Lula quer frear sete privatizações e suspender imediatamente venda de ativos da Petrobras

O levantamento, feito pela equipe de transição, considera refinarias da Petrobras e da Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil, Correios e Dataprev. Leilões do Porto de Santos e dos aeroportos Santos Dumont e Galeão também serão avaliados.

A partir de informações da equipe de transição, o portal Poder 360 informa que a intenção do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é barra ao menos sete privatizações. O levantamento considera refinarias da Petrobras e da Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG), Correios e Dataprev. Além disso, o leilão do Porto de Santos, em análise no Tribunal de Contas da União (TCU), deve ter modelo revisto, de acordo com as informações apuradas.

No caso das refinarias à venda pela Petrobras e pela TBG, a ideia é reverter os casos em que ainda não houve fechamento dos contratos. Embora não pretenda alterar nada em relação aos ativos cujos acordos de compra e venda já foram assinados com as empresas vencedoras do processo, o governo de transição tem intenção de suspender a alienação de ativos da Petrobras até a posse de Lula. Segundo o Portal Vermelho, representantes do governo de transição inclusive já se reuniram com o atual ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, e também querem dialogar com a direção da Petrobras.

Parcimônia

O senador Jean Paul Prates (PT-RN), integrante do Grupo de Trabalho (GT) Minas e Energia na transição, explica que a medida não representa impossibilidade de possíveis novas negociações no futuro. “[A suspensão] não quer dizer necessariamente que não haja venda de ativos no futuro. Mas isso é uma avaliação que vai caber, com muita parcimônia”, disse o parlamentar.

De acordo com Prates, Sachsida se comprometeu a colaborar: “o ministro anunciou que não vai haver surpresas nem sobressalto nesse período de final de governo”.

Quanto aos Correios, o ex-ministro Paulo Bernardo, membro do GT Comunicações, disse na última sexta (18) que a equipe de transição deve pautar o fim do processo de privatização da empresa já nos primeiros dias do novo governo. “Nossa ideia é recomendar tirar, acabar com essa história de privatizar os Correios”, afirmou.

Já a retirada da Dataprev, estatal de tecnologia da informação da Previdência Social, do pacote de privatizações foi pautada pelo ex-ministro José Pimentel, também pertencente ao GT.

Porto e aeroportos

Em relação ao Porto de Santos, a preocupação apresentada é que a privatização completa da autoridade portuária poderia fazer com que o Estado perdesse sua capacidade de planejamento no complexo. “Num porto como o de Santos – que é o maior da América Latina –, o Estado (pode) perder a capacidade de se planejar e de ser um instrumento de desenvolvimento. Essa é uma das nossas preocupações em relação ao modelo que está lá”, avalia Maurício Muniz, membro do GT Infraestrutura na transição.

O GT ainda não formou opinião sobre o leilão dos aeroportos do Rio de Janeiro, Galeão e Santos Dumont. De acordo com Maurício Muniz, ainda não há uma definição se os ativos voltarão para administração da Infraero ou se haverá pequenas mudanças no processo de licitação.

Fonte: Revista Fórum

Moraes rejeita ação golpista do PL, dá multa de R$ 22,9 mi e bloqueia fundo

O ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), rejeitou hoje a ação de teor golpista apresentada pelo PL, partido do presidente Jair Bolsonaro. O partido pedia a anulação de votos em mais de 279 mil urnas no segundo turno da eleição.

O ministro ainda fixou multa de cerca de R$ 22,9 milhões por má-fé com a ação. Ele também suspendeu o fundo partidário das siglas que integram a coligação Pelo Bem do Brasil, de Bolsonaro. Além do PL, Republicanos e PP fazem parte do grupo.

Em nota, o PL disse que já acionou a assessoria jurídica para analisar a decisão de Moraes. “O partido reitera que apenas seguiu o que prevê a Lei Eleitoral, que obriga as legendas a realizar uma fiscalização do processo eleitoral.” Procurados, o Republicanos e o PP ainda não se manifestaram.

