Servidores federais fazem manifestação em Brasília

Servidores federais de 40 setores iniciaram, na manhã desta terça-feira (18), uma paralisação por reajuste salarial. Cerca de 500 trabalhadores protestam em frente à sede do Banco Central e, mais tarde, levarão as reivindicações ao Ministério da Economia. O ato ocorre de maneira presencial e também virtual, devido ao avanço dos casos de influenza e de covid-19.

Ao todo, pelo menos 30% dos servidores deverão trabalhar para não travar totalmente o expediente e resguardar o movimento. O presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), Rudinei Marques, disse que o dia de paralisação será “histórico”. “Hoje é o dia de dizermos ao governo Bolsonaro que não vamos aceitar esse tratamento desrespeitoso com o funcionalismo. São cinco anos de congelamento salarial e três de ataques desenfreados ao funcionalismo público”, afirmou aos manifestantes.

Os servidores federais reivindicam aumento de até 28,15%. Este deve ser o primeiro dia de protesto e espera-se ainda a realização de mais dois atos em janeiro, nos dias 25 e 26. A categoria também prevê uma greve para fevereiro, caso não haja acordo.

Paralisação dos servidores federais

De acordo com reportagem do Congresso Em Foco, o impacto das paralisações já é sentido pelo governo com a suspensão de julgamentos pelo Conselho Administrativo de Recursos Federais (Carf) e filas de caminhões nas fronteiras esperando inspeção. Além disso, servidores de algumas categorias também têm entregado seus cargos. Entre os funcionários da Receita, mais de 1,2 mil já entregaram seus postos comissionados. A paralisação dos auditores fiscais da RFB já reúne 1.288 pedidos de entrega de cargos de chefia.

A pressão por aumentos se intensificou no fim de 2021, após a aprovação do Orçamento de 2022 no Congresso, que teve uma sinalização do governo Bolsonaro para o reajuste de salários de categorias específicas como policiais federais, policiais rodoviários federais e agentes penais. O presidente tem até esta sexta-feira (21) para sancionar a lei orçamentária deste ano, que destina R$ 1,7 bilhão para aumento do vencimento mensal de servidores.

Entre os servidores que devem aderir à paralisação, estão auditores da Receita Federal, funcionários do Banco Central, servidores da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), auditores e técnicos da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tesouro Nacional, funcionários da Superintendência de Seguros Privados (Susep), auditores-fiscais do Trabalho, oficiais de inteligência e trabalhadores nas agências de regulação.

Fonte: Rede Brasil Atual

Aumento na riqueza dos bilionários atinge maior índice já registrado, diz Oxfam

Concentração de renda disparou durante a pandemia

A concentração de renda atual do mundo é comparável aos índices registrados durante o “auge do imperialismo ocidental no início do século 20” e tem ligações com o histórico da escravidão. Esse foi o destaque do relatório da Oxfam “A Desigualdade Mata”, pesquisa da ONG que traz dados sobre a acumulação de recursos e afirma que, ao mesmo tempo que 17 milhões de pessoas morreram de covid-19 e 160 milhões de pessoas foram empurradas para a pobreza, os dez homens mais ricos do mundo dobraram suas fortunas.

A publicação coincide com o início do Fórum Econômico Mundial, uma reunião anual de líderes políticos, bilionários e representantes da sociedade civil que ocorria na na pequena cidade de Davos, na Suíça, e que atualmente acontece de maneira remota.

Nesta segunda-feira (17), começa o que a organização do evento descreve como uma série de apresentações “visionárias” sobre o estado do mundo. O evento conta com a participação de líderes europeus, presidentes, o secretário-geral da ONU e empresários como Bill Gates e Adar Poonawalla, diretor e herdeiro da fabricante de vacinas indiana Serum.

Apontando para uma concentração de renda também registrada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial, Credit Suisse e Fórum Econômico Mundial, a Oxfam destaca que, desde o início da pandemia, um novo bilionário surgiu a cada 26 horas.

