Macron perde maioria absoluta no 2° turno da eleição legislativa na França

De acordo com resultados provisórios, a coalizão formada em torno do partido de Macron conseguiu 224 cadeiras dos votos, contra 149 da união progressista

Os franceses foram às urnas neste domingo (19/06) para o segundo turno da eleição legislativa. De acordo com os resultados provisórios divulgados às 20h pelo horário local (15h em Brasília), a coalizão formada em torno do partido do presidente Emmanuel Macron conseguiu 224 cadeiras dos votos, contra 149 da união da esquerda. 

Com o resultado, o chefe de Estado, reeleito em abril, perde a maioria na Assembleia e terá que negociar com a esquerda durante seu segundo mandato. O pleito também mostra um avanço importante da extrema direita, com 89 deputados eleitos.  

Em razão do sistema eleitoral francês, majoritário, a coalizão de Macron precisava eleger 289 dos 577 deputados para que o presidente pudesse implementar sem obstáculos as reformas que prometeu durante a campanha. Como não alcançou esse número, ele ficará dependente de acordos com a oposição para aprovar projetos de lei e reformas do Executivo.

O principal rival de Macron nesse pleito era a Nova União Popular Ecológica e Social (Nupes), coalizão que, pela primeira vez em 25 anos, conseguiu se reunir em um único grupo boa parte da esquerda, com a participação dos ecologistas, comunistas e socialistas, além da França Insubmissa (FI), partido da esquerda radical.

Para Jean-Luc Mélenchon, que lidera a França Insubmissa e que por pouco não chegou ao segundo turno da eleição presidencial em abril, com quase 22% dos votos, a eleição legislativa é sua revanche. Desde que ficou em terceiro lugar na corrida presidencial, ele diz que seu objetivo é impedir Macron de aplicar seu programa de linha liberal e, se possível, se tornar o próximo primeiro-ministro.

Os franceses foram às urnas neste domingo (19/06) para o segundo turno da eleição legislativa. De acordo com os resultados provisórios divulgados às 20h pelo horário local (15h em Brasília), a coalizão formada em torno do partido do presidente Emmanuel Macron conseguiu 224 cadeiras dos votos, contra 149 da união da esquerda. 

Com o resultado, o chefe de Estado, reeleito em abril, perde a maioria na Assembleia e terá que negociar com a esquerda durante seu segundo mandato. O pleito também mostra um avanço importante da extrema direita, com 89 deputados eleitos.  

Em razão do sistema eleitoral francês, majoritário, a coalizão de Macron precisava eleger 289 dos 577 deputados para que o presidente pudesse implementar sem obstáculos as reformas que prometeu durante a campanha. Como não alcançou esse número, ele ficará dependente de acordos com a oposição para aprovar projetos de lei e reformas do Executivo.

O principal rival de Macron nesse pleito era a Nova União Popular Ecológica e Social (Nupes), coalizão que, pela primeira vez em 25 anos, conseguiu se reunir em um único grupo boa parte da esquerda, com a participação dos ecologistas, comunistas e socialistas, além da França Insubmissa (FI), partido da esquerda radical.

Para Jean-Luc Mélenchon, que lidera a França Insubmissa e que por pouco não chegou ao segundo turno da eleição presidencial em abril, com quase 22% dos votos, a eleição legislativa é sua revanche. Desde que ficou em terceiro lugar na corrida presidencial, ele diz que seu objetivo é impedir Macron de aplicar seu programa de linha liberal e, se possível, se tornar o próximo primeiro-ministro.

Fonte: Ópera Mundi

Colômbia: Gustavo Petro é eleito primeiro presidente de esquerda do país

Principal liderança progressista do país, o ex-guerrilheiro venceu a disputa contra o empresário Rodolfo Hernández

Após uma corrida eleitoral bastante disputada, o economista Gustavo Petro foi eleito presidente da Colômbia neste domingo (19). Petro, que participou de movimentos guerrilheiros nos anos 1980 e se consolidou como a principal liderança progressista do país nos últimos anos, será o primeiro presidente de esquerda da história do país. 

