PoderData aponta vitória de Lula contra Bolsonaro

Dados apontados nesta manhã pela pesquisa Fórum foram confirmados pela pesquisa PoderData: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria eleito presidente se o pleito fosse hoje

Pesquisa realizada pelo PoderData e divulgada nesta quarta-feira (17) confirma os resultados da Pesquisa Fórum de mais cedo: o ex-presidente Lula venceria Jair Bolsonaro se as eleições fossem hoje.

No levantamento, feito entre 15 e 17 de março, Lula aparece com 34% das intenções de voto, e Bolsonaro com 30%.

Outros nomes apontados como possíveis candidatos à presidência em 2022 aparecem com 6% ou menos. São eles: Sergio Moro, Ciro Gomes, Luciano Huck, João Doria, João Amoêdo e Luiz Henrique Mandetta.

Sobre rejeição, 53% afirmaram que não votariam em Bolsonaro “de jeito nenhum”. A rejeição de Lula é menor: 40%.

A margem de erro da pesquisa é de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos e o índice de confiança do levantamento é de 95%.

Fonte: Brasil 247

SMTT e empresas de ônibus continuam desrespeitando a meia passagem estudantil

Representantes estudantis denunciam que a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) e as empresas de ônibus de Maceió continuam desrespeitando a meia passagem estudantil.

Os estudantes estão tendo o direito à meia passagem atacado pela Prefeitura e os empresários de ônibus desde 2020, em função de um decreto municipal. Apesar de o prefeito JHC ter ressarcido o direito, ele ainda não foi efetivado na prática e os estudantes tanto secundaristas, quanto universitários, não conseguem fazer o cadastro ou recadastro do cartão Bem Legal Escolar.

Os estudantes também denunciam o aumento de 100% no valor da taxa de cadastro e recadastro e exigem que a Prefeitura emita gratuitamente o cartão.

Comissão de Justiça da Alepe aprova passagem gratuita para desempregados durante pandemia

O projeto de lei ainda depende da aprovação das comissões de Finanças, Administração Pública e Negócios Municipais. Caso passe por elas, irá a plenário nesta quinta-feira (18)

Para ter acesso à gratuidade, é preciso residir em um dos municípios da região metropolitana do Recife e ter possuído vínculo com carteira assinada com remuneração de dois salários mínimos, por no mínimo seis meses, antes da dispensa.

A Comissão de Justiça da Assembleia Legislativa de Pernambuco aprovou, nessa segunda feira (15), a criação do Programa de Transporte Social, que visa a gratuidade do transporte público para trabalhadores da Grande Recife demitidos durante a pandemia de Covid-19. O projeto de lei deve ir a plenária no dia 18.

Fonte e foto: Jornal do Comércio

Ministério Público investiga altos valores pagos a hospitais privados durante a pandemia

Órgão solicitou à secretaria de Saúde de Maceió prestação de contas dos gastos relacionados à Covid-19 de todo o ano de 2020

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) requisitou à Secretaria Municipal de Saúde de Maceió, nessa segunda-feira (15), a prestação de contas dos gastos relacionados à Covid-19 de todo o ano de 2020.

Também foram solicitados o processo e todas as informações referentes à aquisição de um software para a realização de cadastros. O valor recebido da União para o enfrentamento da pandemia foi de R$ 47,7 milhões.

A requisição foi feita pela 16ª Promotoria de Justiça da capital, com atribuição para atuar na área da Fazenda Pública Municipal. De autoria do promotor de Justiça Marcus Rômulo Maia de Mello, o procedimento administrativo instaurado ano passado para fiscalizar os recursos transferidos pela União para o município de Maceió quer saber mais detalhes sobre as despesas da gestão pública.

Entre os itens que devem ser informados estão a locação de equipamentos, aquisição de medicamentos e despesas com recursos humanos. Além disso, chamou a atenção do Ministério Público o pagamento de altos valores a hospitais privados da capital alagoana. E tudo foi pago com verba depositada no Fundo Municipal de Saúde.

