MP aponta corrupção do governo Bolsonaro na compra superfaturada da vacina indiana Covaxin

A dose da Covaxin negociada pelo governo é a mais cara e o processo de aquisição do imunizante foi o mais célere de todos, com participação direta de Jair Bolsonaro

Além de já ter cometidos vários crimes de responsabilidade, ataques às instituições e quebras de decoro praticamente diárias, o governo de Jair Bolsonaro será também marcado pela corrupção na compra de vacinas, especialmente no caso da indiana Covaxin, cuja dose custa um dólar e 34 centavos, mas foi comprada celeremente por 15 dólares.
“O Ministério Público Federal (MPF) identificou indícios de crime na compra feita pelo Ministério da Saúde de 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin e vai investigar o caso também na esfera criminal — até então, o caso vinha sendo apurado em um inquérito na área cível. A dose da Covaxin negociada pelo governo é a mais cara entre todas as que foram contratadas pelo Ministério da Saúde, e o processo de aquisição do imunizante foi o mais célere de todos, apesar dos alertas sobre ‘dúvidas’ em relação à eficácia, à segurança e ao preço da Covaxin. O contrato para a compra da vacina indiana totalizou R$ 1,6 bilhão”, aponta reportagem de Leandro Prazeres e Mariana Muniz, publicada no Globo.

“Os indícios de crime foram mencionados pela procuradora da República Luciana Loureiro, que vinha conduzindo as investigações na esfera cível. Em despacho assinado no último dia 16, a procuradora disse que ‘a omissão de atitudes corretivas’ e o elevado preço pago pelo governo pelas doses da vacina tornam necessária a investigação criminal. O contrato foi firmado entre o Ministério da Saúde e a empresa Precisa, que representa o laboratório indiano Bharat Biotech”, apontam ainda os repórteres.

“A omissão de atitudes corretivas da execução do contrato somada ao histórico de irregularidades que pesa sobre os sócios da empresa Precisa e ao preço elevado pago pelas doses contratadas, em comparação com as demais, torna a situação carecedora de apuração aprofundada, sob duplo aspecto cível e criminal, uma vez que, a princípio, não se justifica a temeridade do risco assumido pelo Ministério da Saúde com essa contratação, a não ser para atender a interesses divorciados do interesse público”, escreveu a procuradora.

Fonte: Brasil 247

Com Bolsonaro, gasolina aumentou 43% nos últimos doze meses

A alta no preço do combustível chega a 43% em todo o país nos últimos doze meses. Para os consumidores, o preço nas bombas tem pressionado ainda mais a renda familiar.

A política de preços dos combustíveis no país é livre, isto é, não possui tabelamento por parte do Governo Federal. Recentemente, o Governo Federal alterou a cobrança dos impostos PIS/Cofins que incidem sobre os combustíveis. No entanto, apesar de alardeada, essa mudança não resultou em diminuição real nos valores ao consumidor, isso porque diversos fatores influenciam na composição dos preços.

Desde as commodities, dólar até a presença de etanol e impostos compõem o cálculo. É importante salientar que apesar de 44% do valor do combustível ser de impostos, ainda soma-se 29% do valor da Petrobras, 15% de etanol. O preço também é influenciado pela margem de lucro dos revendedores.

Fonte: Tribuna Hoje

PT protesta contra título de cidadão concedido a Bolsonaro pela Câmara de Maceió

Diante da aprovação na tarde de hoje, 23, pela maioria dos vereadores de Maceió do título de cidadão ao governo genocida de Bolsonaro, o Partido dos Trabalhadores publicou nota de protesto.

Segue a nota na íntegra:

Na tarde desta quarta-feira, 23, o plenário da Câmara Municipal de Maceió voltou a apreciar o projeto de lei de autoria do vereador Leonardo Dias (PSD) que concede o título de cidadão honorário ao presidente Bolsonaro.

Numa sessão tumultuada com questionamentos sobre a legalidade regimental da apreciação da matéria pelo plenário, já que o PL foi retirado de pauta no mês passado pelo presidente Galba Novaes Neto (MDB), por 17 votos favoráveis, 6 votos contrários e 2 abstenções, o poder legislativo de Maceió aprovou o polêmico título ao presidente da República.

