Lula vence no primeiro turno em pesquisa espontânea do Ipespe

Lula 39% e todos os outros juntos 36%

Pesquisa Ipespe contratada pela XP Investimentos divulgada hoje aponta o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente na corrida presidencial, com 45% das intenções de voto na pesquisa estimulada —quando é apresentada uma lista com os nomes dos pré-candidatos. O presidente Jair Bolsonaro (PL), que busca a reeleição, é o segundo, com 34%.

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) vem na sequência, com 9% das intenções de voto. A senadora Simone Tebet (MDB) é citada por 3% dos entrevistados. Como a margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos, Ciro e Tebet estão tecnicamente empatados. Foi a primeira pesquisa Ipespe sem o nome do ex-governador de São Paulo João Dória (PSDB).

Nessa sondagem, o Ipespe entrou em contato por telefone com 1.000 entrevistados, de 16 anos ou mais, entre os dias 30 de maio e 1º de junho. O nível de confiança é de 95,5%. A sondagem foi registrada no TSE sob o número BR-02893/2022.

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados não recebem uma lista prévia de pré-candidatos, Lula fica com 39%, e Bolsonaro, 29%. Veja o resultado a seguir:

Lula (PT): 39%

Jair Bolsonaro (PL): 29%

Ciro Gomes (PDT): 5%

Simone Tebet (MDB): 1%

André Janones (Avante): 1%

Pablo Marçal (Pros): 0%

Leonardo Péricles (UP): 0%

Felipe D’Avila (Novo): 0%

João Doria (PSDB): 0%

Vera Lucia (PSTU): 0%

Nenhum/branco/nulo: 8%

Não sabe/não respondeu: 16%.

Fonte: Uol

– Veja mais em https://www.uol.com.br/eleicoes/2022/06/03/pesquisa-ipespe-presidente-3-junho-2022.htm?cmpid=copiaecola

Grandes bancos fecham mil agências, causam desemprego e filas

Presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Ivone Silva, afirma que idosos e moradores das periferias são os principais prejudicados pelo fechamento das agências

 Itaú UnibancoBradesco e Santander, os três maiores bancos privados do país, lucraram R$ 18,1 bilhões no primeiro trimestre de 2022. Somados aos R$ 6,6 bilhões do Banco do Brasil – que é público, mas de capital aberto –, vai a R$ 24,7 bilhões o lucro dos principais bancos do país no período. No entanto, as quatro instituições financeiras, juntas, fecharam 1.007 agências entre março de 2021 e março deste ano. Os bancos apostam no atendimento virtual, principalmente pelo celular. Mas o resultado é a piora do atendimento aos clientes nas agências.

“Só durante a pandemia, foram 353 agências. São muitas agências fechadas, principalmente onde mais precisa. Ou seja, nas periferias. Hoje tem bairros de São Paulo em que as pessoas têm que andar às vezes 10 quilômetros, pegar uma condução, para achar uma agência bancária”, afirmou a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva.

Em entrevista a Heródoto Barbeiro, no programa Nova Manhã, da rádio Nova Brasil FM, Ivone ressaltou que os mais pobres e os idosos são os que mais sofrem com o fechamento das agências. Os primeiros, porque às vezes falta dinheiro para pagar a internet do celular, ou não têm um aparelho compatível com o aplicativo do banco. Já os aposentados, seja pela dificuldade com a tecnologia ou por hábito, querem acompanhar de perto, nas agências, a sua vida financeira.

“E muitas vezes eles chegam lá, e não tem ninguém para atendê-los. Antes não tinha mais o caixa físico. Hoje estão sumindo das agências até os caixas eletrônicos. Você chega na agência e a fila dos caixas eletrônicos é enorme. Um total desrespeito à população”, disse ela.

Reclamações

Reportagem de Giuliana Saringer, no portal UOL, mostra que, somente neste, ano o Procon-SP registrou 69 reclamações pela demora nas filas nas agências. Para efeito de comparação, em 2020, foram 24 reclamações, ainda que a ida aos bancos estivesse mais restrita, em função da gravidade da pandemia naquele momento. A publicação também traz depoimentos de clientes do Bradesco que relatam que passaram horas nas filas das agências, cheias por conta do fechamento de outras unidades próximas.

