Ipec: Lula cresce, tem 48% e vence no 1º turno

Em votos válidos, Lula tem 52%, ante 34% de Bolsonaro. Pesquisa foi realizada entre 25 e 26 de setembro.

Pesquisa Ipec divulgada nesta segunda-feira (26), encomendada pela Globo, mostra o ex-presidente Lula (PT) com 48% das intenções de voto e o presidente Jair Bolsonaro (PL) com 31% na eleição para a Presidência da República em 2022.

Em relação à pesquisa anterior, de 19 de setembro, Lula foi de 47% para 48%. Bolsonaro se manteve com 31%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

O Ipec diz que o cenário é de estabilidade.

Intenção de voto estimulada

  • Lula (PT): 48% (47% na pesquisa anterior, de 19 de setembro)
  • Jair Bolsonaro (PL): 31% (31% na pesquisa anterior)
  • Ciro Gomes (PDT): 6% (7% na pesquisa anterior)
  • Simone Tebet (MDB): 5% (5% na pesquisa anterior)
  • Soraya Thronicke (União Brasil): 1% (1% na pesquisa anterior)
  • Felipe d’Avila (Novo): 1% (0% na pesquisa anterior)
  • Vera (PSTU): 0% (0% na pesquisa anterior)
  • Léo Péricles (UP): 0% (0% na pesquisa anterior)
  • Padre Kelmon (PTB): 0% (0% na pesquisa anterior)
  • Sofia Manzano (PCB): 0% (0% na pesquisa anterior)
  • Constituinte Eymael (DC): não foi citado (0% na pesquisa anterior)
  • Branco/nulo: 4% (5% na pesquisa anterior)
  • Não sabe/não respondeu: 4% (4% na pesquisa anterior)
  • A pesquisa ouviu 3.008 pessoas em 183 cidades entre os dias 25 e 26 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE sob número BR-01640/2022.
  • Fonte: G1

Investimento em bolsas de pesquisa científica é o menor em 10 anos

Inimigo da pesquisa e do progresso científico do Brasil, Bolsonaro derrubou os investimentos. Número de benefícios do CNPq está no menor patamar desde 2012. Já a quantidade de bolsas concedidas pela Capes é a menor desde 2013

A quantidade de bolsas de incentivo à pesquisa científica do CNPq está abaixo do número de concessões registrado em 2012. Naquele ano, 171.685 bolsas tiveram liberação pelos programas. Os números subiram nos três anos seguintes, mas caíram a partir de 2016, quando 163.569 projetos receberam apoio. Desde então, não mais do que 150 mil benefícios são ofertados temporada.

O último ano em que se tem dados consolidados é 2021, com 149.402 liberações. Este número é menor que o patamar de 2011, quando saíram 161.088 subsídios. O site Fiquem Sabendo divulgou os dados, com base em informações conseguidas via Lei de Acesso à Informação.

O orçamento destinado a esses projetos também acompanha essa baixa no incentivo. A verba já chegou, no ponto mais alto, a alcançar R$ 2.527.519.074,21, em 2014. Desde então, os valores caem a cada temporada. Em 2021, chegou a menos da metade daquela quantia: R$ 1.040.246.519,62, menor valor desde 2011.

Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) é ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia e distribui os benefícios focando no fomento dos projetos de pesquisas desenvolvidas em universidades e institutos. Financia a compra de insumos e equipamentos, por exemplo.

Esse desinvestimento na educação e pesquisa tem impacto imenso e de muitas ordens, explica Marko Monteiro, professor de estudos sociais da ciência e tecnologia da Unicamp.

“A ciência acontece em longo prazo. Demora anos, até décadas, para maturar o conhecimento. Se há um financiamento incerto ou interrompido, inviabiliza progressos na área da ciência e impossibilita que o Brasil acompanhe o mundo em seus avanços em grande e pequena escala”, afirma.

Ponto similar aparece em uma nota técnica de agosto de 2019 do Ipea: “O Brasil está deixando de formar novos cientistas e pesquisadores”, aponta o comunicado, ao comentar sobre as reduções de orçamento voltados à ciência.