Para Marcelo Nascimento, presidente do PT de Maceió, “O parlamento municipal com esta decisão questionável coloca-se na contramão da história, num momento crítico que atravessa o país, com denúncias gravíssimas contra o presidente Bolsonaro, não só por omissão institucional frente à pandemia da COVID-19, mas também com relação a escândalos de corrupção ativa envolvendo o próprio presidente, seus filhos, a esposa e ministros. Com uma CPI no senado que investiga o próprio presidente, esse não é o momento oportuno para homenagens a Bolsonaro. Faltou bom senso ao presidente Galba Neto e aos vereadores em apreciar essa matéria num momento tão delicado do cenário nacional, onde alcançamos a triste estatística de 500 mil mortes pelo COVID-19 que poderiam ter sido evitadas se o presidente Bolsonaro adotasse medidas eficientes e rápidas,” afirma o dirigente petista.

Esta semana várias personalidades e artistas de renome nacional a exemplo de Djavan, Ivete Sangalo Anitta, os ex Big Brother Juliette e Gil do Vigor, até o digital influence alagoano Carlinho Maia, se posicionaram nas suas redes sociais pedindo a renúncia do presidente genocida.

Com mais de 40 pedidos de impechment para Bolsonaro na Câmara Federal, o Brasil no epicentro da pandemia com meio milhão de mortos, desemprego no maior patamar da história, o retorno da fome às famílias brasileiras, privatização de estatais como a Eletrobras, Correios e bancos públicos, em meio às crises sanitária, política e econômica, é moral homenagear o presidente da República?, questionou Marcelo Nascimento.

Sindpol protesta contra a reforma administrativa de Bolsonaro

A diretoria do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas – Sindpol aderiu à mobilização nacional contra a reforma administrativa – PEC 32, realizando ato público em frente à Assembleia Legislativa.

O Sindicato seguiu a orientação da Cobrapol, que junto à União dos Policiais do Brasil (UPB) e entidades representativas dos profissionais de segurança pública realizam mobilização nacional nesta quarta-feira (23), para barrar a Reforma Administrativa, que é prejudicial aos policiais civis e servidores públicos.

Com a faixa: “Estabilidade não é privilégio”, o presidente do Sindpol, Ricardo Nazário, esclareceu que a reforma Administrativa acaba com o serviço público, põe fim os direitos dos policiais civis e dos servidores públicos, destrói a estabilidade no serviço público, elimina o formato do concurso público, prejudicando o trabalho-fim dos policiais civis, o que abre possibilidade para a interferência política dentro da Polícia Civil, infiltração das facções criminosas nas instituições policiais.

Com a PEC, o ingresso à Polícia Civil será terceirizada ou por Organização Social. “Sabemos que os políticos indicam pessoas para estarem trabalhando nessas empresas terceirizadas que prestam serviços ao Governo do Estado. Isso é uma preocupação nossa. Em Alagoas, já temos a Ronda do Bairro, que é um trabalho terceirizado da Polícia Militar. Isso já é um exemplo do perigo para as polícias de um modo geral, o que faz a gente combater essa reforma administrativa”.

O sindicalista pede que os policiais civis entrem em contato com os parlamentares alagoanos para que eles votem contra a reforma administrativa. Veja os contatos abaixo.

Por conta da pandemia, a diretoria do Sindpol decidiu não convocar a categoria para o ato público. A manifestação contou com a presença dos dirigentes Ricardo Nazário, Jânio Vieira, Edeilto Gomes, Bartolomeu Rodrigues, Charles Alcântara, Fernando Amorim, Adriano Gama e Carlos José. Dessa forma, foi evitada aglomeração de pessoas e risco de morte e contágio aos policiais civis e seus familiares.

Fonte: Ascom Sindpol

Vergonha nacional: Câmara de vereadores concede título a Bolsonaro genocida

23 de junho de 2021 entrará para a história como o dia da vergonha

Na tarde de hoje, a Câmara de Vereadores de Maceió, numa demonstração de escárnio para com as famílias e amigos dos mais de 500 mil mortos por Covid-19, concedeu por maioria, o título de cidadão ao genocida Bolsonaro.

A proposta apresentada pelo vereador bolsonarista Leonardo Dias teve 17 votos a favor. Seis vereadores votaram contra e dois se abstiveram.