R$ 47 milhões

O valor total repassado pelo governo federal ao município de Maceió foi de R$ 47,7 milhões em 2020. Tal verba tinha que ser empregada em ações de enfrentamento a pandemia ocasionada pela Covid-19. Segundo as primeiras informações repassadas pela Prefeitura de Maceió, a maior parte desse montante, em torno de R$ 34,8 milhões, o que equivale a 73,11% do total, envolveu pagamento de pessoal – R$ 23,3 milhões, locação de equipamentos – R$ 7 milhões e aquisição de remédios – R$ 4,5 milhões.

O restante do dinheiro foi utilizado em aquisição de equipamentos, incentivo às UPAs, compra de EPIs (equipamento de proteção individual), adequação de estrutura física de unidades básicas de saúde, aquisição de testes e insumos, aluguel de imóveis, dentre outras.

“Como é uma quantia grande de recursos repassada ao município de Maceió, o Ministério Público, como fiscal da lei, precisa ter esse controle e analisar se a sua aplicação ocorreu de forma correta. Temos essa obrigação legal do controle e fiscalização com a finalidade do zelo pelo dinheiro público. Requisitamos as informações e vamos esperar que a Secretaria de Saúde nos forneça os dados para posterior avaliação”, informou Marcus Rômulo Maia de Mello.

Hospitais privados

A 16ª Promotoria de Justiça da capital também quer entender melhor os repasses feitos aos hospitais filantrópicos Veredas, Santa Casa de Maceió e Sanatório. Eles receberam, respectivamente, R$ 31,9 milhões, R$ 11,3 milhões e R$ 5,2 milhões.

“O hospital Veredas recebeu um montante muito superior as demais entidades, portanto, faz-se necessária uma atenção especial a essa despesa”, disse o promotor de Justiça. Para tanto, ele solicitou atuação conjunta com a Promotoria de Justiça de Fundações.

Fonte: Assessoria

Alimentos sobem mais do que a inflação e reajustes salariais têm média negativa

Preços dos alimentos sobem três vezes mais que a inflação dos últimos 12 meses, maior alta nos últimos 18 anos, mas os reajustes salariais médios ficaram negativos em média 0,53%. População corta o que pode

O prato preferencial da maioria dos brasileiros, que também é recomendado por nutricionistas, composto por arroz, feijão, carne, legumes e salada, está cada vez mais difícil de ser colocado à mesa da população por causa da disparada dos preços. Nos últimos 12 meses, o custo da comida aumentou 19,4% – mais do que triplo em relação à inflação oficial do país (5,20%). É a maior onda de alta dos alimentos nos últimos 18 anos.

Em contrapartida os salários dos trabalhadores e das trabalhadoras tiveram variação real média de menos 0,53%, já descontada a inflação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os dados dos reajustes salariais são do Departamento de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que também observou que reajustes iguais ao INPC ficaram em cerca de 29% das negociações salariais analisadas, e apenas 10% das negociações resultaram em ganhos reais.

“Quanto mais a inflação cresce, no contexto de crise econômica, maior é a dificuldade das negociações coletivas conseguirem repor a inflação, e esta crise econômica com inflação crescente é o pior dos cenários para os trabalhadores”, diz a técnica do Dieese Adriana Marcolino. “O resultado é uma queda brutal no poder de compra dos brasileiros”, completa.

O levantamento do Dieese sobre os preços da cesta básica também mostra o quanto o poder de compra do trabalhador está corrompido. O rendimento médio de todos os trabalhos efetivamente recebidos pelas pessoas ocupadas de 14 anos ou mais, no 4º trimestre de 2020, foi de apenas R$ 2.482,00. Se levarmos em consideração que uma cesta básica para uma única pessoa em São Paulo, em fevereiro deste ano, custou R$ 639,47 e que o salário mínimo, segundo o Dieese, deveria ser de R$ 5.375,05, pode-se imaginar o tamanho do rombo nos orçamentos das famílias que têm de pagar ainda aluguel, tarifas de água e luz e demais despesas.

Em geral, com crise econômica e menor demanda, o preço cai, mas o que estamos vivendo é a soma de crise econômica e inflação crescente, o que só demonstra o tamanho do desajuste da economia brasileira- Adriana Marcolino

O drama de quem luta para pôr comida à mesa

O resultado deste descompasso entre reajustes de preços e os salários é a diminuição dos produtos que o brasileiro compra e leva para a casa. A cuidadora de idosos, Mônica Santos, sabe bem como está difícil ajudar na alimentação de seis pessoas da sua família: seus pais, dois sobrinhos, um irmão especial e a sua filha.

