncia do MPF. “Essa atitude foi acertada, porque esse caso não pode continuar em segredo de Justiça, tem que ser 100% revelado e transparente, para que toda sociedade fique sabendo quem são os responsáveis pelos crimes da Braskem, em Maceió”, destacou.

“Sem a pressão da imprensa, das vítimas e da população, um processo em segredo de justiça não fará justiça”, completou.

Alexandre Sampaio ressaltou ainda que desde 2023 a Associação dos Empreendedores fez uma notícia crime contra a Braskem no MPF, que não respondeu e não agiu. “Em função da inércia do MPF, a Associação entrou com uma queixa crime subsidiária, que foi rejeitada pela Justiça Federal em Alagoas, no TRF5, no STJ e no STF. A demora neste processo atrasou três anos a esperança de justiça”, concluiu.

MAM

Na opinião da bióloga Neirevane Nunes, que foi uma das fundadoras do Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (MUVB) e atualmente coordena a representação do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM) em Alagoas, a denúncia já era esperada, embora tenha demorado muito, mas de qualquer forma vem em boa hora.

Ela espera que a Justiça quebre o sigilo do caso e revele os nomes dos responsáveis pelos crimes da Braskem, bem como a pena atribuída a que cada um deles e as multas que deverão pagar.

OUTRO LADO

A Braskem disse, por meio da sua assessoria de comunicação em Maceió, que ainda não teve acesso à denúncia e que vai se manifestar nos autos do processo. Veja a resposta da empresa, na íntegra:

A Braskem reitera seu compromisso com a sociedade alagoana, assim como o respeito e solidariedade para com os moradores afetados.

Expressamos nossa confiança nos integrantes mencionados no inquérito e seguiremos empenhados no cumprimento de todos os compromissos assumidos.

A empresa ainda não teve acesso à denúncia e exercerá seu direito de defesa nos autos.

Fonte: Tribuna Hoje

Indonésia barra ginastas de Israel de Mundial por genocídio em Gaza

Corte Arbitral do Esporte rejeitou apelo da federação israelense. Entenda o caso

A equipe de ginástica artística de Israel, incluindo o atual campeão mundial de solo e medalhista olímpico Artem Dolgopyat, foi impedida de participar do Campeonato Mundial de Ginástica Artística, que começa neste domingo (19) em Jacarta, capital da Indonésia. O governo indonésio negou a concessão de vistos aos atletas israelenses, citando como justificativa o genocídio promovido por Israel na Faixa de Gaza, informou a Associated Press.

A decisão provocou forte reação da Federação Israelense de Ginástica (IGF), que recorreu à Corte Arbitral do Esporte (CAS) para exigir que o evento fosse cancelado, transferido ou que fosse garantida sua participação. O tribunal, porém, rejeitou todos os pedidos da federação, afirmando que a FIG (Federação Internacional de Ginástica) não tem autoridade sobre a política de vistos do país-sede.

Em nota, a IGF declarou estar “profundamente desapontada” com o veredito e acusou os organizadores de promover “uma situação de discriminação contra uma federação-membro”.

“É inconcebível que um país possa impedir outro de competir em um Campeonato Mundial enquanto as entidades dirigentes permanecem inertes”, afirmou a entidade, conforme noticiado pela BBC, acrescentando que a decisão “mina os próprios fundamentos do esporte e da competição justa”.

O campeão olímpico Dolgopyat também se manifestou nas redes sociais, dizendo que ele e seus colegas estão “profundamente preocupados com o impacto dessas decisões no futuro do esporte e das próximas delegações”.

A Indonésia, país de maioria muçulmana e que não mantém relações diplomáticas com Israel, tem um histórico de boicotes esportivos envolvendo o país. Em 2023, Jacarta perdeu o direito de sediar a Copa do Mundo Sub-20 da FIFA após o governador de Bali se recusar a receber a seleção israelense. Em 1962, o país também havia sido suspenso dos Jogos Olímpicos de 1964 por negar vistos a atletas israelenses.

A exclusão da equipe israelense ocorre em meio à crescente condenação internacional à campanha militar israelense em Gaza, que já assassinou mais de 67 mil palestinos, segundo o Ministério da Saúde do enclave — números considerados confiáveis pela ONU. Mais de 90% dos edifícios residenciais foram danificados ou destruídos, e a Comissão de Inquérito das Nações Unidas declarou formalmente em setembro que Israel cometeu genocídio contra os palestinos.