O clube dos 2.775 bilionários que existem no mundo aumentou seu patrimônio durante a pandemia mais do que nos últimos quatorze anos, diz a Oxfam. O patrimônio dos 10 homens mais ricos do mundo é maior do que a soma de 3,1 bilhões de pessoas mais pobres.

“Este é o maior aumento anual na riqueza bilionária desde o início dos registros. Isso está acontecendo em todos os continentes. Ele é possibilitado pela disparada dos preços do mercado de ações, uma explosão de entidades não regulamentadas, um aumento no poder de monopólio e na privatização, juntamente com a erosão das taxas e regulamentos de impostos corporativos individuais e dos direitos e salários dos trabalhadores. Todos auxiliados pela utilização do racismo como arma”, afirma a pesquisa.

A pesquisa “A Desigualdade Mata” também comparou a viagem espacial de Jeff Bezos com o “momento icônico de Maria Antonieta ‘que comam brioches'”. O fundador da Amazon foi com seus amigos ao espaço em seu “foguete de luxo” enquanto “milhões morriam desnecessariamente debaixo dele porque não tinham acesso a vacinas ou não podiam comprar comida”.

Fonte: Brasil de Fato

Sargento de Colégio Militar é condenado a 4 anos de prisão após assediar aluna

Sargento beijou aluna de 13 anos na boca à força e foi condenado por assédio e atentado violento ao pudor. Se fosse julgado pela Justiça civil ele poderia responder por estupro de vulnerável

Um sargento do Exército, professor do Colégio Militar de Brasília, foi condenado a quatro anos e oito meses de prisão por assediar sexualmente uma aluna de 13 anos. A decisão, a qual cabe recurso, é de outubro do ano passado e foi divulgada na terça-feira (11) pela Justiça Militar.

Segundo a denúncia do MPM (Ministério Público Militar), o professor assediou uma estudante do 8° ano do ensino fundamental com um beijo na boca, na sala do espaço musical do colégio. Ele era músico e dava aulas de percussão à menina. O caso foi denunciado em 2018.

A condenação importou, excepcionalmente, o crime de assédio sexual da lei penal comum, possibilidade que ocorre desde 2018, quando foi sancionada uma lei que, entre outras coisas, amplia o entendimento sobre crimes analisados dentro da corporação militar. Por isso, o sargento foi condenado tanto por assédio (crime civil) quanto por atentado violento ao pudor (crime militar) em uma mesma sentença, com unificação das penas.

De acordo com especialistas, ainda que a “importação” de penas seja possibilitada por lei, esse foi um caso raro e, ainda assim, houve uma pena menor do que se o sargento fosse julgado pela Justiça comum.

Antes do episódio, ainda segundo a acusação do MPM, o professor costumava prolongar o tempo de intervalo das aulas para conversar a sós com a adolescente. Por WhatsApp, ele também enviava mensagens com músicas de conteúdo amoroso, além de escrever declarações como “estou apaixonado”, “te amo, te amo, te amo” e “vou fazer você feliz”.

Feminicídio e estupro de vulnerável

Na avaliação da advogada criminal Maira Pinheiro, integrante da Rede Feminista de Juristas, caso fosse julgado pela Justiça civil, o sargento, que pertencia ao Batalhão de Polícia do Exército, poderia responder por estupro de vulnerável — quando a vítima é menor de 14 anos ou não é capaz de oferecer resistência.

A previsão de pena para o crime de atentado violento ao pudor é de dois a seis anos, no Código Penal Militar. Já um civil condenado por estupro de vulnerável pode pegar de oito a 15 anos.

O código da corporação, de 1969, não prevê os crimes de assédio sexual ou estupro de vulnerável. Crimes criados mais recentemente, como o feminicídio e a importunação sexual, também não estão previstos no rol de práticas a que os militares poderiam responder.

A lei, para eles, ainda utiliza definições antigas. O crime de estupro, por exemplo, é considerado apenas em casos envolvendo mulheres e em que existe “conjunção carnal”, ou seja, a penetração — ideias abolidas pelo Código Penal de 2009, para civis. Todos os outros delitos sexuais que não envolvem a prática são considerados como “atentado violento ao pudor”, explica a advogada.