Demissões

Além da piora no atendimento, outra consequência do fechamento das agências é o aumento das demissões. Na última sexta-feira (27) o Sindicato dos Bancários realizou um protesto no Radar, concentração bancária do Santander localizada em Santo Amaro, contra o processo de terceirização e demissões promovidas pelo banco espanhol. Desde o início do ano, já são cerca de 200 demissões, sem reposição do quadro de funcionários.

Roberto Paulino, dirigente do sindicato e bancário do Santander, destacou que a terceirização é uma forma do banco reduzir despesas às custas dos direitos e da remuneração dos seus funcionários. Ele lembrou que o banco espanhol retira do Brasil quase 30% do seu lucro global, e cobrou responsabilidade social com o país.

“Isso significa gerar empregos decentes, e não precarizar relações de trabalho e demitir trabalhadores, contribuindo para aumentar o já enorme índice de desemprego. Cobramos do banco o fim das demissões, a realocação dos trabalhadores impactados e que interrompa o processo de terceirização”.

No mesmo dia, o sindicato também se reuniu com a direção do Itaú para tratar do fechamentos das agências e da demissão indevida dos trabalhadores. Estão sendo demitidos principalmente trabalhadores com histórico de adoecimento e idade próxima aos 50 anos. O banco alega que a maior parte não teria cumprido as metas de desemprenho nos últimos anos, apesar dos lucros bilionários.

“Não basta o Itaú pregar que ‘muda o mundo’ em suas propagandas e, por outro lado, demitir trabalhadores adoecidos ou com mais tempo de banco. Isso é desumano, e com certeza muda o mundo pra pior”, critica Sérgio Francisco, dirigente do sindicato e integrante da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú.

Fonte: Rede Brasil Atual

Bolsonaro zera verba para moradia popular e manda população evitar área de risco

Em Recife, onde morreram mais de 100 pessoas, Bolsonaro disse que população poderia colaborar e não morar em área de risco. O que ele não disse é que cortou 98% da verba de moradia para quem ganha de 1 a 2 salários mínimos

Insensível à dor do outro, sem a mínima empatia, o presidente Jair Bolsonaro (PL) sobrevoou áreas da Região Metropolitana de Recife atingidas por fortes chuvas, que causaram deslizamentos de terra deixando 106 mortos, 11 desaparecidos e 6,6 mil desabrigados, e disse coisas como “tragédias acontecem”.

Para piorar, disse que a “população deveria colaborar evitando morar em áreas de risco”. O que Bolsonaro não disse é que, em maio do ano passado, seu governo praticamente zerou a verba da União destinada à construção de moradias populares. O corte de verbas foi de R$ 2,039 bilhões (98%) do projeto aprovado pelo Congresso Nacional que previa R$ 2,151 bilhões para o programa.

Sem casas em locais seguros para morar porque o governo travou a política pública, pernambucanos pobres viveram a tragédia de ver suas casas serem levadas ou soterradas pelos deslizamentos de morros, encostas e barreiras que levaram ou soterraram também famílias inteiras.

A maioria das vítimas pertence a faixa 1, a mais afetada pelos cortes de recursos do programa “Minha Casa Verde Amarela” (antigo Minha Casa, Minha Vida, criado pelo governo Lula, do PT) e poderia estar viva se a prioridade de Bolsonaro fosse o povo. Vários sobreviventes declararam em entrevistas que moram em áreas de risco por absoluta falta de opção.

A faixa 1 contempla as famílias pobres que ganham entre um (R$ 1.212) e dois salários mínimos (R$ 2.224). Neste segmento está concentrado cerca de 80% do déficit habitacional do Brasil.

O economista Clovis Scherer, que assessora a CUT  no Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (CCFGTS) explica que quando foi criado o “Minha Casa, Minha Vida”, a faixa 1 recebia verbas do Orçamento da União, sem contrapartidas, era um aporte do governo. Já as famílias com rendas maiores para a compra de moradias de faixas acima têm de bancar parte do financiamento via FGTS.

De acordo com o economista, quando Bolsonaro zera o aporte da União para a construção de moradias da faixa 1, simplesmente deixa de  construir e a população que ganha entre 1 e dois salários mínimos fica sem a mínima condição de contrair empréstimos porque o dinheiro do FGTS é do trabalhador e ele precisa ser remunerado, por isso que o Fundo não pode ser utilizado para a construção de casas da faixa 1, pois o tomador tem de pagar de volta o empréstimo.

