Moraes manda Cláudio Castro prestar esclarecimentos sobre chacina no RJ

A chacina no Rio deixou ao menos 119 mortos

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (29) que o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, se explique sobre a operação policial, ocorrida na terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, localizados na cidade do Rio de Janeiro–a mais letal da história do estado. 

A Operação Contenção, deixou 119 mortos, sendo 115 civis e quatro policiais. As informações foram atualizadas pelo secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, que participou de uma entrevista coletiva à imprensa concedida nesta quarta-feira (29).

Autoridades de segurança pública admitem que esse número pode aumentar e afirmam que as pessoas mortas reagiram com violência à operação, e aqueles que se entregaram foram presos. 

A operação foi amplamente criticada por especialistas, moradores, organizações nacionais e internacionais. Ativistas denunciaram que a ação foi um “massacre”, enquanto especialistas em segurança pública ouvidos pela Agência Brasil apontaram a exposição da população aos tiroteios.

A operação contou com um efetivo de 2,5 mil policiais e é a maior realizada no estado nos últimos 15 anos. Os confrontos e ações de retaliação de criminosos geraram pânico em toda a cidade, com intenso tiroteiro, fechando as principais vias, escolas, comércios e postos de saúde. 

Fonte: Brasil 247 e Agência Brasil

GAZA – Em que pé está o “plano de paz de Trump”?

A trégua do lado israelense durou apenas um instante. Em 19 de outubro, uma explosão em Rafah destruiu uma escavadeira conduzida por um colono israelense. Acusando imediatamente o Hamas de ter rompido a trégua, Benjamin Netanyahu ordenou o fechamento dos corredores humanitários e reiniciou os bombardeios. 

Naquela mesma noite, ele se gabou de ter lançado 153 toneladas de bombas sobre Rafah. Resultado: 44 civis mortos, incluindo mulheres e crianças. A versão oficial, porém, rapidamente desmoronou: a escavadeira havia passado por cima de uma munição israelense não detonada. Milhares de engenhos semelhantes ainda estariam espalhados pela Faixa de Gaza.

Sob pressão dos EUA, Netanyahu é imediatamente forçado a reabrir a passagem da ajuda humanitária e a reconhecer a realidade do incidente. Apesar dos fatos, a imprensa israelense ainda continuou por um dia inteiro a acusar o Hamas, mencionando supostos combatentes que surgiram de um túnel.

Uma trégua repetidamente violada

De acordo com o gabinete de imprensa do governo de Gaza, Israel cometeu 47 violações do cessar-fogo desde a sua entrada em vigor: disparos contra civis, ataques direcionados, prisões arbitrárias. Estes ataques prolongam a lógica genocida de destruição sistemática iniciada há dois anos. Desde o início da guerra, em outubro de 2023, foram identificados 68.216 mortos e mais de 170.000 feridos em Gaza, de acordo com os números divulgados pela agência Wafa em 20 de outubro de 2025.

O duplo discurso de Washigton

Diante dessa escalada, os emissários de Donald Trump tiveram que lembrar a Netanyahu que “o direito à autodefesa não justifica o questionamento do cessar-fogo”. No terreno, o exército israelense definiu uma “linha amarela” intransponível, anexando de fato cerca de 60% do território de Gaza. Além dessa linha (ver mapa…), toda a presença palestina está sob controle total.

Quando os negócios ditam a paz

A aceleração da retomada do controle da situação diretamente pelo próprio Trump se explica em parte pelo caos diplomático provocado pelo ataque israelense a Doha em setembro, com o objetivo de matar os negociadores do Hamas que se encontravam lá. O Catar, mediador-chave entre Israel e o Hamas, é um parceiro estratégico e um terreno de negócios muito lucrativo para Jared Kushner, genro de Trump e principal negociador do “plano de paz”. Na CBS, Kushner explicou que, após o ataque a Doha, os círculos dirigentes estadunidenses consideraram que “os israelenses estavam perdendo o controle” e que era necessário “impedi-los de prejudicar seus próprios interesses”. Witkoff, enviado especial dos EUA, por sua vez, denunciou uma perda de confiança do Catar em relação a Washington: “Nos sentimos traídos”, disseram-lhe em Doha.

