Superpedido de impeachment de Bolsonaro sai após ampla articulação

Raimundo Bonfim, da coordenação da CMP, destaca dois elementos: o povo nas ruas e a unificação dos 120 pedidos. “Isso tem uma simbologia muito forte”

Para reunir os mais de 120 pedidos de afastamento de Jair Bolsonaro protocolados na Câmara dos Deputados, uma ampla articulação produziu o superpedido de impeachment, com todos os crimes cometidos pelo presidente desde sua posse, em 1º de janeiro de 2019. Raimundo Bonfim, da coordenação da Central dos Movimentos Populares (CMP) e da Frente Brasil Popular, duas das entidades que assinam o documento, comenta que o peso político desse pedido é maior, pois contém a pressão da sociedade já vista nos dois grandes atos pelo impeachment do presidente, nos dias 29 de maio, o #29M, e 19 de junho, o #19J.

“Aí tem dois elementos. Um, porque trata-se de um pedido unificado a parte das várias iniciativas. Tanto dos partidos políticos quanto dos movimentos e das frentes. Isso tem uma simbologia muito forte. Segundo: é o pedido das ruas, porque é construído e será apresentado a partir das mobilizações de 29 e maio e 19 de junho. Portanto, ele é um pedido que vem com a força muito grande das mobilizações de rua”, disse Raimundo Bonfim. “Diferente dos outros, que, em razão da pandemia, foram todos protocolados sem pressão das ruas.”

O coordenador da CMP comenta que uma agenda de luta está sendo organizada entre a data da entrega do superpedido de impeachment que reúne mais de 700 entidades de todas as bandeiras políticas até o terceiro grande ato Fora Bolsonaro, que foi antecipado e será realizado no dia 3 de julho, o #3J. “Na próxima mobilização nós queremos fazer um processo envolvendo mais os trabalhadores e as trabalhadoras, envolvendo mais a periferia, ampliando o aspecto político pelo Fora Bolsonaro”, acrescenta Raimundo.

Expectativa de acolhimento

O protocolo do pedido será acompanhado de um ato com participação das lideranças políticas e sociais e aberto à participação popular, em Brasília, nesta quarta (30), às 14h. Para Tânia Maria de Oliveira, integrante da coordenação executiva da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia, a expectativa é que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, aceite e acate o documento, pois não existe mais espaço para omissões.

“A expectativa é que o presidente da Câmara dos Deputados acolha o pedido de impeachment. Não tem mais espaço para ficar fingindo que as coisas não estão acontecendo. Que os crimes cometidos pelo presidente da República não estão sendo cometidos todos os dias, de forma reiterada e repetida. Noticiados no mundo inteiro, inclusive. Inúmeros crimes de responsabilidade. Não é possível que ele (Arthur Lira, presidente da Câmara) vá fingir que não está vendo ad aeternum.”

Tem significado

Douglas Belchior, da Coalizão Negra por Direitos, avalia que os desdobramentos da CPI da Covid demonstram a irresponsabilidade do governo Bolsonaro e a gravidade da situação. “O superpedido de impeachment, esse que vai reunir, condensar, sintetizar a quase centena e meia de pedidos, tem significado, né? De ser uma demanda, uma exigência da ampla maioria da sociedade, da diversidade da sociedade brasileira, unificada num só propósito, que é a derrubada do governo Bolsonaro. Um basta na política genocida deste governo, o quanto ele tem responsabilidade, agora mais uma vez demonstrada na CPI. Não faltam indícios, provas, da responsabilidade do governo em relação a essa tragédia que o povo brasileiro tá sofrendo. Milhões de mortes, milhares de famintos. Esse é um Brasil que a gente precisa superar.”

Fonte: Rede Brasil Atual

Grécia: Greve geral e manifestação contra a destruição da jornada de trabalho de 8 horas

Desde Maio que não saem das ruas as forças políticas e sindicais gregas que lutam para construir um eixo independente para responder à sua política antidemocrático e anti-operária do Governo. No passado dia 16 de Junho, foi lançado um novo apelo para uma greve geral e uma manifestação contra a reforma do Código do Trabalho, que pretende acabar com a referência à jornada de trabalho de 8 horas consignada na Lei.

Já a 3 de Junho, e novamente no dia10, sindicatos de base, movimentos e partidos políticos combateram para impor às Confederações sindicais maioritárias a organização da luta contra a reforma do Código do Trabalho, um novo ataque frontal às conquistas dos trabalhadores na Grécia.

Tirando partido da paralisação da actividade económica, supostamente criada para combater a pandemia, o governo conservador de Kyriakos Mitsotakis decretou que a legislação laboral estava “obsoleta”, por ter sido elaborada há décadas, numa altura em que a Internet não existia e os empregados trabalhavam com horários fixos, tanto nos escritórios como nas fábricas!

