Partidos querem CPI para investigar Sergio Moro

Neste sábado (22), o líder do PT na Câmara, Reginaldo Lopes, afirmou que o partido avalia pedir uma CPI para investigar o trabalho de Sergio Moro para a consultoria Alvarez & Marsal.

Integrantes do Centrão também consideram apoiar uma investigação sobre. O negócio está na mira do TCU, que na sexta-feira (21) retirou o sigilo dos documentos do processo. Com informações do Metrópoles.

A consultoria recebeu 78% de seus honorários de empresas que foram alvo da Lava Jato, operação que Moro comandava quando era juiz. Dos R$ 83,5 milhões auferidos pela Alvarez em processos de recuperação judicial e falência, R$ 65,1 milhões vieram de firmas investigadas na operação.

Moro nega tudo

Moro nega qualquer irregularidade e afirma que nunca prestou serviços para empresas envolvidas na Lava Jato. O ex-juiz alega que atuou na área de disputas e investigações da Alvarez, um braço distinto da consultoria.

“Acabei de ligar para o deputado Paulo Teixeira, secretário-geral do PT. Ele falou que vai pedir uma CPI. Vou me reunir com ele e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, para avaliar a situação”, afirmou o líder do PT na Câmara.

A decisão sobre o eventual compartilhamento será do ministro Bruno Dantas, relator do processo. Caso o pleito seja negado, seguiu Reginaldo Lopes, a chance de coletar assinaturas para uma CPI aumenta. “Se as informações não forem compartilhadas, o caso vai requerer um instrumento da democracia brasileira que é o poder de investigação do Parlamento. Com certeza o Parlamento terá de trabalhar imediatamente pela CPI”.

Fonte: DCM

Atentado terrorista na sede da CUT Colômbia mata uma e fere 9 pessoas


“Explosão visa induzir a propostas de força e não de diálogo, que estão avançando no conjunto da sociedade colombiana e reduzindo espaço para a extrema-direita“, afirmou Francisco Maltés, presidente da Central

A explosão de um carro-bomba em um edifício sede de entidades populares na cidade de Saravena, em Arauca, na Colômbia, deixou pelo menos uma pessoa morta e outras nove feridas nesta quarta-feira (19). No local funcionava uma escola de Direitos Humanos bastante criticada pelo governo do presidente Iván Duque. Os terroristas fugiram ao serem flagrados disparando contra os que estavam no local. 

“É importante frisar que este atentado terrorista, contra a sede da Central Unitária de Trabalhadores (CUT) e dos movimentos sociais, ocorreu apenas um dia após o partido do governo ter pedido a cassação da personalidade jurídica da Federação Colombiana de Trabalhadores da Educação (Fecode), e em meio a uma campanha violentíssima de ameaças e perseguições contra lideranças populares”, denunciou o presidente da Central, Francisco Maltés. 

Também coordenador do Comitê Nacional de Paralisação (CNP), Maltés assinalou que são inaceitáveis tão sangrentos atropelos, cujo único objetivo é asfixiar o processo democrático e impor um regime ditatorial. Ele recordou de ter arrancado recentemente várias conquistas, como uma política de ganho real para o salário mínimo, utilizando pressão e negociação como duas faces de uma mesma moeda.

Fonte: CUT São Paulo

Advogado de Bolsonaro libera madeira apreendida pela PF

Frederick Wassef defende MDP Transportes, suspeita de desmatamento ilegal. Ex-superintendente da PF denunciou interferência do ex-ministro do Meio Ambiente no caso.

O desembargador Ney Bello, do Tribunal Federal Regional da 1ª Região (TRF-1), atendeu ao pedido do advogado da família do presidente Jair Bolsonaro (PL), Frederick Wassef, e concedeu uma liminar que libera parte da madeira apreendida em dezembro de 2020, na Operação Handroanthus, da Polícia Federal (PF), suspeita de ter origem em desmatamento ilegal. À época, o então superintendente da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva, acusou o então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, de interferir no caso e obstruir a investigação. A decisão é liminar, e foi revelada primeiramente pelo jornal “Folha de S.Paulo”, informa O Globo.