Um elemento importante dessa retomada está relacionado ao aumento da rejeição a Israel no mundo, à multiplicação das sanções oficiais impostas por países como a Espanha, aos processos judiciais movidos nas mais altas instâncias do mundo, aos apelos generalizados ao boicote, à organização de flotilhas, com ajuda humanitária. Neste contexto em que a imagem de Israel desmorona, mesmo nos Estados Unidos, inclusive no seu próprio campo, Trump decidiu reagir, acelerando um acordo à sua maneira.

O “modelo Trump: a paz do mercado”

Thomas Barrack, um dos seus conselheiros mais próximos, resume a visão do presidente estadunidense: “Cooperar através da segurança e do investimento.” Tradução: a paz como alavanca econômica, com uma ordem regional estabilizada pelos fluxos financeiros e pelos investimentos. Neste contexto, trata-se de preservar a todo custo o Estado israelense, ao mesmo tempo em que se tomam medidas para controlá-lo, pois ele continua sendo o principal braço armado do imperialismo dos Estados Unidos na região.

Fonte: O Trabalho

Pastor é preso após torturar e estuprar as filhas, antes de forçá-las a ler a Bíblia

Um pastor do Distrito Federal foi preso por estuprar e torturar enteados menores de idade. Segundo a investigação que desencadeou a Operação Falso Profeta, ele obrigava as vítimas a lerem a Bíblia após violentá-las. A Polícia Civil diz que ele usava isso para “justificar” os crimes.

Um os enteados foi torturado com arame farpado e ficou permanentemente deformado. Todos os crimes ocorreram entre 2010 e 2018, na residência da família, no Recanto das Emas. Na época, todas as vitimas tinham entre 6 e 7 anos, e o pastor forçava as crianças a ficarem de joelhos sobre grãos de milho ou tampas de garrafas e assistirem uma a outra sendo estuprada.

“O autor explorava a fé e se aproveitava do laço de sangue para cometer os estupros e tentar ficar impune. No entanto, a investigação conseguiu provar os crimes”, disse o delegado-chefe da 27ª DP, Alexandre Godinho. As vítimas só denunciaram os crimes neste ano, quando uma delas foi abordada pelo Conselho Tutelar, que auxiliou nas denúncias.

Segundo as vítimas, o pastor cometia o abuso quando estava sóbrio ou sob efeito de drogas e álcool. Ao saber que seria preso, o pastor tentou se matar, mas foi socorrido por colegas e encaminhado a um hospital. Ele está na 27ª DP e responderá pelos crimes de estupro vulnerável, atentado violento ao pudor majorado, satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente, tortura e maus-tratos.

Fonte: DCM

Israel assassina mais de 100 palestinos em Gaza

O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, afirmou nesta quarta que 104 palestinos morreram e outros 253 ficaram feridos em bombardeios israelenses desde terça-feira, quando o premiê Benjamin Netanyahu ordenou novos ataques à Gaza. Dos mortos, mais da metade (66) são mulheres ou crianças, segundo a pasta.

“O acordo de cessar-fogo ainda está em vigor em Gaza, e continuamos trabalhando para implementar o plano de paz do presidente Trump”, disse o alto funcionário, sob condição de anonimato. “A transição para uma paz permanente em Gaza é uma tarefa difícil após dois anos de conflito na Faixa de Gaza.”

“O plano de paz para Gaza enfrentará desafios e o governo dos EUA está fazendo esforços intensos para progredir. Não estaremos satisfeitos até que a estabilidade seja alcançada em Gaza, uma transição para o governo civil seja concretizada e progressos tangíveis sejam feitos em direção à paz”, afirmou Basal.

O Gabinete de Imprensa do governo de Gaza acusou Israel de cometer 125 violações do cessar-fogo desde que o acordo entrou em vigor no dia 10 de outubro, incluindo a morte de 94 palestinos. O Hamas anunciou que adiaria a entrega a Israel — inicialmente prevista para as 18h GMT (15h de Brasília) — do corpo de outro prisioneiro, “encontrado em um túnel ao sul de Gaza”.