“As famílias que ganham um salário mínimo mal têm condições de comprar a alimentação básica, pagar as contas de água, luz e o aluguel. São pessoas que não têm a mínima condição de contrair um empréstimo em que terão de pagar juros”, diz o economista.

O Teto de Gastos Públicos, instituído em 2016, após o golpe contra a ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), proíbe que o governo invista recursos acima da inflação por 20 anos. O prazo termina em 2036.

Corte de verbas causa desemprego na construção civil

O corte de verbas no programa chegou a paralisar em 2021 a construção de 250 mil moradias populares, afetando também os trabalhadores e trabalhadoras da construção civil e de mobiliários, que de uma hora para a outras ficaram desempregados.

O Casa Verde e Amarela respondia por 50% dos empregos gerados na construção civil e de madeira no final do segundo semestre de 2020 e já diminuiu para algo em torno de 35% a 30%, em abril do ano passado.

“Antes a construção civil respondia por 4 milhões de empregos. A paralisação do Casa Verde Amarela gerou um desemprego em torno de 1,5 milhão de trabalhadores da construção. Hoje, o que mantém os empregos no setor é o financiamento dos bancos privados, mas ainda assim, a crise econômica fez o poder de compra diminuir e o nível de emprego no setor foi afetado”, diz o presidente da Confederação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira filiados à CUT (Conticom-CUT), Cláudio da Silva Gomes, o Claudinho.

O dirigente lembra que o então Minha Casa, Minha Vida, teve seu auge no número de empregos no governo Dilma, em 2012, com 1,2 milhão de pessoas trabalhando naquele ano no programa de habitação de Lula.

De acordo com Claudinho, a demanda pela construção da casa própria caiu também, além da crise econômica e baixos salários, por causa dos aumentos nos preços de materiais utilizados no setor, inclusive de mobiliários, já que após o fim da obra, é preciso colocar pias, tanques, pisos, entre outros equipamentos.

Fonte: CUT

Candidato de esquerda sai na frente nas eleições da Colômbia que terá 2º turno

Os colombianos vão decidir quem será o próximo presidente do país no segundo turno das eleições, em 19 de junho.

A disputa será entre o candidato de esquerda ou centro-esquerda Gustavo Petro — ex-guerrilheiro, economista e senador, que disputa a Presidência pela terceira vez — e o candidato de direita Rodolfo Hernández — engenheiro, ex-prefeito de Bucaramanga, muitas vezes classificado como “populista”, “escrachado” e “outsider da política”.

As bandeiras de Petro, de 62 anos, são justiça social, reforma agrária — “democratizar a terra” —, cobrança de impostos às grandes fortunas para “gerar bem-estar e inclusão social” e uma “economia produtiva e com estabilidade econômica”. Petro também defende o fim do serviço militar obrigatório e a ampliação de áreas de Direitos Humanos nas Forças Armadas e policiais.

Petro, da coalizão Pacto Histórico, tem insistido que não pretende confiscar ou nacionalizar empresas e criticou os governos da Venezuela, de Cuba e da Nicarágua, mas ainda assim não conseguiu evitar a rejeição do empresariado e dos setores conservadores do país. Sua defesa de renegociação dos acordos de livre comércio em vigor, que incluem os Estados Unidos, desagrada o empresariado.

A principal bandeira de Hernández, de 77 anos, é o combate à corrupção — quase único assunto sobre o qual insistiu na sua estratégia de comunicação através das redes sociais, apesar de ele ter problemas com a Justiça por denúncias de irregularidades quando foi prefeito de Bucaramanga. Hernández, da Liga de Governantes Anticorrupção, defende o uso medicinal da maconha, a criação de uma renda mínima para os mais pobres e aposentadoria também para aqueles que não contribuíram para a previdência, mas não deu detalhes sobre de onde viriam os recursos.

Logo após os resultados das urnas, analistas disseram, na noite de domingo (29/5), ao canal de TV online do jornal El Tiempo, de Bogotá, que, em “termos matemáticos”, não se poderia descartar que Hernández possa chegar a vencer a eleição depois que o candidato da direita Federico ‘Fico’ Gutiérrez, da coalizão Equipo por Colômbia, que tem apoio dos partidos tradicionais, disse que o apoiaria.