Para além de poder prolongar a jornada de trabalho até 10 horas, a reforma prevê a abolição da semana laboral de 5 dias. As forças sindicais “oficiais” continuam a fazer um jogo duplo, procurando a conciliação com o Governo e manobrando para evitar colocar todas as suas forças numa acção unida e decisiva contra ele, o que é denunciado e combatido por alguns sindicatos de base, juntamente com movimentos e organizações políticas que estão a tentar modificar a relação de forças e organizar a greve. Já na greve de 3 de Junho, alguns sindicatos – como o Sindicato dos Marinheiros (Penen) – tinham levantado a questão da recondução da greve.

E a 10 de Junho, em Atenas, o Sindicato do sector público (Adedy) decidiu fazer uma manifestação em conjunto com o sindicato do sector privado (GSEE) – cuja Direcção concilia abertamente com o Governo.

Sindicatos de base – do pessoal hospitalar, dos professores e dos marinheiros – assim como organizações políticas independentes como a NAR (corrente da Nova Esquerda Revolucionária), tal como já tinha acontecido na manifestação do 1º de Maio, recusaram misturar-se com as organizações “oficiais” conciliatórias e lançaram o seu próprio cortejo em Atenas. Pelo seu lado, o sindicato Penen tinha montado, nesse mesmo dia 10, piquetes de greve nos cais do Porto do Piréu – onde os armadores tinham conseguido que os tribunais considerassem a greve ilegal.

Em seguida, um novo apelo à greve geral foi lançado para 16 de Junho. Mas a ministra do Trabalho – instrumentalizando o período de exames finais do Ensino Secundário que começavam nessa semana – apelou a que os tribunais proibissem os professores de fazer greve. Mas os tribunais nem sequer precisaram de se pronunciar.

De facto, no dia 15 de manhã, na véspera da greve, o sindicato Adedy deu um apoio firme à ministra, retirando o seu apelo à greve no sector do Ensino. Num comunicado, dirigentes das instâncias nacionais do sindicato do Ensino Olme denunciaram esta espécie de aliança objectiva entre a ministra e os líderes das organizações sindicais.

Trata-se de uma ilustração, na Grécia, do movimento de fundo que está a tentar libertar-se, em todo o lado,

da asfixia em que tentam manter as classes trabalhadoras e as populações, a fim de permitir os ataques mais brutais contra todas as conquistas operárias e democráticas.

Crónica de Hélène Boussel, publicada no semanário francês “Informations Ouvrières” – Informações operárias – nº 659, de 17 de Junho de 2021, do Partido Operário Independente de França.

Fonte: POUS4

AS MENTIRAS CONTRA JULIAN ASSANGE COMEÇAM A SER DESMASCARADAS

Pablo Gomes – Jornalista e cineasta

Sigurdur “Siggi” Thordarson, testemunha chave no processo do Departamento de Estado dos EUA contra o jornalista Julian Assange, admitiu ter feito acusações falsas contra o fundador do Wikileaks em retorno de imunidade em processos contra ele nos Estados Unidos. A revelação foi publicada em um artigo do Stundin, periódico islandês. Thordarson confessou que fabricou a alegação de que Julian Assange o tinha instruído a hackear computadores na Islândia.

A confissão de Siggi Thordarson, um criminoso condenado, prova que os Estados Unidos inventou provas contra Assange, num processo para aprovar a extradição de Assange do Reino Unido aos Estados Unidos, onde ele seria punido por publicar documentos secretos do governo americano, espionagem e fraude informática. A confissão de Thordarson na semana passada também demonstra que a justiça britânica fazia parte do jogo para incriminar Assange a qualquer custo.

Os documentos publicados pelo Wikileaks em 2010 e 2011, vazados pelo soldado Chelsea Manning, incluem evidências de crimes de guerra dos EUA no Afeganistão e Iraque, além de planos conspiratórios dos EUA em várias partes do mundo. Desde então, Assange tem sido perseguido e processado pelo governo americano, numa tentativa não só de calar o jornalista, mas também de desmoralizar ele ou qualquer pessoa que tente expor os crimes cometidos por Washington.

Na publicação do Stundin no dia 26 de junho, o jornal escreve “De fato, Thordarson agora admite ao Stundin que Assange nunca lhe pediu para hackear ou acessar gravações telefônicas de parlamentares [da Islândia]…Sua nova alegação é que ele, de fato, tinha recebido alguns arquivos de uma terceira parte que alegou ter gravado parlamentares e propôs compartilhá-los com Assange sem ter nenhuma ideia do que eles realmente continham”. A testemunha afirmou que também nunca verificou o conteúdo dos arquivos oferecidos.