Ela conta que sua mãe aposentada ganha um salário mínimo (R$ 1.100), mas com os empréstimos consignados que fez sobram apenas R$ 600. O pai, também aposentado, ganha cerca de R$ 1.300, mas o que sobra,  também por causa de créditos consignados, é em torno de R$ 800. Por isso, Mônica  precisa levar carne para eles.

“Meus pais precisam de uma alimentação saudável, e eles gostam de carne e o jeito é comprar de segunda. A alcatra e o contra filé estão com preços impossíveis e sou obrigada a levar um bife duro, que, ou eu cozinho, ou dou uma ‘surra’ nele até amolecer, antes de fritar”, conta Mônica.

A cuidadora de idosos faz a conta: no mês de janeiro gastou R$ 450,00, entre carnes e um pouco de gêneros de primeira necessidade. Em fevereiro foram R$ 560,00. Mas no início deste mês de março gastou R$ 215,00 só em carnes e ainda, segundo ela, vieram apenas seis pacotinhos.

“A sorte é que onde meu irmão faz tratamento é dada uma cesta de feira com muitos legumes, e meus pais conseguiram comprar uma casinha na zona leste de São Paulo, pelo CDHU e não precisamos pagar aluguel”, diz Mônica.

Apesar de se alimentar fora por morar na casa de uma idosa que cuida em função da pandemia, Mônica passa quatro dias por mês, durante suas folgas com a família, e é ela quem leva o que chama de “pesado” das compras.

“O arroz está tão caro, e eu adoro, sou viciada, mas fui obrigada a reduzir o meu próprio consumo. Acabei fazendo dieta tirando o arroz do cardápio”, conta indignada.

Produtos que mais subiram de preços 

Os produtos alimentícios que mais subiram, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram: o óleo de soja (87,89%), o arroz (69,80%), a batata (47,84%) e o leite longa vida (20,52%). Já entre os grupos de alimentos pesquisados pelo IBGE, as maiores altas ocorreram em cereais, leguminosas e oleaginosas (57,83%), óleos e gorduras (55,98%), tubérculos, raízes e legumes (31,62%), carnes (29,51%) e frutas 27,09%.

Os reajustes da gasolina também pressionam o IPCA que voltou a acelerar e fechou o mês de fevereiro em 0,86% contra 0,25% e janeiro – é a maior taxa para o mês desde 2016, segundo o IBGE.

Fonte: CUT Brasil

Paraguai: mobilização popular encurrala presidente que pode sofrer impeachment

Entrevista com o presidente da CUT-A, Bernardo Rojas

Uma semana depois da explosão popular no Paraguai contra o governo de Mário Abdo Benitez (Marito, amigo de Bolsonaro), o PortalCUT ouviu neste domingo (13) o presidente da Central Unitária de Trabalhadores–Autêntica (CUT-A) Bernardo Rojas, sobre a situação no país vizinho.

Confira abaixo a entrevista feita pelo assessor da CUT, Júlio Turra:

Júlio Turra: Como você avalia a mobilização popular em curso no Paraguai?

Bernardo Rojas: Desde o início de março, os trabalhadores da Saúde denunciavam em atos  públicos o descaso do governo Marito com o povo paraguaio em meio à pandemia: falta de pessoal médico e hospitalar, de insumos básicos, leitos e agora de vacinas, com o sistema sanitário a beira do colapso. Em 5 de março, o ministro da Saúde renunciou, sob pressão das ruas ocupadas de forma espontânea por milhares de manifestantes, os jovens em grande número, que passaram a exigir a saída do presidente aos gritos de “fora Marito”.  As manifestações prosseguiram no fim de semana e até hoje ocorrem em vários pontos do país. Em 6 de março, a CUT-A soltou uma nota pública denunciando a violenta repressão policial aos manifestantes concentrados diante do Palácio do Governo e nela dissemos: “a quarentena revelou a verdadeira cara desta administração estatal, que prioriza os interesses de alguns grupos políticos e econômicos – a elite – por cima dos interesses de 99% da população, deixando de lado as necessidades básicas de todo o nosso povo”.   