Confira a votação de cada vereador:

Sim
Zé Márcio
Alan Balbino
Leonardo Dias
Davi Davino
Eduardo Canuto
Fábio Costa
Fernando Hollanda
Gaby Ronalsa
Galba Neto
João Catunda
Joãozinho
Marcelo Palmeira
Pastor Oliveira Lima
Olívia Tenório
Siderlane Mendonça
Silvânia Barbosa
Luciano Marinho

Não
Aldo Loureiro
Brivaldo Marques
Cal Moreira
Cleber Costa
Dr. Valmir
Teca Nelma

Abstenção
Chico Filho
Samyr Malta

STF proclama suspeição do ex-juiz Sergio Moro

Ex-juiz que prendeu o ex-presidente Lula para que ele não disputasse as eleições presidenciais de 2018 foi declarado suspeito pelo STF por 7 votos a 4; com isso, condenações de Lula estão anuladas e ex-presidente se fortalece para a disputa presidencial

Com os votos dos ministros Marco Aurélio Mello e Luiz Fux, o Supremo Tribunal Federal concluiu nesta quarta-feira (23) por 7 a 4 o julgamento sobre a suspeição do ex-juiz Sergio Moro no âmbito do processo do triplex do Guarujá, que levou à condenação e à prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Marco Aurélio e Fux, os únicos que faltavam votar, se posicionaram contra o entendimento de que Moro foi um juiz suspeito ao julgar Lula, sendo derrotados, pois já havia sido declarada maioria a favor da suspeição em março deste ano.

Em seu voto, o decano da corte, Marco Aurélio, que está prestes a se aposentar, fez uma defesa enfática da Operação Lava Jato, sobre a qual destacou o “combate à corrupção”, e de Sergio Moro, quem chamou de “herói nacional” que “honrou o Judiciário”. Sobre os diálogos expostos na Operação Spoofing, que revelou irregularidades entre procuradores da força-tarefa de Curitiba e de Sergio Moro, o ministro considerou “normais”.

“Sim, o juiz Sergio Moro surgiu como verdadeiro herói nacional. Do dia para a noite, ou melhor, passado algum tempo, é tomado como suspeito”, afirmou o magistrado. Sem citar o nome de Gilmar Mendes diretamente, Marco Aurélio fez críticas ao colega pelo pedido de vista feito por ele inicialmente nesse caso.

Já Fux chamou Lula de “criminoso” logo no início de seu voto, declarou que o julgamento por Sergio Moro “não prejudicou o réu” e afirmou que a principal sustentação da defesa – em referência aos áudios da força-tarefa, que sequer estão nos autos – são “prova totalmente ilícita, roubada, mas que depois foi lavada. Como se faz lavagem de dinheiro. Houve uma lavagem dessa prova”.

O Plenário do STF retomou o julgamento em que se discute a decisão da 2ª Turma da corte que declarou a suspeição de Moro na ação penal contra Lula referente ao tríplex. A sessão foi realizada por meio de videoconferência.

Os sete votos pela manutenção da decisão da 2ª Turma, a favor da suspeição, foram dos ministros Gilmar Mendes, Nunes Marques, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski e das ministras Rosa Weber e Cármen Lúcia. Com a conclusão do voto de Marco Aurélio, que havia pedido vista dos autos, e do presidente da Corte, Luiz Fux, o julgamento foi concluído em 7 x 4. Os dois acompanharam o relator, Edson Fachin, assim como Luís Roberto Barroso.

Fonte: Brasil 247

Para a ONU, nova lei antiterror de Bolsonaro ameaça silenciar oposição

Da coluna do Jamil Chade:

Numa carta confidencial enviada ao governo brasileiro, sete relatores da ONU alertam que projetos de lei apoiados pela base bolsonarista no Congresso para reformar a lei antiterrorista ameaçam silenciar críticos e oposição, criminaliza movimentos sociais e greves, além de restringir liberdades fundamentais.

No documento de 15 de junho, os relatores pedem que as autoridades reconsiderem os projetos e cobram explicações. Para eles, se tais projetos forem aprovados, o Brasil estará violando o direito internacional e suas obrigações assumidas.

