Brasil cai para a 13ª economia do mundo

País foi superado pelo PIB da Austrália em 2021, segundo levantamento da Austin Rating. Entre 2010 e 2014, Brasil se manteve na 7ª posição e, desde 2020 está fora do top 10.

Mesmo com o crescimento de 4,6% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2021, o Brasil caiu de 12º para 13º no ranking das maiores economias do mundo, segundo levantamento da agência de classificação de risco Austin Rating.

De acordo com o ranking, que compara o PIB dos países em valores correntes, em dólares, o Brasil foi ultrapassado em 2021 pela Austrália. Em 2020, a economia brasileira já tinha sido superada pelo Canadá, Coreia e Rússia, o que tirou o país da lista das 10 maiores economias do mundo.

O Brasil teve no ano passado um PIB nominal de US$ 1,608 trilhão, segundo o levantamento, enquanto que o da Austrália ficou em US$ 1,614 trilhão.

O maior PIB do mundo em 2021 foi mais uma vez o dos Estados Unidos, com US$ 22,8 trilhões. China tem a segunda maior economia, com US$ 17,5 trilhões, seguida pelo Japão, com US$ 4,9 trilhões.

Segundo comparativo feito pela Austin, o desempenho do PIB brasileiro em 2021 ocupa o 21º lugar dentro de um ranking com 34 países, abaixo da média de 5,7% e dos avanços registrados por países como EUA (5,7%), China (8,1%) e México (4,8%).

Fonte: G1

Incêndio atinge maior usina nuclear da Europa após ataque russo, dizem ucranianos

“Há mais de uma hora que duram combates ferozes nas proximidades da central nuclear de Zaporizhzhya”, disse o prefeito Dmytro Orlov

O prefeito de Energodar, Dmytro Orlov, disse que a usina nuclear de Zaporizhzhia, cidade vizinha, na Ucrânia, pegou fogo na noite desta quinta-feira (3) – pela manhã de sexta, horário do país europeu. A causa foi um ataque de tropas russas. Trata-se da maior usina nuclear da Europa.

“Há mais de uma hora que duram combates ferozes nas proximidades da central nuclear de Zaporizhzhya. Nossas Guardas Nacionais mantêm a defesa. Sabe-se sobre as vítimas, mas o número exato e a condição nessas circunstâncias ainda não podem ser nomeados”, disse o prefeito.

No Twitter, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, afirmou que o “exército russo está disparando de todos os lados contra a central nuclear de Zaporizhzhia, a maior usina nuclear da Europa. O fogo já começou”. “Se explodir, será 10 vezes maior que Chornobyl! Os russos devem cessar IMEDIATAMENTE o fogo, permitir os bombeiros, estabelecer uma zona de segurança!”, escreveu. 

Houve combates ferozes entre as forças locais e as tropas russas, disse Dmytro Orlov em um post online, acrescentando que houve baixas sem dar detalhes.

Mais cedo, as autoridades ucranianas informaram que as tropas russas estavam intensificando os esforços para tomar a usina e entraram na cidade com tanques.

“Como resultado do contínuo bombardeio inimigo de prédios e unidades da maior usina nuclear da Europa, a usina nuclear de Zaporizhzhia está pegando fogo”, disse Orlov em seu canal Telegram, citando o que chamou de ameaça à segurança mundial. Ele não deu detalhes.

A invasão da Ucrânia está entrando em seu nono dia. Acredita-se que milhares de pessoas morreram ou ficaram feridas, criando 1 milhão de refugiados, atingindo a economia da Rússia e temores de um conflito mais amplo no Ocidente impensável por décadas.

A Rússia já capturou a extinta usina de Chernobyl, a cerca de 100 quilômetros ao norte da capital da Ucrânia, Kiev.

Fonte: Brasil 247

Professores protestam em frente à casa do prefeito de Rio Largo

Com palavras-de-ordem, faixas, bandeiras do Sinteal, cartazes e muita disposição de luta, trabalhadoras/es em educação da rede pública de Rio Largo, convocadas/os e organizadas/os pelo Sinteal, realizaram, na manhã de hoje (03/03), com concentração inicial, às 11hs, no Tabuleiro do Pinto, o primeiro dos dois dias (03 e 04/03) de protesto e paralisação em defesa da Pauta de Reivindicações 2022 da categoria (com pendências de anos anteriores). Com a presença da presidenta do Sinteal, professora Consuelo Correia, trabalhadoras/es e dirigentes do Núcleo Regional Sinteal/Rio Largo realizaram um ato público de protesto e reivindicação em frente à casa do prefeito Gilberto Gonçalves (PP). O protesto encerrou ao meio-dia, sem nenhuma manifestação do prefeito.

