Lula ganhou o debate também nas redes, mostra levantamento da Quaest

Lula teve mais menções positivas que Bolsonaro em todos os quatro blocos do debate

No último embate entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro, o petista registrou o melhor resultado nas redes sociais. É o que mostra levantamento da Quaest feito nas redes sociais durante o debate.

Durante o debate realizado pela TV Globo nesta sexta-feira, Lula registrou 51% de comentários positivos nas redes, contra 36% de comentários positivos feitos sobre Bolsonaro. 

O monitoramento da Quaest, feito em Twitter, Facebook, Instagram, sites e blogs durante os quatro blocos do debate, mostrou que, nas redes sociais, Lula registrou um desempenho melhor que Bolsonaro em todos os quatro blocos. No terceiro bloco, em que os candidatos tiveram 15 minutos cada para debate não moderado, foi registrada a maior diferença entre os dois: Lula registrou 62% de comentários positivos entre internautas, contra 41% com referências a Bolsonaro.

No segundo bloco, em que Lula e Bolsonaro debateram sobre a fome no país, o petista registrou o menor fluxo de comentários positivos (45%), enquanto Bolsonaro foi elogiado nas redes por apenas 34% dos internautas, ainda segundo levantamento. Na avaliação do diretor da Quaest, isso ocorreu porque houve embate entre os candidatos sobre os números da fome no país. Enquanto Bolsonaro reiterava números do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre a caracterização de linha da pobreza, Lula trazia informações sobre subnutrição trazidas em reportagem do jornal Folha de S. Paulo nesta semana.

Durante o primeiro bloco, também conduzido no modelo de debate não moderado com 15 minutos de fala por candidato, os pontos principais foram a discussão sobre o salário mínimo e acusações de “mentira” entre os presidenciáveis. Segundo a Quaest, os termos mais buscados no Google foram “Bolsonaro vai acabar com o 13”, “Bolsonaro décimo terceiro salário”, “Lula criou o G20” e “Lula absolvido”.

Fonte: Brasil 247

Campanha deTarcísio tem as mãos sujas de sangue no escândalo de Paraisópolis

Cinegrafista da Jovem Pan denuncia atentado fake de Tarcísio em Paraisópolis e que pode ter provocado a morte de um inocente.

Marcos Andrade pediu a rescisão de seu contrato com a Jovem Pan. Após denunciar a farsa montada pela campanha de Tarcísio, o profissional relatou temer retaliações.

Andrade foi o responsável por captar as imagens do tiroteio em Paraisópolis, favela de São Paulo, no último dia 17 que provam a farsa montada por Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato a governador do estado, para se vender como vítima de um atentado enquanto fazia campanha na região.

Ele foi pressionado pela campanha do candidato a apagar as provas e relatou à Folha de S. Paulo que a equipe de Tarcísio estaria pedindo à Jovem Pan sua demissão.

Andrade contou que filmou um agente da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e policiais à paisana, da equipe do próprio Tarcísio, disparando tiros em Paraisópolis, numa ação que matou um jovem desarmado chamado Felipe Silva de Lima, de 28 anos.

Fonte: Brasil 247

Usina em Alagoas deve ser multada em R$ 2 milhões por assédio eleitoral a funcionários

Denúncias são de que funcionários eram ameaçados de demissão se votassem em Lula (PT) e que só seriam contratados para a próxima safra de cana-de-açúcar os trabalhadores que votassem em Bolsonaro (PL).

O Ministério Público do Trabalho (MPT) pede que a Usina Porto Rico, localizada em Campo Alegre, Alagoas, pague multa de R$ 2 milhões por ameaçar de demissão seus trabalhadores caso votassem em Lula (PT). O pedido vai ser avaliado pela Justiça, que já determinou nesta terça-feira (25), de forma liminar, que a empresa pare de ameaçar os funcionários.

De acordo com o MPT, os empregados disseram que sofreram constrangimento e foram ameaçados de que só seriam contratados para trabalhar na próxima safra de cana-de-açúcar os trabalhadores que votassem no candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL).

g1 tentou contato com a Usina Porto Rico, mas não tinha conseguido resposta até a última atualização dessa reportagem.

A ação é baseada em denúncias feitas pelo site “Mídia Caeté” e em postagens nas redes sociais de diretores e demais funcionários da empresa. Um funcionário da usina também foi ouvido pelo MPT e confirmou as informações.

Ainda segundo os funcionários, havia adesivos relacionados à candidatura de Jair Bolsonaro em todos os carros da usina e em setores de trabalho. E que era comum a convocação de reuniões com finalidades políticas dentro do meio ambiente de trabalho.

O processo foi movido pelo procurador do MPT Tiago Cavalcanti, membro da Procuradoria do Trabalho no Município de Arapiraca, com pedido de tutela de urgência. Além da multa milionária, a ação cobra pagamento de R$ 2 mil a cada trabalhador prejudicado, como indenização por danos morais individuais.