Thordarson forneceu ao jornal registros de chats de 2010 e 2011, provando que ele pedia para que hackers atacassem ou roubassem informações de entidades e sites islandeses. No entanto, o jornal declarou que não encontrou provas de que Thordarson tivesse sido instruído a fazer esses pedidos por alguém ligado ao WikiLeaks. “Além disso, ele nunca explicou por que o WikiLeaks estaria interessado em atacar quaisquer interesses na Islândia, especialmente em um momento tão delicado, enquanto estavam publicando uma enorme quantidade de telegramas diplomáticos dos EUA”.

Na entrevista ao Stundin, Thordarson voltou atrás de praticamente todas as denúncias que tinha feito ao longo do processo. Na denúncia feita pelo governo americano contra Assange em junho de 2020, Thordarson admitiu que Assange teria lhe pedido para cometer hackeamento de computadores e roubar informações, incluindo gravações de audio do parlamento islandês. Thordarson agora admite que Assange nunca lhe pediu tais informações e que ele teria recebido os audios de terceiros.

Thordarson também teria afirmado que Assange sabia dos encontros entre Thordarson e Hector Monsegur, lider do grupo de hackers Lulzsec, e que o fundador do Wikileaks sabia que Monsegur planejava fazer ataques cibernéticos na Islândia. Não muito tempo depois, Monsegur se tornou informante do FBI em troca de imunidade. No artigo do jornal Studin, Thordarson teria voltado atrás e apresentado documentos que mostram que não houve envolvimento nem de Assange e nem de membros do Wikileaks com membros do Lulzsec.

Assim como Monsegur, Thordarson também chegou a cooperar com o FBI. Em agosto de 2011, oficiais americanos desembarcaram em Reykjavik, capital da Islândia, alegando estarem no país para investigar crimes cibernéticos. No entanto, o Ministro das Relações Interiores da Islândia, Ögmundur Jónasson, acabou descobrindo que a presença do FBI no país era apenas um falso pretexto para prender Assange. Hoje também se sabe que na ocasião, oficiais americanos se encontraram com Thordarson, que teria aceitado cooperar com o governo americano dando informações sobre crimes cibernéticos envolvendo Julian Assange. O relacionamento entre Thordarson e espiões norte americanos (que incluia viagens do hacker para os EUA em troca de informações e entrega de documentos que incriminassem Assange), continuou até 2014, quando Thordarson foi condenado pela corte islandesa por falsidade ideológica (incluindo tentativas de se passar por Julian Assange) e por molestar garotos menores de idade. Um laudo psiquiátrico acabou atestando que o rapaz é um sociopata.

No entanto, o atestado de sociopatia de Thordarson não incomodou Washington. Após a expulsão de Assange da embaixada do Equador em Londres em 2019, autoridades americanas voltaram a entrar em contato com Thordarson numa tentativa de usá-lo como informante ou como testemunha contra Assange. Em maio de 2019, o governo Trump chegou a dar imunidade a Thordarson como recompensa.

Desde o governo Obama, Washington tem usado de truques sujos e armadilhas para tentar incriminar Julian Assange a qualquer custo. Para isso, Washington burlou leis internas, violou leis de soberania de outros países como é o caso da Islândia, com o objetivo de desmoralizar e incriminar Assange e qualquer um que ouse a expor os crimes de Washington.

Julian Assange não é o único caso conhecido de perseguição de Washington por exercer liberdade de expressão. Chelsea Manning, responsável por vazar os documentos para o Wikileaks foi processada e presa por expor crimes de guerra do governo americano no Oriente Médio. Edward Snowden, ex agente da CIA, que vazou para o mundo o esquema de espionagem dos EUA durante o governo Barack Obama contra cidadãos americanos, vive hoje na Rússia como exilado. Snowden comemorou no twitter o artigo do jornal Studin “isto é o fim do processo contra Julian Assange”.

Tanto Democratas quanto Republicanos temem e repudiam a liberdade de expressão. É preciso controle de informação para que o imperialismo americano continue cometendo crimes no mundo inteiro sem ser questionado. A perseguição covarde de Washington contra Assange é um alerta para comunicadores do mundo inteiro. Washington não pensará duas vezes antes de violar leis, desrespeitar direitos sociais e individuais daqueles que se atrevam a expor a verdade. No caso de Julian Assange, Washington também teve apoio dos governos do Reino Unido e da Austrália nos processos mentirosos contra o jornalista e fundador do Wikileaks. Essa é a prova de que a liberdade de expressão é uma luta da classe trabalhadora e não da burguesia que está a frente desses governos e que cooperarão com Washington ou qualquer outro governo que queira perseguir jornalistas, artistas e comunicadores.