Defasagem salarial

Em uma de suas intervenções, Consuelo denunciou a absurda defasagem salarial que atinge, por exemplo, o magistério. “Nós temos uma grande e injusta defasagem salarial em relação aos demais profissionais do serviço público. Temos o mesmo nível de formação, mas recebemos sessenta e nove por cento menos, e nós formamos todos eles!”, disse, indignada.

A presidenta do Sinteal reforçou ter certeza do fortalecimento da luta da educação em Rio Largo. “Cada uma e cada um aqui presente vão somar a esta luta mais um companheiro, mais uma companheira. Isto vai fortalecer o movimento para que possamos engrossar o recado a ser dado a este prefeito desrespeitador da lei e dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras da educação”, assegurou.

Pauta de Reivindicações

Dentre os 11 (onze) pontos que compõem a pauta de reivindicações da categoria da educação em Rio Largo, destacam-se: Cumprimento da Lei do Piso (com reajustes salariais 2020 a 2022); Rateio das sobras do FUNDEB e dos precatórios do FUNDEF; Cumprimento da carga horária (40hs) dos vigias; Melhoria do transporte escolar; Convocação, urgente, dos/as aprovados/as no último concurso público da Educação; Melhoria na infraestrutura da rede escolar etc.

Fonte: Sinteal

No Paraná, Lula tem 34% e Bolsonaro 32,4%, diz pesquisa

Divulgada nesta quinta-feira (3), uma pesquisa do instituto Radar Inteligência no Estado do Paraná indica que o ex-presidente Lula (PT) teria 34% das intenções de voto no estado. Logo atrás dele aparece o presidente Jair Bolsonaro (PL), com 32,4%. Os números apontam para um empate técnico entre os dois. Muito atrás deles está o ex-juiz da Lava Jato no Paraná, Sergio Moro (Podemos), em terceiro lugar, com 11,9%.

Na sequência, aparecem Ciro Gomes (PDT), com 3,3%, Simone Tebet (MDB), com 1,8%, João Doria (PSDB), com 1,2%, e Eduardo Leite (que deve fechar com o PSD), com 0,5%. Outros 6,2% disseram que votarão em branco ou nulo e 8,7% não souberam ou não opinaram.

A empresa paranaense entrevistou 1.350 pessoas desde o dia 25 de fevereiro. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais e o intervalo de confiança é de 95%.

Fonte: DCM

STF suspende último processo pendente contra Lula por Lava Jato

Farsa de Moro e procuradores da Lava Jato foi totalmente desmascarada!

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski suspendeu hoje a última ação penal pendente contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) resultante da investigação da Operação Lava Jato na Justiça. Esse processo contra Lula trata de um suposto tráfico de influência na compra de caças Gripen, fabricados na Suécia, destinados à Aeronáutica brasileira.

O pedido de suspensão foi realizado pela defesa do ex-presidente, que criticou a conduta da Lava Jato contra ele e alegou que havia um plano de utilizar o direito para atacar tanto Lula quanto sua defesa. No recurso, os advogados do petista utilizaram mensagens vazadas do ex-coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, nas quais ele “tentava construir uma denúncia” contra Lula “envolvendo a aquisição de caças da marca Saab/Gripen para equipar as Forças Armadas”.

Outras mensagens trocadas corroboram a tese da defesa de que havia grupos se organizando para denunciar falsamente o ex-presidente. Hoje, Lewandowski seguiu a decisão do Juiz da 10ª Vara Criminal Federal do Distrito Federal, que acatou o pedido dos advogados de Lula para “suspender cautelarmente a tramitação da Ação Penal”.

A ação é a quarta contra o ex-presidente pela Lava Jato. As outras são os casos do tríplex do Guarujá, que foi arquivado; o sítio de Atibaia, que foi anulado; e o Instituto Lula, que também sofreu suspensão.

Fonte: Uol

Desiludidos e ‘traídos’, brasileiros partem em êxodo sem precedentes

Nunca antes tantos brasileiros viveram fora de seu país. Sobrecarregados pela insegurança e pelas dificuldades econômicas, a cada ano, dezenas de milhares de jovens e aposentados, ricos e pobres, fazem as malas para reconstruir suas vidas longe da maior economia da América Latina.

Historicamente uma terra de acolhimento de asiáticos, africanos e europeus, o Brasil agora vê seus filhos partirem: 4,2 milhões deles viviam no exterior em 2020, número que começou a crescer ininterruptamente desde 2016, quando o Itamaraty registrava três milhões de emigrantes.

