Semana Cultural: programação comemorativa dos 112 anos do Teatro Deodoro

Celebração contará com participações de Paulo Betti, Emília Clark, Marika Gidali e de produtores da Feira Agroecológica Novo Jardim

Para celebrar os 112 anos de fundação do Teatro Deodoro, a Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (Diteal) preparou uma semana cultural, que acontecerá entre os dias 14 e 20 de novembro, com atividades das 8h às 22h. Paulo Betti, Maria Emília Clark e Marika Gidali são presenças confirmadas na celebração.

O lançamento da programação, será realizado nesta terça-feira (8), às 8h30, no Café da Linda, do Complexo Cultural, em um coffee break com a imprensa. Para participar, a equipe de reportagem deve enviar e-mail para ascomteatro@gmail.com até às 19h desta segunda-feira (07). 

Durante o evento comemorativo, que acontecerá em todos os espaços do Teatro Deodoro, os parceiros da Diteal, Chau do Pife, MC Tribo, Wilson Santos, grupo Transhow, Coletivo Nossa Gente, Orquestra Filarmônica e Clube do Jazz também estarão presentes na semana de celebrações. Haverá, ainda, uma oficina de iluminação cênica com Edner Careca. Os projetos Quinta no Arena e Teatro Deodoro é o Maior Barato também serão celebrados durante o aniversário. A maioria dos espetáculos terá entrada gratuita.

A novidade deste ano é a parceria com a Feira Agroecológica Novo Jardim, que, além de artistas, trará 20 agricultores e expositores familiares vindos de assentamentos da reforma agrária e comunidades rurais de Alagoas, para expor produtos no Pátio do Teatro Deodoro, ao lado do Café da Linda, entre os dias 15 e 19 de novembro, das 9h às 21h.

A participação da Feira Agroecológica Novo Jardim visa estimular o intercâmbio sociocultural entre produtor e consumidor final, fomentando a cultura alagoana e nordestina com destaque à preservação ambiental e à preservação da cultura alimentar livre dos agrotóxicos.

SERVIÇO:

O QUE: Lançamento da programação de aniversário de 112 anos do Teatro Deodoro

ONDE: Café da Linda, Foyer do Teatro Deodoro

QUANDO: 8 de novembro

HORÁRIO: 8h30

Fonte: Ascom Diteal

Espanha: Não ao Orçamento de guerra!

O governo de Pedro Sánchez e Yolanda Díaz apresenta-nos, mais uma vez, o chamado “Orçamento social”. Mas, por detrás da propaganda, esconde-se a realidade dos números. Porque os Orçamentos são contas… e não contos.

E esta realidade mostra algo que é ressentido pela maioria dos trabalhadores (estejam eles no activo, ou sejam reformados ou desempregados) e dos jovens de todas as cidades do nosso país: um quarto da população já está em situação de pobreza, e esta percentagem tem vindo sempre a aumentar, o poder de compra diminuiu mais de 6 % este ano para a maioria das populações (em especial, devido ao aumento de bens essenciais, tais como a energia, os combustíveis e os alimentos). E os planos de despedimento na indústria continuam a ter lugar, uns após outros. Não há necessidade de acrescentar mais facto a este quadro.

Será que este Orçamento responde às necessidades da população?

O item que mais aumenta – com um aumento real de 126% – são as despesas militares (aquilo a que chamam Orçamento “para a defesa”). O segundo, 31 mil milhões, serão gastos no pagamento de juros da Dívida pública, o que representa mais de 2% do PIB. Os únicos empregados que recebem um aumento salarial digno desse nome são os polícias e os guardas civis. Enquanto jorra dinheiro para armas e corpos repressivos, a Saúde está exangue na sequência da pandemia, a Educação continua com salas de aula superlotadas, e centenas de milhares de jovens vêem negado o acesso ao Ensino profissional público. Esta é a realidade: trata-se de um Orçamento que impulsiona a guerra e promove a guerra social.

Fonte: POUS4

Moradores dos flexais rejeitam acordo entre MPF, MPAL, DPU, Prefeitura de Maceió e Braskem

Maioria quer realocação com indenizações que consideram “justas”

Moradores do Flexal de Baixo e do Flexal de Cima, em Maceió, se recusam a aceitar o termo de acordo oficializado entre os ministérios públicos Federal (MPF) e Estadual (MPAL), Defensoria Pública da União (DPU), Braskem e Prefeitura de Maceió. O documento, procolado na semana passada, prevê uma série de ações que visam à integração urbana na região dos Flexais.