A tensão também chegou ao mundo esportivo: no mês passado, o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez defendeu que Israel seja suspenso de competições internacionais, e vozes semelhantes têm surgido em outros países.

O Campeonato Mundial de Ginástica Artística vai até o dia 25 de outubro e reúne 85 países, já contabilizando a ausência israelense.

Fonte: Brasil 247

Moraes reabre inquérito sobre suposta interferência de Bolsonaro na Polícia Federal

Caso foi aberto após declaração do ex-ministro da Justiça e atual senador Sergio Moro (União-PR) e teve pedido de arquivamento do ex-Procurador-Geral da República Augusto Aras.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reabriu nesta quinta-feira (16) as investigações sobre a suposta interferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Polícia Federal durante sua gestão.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu na quarta-feira (15) que a reabertura do caso. Moraes deu 15 dias para que a PGR se pronuncie sobre o caso.

👉🏽 O caso foi aberto no Supremo após o então ministro da Justiça e atual senador Sergio Moro (União-PR) apontar a atuação indevida de BolsonaroJá o ex-presidente e acusou o ex-auxiliar de denunciação caluniosa.

Depois, a PF encerrou o inquérito e concluiu que não houve indícios de crimesO ex-procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu o arquivamento do caso.

⚖️ Em maio de 2024, Moraes, que é o relator, questionou se o atual PGR, Paulo Gonet, manteria o pedido de arquivamento.

Agora, a PGR entende que é preciso “verifique com maior amplitude se efetivamente houve interferências ou tentativas de interferências nas investigações apontadas nos diálogos e no depoimento do ex-Ministro, mediante o uso da estrutura do Estado e a obtenção clandestina de dados sensíveis”.

O presidente Jair Bolsonaro durante reunião do dia 22 de abril, citada por Moro em depoimento — Foto: Marcos Corrêa/PR

Gonet entende que a PF deve avaliar se há alguma conexão entre os fatos apontados por Moro.

“Com a investigação de organização criminosa responsável por ataques sistemáticos a autoridades, ao sistema eleitoral e a instituições públicas, por meio de obtenção clandestina de dados sensíveis, propagação de notícias falsas (fake news) e uso das estruturas da ABIN e do GSI”, diz o documento.

A acusação de Moro

Ao anunciar sua saída do governo, em 24 de abril de 2020, Moro disse que Bolsonaro tentou interferir politicamente no trabalho da Polícia Federal (PF) e em inquéritos relacionados a familiares.

O pedido de abertura do inquérito foi encaminhado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras. O então ministro do STF Celso de Mello foi sorteado relator e autorizou a abertura em 27 de abril de 2020 – ele deve supervisionar e autorizar as diligências.

Um dos motivos alegados por Moro para deixar o Ministério da Justiça foi a exoneração do ex-diretor-geral da PF Mauricio Valeixo, seu homem de confiança.

Moro afirmou que Bolsonaro decidiu trocar a direção-geral da PF porque o presidente gostaria de ter acesso a informações de inquéritos sobre a própria família.

👉🏽 De acordo com Moro, Bolsonaro manifestou a intenção de interferir no comando da corporação em diversas ocasiões, inclusive na reunião ministerial de 22 de abril de 2020.

Em pronunciamento no mesmo dia em que Moro deixou o governo, o então presidente afirmou que as declarações do ex-ministro são infundadas e que não tentou interferir na PF.

Em 12 de maio de 2020, o presidente disse também que o vídeo da reunião de 22 de abril deveria ter sido destruído e que sua preocupação era com a segurança da família – e não com investigações.

Inicialmente, Bolsonaro também negou ter usado na reunião os termos “polícia federal”, “superintendência” e “investigação sobre os filhos”.

Dias depois, no entanto, admitiu ter falado a palavra “PF” no encontro ministerial. Também ressaltou que se posicionou para interferir em assuntos de segurança física de sua família, e não em temas de inteligência e investigações dentro da corporação.

Quatro dias após Moro deixar o governo, Bolsonaro nomeou Alexandre Ramagem – atual diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e amigo da família do presidente – para o cargo de diretor-geral da PF. A nomeação, no entanto, foi suspensa pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Para Moraes, houve desvio de finalidade na nomeação.

