Inflação desacelera em outubro; alimentos caem pelo 5º mês

Índice ficou abaixo da expectativa dos analistas

A prévia da inflação oficial de outubro ficou em 0,18%, pressionada principalmente pelo preço dos combustíveis. Já os preços dos alimentos caíram pelo quinto mês seguido e ajudaram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) a desacelerar em relação a setembro, quando marcou 0,48%.

No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 soma 4,94%, abaixo dos 5,32% observados nos 12 meses terminados em setembroOs dados foram divulgados nesta sexta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Pelos dados prévios, a inflação anual se mantém acima da meta do governo, de 3% ao ano com tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para mais ou para menos, ou seja, indo no máximo a 4,5%.

Instituições financeiras ouvidas pelo Boletim Focus, do Banco Central (BC), estimam que o IPCA deve terminar o ano em 4,7%. 

Influências

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, cinco tiveram alta na passagem de setembro para outubro:

– Vestuário (0,45%)

– Despesas pessoais (0,42%)

– Transportes (0,41%)

– Saúde e cuidados pessoais (0,24%)

– Habitação (0,16%)

– Educação (0,09%)

– Artigos de residência (-0,64%)

– Comunicação (-0,09%)

– Alimentação e bebidas (-0,02%)

Transportes

O grupo transportes representou a maior pressão de alta, respondendo por 0,08 ponto percentual do IPCA-15. Colaboraram os combustíveis (1,16%) e passagens aéreas (4,39%). A gasolina, produto com maior peso entre todos os 377 subitens pesquisados, subiu 0,99%. O etanol ficou 3,09% mais caro no mês.

Alimentos caem pelo 5º mês

Dentro do grupo alimentos e bebidas, a alimentação no domicílio recuou 0,10%, influenciada por:

– cebola (-7,65%)

– ovo de galinha (-3,01%)

– arroz (-1,37%)

– leite longa vida (-1%)

Cada um desses recuos representa 0,01 p.p. no IPCA-15. No período de cinco meses de queda do grupo alimentos e bebidas, há um alívio acumulado de 0,98%.

Conta de luz mais barata

No grupo habitação, a desaceleração de 3,31% (setembro) para 0,16% (outubro) contou com o refresco da energia elétrica residencial, que caiu 1,09%. De todos os produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, a conta de luz foi a que mais puxou o índice para baixo (-0,05 ponto percentual).

A explicação está migração da bandeira tarifária vermelha patamar 2 para 1. No 2, há cobrança adicional de R$ 7,87 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos. Já no nível 1, o extra é de R$ 4,46. 

A cobrança extra é determinada pela Aneel para custear usinas termelétricas em tempos de baixa nos reservatórios das hidrelétricas. O adicional é necessário, pois a energia gerada pelas termelétricas é mais cara que a hidrelétrica.

IPCA 15 X IPCA

O IPCA-15 tem basicamente a mesma metodologia do IPCA, a chamada inflação oficial, que serve de base para a política de meta de inflação do governo.

A diferença está no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. Na prévia, a pesquisa e feita e divulgada antes mesmo de acabar o mês de referência. Em relação à divulgação atual, o período de coleta foi 16 de setembro a 13 de outubro.

Ambos os índices levam em consideração uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Atualmente o valor do mínimo é R$ 1.518.

O IPCA-15 coleta preços em 11 localidades do país (as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.); e o IPCA, 16 localidades (inclui Vitória, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju). O IPCA cheio de outubro será divulgado em 11 de novembro.

Fonte: Agência Brasil

STF condena a até 17 anos de prisão réus do núcleo das fake news na trama golpista

Supremo afirma que grupo tentou desacreditar eleições e atacar instituições democráticas

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou sete integrantes do chamado “núcleo quatro” da trama golpista, acusado de articular uma rede de desinformação com o objetivo de desacreditar o processo eleitoral e pressionar as Forças Armadas a aderirem a uma ruptura institucional. O julgamento foi relatado por Alexandre de Moraes, que votou pela condenação da maioria dos réus, acompanhado por Cristiano ZaninCármen Lúcia e Flávio Dino. O ministro Luiz Fux divergiu do grupo.As informações são do jornal O Globo, que acompanhou o julgamento realizado nesta terça-feira (21). Segundo a publicação, os ministros entenderam que o grupo atuou para enfraquecer a confiança pública nas urnas eletrônicas e na Justiça Eleitoral, promovendo ataques coordenados nas redes sociais.