Mas, para a população, a melhor solução seria a realocação com indenizações que consideram “justas”. Na última sexta-feira, parte deles fez um protesto contra o acordo, que havia sido rejeitado pela maioria durante audiência no último dia 3 de agosto, na sede do MPF em Alagoas.

De acordo com as lideranças do Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (MUVB), ao firmarem esse termo, MPF, MPAL, DPU e Prefeitura de Maceió estariam sendo coniventes com a violação dos direitos individuais e coletivos das pessoas afetadas pela Braskem.

Os moradores dos flexais sofrem com o isolamento social devido ao esvaziamento dos bairros nas redondezas, que foram evacuados por conta das consequências geológicas provocadas por mais de quatro décadas de mineração de sal-gema, o que desestabilizou o solo.

“Aceitar esse acordo significa abrir mão do direito que essa comunidade tem de ser reparada integralmente pelos danos causados pela Braskem! Não há condições de habitabilidade ali, de uma vida saudável, são duas ruas mutiladas!”, diz postagem do MUVB nas redes sociais.

Ações previstas

O acordo estabelece quais ações devem ser priorizadas — no prazo máximo de 24 meses — na execução do projeto de integração e desenvolvimento nas áreas de economia e trabalho; educação, esporte, lazer e meio ambiente; saúde e assistência social; atendimento e segurança da comunidade; e mobilidade.

Estão previstas a criação de uma nova unidade básica de saúde e de uma nova escola em substituição aos serviços prestados pela antiga Escola Municipal Major Bonifácio, e a instalação ou ampliação de serviços básicos de saúde que assegurem o atendimento aos moradores da região. O acordo prevê também a ampliação e/ou alteração de rotas existentes de ônibus, de modo a suprir falhas de transporte; e a ampliação de rondas feitas pela guarda municipal.

Com relação à segurança, o projeto prevê o mapeamento da iluminação pública para posterior instalação de iluminação LED; já com relação às ações de conservação e zeladoria, o documento estabelece a divulgação da periodicidade e dos horários da coleta domiciliar e da limpeza urbana. Além disso, as partes se obrigam a adotar medidas para evitar ocupação e construção irregular de imóveis naquela localidade.

O projeto de execução contempla a instalação de centro de apoio aos pescadores, integrado a píer de acesso à lagoa, bem como a implantação de espaço para feira visando a atender à comunidade local.

Compensação financeira

Com a celebração do acordo fica garantido aos moradores e comerciantes da região o pagamento de uma parcela única no valor de R$ 25 mil por núcleo familiar e comércio; e de R$ 30 mil, no caso de imóvel misto, a título de indenização por danos patrimoniais e extrapatrimoniais.

Segundo a cláusula quinta, o acordo não vincula e nem gera quaisquer obrigações para os cidadãos que não concordarem com as medidas propo

Fonte: 082 Notícias

PRF é recebida a tiros por bolsonaristas no Pará

Equipes da PRF (Polícia Rodoviária Federal) foram recebidas a tiros por bolsonaristas que bloqueiam um trecho da BR-163 em Novo Progresso, no sul do Pará, durante operação hoje para tentar desobstruir a via.

A ocorrência, registrada no final da manhã de hoje (7), deixou ao menos um agente ferido. Uma criança passou mal e precisou ser socorrida, mas já recebeu alta médica, segundo a corporação.

Imagens recebidas pelo UOL mostram as viaturas danificadas da PRF deixando o local em alta velocidade após serem recebidas a tiros, pedras, fogos e outros objetos. A cidade é a única que tem bloqueio de rodovia no estado hoje, segundo a PRF.

Nas imagens, é possível ouvir um manifestante comemorando que “o povo expulsou a polícia”. “Agora é guerra”, diz um deles.

Em outra imagem, um homem mostra ao menos sete cápsulas de tiro supostamente disparadas contra os policiais.

Na semana passada, quando já havia ordem judicial para desbloqueio da BR-163, a PM (Polícia Militar) do estado afastou um tenente que se recusou a retirar os manifestantes.

Como a cidade se comportou na eleição? Novo Progresso é um dos principais focos atuais de desmatamento e de queimadas na Amazônia. No segundo turno, o presidente Jair Bolsonaro (PL) teve 82,92% dos votos válidos no município, contra 17,08% do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Novo Progresso também é a quinta cidade da Amazônia com mais desmatamento e queimadas em 2022, segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Somente neste ano foram 3.165 focos, ou seja, quase dez por dia.