Até que o mérito da ação seja julgado, a Vara do Trabalho de Arapiraca determinou que:

  • A usina se abstenha de adotar qualquer conduta que, por meio de assédio moral, discriminação, violação da intimidade ou abuso de poder diretivo, vise coagir, intimidar, repreender ou influenciar o voto dos seus empregados no segundo turno das eleições de 2022.
  • A empresa também deverá deixar de obrigar, exigir, impor, induzir ou pressionar trabalhadores para realização de qualquer atividade ou manifestação política em favor ou desfavor a qualquer candidato ou partido político. Fica impedido o uso de propaganda ou imagens com referências político-partidárias em bens móveis e demais instrumentos de trabalho.
  • A usina terá ainda de impedir que terceiros compareçam a suas instalações e pratiquem qualquer das condutas apontadas pelo Juízo da Vara do Trabalho de Arapiraca como assédio eleitoral.
  • Caberá a empresa também assegurar a participação no pleito eleitoral dos trabalhadores que realizarão atividades laborais no próximo domingo (30), inclusive os que desempenharão jornada no regime de compensação de 12×36 horas.

A Justiça do Trabalho também atendeu ao pedido do MPT para que a Usina Porto Rico divulgue, em um prazo de 24 horas, a contar da intimação judicial, um comunicado à sociedade mostrando o posicionamento da empresa contra o assédio eleitoral. O comunicado deve ser feito até o dia 30 de outubro em todos os meios de comunicação da empresa, quadro de avisos, página principal inicial do sítio eletrônico, redes sociais, grupos e contatos de WhatsApp e e-mail.

Em caso de descumprimento de qualquer das obrigações judiciais, a Usina terá de pagar uma multa de R$ 50 mil por infração, acrescida de R$ 10 mil por trabalhador prejudicado. Se o descumprimento for em relação à garantia de participação dos trabalhadores no segundo turno das eleições ou do comunicado à sociedade e empregados, a multa será de R$ 100 mil por infração.

Fonte: G1

Bispos católicos se posicionam contra Bolsonaro: “Virou as costas à população carente”

“Enquanto dizia ‘Deus acima de tudo’, o presidente ofendia as mulheres, debochava de pessoas que morriam asfixiadas”, diz trecho da nota do grupo “Bispos do Diálogo pelo Reino”

O grupo intitulado “Bispos do Diálogo pelo Reino”, que reúne bispos católicos brasileiros, divulgou, nesta segunda-feira (24), uma carta na qual se posiciona contra a reeleição de Jair Bolsonaro (PL).

O coletivo congrega bispos da Igreja Católica de diversas regiões do país. Em um dos trechos do documento, os religiosos dizem que o segundo turno das eleições coloca a população brasileira “diante de um desafio dramático” que não permite neutralidade.

Leia a íntegra da carta:

A gravidade do segundo turno das eleições 2022.

Irmãos e irmãs,

Somos bispos da Igreja Católica de várias regiões do Brasil, em profunda comunhão com o Papa Francisco e seu magistério e em plena comunhão com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB que, no exercício de sua missão evangelizadora, sempre se coloca na defesa dos pequeninos, da justiça e da paz. Lideramos a escrita de uma primeira Carta ao Povo de Deus, em julho de 2020. Diante da gravidade do momento atual, nos dirigimos novamente a vocês.

O segundo turno das eleições presidenciais de 2022 nos coloca diante de um dramático desafio. Devemos escolher, de maneira consciente e serena, pois não cabe neutralidade quando se trata de decidir sobre dois projetos de Brasil, um democrático e outro autoritário; um comprometido com a defesa da vida, a partir dos empobrecidos, outro comprometido com a “economia que mata” (Papa Francisco, A Alegria do Evangelho, 53); um que cuida da educação, saúde, trabalho, alimentação, cultura, outro que menospreza as políticas públicas, porque despreza os pobres. Os dois candidatos já governaram o Brasil e deram resultados diferentes para o povo e para a natureza, os quais podemos analisar.

Iluminados pelas exigências sociais e políticas de nossa fé cristã e da Doutrina Social da Igreja Católica precisamos falar de forma clara e direta sobre o que realmente está em jogo neste momento. Jesus nos mandou ser “luz do mundo” e a luz não deve ficar escondida (Mt 5,15).

Somos testemunhas de que o atual governo, que busca a reeleição, virou as costas para a população mais carente, principalmente no tempo da pandemia. Apenas às vésperas da eleição, lançou um programa temporário de auxílio aos necessitados. A 59ª Assembleia Geral da CNBB constatou “os alarmantes descuidos com a Terra, a violência latente, explícita e crescente, potencializada pela flexibilização da posse e porte de armas […]. Entre outros aspectos destes tempos, estão o desemprego e a falta de acesso à educação de qualidade para todos. A fome é certamente o mais cruel e criminoso deles, pois a alimentação é um direito inalienável” (Mensagem da CNBB ao Povo Brasileiro sobre o Momento Atual). A vida não é prioridade para este governo.