“Adiaremos a entrega prevista por violações da ocupação”, acrescentou o braço armado do Hamas, as Brigadas Ezedin al-Qasam, e afirmou que “qualquer escalada sionista dificultará as buscas, as escavações e a recuperação dos corpos”.

O alto funcionário estadunidense ouvido pela Al Jazeera disse que “localizar os corpos dos prisioneiros israelenses em Gaza é difícil, desafiador e demorado. O Centro de Coordenação Civil-Militar desempenhou um papel vital ao trazer equipes técnicas egípcias para Gaza para recuperar os corpos.”

Fonte: G1 e Brasil de Fato

Assembleia de Deus em Alagoas virou palco de disputa eleitoral para 2026

Vista como “traição” ao prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC (PL), a saída de Gunnar Nunes do PL provocou demissões em ‘massa’ de muitos fiéis que estavam lotados na Prefeitura

Desde que o Blog Kléverson Levy publicou a matéria mostrando que o Filho de pastor se projeta para representar Igreja Evangélica na ALE, a Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Alagoas (AD Alagoas) entrou numa disputa política devido ao tamanho eleitoral que detém. 

Atualmente, a vaga de deputado estadual é de Mesaque Padilha (UB), que foi eleito em 2022 com um trabalho voltado para representar o meio cristão e diante do apoio de lideranças da Adalagoas. Porém, para 2026, o pastor-presidente da Assembleia no estado, reverendo José Orisvaldo Nunes de Lima, mudou de ideia e deve manter Padilha na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE).

No entanto, o pastor-presidente tem jogado todas as cartas para que Gunnar Nunes Nicácio, filho e coordenador geral de Mídia e Relações Públicas Institucionais da @adalagoasoficial, dispute um cargo eletivo no próximo ano.  Tanto que a troca de partidos da família AD Alagoas causou grande repercussão nos bastidores da política.

Vista como “traição” ao prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC (PL), a saída de Gunnar Nunes do PL provocou demissões em ‘massa’ de muitos fiéis (e aliados) que estavam lotados na Prefeitura de Maceió. JHC fez, ontem à noite, 27, uma enxurrada de exonerações como forma de retaliação devido ao prejuízo eleitoral causado pelos comandantes da Assembleia de Deus em Alagoas.

Nâo tão distante, vale ressaltar, que o prefeito de Maceió havia feito a doação de um terreno para uma nova igreja no Eustáquio Gomes, em Maceió. O encontro havia chancelado o apoio político do reverendo José Orisvaldo Nunes ( e do filho, ok?) para a chapa do PL.

Portanto, agora filiado ao PP do deputado federal Arthur Lira , Gunnar Nunes terá que buscar um rumo aos mais de 50 cargos perdidos na gestão da capital alagoana. Afinal, dizem que João Henrique Caldas não gostou – em nada – da traição recebida antes mesmo de 2026 se concretizar em acordos e uniões.

Por fim, nem a fé, nem a religião e nem o nome de Deus têm sido respeitados quando os interesses estão voltados para política, cargos e benesses do PODER. 

É como está na Bíblia em Êxodo (capítulo 20) que “Não invocarás o nome do Senhor teu Deus em vão. Pois o Senhor não deixará impune aquele que invocar o seu nome em vão” – o que significa mais do que apenas evitar blasfêmias.

Será? 

Manda quem pode. Obedece quem tem juízo!

Fonte: Blogkleversonlevy

Operação de Cláudio Castro promove banho de sangue no Rio

Operação já é considerada a mais letal da história do Estado com ao menos 64 mortos

A ação propagada pelo governador Claudio Castro (PL) como uma “guerra” contra uma suposta expansão do Comando Vermelho resultou em um verdadeiro banho de sangue com ao menos 64 mortos e o sentimento de medo e de impotência tomando conta do Rio de Janeiro.

A operação “Contenção” coordenada por Cláudio Castro nos Complexos do Alemão e da Penha já é considerada a mais letal da história do Estado. Até as 15h30 desta terça, 64 pessoas haviam sido mortas nas duas localidades, ultrapassando as operações no Jacarezinho, em maio de 2021, com 28 óbitos, e a operação na Vila Cruzeiro, em maio de 2022, com 24 mortes.