Wassef representa a empresa MDP Transportes, uma das envolvidas na operação, e que foi beneficiada pela decisão de Ney Bello. O magistrado já havia autorizado a devolução de madeiras apreendidas para seis outras empresas, que não são representadas pelo advogado de Bolsonaro, em outubro.

O desembargador maranhense é um dos nomes cotados para uma das duas vagas abertas no Supremo Tribunal de Justiça (STJ). A escolha cabe ao presidente Jair Bolsonaro, a partir de lista elaborada pelos atuais ministros do tribunal, e deve ser tomada em fevereiro. Segundo a decisão do magistrado, os documentos apresentados pela MDP demonstram que a origem florestal do material apreendido “está devidamente comprovada”.

A decisão de Ney Bello também liberou caminhões, balsas, documentos e outros bens móveis da MDP que foram apreendidos. Segundo a “Folha de S.Paulo”, a empresa recorreu ao TRF-1 depois que a juíza Mara Elisa Andrade, da Justiça Federal no Amazonas, negou o pedido em primeira instância por entender que as restrições deviam ser mantidas já que a investigação está em curso.

Fonte: O Antropofagista

Procuradores fazem a farra com o dinheiro público. Dallagnol recebeu R$ 207 mil de verba extra

Procuradores receberam salários acima de R$ 400 mil em dezembro após atos publicados por Aras

Enquanto o povo sofre com o desemprego em alta, perda de poder de compra e muitos vão parar na fila do osso, os procuradores federais numa verdadeira afronta ao povo brasileiro, fazem a farra com o dinheiro público.

Após atos publicados pelo procurador-geral da República Augusto Aras, 18 procuradores do Ministério Público Federal receberam pagamentos adicionais em seus contracheques de dezembro que inflaram seus salários a cifras superiores a R$ 400 mil brutos.

A informação foi revelada pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e confirmada pelo GLOBO. Segundo dados da folha de pagamento do Ministério Público Federal em dezembro, além dos 18 procuradores com salários superiores a R$ 400 mil, outros 53 receberam acima de R$ 300 mil brutos, 158 receberam mais que R$ 200 mil brutos e 491 ganharam acima de R$ 100 mil brutos. O MPF tem 1.145 procuradores ativos.

Segundo os dados da folha de pagamento de dezembro obtidos pelo GLOBO, o procurador Mário Lúcio de Avelar, da Procuradoria da República de Goiás, foi quem recebeu o maior pagamento, no valor de R$ 471 mil brutos. Procurado, ele afirmou que não iria comentar.

Esses pagamentos em altos valores aos procuradores se deveram, em parte, a dois editais divulgados por Aras liberando aos procuradores a solicitação de licença-prêmio, um benefício dado aos servidores a cada cinco anos computados no serviço público, que pode ser gozado como três meses de licença ou pagamento. A Procuradoria-Geral da República (PGR) autorizou o pagamento de quem tinha valores atrasados de licença-prêmio para receber, o que resultou nos altos valores.

Também engordaram os contracheques o adiantamento do abono de férias relativo a 2022 e o pagamento atrasado de um adicional chamado de Parcela Autônoma de Equivalência, criado para equiparar os salários de procuradores com os de magistrados.

Mesmo fora do MPF, Deltan Dallagnol recebeu R$ 207 mil de verba extra

Parceiros de Dallagnol na Lava Jato, como Diogo Castor e Januário Paludo, também tiveram contracheque bem gordo em dezembro. MPF diz que pagamento foi legal

Mesmo depois de se demitir, Deltan Dallagnol teve rendimentos brutos extras de R$ 207 mil do Ministério Público Federal em dezembro.

Ele não foi o único da Lava Jato contemplado com um contracheque bem mais gordo no último mês de 2021. 