O chefe de governo e seus apoiadores, principalmente políticos e religiosos, abusaram do nome de Deus para legitimar seus atos e ainda o usam para fins eleitorais. O uso do nome de Deus em vão é um desrespeito ao 2º mandamento. O abuso da religião para fins eleitoreiros foi condenado em nota oficial da presidência da CNBB (11/10/2022), para a qual “a manipulação religiosa sempre desvirtua os valores do Evangelho e tira o foco dos reais problemas que necessitam ser debatidos e enfrentados em nosso Brasil”.

Enquanto dizia “Deus acima de tudo”, o presidente ofendia as mulheres, debochava de pessoas que morriam asfixiadas, além de não demonstrar compaixão alguma com as quase 700 mil vidas perdidas para a Covid-19 e com os 33 milhões de pessoas famintas em seu país. Lembramos que o Brasil havia saído do mapa da fome em 2014, por acerto dos programas sociais de governos anteriores. Na prática, esse apelo a Deus é mentiroso, pois não cumpre o que Jesus apresentou como o maior dos mandamentos: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo (Mt 22, 37). Quem diz que ama a Deus, mas odeia o seu irmão é “mentiroso” (1Jo 4,20).

Os discursos e as medidas que visam armar todas as pessoas e eliminar os opositores estão em contradição tanto com o 5º mandamento, que diz “não matarás”, quanto com a Doutrina Social da Igreja, que propõe o desarmamento e diz que “o enorme aumento das armas representa uma ameaça grave para a estabilidade e a paz” (Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 508).

Vivemos quatro anos sob o reinado da mentira, do sigilo e das informações falsas. As fake news (notícias falsas veiculadas como se fossem verdades) se tornaram a forma “oficial” de comunicação do governo com o povo. Isso fere o 8º mandamento, de não levantar falso testemunho, mas mostra também quem é o verdadeiro “senhor” dos que, perversamente, se dedicam a espalhar falsidades e ocultar informações de interesse público. Jesus diz que o Diabo é o pai da mentira (Jo 8, 44), enquanto Ele é o “caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6).

A Mensagem ao Povo Brasileiro, da 59ª Assembleia Geral da CNBB, alertou-nos, também, de que “nossa jovem democracia precisa ser protegida, por meio de amplo pacto nacional”. No entanto, o atual governo e os parlamentares que o apoiam ameaçam modificar a composição do Supremo Tribunal Federal para criar uma maioria de apoio aos seus atos. O controle dos poderes Legislativo e Judiciário sempre foi o passo determinante para a implantação das ditaturas no mundo.

Os cristãos têm capacidade para analisar qual dos dois projetos em disputa está mais próximo dos princípios humanistas e da ecologia integral. Basta analisar com dados e números e perguntar: qual dos candidatos concorrentes valorizou mais a saúde, a educação e a superação da pobreza e da miséria e qual retirou verbas do SUS, da educação e acabou com programas sociais? Quem cuidou da natureza, principalmente, da Amazônia e quem incentivou a queima das florestas, o tráfico ilegal de madeiras e o garimpo em terras indígenas?

Não se trata de uma disputa religiosa, nem de mera opção partidária e, tampouco, de escolher o candidato perfeito, mas de uma decisão sobre o futuro de nosso país, da democracia e do povo. A Igreja não tem partido, nem nunca terá, porém ela tem lado, e sempre terá: o lado da justiça e da paz, da verdade e da solidariedade, do amor e da igualdade, da liberdade religiosa e do Estado laico, da inclusão social e do bem viver para todos. Por isso, seus ministros não podem deixar de se posicionar, quando se trata de defender a vida do ser humano e da natureza. Nossa motivação é ética e não decorre do seguimento de um líder político, nem de preferências pessoais, mas vem da fidelidade ao Evangelho de Jesus, à Doutrina Social da Igreja e ao magistério profético do Papa Francisco.

Deus abençoe o povo brasileiro e o Espírito Santo de sabedoria e verdade ilumine nossas mentes e corações, na hora de votarmos nesse segundo turno das eleições de 2022. Vejamos Jesus no rosto de cada pessoa, especialmente dos pobres que sofrem e não em autoridades humanas que os manipulam em nome de um projeto ideológico de poder político e econômico.

Em 24 de outubro de 2022, Memória de Santo Antônio Maria Claret, bispo.

Bispos do Diálogo pelo Reino.