Segundo dados da contagem rápida do Cartório Nacional Eleitoral, a chapa formada por Petro e Francia Márquez conquistou 50,69% dos votos com 94,57% apurado. Hernández teve 47,05%. 

  • “Hoje é dia de festa para o povo. Que ele celebre a primeira vitória popular. Que tantos sofrimentos sejam amortecidos na alegria que hoje inunda o coração da Pátria. Esta vitória para Deus e para o Povo e sua história. Hoje é o dia das ruas e praças”, escreveu Petro nas rede sociais após ser eleito presidente.
  • Hernández já admitiu a derrota enquanto o presidente Iván Duque, de extrema-direita, ligou para felicitar o presidente
  • Petro foi o candidato mais votado no primeiro turno, com pouco mais de 40% dos votos, mas teve que travar uma dura disputa com Hernández. O candidato direitista tentou se pintar como um outsider antissistema, embolando a disputa. 

A vitória de Gustavo Petro é o principal fruto da jornada de mobilizações que sacudiu o país nos últimos anos. Depois de quase vinte anos governada pela extrema-direita através do uribismo, a Colômbia elegeu o primeiro presidente de esquerda de sua história.

Fonte: Revista Fórum

Lula amplia vantagem sobre Bolsonaro em Minas Gerais

Em nova pesquisa do Instituto F5, petista aparece 12 pontos à frente do presidente da República na disputa pelo Planalto; distância era de 8 em fevereiro

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera, com 43,6%, a mais recente pesquisa sobre intenções de voto para presidente em Minas Gerais. Ele é seguido por Jair Bolsonaro (PL), que tentará a reeleição e tem a preferência de 31,5% do eleitorado. Os dados estão em relatório do Instituto F5 Atualiza Dados, divulgado com exclusividade pelo Estado de Minas neste domingo (19/6).

Em fevereiro, mês do levantamento anterior da F5, Lula tinha 36,1% em Minas, ante 27,7% de Bolsonaro. Houve, portanto, crescimento de 7,5 pontos percentuais para o petista. Paralelamente, o presidente da República subiu 3,8 pontos.

O terceiro colocado é Ciro Gomes (PDT), que soma 5,5%. Atrás do trabalhista, está o deputado federal André Janones (Avante-MG), dono de 3,8% das menções.

A senadora Simone Tebet (MDB-MS), tida como “herdeira” da terceira via, não chegou a um ponto percentual – aparece com 0,9%. Luciano Bivar (União Brasil), Felipe d’Avila (Novo), Vera Lúcia (PSTU) e Pablo Marçal (Pros) estão empatados na casa do 0,1%.

Leonardo Péricles (Unidade Popular), que foi candidato a vice-prefeito de BH em 2020, não conseguiu nenhum décimo.

Há, ainda, 8,3% de pessoas indecisas e 5,6% de possíveis votos nulos ou em branco. A abstenção foi de apenas 0,4%. Os números se referem à pesquisa estimulada, em que os eleitores precisam opinar sobre uma lista predefinida de possíveis candidatos.

Disputa mais apertada na pesquisa espontânea

No levantamento espontâneo, em que os participantes podem mencionar livremente qualquer político, o petista tem 30,8%, contra 24% do pré-candidato do PL. Na pesquisa de fevereiro, o resultado tinha sido 22,4% para Lula e 18,8% para Bolsonaro.

Pesquisa eleitoral da F5 sobre a campanha eleitoral pela Presidência da República (foto: Arte EM)

No levamentamento atual, eles são seguidos de longe por Ciro, que conseguiu 1,2%, e por Janones, dono de 1%. Simone Tebet e Sergio Moro (União Brasil) não chegaram a um ponto. Embora tenha sido citado, o ex-juiz está fora da eleição presidencial e deve tentar um mandato pelo Paraná.