A situação se aprofundou desde a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência, em 2019.

“Não sei se diria que estava infeliz (…) mas não via futuro. Já estava pensando em ter uma família e pensei: ‘não posso fazer isso aqui’. Eu amo meu país, minha família inteira está lá, mas, por enquanto, meu marido e eu não estamos pensando em voltar”, disse Gabriela Vefago Nunes à AFP.

Como muitos que buscam melhores empregos e qualidade de vida, esta enfermeira de 27 anos deixou sua terra natal em setembro para se estabelecer em Québec, no Canadá, o nono destino mais procurados por migrantes brasileiros, com 121.950 pessoas registradas.

Com quase 1,8 milhão, os Estados Unidos encabeçam a lista, seguidos por Portugal (276,2 mil) e Paraguai (240 mil), onde houve migração de perfil rural na década de 1970, segundo relatório recente do Ministério das Relações Exteriores.

– “Nada em troca” –

Os altos índices de violência, inflação, desemprego e o impacto da pandemia da covid-19 são os ingredientes do maior êxodo do Brasil, que supera a fuga migratória surgida em meados dos anos 1980 (1,8 milhão), então motivada pela hiperinflação, concordam especialistas ouvidos pela AFP.

“Agora se trata, principalmente, de uma questão econômica, de falta de oportunidades de trabalho, da impossibilidade de crescer no mercado, de ganhar mais dinheiro, poupar, comprar uma casa”, explica Gabrielle Oliveira, especialista em migração e professora da Universidade de Harvard.

“As pessoas perderam a confiança e se sentem, de alguma maneira, traídas por seu próprio país. Pensam: ‘Eu dei tanto e não recebo nada em troca'”, acrescenta.

O engenheiro mecânico Marcos Martins, de 58 anos, considera-se um privilegiado por ter uma vida profissional “mais bem-sucedida” do que boa parte dos brasileiros. Ainda assim, também pretende partir. E, em abril, espera já ter trocado a “estressante” cidade do Rio de Janeiro por Lisboa, onde pretende continuar seus empreendimentos, junto com sua mulher.

O relatório do Ministério brasileiro das Relações Exteriores não especifica idades, nem condições socioeconômicas, mas Oliveira afirma que os migrantes que vão para Estados Unidos e Europa têm perfis muito variados. Ainda assim, esclarece a especialista, em sua maioria, são jovens e homens.

Na diáspora dos anos 1980, aqueles que deixaram o país eram, principalmente, pessoas de maior poder aquisitivo. Agora, alguns brasileiros pobres vendem seus pertences e até se endividam para poderem migrar, de forma irregular, ou legalmente, relata Oliveira.

– Risco futuro –

Em Portugal, há vantagens fiscais para aposentados e empresários brasileiros, diz a publicitária carioca Patrícia Lemos. Em 2018, ela montou neste país europeu uma empresa para ajudar seus compatriotas a se mudarem e se adaptarem.

“Aqui, uma pessoa de 50, 60 anos, consegue trabalhar. No Brasil, não consegue trabalho nem para vender pipoca”, diz Patrícia, destacando que muitos de seus compatriotas se estabelecem com mais facilidade na Europa por terem nacionalidade portuguesa, ou italiana, produto da colonização, ou da recepção de migrantes da Itália.

Segundo especialistas, além de perder mão de obra qualificada de setores com alta demanda, como o de tecnologia, o êxodo pode ser um risco para o futuro do país, devido às projeções recentes que alertam para um envelhecimento populacional.

Em 2100, o grupo etário a partir dos 65 anos poderá representar 40,3% dos 213 milhões de brasileiros, contra 7,3% em 2010, segundo um relatório publicado em outubro passado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), vinculado ao Ministério da Economia. O grupo abaixo de 15 anos cairá de 24,7% para 9%.

“É algo que, para o futuro, pode complicar muito, quando você vê muitas pessoas se aposentando e menos pessoas na idade produtiva”, alerta a especialista Gabrielle Oliveira.

Fonte: Swissinfo

Japão desenvolve espuma antifogos que pode ajudar a combater queimadas na Amazônia

A Amazônia que tem sofrido com o aumento das queimadas no governo Bolsonaro poderá ser beneficiada com a espuma antifogos japonesa

Os incêndios florestais assolam muitas partes do mundo. Com previsões de tempo mais quente e mais seco, a situação pode piorar no futuro.

A cidade japonesa de Kitakyushu teve 10 fogos florestais só no ano passado.