Fonte: Revista Fórum

Patrões do ramo do comércio estão proibidos de assediar trabalhadores em todo país

Decisão é do TRT-10 e atende pedido feito pela CUT, UGT e Contracs. Quem descumprir a decisão pagará multa de R$ 10 mil por trabalhador assediado

Atendendo ação civil pública da CUT, UGT e Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (Contracs-CUT), que pediram medidas contra o assédio eleitoral no comércio, o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) expediu, nesta terça-feira (25), uma liminar contra a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) que proibe empresas e empresários do setor de coagirem trabalhadores a votar no presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição. A medida vale para empresas e empresários do ramo do comércio, em todo o País, independentemente do endereço e porte. 

No despacho, o desembargador Antonio Umberto de Souza Junior, determina ainda que a CNC oriente as entidades filiadas por meio de comunicados institucionais em seu site e disparo de mensagens sobre a proibição de assédio eleitoral. Em caso de descumprimento, a decisão liminar prevê multa no valor de R$ 10 mil por cada trabalhador ameaçado, molestado ou constrangido a exercer opção de voto defendida, recomendada ou imposta pelo empregador.

O desembargador decidiu também que as empresas estão obrigadas a permitir que as entidades sindicais tenha livre acesso aos locais de trabalho, para esclarecimentos a respeito do direito ao voto livre.

Segundo o desembargador, as provas incluídas nos autos pelas centrais indicam “suficientemente um desolador e grave quadro de desrespeito à livre expressão do direito ao voto, em todos os seus ângulos”, incluindo o direito de se informar e de não sofrer constrangimentos.

“Inicio por dizer algo óbvio (infelizmente, as obviedades em tempos estranhos precisam ser ditas e reiteradas): a essencialidade jurídica transcendental dos direitos fundamentais, dentre os quais o direito ao sufrágio universal e secreto (CF, art. 14) – direito de participação política, não autoriza que, ao vestir o uniforme patronal, se queira despir o trabalhador de tais prerrogativas inalienáveis”, justifica.

“Essa ação é um marco não só para a defesa da categoria profissional do comércio, mas para a defesa da democracia e do voto livre no Brasil,” afirmou o advogado Felipe Gomes da Silva Vasconcellos, que assina a petição inicial junto com o advogado José Eymard Loguercio, de LBS Advogados.

“É um precedente importante para o direito do trabalho e, concretamente, pode dissuadir as tentativas ilegais de parte do empresariado que assedia e coage seus trabalhadores. Mais do que nunca, é importantíssimo que a categoria denuncie o assédio eleitoral e faça cumprir, em cada comércio do Brasil, a integralidade dessa decisão”, destacou Felipe.

Eymard Loguercio destacou a abrangência nacional da decisão liminar, que observa a importância das entidades sindicais, de trabalhadores e de empregadores, na defesa dos direitos fundamentais e em especial no compromisso de aplicação da Convenção nº 111 da OIT. Trata-se de compromisso com a “observância dos direitos civis e políticos, enfim, dos direitos humanos”, destacou.

Denúncias de assédio dispararam a partir do dia 3 de outubro

Após o primeiro turno da eleição, em 2 de outubro, quando ficou definida que a disputa iria para o segundo turno e seria entre Bolsonaro e o ex-presidente Lula (PT), aumentaram as denúncias de ameaça de demissão e fechamento do estabelecimento em caso de vitória de Lula. 

Até a noite desta terça-feira (25), o Ministério Público do Trabalho (MPT) havia registrado  1.435 denúncias de trabalhadores contra patrões de 1.134 empresas que praticaram assédio eleitoral. Esse número é 6,77 vezes maior que o registrado em 2018 (212). Em percentual, o crescimento se aproxima de 600%. 

Do total registrado até agora pelo MPT, 583 denúncias são da região Sudeste – 40,6%. Apenas o estado de Minas Gerais responde por 374 (26%). Depois vêm Paraná (158), Santa Catarina (139), São Paulo (130) e Rio Grande do Sul (119). 

Onde denunciar

Os casos podem ser denunciados no site do MPT e pelo aplicativo MPT Pardal. As denúncias também podem ser feitas no Portal da CUT Nacional e  na plataforma na internet das centrais sindicais.

Fonte: CUT Brasil

Sertanejos bolsonaristas devem quase R$ 1 bilhão à Receita

O mundo sertanejo apoiador de Jair Bolsonaro tem uma dívida que pode passar dos R$ 900 milhões com a Receita Federal.

São dívidas, pagamentos atrasados e multas de Imposto de Renda a pessoas físicas e jurídicas.

Boa parte dos sorridentes sertanejos da foto acima, ou seus empresários; ou parentes; e/ou empresas ligadas a eles está na mira da Receita nesse exato momento.

Quem tem municiado a Receita são os Procuradores dos Ministérios Públicos Federais (nos Estados).

Há índicios e superfaturamentos na venda de shows a cidades do Brasil –especialmente no Centro-Oeste e Nordeste.