“Pela matemática, se os votos de Hernández e de Gutiérrez forem somados, Hernández, o outsider, venceria”, disse um deles. Petro recebeu 8,5 milhões de votos (40,32%), Hernández contou com 5,9 milhões (28,15%) e Gutiérrez com pouco mais de 5 milhões de votos (23,91%).

Mas, nesta matemática, ainda pode pesar o índice de abstenção e, portanto, não está claro o que aconteceria no segundo turno.

A eleição ocorre em meio a uma profunda polarização devido ao descontentamento social derivado da desigualdade e da pobreza, além de demandas para reduzir a insegurança nas cidades e a violência nas áreas rurais onde operam grupos armados ilegais dedicados ao narcotráfico.

Mais de 85% dos colombianos acham que o país está no caminho errado. Desde a década de 1990, o momento mais agudo do conflito armado, números tão altos de pessimismo não foram relatados.

Leia mais em: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-61630761

Fonte: BBC

Governo Bolsonaro reduziu verba federal para obras de contenção de encostas

Bolsonaro extinguiu o Ministério das Cidades e reduziu verba federal

Com menos obras para conter encostas, este ano o país já viveu três tragédias por deslizamento de barreiras: duas no Rio de Janeiro e, no fim de semana passado, as mortes no Grande Recife.

Em fevereiro, Petrópolis teve um saldo de 233 mortes por conta de deslizamentos. Em abril, foi a vez de deslizamentos em Paraty (a 240 km da capital) e Angra dos Reis (a 156 km do Rio) matarem 16 pessoas.

Na semana passada, as chuvas levaram a deslizamentos de barreiras no Grande Recife e deixaram ao menos 100 mortos. O número de desaparecidos ainda é incerto.

Este ano, segundo dados do orçamento federal, até abril o valor autorizado chega a R$ 41 milhões —ou seja, já supera o total de 2021.

Segundo o professor da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e presidente da Febrageo (Federação Brasileira de Geólogos), Fábio Reis, o Brasil tem historicamente deixado de lado o investimento de prevenção. “A gente só tem agido em resposta a grandes acidentes. E remediar é sempre mais caro que prevenir”, diz.

Ele explica que o acidente na região serrana do Rio, em 2011, levou o país a criar, um ano depois, uma política de prevenção de desastres. “Nós tivemos um investimento muito forte de 2011 até 2014 e 2015, com o Ministério das Cidades liderando isso e com a criação do Cemaden [Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais]”, conta.

Na época do Ministério das Cidades, havia até um manual para orientar gestores sobre o programa, que tinha como objetivo “promover um conjunto de ações estruturais e não estruturais visando à redução dos riscos de deslizamentos em encostas de áreas urbanas”.

O Ministério das Cidades foi extinto em 2019, quando o presidente Jair Bolsonaro (PL) assumiu a Presidência, junto com outras pastas. A maioria das atribuições dele foi para o MDR (Ministério do Desenvolvimento Regional).

Outro ponto que também chama a atenção no cenário atual é a queda de recursos, ao longo dos anos, do Cemaden. Em fevereiro, o UOL revelou que o órgão teve, em 2021, o menor orçamento de sua história e, por isso, deixou de realizar manutenções e paralisou estações de monitoramento.

Leia mais em: https://noticias.uol.com.br/colunas/carlos-madeiro/2022/05/31/verba-federal-para-obras-de-contencao-de-encostas-cai-96-em-10-anos.htm

Fonte: Uol

Rejeição a Bolsonaro é maior entre mulheres, diz pesquisa Datafolha

No grupo feminino, 60% entre quem é da classe mais baixa não vota no presidente, enquanto nas duas classes mais altas esse percentual fica em 56%

A intenção de voto em Jair Bolsonaro (PL) é menor entre mulheres, se comparada aos homens, independentemente do poder aquisitivo, segundo dados da pesquisa Datafolha realizada entre os últimos dias 25 e 26. Foram entrevistados 2.556 eleitores acima dos 16 anos em 181 cidades.

No grupo feminino, as porcentagens de rejeição a Bolsonaro são de 60% para a classe mais baixa e de 56% para as duas classes mais altas. Já com relação ao grupo masculino, a diferença entre classes é mais acentuada, de forma que 59% têm rejeição a ele entre quem recebe até dois salários mínimos, e 43% entre cinco salários ou mais. E com relação ao apoio, 29% das mulheres com renda superior a cinco salários mínimos votam no presidente no primeiro turno, enquanto o percentual masculino fica em 44%. Mas entre quem recebe até dois salários mínimos, há um empate técnico: 21% (homens) e 20% (mulheres).