JT: Há forças políticas que organizaram essas mobilizações?

O governo fala, como sempre, em “infiltrados” violentos, para tentar justificar a repressão policial. Na verdade é um movimento espontâneo, sem direção política reconhecida, uma explosão popular similar à ocorrida no Chile em 2019. Os políticos e parlamentares, inclusive da oposição, como os da Frente Guasú (do ex-presidente Lugo), são rechaçados nas manifestações e o que mais se ouve nelas é “que se vayan todos” (fora todos). A cidadania levantou-se contra o governo por não suportar mais a situação de corrupção, desprezo e ataques às condições de vida da maioria esmagadora do povo, o que ficou ainda mais patente com as medidas adotadas diante da pandemia.

JT: Como se coloca a CUT-A diante dessa situação?

BR: A ministra do Trabalho nos convidou para uma cerimônia com o presidente logo após a explosão popular. Dissemos à ministra que não estávamos acostumados a levar apoio político a governos. Se fosse para discutir as reivindicações dos trabalhadores, poderia ser, mas não era o caso. Algumas organizações sindicais aceitaram o convite, nós não participamos, porque queremos ficar ao lado do nosso povo, cuja mobilização é a única possibilidade de mudanças profundas em nosso país em beneficio da ampla maioria.   

De nossa parte, CUT-A, decidimos, numa recente reunião conjunta com entidades estudantis e movimentos camponeses,  nos somar às manifestações em todos os cantos do país para avançar nas mudanças reais e profundas no modelo de estado atual.

O Movimento Agrário Popular (MAP), que é ligado à CUT-A, já fez atos públicos e marchas em Caaguazú e agora junta-se a outros setores camponeses numa marcha até a capital, Assunção, para exigir a saída de Marito e seu entorno do governo nacional.

JT: oposição propôs um julgamento político  –  algo similar ao impeachment, mas muito mais rápido – de Marito, como você vê essa possibilidade?

BR: Vários setores apóiam o julgamento político de Marito no Congresso. Mas quem controla a maioria dos parlamentares é o ex- presidente Horácio Cartes, que governou o país entre 2013 e 2018 e que é o homem mais rico do país e dono do partido Colorado, o mesmo de Marito. Cartes chantageia o atual presidente exigindo que ele apóie a sua proposta de uma Constituinte que abra a porta para sua volta à presidência. Neste caso, orientaria o voto contrário ao julgamento político, senão o abandonaria. Lembremos que Marito já teve um pedido anterior de julgamento político negado pela maioria controlada por Cartes, quando foi denunciado por suas negociações sobre a binacional Itaipú com o governo Bolsonaro, em prejuízo dos interesses paraguaios. A oposição não tem votos suficientes para destituir o atual presidente.

JT: Como prossegue a luta, então?

BR: A situação é difícil, mas, para nós, só a continuidade da mobilização popular, com a participação dos setores organizados da classe trabalhadora, do campesinato e da juventude, é que pode abrir uma saída positiva. Para terminar, queria mandar um grande abraço aos companheiros da CUT do Brasil, dizendo-lhes que estamos muito felizes com a recuperação dos direitos políticos do ex-presidente Lula, o que vai reforçar a luta de vocês para por um fim no governo Bolsonaro.

Fonte: CUT Brasil

Mais um da família Bolsonaro: Polícia Federal abre inquérito para apurar negócios suspeitos de Renan Bolsonaro

Filho de Jair Bolsonaro é suspeito de promover tráfico de influência com o governo para beneficiar empresas privadas

247 – Não é apenas Flávio Bolsonaro que está na mira de investigações por relações suspeitas. A Polícia Federal abriu nesta segunda-feira (15) um inquérito para apurar negócios envolvendo Jair Renan, filho de Jair Bolsonaro. A informação é do jornal Folha de S.Paulo. 

O grupo capixaba Gramazini Granitos e Mármores, que tem como lobista Jair Renan Bolsonaro, o filho “04” de Jair Bolsonaro, obteve em setembro de 2019 um benefício fiscal que concede 75% de desconto no pagamento do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) até 2028.Segundo reportagem de Pedro Capetti, no jornal O Globo neste domingo (14), trata-se de benefício muito diferente do praticado pela grande maioria das empresas brasileiras. Com o desconto, a empresa paga apenas 25% do imposto que deve à União.