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Condenações e penas definidas

Foram condenados o ex-major Ailton Barros, o major da reserva Angelo Denicoli, o subtenente Giancarlo Rodrigues, o tenente-coronel Guilherme Marques Almeida, o policial federal Marcelo Bormevet, o coronel Reginaldo Vieira de Abreu e o engenheiro Carlos Rocha, presidente do Instituto Voto Legal (IVL).As penas variam de 7 a 17 anos de prisão, além de multas de até 120 dias-multa. Denicoli recebeu a punição mais severa: 17 anos de prisão. Rocha, por sua vez, foi condenado a 7 anos e 6 meses, sendo absolvido de parte das acusações.Play Video

Moraes: “A organização pretendia desacreditar as eleições”

Durante seu voto, Alexandre de Moraes destacou que a intenção do grupo era minar a credibilidade do sistema eleitoral para manter o poder, mesmo após derrota nas urnas.

“A organização criminosa pretendia desacreditar as eleições para permanecer no poder, mesmo que o resultado fosse adverso”, afirmou Moraes.

O ministro também rechaçou o uso da liberdade de expressão como escudo para discursos de ódio e incitação ao golpe.

“É uma falácia, uma mentira absurda e antidemocrática dizer que ataques à Justiça Eleitoral e à democracia são liberdade de expressão. Isso é crime tipificado no Código Penal”, enfatizou.

Zanin fala em “manipulação do sentimento popular”

O ministro Cristiano Zanin afirmou que a tentativa de golpe se estruturou com base em manipulação emocional e campanhas de ódio.

“O risco de colapso do Estado Democrático de Direito não se esgota em atos tradicionais de ruptura. Ele está nas ações dolosas voltadas à manipulação do sentimento popular e ao estímulo à violência”, disse.

Zanin observou ainda que o grupo não precisou usar a palavra “fraude” para gerar desconfiança.

“Quando se afirma, sem provas, que havia erros graves nas urnas eletrônicas e que os resultados favoreceriam um candidato, está se atacando a democracia”, completou.

Fux diverge e fala em “opiniões pessoais”

O ministro Luiz Fux foi o único a divergir, defendendo a absolvição dos sete acusados.

“Diálogos particulares e opiniões pessoais não são suficientes para caracterizar tentativa de golpe”, argumentou.

Fux disse que punir opiniões contrárias ao sistema eleitoral ameaça o debate público, citando o “regime abominável” da Venezuela como exemplo de supressão da liberdade de expressão.

Cármen Lúcia e Dino reforçam impacto da desinformação

A ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE, destacou que as tecnologias ampliaram o alcance das mentiras políticas:

“As tecnologias contemporâneas facilitaram o poder de plantar mentiras que mutilam a democracia. É como uma inseminação artificial de desconfiança”, declarou.

Já Flávio Dino afirmou que a desinformação foi peça central na tentativa de golpe:

“A desinformação não é algo anedótico. É um elemento estrutural de ataque à democracia. A relação causal entre os ataques ao Judiciário e os atos de 8 de janeiro é muito evidente”, afirmou.

Acusações da PGR e próximos julgamentos

Procuradoria-Geral da República (PGR) acusou o grupo de fabricar e espalhar narrativas falsas contra os Poderes da República e de tentar coagir militares a aderirem ao plano golpista. O procurador-geral Paulo Gonet defendeu a condenação dos sete pelos cinco crimes atribuídos.O caso faz parte de um conjunto de cinco núcleos investigados. O primeiro, chamado “núcleo crucial”, foi julgado em setembro e resultou na condenação de oito réus, incluindo Jair Bolsonaro.Nas próximas etapas, o STF deve julgar o núcleo responsável pelo suposto plano de sequestro do ministro Alexandre de Moraes e o grupo acusado de coordenar as ações logísticas do golpe.