“Essa distinção é um contrassenso. Se ele beijasse uma criança de 13 anos fora da escola no horário de folga, ele poderia ter o dobro de pena”, afirma Pinheiro. “A condição de militar fez com que ele estivesse sujeito a uma pena máxima que é menor que a pena mínima do crime imposto ao civil”.

O advogado Fernando Capano, especialista em Direito Militar, explica que o professor foi julgado na Justiça militar porque os delitos foram cometidos por militar ou em ambiente militar. “Embora seja uma escola, uma instituição educacional, o colégio militar está equiparado a um quartel. Portanto, tem regramento próprio.”

O especialista avalia que a legislação específica para os militares tem que ser atualizada. “O código penal militar precisa ser urgentemente revisto porque é uma peça de 1969, que obviamente está desatualizada com os valores não só da atual Constituição, de 1988, como do mundo moderno. Hoje estamos inseridos e imersos em uma sociedade completamente distinta daquela sociedade que havia lá em 1969”, diz o advogado.

Defesa alegou que menina sofria danos psicológicos

Em sua defesa no processo relacionado ao Colégio Militar de Brasília, o sargento negou ter beijado a garota e afirmou que suas aulas de música eram diferenciadas, já que ele precisava estar “corpo a corpo” com os alunos. E disse ainda que enviou as mensagens à menina porque queria ajudar a aluna, que estava em um quadro de depressão.

A defesa do professor alegou ainda, no processo, que não foram causados danos psicológicos à estudante por causa do episódio, mas que eles já existiam, especialmente por causa de desavenças escolares, baixa autoestima e pelo quadro de saúde do pai da aluna — argumentos rejeitados pelo juiz.

A advogada Maira Pinheiro lamentou a postura da defesa do professor, mas comemorou a condenação. “A linha adota pela defesa é lamentável. É bastante criticável um colega ir pelo caminho de estigmatizar as mulheres como loucas. Mas, ainda bem, essa estratégia não vingou, porque isso é mais uma forma de violência contra a vítima.”

O CPJ (Conselho Permanente de Justiça), composto por uma juíza federal e mais quatro oficiais do Exército, condenou o militar por unanimidade. O professor foi afastado do cargo, mas ainda pode recorrer da condenação.

Fonte: Pragmatismo Político

Lula diz que o mercado não deve ditar o debate econômico no Brasil

O ex-presidente Lula afirmou que o mercado financeiro não deve ditar o debate econômico no país. A declaração foi dada em reunião com com economistas que integram o núcleo de acompanhamento de políticas públicas da Fundação Perseu Abramo, no dia 14.

Dirigindo-se a economistas que se dedicarão à elaboração de seu programa de governo, o ex-presidente disse que os interesses do mercado não podem se sobrepor aos problemas que afligem a população. Com informações da Folha.

Lula aponta fome, desemprego, inflação, saúde e educação como pautas prioritárias e inclui a defasagem salarial como problema a ser enfrentado. Ainda segundo participantes, Lula afirmou que o PT já provou que tem responsabilidade fiscal.

Economia do governo Lula

O ex-presidente disse que, na sua administração, houve valorização do salário mínimo e política de inclusão social sem aumento de inflação e afirmou ter conhecimento de que a estabilidade é importante para deter a alta de preços ao consumidor. ​

Ele lembrou que, no início de seu governo, a dívida pública representava cerca de 60% do PIB e correspondia a 30% quando encerrou seu mandato.

O ex-presidente listou esses dados para argumentar que nenhum outro partido foi mais sério na gestão fiscal. Mas que, ainda assim, o partido é alvo de cobrança injusta e desproporcional.

Pastor que oferecia “abraço terapêutico” tem prisão decretada por estupro de oito fiéis

O suposto processo terapêutico do religioso incluía ainda um pedido para que as mulheres levassem fotos íntimas ou até uma lingerie ao atendimento.