A defesa de Julian Assange, Chelsea Manning, Edward Snowden e tantos outros que se levantaram contra crimes cometidos pelo governo americano ou outros governos mundo afora é uma agenda da classe trabalhadora que deverá ser erguida e defendida a todo custo, sobretudo neste momento em que a crise do sistema capitalista traz de volta a ameaça do fascismo e da censura em várias partes do mundo.

Políticos poderão nomear 1 milhão de amigos ou parentes se a reforma administrativa for aprovada

Municípios, estados e União poderão nomear livremente se for aprovada reforma de Bolsonaro, que vai destruir o serviço público, segundo sindicalistas. Confira como lutar contra o desmonte e a corrupção

Os municípios, os estados e a União podem ter mais de um milhão de cargos para livre nomeação, se a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 32, da reforma Administrativa, for aprovada pelo Congresso Nacional, segundo nota técnica da Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado.

As lideranças de sindicatos, federações e confederações da CUT vêm alertando há meses sobre os riscos dessa reforma para o Brasil e para os brasileiros, entre eles corrupção e a possibilidade de o povo ficar sem atendimento no serviço público. Alertam também que é mentira que a reforma vai acabar com privilégios, como diz o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL). A reforma não atinge os altos salários, de juízes, militares e procuradores e, sim, a maioria dos  servidores, cuja média salarial é de R$ 2.727, segundo o Ipea.  

Funcionalismo do país ganha menos d R$ 3 mil , revela Ipea

E a nota técnica confirma essa possibilidade ao afirmar que “ao afrouxar a regra para ocupação de cargos de confiança, eliminando restrições constitucionais existentes, a reforma abre margem para indicações políticas de pelo menos mais 207 mil pessoas do que atualmente”. Ou seja, políticos poderão indicar um milhão de amigos e parentes para cargos de confiança e assessoria de PEC 32 for aprovadaConfira no final do texto como lutar contra a PEC 32.

Se a proposta for aprovada, os políticos poderão contratar quem eles quiserem para cargos comissionados e funções de confiança. Ninguem precisará ter vínculo com a administração pública  muito menos notório saber na área em que for atuar, ao contrário do que é regra atualmente.

“É um perigo para o país ampliar ao bel prazer dos governos de plantão os cargos de liderança e assessoramento”, vem denunciando desde o início da tramitação da PEC na Câmara dos Deputados o Coordenador-Geral do Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Estado de Pernambuco (Sindsep-PE), José Carlos Oliveira.

“isso na realidade será a institucionalização das rachadinhas em larga escala”, diz o dirigente se referindo ao esquema montado pelo então deputado Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Rachadinha é a prática de confisco, por parlamentares, de parte dos salários de assessores de gabinete. E o filho do presidente foi acusado pelo Ministério Público do Rio de montar um esquema criminoso em seu gabinete. 

Para José Carlos, essa PEC acaba com a seriedade do processo seletivo de quem ingressa no serviço público e com o treinamento para que as tarefas sejam bem executadas.

“Veja só, quando as pessoas vão fazer concurso, fazem de acordo com suas áreas específicas, com os conhecimentos que possuem e têm grande qualificação para passar por esse processo. Além disso, são treinados para para prestar um bom serviço. Isso vai ser tudo destruído com a contratação de apadrinhados políticos”, diz o Coordenador-Geral do Sindsep-PE. 

Ao liberar a contratação de apadrinhados por políticos para cargos de chefia e assessoria, a reforma, além de poder acabar com o serviço público, abre espaço para corrupçãocomplementou o  presidente da CUT-PE, Paulo Rocha, durante o ato contra a reforma realizado em Recife.

“Bolsonaro quer acabar com a proteção ambiental para favorecer os madeireiros, garimpeiros e o agronegócio. Para isso, precisa colocar gente dele nos órgãos ambientais.  Pessoas que tenham medo de ser demitidas e que fechem os olhos para a corrupção ou até mesmo que compactuem com ela”, disse o dirigente.

Ele “quer acabar com os hospitais públicos e repassar seus serviços para a iniciativa privada. Para isso, tem que demitir os servidores. Ele quer destruir o serviço público. E quem mais vai sair prejudicada é a sociedade que necessita das políticas públicas desde o momento em que nasce e durante toda a sua vida”, complementou o dirigente.

Só depois da nota técnica ser escancarada na imprensa, relator enxergou o óbvio

O relator da PEC 32, deputado Arthur Maia (DEM-BA), disse ser contra esse item ao ser confrontado com o levantamento dos técnicos do Senado, e afirmou que pretende mudar o texto do governo para manter a regra vigente hoje, segundo a Folha de S. Paulo.

“Essa questão que está sendo colocada na proposta de trazer para os cargos de chefia a condição de livre nomeação, eu me associo a todos aqueles que entendem que esse ponto deve ser modificado”, disse. “Não há razão para favorecer o aumento da intromissão indevida da política na administração pública”.