Procurado pela coluna, o Itamaraty indicou que a carta “contém comentários sobre as consequências jurídicas de dois projetos de lei (272/2016 e 1595/2019), ora em tramitação no Congresso Nacional, em matéria de combate ao terrorismo”. “Após consultas internas, o Itamaraty encaminhou à ONU, em 18 de junho, informações recebidas do Ministério da Justiça e Segurança Pública em resposta à mencionada comunicação”, explicou o governo.

Em sua resposta, o governo insiste que consultas foram realizadas sobre as leis e que e que as “alegações feitas na carta (dos relatores) são de natureza prematura”. No caso de um dos projetos questionados, o PL 1595, o governo indica que o último movimento legislativo foi registrado em 18 de março, quando ficou determinada a criação de uma comissão especial para avaliar a lei.

“O progresso dos projetos de lei demonstram a ampla e prolongada discussão sobre assuntos relacionados com o terrorismo contemporâneo”, diz. Segundo o governo, os projetos respeitam a Constituição e exigências internacionais.

Os textos, ainda segundo a resposta do governo, também seguem a tendência internacional de reconhecer a “mensagem do terror” como um elemento do crime.

Para completar, as autoridades negam que direitos básicos estejam sendo violados e que, de fato, as propostas “preservam os direitos da maioria dos cidadãos”.

O projeto de lei, que estava parado desde 2019, voltou a ganhar a atenção da ala aliada do presidente Jair Bolsonaro nos últimos meses. Ele altera a legislação antiterrorismo no país e, para seus críticos, uma eventual aprovação limitaria também o direito ao protesto.

O texto muda três leis sobre antiterrorismo já existentes. O projeto amplia atos tipificados como terrorismo, permite a infiltração de agentes públicos em movimentos e da autorização para operações sigilosas.

No documento, os relatores expressam sua “séria preocupação” e apontam que a expansão proposta da definição do terrorismo pode limitar o exercício das liberdades fundamentais, incluindo as de opinião, expressão e associação. A lei também pode remover a proteção aos atores da sociedade civil e aos defensores dos direitos humanos.

A carta é assinada por Fionnuala Ní Aoláin (relatoria sobre a proteção de direitos humanos e combate ao terrorismo), Miriam Estrada-Castillo (presidente do Grupo de Trabalho da ONU sobre detenção arbitrária), David R. Boyd (relator sobre direito ao meio ambiente limpo), Irene Khan (relatora sobre liberdade de expressão), Clement Nyaletsossi Voule (relator sobre direito à liberdade de associação), Mary Lawlor (relatora sobre situação de ativistas) e Joseph Cannataci (relator sobre direito à privacidade).

“Expressamos nossa séria preocupação com o processo de expansão da lista de atos considerados terroristas, e com o aumento das penas para termos amplos ou mal definidos como “recompensa ou elogio” e “incitar”, disseram os relatores.

“As mudanças legislativas propostas pelo Projeto de Lei 1595/2019 expandem significativamente o conceito de terrorismo no direito interno. Essa mudança pode levar a uma maior criminalização dos defensores dos direitos humanos, movimentos e organizações sociais, assim como a restrições às liberdades fundamentais”, apontam.

Oposição ameaçada

De acordo com os relatores, o amplo escopo e imprecisão dos termos no projeto torna os indivíduos suscetíveis à violação de inúmeros direitos. No texto apoiado pelo bolsonarismo, seria incluída na definição de terrorismo o ato de “exercer pressão sobre o governo, autoridades públicas ou oficiais do governo para fazer ou parar de fazer algo, por razões políticas, ideológicas ou sociais”.

Isso, segundo os relatores, expandiria a lista de atividades que são definidas como os fatores motivadores por trás do terrorismo. “Isto pode ter efeitos adversos na oposição política ou no discurso público robusto”, alertam.

Protestos e greves criminalizados

Os relatores também indicam que o PL criminaliza pessoas e grupos que “parecem ter a intenção” de realizar ações que podem “intimidar ou coagir a população ou afetar a definição de políticas públicas”. Isso ocorreria por meio de um ampla lista de ações como “intimidação, coação, destruição em massa, assassinatos, sequestros ou qualquer outra forma de violência”.