O pastor Sérgio Amaral Brito, de 49 anos, teve a prisão preventiva decretada nesta sexta-feira (14) pela Justiça do Rio de Janeiro. Presidente de duas unidades da Assembleia de Deus, o pastor é acusado do estupro de pelo menos oito mulheres.

Os depoimentos de mulheres que contam ter sido abusadas pelo pastor revelam que o religioso oferecia um “abraço terapêutico” e, sob esse pretexto, esfregava o próprio corpo nas vítimas.

“Na relação de pastor, de terapeuta, ele ganhava a confiança, dava aqueles abraços, e ia evoluindo até chegar ao abuso”, afirmou ao jornal O Globo o delegado Angelo Lages, titular da 66ª DP (Piabetá), responsável pelas investigações.

Segundo as investigações, o pastor ainda orientava as fiéis a dizerem que eram “gostosas” para melhorar a autoestima.

Fonte: Brasil 247

Doze capitais começam a vacinar crianças neste fim de semana

Vinte capitais já definiram o início da imunização de crianças contra a Covid-19. Em 12 delas já ocorrerá neste fim de semana. A dose pediátrica da Pfizer pode ser utilizada no público de 5 a 11 anos.

Dez capitais anunciaram o começo da vacinação da faixa etária para este sábado (15/1): Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Recife (PE), Salvador (BA), São Luís (MA) e Vitória (ES).

No domingo (16/1), Brasília (DF) e João Pessoa (PB) pretendem começar a campanha. No início da semana seguinte, mais seis capitais devem incluir a imunização dos pequenos: Curitiba (PR), Goiânia (GO), Manaus (AM), Porto Velho (RO), Rio de Janeiro e São Paulo.

Em Teresina (PI), o agendamento começa na segunda-feira (17/1). Duas capitais definiram o início da vacinação para datas durante a semana que vem: Porto Alegre (RS), na quarta (19/1); e Palmas (TO), na quinta (20/1).

Boa Vista (RR), Cuiabá (MT), Macapá (AP), Maceió (AL), Natal (RN) e Rio Branco (AC) ainda não se manifestaram sobre as datas de início da vacinação do público.

O Ministério da Saúde orienta que o intervalo entre as duas doses previstas seja de oito semanas. Os grupos prioritários definidos pela pasta são crianças com comorbidade ou deficiência permanente, indígenas ou quilombolas.

Posteriormente, orienta-se que o cronograma siga a ordem de idade de forma decrescente, dos mais velhos para os mais novos.

Fonte: Metrópoles

Família de Bolsonaro tem terras em município beneficiado por orçamento secreto

Renato Bolsonaro intermediou destinação de R$ 10 milhões em “emendas do relator” para Miracatu, onde filho tem imóveis

O Vale do Ribeira, no sul do estado de São Paulo, é uma das principais arenas políticas da família Bolsonaro. Desde a eleição do ex-militar em 2018, parentes e amigos vêm expandindo sua influência na região, seja no lobby pelo setor bananeiro ou na intermediação de contatos com o governo federal. Inicialmente focada em Eldorado (SP), onde Bolsonaro passou boa parte de sua juventude e onde ainda vivem seus irmãos, essa atuação vem migrando para um município vizinho, Miracatu. E não apenas na política.

A partir do Sistema Nacional de Cadastro Rural do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (SNCR/Incra), De Olho nos Ruralistas identificou três imóveis rurais em nome do advogado e policial militar Luiz Paulo Leite Bolsonaro, filho de Renato Antônio Bolsonaro, irmão do presidente. De pequeno porte, os sítios Kelin, Bonanza e Boa Vista somam 75,89 hectares, área equivalente à metade do Parque do Ibirapuera. Todos em Miracatu.

Renato ganhou as manchetes na última sexta-feira (07), após o jornal carioca O Globo revelar que a prefeitura do município paulista, onde atua como chefe de gabinete, recebeu R$ 10 milhões em recursos federais provenientes das chamadas “emendas do relator”, base do chamado “orçamento secreto”. O irmão de Jair teria sido o principal articulador para a liberação das verbas, empenhadas nos últimos dias de 2021, entre 17 e 30 de dezembro. Assim como em outros municípios, o dinheiro aplicado em Miracatu foi, em grande parte, destinado para a compra de tratores e maquinário rural.