“Formar capital humano é essencial para produzir ciência e tecnologia e requer políticas de estado continuadas, previsíveis e transparentes”. O documento diz ainda que “o colapso dos recursos destinados à formação de capital humano de alto nível seguramente terá efeitos de longo prazo tanto na produção científica quanto na competitividade do país”.

É consenso entre os professores da Uerj Alex Christian Manhães, Maria del Carmen Fernández Corrales e Ciro Marques Reis que o menor investimento em ciência desestimula o ciclo de formação de novos pesquisadores.

“A formação de pesquisadores requer dedicação exclusiva e tempo. É por isso que as bolsas de pesquisa desempenham um papel fundamental nesse processo. A drástica redução no número de bolsas e a redução na quantidade e valores dos auxílios para projetos de pesquisa colocam todo o sistema de produção científica em nosso país em risco. Sem contar que, mesmo curtos períodos sem investimentos, rapidamente desarticulam pesquisas em andamento”, concordam, em resposta conjunta.

Capes abaixo dos níveis de 2013

A queda se repete com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O número de benefícios concedidos por esse caminho em 2021 foi o menor desde 2013. Naquele ano, 84.541 bolsas para programas de pós-graduação receberam o incentivo. Desde 2018, o ritmo é de queda. Passava pouco acima dos 100 mil contemplados e fechou o ano passado em 93,3 mil.

A Flourish chart

A Capes é vinculada ao Ministério da Educação (MEC) e tem foco no fomento e qualificação do ensino superior. Concede bolsas para o mestrado e doutorado, etapas da formação do cientista.

Os professores da Uerj apontam que essa relativa estabilidade da quantidade de auxílios emitidos, quando comparada à quantidade da CNPq, acontece porque o orçamento é maior, já que está vinculado ao MEC, que recebe uma maior fatia que o Ministério da Ciência e Tecnologia.

“Qualquer redução nos valores investidos pela CAPES através das concessões dessas bolsas pode impactar imediatamente a formação de nossos pesquisadores, especialmente dos que têm origem nas camadas mais pobres da população”, indicam os três professores, conjuntamente.

Mesmo com essa estabilidade, é perceptível que, nos números do CNPq e da Capes, 2015 se tornou o pico. Especialistas ouvidos pela reportagem relembram, naquela época, houve diversos avanços para o desenvolvimento científico e tecnológico. Nessa época, por exemplo, surgiram as políticas de cotas para bolsas de mestrado e doutorado e o programa Ciência sem Fronteiras, que vigorou entre 2011 até 2017.

A Capes afirmou em nota que “tem realizado todos os esforços para ampliar os investimentos na pós-graduação brasileira”. Diz também que o orçamento da fundação aumentou de R$ 3,3 bilhões para R$3,8 bilhões, de 2021 para 2022. E coloca que vêm desenvolvendo programas de desenvolvimento e pesquisa em diversas áreas, como combate a epidemias e enfrentamento contra desastres.

“Essas iniciativas se somam a um conjunto de ações que destinarão mais de 100 mil bolsas, até o final do ano, a estudantes de mestrado, doutorado e pós-doutorado em todo País”, afirma o órgão. E ressalta que, com a volta ao funcionamento normal das atividades das instituições de ensino estrangeiras, o número de bolsas deve aumentar em 2022 e “nos próximos anos”.

A reportagem procurou contato com os ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia, mas não obteve resposta. O espaço segue aberto para a manifestação.

Fonte: Metrópoles

Datafolha: Lula vai a 47%, abre 14 pontos e vence no 1º turno

Segundo a pesquisa, Lula vence a eleição no primeiro turno

A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22),  mostra que o candidato a presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial. Em segundo lugar ficou Jair Bolsonaro (PL), com 33%. Ciro Gomes (PDT) teve 7% e Simone Tebet (MDB), 5%.

Na pesquisa anterior do Datafolha, de 15 de setembro, Lula tinha 45%. Bolsonaro se manteve com 33%. Ciro e Tebet continuaram com 7% e 5%, respectivamente. Soraya Thronicke (União Brasil) caiu de 2% para 1%.