Perdoa, Amor

A suspeita das fontes ouvidas é que o apoio a Bolsonaro possa estar ligado a uma promessa futura de “relaxamento” dessas dívidas já em até 90%, caso ele se reeleja. Se a Secom quiser se pronunciar, este texto será atualizado.

Alguns dos multados pela Receita estão usando o sistema federal “Regularize” para questionar ou negar as dívidas.

Embora o sistema já existisse, ele foi ampliado assim que o presidente tomou posse, em 2019.

Empresas, para que te quero?

Há também investigação sobre um sem-número de empresas abertas que promovem a carreira dos sertanejos.

Na verdade, muitas delas estão em nome de procuradores, agentes, amigos, parentes (inclusive ex-mulheres), empresários e até “laranjas” dos próprios artistas.

Apesar disso, a estratégia dos sonegadores é tão simples que até irrita.

Funciona assim: quando uma empresa começa a acumular dívidas federais (como IR e Previdência), seus donos deixam aberta (até porque o fechamento é impossível com dívida ativa), porém são inativadas.

Em seguida, os envolvidos simplesmente abrem outras empresas que continuam a fazer o mesmo que a anterior.

A empresa anterior, moribunda, fica anos espetada no gancho do Leão.

O problema é o tempo que demora para a Receita conseguir responsabilizar as pessoas físicas por trás das jurídicas sonegadoras. Pode levar anos.

A informação foi obtida por este site junto a uma fonte na própria Receita e junto a dois Ministérios Públicos Federais: São Paulo e Ceará.

Rancho Fundo; digo, Buraco Fundo

Porém, o buraco é mais fundo.

Há muitas outras investigações em andamento nos Ministérios Públicos Federais de São Paulo, Rio, Paraná, Goiás, Piauí, Minas Gerais, Maranhão, Ceará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Alagoas.

(sobre o Nordeste, em breve, neste site, uma bomba sobre o mundo forrozeiro e “pisadeiro” bolsonarista; artistas bolsonaristas de ritmos nordestinos estão tão endividados quanto seus parceiros de botas, calças justas e aqueles mesmos acordes enfadonhos de sempre).

A propósito,, vários procuradores desses Estados já concluíram ou estão concluindo as investigações e enviando os resultados para a Justiça e para a Receita Federal aplicar as multas.

Vários procuradores desses Estados já concluíram ou estão concluindo as investigações e enviando os resultados para a Justiça e para a Receita Federal aplicar as multas.

Entretanto, não há prazo para o término das investigações, que já duram sete anos.

Fonte: Ooops

Evangélico bolsonarista e “empreendedor” é preso por esquema milionário

Rubens Valente, Agência Pública – O pastor evangélico Ivonélio Abrahão da Silva, 48, se apresenta como “Apóstolo Abrahão” e fundador da igreja MIRN (Movimento Internacional Restaurando as Nações). Com sede em Belford Roxo (RJ), a MIRN tem como slogan “a igreja da família feliz”. As redes sociais de Ivonélio, nas quais colocou como foto do perfil uma bandeira do Brasil, são alimentadas por basicamente três tipos de mensagens: sua participação em cultos, textos e vídeos a favor de uma empresa de supostos “investimentos financeiros” na qual seu filho atua, Patrick Abrahão, 24, e propaganda a favor da reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Nesta quarta-feira (19), Patrick foi preso pela Polícia Federal sob suspeita de movimentar um esquema financeiro com uso de criptomoedas e esmeraldas que teria prejudicado mais de 1 milhão de “investidores” em 80 países. A operação se chamou “La Casa de Papel” pois, segundo a polícia, o grupo, que já investia em pedras preciosas, vinhos e viagens, pretendia também montar um banco próprio.

Nas eleições de outubro, o “Apóstolo Abrahão”, Ivonélio, compartilhou no Instagram, onde tem 92,6 mil seguidores, mensagens a favor da reeleição de Jair Bolsonaro, incluindo um vídeo do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), preso sob acusação de ameaçar o ministro do STF Alexandre de Moraes, e outro citando Deus e o número eleitoral de Bolsonaro.

Em 2018, seu filho Patrick, que hoje tem 3 milhões de seguidores no Instagram, também fez campanha para Bolsonaro. Usando uma camiseta com o nome do então candidato, participou de pelo menos uma carreata em União dos Palmares, em Alagoas, onde a igreja MIRN tem uma filial.

O pastor Ivonélio também é “amigo de longa data” do deputado federal e pastor Marco Feliciano (PL-SP), um dos principais bolsonaristas no meio evangélico – a expressão “longa data” foi usada em vídeo pelo próprio parlamentar. “Estou aqui para me confraternizar com o senhor e com a igreja, com a sua família, por mais esse ano inspirador de vida que Deus tem nos dado. Sucesso, espero revê-lo em breve, um beijo no coração do Patrick e tô com muita saudade”, disse o deputado no vídeo postado em maio de 2018.