Fonte: Brasil 247

Vereador desviou R$ 478 mil em emendas para atos organizados por Malafaia

O vereador Gilberto Nascimento Jr. (PL-SP) destinou R$ 478 mil em emendas parlamentares para financiar a infraestrutura de três manifestações bolsonaristas realizadas em 2023 na Avenida Paulista, em São Paulo, e organizadas pela Associação Vitória em Cristo (AVEC), liderada pelo pastor Silas Malafaia. As emendas foram liberadas pela Secretaria Municipal de Turismo com o aval do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

Segundo o UOL, o valor foi utilizado para alugar equipamentos como banheiros químicos, ambulâncias, grades de segurança e torres de observação, com valores variando de R$ 142 mil a R$ 190 mil, dependendo do evento. Os documentos oficiais não detalham o destino dos recursos, apenas mencionando genericamente “evento”.

A manifestação foi chamada de “Movimento nas Ruas – AVEC”, e o pastor Silas Malafaia negou que sua organização tenha recebido qualquer recurso das emendas. Ele afirmou que a associação usou apenas seu nome para oficializar o evento, mas não desembolsou recursos para a realização das manifestações, que, segundo ele, foram financiadas com recursos próprios e não por meio de apoio político.

Malafaia, que em fevereiro de 2024 afirmou que a AVEC financiaria um dos atos, posteriormente voltou atrás, alegando que as despesas seriam custeadas com recursos próprios e que nenhum dinheiro de políticos ou caixa dois foi utilizado.

Sua declaração contrasta com os detalhes fornecidos pela Prefeitura de São Paulo, que indicou que os recursos foram destinados ao apoio logístico e infraestrutura, sem especificar vínculos partidários. A Prefeitura de São Paulo, por meio de nota, esclareceu que sua função era garantir a segurança pública e a ordem, independentemente da natureza da manifestação.

O vereador Gilberto Nascimento, que está em seu terceiro mandato, é filho do deputado federal Gilberto Nascimento (PSD-SP) e é aliado de Silas Malafaia, figura influente dentro da bancada evangélica. Nascimento foi secretário de Desenvolvimento Social no governo de Tarcísio de Freitas, mas deixou o cargo em 2024 para disputar a reeleição na Câmara Municipal de São Paulo.

As manifestações apoiadas por Nascimento tiveram como temas principais a defesa da anistia e ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em abril, um dos atos levou cartazes e objetos de apoio a figuras envolvidas em atos golpistas, como a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, que participou do ataque de 8 de janeiro.

Políticos e governadores de extrema-direita, como Romeu Zema (MG) e Tarcísio de Freitas (SP), marcaram presença nos eventos. Em junho e agosto, os protestos foram palco de mais manifestações de apoio a Bolsonaro, com ataques ao STF e à sua composição.

No protesto de 29 de junho, Bolsonaro pediu apoio para eleger 50% do Congresso em 2026. Malafaia, por sua vez, atacou o ministro do STF Alexandre de Moraes e defendeu seu impeachment. No evento de agosto, o ex-presidente não compareceu, mas outros aliados continuaram a pedir medidas contra o Judiciário.

Fonte: DCM

Operação resgata 215 trabalhadores em condições análogas à escravidão

Os resgates ocorreram em 19 estados e no Distrito Federal

A Operação Resgate V revelou um cenário alarmante de exploração e violações de direitos trabalhistas em diferentes regiões do Brasil. Segundo o g1, a iniciativa coordenada por diversos órgãos federais resultou na realização de 47 operações em 19 estados e no Distrito Federal, com o pagamento de mais de R$ 1,4 milhão em indenizações por danos morais individuais e coletivos.

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Minas Gerais concentrou o maior número de ações (9), seguido por São Paulo (6) e Pará (4). A operação é conduzida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União (DPU) e Polícia Federal (PF).