Fonte: G1

Lula indica Jorge Messias para suceder Barroso no STF

O presidente Lula decidiu indicar o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi confirmada por cinco auxiliares e aliados do petista

Segundo a coluna de Igor Gadelha no Metrópoles, o anúncio oficial deve ser feito nas próximas horas. Com a escolha, Messias será submetido a uma sabatina no Senado, etapa obrigatória antes da nomeação. A Casa analisará sua trajetória jurídica e decidirá se aprova o nome para o Supremo.

A tendência é que o governo trabalhe para garantir uma votação tranquila, já que ele mantém bom trânsito entre parlamentares de diferentes partidos. Entre os nomes avaliados estavam o advogado-geral da União, Bruno Dantas, e a ministra do TCU, Ana Arraes, mas Messias era considerado o favorito desde o início do processo, por sua relação direta com o presidente e sua atuação em pautas estratégicas do governo.

A escolha também tem forte apoio do PT e de setores jurídicos ligados ao partido. Messias é visto como um aliado leal e técnico, com experiência na administração pública. Barroso se aposentou antecipadamente aos 67 anos, embora pudesse permanecer na Corte até os 75.

Messias tem 45 anos e poderá ficar na Corte até 2055, pelas regras atuais. Ele é procurador da Fazenda Nacional concursado desde 2007 e tua como ministro da AGU desde janeiro de 2023. Antes, foi subchefe para Assuntos Jurídicos (SAJ) da Presidência durante o governo de Dilma Rousseff.

O escolhido por Lula esteve em um encontro com o presidente Lula e lideranças evangélicas na tarde desta quinta (16). Participaram do evento, além do presidente e do ministro da AGU, o bispo Samuel Ferreira, da Igreja Assembleia de Deus Madureira; a ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais; e o deputado federal Cezinha Madureira (PSD-SP).

O presidente já havia sinalizado, na última terça (14), que Messias seria o escolhido. Na ocasião, ele participou de um jantar com os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino, além de membros do governo, como Ricardo Lewandowski e Rui Costa.

Para auxiliares, o petista decidiu não levá-lo ao jantar para “preservá-lo” e a percepção foi de que ele já havia “batido o martelo” na data.

Fonte: DCM

PT solta nota de solidariedade à Venezuela

Após escalada de Trump contra país vizinho, partido de Lula e Celso Amorim se manifestam contra agressão a governo Nicolás Maduro

Lideranças petistas e do governo se manifestaram nesta quinta-feira (16/10) sobre o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que confirmou ter autorizado a Agência Central de Inteligência (CIA) a conduzir operações secretas dentro da Venezuela, visando a derrubada do governo de Nicolás Maduro.

Ao comentar o anúncio nesta manhã, o assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, disse ao UOL ser “inconcebível um ataque militar ou uma ação secreta para derrubar um governo”.

“O Brasil é contra o uso da força e de operações secretas. Seguimos fielmente a política de não intervenção. Trata-se de um princípio básico do direito internacional”, afirmou Amorim.

Mais cedo, à CNN Brasil, ele disse que “seria muita ingenuidade afirmar que isso não acontecerá, mas a experiência mostra que a ameaça é levada a um extremo antes da uma negociação”. E aconselhou: “sejamos otimistas”.

‘Ameaças inaceitáveis’

Em nota, a Comissão Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) disse que as declarações de Trump “são uma afronta à soberania do país sul-americano e uma violação do Direito Internacional. É uma iniciativa inaceitável e deplorável”.

A nota recorda o “cerco militar que vem sendo praticado contra o povo venezuelano, com execuções sumárias de vidas humanas por forças militares norte-americanas” e afirma “trata-se de uma prática inadmissível, sem base legal e sem qualquer processo investigativo”.

O texto lembra ainda que a CIA “tem um longo histórico de patrocínio e articulação de ações ilegais e desestabilizadoras em países da América do Sul”, que deixaram “marcas de ingerências, ilegalidades, golpes, repressão e ditaduras sangrentas no subcontinente”.

“Em pleno século XXI, não podemos aceitar a repetição de práticas de um período opressor e sombrio. Não podemos aceitar a mais um ataque à soberania na América Latina. O Partido dos Trabalhadores condena com veemência mais um ataque dos EUA à soberania da Venezuela”, diz a declaração.