Ao longo de 2021, o PL recebeu R$ 48,7 milhões do fundo partidário. Já o PP, R$ 47,6 milhões, e o Republicanos, cerca de R$ 46,7 milhões.

O que dizia a ação do PL? O processo foi apresentado ontem com base em um relatório sobre suposta “falha” em cinco dos seis modelos de urnas usadas na votação —algo que foi rebatido por especialistas consultados pelo UOL Notícias e pelo próprio TSE.

Quais foram as outras medidas de Moraes? O presidente do TSE mandou ainda a Corregedoria-Geral Eleitoral instaurar um procedimento administrativo de eventual desvio de finalidade. A apuração vai mirar “possível cometimento de crimes comuns e eleitorais” referentes às condutas de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e de Carlos Rocha, engenheiro responsável pelo Instituto Voto Legal, que elaborou o relatório que baseou a ação do PL.

O ministro também mandou incluir os dois no inquérito das milícias digitais, em tramitação no STF (Supremo Tribunal Federal).

“Esdrúxulo e ilícito pedido”. Na decisão, Moraes afirma que o PL não apresentou dados que demonstrassem que as supostas “falhas” teriam ocorrido no primeiro turno e que as informações eram necessárias por uma questão de “coerência”.

O ministro diz que somente “ignorância, o que não parece ser o caso” ou “evidente má-fé” levaria o partido a alegar que os resultados das urnas estariam prejudicados.

“A total má-fé da requerente em seu esdrúxulo e ilícito pedido, ostensivamente atentatório ao Estado Democrático de Direito e realizado de maneira inconsequente com a finalidade de incentivar movimentos criminosos e anti-democráticos que, inclusive, com graves ameaças e violência vem obstruindo diversas rodovias e vias públicas em todo o Brasil, ficou comprovada, tanto pela negativa em aditar-se a petição inicial, quanto pela total ausência de quaisquer indícios de irregularidades e a existência de uma narrativa totalmente fraudulenta dos fatos”, disse Moraes.

“Os argumentos da requente, portanto, são absolutamente falsos, pois é totalmente possível a rastreabilidade das urnas eletrônicas de modelos antigos” reforçou Alexandre de Moraes, presidente do TSE.

Na decisão, Moraes reafirmou que a Justiça Eleitoral continuará a atuar com “coragem” para lutar contra “forças que não acreditam no Estado Democrático de Direito” e disse que partidos políticos, como o PL, não podem usar de verbas partidárias para “satisfazer interesses pessoais antidemocráticos”.

“Os partidos políticos, financiados basicamente por recursos públicos, são autônomos e instrumentos da Democracia, sendo inconcebível e inconstitucional que sejam utilizados para satisfação de interesses pessoais antidemocráticos e atentatórios ao Estado de Direito, à Justiça Eleitoral e a soberana vontade popular de 156.454.011 (cento e cinquenta e seis milhões, quatrocentos e cinquenta e seis milhões, quatrocentos e cinquenta e quatro mil e onze) eleitoras e eleitores aptos a votar”, disse Moraes.

Primeiro turno. Moraes já havia cobrado, ontem mesmo, que o PL apresentasse dados que comprovem suposta falhas também no primeiro turno das eleições. Isso porque as mesmas urnas questionadas pelo partido foram usadas nos dois turnos da votação, mas o PL só questionou votos na disputa presidencial.

No primeiro turno, o PL elegeu uma ampla bancada no Congresso com 99 deputados federais e oito senadores.

Mais cedo, o partido manteve o pedido restrito somente ao segundo turno com o argumento que estendê-lo para toda a votação causaria “grave tumulto”.

“Estender a verificação extraordinária pretendida também para o primeiro turno parece ser medida açodada, especialmente porque, como efeito prático, traria a própria inviabilidade da medida ora pretendida, em razão da necessidade de fazer incluir no polo passivo da ação todos os milhares de candidatos que disputaram algum cargo político nessas eleições, bem como seus Partidos, Coligações e Federações”, alegou o PL.

Ao responder à cobrança de Moraes, o PL não mencionou o fato de que ambos os equipamentos foram usados no primeiro e no segundo turno, o que, em tese, demonstraria que se houve problemas em uma rodada de votação, também teria ocorrido na anterior.