O notório Januário Paludo teve acréscimo de R$ 306 mil brutos em seu salário. Isabel Cristina Groba Vieira, que exigiu que Lula a chamasse de doutora em um dos depoimentos do ex-presidente a Moro, teve vencimentos brutos acrescidos de R$ 174 mi.

Redação com O Globo e Brasil 247

O Brasil perde Elza Soares: a mulher do milênio e do fim do mundo

Elza Soares, uma das figuras mais extravagantes, talentosas e de estilo único na música popular brasileira, em 1969, aceitou o desafio de interpretar um samba-enredo num desfile de Carnaval,  quando mulheres não faziam isso.

No gogó, sem perder o ritmo, Elza Soares conduziu os integrantes do Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro à vitória, dando à escola o seu quarto título no carnaval carioca. Era o final dos anos 1960, tempo de Ditadura Militar, e ela cantou e encantou passistas, público e jurados interpretando Bahia de Todos os Deusesde Bala e Manoel Rosa, tornando-se  a primeira mulher e negra a interpretar um samba-enredo em um desfile de escolas de samba.

O Salgueiro foi a oitava escola a desfilar na avenida Rio Branco.  Elza lembra: “Em 1969, não tinha horário pros desfiles. Desfilamos ao meio-dia, debaixo de sol forte. Eu estava sozinha e não sabia que cantaria tantas vezes, mas dei conta“.

Apesar de campeã na estreia,  sua participação não ficou registrada em disco naquela época. Isso porque os sambas eram gravados  só depois do desfile e a interpretação coube a Noel Rosa. .

Elza Soares  quebrou a tradição em uma das mais tradicionais escolas de samba da cidade do Rio de Janeiro. Mas seu feito não ficou gravado em disco – naquela época, os sambas eram gravados depois do desfile e a interpretação coube a Noel Rosa. “Bahia, os meus olhos estão brilhando,Meu coração palpitando,De tanta felicidade.

Texto aborda trajetória de Elza Soares, cantora faleceu aos 91 anos e deixa grande legado

A líder

Quem cantava samba-enredo na avenida era chamado “puxador de samba“… Agora,  os antigos “puxadores de sa mba” querem ser reconhecidos como intérpretes.

Tudo bem. Mas deve-se registrar uma das principais obrigações de quem assume esta responsabilidade  que o mundo do samba,  ainda, acha ser dos homens.. Mais que um cantor,  o “puxador de samba”, o intérprete,  tem a obrigação de manter elevado o moral da escola. É dele – ou dela – que partem os gritos de guerra na concentração, antes do desfile. E ele –  ou ela –  quem tem a responsabilidade de contagiar todos os integrantes, de aquecer a escola, lembrar as tradições. Ele  – ou ela – exerce papel de liderança., é quem sai na frente, quem  guia a escola.

Elza, entretanto, estava só começando. Seu pioneirismo a conectou à cultura das escolas de samba. A sambista-jazzista se infiltrou.

Salve a Mocidade 

Mocidade Independente de Padre Miguel – este o nome da escola onde mais Elza soltou sua voz rouca e potente. Padre Miguel é o lugar onde ela nasceu e viveu, primeiro na Vila Vintém, depois na favela Água Santa, como diz, “uma favelinha dos operários”, sem água nem banheiro. Na Mocidade, ela gravou um compacto com o samba Rio Zé Pereira, que ajudou a defender na avenida, numa fase em que a escola começava a se modernizar.

Depois, por quatro anos, com Ney Vianna, Elza entoou os sambas-enredoFesta do Divino, O Mundo Fantástico do Uirapurú e Mãe Menininha do Gantois.