Foi aqui que o serviço de bombeiros surgiu com a espuma de combate a incêndios. Foi originalmente concebida para reduzir a água necessária para apagar os incêndios em prédios, depois do devastador terramoto de Kobe de 1995.

Masaaki Sakamoto gerente do Departamento de Gestão de Incêndios e Desastres de Kitakyushu: “Durante este terramoto, houve muitos incêndios. Na altura, as bocas-de-incêndio e as cisternas foram destruídas pelo terramoto e não pudemos armazenar água”, diz.

Em parceria com uma universidade municipal e uma empresa de sabão, o serviço de bombeiros aperfeiçoou a espuma, criada através da mistura de uma solução, feita de sabão de origem natural, em água. Não contém químicos, é biodegradável e funciona através de gotículas de água.

“Quando o agente extintor é misturado, a gotícula de água não se consegue formar e torna-se aderente. Portanto, o produto é bem absorvido nas aberturas dos tecidos ou da madeira”, diz Sakamoto.

O sucesso da espuma, feita numa fábrica de sabão da cidade, está agora a concentrar as mentes dos investigadores na forma como poderia ser utilizada em incêndios florestais.

Como a investigação da Universidade de Kitakyushu mostra, é até 266 vezes menos prejudicial do que outras versões sintéticas.

Takayoshi Kawahara é director do Departamento de Investigação e Desenvolvimento da Shabondama Soap: “Há dados que mostram que o consumo de água pode ser reduzido para menos de uma décima sétima parte. No que toca ao desempenho ambiental, é muito menos tóxico para os peixes e outra vida aquática do que os agentes extintores sintéticos. Além disso, como é 100% composta por microrganismos ambientais, não há resíduos no ambiente”, diz.

O presidente da empresa fala sobre a expansão internacional: “Há conferências académicas internacionais sobre incêndios florestais em todo o mundo. Participámos com professores universitários e pessoal do corpo de bombeiros da cidade de Kitakyushu. Várias pessoas interessaram-se pelo nosso agente extintor amigo do ambiente”, conta Hayato Morita.

Aplicação prática na Indonésia

A espuma fez o seu caminho até aqui, até à ilha de Bornéu, na Indonésia. Lar de densas florestas e cursos de água, os incêndios em turfa são aqui um problema recorrente.

Os investigadores universitários indonésios têm vindo a experimentar a espuma numa série de experiências, incluindo num teste de incêndio. Dez meses mais tarde, descobriram que a vegetação tinha voltado a crescer.

“Pelas minhas experiências anteriores, apagar fogos apenas com água é muito difícil. Mas ao usar este sabão, em pouco tempo obtemos muito bons resultados”, diz Kitso Kusin, coordenador de campo do laboratório de Palang Karaya.

Quando a turfa se incendeia, as brasas podem continuar a arder no subsolo durante muito tempo, libertando gases nocivos. A espuma japonesa à base de sabão penetra no solo, expelindo-os.

Algo que foi muito útil em 2019, durante um verdadeiro incêndio florestal: “Depois de apagarmos o fogo, no dia seguinte estava de novo aceso. Felizmente, nessa altura, sobrou um stock de sabão Shabondama dos testes de campo anteriores que usávamos para apagar o fogo. Apesar de já não termos muito sabão, sentimos que os resultados foram muito eficazes na extinção dos restantes fogos”, conta Kitso Kusin.

Kitakyushu planeia agora testar a espuma também em Chiang Mai, na Tailândia. Mais uma vez, com base na colaboração universidade-indústria e ajudando a reduzir as emissões globais de CO2.

“Esperamos que, com a utilização deste extintor de espuma, possamos controlar um pouco as emissões de CO2 e contribuir grandemente para as medidas relativas às alterações climáticas”, conclui Yuichi Arita, diretor do Gabinete para o Ambiente do município de Kitakyushu.

Fonte: Euronews

Imigrantes negros são discriminados e não conseguem sair da Ucrânia

Imigrantes negros que vivem na Ucrânia estão denunciando a impossibilidade de fugir da guerra. Impedidos de embarcar nos trens para a Polônia, os africanos acusam as polícias e as Forças Armadas ucranianas de racismo. “A prioridade é que cidadãos brancos embarquem antes dos negros”, disse uma correspondente da BBC que está na fronteira.

A jornalista Stephanie Hegarty compartilhou um relato de uma estudante nigeriana que está na fronteira entre a Polônia e a Ucrânia: “Ela me disse que está esperando há 7 horas para atravessar. Ela conta que os guardas de fronteira estão parando os negros e mandando-os para o final da fila, dizendo que eles têm que deixar os ‘ucranianos’ passar primeiro”.