Em 2019, a cidade foi destaque mundial quando fazendeiros locais combinaram incendiar várias áreas ao mesmo tempo, no episódio que ficou conhecido como “Dia do Fogo.”

Por que rodovias têm sofrido interdições? Rodovias federais e estaduais têm sido fechadas pelo Brasil desde a noite do último dia 30 de outubro, data do segundo turno das eleições.

Durante a semana, mais de 300 trechos de estrada chegaram a ser paralisados. De acordo com a atualização mais recente da PRF, publicada às 15h37, ainda há 15 interdições —fechamentos parciais— de pistas e quatro bloqueios —fluxo totalmente interrompido.

Fonte: Oul

Orçamento secreto: o maior esquema de corrupção da história!

“ORÇAMENTO SECRETO É O MAIOR ESQUEMA DE CORRUPÇÃO INSTITUCIONALIZADA DA HISTÓRIA”, DIZ TRANSPARÊNCIA INTERNACIONAL

“Nunca foi tão fácil e tão pouco arriscado desviar dinheiro público na história do país. Essa é a consequência grave da manutenção do orçamento secreto, na avaliação do diretor executivo da seção brasileira da Transparência Internacional, Bruno Brandão. “O orçamento secreto é o maior esquema de institucionalização da corrupção na história brasileira”, afirma ele, com segurança, nesta entrevista ao Congresso em Foco.

E é a partir daí que se depreende que nunca antes foi tão fácil desviar dinheiro público. Porque, para aqueles que têm acesso a esses recursos públicos, o orçamento secreto elimina de forma quase total os riscos do desvio. “Tiraram os mecanismos tradicionais de desvio de dinheiro para criar um mecanismo de assalto aos cofres públicos com um verniz de legalidade, um teatro de institucionalidade, que reduz os riscos dos agentes, mas que é um a apropriação indébita, uma apropriação corrupta”, avalia Brandão.

É por isso que, para o diretor da Transparência Internacional, será um grande risco para o novo governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva negociar com o Congresso a manutenção do orçamento secreto nos mesmos termos e da mesma forma como ele vem sendo executado. “Trata-se de um mecanismo de impunidade”, afirma.

Numa comparação com os graves esquemas anteriores de corrupção do país – o mensalão e o petrolão –, Bruno Dantas explica que, enquanto eles mantinham aspectos dos mecanismos tradicionais de corrupção pública, tudo isso sofisticou-se no orçamento secreto. Nos dois casos, o que havia eram fraudes em contratos de licitação de grandes projetos, com desvios de percentuais em processos que conseguiam ser alcançados pelas ferramentas de fiscalização: tribunais de contas, Ministério Público, Polícia Federal, etc.

“Tanto o mensalão quanto o petrolão foram instrumentos de macrocorrupção, mas foram diretamente mecanismos de corrupção, de desvio de dinheiro público de estatais, de fraudes em licitações para financiamento de apoio político e também para enriquecimento ilícito de agentes públicos e privados. Me parece que as coisas foram se tornando mais graves”.

Mecanismo de impunidade

Outro aspecto que Bruno Brandão chama a atenção é que não há no orçamento secreto um mecanismo exatamente de barganha política. “Se nós pegássemos o modelo do mensalão, ele foi um mecanismo corrupto para comprar votos no Congresso e garantir a governabilidade. O orçamento secreto não é um pacto de governabilidade, não é um mecanismo de governabilidade. É um mecanismo de impunidade. Porque não existe um projeto de governo, uma visão de país do governo Bolsonaro que estaria sendo barganhado para a aprovação de projetos. Na verdade, é uma barganha por impunidade”, acusa ele.

Nesse sentido, Bruno Brandão confia que o Supremo Tribunal Federal (STF) vá acabar por considerar inconstitucional o modelo. “O que nós achávamos que seria uma boa saída para essa situação é a atuação do poder Judiciário, do Supremo Tribunal Federal”, considera ele. “Com o horizonte de um novo governo que, ainda que com problemas, demonstrou no seu passado um respeito às instituições democráticas muito superior ao governo atual, talvez o Supremo possa exercer o seu papel intervindo nessa situação para abolir essa prática obscena e claramente inconstitucional do orçamento secreto”.