Operação casada

Em 1977, Elza afastou-se da Mocidade e, dois anos depois, se apresentou no carnaval de Niterói, cantando Afoxé, pela Acadêmicos do Cubango.https://bcdf4705beaaabf93e69236761627cce.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Oito anos depois, em 1985, reaparece na avenida, convidada pela União da Ilha do Governador, e defende o sambaUm Enredo, Um Herói, Uma Canção,  grava o disco oficial das escolas de samba, mas não aparece no dia do desfile.

Em 2000, finalmente, ela  defende um samba-enredo pela Acadêmicos do Cubango, canta Por Uma Independência de Fato, e assume um carro de som na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro – estreia no sambódromo.

Além do carnaval

A carreira de Elza Soares começa em um show de calouros. Antes de  cantar, no entanto, ela tinha que se apresentar. Um desafio e tanto, que acabou provocando o seguinte diálogo entre ela e Ary Barroso, que comandava o programa de auditório ao vivo na Rádio Tupi:

Vendo seu jeito humilde, Ary Barroso perguntou:

De que planeta você veio?

Elza respondeu:

“Vim do mesmo planeta que o senhor.”

Ary: “E posso saber de que planeta eu sou?”

Elza: “Do Planeta Fome”.

Depois desta declaração, ela pegou o microfone e mostrou todo seu potencial para quem, antes, ria dela.

Sua história é uma riqueza, mas longe de ser um conto de fadas. Reconhecida como Rainha do Samba, Elza experimentou emoções fortes ao longo de seus 90 anos de vida.  Da miséria à riqueza, do assédio ao descaso da mídia, da paixão ao abandono. Ganhou fama, sucesso e dinheiro, elogios, títulos. Vida e morte. 

Cantora do Milênio

Ela gravou discos memoráveis na Odeon, entre 1959 e 1974. Seu primeiro sucesso foi uma recriação do samba Se Acaso Você Chegasse, de Lupicínio Rodrigues, na qual introduziu scat similar ao do jazzista Louis Armstrong – aquela  técnica de canto  que consiste em cantar vocalizando, inclusive com palavras sem sentido e sílabas.

Inúmeras de suas músicas foram para o topo das listas de sucesso no Brasil ao longo de sua carreira. Entre eles, Cadeira Vazia (1961), Só Danço Samba (1963), Mulata Assanhada (1965) e Aquarela Brasileira (1974).

No auge da carreira, nos anos 60, gravou e fez muito sucesso com discos clássicos como O máximo em Samba (1967), Elza Soares & Wilson das Neves (1968), Elza, Miltinho e Samba, uma série de três álbuns com Miltinho, e, Sangue, Suor e Raça (1972), que dividiu com o então estreante Roberto Ribeiro.

Dona de uma voz rouca e rítmica, aliada aos seus scats, deu forma inteiramente nova aos dois estilos de samba que se conhecia quando ela surgiu: o samba de raiz e a bossa nova, que chegou a ser chamada de  Bossa Negra, título de seu segundo disco.https://bcdf4705beaaabf93e69236761627cce.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

No fim da década de 1950, fez uma turnê de um ano pela Argentina, junto com Mercedes Batista. No Chile, representando o Brasil na Copa do Mundo da Fifa de 1962, seu estilo exagerado fascinou o público.

Alguns de seus álbuns foram relançados em versões remasterizadas de CD: de 1961 – A Bossa Negra (contendo seu maior sucesso no ano, Boato) – e de 1972, com uma grandiosa banda, Elza Pede Passagem, um clássico e representante do som samba-soul do início dos anos 1970.

Descrita como mistura explosiva de Tina Turner e Celia Cruz, Elza Soares conquistou o título de “cantora do milênio” pela BBC de Londres, durante o projeto The Millennium Concerts, da rádio inglesa, criado para comemorar a chegada do ano 2000.

Ícone

Elza da Conceição Soares nasceu carioca em  23 de junho de 1930. Filha do operário e violonista Gomes Soares e da lavadeira Rosária Maria Gomes. Ainda pequena mudou-se para Água Santa, onde se criou, soltando pipa, rodando pião, levando latas d’água na cabeça, brincando e brigando com os meninos na rua.