A proposta enviada pelo governo retira da Constituição a norma que reserva a servidores efetivos a nomeação para funções de confiança e estabelece que cargos em comissão serão preenchidos por servidores em percentuais mínimos definidos em lei —hoje, o patamar é de ao menos 50%, explica o jornal.

O texto da PEC se limita a dizer que esses postos “serão destinados às atribuições estratégicas, gerenciais ou técnicas”, sem menção à necessidade de ocupação por servidores.

Levantamento do consultor de Orçamentos do Senado Vinicius Amaral, segundo a Folha, mostra que o total de cargos e funções de confiança e em comissão hoje pode ultrapassar 1 milhão. São 175 mil na União, ao menos 180 mil nos estados e pelo menos 559 mil nos municípios, além dos trabalhadores em assembleias legislativas e câmaras de vereadores. Desse montante, ao menos 207 mil são hoje ocupados por servidores efetivos.

A nota afirma que após eventual aprovação da reforma, os servidores ocupantes desses postos poderão ser gradativamente substituídos por pessoas sem vinculação com a administração pública, diz a Folha.

“Tanto a doutrina jurídica quanto estudos econômicos associam a ocupação de cargos em comissão por pessoas sem vínculo com a ocorrência de corrupção. A PEC, ao ampliar as possibilidades de ocupação desses cargos e das funções de confiança por pessoas sem vínculo, tende, portanto, a fomentar a prática da corrupção na administração pública brasileira”, diz o documento.

Confira como lutar contra a PEC 32

Lideranças sindicais CUTistas convocam a população a se unir na luta contra o desmonte do serviço público, contra a porta que a medida abre para corrupção.

É hora de enviar mensagens para os deputados, dizem os sindicalistas, convocando todos e todas a enviar mensagens contra a aprovação para os deputados. “O prazo para emendas vai até a semana que vem – pressione deputados para que eles REJEITEM a PEC 32!”, alerta o texto da convocação.

Como pressionar

Veja abaixor a lista de parlamentares influentes para a produção de emendas de cada estado, clique nos links e envie sua mensagem:

Alagoas

Isnaldo Bulhões (MDB) – https://bit.ly/3gYWdR8

Amazonas

Capitão Alberto Neto (REPUBLICANOS) – https://bit.ly/3qn7PSn

Delegado Pablo (PSL) – https://bit.ly/2TWsxwe

Bahia

Arthur Oliveira Maia (DEM) – https://bit.ly/3gPfCVz

Ceará

Capitão Wagner PROS – https://bit.ly/3wRISk9

Goiás

João Campos (Republicanos) – https://bit.ly/3j7a36A

Mato Grosso

José Medeiros (PODE) – https://bit.ly/3x5sywB

Minas Gerais

Delegado Marcelo de Freitas (PSL) – https://bit.ly/2UmIifV

Lincoln Portela (PL) – https://bit.ly/3zUJgAk

Rodrigo de Castro (PSDB) – https://bit.ly/35PjOP8

Tiago Mitraud (NOVO) – https://bit.ly/3gYqFef

Paraíba

Efraim Filho (DEM) – https://bit.ly/2UzaFru

Hugo Motta (REPUBLICANOS) – https://bit.ly/3vWpDVf

Paraná

Ricardo Barros (PP) – https://bit.ly/2U2hMbq

Pernambuco

Fernando Monteiro (PP) – https://bit.ly/3vMq1G5

Santa Catarina

Darci de Matos (PSD) – https://bit.ly/3j7mNtT

São Paulo

Alex Manente (CIDADANIA) – https://bit.ly/2T0hrGf

Baleia Rossi (MDB) – https://bit.ly/3wS0wEH

Capitão Augusto  (PL) – https://bit.ly/3d9FoSf

Coronel Tadeu (PSL) – https://bit.ly/3j8FBcs

Kim Kataguiri (DEM) – https://bit.ly/3wRKla9

Com informações sobre a nota técnica da Folha de S. Paulo. 

Fonte: Portal CUT

Movimentos sociais convocam manifestações Fora Bolsonaro para 3 de julho

Com as últimas revelações feitas pela CPI da Covid, desgaste do presidente acelerou o processo de mobilização nas ruas

Em reunião na tarde deste sábado (26), a Campanha Fora Bolsonaro definiu como nova data para novas manifestações pelo país o 3 de julho. O calendário deliberado também prevê mobilizações durante a entrega do pedido de impeachment unificado, definida para a próxima quarta-feira (30) em Brasília. Na quinta-feira (1) será realizada uma plenária nacional da campanha.