Na pesquisa espontânea, existem 27,9% de indecisos e 10,6% de brancos e nulos. Outros 3,4% não responderam.

A F5 Atualiza Dados fez 1.560 entrevistas telefônicas em Minas entre os dias 13 e 16 deste mês. A margem de erro dos resultados é de 2,5% – para mais ou para menos.

‘Voto útil’ fortalece Lula e Bolsonaro

Do início do ano para cá, a busca por um nome capaz de romper a polarização entre Lula e Bolsonaro sofreu idas e vindas. João Doria (PSDB), que na semana passada anunciou a saída da vida política, era o pré-candidato tucano ao Planalto e tentava se cacifar como a terceira via. Sem emplacar nas pesquisas, porém, o ex-governador de São Paulo renunciou à disputa.

Outro tucano, Eduardo Leite, ex-governador gaúcho, também teve o nome defendido por aliados, mas não conseguiu entrar, de fato, no jogo. PSDB, Cidadania, MDB e União Brasil chegaram a anunciar uma aliança para tentar buscar um nome de consenso. O União, porém, deixou a coalizão e lançou a pré-candidatura de Bivar.

Paralelamente, a fim de substituir Doria, os emedebistas anunciaram Tebet – que conseguiu os apoios do Cidadania e dos tucanos.

Para Domilson Coelho, diretor-executivo da F5 Atualiza Dados e pós-graduado em Ciência Política, a ausência de uma terceira via clara explica a transferência de votos a Lula e Bolsonaro e, consequentemente, o crescimento das duas pré-candidaturas.

“O eleitor que estava indeciso e esperava um nome de conciliação por não querer Lula ou Bolsonaro, não encontrou isso. Quem não quer Lula presidente já está declarando voto em Bolsonaro; quem não quer Bolsonaro presidente novamente, declara voto em Lula”, diz.

Domilson crê que Tebet não será capaz de aglutinar o eleitorado que busca uma alternativa ao petismo e ao bolsonarismo. “Ela não veio com tempo suficiente para construir. É muito desconhecida e não representa uma terceira via”, opina. “Ciro também não consegue encabeçar esse projeto”, emenda.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os números MG-00062/2022 e BR-02909/2022. O nível de confiabilidade dos dados coletados é de 95%.

Fonte: Estado de Minas

Multidão festeja a visita de Lula em Maceió

Milhares de alagoanos lotaram o Centro de Convenções para festajar a visita do presidente Luis Inácio Lula da Silva ao estado, nesta sexta-feira, 17.

A visita de Lula foi organizada pelo Partido dos Trabalhadores e demais partidos aliados com o apoio dos movimentos sociais. A mobilização em direção ao Centro de Convenções começou logo cedo. Muita gente que não conseguiu entrar teve a oportunidade de assistir ao evento pelos telões colocados na entrada do prédio.

Em meio aos discursos de boas vindas e de esperança em um Brasil melhor a capital alagoana, todos os participantes que tiveram direito a fala manifestaram a certeza de que a esperança vai vencer o medo neste ano eleitoral, para que os brasileiros possam ter um Brasil melhor a partir de 2023.

O evento contou com as participações do governador de Alagoas, Paulo Dantas, do ex-governador, Renan Filho, do senador Renan Calheiros, deputados estaduais e da militância do PT, que foi representada no palanque pelo deputado federal Paulão e pelo presidente do partido, Ricardo Barbosa.

A abertura se deu com o hino nacional cantado por artistas alagoano no palco e a multidão que acompanhou, em uníssono, melodia e versos entoados de cima do palco.

Em sua fala, Lula também falou da esperança no futuro do País e disse estar preparado para enfrentar os novos desafios a partir da campanha eleitoral e motivado para fazer um governo, se sair vitorioso nas eleições, ainda melhor do que suas duas administrações anteriores.

Lula falou de combater a fome no País, reorganizar a educação, impulsionar a saúde, via SUS, e da necessidade de gerar empregos para os jovens que hoje estão sem oportunidades.