Nos votos válidos, o ex-presidente conseguiu 50% (eram 48% na anterior).

Foram entrevistados 6.754 eleitores em 343 municípios entre os dias 20 e 22 de setembro. A margem de erro foi de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no TSE sob o número BR-04180/2022.

Fonte: Brasil 247

Elmano vira no Ceará e está à frente do bolsonarista Capitão Wagner, diz Ipec

Pesquisa Ipec divulgada nesta quinta-feira aponta que o petista Elmano Freitas tem 30% das intenções de votos, ante 29% de Capitão Wagner

Pesquisa Ipec, contratada pela TV Verdes Mares e divulgada nesta quinta-feira (22), aponta que o candidato do PT ao governo do Ceará, Elmano Freitas, está à frente do bolsonarista Capitão Wagner (União Brasil) com 30% das intenções de votos, ante 29% do adversário. Como o levantamento possui margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, os dois candidatos estão tecnicamente empatados na disputa pela chefia do Executivo cearense. 

Roberto Cláudio (PDT) aparece em seguida com 22% da preferência do eleitorado. Zé Batista (PSTU) e Chico Malta (PCB) têm 1% das intenções de votos cada e Serley Leal (UP) não pontuou. Os votos brancos e nulos somam 9% dos entrevistados e outros 8% disseram não saber ou não responderam à pesquisa. O nível de confiabilidade é de 95%. 

A primeira rodada da pesquisa Ipec, divulgada no dia 1 de setembro, apontava um empate técnico entre Capitão Wagner e Roberto Cláudio. Eles registravam 32% e 28% das intenções de voto, respectivamente, e Elmano de Freitas (PT) era apontado por 19% dos entrevistados. 

A pesquisa seguinte, divulgada no dia 9 de setembro, mostrava Capitão Wagner na liderança isolada, com 35% das intenções de votos e uma situação de empate técnico entre Elmano e Roberto Cláudio, que registravam 22% e 21% da preferência do eleitorado, respectivamente. 

A pesquisa ouviu 1.200 pessoas entre os dias 19 e 21 de setembro em 56 municípios de todo o estado. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) sob o número CE-03914/2022 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02694/2022.

Veja o resultado as duas últimas rodadas da pesquisa Ipec: 

Elmano de Freitas (PT): 30% (22% na rodada anterior)

Capitão Wagner (União): 29% (35% na rodada anterior)

Roberto Cláudio (PDT): 22% (21% na rodada  anterior)

Chico Malta (PCB): 1% (1% na rodada  anterior)

Zé Batista (PSTU): 1% (1% na rodada anterior)

Serley Leal (UP): 0% (0% na rodada anterior)

Brancos e nulos: 9% (9% na rodada  anterior)

Não souberam: 12% (8% na rodada anterior)

Fonte: Brasil 247

Extração ilegal de madeira cresce 11 vezes em terras indígenas do Pará

Um estudo da Rede Simex, formada por quatro instituições ambientais – Imazon, Idesam, Imaflora e ICV -, revelou que a extração de madeira nos territórios indígenas do estado aumentou de 158 para 1.720 hectares entre 2019 e 2021.

A área de extração ilegal de madeira em territórios indígenas no Pará aumentou 11 vezes em um período de 12 meses.

Nos territórios indígenas do estado, a extração madeireira aumentou de 158 hectares no período de agosto de 2019 a julho de 2020 para 1.720 hectares entre agosto de 2020 e julho de 2021. O número representa uma taxa de quase 1000%.

Os dados foram divulgados em um levantamento da Rede Simex, formada por quatro instituições ambientais: o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) e o Instituto Centro de Vida (ICV).

A rede também analisou o número de terras indígenas invadidas pela atividade ilegal. Segundo a publicação, cinco territórios tiveram extração madeireira entre agosto de 2020 e julho de 2021.

No relatório anterior, que analisou os anos de 2019 e 2020, apenas a Terra Indígena Baú, no sudeste do Pará, havia sofrido extração madeireira.