“A luta de massas é o elemento decisivo para que seja aberto o processo de impeachment do Bolsonaro. Com o ato do dia 3 de julho, queremos mandar um recado para o presidente da Câmara Arthur Lira, que está sustentando um governo sem condições políticas”, afirma João Paulo Rodrigues, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Frente Brasil Popular.

O desgaste do presidente Jair Bolsonaro, com as últimas revelações feitas pela CPI da Covid nesta sexta-feira (25), com denúncia de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin, acelerou o processo de mobilização por sua saída e houve unidade entre as correntes para que a nova manifestação aconteça já no próximo sábado (3).

“Essa reunião de hoje foi motivada justamente pela intensificação da luta política, com os fatos novos que demonstram elementos mais concretos de um caso de corrupção do governo Bolsonaro e que ainda reforça o seu caráter genocida, porque foi corrupção com vacinas que iam salvar vidas”, afirmou ao Brasil de Fato Iago Montalvão, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE).

O tempo fechou um pouco mais para o presidente Jair Bolsonaro nesta semana. A CPI da Covid ficou marcada pelo suposto esquema de fraude na negociação para a compra de doses do imunizante Covaxin entre o Ministério da Saúde e a empresa Precisa Medicamentos responsável pela venda no Brasil do imunizante produzido pelo laboratório indiano Bharat Biotech. 

Em depoimento na sexta-feira (25) à CPI da Covid, o deputado Luis Miranda (DEM-DF) afirmou que o nome citado pelo presidente Bolsonaro (sem partido), como responsável pelo esquema pela compra da vacina indiana Covaxin, com preço superfaturado, é o do deputado Ricardo Barros (PP-PR).

Com as novas denúncias, a mobilização para a saída de Jair Bolsonaro esquentou já neste sábado, onde o presidente foi recebido com manifestações em Santa Catarina

“Demonstrou ainda com mais evidência que Bolsonaro não tava preocupado em salvar vidas, então isso é muito grave. Intensificou aindignação das pessoas e nos levou a tomar essa decisão de colocar mais uma data nesse processo de mobilização. Além do dia 30 em Brasília, o dia 3 no Brasil todo e seguir com esse calendário de mobilizações que vai até o dia 24”, afirma Campos.

Esquerda nas ruas 

Os movimentos populares envolvidos Campanha Fora Bolsonaro mantiveram a mobilização para o 24 de julho. 

A plenária da “Campanha Fora Bolsonaro” tem relevância nacional na convocação dos protestos massivos deste ano. Ela é composta pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que congregam os maiores partidos políticos e centrais sindicais. 

“A unidade desse conjunto é que tem sido capaz de apontar um caminho para a derrota de Bolsonaro”, afirma o membro da Frente Povo Sem Medo e secretário geral da Intersindical, Edson Carneiro Índio.

“É fundamental também lembrar da importância de dialogar nas periferias da cidade, com som, lembrar da carestia, do preço do botijão, da energia, do desemprego, da necessidade do auxílio de R$ 600 contra essa miséria desse auxilio de 250 que sequer compra um terço de uma cesta básica”, completa. 

Fonte: Brasil de Fato

Depois de cerca de 1000 corpos descobertos, 4 igrejas são incendiadas no Canadá

Quatro igrejas católicas já foram incendiadas no Canadá desde que cerca de mil corpos foram encontrados em um internato para crianças. O internato era responsável, em sua maioria, por receber crianças de origem indígena.

As crianças indígenas eram obrigadas a abandonar a língua e a cultura nativa, num processo de cristianização forçada, onde muitas foram castigadas e mortas.

Os incêndios ocorreram dois dias depois da descoberta de mais de 750 túmulos onde havia um antigo internato da Igreja Católica em Marieval.

No mês passado, foram identificados os restos mortais de 215 crianças numa outra escola. A descoberta comoveu e revoltou o país, ilustrando o sofrimento durante décadas de crianças indígenas em escolas da Igreja católica.

Apesar de não haver manifestação pela autoria dos incêndios, a polícia acredita que eles estão sendo feitos como forma de protesto. Ainda não há investigados.

“É preciso saber quem morreu, é preciso saber como morreram, é preciso saber quem foi o responsável pelas mortes ou quem estava a prestar cuidados no momento em que morreram”, disse Murray Sinclair, membro da Primeira Nação Peguis ao jornal britânico The Guardian.

Fonte: Redação com DCM

Entidades e partidos políticos convocam Ato contra título à Bolsonaro, dia 29

Ato acontecerá na próxima terça-feira, 29, às 14 horas na porta da Câmara Municipal de Maceió

Após ter negado a vacina, boicotado os protocolos sanitários contra a COVID, incentivado o uso de medicamentos não eficazes contra a doença, promovido o negacionismo, o presidente Jair Bolsonaro contribuiu para as mais de meio milhão de mortes de brasileiros. Mesmo assim,  a Câmara de Vereadores de Maceió, não respeitando a memória e o luto dessas famílias que perderam seus entes queridos para essa terrível doença, decidiu conceder o título de cidadão honorário da nossa cidade para o presidente Bolsonaro.