Levantamento no Diário Oficial da União mostra ainda que apenas em 2021 a empresa obteve amis de 15 autorizações da Agência Nacional de Mineração (ANM) para prospectar novas áreas para produção de minério.

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento preliminar para apurar “possíveis crimes de tráfico de influência e lavagem de dinheiro” na proximidade entre o grupo empresarial e o filho de Bolsonaro.

Carro de R$ 90 mil

No final do ano passado, a Gramazini Granitos e Mármores deu um carro elétrico no valor de R$ 90 mil a Jair Renan, que estava inaugurando a empresa no estádio Mané Garrincha – a Bolsonaro Jr.

Fonte: Brasil 247

Ajuste fiscal promovido por JHC causará paralisação de serviços de saúde e educação

De acordo com matéria veiculada pela Gazeta de Alagoas, o prefeito JHC (PSB) promoverá um severo ajuste fiscal, com corte de 30% das despesas de custeio, deixando claro que a saúde e educação serão atingidas por esse corte, colocando assim em prática a destruidora política de Bolsonaro e Paulo Guedes.

A consequência do corte no orçamento municipal será uma maior precarização dos serviços públicos e sem dúvidas promoverá a paralisação dos serviços de saúde e educação que juntos representam 46% do orçamento municipal e que certamente sofrerão os maiores impactos do ajuste fiscal.

Resta saber, onde está o compromisso de JHC com a população maceioense. Em plena pandemia os recursos para ações de saúde serão reduzidas, assim como as crianças que há quase um ano sem   aulas serão mais uma vez penalizadas. E como fica seu compromisso da campanha eleitoral de valorizar os servidores públicos?

Golpista da Bolívia Jeanine Áñez é presa por terrorismo

Jeanine Áñez usurpou presidência após golpe de 2019, é acusada de “conspiração, sedição e terrorismo”. Brasil fará o mesmo com seus golpistas?

A golpista, racista e assassina Jeanine Áñez, que usurpou a presidência da Bolívia após a derrubada ilegal de Evo Morales em novembro de 2019, foi presa neste sábado (13) e transferida a um presídio em La Paz. Ela é acusada de “conspiração, sedição e terrorismo”. Será que um dia o Brasil fará o mesmo com seus golpistas?

No momento da prisão, a covarde ex-ditadora – que autorizou várias atrocidades contra seus opositores – escondeu-se em uma cama box. Segundo a Agência Boliviana de Informação, quando soube que os policiais estavam em sua casa, Jeanine Áñez se abrigou dentro da cama antes de ser presa. Os agentes chegaram a pensar que ela teria fugido para o Brasil, mas conseguiram achar a fujona.

Alto comando militar na cadeia

A detenção foi ordenada pela Justiça após investigações do Ministério Público. Também foram emitidos mandados de prisão para cinco ministros do governo golpista, incluindo Arturo Murillo, que chefiou a perseguição contra líderes do Movimento para o Socialismo (MAS), e Williams Kaliman, ex-comandante das Forças Armadas da Bolívia.

A ordem de prisão ainda inclui ex-membros do alto comando militar boliviano em 2019, entre eles o almirante Palmiro Jarjuri, ex-comandante da Marinha; Jorge Gonzalo Terceros, ex-comandante da Força Aérea; o general Gonzalo Mendieta, ex-comandante do Exército; além do general Jorge Gonzalo Terceros, da Força Aérea Boliviana.

No processo, a Justiça boliviana responsabiliza a cúpula do governo de Jeanine Añez de ter causado mais de 30 mortes na repressão aos protestos contra o golpe civil-militar. As penas para os crimes descritos, caso sejam confirmadas, vão de cinco a 20 anos de prisão. Outros líderes da conspiração golpista ainda estão sob investigação.

situação na Bolívia segue muito tensa. No último fim de semana, em eleições regionais, o MAS perdeu disputas em locais importantes, como no departamento de Santa Cruz de la Sierra. Foi eleito governador o fascista Luis Fernando Camacho, um dos chefes do golpe contra Evo Morales. Grupos paramilitares, terroristas, seguem em atividade na Bolívia.

Fonte: Blog do Miro

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