Aos doze anos, por ordem de seu pai, casou com Lourdes Antônio Soares, conhecido como Alaúrdes. Teve seu primeiro filho, João Carlos, aos 13. Ficou viúva aos 21, com cinco filhos para criar, quatro meninos e uma menina. Se tornou sensação internacional aos 30.

Aos 32 anos conheceu o craque de futebol Mané Garrincha, que já era casado. E sofreu preconceito por esse relacionamento. Foi ameaçada de morte, teve a casa alvejada por ovos e tomates.

A sociedade a xingava de “vadia”, os amigos do marido de “bruxa”, por ela proibi-lo de beber – Garrincha era alcoolista. Eles ficaram juntos por 16 anos, de 1968 a 1982, e tiveram um filho, Manoel Francisco dos Santos Filho, apelidado de Garrinchinha.

Elza Soares pariu seis filhos e viu três morrerem, inclusive Garrinchinha, aos 9 anos, em acidente de carro, em 1986. Do mesmo modo, em 1969, Elza viu partir sua mãe. Garrincha havia bebido e estava ao volante.

Elza Soares, mais que um ícone como artista, é um ícone como pessoa, exemplo de superação.

Diva

Nos anos 1980, ficou sem emprego. Ensaiou uma volta quando Caetano Veloso a convidou para gravar Língua, em seu LP Velô, em 1984. Depois, em 1985, o roqueiro Lobão e o mesmo Caetano patrocinaram um disco coroando sua volta.

carreira de Elza foi retomada ao ser convidada para participar do CD Casa de Samba, em 1996, quando voltou a aparecer mais constantemente na mídia. Gravou novo álbum solo após nove anos, Trajetória , em 1997, e conquistou o Prêmio Sharp de Melhor Cantora de Samba.

Em 2004, Elza lançou o álbum Vivo Feliz, um mix de samba e bossa com música eletrônica. Em 2007, o álbum Beba-me, com músicas que marcaram sua carreira.  Aos 50 anos de carreira, em 2008, teve sua vida e obra pesquisada pela cineasta e jornalista Elizabete Martins Campos para o longa-metragemMy Name is Now, Elza Soares, lançado em 2014.

Dez anos mais tarde, outro marco: a estreia do  show A Voz e a Máquina, baseado em música eletrônica, acompanhada no palco apenas pelos DJs Ricardo Muralha, Bruno Queiroz e Guilherme Marques. Nesse mesmo ano, fez uma série de espetáculos  Elza Canta e Chora Lupicínio Rodrigues, em comemoração ao centenário do cantor e compositor gaúcho.

Aos 78 anos, ela surpreendeu fãs e não fãs, já acostumados a ouvir sua voz entre os batuques do samba de raiz e da bossa tradicional, ao lançar o álbum de samba eletrônico A Mulher do Fim do Mundocom músicas inéditas e contemporâneas.

A Mulher do Fim do Mundo foi aclamado pela crítica como um dos melhores discos dos últimos anos da MPB e rendeu a Elza o prêmio de Melhor Álbum na categoria Pop/rock/reggae/hip-hop/funk, bem como a indicação de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira e o prêmio de Melhor Música em Língua Portuguesa no 17º Latin Grammy Awards.

Elza interpretou o Hino Nacional Brasileiro á  capella na Cerimônia de Abertura dos Jogos Panemericanos Rio 2007 e, em 2016, se apresentou na Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, com O Canto de Ossanha, clássico de Baden Powell e Vinicius de Moraes.

A música de Elza Soares inspira três gerações. Ela inspira. É um clássico, uma deusa,  consciente do racismo nosso de cada dia, não se deixar abater. É porta-voz de bandeiras políticas musicais, diva de uma nova cena contemporânea e trabalhou muito para conquistar este lugar.

Por Tania Regina Pinto.