Todas as operações aconteceram nos governos de Cláudio Castro (PL). Ainda assim, o crime organizado, entre as facções e milícias, controla ao menos 57% do território do Rio Janeiro.

O governo fluminense tomou a opção de um confronto direto contra criminosos, ignorando as ações de inteligência para neutralizar as facções e transformando as comunidades, onde cerca de 200 mil trabalhadores e seus familiares vivem, em um palco de guerra.   

Pelo menos 2.500 agentes das forças de segurança do RJ saíram para cumprir 100 mandados de prisão. Traficantes reagiram a tiros e com barricadas em chamas, dezenas de colunas de fumaça podiam ser vistas de diversos pontos da cidade.

A Polícia Civil afirmou ainda que, em retaliação, criminosos lançaram bombas com drones. Outros fugiram em fila indiana pela parte alta da comunidade, em uma cena semelhante à disparada de bandidos em 2010, quando da ocupação do Alemão.

Segundo o balanço parcial: 60 suspeitos haviam sido mortos em confronto. Dois eram da Bahia; outro, do Espírito Santo. Agentes de segurança foram baleados, e pelo menos 4 morreram. Além deles, 3 inocentes foram baleados.

Mais de 80 homens foram presos, 5 foram baleados e internados sob custódia no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha. Os policiais também teriam apreendido 75 fuzis, 2 pistolas e 9 motos.

Para justificar o massacre, Cláudio Castro tentou culpar o governo federal, ignorando o fato da segurança pública ser responsabilidade do seu governo. Segundo ele, “tivemos pedidos negados três vezes, cada dia uma razão para não estar colaborando”.

Castro atuou firmemente contra a PEC da Segurança Pública – projeto apresentado pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, para ampliar o combate centralizado às organizações criminosas como o Comando Vermelho, o PCC e as milícias que ocupam territórios do Rio de Janeiro, tenta agora jogar a responsabilidade por sua lambança no governo federal.

RESPOSTA FEDERAL

O Ministério da Justiça rebateu Castro e afirmou que atendeu “prontamente” todos os pedidos do estado para o emprego da Força Nacional no combate ao crime organizado.

A pasta destacou que, desde 2023, acatou todas as 11 solicitações de renovação da Força Nacional de Segurança Pública no território fluminense. Também citou a realização de operações conjuntas da Polícia Federal com as polícias estaduais e o envio de recursos do governo federal para investir no sistema penitenciário e na segurança pública.

O Ministério citou a reunião de Castro com o ministro Ricardo Lewandowski, em fevereiro deste ano. “À ocasião, o ministro atendeu a um pedido do estado e ofereceu dez vagas em presídios federais para alocar lideranças criminosas do Rio de Janeiro”, diz o texto. “O Ministério da Justiça e Segurança Pública reafirma seu compromisso com o Estado do Rio de Janeiro, promovendo a segurança pública por meio do apoio integrado.”

Dados sobre prisões e apreensões de drogas e armas refletem o “esforço contínuo” da PF no enfrentamento às facções, diz o ministério. “Só em 2025, foram realizadas 178 operações no Rio, sendo 24 delas relacionadas a tráfico de drogas e armas. Ao todo, foram 210 prisões efetuadas, das quais 60 estão diretamente relacionadas a investigações sobre o tráfico de drogas e armas. No mesmo período, foram apreendidas 10 toneladas de drogas e 190 armas de fogo, incluindo 17 fuzis”, diz a nota.

FINALIDADE DA OPERAÇÃO QUESTIONADA

O Ministério Público da União (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU) enviaram um ofício ao governo do Rio com questionamentos sobre a megaoperação no Complexo do Alemão e Vila Cruzeiro.

Eles questionam, por exemplo, se as medidas impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da ADPF 635, a ADPF das Favelas, foram cumpridas. O MPF e DPU pede ainda que o governo “informe detalhadamente de que forma o direito à segurança pública foi promovido, indicando as finalidades da operação, os custos envolvidos e a comprovação da inexistência de outro meio menos gravoso de atingir a mesma finalidade”.