Patrick Abrahão empilha, nas redes sociais, fotos ao lado de carros de luxo, dentro de aviões e hotéis de luxo, aparentando viver uma vida agitada em lugares paradisíacos como Dubai e Cancun, no México. Casado com uma cantora gospel, Perlla, que tem 2,5 milhões de seguidores no Instagram, Patrick costuma publicar vídeos e mensagens motivacionais, como “dicas para alavancar o seu crescimento pessoal”, tudo girando em torno da empresa Trust Investing.

Um dos vídeos se chama “Primeiro milhão aos 21 anos, minha história no marketing multinível”. Ele alega que, durante a sua infância, ou seja, apenas cerca de dez anos antes do “primeiro R$ 1 milhão”, seu pai Ivonélio gerenciava uma padaria e recebia “R$ 300 ao mês para sustentar nossa casa”. Agora tudo tinha mudado. Atrás de Patrick aparece uma Range Rover pintada com a inscrição “eu confio Trust Investing”.

Em setembro de 2020, Patrick publicou mensagens com pelo menos três fotografias ao lado do deputado Marco Feliciano, numa delas afirmando que o parlamentar é seu “segundo pai que Deus me deu”. Também o chama de “amigo e meu pastor”. Em outra postagem, aparece dando de presente ao deputado um boneco de John Wick, um personagem do cinema, um assassino de aluguel interpretado pelo ator Keanu Reeves. O boneco Wick presenteado ao deputado, que pode ser comprado por R$ 500 na internet, carrega uma espingarda.

Em outra foto com Feliciano, Patrick colocou a hashtag #trustinvesting e escreveu: “Quero com muita alegria desejar bem vindo ao nosso amigo Pastor e deputado federal Marco Feliciano! É um prazer tê-lo conosco no mesmo intuito de ajudar milhares de pessoas pelo mundo inteiro! Obrigado pelo carinho e pela confiança de sempre”. Procurado, Feliciano respondeu à Agência Pública (ver abaixo).

‘Somos 1 milhão’, comemorou filho do pastor

Patrick criou uma certa “Rede PP”. No começo deste ano, divulgou a comemoração de que “somos 1 milhão”. “Hoje nossa família soma 1 milhão de pessoas. Há um tempo atrás eu não imaginava que poderia alcançar tanta gente.”

Essa “rede” foi explicada pelo próprio Patrick em um vídeo publicado em agosto de 2019, quando ele ainda não ostentava viagens caras ao exterior. Ele disse que os “investidores” da Trust Investing poderiam começar com US$ 15 e chegar ao máximo de US$ 100 mil. Depois do “investimento”, 65% do capital “vai para que a empresa opere dentro do mercado financeiro”, incluindo “duas mesas na Europa e uma no Brasil” e outros “investimentos como arbitragem de criptomoedas”, em especial a Bitcoin. Com o “lucro”, disse Patrick, a empresa “nos paga uma porcentagem” que vai de “0,1% a 5% ao dia”, com um máximo de 20% ao mês. Deu um exemplo: a empresa receberia do investidor US$ 100 e pagaria “aproximadamente US$ 20 ao mês”.

Por fim, Patrick disse que o “investidor” poderia também “desenvolver sua rede, criar sua equipe e poder expandir sua equipe”.  Para essas pessoas, a Trust iria pagar dois tipos de “bônus”, como o “de indicação direta”. A empresa iria “reconhecer o esforço” do investidor sobre cada novo membro da rede e pagaria “10% sobre o valor aplicado”. Ou seja, se esse amigo investir US$ 1 mil, o investidor que o atraiu receberia na mesma hora uma “comissão” de US$ 100.

Em agosto de 2021, Patrick postou um vídeo que mostra uma multidão reunida no que chamou de “Mega evento Trust Investing”, com “inúmeros líderes e investidores e com a presença de vários convidados especiais, dando um up nos nossos trabalhos”. Segundo Patrick, foram “mais de 3 mil pessoas”. A festa teve telão e chuva de papel picado. Os membros da Trust aparecem chegando em carros de luxo. Vestindo um blazer brilhante, o pastor Ivonélio discursou no palanque e disse, para a câmera, “mais um evento da Rede PP, tenho certeza de que vai marcar sua história e marcar sua vida”.

Meses depois, a Trust começou a não pagar seus “investidores”, sob alegação de que houve um ataque hacker. Em março de 2022, Patrick anunciou, ao lado do “presidente” da Trust, Diego Chaves, que o problema já estava resolvido e que haveria “um plano de reparo”. Segundo Chaves, o “hackeio foi de mais de US$ 800 milhões”. Ele confirmou que havia pessoas “que ainda não recuperaram 100% do seu investimento, devido ao hackeio”.