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Auditoria e impasse na divulgação de dados

Os dados finais ainda não foram completamente consolidados, pois auditores-fiscais do Trabalho se recusam a registrar as informações no sistema oficial do governo federal. O boicote, iniciado em setembro, é uma forma de protesto contra a decisão do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, de assumir pessoalmente a investigação sobre o caso de trabalho escravo envolvendo a empresa JBS Aves. Segundo a categoria, a medida compromete a autonomia e a integridade das fiscalizações no país.

O Ministério do Trabalho afirmou que “por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho participou da Operação V, porém os dados finais ainda estão em fase de compilação”.

Violações e condições degradantes

Durante as fiscalizações, foram encontradas situações que configuram trabalho análogo à escravidão, como moradia precária, jornadas exaustivas, endividamento forçado e exploração de adolescentes.

O coordenador nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Conaete), Luciano Aragão, destacou a gravidade dos casos. “Encontramos situações de extrema vulnerabilidade social, com trabalhadores vivendo em condições degradantes, sem acesso aos direitos mais básicos”, afirmou. Ele também ressaltou que a articulação entre os órgãos públicos foi “essencial para garantir o resgate das vítimas, responsabilizar os empregadores e corrigir irregularidades”.

Casos em diferentes regiões

No Maranhão, um trabalhador de 57 anos foi resgatado após mais de uma década sem salário fixo, recebendo apenas bezerros como pagamento e vivendo sem banheiro ou água potável. Em São Paulo, 16 imigrantes bolivianos foram libertados de uma oficina de costura na capital, onde enfrentavam jornadas longas, dívidas ilegais e até o retorno forçado ao trabalho poucos dias após o parto.

No interior paulista, em Capão Bonito, três trabalhadores foram retirados de uma carvoaria que funcionava sem condições sanitárias ou segurança. Já em Itapeva, no Vale do Ribeira, um jovem de 18 anos bebia água de um córrego usado por animais. A empresa responsável pelo recrutamento é ligada à modelo Taiany França Zimpel, Miss Mato Grosso 2024, que declarou em nota que sua firma apenas prestava serviços terceirizados à fazenda.

O que diz a lei

O Código Penal brasileiro define como trabalho análogo à escravidão toda atividade que envolva submissão a trabalhos forçados, jornadas exaustivas, condições degradantes ou restrição de locomoção por dívidas. Trabalhadores resgatados têm direito a três parcelas do Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado (SDTR), além de todas as verbas trabalhistas e assistência social.

Denúncias e combate à exploração

Casos suspeitos podem ser denunciados de forma anônima pelo Sistema Ipê, plataforma da Organização Internacional do Trabalho (OIT) voltada à coleta de informações sobre exploração laboral. As denúncias ajudam a direcionar as operações de fiscalização e a identificar novas ocorrências de trabalho escravo.

Fonte: Brasil 247

Ministério Público da Itália dá parecer favorável a extradição de Zambelli

Zambelli fugiu para a Itália no início de junho para escapar da condenação de dez anos de prisão determinada pelo STF

O Ministério Público da Itália emitiu parecer favorável à extradição da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), de acordo com a AGU (Advocacia-Geral da União).

A parlamentar está presa cautelarmente no país europeu, por decisão da Corte de Apelação de Roma, que considerou haver grave risco de fuga.

A congressista fugiu para a Itália no início de junho para escapar da condenação de dez anos de prisão determinada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

A AGU atua no processo de extradição da parlamentar com o objetivo de fazer cumprir as determinações da Justiça brasileira.

A congressista fugiu para a Itália no início de junho para escapar da condenação de dez anos de prisão determinada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Ela foi acusada de participar da invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para emitir um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Sua extradição foi pedida à Itália pelo governo brasileiro. A Corte de Apelação aguardava o parecer da Procuradoria-Geral italiana sobre o caso para marcar nova audiência, em que será avaliada a existência ou não de requisitos para que Zambelli seja enviada ao Brasil. A palavra final caberá ao governo italiano, por meio do Ministério da Justiça.