Considerando o segundo turno, Bolsonaro têm intenção de voto de 26% dos homens e de 24% das mulheres entre quem ganha até dois salários mínimos. Já entre quem recebe cinco salários, os porcentuais ficam em 44% e 35%, respectivamente, e para mais de cinco salários, 50% e 36%.

Por outro lado, o candidato que aparece com maior preferência entre as mulheres, independentemente da classe social, é Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Entre quem recebe dois salários mínimos ou menos, 54% optam por ele. Com relação aos homens, os de classe mais baixa também têm essa preferência, ficando em 59%. Já no grupo com renda superior a cinco salários, a intenção de voto em Lula é vista em 41% das mulheres, e em 32% dos homens. 

Nos três níveis de renda considerados, a rejeição a Lula aparece para 23% dos homens no mais baixo, passando para 44% no médio e indo para 56% no mais alto. Já para as mulheres, os percentuais ficam em 25%, 37% e 41%, respectivamente.

Fonte: Último Segundo

4 postos são autuados por entregar menos combustível que o mostrado para os clientes em Arapiraca

Quatro postos de combustíveis de Arapiraca foram autuados e interditados parcialmente por equipes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na última semana.

 De acordo com a agência, os estabelecimentos estavam entregando aos motoristas menos combustível que o mostrado no visor da bomba abastecedora. 

Outros 11 postos também foram fiscalizados. Em dois deles houveram autuações pelo painel de preços estar em desacordo com a legislação e por “adquirir produtos de fonte diferente da marca comercial exibida e não exibir marca comercial do distribuidor de forma minimamente visível conforme legislação vigente”.

Além de Arapiraca, municípios de outros estados também receberam a visita dos agentes e diversas irregularidades foram encontradas.

Fonte: Já é Notícia

Fetag realiza Feira da Agricultura Familiar na Jatiúca em 3 e 4 de junho

Nos próximos dias 03 e 04 de junho (sexta e sábado), acontece a 24ª edição da Feira da Agricultura Familiar da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Alagoas (Fetag/AL). Além dos produtos tradicionais, trazidos da roça direto para o consumidor do bairro da Jatiúca e adjacência, a feira também oferece aos clientes comidas típicas da região, como bolachas e biscoitos caseiros e o tradicional pastel com caldo de cana.

A feira proporciona clientes o benefício da compra de alimentos saudáveis, vindos direto da roça para as mãos do consumidor. Produtos trazidos pelos agricultores familiares, como banana, alface, inhame, graviola, coco, macaxeira, batata doce e laranja.

Para assessorar e acompanhar de perto os agricultores e agricultoras familiares que produzem e trazem seus alimentos para a comercialização na feira, a Fetag/AL vem realizando visitas técnicas nas propriedades rurais, para conhecer de melhor a realidade e dificuldades enfrentadas pelos agricultores familiares.

Na 24ª edição da Feira da Agricultura Familiar, os agricultores da Zona da Mata de Alagoas estarão presentes com seus produtos fresquinhos da roça, e apostam na venda direta dos produtos que são plantados e colhidos pelos agricultores familiares em suas propriedades e comercializados diretamente para o consumidor da capital.

SERVIÇO 

Local: Rua Prof. Dilermando Reis, no 330, Jatiúca – Maceió (por trás do Hotel Escuna, na Av. João Davino)
Dias: 03 e 04/06/2022 (sexta e sábado)
Horários:
03/06 (sexta) – de 06:00 às 22:00
04/06 (sábado) – de 06:00 às 14:00
Contatos: (82) 99621-8652 / 98179-7571 / 99910-1326

Fonte: Ascom Fetag

A mamata milionários dos cantores sertanejos

Desmontado o quebra-cabeça do esquema Bolsonaro e sertanejos

Reportagens e postagens na internet revelaram um esquema milionário para saquear recursos públicos, que deveriam ir para saúde, educação e segurança, mas que era direcionado para empresas ligadas a cantores sertanejos, principalmente um chamado Gustavo Lima.