O documento ainda cobra que o governo comprove:

  • Prévia definição do grau de força adequado e justificativa formal da operação;
  • Atuação dos órgãos periciais para realização de perícia e identificação de vestígios de crimes;
  • Uso de câmeras corporais e câmeras nas viaturas;
  • Existência e apresentação ao público de relatório detalhado da operação;
  • Informação clara sobre o respeito rigoroso ao período de entrada e saída dos estabelecimentos educacionais e indicação das razões concretas que pudessem excepcionar tal respeito;
  • Presença de ambulâncias;
  • Cumprimento das diretrizes constitucionais sobre buscas pessoais e domiciliares.

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) informou, em nota, que acompanha “com extrema preocupação a escalada de violência provocada pela megaoperação”. 

A comissão informou que vai oficiar o Ministério Público e as polícias Civil e Militar cobrando explicações sobre as circunstâncias da ação, “que transformou novamente as favelas do Rio em cenário de guerra e barbárie”. 

Para a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania, deputada Dani Monteiro (PSOL), “nenhuma política de segurança pode se sustentar sobre esse banho de sangue”. 

“O Estado não pode continuar tratando a vida de todas as vítimas como descartável, nem as favelas como território inimigo ou palco de espetáculo. É preciso garantir a proteção de moradores e policiais, priorizando direitos, inteligência e planejamento em vez de violência e terror”, afirmou a deputada.

Fonte: Hora do Povo

16 trabalhadores são resgatados de trabalho escravo no Ceará

Homens viviam em um alojamento em situação precária e não recebiam equipamento de segurança para o trabalho.

Dezesseis trabalhadores dos estados do Piauí e Maranhão foram resgatados em situação similar à escravidão no Ceará. A ação aconteceu na semana passada, mas os detalhes foram divulgados nesta segunda-feira (27). (Veja abaixo como denunciar esse tipo de irregularidade.)

Conforme a Superintendência Regional do Trabalho no Ceará (SRT), as vítimas viviam em condições precárias no alojamento de uma obra em Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza, sem acesso à água potável.

Durante a fiscalização, também foi constatado que os trabalhadores desenvolviam suas atividades na obra sem equipamentos de segurança, o que chegou a causar um acidente de trabalho com uma das vítimas. Além disso, eles sofriam descontos indevidos no salário.

Diante das irregularidades, a obra foi embargada pelos auditores-fiscais do trabalho e a empresa teve que pagar o salário das vítimas, que retornaram para seus estados de origem.

A ação também teve a participação do Ministério Público do Trabalho e da Polícia Federal.

⚠️ COMO DENUNCIAR? Existe um canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão: é o Sistema Ipê, disponível pela internet. O denunciante não precisa se identificar, basta acessar o sistema e inserir o maior número possível de informações.

A ideia é que a fiscalização possa, a partir dessas informações do denunciante, analisar se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e realizar as verificações no local.

Fonte: G1

DCM revela conexões de Nikolas Ferreira com a Máfia dos Combustíveis

Uma investigação do DCM revela ligações entre as campanhas eleitorais de Nikolas Ferreira a cartéis de combustíveis, indivíduos condenados e investigados por crimes econômicos e fraudes fiscais em Minas Gerais.

Por trás da trajetória meteórica de Nikolas Ferreira, da favela Cabana do Pai Tomás em Belo Horizonte ao Congresso Nacional em Brasília, parece ocultar-se muito mais que um suposto fenômeno de redes sociais.

Enquanto a ultradireita o celebra como prova de meritocracia de um jovem de periferia e a esquerda atribui sua ascensão ao poder da ultradireita nas redes sociais, as conexões que apadrinharam Nikolas Ferreira permanecem ofuscadas por explicações óbvias.

Uma extensa investigação do DCM envolvendo fontes, documentos eleitorais, judiciais e contratos privados do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) revela uma rede de relações com indivíduos envolvidos em atividades ilícitas/ em Minas Gerais na sua ascensão politica.