No último dia 8, a Corte de Cassação, última instância da Justiça italiana, rejeitou um recurso apresentado pela defesa da deputada contra sua prisão em regime fechado, a mantendo, assim detida durante a tramitação do processo de extradição na Itália.

Os advogados de Zambelli tentavam reverter a decisão da Corte de Apelação que havia determinado, no fim de agosto, o regime fechado. O tribunal havia rejeitado pedido de prisão domiciliar por entender que havia alto risco de fuga e que seu estado de saúde era compatível com o cárcere.

A deputada foi condenada pelo STF em maio à perda do mandato e a dez anos de prisão por invadir o sistema do CNJ com ajuda do hacker Walter Delgatti Neto, que também foi condenado, para emitir um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Zambelli diz que o hacker agiu sozinho.

Pesa contra ela, ainda, uma segunda condenação, a 5 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, além do pagamento de multa, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. A decisão também determinou a perda do mandato parlamentar, a ser efetivada após o trânsito em julgado da condenação (quando não houver mais possibilidade de recurso).

O processo ocorreu após o episódio em que ela sacou e apontou uma arma para um homem na véspera do segundo turno das eleições de 2022. Na ocasião, a deputada perseguiu um homem negro após uma discussão no bairro dos Jardins, em São Paulo. Um segurança da parlamentar chegou a fazer um disparo e foi preso pela Polícia Civil.

Mandado de Zambelli na Câmara

A perda de mandato da deputada depende de análise da Câmara. Para que isso ocorra, é necessária maioria absoluta dos deputados, ou seja, 257 votos. O trâmite da cassação de um deputado condenado criminalmente começa pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e, a exemplo do Conselho de Ética, tem um relator designado, defesa prévia e instrução com provas e testemunhas, além da oitiva do próprio acusado.

Só depois da votação na CCJ é que ocorre a votação no plenário. Não há um prazo máximo para que isso ocorra.

A licença de 127 dias que ela tirou do mandato antes de fugir para a Itália terminou em 2 de outubro.

Fonte: ICL

Mais um calo que dói em JHC: O Iprev

O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC) – ainda no PL – sempre demonstrou muita segurança em público, especialmente ao lidar com a mídia. A exceção foi o período que o acordo que fez com a Braskem ganhou o noticiário nacional devido à iminência de colapso da mina 18. Naqueles dias, as entrevistas eram concedidas de cara amarrada e com certa gagueira ao responder perguntas indigestas. Tivemos exposto ali um calo do prefeito da capital alagoana.

Algum tempo depois, veio o questionamento sobre os R$ 8 milhões pagos à escola de samba Beija-Flor no Rio de Janeiro. Tivemos aí outro calo em JHC com o qual ele não soube lidar, ao ponto de até processar jornalistas que comentaram e questionaram o uso desse recurso. Inclusive, este escriba.

O tempo passou e a segurança voltou com tudo. Mas agora, o tema que envolve aplicações com recursos do Instituto de Previdência dos Servidores de Maceió (Iprev). De acordo com denúncia feita pelo vereador Rui Palmeira (PSD), que é o antecessor de JHC na Prefeitura de Maceió, foram aplicador R$ 117 milhões em letras financeiras do Banco Master com orientação da consultoria Crédito e Mercado, investigada pela Polícia Federal na Operação Rebote por causar prejuízo de R$ 400 milhões ao PreviCampos, de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro.

Segundo Rui Palmeira, documentos apontam que um representante da consultoria, Renan Calamia, participou da reunião que aprovou o investimento. A empresa é suspeita de envolvimento em prejuízos bilionários em diversos fundos previdenciários no país.

Discussões para cá, discussões para lá, vereadores justificando a autorização para os contratos acolá, o que cabe também destaque é que o caso mexe com o humor do prefeito, ainda mais por ser de Rui Palmeira a primeira voz que trouxe essa situação a público. Não diria ódio, mas a falta de amor – vamos dizer assim – entre eles não é novidade.

E isso é tão verdade que somente após Rui Palmeira denunciar este caso que o Iprev o notificou, extrajudicialmente, para que ele comprove repasses que deveriam ter sido feitos ao IPREV durante o período que se estende de 2016 a 2020.