De acordo com as investigações da Polícia Federal, a Trust Investing simplesmente não existe no Brasil, embora os responsáveis tenham dito que estava sediada na Estônia. Segundo a PF, o processo todo era uma pirâmide financeira, segundo o qual os clientes não eram obrigados, mas podiam atrair novos membros sob a promessa de incríveis taxas de retorno, de 20% ao mês ou 300% ao ano. Tal rentabilidade, segundo os especialistas, é impossível no mercado financeiro por meio de operações legais.

O esquema da pirâmide financeira precisa sempre agregar novos investidores. Com esse dinheiro novo é que são pagos os supostos “rendimentos”. Mas, em algum momento, o sistema desaba. 

Segurança paga pela igreja

As imbricações entre Ivonélio, sua igreja, Patrick e a Trust Investing estão sendo mapeadas pela Polícia Federal. A investigação já descobriu, por exemplo, que a igreja de Ivonélio remunera a empresa de segurança privada encarregada da segurança pessoal do pastor, de seu filho e dos três principais outros operadores da Trust Investing – Diego Ribeiro Chaves, Fabiano Lorite de Lima e Cláudio Barbosa. Para a PF, as questões da igreja se misturam às da Trust e o pastor Ivonélio promove o filho e suas empresas em suas redes sociais.

O relacionamento do pastor com a Trust é explícito em diversos vídeos na internet. Em março passado, por exemplo, Ivonélio participou de uma live de 40 minutos ao lado do filho, Patrick, no qual explicou que “iniciamos nosso trabalho no ano de 2019 e toda conferência, toda reunião, nós oramos a Deus, buscamos a presença de Deus”. Contou que estava participando de reuniões que duraram “quatro a cinco dias”, “de oito a dez horas por dia”, com “executivos” para discutir “o plano de reestruturação” da Trust Investing. Naquele momento, a empresa estava sendo cobrada por diversos investidores, pois havia parado de pagar sob alegação de ter sofrido um ataque hacker. “Tudo o que a maioria dos senhores, ou todos que gostariam de ouvir, é que ninguém ficará sem receber”, tentou acalmar Ivonélio.

O pastor se apresenta na live como “do corporativo” ou dos “top 20”. “Em nome do corporativo eu venho aqui dizer que, na realidade, nós – em nome dos top 20 – pedimos para adiar um pouco mais para que a gente pudesse melhorar tudo aquilo que a empresa nos propôs no dia 21.” Nesse vídeo, Patrick diz que os hackers “roubaram, sim, muito dinheiro”.

Em outro exemplo contundente, um dia antes da deflagração da Operação La Casa de Papel, Ivonélio publicou um vídeo na sua rede social no qual aparece ao lado do filho e do “diretor de marketing” da Trust Investing, Fabiano Lima, que apresentou o pai e filho evangélicos como “líderes, amigos que estão aqui representando toda sua rede do Brasil, a maior rede do Brasil” e que estariam relatando “ameaças, pessoas que perderam a paz porque acreditam e pensam que Trust não vai voltar”. Lima disse que tem o compromisso “de pagar todos filiados no Brasil, na Espanha, em todos os países do mundo”.

“Deus abençoe a tua vida, Deus abençoe Diego, enfim. Pra mim é uma alegria muito grande estar aqui, Fabiano, porque você não mudou, continua a mesma pessoa desde quando eu o conheci. A Trust Investing, como o Patrick meu filho falou, tivemos momentos extraordinários, maravilhosos, tá, eu particularmente realizei sonhos que eu nunca na minha vida pensei em realizar, essa é a verdade. Foi através da Trust Investing. Momento difícil, quem não tem. Se passa. Obstáculo se pular, essa é uma realidade”, disse o “Apóstolo Abrahão”.

A PF já sabe que o pastor tinha, no início do ano, dois carros de luxo em seu nome, dois Porsche, um Boxster e um Cayenne V6, que passam de R$ 600 mil cada um no mercado.

No vídeo, Ivonelio diz ainda que “não só no Brasil, como a nossa equipe fora do Brasil, quero que todo mundo saiba que nós estamos aqui num momento difícil também, para dar a mão, juntos de mãos dadas somos mais fortes”. “Vamos voltar a sorrir”, disse o pastor.

‘Perplexidade e tristeza’, diz Feliciano sobre prisão de Patrick

A Agência Pública indagou ao deputado Marco Feliciano o que significa ser “bem-vindo”, como dito por Patrick no vídeo de 2020, ou seja, se ele prestou algum tipo de serviço à Trust Investing. Por escrito, o parlamentar respondeu: “Nesta data fui convidado para ministrar na igreja que seu pai [Ivonélio] pastoreava. Nunca trabalhei, nem nunca recebi nada desta empresa. Quero crer que era um bem-vindo a minha chegada ao culto e que a pregação ajudaria pessoas que estariam assistindo a transmissão ao vivo pela internet”.