O Foro de São Paulo também se manifestou por meio da secretária executiva da entidade, Mônica Valente. Em mensagem publicada na plataforma X, ela afirmou que “as ameaças de Trump contra a Venezuela e o governo legítimo e popular de Nicolás Maduro são inaceitáveis”.

“Como Foro de São Paulo continuaremos a lutar firmemente contra qualquer interferência em nossa América. A América Latina e o Caribe são uma Zona de Paz, conforme proclamada pela CELAC!”, escreveu.

‘Governo tem dever de condenar ameaças’

Defensor de uma manifestação firme do governo brasileiro frente à liderança que o país exerce na diplomacia mundial, o deputado federal Rui Falcão (PT-SP) destacou a Opera Mundi que, “desde sempre, o presidente Lula tem se pautado pela defesa da paz, da solução dos conflitos através da negociação e pelo princípio da não intervenção”.

“Além disso, tem cumprido um papel importante nas políticas de integração continental, na solidariedade entre os povos e na mediação de conflitos. É hora, portanto, pela liderança que exerce no plano internacional, de repelir firmemente as agressões anunciadas por Trump contra o governo e o povo da Venezuela”, afirmou Falcão.

“Nosso governo, que foi vítima de uma tentativa de golpe no dia 8 de janeiro de 2023, tem o dever de condenar as ameaças de invasão e manobras da CIA no nosso continente e na Venezuela”, acrescentou.

‘Repetição histórica do imperialismo’

O ex-ministro José Dirceu também salientou a Opera Mundi que o Brasil precisa “defender a integridade e a independência da Venezuela, protestar e não aceitar essa agressão”. Em sua avaliação, “se o mundo não evoluir para uma nova ordem internacional, irá caminhar para uma guerra não apenas comercial ou tecnológica por matérias primas, mas para uma guerra mesmo”.

“Nós vivemos uma fase de altíssimo risco e instabilidade no mundo todo. O que está acontecendo na Venezuela é a repetição histórica da ação do imperialismo norte-americano para defender seus interesses, no caso, os interesses de um candidato a ditador”, acrescentou.

Dirceu disse concordar com a declaração de Amorim. “O governo está cumprindo o papel dele. Basta obedecer a Carta das Nações Unidas, o direito internacional e a própria Constituição brasileira que garante a não intervenção nos atos internos dos outros países, a autodeterminação, a solução dos conflitos por meio de negociação e a defesa da paz”.

Ele também citou o prêmio Nobel da Paz dado à líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, como “um sinal verde para a agressão norte-americana de Trump”. “Ela defende a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, ou seja, a solução pela guerra de um conflito político. Alguém que desrespeita a integridade e autonomia do seu próprio país e se alia a uma potência estrangeira pode receber um Nobel da Paz?”, questionou.

Fonte: Ópera Mundi

Para roubar petróleo, Trump quer invadir a Venezuela

Trump autoriza CIA a agir pela derrubada de Maduro na Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou oficialmente nesta quarta-feira (15) que deu carta branca à CIA para atuar na derrubada do líder venezuelano Nicolás Maduro. A informação foi revelada pelo New York Times e confirmada pelo próprio republicano em conversa com jornalistas na Casa Branca. O americano afirmou que a Venezuela “está sentindo a pressão” e não descartou a possibilidade de ações militares.

Segundo fontes ligadas ao governo americano, o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, apresentou ao republicano diferentes planos de ação para enfraquecer o regime de Maduro. Entre eles está a autorização para capturar o presidente venezuelano “preso ou morto”, com suporte de operações de inteligência e manobras militares nos arredores do país.

 A operação é comparada internamente ao ataque de 2020 que matou o general iraniano Qassim Suleimani, então chefe da segurança do Irã, em uma ação de drone autorizada por Trump durante seu primeiro mandato.

Além da substituição de Maduro, o plano teria objetivos políticos mais amplos. A estratégia busca enviar um sinal à América Latina, em especial ao México, sobre a disposição dos Estados Unidos em agir com força contra o narcotráfico e organizações criminosas que operam na região.

Trump também rebatizou o Departamento de Defesa como “Departamento de Guerra”, reforçando o caráter ofensivo de sua política externa. A decisão amplia a autonomia da CIA para realizar operações letais, sem necessidade de aprovação do Congresso americano.

Atualmente, os Estados Unidos mantêm cerca de 10 mil soldados, oito navios de guerra e um submarino mobilizados no Caribe. O governo avalia autorizar bombardeios e ataques aéreos em território venezuelano, mas enfrenta barreiras legais, já que a Constituição dos EUA reserva ao Congresso o poder de declarar guerra.