Essa atitude da Câmara Municipal que envergonha todos os maceioenses, provocou reação imediata nas redes sociais, onde personalidades, partidos, sindicatos e movimentos sociais protestaram contra tal decisão.

Em virtude disso, os movimentos sociais, sindicatos e partidos políticos convocam a população de Maceió, a comparecerem na próxima terça feira 29/06, a Câmara Municipal de Maceió, a partir das 14hs para participar de um ato de mobilização pela REVOGAÇÃO DO TÍTULO DE CIDADÃO MACEIOENSE A JAIR BOLSONARO.

O Ato público é convocado pelo PT; PCdoB, UP, PDT, PSOL, CUT, DCE – UFAL, MOVIMENTO DE COMBATE À CORRUPÇÃO ELEITORAL, MOVIMENTO ESTUDANTIL CORRENTEZA, MOVIMENTO CARAS PINTADAS, FETAM e MOVIMENTO UNIFICADO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DE MACEIÓ.

Fonte: Redação com O Fato AL

Pesquisa mostra Lula com 49% e Bolsonaro com 23%

Ex-presidente aparece com 49% das intenções de voto e Bolsonaro, 23%. Veja os números

O ex-presidente  Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida para a sucessão presidencial do ano que vem, com 49% das intenções de voto, 26 pontos percentuais à frente do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) , que tem 23% , na primeira pesquisa Ipec . O petista tem 11 pontos percentuais a mais do que a soma de seus possíveis adversários, e venceria o pleito em primeiro turno, caso as eleições fossem hoje.

O pedetista Ciro Gomes (PDT), que deve disputar a quarta eleição presidencial, tem 7%, empatado tecnicamente com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que tem 5%. O ex-ministro da Saúde na gestão Bolsonaro Luiz Henrique Mandetta (DEM) aparece com 3% das citações, enquanto brancos e nulos somam 10%, e eleitores que não sabem ou não respondem, 3%. A margem de erro é de dois pontos.

A intenção de voto no ex-presidente Lula é mais expressiva entre os entrevistados que moram no Nordeste (63%), região em que Bolsonaro aparece com apenas 15% das menções — o menor índice entre todas as regiões do país. Lula aparece ainda à frente do presidente entre os mais jovens (53% a 17%); entre os que têm ensino fundamental II (59% a 19%); entre os que se autodeclaram pretos ou pardos (54% a 21%) e entre os que são de outras religiões que não a católica e a evangélica (54% a 19%).

Já Bolsonaro mantém a maior intenção de voto no eleitorado que integra a base de sustentação de sua popularidade. O presidente tem os maiores índices de ótimo e bom nas regiões Sul (29%), Norte e Centro-Oeste (28%); entre os homens (28%); entre os evangélicos (32%) e entre quem se autodeclara branco (29%).

Redação com Portal IG

A privatização da Eletrobras vai encarecer cerveja, carne e tudo mais

Cerveja, carne, leite e material de construção mais caros. E além de tudo isso, uma conta de luz ainda mais salgada do que a atual.

Segundo representantes da indústria e de entidades de defesa do consumidor, esses podem ser alguns dos efeitos da MP (medida provisória) de privatização da Eletrobras, aprovada na segunda-feira (21/06) pelo Congresso e que agora aguarda sanção presidencial – o que deve acontecer num prazo de até 15 dias, que vence em 6 de julho.

1. Venda de energia mais cara após a privatização

A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) estima que a MP de privatização da Eletrobras, da forma como foi aprovada pelo Congresso, deve gerar um custo adicional de R$ 400 bilhões aos consumidores ao longo dos próximos 30 anos.

A maior parcela desse custo, de R$ 300 bilhões nos cálculos da entidade, será resultado da venda a preços de mercado de uma energia comercializada atualmente mais barata pela Eletrobras, devido ao fato de ser produzida por usinas hidrelétricas antigas, cujos investimentos já foram amortizados ao longo dos anos de operação.

“A ‘descotização’ significa vender essa energia a preços de mercado, então ela vai passar de R$ 100, para R$ 200”, diz Cavalcanti. “Estão tentando convencer o consumidor de que a hora que você aumenta o preço de R$ 100 para R$ 200, vai abaixar o valor da energia elétrica. Não há matemática no mundo que sustente isso.”