Ainda de acordo com os dados do levantamento, Amanayé, localizada no município de Goianésia do Pará, foi o território mais impactado. Entre agosto de 2020 e julho de 2021, 1.255 hectares foram explorados no local, o que corresponde a 73% das terras indígenas do Pará afetadas pela extração ilegal de madeira.

Impacto em Unidades de Conservação

Além de identificar as áreas de terras indígenas, os pesquisadores também analisaram a exploração ilegal de madeira nas unidades de conservação.

Entre 2019 e 2020, a pesquisa não encontrou atividade irregular em áreas maiores que 1 hectare, tamanho a partir do qual a Rede Simex mapeia a extração de madeira. Contudo, entre agosto de 2020 e julho de 2021, foram encontrados 128 hectares com extração não autorizada em unidades de conservação no Pará.

Ainda segundo o levantamento, a maior parte da exploração ocorreu na Floresta Nacional do Jamanxim, próximo dos municípios de Itaituba e Novo Progresso. O local teve 56 hectares com registros de exploração madeireira, o que representa 45% da área irregularmente afetada nas unidades de conservação do Pará.

No estado, 41% da atividade madeireira não é autorizada

Segundo o Imazon, ao contrário do desmatamento, que ocorre quando a vegetação é completamente removida para converter o solo para outro uso, como agricultura ou mineração, a extração de madeira envolve a remoção de apenas algumas árvores da floresta.

Com o levantamento, os pesquisadores descobriram ainda que, entre agosto de 2020 e julho de 2021, foram explorados 57.079 hectares no Pará, um aumento de 14% em relação aos 50.139 hectares registrados no período anterior.

Ainda de acordo com a rede, foram 23.390 hectares no estado que tiveram extração sem autorização dos órgãos ambientais, representando 41% da extração total. Os dados indicam que a área total de atividade irregular diminuiu 15% desde o período anterior, quando 27.595 hectares foram explorados sem autorização.

Porém a rede Simex destaca que a extração autorizada, que somava 22.544 hectares no estudo anterior, aumentou 49% entre agosto de 2020 e julho de 2021.

“Essa redução na exploração madeireira não autorizada é positiva, mas ainda precisa melhorar muito. Não podemos ter dois hectares com irregularidades a cada cinco com extração de madeira na Amazônia”, afirma Cardoso.

Fonte: G1

33ª Edição da Feira da Agricultura Familiar da Fetag

A Feira da AGRICULTURA FAMILIAR da FETAG/AL completa 01 ano de comercialização de alimentos DIRETO da roça pós-pandemia
Nossa tradicional Feira da AGRICULTURA FAMILIAR da FETAG/AL completa nesta 33ª edição 01 ano de comercialização de produtos DIRETO da roça neste período pós-pandemia de Corona vírus. Devido ao isolamento social e fechamento de estabelecimentos, a federação havia suspendido a realização das feiras entre fevereiro de 2020 e setembro de 2021. Com o avanço da vacinação e dos protocolos da vigilância sanitária foi possível retomar a realização das feiras quinzenais de forma segura e com regularidade.
Nesta edição da FEIRA da AGRICULTURA FAMILIAR da FETAG/AL, que acontece nos dias 23 e 24 de setembro no Centro Social da FETAG/AL, os agricultores e agricultoras familiares do pólo sindical da Zona da Mata Alagoana trazem produtos fresquinhos DIRETO da roça para os consumidores na capital. Na feira está presente a música ao vivo e o nosso bingo especial com produtos da roça.
Junto com a comercialização, a FETAG/AL em parceria com o Ifal (Campus Satuba) está desenvolvendo uma capacitação dos agricultores agricultoras familiares. Fruto de um projeto do Ifal que conta com a participação de bolsistas, as ações visam valorizar a agricultura familiar e a comercialização realizada através da feira na FETAG/AL.
Esta capacitação visa ajudar os agricultores familiares a melhorarem sua produção agrícola e também a comercialização de alimentos na Feira da Agricultura Familiar da FETAG/AL, que acontece quinzenalmente no Centro Social da FETAG/AL. Nesta edição, a capacitação será realizada com as agricultoras familiares que produzem e comercializam seus produtos na feira.
Além dos produtos tradicionais presentes na feira trazidos da roça DIRETO para o consumidor da Jatiúca e bairros vizinhos, a feira também proporciona aos clientes, bolachas e biscoitos caseiros e o tradicional pastel com caldo de cana. Propicia também a compra de alimentos saudáveis vindos direto da roça para as mãos do consumidor como a banana, o alface, o inhame, a graviola, o coco, a macaxeira, a batata doce e a laranja são oferecidos à população.
FETAG/AL EM DEFESA DA AGRICULTURA FAMILIAR DE ALAGOAS!!!
SERVIÇO:

  • O quê? FEIRA DA AGRICULTURA FAMILIAR (33ª Edição)
  • Onde? Centro Social da FETAG/AL – R. Prof. Dilermando Reis, no 330, Jatiúca – Maceió – AL.
    (por trás do Hotel Escuna, na Av. João Davino, Jatiúca)
  • Quando? Dias 23 e 24/09/22 (sexta e sábado)
  • Horários de funcionamento:
    • Dia 23/09 (sexta) – de 06:00 às 22:00
    • Dia 24/09 (sábado) – de 06:00 às 14:00
  • Contatos: (82) 99920-6094 – Givaldo Teles (presidente)/ 99920-5817 – Cláudia Pereira (sec. geral) / 99910-1326 – Jairo Silva (Ascom)

Professor Luizinho: recuperar nossos direitos e os serviços públicos

Professor da Uneal é candidato a deputado estadual pelo PT

RCP – Quem é o professor Luizinho?

R – Nasci em Anadia e vim para Maceió logo cedo. Estudei em escolas públicas. Participei do movimento estudantil e no PT sou militante desde os anos 80. Sou professor do curso de História da Universidade Estadual de Alagoas, diretor do Sindicato dos Docentes da Uneal e da CUT Alagoas.

RCP – Qual o significado da sua candidatura?
R – Nossa candidatura a deputado estadual pelo PT, surgiu a partir de discussões realizadas com os companheiros do Diálogo e Ação Petista e da direção da CUT e do movimento sindical. Nossa militância visa fortalecer a participação de sindicalistas cutistas nesse processo eleitoral. Definida a candidatura, passamos a contar com o apoio de militantes históricos do PT e de lideranças de diversos sindicatos e movimentos sociais. Nossa candidatura representa o compromisso com a base militante e social do PT e com os compromissos de lutas e bandeiras dos movimentos sociais.

RCP – Como está a campanha e que você tem defendido nela?
R – Estamos percorrendo o estado inteiro, visitando os movimentos sociais e ajudando a militância a organizar a luta para derrotar esse governo genocida e elegermos o presidente Lula, de preferência ainda no primeiro turno. Estamos levantando também as demandas dos movimentos, para que nosso mandato possa dar o apoio às lutas e ser o porta-voz destas no parlamento.

Nossa campanha tem apresentado propostas em defesa da educação, dos servidores e dos serviços públicos. Defendemos o fim das isenções dos usineiros, o fortalecimento da agricultura familiar, a punição da Braskem que provocou o maior acidente ambiental urbano do mundo em Maceió, a desmilitarização da PM, o passe livre estudantil e o fortalecimento e expansão das universidades públicas estaduais. Defendemos o respeito ao voto popular e uma constituinte com Lula para anular a reforma trabalhista, recuperar nossos direitos e os serviços públicos.

A guerra na Ucrânia e seus impactos globais

A guerra actual na Ucrânia tornou-se, de facto, uma guerra mundial. E já, em todos os continentes, os povos estão a sofrer as suas consequências. Em nome da “economia de guerra”, é a inflação, o aumento dos preços, o empobrecimento de centenas de milhões de seres humanos. Esta guerra opõe o regime de Putin à NATO – uma aliança ofensiva impulsionada directamente pelo imperialismo norte-americano, sendo as burguesias europeias apenas um auxiliar menor totalmente alinhado com Washington. Com o risco, a qualquer momento, de uma derrapagem descontrolada ou de uma provocação com consequências catastróficas para toda a Humanidade.