“A indefinição dos conceitos poderia assim incluir manifestações públicas organizadas, tais como protestos e greves, assim como qualquer ação ou manifestação, inclusive individual e digital, que possa “afetar a definição de políticas públicas”, alertam os relatores.

“Atos inerentes ao processo democrático, tais como protestos, manifestações e marchas poderiam ser enquadrados sob os termos destas disposições, e podem tornar o livre exercício das liberdades individuais muito desafiador”, constatam.

Motivação política, ideológica e social

Um dos aspectos mais preocupantes, segundo os relatores, é a proposta de inclusão de um artigo na lei que prevê a definição do terrorismo também por “qualquer outro motivo político, ideológico ou social”.

“A inclusão da motivação “política, ideológica ou social” como um elemento subjetivo específico de um crime infringe diretamente direitos fundamentais como a liberdade de expressão, reunião e associação”, denuncia a carta.

Segundo os relatores, tal proposta viola as obrigações internacionais do Brasil. “Uma definição excessivamente ampla pode contribuir significativamente para a criminalização dos movimentos sociais e das manifestações em geral, pois estes frequentemente têm uma motivação “política, ideológica ou social”, alertam.

“Qualquer conduta listada neste ato acarretará fortes penalidades se um ato puder ser ligado aos fatores motivadores acima. O efeito é confundido com atos políticos, ideológicos e sociais com terrorismo”, constatam.

Sistema de vigilância e “boiada” na covid-19

Outro alerta da ONU se refere à perspectiva de que a lei crie um sistema de vigilância e monitoramento. “Essas disposições e novas agências conferem ao Executivo uma discrição significativa, aumentando o risco de que as ferramentas apoiadas tecnologicamente possam ser mal utilizadas ou mal aplicadas”, alertam os relatores.

Para os representantes da ONU, um dos fatores que ainda chama a atenção é que o procedimento para a aprovação da lei esteja ocorrendo em plena pandemia.

A linguagem proposta permitiria ainda que crimes contra a propriedade sejam classificados como terrorismo caso qualquer motivo “político, ideológico ou social” fosse reivindicado como associado ao ato.

“Também nos preocupa que a legislação esteja sendo avançada durante a pandemia da COVID-19, o que não permite um exame público aprofundado e o engajamento com o texto”, disseram.

Diante das violações, os relatores recomendam que os autores do projeto e o governo “reconsiderem certos aspectos desta legislação para garantir que ela esteja em conformidade com as obrigações internacionais do Brasil em matéria de direitos humanos”.

Fonte: Portal Uol

Alberto Fernández revoga privatizações de empresas de energia e termelétricas de Macri

O Decreto de Necessidade e Urgência (DNU) 389/2021 barra a alienação de patrimônios públicos estratégicos

O presidente da Argentina Alberto Fernández publicou decreto que revoga as privatizações de empresas de energia e termelétricas realizadas em 2017 durante o governo de seu antecessor Mauricio Macri.

O Decreto de Necessidade e Urgência (DNU) 389/2021, assinado na última quarta-feira (16) por grande parte do gabinete, incluindo os ministros das Relações Exteriores e da Economia, Felipe Solá e Martín Guzmán, barra a alienação de patrimônios públicos estratégicos como Dioxitek, Transener e as termelétricas Manuel Belgrano e San Martín (Timbúes).

A medida também implementa a gestão da Integração Energética Argentina (IEASA) na importação de gás da Bolívia para não cair em inadimplência contratual. Além disso, atribui uma concessão para buscar petróleo próximo às Ilhas Malvinas e lhe outorga o controle de duas importantes e modernas termelétricas, com ciclos combinados que estão entre as mais eficientes do sistema.

A decisão é considerada estratégica para o país, que busca sair da estagnação com investimentos públicos na área da produção por meio da suspensão temporária da dívida (cerca de 200 bilhões de dólares) em que se viu jogado em apenas quatro anos de governo de Mauricio Macri. O decreto macrista ordenava a “venda, cessão ou transferência das ações estatais da Citelec (que controla a Transener) onde o Estado compartilha participação com a Pampa Energia”.