Depois conclamou os alagoanos para marcharem juntos na certeza de que a construção do amanhã será para recolocar o País no mapa do mundo, com respeito as instituições, à democracia e à vida de cada cidadão e cidadã deste país, que não merece mais ser envergonhado no exterior pela incompetência e a estupidez do atual governo.

A agenda de Lula em Alagoas foi intensa. De manhã ele recebeu os artistas e produtores culturais, a tarde posou para votos com pré-candidatos do PT e partidos aliados e a noite foi ao encontro de uma multidão que aguardava ansiosa pelas suas palavras.

Redação com É Assim

Mélenchon diz que, se for primeiro-ministro, Assange “será naturalizado francês e condecorado”

O político francês concedeu a declaração a jornalistas após a Inglaterra aprovar a extradição de Julian Assange para os EUA

Jean-Luc Mélenchon, que disputa o segundo turno das eleições francesas com o presidente Emmanuel Macron, disse em coletiva de imprensa que, se for eleito primeiro-ministro do seu país, Julian Assange será naturalizado francês. 

“Se eu for primeiro-ministro na segunda-feira, Julian Assange será naturalizado francês e condecorado”, afirmou. O Reino Unido aprovou a extradição de Assange, fundador do WikiLeaks, para os Estados Unidos

Assange tornou-se conhecido internacionalmente em 2010 quando o WikiLeaks publicou documentos considerados sigilosos pelo governo dos Estados Unidos. Entre os vazamentos estavam informações acerca do ataque aéreo a Bagdá em 12 de julho de 2007, e os registros de guerra do Afeganistão e do Iraque.

Em 2015, o WikiLeaks divulgou que Dilma Rousseff e outros 29 integrantes do seu governo estavam sendo espionados pelos EUA.

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No Brasil, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (17), em Maceió (AL), que Assange deveria receber um Prêmio Nobel pelas várias denúncias feitas contra as “falcatruas” dos EUA

O australiano Julian Assange está preso na penitenciária de segurança máxima Belmarsh, na Inglaterra, desde 2019. Antes disso, ele esteve na embaixada do Equador em Londres por sete anos.

Fonte: Brasil 247

Inglaterra aprova extradição de Assange aos Estados Unidos

Fundador do Wikileaks revelou crimes de guerra dos Estados Unidos

A ministra do Interior britânico, Priti Patel, aprovou nesta sexta-feira a extradição do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, para os Estados Unidos para enfrentar acusações criminais, levando sua longa saga legal mais perto de uma conclusão.

Assange é procurado pelas autoridades dos EUA por 18 acusações, incluindo uma acusação de espionagem, relacionadas à divulgação pelo WikiLeaks de vastas coleções de registros militares confidenciais dos EUA e telegramas diplomáticos que, segundo Washington, colocaram vidas em perigo.

Seus apoiadores dizem que ele é um herói anti-establishment que foi vitimado porque expôs as irregularidades dos EUA em conflitos no Afeganistão e no Iraque, e que sua acusação é um ataque politicamente motivado ao jornalismo e à liberdade de expressão.

O Ministério do Interior disse que sua extradição já foi aprovada, mas ele ainda pode recorrer da decisão. O WikiLeaks disse que sim.

“Neste caso, os tribunais do Reino Unido não consideraram que seria opressivo, injusto ou um abuso de processo extraditar Assange”, disse o Ministério do Interior em comunicado.

“Também não descobriram que a extradição seria incompatível com seus direitos humanos, incluindo seu direito a um julgamento justo e à liberdade de expressão, e que enquanto estiver nos EUA ele será tratado adequadamente, inclusive em relação à sua saúde”.

Originalmente, um juiz britânico decidiu que Assange não deveria ser deportado, dizendo que seus problemas de saúde mental significavam que ele estaria em risco de suicídio se condenado e mantido em uma prisão de segurança máxima.

Mas isso foi anulado em um apelo depois que os Estados Unidos deram um pacote de garantias, incluindo uma promessa de que ele poderia ser transferido para a Austrália para cumprir qualquer sentença.