Fonte: DCM

Avança no Chile projeto popular de renacionalização do cobre e bens estratégicos

Projeto encaminhado por sindicatos obteve mais assinaturas que o necessário e segue para a convenção que escreve a nova Constituição do país

A campanha pela renacionalização do cobre e dos bens públicos estratégicos no Chile já colhe os resultados da mobilização. Nas primeiras semanas deste mês, o projeto de iniciativa popular de Norma Constitucional 15.150 já conseguiu mais do que as assinaturas necessárias para a tramitação na comissão de meio ambiente, direitos da natureza, bens naturais comuns e modelo econômico da Convenção Constitucional que está escrevendo a nova Constituição chilena.

Pela proposta, a nova Constituição garantirá a renacionalização do cobre e dos bens públicos estratégicos, permitindo a recuperação do domínio público efetivo e reservando ao Estado a exclusividade de sua gestão em casos como o da grande mineração de cobre e de outros minerais, água e outros recursos desta natureza.

Para a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Cobre, que apresentou o projeto de iniciativa popular, a renacionalização permitirá o estabelecimento de uma política de mineração sustentável, em harmonia com a natureza, e um novo modelo de desenvolvimento econômico.

Pinochet privatizou cobre do Chile

O cobre foi privatizado durante o governo do ditador general Augusto Pinochet (1973-1990). Até então, a Corporação Nacional do Cobre (Codelco) controlava 100% da produção do minério. Com a desnacionalização, as grandes mineradoras estrangeiras controlam mais de 70%.

“Nós estamos convencidos que a desnacionalização do cobre é altamente prejudicial para o nosso país, apesar de toda a propaganda feita pelo Conselho Mineiro, pelos economistas de direita, pelos neoliberais. Somos economistas da Universidade do Chile, mas economistas críticos, que analisamos a economia a partir da defesa dos recursos naturais e dos trabalhadores”, disse o economista Orlando Caputo ao jornalista Leonardo Wexell Severo.

Caputo representou o governo socialista de Salvador Allende (1970-1973) no comitê executivo de Corporação Nacional do Cobre (Codelco), e foi gerente da estatal responsável pelas empresas nacionalizadas. Segundo ele, a nacionalização do cobre foi algo muito exitoso, reconhecido pelos economistas e historiadores como a principal transformação econômica, social e política do Chile no século 20. “Depois veio a desnacionalização do cobre que, para nós, constitui um assalto ao país nos séculos 20 e 21”, disse.

Lula vai a 42% e pode vencer no 1º turno, diz nova pesquisa

Lula subiu de 40% para 42% segunda pesquisa do PoderData

O ex-presidente Lula aparece em primeiro lugar em nova pesquisa divulgada pelo PoderData. O levantamento foi feito entre os dias 16 e 18 de janeiro e os números mostram o petista com 42% das intenções de voto no 1° turno. Bolsonaro tem 28%, ocupando a segunda posição.

Em dezembro do ano passado, Lula tinha conquistado 40% da preferência dos entrevistados. Já o chefe do executivo federal obteve 30% na ocasião. A margem de erro é de dois pontos percentuais tanto para mais quanto para menos. O petista tem grande potencial para vencer a eleição no primeiro turno.

Moro é quem se consolidou como o nome da terceira via, mas bem longe do segundo turno. O ex-juiz parcial da Lava Jato foi citado por 8% das pessoas que participaram da entrevista. Ciro Gomes vem atrás com apenas 3% das intenções de votos.

João Doria empatou com André Janones, pois ambos registraram 2%. Simone Tebet e Alessandro Vieira alcançaram 1%. Rodrigo Pacheco e Luiz Felipe d’Avila não tiveram citados suficientes para pontuar.

Branco/nulo alcançou 6% das menções, mesmo resultado de quem respondeu não sabe. A pesquisa foi feita por ligações para celulares e fixos. Foram ouvidas três mil pessoas de 511 cidades de todos os estados brasileiros.