2. Obrigação de construir termelétricas a gás onde não há oferta do combustível

Um segundo fator que deve gerar custos adicionais para os consumidores foi uma obrigação criada pelos parlamentares na tramitação da MP de contratação pelo governo de 8 GW (gigawatts) em termelétricas a gás natural, que devem ser instaladas em sua maioria em Estados das regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste.

É o que se chama em política de “jabuti” – uma norma incluída na tramitação de um projeto de lei ou medida provisória que não tem relação com o tema em discussão. O termo tem origem no ditado popular “jabuti não sobe em árvore”, que se refere a fatos que não acontecem de forma natural.

Pela MP aprovada, as novas termelétricas vão operar na base do sistema, isto é, de forma permanente e não apenas quando as demais fontes estiverem gerando de forma insuficiente. E com uma inflexibilidade de 70%, o que significa que elas vão operar obrigatoriamente 70% do tempo, mesmo que outras fontes mais baratas e limpas possam atender a demanda num determinado momento.

Além disso, como a produção de gás natural do Brasil vem principalmente do pré-sal, em alto mar, será necessário construir gasodutos e linhas de transmissão para integrar essas usinas ao sistema. A Fiesp estima que a construção dessa infraestrutura pode gerar um custo adicional de R$ 50 bilhões aos consumidores em 20 anos.

3. Obrigação de contratar pequenas hidrelétricas

Outro “jabuti” incluído pelos parlamentares na MP da Eletrobras foi a obrigação de contratar PCHs (pequenas centrais hidrelétricas), usinas de pequeno porte e alto custo de geração, devido à ausência de ganhos de escala.

“A obrigatoriedade de contratação de pequenas centrais hidrelétricas vai contra toda a lógica do setor elétrico: a fonte é a menos competitiva dentre as renováveis, pressionando os custos finais da energia”, escreveu o Idec, em nota divulgada em meados de junho. “Não há, portanto, qualquer razão técnica, econômica e social para tratamento diferenciado para essa tecnologia.”

A Fiesp estima que a reserva de mercado para PCHs representa quase R$ 30 bilhões de custos adicionais em 20 anos, na comparação com outras renováveis mais competitivas.

4. Renovação de contratos de eólicas incentivadas

Por fim, a quarta medida que deve gerar custos adicionais para os consumidores foi a prorrogação de contratos de energia de eólicas incluídas no Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica).

“Essas usinas tiveram subsídio durante 20 anos e os contratos estão sendo prorrogados ao custo de energia de um leilão de usinas novas. Nesse tipo de leilão, as usinas ainda precisam ser construídas, então o custo da energia contempla a amortização dos investimentos”, explica Clauber Leite, do Idec.

Assim, pelo que foi aprovado na MP, os contratos dessas usinas, que são antigas e já tiveram seus custos de instalação amortizados, estão sendo prorrogados a esse preço mais alto.

“Isso vai encarecer a tarifa para os consumidores em geral”, avalia o especialista.

A Fiesp estima que o custo adicional com essa prorrogação do subsídio será de cerca de R$ 20 bilhões em 20 anos.

Mas como tudo isso chega no preço da cerveja, da carne e do leite?

Todos esses bilhões em custos adicionais vão encarecer a conta de luz dos consumidores nos próximos anos, explicam os especialistas.

Mas o efeito não para por aí. Isso porque a energia elétrica representa uma parte relevante dos custos da indústria e do setor de serviços.

Assim, esse aumento de preço da energia deverá também ser repassado aos produtos que consumimos, assim como acontece quando o diesel e o gás natural são reajustados.

Segundo levantamento da Abrace (Associação dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres), o custo com energia elétrica representa 48% do preço do leite, 34% do valor da carne, 28% do que pagamos na cerveja e 10% do gasto em materiais de construção e açúcar.

“Este acréscimo de custo pode representar, por exemplo, um aumento de 10% no leite e 7% na carne para todos os brasileiros”, estimou a Abrace, em comunicado publicado em maio.

Esse impacto se adiciona a um cenário que já é de pressão nas tarifas, com reajustes que podem chegar a 20% ou 30% em 2022, por causa da situação dos reservatórios em meio à crise hídrica e de aumentos que foram evitados pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) em meio à pandemia, alertou ainda a entidade.

Dois terços do impacto da alta de preços da energia elétrica se dá nos produtos ou serviços consumidos pela população, estima o setor produtivo.

Por exemplo, o vergalhão de aço, o cimento e o vidro, usados na reforma de residências, vão sofrer os efeitos desse aumento de custos. O frango congelado e a carne, que usam muita energia em seus processos produtivos, também devem ficar mais caros. O salão de beleza, com seus diversos equipamentos elétricos, pode ter de cobrar mais dos consumidores.

Ou seja, o impacto indireto é maior do que o efeito direto sobre as contas de luz.

Redação com BBC Brasil

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