Fonte: DCM

Governo Lula articula apoio para acelerar PEC que põe fim à escala 6×1

Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, declarou em reunião com deputada Daiana Santos e com presidente da Comissão do Trabalho, Léo Prates, que pasta está comprometida com negociação

Em meio às negociações com o Congresso, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, prometeu atuar junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aos líderes da base para garantir a aprovação do projeto que elimina a escala 6×1, pauta que se tornou uma das principais bandeiras de campanha do governo após a aprovação unânime do reajuste da faixa de isenção do Imposto de Renda (IR), impulsionada pelas manifestações contra a anistia e a própria Casa.

O governo federal anunciou que intensificará as negociações em favor da proposta de emenda à Constituição (PEC) que propõe a redução da jornada de trabalho no modelo 6×1. Com a aprovação do texto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, declarou apoio à medida, que tende a integrar a pauta da campanha de reeleição.https://9c47efffbb7a64033807c7e93c5bfedc.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-45/html/container.html?n=0

“O projeto nasce do diálogo com trabalhadores e trabalhadoras que enfrentam diariamente o desgaste da escala 6×1. É a alternativa viável para acabar com esse abuso”, disse a deputada Daiana Santos (PCdoB-RS). “O governo federal reconheceu isso, e juntos vamos transformar essa conquista em realidade, garantindo saúde e dignidade para população”. https://9c47efffbb7a64033807c7e93c5bfedc.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-45/html/container.html?n=0

As falas foram feitas em reunião nesta terça-feira (14) entre Luiz Marinho, Daiana Santos e o presidente da Comissão do Trabalho da Câmara, Léo Prates (PDT-BA).

“Desde a apresentação do projeto, nós temos mantido conversas com o ministro do Trabalho e também com a ministra das Relações Institucionais. Ambos compreendem a importância de colocar o tema da redução da jornada de trabalho no centro dessa agenda nacional. E essa sinalização do governo para priorizar a pauta afirma que nós estamos diante de um ambiente político que é bem favorável para transformar esse projeto em lei”, afirmou Daiana Santos ao portal Sul21.

Após cerca de sete meses sem avanços, o projeto foi finalmente encaminhado da Mesa Diretora à Comissão do Trabalho no final de setembro. O relator designado foi o próprio presidente da Comissão, deputado Léo Prates. “A definição da relatoria é fundamental para o avanço do projeto na Casa. Ter o presidente da CTRAB ao nosso lado fortalece ainda mais essa luta”, destaca a deputada.

Até recentemente, o governo adotava uma postura cautelosa em relação à proposta, buscando evitar atritos com o setor produtivo, especialmente em um cenário marcado por juros elevados e pelo chamado “tarifaço” americano. Além disso, o tema ainda não conta com maioria no Congresso.

No entanto, na segunda-feira (13), Gleisi afirmou que o “Planalto vai apoiar” a redução da jornada de trabalho e que esse “é um tema importante”. Em entrevista ao SBT News, a ministra expressou a intenção de dialogar com todos os autores de propostas semelhantes e encontrar uma forma de viabilizar o debate no Congresso. Ela reconheceu que a aprovação ainda neste ano é improvável, mas destacou que há margem para avançar. “Se fizermos um grande debate ano que vem, a gente pode avançar”, completou.

Fonte: Revista Fórum

Mais de 100 trabalhadores em situação análoga à escravidão são resgatados em Goiás

Jornada de trabalho exaustiva foi uma das irregularidades encontradas pelo Ministério Público do Trabalho de Goiás (MPT-GO). Empresa terá que pagar mais de R$ 1,5 milhão de verbas rescisórias e indenizações.

Em Vila Boa, no Entorno do Distrito Federal, 108 trabalhadores em situação análoga à escravidão foram resgatados de uma fazenda de cultivo de cana-de-açúcar. A jornada de trabalho exaustiva foi uma das irregularidades encontradas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-GO). A empresa responsável terá que pagar mais de R$ 1,5 milhão de verbas rescisórias e indenizações.

Como o nome da empresa irregular não foi divulgado, o g1 não teve contato com a defesa até a última atualização desta reportagem. O resgate foi divulgado pelo Ministério Público do Trabalho de Goiás na segunda-feira (13). Segundo o órgão, os trabalhadores foram resgatados no dia 29 de setembro de 2025.