Só agora, já no segundo mandato. Por quê?

Ora, evidente que é por que Rui Palmeira encontrou mais um calo em JHC que, aparentemente, não sabe muito bem lidar com esbarrões na calosidade, provavelmente por estar acostumado somente a receber tapinhas nas costas.

Bom, se eu fosse da linha de frente da oposição a JHC, bateria todos os dias nesses calos: acordo com a Braskem e todos os seus desdobramentos; o dinheiro da Beija-Flor, que mostra o preterimento à cultura local; e o caso do Iprev. Calo em quem a gente “não gosta” tem que ser pisado o tempo todo.

P.S.: E aqui sem qualquer insinuação de mau uso de recursos. Trato somente da luta política.

Lula nomeia Boulos ministro da Secretaria-Geral da Presidência

Deputado do Psol assume vaga de Márcio Macêdo em ministério responsável pelo diálogo com movimentos sociais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu promover mudanças em sua equipe ministerial e escolheu o deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP) para ocupar a Secretaria-Geral da Presidência, substituindo o ministro Márcio Macêdo.

A decisão foi oficializada na segunda-feira (20), por meio de uma nota divulgada pelo Palácio do Planalto. A formalização se deu após uma reunião entre Lula, Boulos, Macêdo e os ministros Rui Costa, da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, e Sidônio Pereira, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social.

A nomeação de Boulos foi publicada na edição desta terça-feira (21) do Diário Oficial da União.

Deputado Guilherme Boulos assumirá o cargo antes ocupado por Márcio Macêdo.Ricardo Stuckert/PR

Em publicação nas redes sociais, o presidente declarou: “Convidei o deputado Guilherme Boulos para assumir o cargo de ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República. Ele vai substituir o companheiro Márcio Macêdo na função, a quem agradeço por todo o trabalho realizado para a ampliação e o fortalecimento da participação social em nosso governo”.

Publicação do presidente Lula no X.

Publicação do presidente Lula no X.Reprodução/X/Lula

A entrada do deputado no primeiro escalão é interpretada como uma movimentação do governo para reforçar o diálogo com movimentos sociais e ampliar a articulação política com setores da esquerda. A Secretaria-Geral é responsável pela interlocução do Planalto com entidades da sociedade civil, como o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), vinculado à trajetória política de Boulos.

Conhecendo Guilherme Boulos

Paulistano de 43 anos, Guilherme Boulos é formado em Filosofia e tem mestrado em Psiquiatria pela Universidade de São Paulo (USP).

Atualmente deputado federal, foi eleito em 2022 com mais de 1 milhão de votos, o maior número registrado em São Paulo naquele pleito.

Militante histórico do Psol, Boulos concorreu à Presidência da República em 2018 e disputou a Prefeitura de São Paulo em 2020 e 2024, chegando ao segundo turno nas duas eleições.

Leia a íntegra da nota do Palácio do Planalto:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com o deputado federal Guilherme Boulos nesta segunda-feira, 20 de outubro, e o convidou para ocupar o cargo de ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República. Boulos irá substituir o ministro Márcio Macêdo na função. Márcio, a ministra Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais) e os ministro Rui Costa (Casa Civil) e Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social) participaram do encontro com o presidente.

A nomeação de Boulos sairá publicada no Diário Oficial desta terça-feira, 21 de outubro.

Fonte: Congresso em Foco

Fux pede devolução do voto e impede ida de Bolsonaro para a cadeia

Oficialmente, ministro diz que é “para correções gramaticais”, mas solicitação não permite publicação do acórdão da sentença, o que por sua vez não possibilita início do cumprimento da pena

Numa decisão sem sentido e que levanta suspeitas óbvias até dentro do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luiz Fux solicitou, na última semana, a devolução de seu voto no julgamento do “núcleo crucial” da trama golpista engendrada entre o final de 2022 e o começo de 2023, atrasando a publicação do acórdão que formaliza a sentença. A justificativa oficial apresentada por Fux é a “necessidade de realizar ajustes gramaticais” no documento, mas a manobra tem gerado questionamentos, já que ela impede o avanço da finalização do processo que levará à prisão o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e os outros sete cúmplices condenados em 11 de setembro.