A atuação política do clã Bolsonaro no Vale do Ribeira foi tema de videoreportagens do observatório, que foi à região em 2018 registrar a influência de familiares do então candidato em Eldorado.

Ministro diz que Renato Bolsonaro “não é eminência parda”

Criadas pelo Congresso em 2019 e aplicadas a partir de janeiro de 2020, as “emendas do relator” são um mecanismo pelo qual o relator da Lei Orçamentária Anual disponibiliza recursos a serem aplicados nas bases eleitorais de parlamentares sem a necessidade de prestação de contas, tornando-se a principal ferramenta de governabilidade de Jair Bolsonaro. Segundo dados da plataforma Siga Brasil, apenas em 2021 foram liberados R$ 16 bilhões em verbas do orçamento secreto, também conhecido como “Bolsolão” ou “tratoraço”.

As emendas RP-9 chegaram a ser suspensas pelo Supremo Tribunal Federal em novembro, mas tiveram sua execução autorizada pelo plenário da corte no mês passado, sob a justificativa de que seu cancelamento resultaria em “potencial risco à continuidade dos serviços públicos essenciais à população”.

Enquanto isso, Renato Bolsonaro se movimentava. Com o sobrinho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), conseguiu uma emenda para compra de tratores para Miracatu. Os veículos, recebidos em 23 de dezembro, foram exibidos pelo prefeito Vinicius Brandão (PL) em vídeo republicado por Eduardo em suas redes sociais. Na legenda, uma provocação ao governador João Dória (PSDB):

— Agradeço ao Pref. Vinícius Brandão de Miracatu a gentileza do vídeo, pois sei que apenas com este gesto ele já vai contar com toda a antipatia possível do governador Agripino Dória. Conte comigo, Prefeito!

Candidato oficial do bolsonarismo em Miracatu, Brandão se elegeu com apoio direto de Renato. Na prestação de contas de 2020, o prefeito eleito declarou a “cessão de serviços de coordenador de campanha” pelo irmão do presidente, no valor de R$ 2.000,00. Antes, em 2018, ainda vereador, Brandão assinou um decreto legislativo concedendo ao amigo o título de “cidadão honorário miracatuense“.

A parceria foi retribuída com a indicação de Renato para a chefia de gabinete, abrindo espaço na agenda do alto escalão para o pequeno município de pouco mais de 20 mil habitantes. O “jeito suave” do político foi descrito pelo ministro da Cidadania João Roma, cuja pasta liberou R$ 9,5 milhões em verbas federais para Miracatu:

— Ele é irmão do presidente, mas ele tem legitimidade, trabalha lá no município. A função dele é essa mesmo. Se ele tivesse um escritório de lobby, aí havia um grande conflito de interesse. O ruim são as coisas nebulosas, as coisas escondidas. O cara não é uma eminência parda.

Sobrinho participou de reunião com Tereza Cristina e Nabhan Garcia 

A livre circulação de parentes do presidente em Brasília não se resume a Renato Bolsonaro. Seu filho Luiz Paulo, em nome de quem aparecem as terras da família em Miracatu, mantém contato próximo com o tio Jair e com os primos. Em 2015, antes de iniciar na carreira de policial, o advogado paulista chegou a ingressar na política, se filiando ao PSC. O ato foi comemorado pelo primo Eduardo Bolsonaro: “Contra ideologia de gênero, indústria dos radares e PT”.

Em 16 de julho 2019, prestes a se formar na Academia da Polícia Militar de Goiás, Luiz Paulo foi a Brasília entregar em mãos o convite para sua cerimônia de diplomação. O encontro com o tio ocorreu durante a posse do Presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano. No meio do pronunciamento, Bolsonaro chamou o sobrinho ao palco e se emocionou ao lembrar de seu tempo nas Forças Armadas.