Além de representantes do MPT-GO, a operação foi conduzida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e teve o apoio da Polícia Federal (PF).

Irregularidades encontradas

Mais de 100 trabalhadores em situação análoga à escravidão são resgatados em Goiás — Foto: Divulgação/Ministério Público do Trabalho de Goiás

De acordo com o MPT, a maioria dos trabalhadores é do Maranhão. As principais irregularidades encontradas foram, segundo o órgão:

  • Alojamentos em péssimas condições;
  • Falta de banheiro para os trabalhadores;
  • Ausência de refeitório;
  • Não fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) em quantidade suficiente;
  • Nem todos os trabalhadores estavam com a Carteira de Trabalho registrada.

Assinatura de termo

Segundo o MPT, o representante da empresa assinou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o MPT-GO. Esse termo definiu uma série de medidas para a empresa regularizar a situação, informou o órgão.

Por dano moral coletivo, a empresa pagou o valor de R$ 100 mil. Além disso, houve o pagamento das verbas rescisórias (aproximadamente R$ 862 mil) e dos danos morais individuais (dois salários-mínimos para cada resgatado).

Para todos os trabalhadores também houve a emissão do requerimento do benefício “Seguro-desemprego de trabalhador resgatado”, que consiste em três parcelas de um salário-mínimo cada, informou o órgão.

Fonte: G1

DPE aciona BRK e usuários reclama da tarifa de 100% cobrada pelo esgoto em Maceió

Os usuários de Maceió vem reclamando do alto valor, 100% sobre o consumo da água, que a BRK cobra na tarifa. Para a maioria dos consumidores esse preço é abusivo e eles cobram providências dos órgão competentes.

Além da reclamação do abuso na cobrança da taxa de esgoto e dos péssimos serviços prestados pela empresa. A BRK agora terá que garantir transparência e evitar cobrança indevida da tarifa de esgoto em 13 municípios da Região Metropolitana de Maceió. A ação da DPE. Veja nota abaixo:

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE), por meio do Núcleo de Tutela Coletiva, ingressou, na segunda-feira (13), com uma Ação Civil Pública (ACP) contra a BRK Ambiental, exigindo que a empresa comprove, de forma pública e documentada, a existência do serviço de esgotamento sanitário nas áreas onde realiza a cobrança da tarifa de esgoto.

Segundo a Defensoria, a concessionária deve divulgar o mapa completo do esgotamento sanitário e a relação das ruas atendidas nos municípios de Maceió, Rio Largo, Atalaia, Barra de Santo Antônio, Coqueiro Seco, Marechal Deodoro, Barra de São Miguel, Messias, Murici, Paripueira, Pilar, Santa Luzia do Norte e Satuba, que compõem o Bloco A do contrato de concessão.

A ação também requer a publicação de relatórios de produtividade, indicadores de desempenho, metas de universalização dos serviços e demais documentos de regulação e fiscalização referentes ao período de 2021 até o presente. O pedido inclui um prazo de 30 dias para a divulgação dessas informações, sob pena de multa diária ou suspensão da cobrança da tarifa de esgoto nas cidades abrangidas. A petição foi assinada pelo coordenador do Núcleo, Othoniel Pinheiro, o defensor público-geral Fabrício Leão Souto, a sub-defensora pública-geral Thaís Moreira, e os defensores Norma Negrão, Lívia Telles e Waganer Pinto, sendo distribuída para a 16ª Vara Cível da Capital.

De acordo com o coordenador do Núcleo de Tutela Coletiva, Othoniel Pinheiro, o objetivo é garantir que a BRK demonstre a efetiva prestação do serviço onde há cobrança, assegurando transparência e justiça ao consumidor.

“A empresa precisa provar, com documentos públicos, que o serviço de esgoto está disponível nas áreas onde cobra a tarifa. Sem isso, não há como saber se o cidadão está pagando por algo que realmente existe. A transparência é um dever legal e um direito da população”, afirmou.

A Defensoria reforça que o princípio da publicidade e da transparência é garantido pela Constituição Federal e pelo Marco Legal do Saneamento Básico, e que a ausência dessas informações impede o controle social e compromete a fiscalização dos serviços públicos essenciais prestados pela concessionária.

Redação com Ascom/DPE

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