De partida, o maior doador individual da campanha de Nikolas Ferreira é Ronosalto Pereira Neves, empresário do grupo varejista Mart Minas, que confessou envolvimento em esquema de repasses ilícitos relacionados ao ex-senador Aécio Neves e à JBS. Investigado em 2018 na Operação Ross da Polícia Federal.

Ronosalto admitiu ter realizado uma “transação financeira” a pedido de Joesley Batista que gerou R$ 1,1 milhão em dinheiro vivo—montante retirado diretamente em sua empresa por gerente da JBS, conforme reportagem do jornal O Globo.

Mas essa não é a única aliança obscura em sua ascensão política. Em suas campanhas eleitorais, Nikolas Ferreira utilizou-se repetidamente de endereços e infraestrutura fantasma de um arranjo societário com várias empresas condenadas por ilícitos contra a ordem econômica na maior operação contra cartéis de postos de combustíveis da história de Minas Gerais.

Operação Mão Invisível resultou na condenação em 2019 de diversas empresas desse grupo no esquema que ficou conhecido como “Máfia do Combustível”: uma rede corporativa ilícita envolvida em cartel, fraudes, manipulação de preços, sonegação fiscal e outras operações ilegais.

Seus sócios também foram autuados pessoalmente por fraudes fiscais pelo Conselho de Contribuintes de Minas Gerais e por uma série de ilícitos, incluindo manipulação de bombas de combustíveis, sonegação de impostos, fraude de livros contábeis e fiscais, gerenciamento de caixa oculto entre outros ilicitos.

Para além destas condenações, os mesmos indivíduos se encontram atualmente também sob investigação criminal, sob sigilo do Ministério Público de Minas Gerais.

Comitês Eleitorais em Postos de Gasolina Fantasmas

Documentos de prestação de contas eleitorais e contratos privados revelam que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) estruturou suas campanhas de 2020 para vereador e de 2022 para deputado federal em um endereço peculiar em Belo Horizonte: Avenida Silva Lobo, 667.

Trata-se de um posto de gasolina desativado há anos, uma espécie de lote abandonado em estado de evidente deterioração e sem qualquer infraestrutura. Em 2022, junto com o deputado estadual Bruno Engler (PL-MG), Nikolas inaugura ali o que chamaram de “QG Bolsonaro”, a sede de suas campanhas.

Esse espaço que pertenceu ao antigo posto Jéssica. Desde 2013, encontra-se registrado formalmente como um novo posto: o Veneto Comércio de Combustíveis Ltda (CNPJ 19.446.904/0001-73), com atividade econômica declarada de “comércio varejista de combustíveis”. Entretanto, desde seu novo registro, o posto Veneto nunca chegou a operar, constando somente em contratos sociais e registros junto a Receita.

“Este posto nunca funcionou realmente, existindo apenas a estrutura física completamente desativada e abandonada, inclusive sem bombas. Qualquer morador da região sabe disso. Esse registro era só no papel para alguma finalidade que desconhecemos, ” relatou uma das fontes ao DCM.

Ligações com a Máfia dos Combustíveis

Ao investigar quem são os proprietários do Posto Veneto cedido a Nikolas em todas as suas campanhas, tem-se algo mais perturbador que um posto inativo/fantasma: os sócios da Du Pape Empreendimentos.

Uma série de documentos oficiais de órgãos de controle demonstra que o “grupo empresarial” proprietário da Du Pape Empreendimentos S.A., controlado por Ciro Augusto Bergomi Picarro e Augusto Joaquim Picarro, acumula histórico consistente de práticas ilícitas organizadas no mercado de combustíveis em Minas Gerais, envolvendo desde fraude fiscal, manipulação fraudulenta de bombas de gasolina e caixas clandestinos.

Documentos da Advocacia-Geral da União e do CADE revelam que outros postos ativos controlados na atualidade pelos sócios da Du Pape — o Posto Fórum Ltda (CNPJ 02.879.461/0001-01), o Posto Floramar Ltda (CNPJ 20.159.968/0001-72) e o Posto Brilhante Ltda (CNPJ 25.822.974/0001-81) — foram alvos da Operação Mão Invisível, condenados por formação de cartel, uma das infrações mais graves à ordem econômica.