Pulverização da corrupção

Um dos aspectos que dificulta a fiscalização da corrupção que se envolve no orçamento secreto é que ele trabalha com a total pulverização dos recursos públicos. São centenas, talvez milhares, de alocações de recursos em pequenos municípios, boa parte deles justamente aqueles com menor capacidade de fiscalização própria da aplicação. É na soma desse enorme varejo de recursos públicos que o desvio acontece.

“Enquanto o mensalão ou o petrolão eram esquemas que desviavam recursos de grandes contratos da administração pública, das estatais, de grandes obras e outras contratações, esse agora é um assalto direto ao orçamento público, que o que faz é uma pulverização na mesma ou em maior escala que os anteriores, mas de forma pulverizada”, explica Bruno Brandão. “Fazendo jorrar recursos federais para pequenos projetos e contratações, mas em um número imenso de localidades espalhadas pelas regiões mais desassistidas do país e com menor capacidade institucional de fazer o controle da alocação e da execução desses recursos. O que se fez foi jogar gasolina na fogueira. Já existia grande corrupção nos municípios, mas agora com um volume de recursos nunca antes experimentado. Nunca se viu tanto recurso federal indo para essas municipalidades sem qualquer controle”, considera o diretor da Transparência Internacional.

“Sai de algum lugar”

O dinheiro que se perde nessa pulverização de recursos públicos sai de algum lugar. Ou seja, não apenas se perde em milhares de destinações inúteis. Mas deixa de financiar outros grandes projetos importantes.

Um dos projetos que perdeu, por exemplo, dinheiro para financiar o orçamento secreto foi um projeto de combate ao câncer. O câncer é uma das doenças de tratamento mais caro. E, por essa razão, são diversos os seus pacientes que acabam tendo de recorrer ao Sistema Único de Saúde. Enquanto diversos deputados agraciaram seus pequenos municípios com tratores – ou nem isso – o tratamento de câncer na rede pública de saúde perdeu dinheiro.

Democracia desigual

“O terceiro impacto, talvez o mais grave, é o impacto sobre a própria democracia brasileira na deturpação das condições de competição eleitoral”, analisa Bruno Brandão. “Porque alguns políticos – e normalmente a classe mais corrupta e fisológica – tiveram acesso desigual e secreto a recursos milionários que os beneficiaram enormemente na competição eleitoral”.

Bruno Brandão exemplifica com o caso do próprio presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), tido como o dono da chave do orçamento secreto, aquele que define para quem irão as verbas. “Arhtur Lira quase dobrou seu número de votos das eleições anteriores. Teve acesso a meio bilhão de reais para seus interesses políticos”, observa.

Desmanche da fiscalização

“Seria uma piada se não fosse uma tragédia essas falas de que não houve corrupção”, acusa Bruno Brandão. Muito ao contrário de ter sido um governo menos corrupto, na avaliação do diretor da Transparência Internacional o que o governo Jair Bolsonaro fez foi procurar desmanchar os mecanismos de fiscalização que o país levou décadas para construir.

“O mais grave foi a destruição da capacidade do país de confrontar a corrupção. E com essa destruição dos mecanismos de combate à corrupção também se destruíram pilares do próprio sistema democrático. Do sistema de freios e contrapesos da democracia brasileira”, diz Bruno Brandão.

Na avaliação de Brandão, Bolsonaro tentou destruir todos os três pilares do sistema de freios e contrapesos da democracia brasileira: o pilar de responsabilização jurídica, legal; o pilar de responsabilização política, e o pilar de responsabilização social.

“Ao interferir nas instituições de controle e neutralizar a Procuradoria Geral da República, ele desmontou o pilar de controle jurídico, controle legal dos atos do governo e de tantas autoridades”, principia o diretor da Transparência Internacional. “Ao comprar o Congresso Nacional, garantiu a blindagem contra processos de impeachment que dormiram na gaveta de Arthur Lira, mais de 140 pedidos de impeachment e destruiu o pilar de responsabilização política”, continua. “Ao reduzir o espaço cívico, ao promover retrocessos sem precedentes na transparência, a decretação de sigilos abusivos, a destruição dos espaços de participação institucionalizados, ao atacar sistematicamente a imprensa investigativa, as organizações da sociedade representativa, o ativismo, ele tentou neutralizar também o pilar de controle social”, conclui.

Fonte: Congresso em foco

Quase um milhão de alagoanos estão endividados

Em Alagoas, 946.322 pessoas entraram para a estatística da inadimplência. Entre o mês de agosto para setembro, 19.236 alagoanos aparecem na lista de inadimplência, de acordo com dados da Serasa.