A decisão de Patel não significa o fim da batalha legal de Assange, nascido na Austrália, que já dura mais de uma década.

Ele pode apelar para o Tribunal Superior de Londres, que deve dar sua aprovação para que uma contestação continue. Ele pode, em última análise, tentar levar seu caso à Suprema Corte do Reino Unido. Mas se o recurso for negado, Assange deve ser extraditado em 28 dias.

“Este é um dia sombrio para a liberdade de imprensa e para a democracia britânica”, disse a esposa de Assange, Stella. “Hoje não é o fim da luta. É apenas o começo de uma nova batalha legal.”

Fonte: Brasil 247

Maior universidade federal do Brasil não tem verba para funcionar nos próximos meses

Universidade Federal do Rio de Janeiro

“Temos dinheiro para pagar apenas serviços básicos como água, luz, segurança e limpeza até o mês de agosto”, destaca Eduard Raupp, pró-reitor de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o conjunto de universidades federais recebeu do governo federal a notícia de um corte de R$ 3,2 bilhões na verba das universidades e dos institutos federais e, após pressão dos segmentos do setor da Educação, no dia 3/6, o Ministério da Educação anunciou que o bloqueio seria de R$ 1,6 bilhão. O bloqueio do orçamento discricionário proposto pelo governo federal impõe restrições à manutenção e continuidade das atividades acadêmicas nos próximos meses. O orçamento discricionário é a verba que a instituição tem para bancar seu custeio (água, luz, limpeza, segurança etc) e investimento (infraestrutura física). 

Após os sucessivos cortes e bloqueios, a continuidade da manutenção dos serviços básicos está comprometida. Sem orçamento discricionário para realização de suas atividades básicas para os próximos meses, a UFRJ será obrigada a interromper atividades até o restabelecimento das condições mínimas para exercício das atividades educacionais. A reitora Denise Pires de Carvalho, elucida o cenário vivenciado pela instituição:

“Teremos que realizar cortes nos contratos de segurança, limpeza e deixar de pagar à concessionária de energia, água e esgoto. Devido aos sucessivos cortes, as obras de manutenção e combate a incêndios serão paralisadas. Temos dinheiro para pagar apenas serviços básicos como água, luz, segurança e limpeza até o mês de agosto. Queremos oferecer à comunidade acadêmica um ambiente seguro para continuidade das atividades, mas com os sucessivos cortes e bloqueios torna-se complicada a nossa missão”. 

A UFRJ iniciou o ano de 2022 com valor orçamentário de aproximadamente R$ 329 milhões, que não corrigia as perdas inflacionárias com relação a 2021. O valor orçamentário do ano vigente proposto pelo governo federal impõe à instituição limitações quanto a sua atuação. O valor orçamentário inicialmente disponibilizado pelo governo, já configurava a impossibilidade de terminar o ano de 2022 sem dívidas milionárias. Com o bloqueio e o corte, a situação se agravou. 

“Foram bloqueados cerca de R$ 23 milhões. Desses R$ 23 milhões, R$ 12 milhões já foram cancelados, remanejados pelo governo federal para outros ministérios, para pagamento de despesas obrigatórias. Com isso, então, nosso orçamento já caiu para R$ 317 milhões, com a chance de cair para algo em torno de R$ 305 milhões. É um orçamento muito longe do que a UFRJ precisa. Lembrando que, na discussão do orçamento do ano passado, a UFRJ reivindicava, pelo menos, o orçamento de 2019 corrigido pela inflação: o orçamento era de cerca de R$ 374 milhões. A estimativa é de que o orçamento discricionário mínimo para a UFRJ esteja entre R$ 390 e 400 milhões para o funcionamento adequado da UFRJ e estamos, provavelmente, ficando com um orçamento com quase R$ 100 milhões abaixo disso. Isso, evidentemente, trará consequências para o funcionamento da Universidade”, salienta Eduardo Raupp, pró-reitor de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças.