O acórdão, documento essencial que consolida o resultado do julgamento e dá início ao prazo para recursos das defesas, depende da entrega de todos os votos dos ministros da Primeira Turma do STF. Enquanto os demais magistrados já enviaram seus votos à Secretaria Judiciária ao longo de outubro, Fux, que foi o primeiro a apresentar seu voto no início do mês, pediu sua devolução para supostas correções. Com isso, a finalização do acórdão segue sem previsão, travando o andamento do processo.https://763473aaf5866a85ba342a6088058755.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-45/html/container.html?n=0

De acordo com o regimento interno do STF, a publicação do acórdão deve ocorrer em até 60 dias após o julgamento. Caso o prazo seja descumprido, a Secretaria Judiciária pode utilizar a transcrição dos votos lidos durante a sessão. No entanto, a demora na entrega do voto revisado por Fux adia indefinidamente esse marco processual, essencial para que as defesas apresentem embargos em até cinco dias após a divulgação do documento.

O atraso gerado pela decisão de Fux impacta diretamente a possibilidade de prisão de Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes contra a democracia. A jurisprudência do STF determina que a prisão definitiva só ocorre após a rejeição de um segundo embargo das defesas, etapa que depende da publicação do acórdão. Assim, a demora na liberação do documento pode postergar a execução da pena, inicialmente aguardada para o final deste ano.https://d-26337228393212230988.ampproject.net/2510081644000/frame.html

Fórum ouviu de forma reservada dois juristas consagrados sobre esse procedimento adotado pelo ministro Luiz Fux. Eles dizem que, em tese, embora seja algo discutível, Fux teria um prazo de no máximo 60 dias para a devolução do voto à secretaria do STF. Os dois, no entanto, não acreditam que o magistrado se prestaria a tal papel, e preferem crer que ele entregará de volta o documento em alguns dias.

Fux, único ministro a votar contra a condenação de Bolsonaro, apresentou um voto extenso, com 429 páginas, dedicando mais da metade do texto a fundamentos teóricos sobre os cinco crimes imputados aos réus. Ele defendeu que as ações do ex-presidente após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições não configuraram tentativa de golpe contra o Estado Democrático de Direito, mas apenas uma inconformidade com o resultado eleitoral. O ministro, no entanto, votou pela condenação de outros réus, como o tenente-coronel Mauro Cid e o ex-ministro Walter Braga Netto, por crimes relacionados à abolição do Estado Democrático, algo totalmente sem sentido lógico.

A atitude de Fux, que passou 13 horas lendo seu voto durante o julgamento, um dos mais longos da história do STF, reforça a percepção de que sua solicitação de revisão pode ter motivações além das correções gramaticais declaradas. Nos bastidores do Supremo, a demora na entrega do voto finalizado é vista como uma estratégia para retardar o desfecho do caso, mantendo Bolsonaro fora da prisão por tempo indeterminado.

Fonte: Revista Fórum

Véio da Havan perde mais uma no TJ do Rio Grande do Sul

O empresário catarinense Luciano Hang, o autoproclamado véio da Havan, foi derrotado em mais uma tentativa de se livrar de condenação na área criminal, por ataques ao arquiteto Humberto Hickel, de Canela.

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul reafirmou, por quatro votos a um, a sentença de julho de 2024, que condenou o empresário à prisão, negando acolhimento a recursos apresentados pelos seus advogados de defesa.

A condenação em segunda instância permite, claro, recursos nos tribunais em Brasília. Mas a reafirmação da sentença é mais uma vitória contra ex-poderosos propagadores de ódio da militância de extrema direita.

O véio da Havan só tem obtido vitórias na Justiça em Santa Catarina, especialmente em Brusque, mas também lá não tem sido fácil pra ele quando os recursos vão para o Tribunal de Justiça.

Fora de Santa Catarina, ele perde quase todas..

Fonte: DCM

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