Na agenda presidencial do dia consta ainda que Luiz Paulo participou de uma reunião com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o secretário de Assuntos Fundiários Luiz Antônio Nabhan Garcia, o presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), Gilson Machado, e o jornalista negacionista Alexandre Garcia. Não há menção à pauta do encontro.

No ano passado, Tereza e Nabhan voltaram a encontrar familiares do presidente. Em 13 de outubro, os dois acompanharam o presidente em cerimônia de entrega de títulos de terras para o bairro Vista Grande, em Miracatu. Além de Renato e do prefeito Vinicius Brandão, estavam no palco os deputados federais Hélio Lopes e Carla Zambelli e o deputado estadual Frederico d’Avila (todos do PSL).

Observatório mostrou negócios da família no Ribeira

Miracatu não é o único município onde Renato Bolsonaro atua. Em 2018, o irmão do presidente participou ativamente de carreatas e outros atos da campanha do empresário Valmir Beber à Câmara. Produtor de bananas no Vale do Ribeira, Beber recebeu 22.031 votos e só não foi eleito por causa da nova cláusula de barreira, que exige um mínimo de votos nominais.

Na época, De Olho nos Ruralistas foi à região e descobriu que o bananicultor fora condenado a um ano de reclusão por manter uma plantação em uma área de 19,5 hectares dentro do Parque Estadual Caverna do Diabo. A condenação foi substituída por uma pena que o obrigava a reparar o dano causado.

Mesmo derrotado, Beber continuou usando sua proximidade junto à família Bolsonaro para beneficiar o setor. Dias antes da posse, em dezembro de 2018, ele foi à Brasília pedir apoio aos produtores de banana do Ribeira. O investimento foi compensado logo nos primeiros anos de governo, com medidas para dificultar a importação de bananas do Equador e flexibilizar as regras de pulverização aérea de agrotóxicos em bananais.

Outro membro da família retratado pelo observatório, Theodoro da Silva Konesuk, é marido de Vânia Bolsonaro, uma das irmãs de Jair e Renato. De Olho nos Ruralistas repercutiu duas condenações por crimes ambientais. A primeira, de 2018, por invadir uma área pertencente ao quilombo do Bairro Galvão, em Iporanga, município vizinho de Eldorado. E a segunda, em 2020, por devastar a vegetação da reserva legal de uma fazenda que possui às margens do Rio Ribeira do Iguape, em Registro (SP).

Fonte: Brasil de Fato

Por reajuste, servidores públicos federais podem parar dia 18

Fórum que reúne 19 categorias de servidores públicos federais se reúne nesta sexta e defende paralisação a partir de terça

O presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional), Isac Falcão, reuniu-se nesta quinta-feira (13) com o ministro da Economia, Paulo Guedes, em busca da resolução do impasse entre os servidores e o governo. Segundo o dirigente, o encontro foi “frustrante”. Em decorrência da “insensibilidade do governo às reivindicações da categoria, o movimento tende a se intensificar”, afirmou a entidade em nota divulgada à noite. O Sindifisco foi uma das primeira categorias a se movimentar contra a falta de previsão de reajustes em 2022. Desde dezembro, várias categorias de servidores se movimentam em discutem greve a partir da próxima terça.

“A reunião não correspondeu às expectativas dos auditores fiscais, dada a gravidade do problema orçamentário da Receia Federal e dada a necessidade de resolução do problema do bônus de eficiência, que já se arrasta há cinco anos sem regulamentação”, disse Falcão. “A gente esperava que fosse apresentada hoje a solução, o decreto em vias de ser editado”, acrescentou.Os servidores da Receita vêm reivindicando a regulamentação do chamado bônus de eficiência, criado via medida provisória em 2016 e convertido em lei em 2017, mas nunca regulamentado.