Os objectivos desta guerra são claros: Por um lado, o imperialismo norte-americano pretende pôr a Rússia de joelhos, acedendo assim à reconquista da imensa riqueza deste país, em particular do petróleo e do gás (e ninguém esquece o que fizeram do Iraque, sob o pretexto da posse de armas de destruição massiva, e as verdadeiras razões para a sua destruição: “Se o Iraque produzisse cenouras, nunca teríamos lá ido”, disse um funcionário norte-americano nessa altura); riquezas que só puderam ser valorizadas, há mais de um século, pela Revolução de Outubro. Por outro lado, os objectivos da guerra apoiam-se nos restos, em decomposição, da burocracia estalinista – da qual Putin quer ser simultaneamente herdeiro e administrador da falência, em nome do Sistema capitalista. Putin e os seus colegas estão a lutar pela sua sobrevivência, a qual depende do resultado das operações no terreno. Essa necessidade levou-os à aventura criminosa que foi a invasão da Ucrânia, em 24 de Fevereiro de 2022.

Os meios utilizados pelo imperialismo para a guerra são ilimitados. O regime de Zelinski só pode aguentar-se com base nas dezenas de biliões de dólares e na última geração de armas enviadas por Biden – em quantidades ilimitadas – e por todos os governos europeus.

Esta guerra não é a nossa. Com Karl Liebknecht – o único deputado do Partido Social-Democrata (PSD) da Alemanha que se recusou a votar a favor dos créditos de guerra, em 1914 – nós afirmamos: “O inimigo está no nosso próprio país”. Há vozes que hoje se levantam, como a de Luigi de Magistris, porta-voz do movimento Unione Popolare em Itália, que declarou: “Não se pode dizer, por um lado, que se é contra a guerra e, por outro, votar a favor do envio de armas e do aumento das despesas militares”; ou a da deputada Sahra Wagenknecht, que, no seu discurso no Parlamento alemão, denunciou: “A ideia de que podemos punir Putin mergulhando milhões de famílias alemãs na pobreza e destruindo a nossa indústria, enquanto a Gazprom está a obter lucros recorde, não será o cúmulo da estupidez? Estas sanções económicas desastrosas têm de acabar.”

Recusamo-nos a aderir a uma guerra apresentada como sendo de “democratas” contra “autocratas”. Nós apoiamos, incondicionalmente, os trabalhadores e os jovens da Rússia que se recusam a ir para a guerra – os quais conseguirão, mais cedo ou mais tarde, pôr fim a Putin e ao seu aparelho policial. Esta tarefa é deles, e só deles.

Não estamos entre aqueles que, em nome da “emergência humanitária”, organizam ingerências à conta dos EUA, o que leva sempre à guerra e à destruição dos países (como foi o caso da Somália, da Jugoslávia, da Líbia, etc.). O destino dos povos não pode ficar a cargo da NATO e do imperialismo. Já estão a formar-se blocos (Cimeira China/Rússia, por exemplo) e os riscos de uma conflagração mundial existem. Para nós, combater a guerra significa combater o inimigo de classe, o imperialismo em geral e em cada país, que, a fim de completar o que tem feito desde a vitória da Revolução de 1917 – primeiro com a ajuda do estalinismo e, agora, com a de Putin – quer colocar o proletariado russo sob a sua bota.

A luta contra a guerra e o militarismo é inseparável da luta, em cada país, contra as medidas tomadas em nome da “economia de guerra” (inflação, aumentos de preços, etc.), e, em primeiro lugar, contra a subida do custo de vida, pelo congelamento dos preços, pelo aumento geral dos salários.

A partir de hoje – e com efeito imediato – todas as nossas organizações devem centrar a sua propaganda e actividade organizativa sobre as seguintes palavras de ordem que constituirão o eixo da nossa expressão política em todos os países:

1- Em primeiro lugar, nos países membros da NATO, lutamos pela retirada imediata do país da NATO e do seu Comando integrado. Isto é particularmente importante para a nossa Secção francesa, uma vez que a França é simultaneamente uma potência nuclear e um membro do Conselho de Segurança da ONU; e também para a nossa Secção alemã, uma vez que a base de Ramstein é o Centro de comando de todas as operações da NATO na Ucrânia.