A Operação, de magnitude sem precedentes em Minas Gerais, foi deflagrada pela força-tarefa da Polícia Federal, Ministério Público de Minas Gerais, Agência Nacional do Petróleo e CADE.

Não se sabe se os sócios da Du Pape eram os proprietários originais desses três postos à época da condenação ou se adquiriram deliberadamente CNPJs já investigados por cartel — hipótese que também levantaria questionamentos, pois, no direito brasileiro, a sucessão empresarial implica a transferência de passivos e dos efeitos administrativos e civis da condenação — incluindo multas, sanções econômicas e restrições impostas por órgãos como CADE, ANP ou pelo fisco estadual.

Assim, a transferência de CNPJs, aquisições e reorganizações societárias nesse contexto poderia eventualmente indicar aparente finalidade de ocultação.

Contudo, a Procuradoria Federal Especializada junto ao CADE concluiu a existência de “cartel hardcore“: uma formação de crime econômico organizada, estável e coordenada de manipulação de preços, com monitoramento e punição de quem não obedecia às regras sob risco de represálias comerciais ou isolamento no abastecimento, atuando com práticas típicas comumente associadas ao crime organizado; arranjos societários de faixada que operam por práticas corporativas ilícitas. É a partir dessa rede corporativa ilícita, segundo registros públicos e documentos de campanha, que Nikolas Ferreira estruturou toda suas bases eleitorais.

 O processo CADE nº 08700.010769/2014-64, em 2019, impôs multas a esses três postos de combustíveis de Belo Horizonte por infração à ordem econômica e cartelização de preços.

Fonte: DCM

Flávio Dino determina campanha para combater desvios de emendas

Decisão do ministro do STF prevê divulgação em TV, internet e canais públicos para que cidadãos acompanhem execução e fiscalizem recursos

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta segunda-feira (27), que o governo federal promova campanha publicitária sobre transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares. Trata-se de campanha obrigatória, com linguagem acessível.

A veiculação ocorrerá entre dezembro de 2025 e março de 2026 em emissoras comerciais, públicas e canais digitais do governo, incluindo as TV Senado, Câmara e Justiça.

Segundo a decisão, a linguagem da campanha deve ser simples e acessível, com informações sobre como acessar e acompanhar a execução dos recursos federais, além de estimular a denúncia de eventuais irregularidades.

TRANSPARÊNCIA

Flávio Dino, relator de ações no STF que contestam a falta de transparência em recursos destinados pelos parlamentares aos chamados “redutos eleitorais”, enfatizou que a medida busca garantir ao cidadão a possibilidade real de fiscalização.

Na decisão, o ministro escreveu:

“Impõe-se um esforço consistente de letramento digital, capaz de reduzir a assimetria informacional que exclui aqueles que não dominam os meios de busca, sob pena de a transparência permanecer meramente formal e inoperante como instrumento de controle democrático.”

Ou seja, não basta disponibilizar informações; é necessário que essas sejam compreensíveis e acessíveis a toda a população, a fim de fortalecer a participação cidadã na fiscalização dos recursos públicos.

DESDOBRAMENTOS

A decisão de Dino é desdobramento de audiência recente, na qual TCU (Tribunal de Contas da União), CGU (Controladoria-Geral da União), Ministério da Gestão e AGU (Advocacia-Geral da União) apresentaram novos instrumentos para aumentar a transparência das emendas parlamentares federais, em cumprimento a determinações do STF.

A medida se fundamenta nos princípios da publicidade e do direito de acesso à informação, e reforça a necessidade de que os cidadãos consigam localizar, compreender e utilizar dados sobre repasses realizados por deputados e senadores.

IMPACTO ESPERADO

Com a campanha, espera-se que o público:

• Conheça os canais de acesso aos dados das emendas;

• Acompanhe a execução dos recursos; e

• Participe ativamente na fiscalização e denúncia de irregularidades.

O esforço faz parte de estratégia mais ampla de fortalecimento da transparência e controle social sobre recursos públicos, alinhada a princípios democráticos consagrados na Constituição.

Fonte: Hora do Povo

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