Segundo o presidente do Sindifisco Nacional, Guedes se manifestou no sentido de “compreender o pleito e até de achar justo”. Entretanto, o ministro disse que não  pode dar um prazo para sua implementação e entende que esse não é o momento da solução das questões.Falcão declarou que a expectativa era de que o governo encaminhasse a resolução do problema, “que infelizmente é mais da alçada do presidente da República, a quem caber editar um decreto, fazer gestões junto ao Congresso Nacional para modificação de um orçamento”. Segundo ele, não há perspectiva de solução do impasse no curto prazo, “mas de acirramento do movimento”. Fórum de servidores discute greve dia 18

A mobilização dos auditores fiscais começou em dezembro. Quase 1.300 auditores já pediram exoneração de postos de chefia desde o final do ano. Ou seja, cerca 64% dos 2 mil ocupantes desses cargos comissionados. Na esteira dessa mobilização, no último dia 3 os servidores do Banco Central em cargos de chefia começaram a entregar seus cargos. Quase 2 mil servidores do BC já aderiram ao movimento.

O Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) deve se reunir nesta sexta (14) para discutir a greve de servidores públicos federais. A data indicativa é a próxima terça-feira (18). O debate cresce desde a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2022. O LOU prevê R$ 1,7 bilhão para reajuste do serviço público, mas o valor foi reservado somente para policiais, ou seja, apenas 3% do funcionalismo.

O Fonasefe defende que as entidades participantes – de 19 categorias de servidores federais – orientem seus sindicatos de base a fazer assembleias locais para a greve. Estão previstas manifestações em frente ao BC e ao Ministério da Economia.

A Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União (Fenajufe), entidade que reúne 26 sindicatos e cerca de 140 mil servidores, acompanhará a reunião. Desse modo, existe a possibilidade de servidores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União aderirem à paralisação que está sendo construída..

Fonte: CUT Brasil

Filho de PM, com ajuda do pai, deu golpe de R$ 1 milhão em militares

filho de um PM está aplicando golpe em militares. Ele está se passando por trader e estima-se que em apenas um batalhão teria lucrado R$1 milhão.

A PCDF (Polícia Civil do Distrito Federal) apura que esse golpe foi aplicado pelo filho de um dos policiais militares na reserva remunerada do DF.

O nome do “trader” é Pedro Gil Fonseca Duarte, ele tem 30 anos e é dono da Pedro Intermediação de negócios Eireli (2p trader).

A maioria das vítimas afirma que foi convencida pelo pai do empresário, policial aposentado. O pai sempre garantia em reuniões que o filho tinha qualificação para atuar no mercado financeiro e dizia que o lucro era certo. E assim, conseguiu aplicar o golpe em seus colegas de trabalho.

As vitimas chegaram a fazer aplicações que variam de R$55 MIL a R$77 mil e também passaram bens para o nome de Pedro, como carros.

Um dos policiais que mandou o dinheiro, conta que em 26 de fevereiro de 2021 realizou o contrato com Pedro, e que ele investiria R$20 mil em operações na bolsa de valores. O valor seria administrado pela empresa de Pedro.

Em 6 meses de contrato, a empresa pagaria 20% do capital investido mais o valor que foi dado no começo. Após receber os rendimentos nos primeiros meses, ele depositou mais R$40 mil. Outro policial militar resolveu entrar na história, e ele investiu R$30 mil sob o mesmo contrato.

O que foi prometido, é que eles receberiam R$206 mil até setembro de 2021, que seria dividido entre os dois. Depois do vencimento do prazo, não foi pago os valores, e toda vez que era  cobrado, era determinada uma nova data de validade.

Pedro se reuniu com as vitimas de seu golpe no escritório da financeira, localizado em Planaltina. Lá ele informa que suas contas foram bloqueadas, e que não tinha dinheiro para paga-los.

Áudios no WhatsApp

Em um grupo do WhatsApp com funcionários da empresa de Pedro, chegaram a prometer pagar o valor de forma parcelada. Ainda deram instruções que não ligassem para Pedro, pois atrapalharia os seus negócios, a sua atuação na “bolsa de valores” que de acordo com os funcionários, é muito estressante.

Fonte: DCM

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