Lula vence todos os adversários no 2° turno

Em um confronto contra Bolsonaro, Lula venceria por 54% a 32%. Numa disputa contra Moro, o ex-presidente tem 49% e o ex-juiz registra 26%. O petista tem 47% ante 19% de Ciro Gomes. Já em um embate contra João Doria, ele tem 48% e o governador de SP 16%.

Também foi feito um levantamento com o nome de Bolsonaro contra outros adversários. Ele empata tecnicamente com Moro e Ciro Gomes.

Fonte: DCM

Ação popular suspende farra com dinheiro público na Câmara de Vereadores de Maceió

Enquanto o povo amarga uma dura crise com alta nos preços e perda de poder de compra e castigado pela pandemia, os vereadores de Maceió aprovaram um pacote de medidas que é uma verdadeira farra com o dinheiro púbico. Mas, a revolta popular teve acolhimento no judiciário.

O juiz de direito da 14ª Vara da Fazenda Municipal de Maceió, Antônio Emanuel Dória Ferreira, acatou o pedido feito na ação popular impetrada pelos advogados Othoniel Pinheiro, Welton Roberto, José Carlos Fernandes e Sandra Barbosa Gomes para suspender os efeitos do art. 2º da Resolução nº 001/2022 da Câmara Municipal de Maceió, publicada no Diário Oficial do Município no dia 04 de janeiro de 2022, que instituiu o 13º salário dos vereadores.
De acordo com o magistrado, a resolução aprovada do último dia 31 de dezembro violou o princípio da legalidade e outras normas, apresentando vício de nulidade, razão pela qual deve ser imediatamente suspensa, sob pena de haver violação diária de valores constitucionais.
Sobre as outras medidas aprovadas, como o aumento da Verba Indenizatória de Apoio Parlamentar (VIAP) e o aumento no número de cargos da Mesa Diretora, ainda dependem do veto ou sanção do Prefeito de Maceió.
Em petição direcionada à justiça no dia 12 de janeiro, a Câmara de Vereadores de Maceió defendeu a legalidade do 13º salário e afirmou que os advogados que ingressaram com a ação popular estavam motivados pelo sensacionalismo da imprensa.
O número do processo é 0700469-05.2022.8.02.0001.

Deputado bolsonarista Jhony Paixão ficava com quase 80% do salários de assessores

Jhony que é cabo da Polícia Militar e faz parte do movimento evangélico em Rondônia, também é acusado de promover surubas com “influenciadoras digitais”.

Aliado do presidente Jair Bolsonaro, o deputado estadual do Republicanos de Rondônia, Jhony Paixão tem vivido um inferno astral. Desde a semana passada o parlamentar é o centro das polêmicas no estado.

Ele teve sua vida íntima exposta nas redes sociais. Vazaram conversas do deputado com mulheres, que revelam a sua sede por sexo, e para saciar ele combinava sessões de suruba (sexo em grupo) com ‘influenciadoras digitais’.

O deputado nega tudo, diz que identificou quem vazou as conversas, afirma que é notícia falsa e comentou que vai cobrar responsabilidades na justiça sobre o vazamento dos diálogos. Por meio de nota pública para a imprensa, ele fez sua defesa dessa questão relacionada à exposição de sua intimidade.

“O deputado estadual Jhony Paixão vem a público manifestar seu repúdio quanto a disseminação de Fake News, onde utilizaram montagens para atribuir a ele um suposto relacionamento com duas mulheres, com nítida intenção de prejudicar e manchar seu nome e sua honra”, disse. Jhony é cabo da Polícia Militar e faz parte do movimento evangélico em Rondônia.

E acrescentou. “Tal fato apenas demonstra que o deputado está sendo vítima de perseguição política, uma ação orquestrada por pessoas maldosas e sem escrúpulos, que buscam com a publicação dessas insinuações absurdas, desrespeitosas e mentirosas, ferir a sua integridade moral. O deputado Jhony Paixão lamenta profundamente a disseminação dessas notícias falsas e tomará todas as medidas cabíveis para punição dos verdadeiros responsáveis pela autoria e disseminação desta fake News.”