A estimativa é que todos os pagamentos estejam assegurados apenas até o fim do mês de agosto. Por obrigação contratual, as empresas devem dar garantias de manutenção dos serviços até 60 dias após o último mês pago. “Até outubro contávamos em honrar os compromissos e iríamos administrar em novembro e dezembro os casos emergenciais. Agora, o bloqueio e o cancelamento estão antecipando esse cenário para agosto. Então, setembro, outubro, novembro e dezembro estariam descobertos. A gente estima o impacto de empresas parando entre setembro e outubro. E, sinceramente, sem as reversões do bloqueio e com este corte, parece inevitável”, explicou o pró-reitor.

Desde 2015, as universidades federais estão sofrendo cortes sucessivos no orçamento discricionário. Exemplo disso é que, no ano de 2021, a UFRJ contou com um orçamento de R$ 299 milhões, o menor orçamento da década, tendo registrado uma queda de R$ 75 milhões em relação ao ano de 2020, que também já havia sido alvo de cortes. Em contraposição, as universidades federais se destacam pelo reconhecimento alcançado frente ao combate do coronavírus e à “varíola dos macacos”, diagnóstico e tratamento do Alzheimer, do câncer, Parkinson e esclerose lateral amiotrófica. Sem contar as contribuições para o pré-sal.

Durante o cenário pandêmico, a UFRJ atuou de forma remota, o que não descaracterizou a excelência de ensino da instituição e a promoção da ciência. O retorno presencial aumentou a expectativa de um maior investimento na educação, após tanto tempo de espera, o que não aconteceu. Mesmo com aulas remotas e com o sucateamento educacional vivenciado, a UFRJ foi avaliada como a melhor universidade federal no QS World University Rankings 2023 e a melhor universidade federal segundo o World University Rankings 2022-23 (Center for World University Rankings (CWUR), dos Emirados Árabes)

Os sucessivos cortes e bloqueios não afetam somente a manutenção dos serviços de água, energia elétrica, prevenção de incêndio e serviços de segurança e limpeza, mas também, impedem a ampliação de políticas de assistência estudantil durante esse ano, que hoje se demonstram urgentes tendo em vista principalmente a característica socioeconômica atual do corpo estudantil das Universidades (de acordo com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, sete em cada 10 estudantes das Universidades Públicas são atualmente de baixa renda).

Cenário dramático

Para Eduardo Raupp, o cenário é lastimável. “Nesse momento não deixamos a assistência estudantil ser atingida. Estamos preservando as bolsas e auxílios, mas, se nada mudar, uma série de investimentos serão afetados e terão que ser postergados, a exemplo dos projetos de benfeitorias no entorno do alojamento estudantil. Todas as intervenções que permitiriam o funcionamento adequado do novo bloco e do entorno estarão comprometidas”, lamentou Raupp.

Segundo o Conselho Universitário (Consuni), órgão máximo da UFRJ, o bloqueio e o corte representam “uma opção política, num contexto de recordes de arrecadação em que o governo escolhe sacrificar a educação, a ciência e a tecnologia para ajustar-se ao Teto de Gastos, preservando seu orçamento secreto”.

Atualmente, a UFRJ tem cerca de 54.500 estudantes de graduação (presencial e a distância) e aproximadamente 15.700 estudantes de pós-graduação (especialização, residência médica, mestrado e doutorado). Deixar de fornecer investimento na educação, significa privar esses estudantes do direito à educação. 

“A UFRJ é a maior e mais antiga instituição federal de ensino do Brasil, zelar pela manutenção da UFRJ é zelar pela difusão do conhecimento e da ciência. Não voltaremos ao ensino remoto para fazer economia, porque economizar agora vai custar muito caro para o país”, enfatiza a reitora Denise Pires de Carvalho.