Feliciano disse que recebeu a notícia da prisão de Patrick “com muita perplexidade e profunda tristeza”. “Conheci Patrick quando era solteiro, em um evento evangélico dirigido pelo seu pai que é pastor. Ele disse que minhas pregações o tocaram”. Sobre Ivonélio, o deputado disse que “somos irmãos de fé. Nos conhecemos na igreja. Estive com eles duas vezes, em dois cultos”. O deputado disse ainda que “não conhece” nem tem como avaliar o trabalho da Trust Investing e da igreja MIRN.

A Pública tentou manter contato com a igreja MIRN, mas o telefone indicado na internet não completava. Também tentou contato com os advogados de Patrick e de Ivonélio, mas não conseguiu localizá-los.

Nos vídeos que postou na internet, Patrick dizia que “a empresa é maravilhosa, é algo jamais visto dentro do mercado” e que suas operações tinham “sustentabilidade e transparência”. “Nossa empresa é nova no mercado, porém com uma experiência gigantesca”, disse Patrick em agosto de 2019. Em um vídeo, Ivonélio disse que o trabalho da Trust “tem mudado a vida de centenas de milhares de pessoas”.

Fonte: Brasil 247

Governo Bolsonaro quer criar contrato de trabalho sem direito a aposentadoria pública

O ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu na manhã desta quinta-feira uma nova modalidade de contratação trabalhista, por meio da chamada carteira de trabalho verde e amarela, proposta de campanha do presidente Jair Bolsonaro. Essa nova carteira seria a porta de entrada para o regime de capitalização previdenciária, que o governo pretende implantar. O ministro negou, no entanto, que a medida constará na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma da Previdência, a ser apresentada nas próximas semanas.

“Não há uma mudança de regra trabalhista nessa PEC. Nós não vamos misturar isso (reforma da Previdência) e atrapalhar o trâmite, não. A gente primeiro fala que estamos reformando isso daqui (Previdência) e lançando essa proposta (carteira verde a amarela) para ser regulamentada”, explicou, após sair de uma reunião com investidores norte-americanos, em um hotel em Brasília.

Guedes voltou a criticar o atual sistema previdenciário e a legislação trabalhista baseada na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

“Aí é que vem essa carteira verde e amarela, um regime previdenciário diferente, onde a empregabilidade seja enorme, o índice de emprego para os jovens seja quase 100%. É o que o presidente (Jair Bolsonaro) tem dito, talvez a gente esteja indo em direção a uma escolha entre dois sistemas. Você pode escolher um sistema que tem muitos direitos e não tem emprego e um outro sistema onde você tem muitos empregos e esses direitos são os que você escolhe ter”, disse.

Reforma

Paulo Guedes admitiu que talvez não utilize o texto da reforma da Previdência que tramita na Câmara dos Deputados, apresentado ainda no governo de Michel Temer, o que deverá fazer com que a medida leve mais tempo para ser aprovada no Congresso Nacional, previsto em cerca de quatro meses.

Ele atribuiu essa estratégia à complexidade do novo texto que o governo está preparando, que inclui não apenas a reforma do atual sistema, mas a implantação de um novo sistema de capitalização, quando o trabalhador financia a sua própria aposentadoria no futuro, por meio de uma poupança.

O ministro da Economia disse ainda que o sistema de capitalização que o governo pretende implantar no país vai acelerar o crescimento econômico.

Ou seja, o governo Bolsonaro quer que os futuros trabalhadores fiquem sem a garantia de uma previdência pública e que os atuais aposentados corram o risco de ficar sem receber seus proveitos, já que sem novas receitas a Previdência ficaria insustentável.

Fonte: Redação com Correio do Povo

CUT e centrais sindicais cobram ação do MPT para combater assédio eleitoral

Na manhã de hoje (24), CUT, centrais sindicais e sindicatos participaram de reunião com Ministério Público do Trabalho (MPT) para discutir assédio eleitoral nos locais de trabalho em Alagoas.

O Procurador Chefe do MPT, Rafael Gazzaneo afirmou que as denuncias estão sendo acolhidas pelo ministério e que serão tomadas as devidas providências.

Os casos de assédio eleitoral tem crescido no Brasil e em Alagoas, as denúncias de pressão dos patrões para obrigar os trabalhadores a votarem no Bolsonaro não para de crescer. Mais de 30 denúncias foram colhidas e todas estão sob investigação.

Sindicalistas reivindicaram que as punições sejam exercidas mesmo após o processo eleitoral. Assédio é crime e precisamos de respeito entre empregadores e trabalhadores/as.

No dia 20, a CUT e as centrais sindicais realizaram um ato de protesto contra o assédio eleitoral em frente a Casa Vieira, empresa que foi denunciada por assediar seus funcionários.

Redação com CUT Alagoas

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