Na sexta-feira, 14, da semana passada, cerca de 150 policiais civis fizeram buscas e apreensões em 32 locais entre escolas, empresas, casas (do deputado) de assessores e gabinete (Assembleia Legislativa) nas cidades de Porto Velho e Ji-Paraná. Toda investigação foi coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), da Polícia Civil.

A operação “O Chamado”, buscava elementos que comprovem o envolvimento de Jhony Paixão com uma organização criminosa dedicada ao uso de emendas parlamentares em contratações fraudulentas de obras e reformas de escolas estaduais. A suspeita é que o deputado tenha movimentando nesse esquema mais de R$ 1 milhão, mas os valores podem ser maiores, segundo os investigadores.

O deputado Jhony Paixão também é acusado de “rachadinha” na Assembleia Legislativa de Rondônia (Ale-RO). Entre os denunciantes que relevaram todo o esquema envolvendo o parlamentar estão ex-assessores que trabalharam com ele em 2019, e pediram exoneração por não concordarem em dividir o salário do mês com o deputado.

Em um dos casos, o denunciante disse no inquérito que do salário mensal no valor de R$ 7 mil trabalhando na Assembleia para o deputado, era obrigado a repassar R$ 5 mil para o político.

Tem ainda casos de assessores que eram lotados no gabinete do deputado, mas não cumpriam expediente e mesmo assim ainda tinha que deixar parte do salário com Jhony Paixão. Eram funcionários fantasmas.

Esse esquema é chamado de Rachadinha que é quando alguém se apropria de parte dos salários de assessores do gabinete político. No ano passado, o Tribunal Superior Eleitoral definiu que a prática de rachadinha configura enriquecimento ilícito e dano ao patrimônio público.

No inquérito também aparecem movimentações financeiras suspeitas. De acordo com relatórios do Conselho de Atividades Financeiras – COAF, órgão ligado aos Ministérios da Fazenda, Economia e vinculado ao Banco Central, entre os dias 15 de abril de 2019 e 23 de dezembro de 2020, o deputado fez 13 operações bancárias, onde sacou cerca de R$ 620

O COAF detectou que a renda do parlamentar era incompatível com as movimentações e passou a notificar os órgãos de controle.

No mesmo inquérito aparecem anexados imagens dos investigados, um mapa que mostra os vínculos pessoais e familiares entre os envolvidos, suas posições hierárquicas no gabinete entre outros dados. Nas buscas e apreensões foram recolhidos aparelhos telefônicos que podem embasar ainda mais as investigações.

Testemunhas do inquérito revelaram que estão sofrendo pressões de familiares, amigos e ex-colegas de trabalho. As investigações estão todas em segredo de justiça. O inquérito após ser concluído será encaminhado para o Ministério Público Estadual.

O OUTRO LADO – Quanto ao teor da investigação, o deputado falou que não teve acesso aos autos do inquérito, mas reafirma o desejo de que os fatos sejam esclarecidos.

Disse que continua à “disposição da Justiça para elucidar qualquer fato que seja necessário, pois está tranquilo quanto a todas as suas ações em sua vida privada e pública”.

O deputado publicou e compartilhou um vídeo nas redes sociais onde se diz inocente das acusações feitas pela Polícia Civil durante as investigações e afirma que seu nome foi colocado por aliados e adversários para disputar o cargo de vice-governador e ele não aceitou.

“Mas o fato é que as perseguições começaram. Peço ao Ministério Público que chegue na raiz, elucide o caso e mostre que foram denúncias infundadas”.

Se as acusações forem confirmadas, o parlamentar pode perder o cargo na Polícia Militar e até o mandado. A mesa diretora da Assembleia Legislativa mantém silêncio sobre a conduta do parlamentar.

Fonte: Painel Político Blog

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