Ainda conforme os dados, a maioria das dívidas dos alagoanos são com bancos e cartões, registrando 33,1% das dívidas totais. Em segundo lugar aparecem as contas básicas como água e luz que representam 30,5% das dívidas. Já o segmento de telecomunicações representa 3,38% e o varejo 8,89%.

A facilidade de adquirir crédito, movimento dos bancos digitais e liberação de limites, são os principais fatores que contribuem para a inadimplência com bancos e cartões. 

“Hoje com o nome sem restrições é muito mais acessível conseguir limites em cartões de créditos. Hoje as pessoas têm tranquilamente 3 ou mais cartões e é aqui também que está o perigo. A soma de todos esses limites se torna muito superior ao valor que a pessoa recebe por mês”, explica a economista Thayse Ingrid. 

Ela avalia que outro motivo para a inadimplência é a falta de reserva financeira de segurança. “Ao se depararem com situações inesperadas, como uma demissão ou um carro que quebra, por exemplo, precisam recorrer aos empréstimos junto aos bancos”, alerta a mentora financeira. 

Redação com Cada Minuto

MPT segue no encalço para punir empresas por assédio eleitoral

Trabalhadores de 54 estabelecimentos denunciaram ser vítimas de assédio eleitoral

Trabalhadores de 54 empresas e prefeituras de Alagoas sofreram assédio eleitoral durante os dias que antecederam a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que foi eleito presidente do Brasil com maioria dos votos. Patrões e prefeitos coagiram funcionários e servidores públicos, ameaçando tirar seus empregos caso o atual presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), não fosse o mais votado no pleito.

Dessas denúncias, a Usina Porto Rico, a Casa Vieira, Município e prefeito de Campo Alegre, Usina Serra Grande e Município e prefeito de Rio Largo receberam decisões liminares. Entre eles, a Casa Vieira teve acordo judicial parcial.

Segundo a assessoria do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Alagoas, em março haverá a continuidade do julgamento da reparação por danos morais coletivos e individuais.

Em entrevista à Tribuna Independente, o procurador-chefe do MPT em Alagoas, Rafael Gazzaneo, explicou que a maioria das denúncias foi apresentada sem acompanhamento de provas.

“Razão pela qual o procurador responsável terá que instruir o procedimento investigativo aberto pelo MPT, a fim de reunir material probatório que possa fundamentar eventual ajuizamento de ação cabível. Naquelas poucas situações em que as denúncias estavam bem documentadas, ou seja, acompanhadas por arquivos de fotografia, vídeos e áudios, o procurador, ante a urgência da situação, protocolou perante a Justiça do Trabalho a ação civil pública correlata”, explicou.

Gazzaneo reforça que, nos inquéritos civis em que o procurador conseguir um acervo de provas que demonstrem a efetiva caracterização de assédio moral do tipo eleitoral, o membro do MPT deverá propor assinatura de termo de ajuste de conduta.

“Em ocorrendo recusa na assinatura do termo proposto, o procurador acionará a Justiça do Trabalho, objetivando a reparação por dano moral individual e, sobretudo, fazendo o pedido de pagamento por dano moral coletivo, além de pedir para que a empresa demandada se abstenha de repetir a conduta nas próximas eleições”, continuou.

O procurador-chefe destaca que em 2022 observou-se um aumento do número de denúncias de assédio eleitoral.

“De fato, observou-se neste pleito um aumento expressivo no número de denúncias. Na minha avaliação pessoal, esse aumentou significativo se deve à polarização política, claramente verificada na sociedade e refletida no resultado da eleição. De outro aspecto, processo eleitoral, constatou-se que os maus empregados, que constituem uma minoria entre os empresários e gestores públicos, sentiram-se estimulados a procederem dessa forma porque nosso atual presidente, por vias transversas, termina por despertar esse tipo de comportamento, na medida em que constantemente, de forma agressiva, ataca o TSE [Tribunal Superior Eleitoral], o STF [Supremo Tribunal Federal]e o sistema eletrônico de votação, insistindo no retorno do chamado voto impresso. Tudo isso se resume na ameaça ao Estado Democrático de Direito”, concluiu.

DADO NACIONAL

Segundo balanço do Ministério Público do Trabalho (MPT), com dados atualizados até a noite da última quinta-feira (3), foram registradas 2.749 denúncias de assédio eleitoral nas eleições de 2022. Em comparação às eleições de 2018, quando foram registradas 212 denúncias, o aumento foi de quase 13 vezes, cerca de 1.296%.