2- Onde quer que existam bases militares da NATO (e há muitas, nomeadamente na Alemanha, Espanha, Itália, Grécia, Roménia e Bélgica), lutamos pelo encerramento e desmantelamento imediato destas bases, de acordo com o que foi decidido no Encontro operário europeu contra a Cimeira da NATO, realizado a 25 de Junho de 2022, em Madrid.

3- Consideramos que é do interesse de todos os povos da Europa, a começar pelo povo ucraniano, o desmantelamento da NATO.

4- Como os estivadores em Itália demonstraram, estamos a lutar pelo fim imediato do envio de armas para a Ucrânia.

5- Em todos os países, exigimos o levantamento imediato das sanções, não só as que atingem o povo russo, mas também as que estão a atingir duramente os povos da Venezuela, de Cuba, do Irão e da China. Estas sanções – que estão a desorganizar, em particular, todo o sistema de produção de energia – já estão a pôr seriamente em perigo vários sectores essenciais da indústria europeia (alumínio, siderurgia, etc.), o sector dos transportes, e ameaçam as condições de trabalho de centenas de milhões de trabalhadores e de jovens, em todos os continentes.

6- Esta guerra deve ser travada imediatamente, o que passa por um cessar-fogo imediato.

7- Esta luta exige, igualmente, a restauração das liberdades democráticas e dos direitos sindicais e políticos, tanto na Rússia como na Ucrânia, contra as políticas de Putin e de Zelensky, o que na Rússia torna quase impossível a actividade dos sindicatos e que na Ucrânia aproveita a guerra para atacar o Código do Trabalho.

8- Nem um cêntimo para os orçamentos de guerra! Restaurar os orçamentos para a Saúde, a Educação, etc., imediatamente. Rejeitamos os apelos à “união nacional” e aos “sacrifícios” exigidos pela economia de guerra. Combatemos, em cada país, os governos que usam a guerra como pretexto para fazer crescer a inflação, aumentar os preços e o empobrecimento.

Declaração do Secretariado Internacional da Quarta Internacional

16 de Setembro de 2022

Fonte: POUS4

Ipec: Lula tem 47% e vence em primeiro turno

De acordo com a pesquisa Ipec, Jair Bolsonaro (PL) ficou na segunda posição, com 31%. O presidenciável Ciro Gomes (PDT) conseguiu 7%, na terceira colocação

A pesquisa Ipec, divulgada nesta segunda-feira (19) e encomendada pela Globo, mostrou o candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em primeiro lugar, com 47% dos votos (46% na anterior, divulgada em 12/09). Jair Bolsonaro (PL) ficou na segunda posição, com 31% (mesmo percentual da anterior). 

O presidenciável Ciro Gomes (PDT) conseguiu 7%, na terceira colocação (mesmo percentual da anterior). Em quarto lugar, Simone Tebet (MDB) teve 5% do eleitorado (eram 4% no último levantamento).

Soraya Thronicke (União Brasil) teve 1% (1% na pesquisa anterior). Seis candidaturas ficaram com 0% – Vera, do PSTU (0% na pesquisa anterior), Felipe d’Avila, do Novo (1% na pesquisa anterior), Constituinte Eymael, do DC (0% na pesquisa anterior), Sofia Manzano, do PCB (0% na pesquisa anterior), Léo Péricles, do UP (0% na pesquisa anterior) e Padre Kelmon (PTB): 0% (não estava na pesquisa anterior)

Brancos e nulos somaram5% (6% na pesquisa anterior), e não souberam ou não responderam, 4% (4% na pesquisa anterior).

Foram entrevistados 3.008 eleitores entre os dias 17 e 18 de setembro em 181 cidades. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00073/2022.

Na pesquisa de 5/9, Lula teve 44% dos votos. Bolsonaro ficou em segundo lugar, com 31% e Ciro em terceiro, com 8%. Simone Tebet teve 4%, em quarto lugar. Soraya Thronicke (União Brasil) e Felipe D’Ávila (Novo), com 1% cada.

Fonte: Brasil 247

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