Diante do cenário descrito, o desbloqueio total e o retorno do orçamento cancelado são urgentes, assim como uma recomposição orçamentária e a revogação do Teto de Gastos, para permitir que a UFRJ e as demais universidades federais possam manter a qualidade do ensino, a produção de pesquisas de ponta, as iniciativas de extensão, as políticas de permanência e assistência estudantil, as reformas estruturais, o funcionamento dos seus campi e, assim, possa cumprir o seu papel de servir à sociedade.

Fonte: Conexão UFRJ

Assassinato de Dom e Bruno revela para o mundo o descaso de Bolsonaro com o meio ambiente e os povos das florestas

Bruno Pereira e Dom Philips foram assassinados no Vale do Javari, na Amazônia, por trabalharem defendendo a floresta e os povos indígenas. Entre tantas questões que envolvem o caso, é necessário levantar o debate sobre como as políticas e os órgãos públicos de preservação ambiental e proteção das populações tradicionais estão sofrendo com o desmonte, perseguição e descredibilização no governo do atual presidente Jair Bolsonaro.

É importante ressaltar a relevância do trabalho de décadas que as servidoras e os servidores públicos da Sesai, Funai, do Ibama e do Icmbio, entre outros, desempenham na garantia dos direitos dos povos indígenas e na preservação dos bens ambientais brasileiros. Mesmo lidando com a pressão do agronegócio, madeireiros, garimpeiros e outros empresários, os servidores públicos sempre primaram pelo compromisso com a administração pública. Entretanto, no governo Bolsonaro, tem sido cada vez mais difícil exercer a função para qual foram admitidos.

Bruno Pereira é um exemplo da lógica perversa implementada por Bolsonaro. Atuando há mais de 11 anos como indigenista na região onde desapareceu, foi Coordenador-Geral de Índios Isolados e de Recente Contato, na Funai, foi perseguido e precisou se afastar em 2019, após atuar em uma operação que destruiu mais de 60 balsas de garimpo ilegal na Terra Indígena Vale do Javari.

Outra face dessa lógica, diz respeito ao ataque à imprensa que questiona as ações do presidente. O jornalista Dom Philips, perguntou em 2019 numa coletiva de imprensa, qual a política ambiental do país se o desmatamento só aumentava, se o Ibama estava aplicando menos multas e realizando menos operações, se o Ministro do meio [Ricardo Salles, na época] andava por aí com “a galera das madeireiras”. O Jornalista foi prontamente atacado com a resposta de Bolsonaro dizendo que a Amazônia é do Brasil, dando a entender que Philips não tinha direito de abordar este tema.

A violência na zona rural e especialmente na Amazônia tem crescido assustadoramente na proporção que a presença do estado diminui nessas regiões. Com um governante que faz vista grossa aos crimes ambientais e a destruição dos povos indígenas, os mal feitores têm se sentido a vontade para atuar e deixar a população acuada. Até quando? Essa situação precisa mudar!

Redação com Sintsef-CE

Moradores de loteamento no francês estão totalmente ilhados

As fortes chuvas que caíram em Alagoas nos últimos dias e a precariedade de serviços de saneamento e urbanização tem provocado o pesadelo de muitos moradores de Marechal Deodoro.

Esse é o caso dos moradores do Loteamento Novo Sonho Verde do Francês, que investiram seus recursos em lotes e construções e que hoje se encontram ilhados sem puderem sair de suas casas.

A situação todo ano se agrava na estação das chuvas em função da falta de manutenção de um canal que atravessa a rodovia Edval Lemos e desagua na entrada do loteamento e também pela falta de urbanização.

Como as chuvas esse ano foram mais fortes, os moradores estão literalmente ilhados, sem puder sair ou entrar. Segundo um morador, os carros ficam na rodovia e que quiser entrar em casa tem que atravessar um rio d’água de praticamente um metro de altura. “É situação desesperadora, porque a gente nunca sabe se a água vai inundar nossas casas como da outra vez e a Prefeitura nada faz.”

De fato, os moradores continuam cobrando as promessas da Secretaria Municipal de Obras que desde 2019 tem sido procurada e nada tem feito para resolver tão grave situação.

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