Outra jovem negra afirmou em suas redes que, nas estações de trem em Kiev, estavam sendo evacuadas “as crianças primeiro, as mulheres em segundo, os homens brancos em terceiro, então se sobrar algo pode ser ocupado por africanos”.

Vídeos da discriminação estão sendo compartilhados. Os poucos imigrantes negros que conseguiram embarcar nos trens foram presos na Polônia e não receberam solidariedade ou foram tratados como refugiados de guerra. Assim como a Ucrânia, a Polônia também é governada pela extrema-direita e as células neonazistas no país são bastante representativas.

“Vejam como eles ameaçam atirar na gente! A polícia e o Exército se recusaram a deixar os africanos atravessarem, só deixaram os ucranianos. Alguns dormiram aqui por dois dias nesse frio cortante, enquanto outros tiveram que voltar”, denunciou um outro imigrante negro.

Em resposta, governos como o da Nigéria divulgaram comunicados dizendo que foram informados de situações do tipo e condenaram o tratamento discriminatório. Um dos vídeos mostra uma mulher com um bebê de dois meses no colo, sentada no chão sob uma temperatura de 3 ºC, enquanto um homem não identificado afirma que ela não conseguiu passar pela fronteira, como outras mulheres com crianças.

Outra gravação, de um ativista britânico, mostra um grande número de jovens, todos negros, do lado de fora de um trem. “A face oculta dessa guerra é o racismo experimentado por muitos que estão fugindo.”

Em outro caso, a ministra das Relações Exteriores da Jamaica, Kamina Johnson-Smith, afirmou no Twitter que 24 estudantes jamaicanos estão sendo forçados a caminhar 20 km até a Polônia, após serem impedidos de embarcar em um ônibus que levava estudantes até a fronteira.

Após conseguir atravessar para a Romênia, uma estudante de medicina britânica negra conta, num vídeo, como foi recebida no setor de controle de passaportes na saída ucraniana. “Eram ucranianos primeiro, indianos depois, africanos por último. Tem tido muita segregação. É uma situação muito estressante.”

Brasileiros também relatam episódios de discriminação. O jogador de futsal Moreno Santiago contou, em um vídeo no Instagram, a saga que ele e outros dois amigos passaram para tentar embarcar em um trem em Kiev nesta segunda-feira (28).

No final, acabaram sendo empurrados para fora pelo maquinista, com palavras racistas. “Ele tinha aceitado nos levar, mas do nada nos colocou para fora. Ele empurrou o David para fora, o David se machucou. Ele não queria mais nos levar, quando viu que a gente é moreno, que tinha preto junto, ficou falando besteira, então não deu certo”, relatou.

Cidades sitiadas em toda a Ucrânia abrigam dezenas de milhares de estudantes africanos que estudam medicina, engenharia e assuntos militares. Marrocos, Nigéria e Egito estão entre os dez principais países com estudantes estrangeiros na Ucrânia, fornecendo juntos mais de 16 mil alunos, segundo o Ministério da Educação, citado pela agência Reuters. Milhares de estudantes indianos também estão tentando fugir.

Pai de três filhos, um nigeriano que vive na Ucrânia desde 2009 contou ao jornal The Independent que, no sábado, ele, familiares e outros imigrantes foram obrigados a desembarcar de um ônibus prestes a cruzar a fronteira. “Nenhum negro”, teriam dito militares. “Quando olho nos olhos dos que estão nos rejeitando, vejo racismo injetado; eles querem se salvar e estão perdendo sua humanidade no processo”, afirmou.

Bolsonaro debocha dos seus eleitores: “Se você achar que não devo sair de folga, não vote em mim”

Curtindo o carnaval na praia, Jair Bolsonaro tem sido criticado por suas férias sem fim

Jair Bolsonaro deu uma sugestão àqueles que criticam suas férias sem fim: não votem nele. “Eu estou aqui num quarto no quartel do Exército no Guarujá. Não tem despesa nenhuma aqui. Quanto custa a diária desse quarto aqui? RS 100 reais, talvez. Eu estou chutando”, afirmou, em entrevista à Jovem Pan. “Se achar que eu não devo sair mais de folga, se eu virar candidato à reeleição, que não vote em mim, aí eu não vou estar mais aqui no hotel”, finalizou.

Recentemente, Jair Bolsonaro passou férias em Santa Catarina, quando a Bahia sofria com enchentes, numa viagem que custou R$ 900 mil aos cofres públicos. Na praia, ele tem se dedicado a passeios de iate e jet-ski.

Fonte: Brasil 247

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