A maioria das denúncias (97%) foram feitas após o primeiro turno, realizado no dia 2 de outubro. Ao todo, 2093 empresas foram denunciadas pela prática criminosa. Em 2018 foram apenas 98 empresas, um aumento de 2.135%, cerca de 21 vezes mais empresas.

Sozinha, a região Sudeste foi responsável por 39% das denúncias feitas ao MPT, somando 1.075 casos. Minas Gerais é o estado com mais registros, totalizando 596 casos envolvendo 432 empresas.

Fonte: Tribuna Hoje

Bolsonaro cortou R$ 1,4 bilhão para merenda escolar

O orçamento do Programa Nacional de Alimentação Escolar não é corrigido há 5 anos e o governo Bolsonaro vetou o reajuste de 34% aprovado pelo Congresso Nacional e que começaria a valer em 2023.

Estudo conjunto entre o Observatório da Alimentação Escolar e a Fian Brasil (Organização pelo Direito Humano à Alimentação Adequadas) mostra que o veto de Jair Bolsonaro (PL) ao reajuste do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) chega a R$ 1,4 bilhão.

O orçamento do Programa não é corrigido há 5 anos e o governo Bolsonaro vetou o reajuste de 34% aprovado pelo Congresso Nacional e que começaria a valer em 2023.

O argumento foi que a proposta de reajuste é “contrária ao interesse público”. O corte ainda afeta diretamente na agricultura familiar, uma vez que a lei determina que ao menos 30% das compras do programa beneficiem o segmento.

As perdas variam de acordo com a população de cada estado. Em São Paulo, o valor chega a R$ 247,4 milhões, em Minas R 123,6 milhões, na Bahia em R$ 89 milhões e no Rio de Janeiro em R$ 87,4 milhões.

As duas organizações estão realizando uma petição pública contra o veto de Bolsonaro ao reajuste do PNAE. 

Fonte: Revista Fórum

Governo Lula prepara ‘revogaço’ em normas sobre meio ambiente, armamento e sigilos

A lista de normas que serão derrubadas ou modificadas logo no início de 2023 está sendo elaborada pela equipe de transição coordenada pelo vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin

O governo do presidente eleito Lula (PT) planeja para as primeiras semanas de 2023, quando assume, um “revogaço” de portarias e decretos do governo Jair Bolsonaro, segundo reportagem do jornal O Globo, focando na questão do armamento e nas questões ambientais, além das medidas de sigilos a informações.

A lista de normas que serão derrubadas ou modificadas está sendo elaborada pela equipe de transição coordenada pelo vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin.

“O compromisso expresso na campanha foi revogar decretos que facilitam o acesso a armas e munições”. aponta o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que integrou o grupo responsável por discutir propostas para a segurança pública.

Durante o governo, Bolsonaro abriu caminho aos CACs (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador), aumentando a quantidade a que a categoria podia ter acesso de 16 armas, 40 mil projéteis e quatro quilos de pólvora para 60 armas, 180 mil cartuchos e 20 quilos de pólvora. O número de CACs cresceu de 117 mil em 2018 para mais de 673 mil até junho de 2022, enquanto as armas registradas pelo grupo saltaram de 350 mil para mais de 1 milhão no período.

Na questão ambiental,o deputado federal Nilto Tatto (PT), um dos coordenadores do setor na campanha de Lula, apontou como prioridade a revogação de dois atos do governo Bolsonaro; um que reduziu o espaço da sociedade civil no Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama); e outro que prevê a anulação de multas ambientais avaliadas em mais de R$ 16 bilhões.

“Temos que trabalhar nisso agora no início do governo, pois esses atos emperram as outras pautas”, afirmou. Ele irá junto com Lula à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP27), no Egito.

Durante a pandemia da Covid-19, o governo Bolsonaro, através do ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, “passou a boiada” nos atos que flexibilizavam normas ambientais.

Como afirmou durante a campanha eleitoral, Lula pretende revogar decretos que impuseram sigilos de cem anos a assuntos envolvendo o governo federal, como a carteira de vacinação do presidente, o processo interno do Exército sobre a participação do então general Eduardo Pazuello em manifestação ao lado de Bolsonaro no Rio em maio de 2021, os crachás de acesso dos filhos de Bolsonaro ao Palácio do Planalto e a investigação da Receita Federal contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), entre outros temas.

Fonte: Brasil 247

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