Entre outros pontos do decreto anulado, era instruída a possibilidade de “alienar” [entregar aos conglomerados privados – internacionais, de preferência] a Central Dique, a Central Térmica Guemes, as ações da Central Puerto, da Central Térmicas Patagônica e a transportadora elétrica Transpa, além da Patagônia, as termelétricas Manuel Balgrano I e II; José de San Martín (Timbúes), Vuelta de Obligado e Guillermo Brown. O procedimento de privatização de Belgrano e Timbúes já está sob investigação judicial.

Outras empresas que seriam privatizadas, como a Diokxitek, produtora de insumos medicinais e energia nuclear (urânio e cobalto 60), e a antiga Enarsa, passará a controlar 65% da termelétrica Manuel Belgrano (localizada em Campana, na província de Buenos Aires) e 68% de Tumbués na província de Santa Fé. Ambas as usinas foram construídas no governo do ex-presidente Néstor Kirchner a partir de 2005.

Segundo o Cronista Comercial, as Centrais Elétricas Manuel Belgrano e Timbúes geram receitas de mais de 850 milhões de pesos (cerca de 2 milhões, 98 mil e 976 dólares) mensais, dos quais cerca de 350 milhões são para energia, para pagar os custos de operação das usinas, e outros 500 milhões remuneram a energia. O governo investiria esses recursos na construção de outra termelétrica.

Outra questão relevante do decreto prevê a concessão de garantias do Tesouro Nacional para a aquisição de gás natural da Bolívia, no valor máximo de 200 milhões de dólares. O executivo esclareceu que para garantir “o abastecimento normal de gás natural” durante o inverno era necessária a importação do gás boliviano, que Macri havia suspenso na tentativa de prejudicar o governo da Bolívia.

Fonte: Revista Forum

Governo Bolsonaro aproveitou a pandemia para devastar empregos e direitos

A política econômica de Bolsonaro e Paulo Guedes é a responsável pelo aumento recorde de desemprego e precarização do mercado de trabalho

O Brasil registrou um recorde histórico de 14,4 milhões de pessoas em busca de emprego no período dezembro 2020-fevereiro 2021, um aumento de 2 milhões em comparação com um ano atrás, quando a pandemia de coronavírus havia acabado de chegar ao país.

O índice de desemprego chegou a 14,4%, contra 11,6% no mesmo período do ano passado, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que realiza seus relatórios com base em trimestres móveis.

O aumento percentual, de 0,2 ponto em relação a novembro 2020-janeiro 2021, foi o segundo consecutivo depois de quatro meses de queda, e aproxima o índice do recorde histórico de 14,6% registrado em julho-setembro de 2020.

“Nos chama atenção o recorde na população desocupada que atingiu nada menos que 14,4 milhões. Isto reforça a perspectiva de que o mercado de trabalho está frágil e assim a demanda doméstica não pode ser considerada um motor do PIB para este ano”, escreveu o analista André Perfeito, da consultoria Necton.

A fragilidade do mercado de trabalho não é refletida apenas no índice de desemprego, que leva em consideração as pessoas em busca ativa de trabalho. Também é visto no contingente de “desalentados” (que deixaram de buscar emprego por falta de oportunidades), que chegou em dezembro-fevereiro a um recorde de 6 milhões, um aumento anual de 26,8%.

“Em um ano de pandemia, houve redução de 7,8 milhões de postos de trabalho”, diz o relatório do IBGE.

O PIB do Brasil caiu 4,1% em 2020, muito menos que o inicialmente esperado, graças ao auxílio emergencial concedido a quase um terço da população. Esse auxílio, que foi interrompido em janeiro, foi retomado em abril, mas para um segmento menor da população e com quantias menores.

As previsões do mercado são de um crescimento econômico de 3,09% este ano da maior economia latino-americana, uma estimativa revisada recentemente para baixo, devido ao impacto da segunda onda da pandemia, muito mais mortal que a primeira.

O primeiro caso de coronavírus foi registrado no Brasil em fevereiro de 2020, e a primeira morte, em março do mesmo ano. Desde então, mais de 500.000 brasileiros perderam a vida por causa da doença, sem que o país veja o fim do túnel devido à lentidão das campanhas de vacinação e à falta de coordenação política.

Uma comissão parlamentar, CPI da Covid, investiga as responsabilidades do governo do presidente Jair Bolsonaro no descontrole da crise de saúde.

Redação com AFP

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