O que dá para entender é que o bolsonarismo montou com os sertanejos um esquema não só para esvaziar os recursos públicos (com shows milionários) pagos diretamente por governos municipais e, ao mesmo tempo, ser beneficiado por campanha eleitoral ilegal.

Isso ajuda a explicar também porque Bolsonaro mantém 27% de aprovação fazendo o pior governo da história republicana. Esses cantores faziam a defesa do governo e a promoção do governo de extrema-direita.

Enquanto artistas de todo Brasil lutavam contra os desmontes dos investimentos na cultura brasileira, um grupo de sertanejos eram privilegiados e recebiam milhões de reais para apoiar Bolsonaro e a destruição da cultura, da saúde e da educação.

Ao atacar a Lei Rouanet, que é mais rigorosa e impede a transferência direta de recursos públicos, visto que é preciso captar com empresa que teriam uma renúncia fiscal limitada, o esquema dos sertanejos transferia recursos diretos dos cofres públicos, prejudicando a saúde e a educação.

O esquema já rendeu abertura de investigações em Roraima e Minas Gerais, agora também o Ministério Público do Rio de Janeiro que abriu inquérito para apurar se houve irregularidades na contratação de Gusttavo Lima para um show em Magé por R$ 1 milhão.

Veja as ligações do esquema sertanejo montada pelo cientista político Leonardo Rossatto:

27 de março: o Lollapalooza Brasil vira um grande evento anti Bolsonaro após o próprio Bolsonaro entrar no TSE para “impedir manifestações políticas”. A coisa ia passar completamente despercebida se Bolsonaro não fizesse isso

14 de abril: Bolsonaro encontra com o pai de Gusttavo Lima e inclusive sobe no palanque junto com ele no interior de Minas Gerais. Gusttavo Lima desconversa e tenta desvincular imagem de Bolsonaro (inclusive criticou preço da gasolina uns dias depois)

07 de maio: Bolsonaro vai na Fenasoja encontrar com ruralistas e faz discurso contra o MST, contrapondo eles como “vagabundos” e tentando mais uma vez criar a imagem do sertanejo vinculado ao agronegócio como “trabalhador”

13 de maio: Zé Neto, da dupla com Cristiano, critica Anitta citando sua tatuagem íntima, faz discurso contra Lei Rouanet e defende Bolsonaro

16 de maio – Descobriram que o Zé Neto recebeu 400 mil reais da prefeitura de Sorriso pelo show em que criticou a Lei Rouanet. E valores similares de prefeituras ainda menores

20 de maio – outra dupla sertaneja (Matheus e Cristiano, sim, é outro Cristiano) faz a música que deve ser o jingle de campanha do Bolsonaro e apresenta a música na mansão do latifundiário Ricardo Faria. Sim, Elon Musk teve que ouvir

Quando falamos que o Ricardo Faria é latifundiário, é num nível bizarro: comprou terras PRA CARAMBA desde 2018, quando vendeu seu negócio de lavanderias (literais, até onde se sabe). Chama a atenção ele comprar em estados como Maranhão e Piauí

21 de maio – Zé Neto volta a criticar Anitta em show em Dourados/MS

23 de maio – pressionado pelo governo, Gusttavo Lima assume a dianteira da briga moralista e defende Bolsonaro através de seu locutor, em show realizado em Brasília

24 de maio – ressurge a história, publicada originalmente em março, de que Gusttavo Lima vai receber R$ 800 mil da prefeitura da cidade de São Luiz, Roraima, de 8 mil habitantes

27 de maio – Gusttavo Lima volta a defender Bolsonaro, agora usa o helicóptero de seu frigorífico em Goiânia

29 de maio – descoberto o tamanho do comprometimento de Gusttavo Lima. Sua carreira é administrada desde o final de 2021 pelo fundo One 7 (isso mesmo), fundado no final de 2018 com claro (!!!) viés de suporte ao governo Bolsonaro

E a One 7 vende show pra prefeituras como commodities, se orgulha de já ter vendido 192 shows como “mercado futuro”, de já ter acertado milhões de reais em shows. Invariavelmente em cidades pequenas para cantores bolsonaristas, a grande maioria em período pré eleitoral

A coisa é tão escancarada que Bolsonaro deu até orientação direta aos cantores sobre o que pode e o que não pode ser falado nos shows, pra evitar crime eleitoral.

Fonte: Carta Campinas

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