Questionado hoje por jornalistas, Costa Neto alegou que os técnicos do partido “não pegaram” as “falhas” no primeiro turno.

Após pedir anulação de votos, Valdemar diz não buscar nova eleição

Valdemar negou que buscasse nova eleição ou impedir a posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apesar de pedir a anulação de votos no segundo turno.

“Não se trata de pedir outra eleição, não tem sentido. É um negócio que envolve milhões de pessoas. Porque um cidadão que teve 200 votos, ele tem que participar do processo […] Então é uma loucura, só o PL tinha 2 mil candidatos. Imagino que os outros partidos também. E além de atingir governadores, senadores”, afirmou.

Bolsonaro articulou documento golpista. Como mostrou a colunista do UOL Notícias Thais Oyama, o presidente Jair Bolsonaro teria pressionado o PL a divulgar o documento de teor golpista, anunciado ontem por Costa Neto, e seu advogado, Marcelo Bessa. Durante pronunciamento à imprensa, Bessa afirmou, sem provas, que as supostas “falhas” não permitiriam atestar o resultado das urnas.

Partiu ainda de Bolsonaro a ordem para que o evento de divulgação do relatório golpista fosse transmitido ao vivo pelas redes sociais do PL —de forma que pudesse ser replicado simultaneamente pelas redes bolsonaristas.

Sem fundamentação. O PL alega suposta falha nos chamados “logs de urna” —registros com dados dos equipamentos— em cinco dos seis modelos usados na última eleição. Por isso, os votos computados nessas urnas deveriam ser anulados, na avaliação do partido.

Para o PL, a suposta “falha” é “gravíssima” e não permitiria a identificação das urnas e a auditoria dos dados compilados nos equipamentos. Isso não é verdade, segundo o TSE. Ao UOL Notícias, o tribunal informou que é possível fazer a rastreabilidade das urnas por meio de outros dados.

Especialistas consultados pelo UOL Notícias também dizem que as falhas apontadas pelo partido não alteram o resultado das eleições.

“Adicionalmente, os arquivos gerados pelas urnas contêm outros dados que podem identificar cada urna univocamente, garantindo total rastreabilidade, quais sejam: o código da correspondência (no qual o ID da urna é um dos componentes usados para o cálculo) e os identificadores das mídias de carga e de votação utilizados na respectiva urna”, disse o TSE.

“Essas informações, somadas à assinatura digital de cada urna com chave própria e exclusiva nos arquivos, garantem que uma análise individualizada de cada arquivo de log permitirá identificar sua origem de forma inequívoca”, afirmou o TSE.

Fonte: Uol

Mais de 5 mil brasileiros foram deportados dos EUA desde 2019

Segundo levantamento do g1 Minas, entre outubro de 2019 e março de 20225049 pessoas foram deportadas dos Estados Unidos para o Brasil.

Há três anos, o governo de Jair Bolsonaro atendeu a um pedido do então governo de Donald Trump e assinou uma portaria com novas regras. Desde então, passaram a ser autorizadas as deportações à força de brasileiros que vivem ilegalmente nos Estados Unidos. No lugar do passaporte, passou a ser necessário apenas um atestado de nacionalidade.

O número de deportados que chegaram desde 2019 pode ser muito maior já que os voos continuam aterrissando em Confins com frequência. Os brasileiros chegam por este terminal porque a maioria deles são de Minas Gerais.

Fonte: G1

Servidores federais entregam pauta para equipe de transição do governo Lula; reposição salarial está entre as reivindicações

Nessa quinta-feira, 17, o Fórum das Entidades Nacionais de Servidores Públicos Federais (Fonasefe), do qual a Fenajufe faz parte, protocolou uma carta de reivindicações junto à equipe de transição do governo Lula. O documento foi entregue a Aloizio Mercadante, um dos membros dessa equipe de transição. Junto com a carta foi protocolado também um ofício articulado com o deputado federal Rogério Correia (PT-MG), solicitando uma reunião com a equipe de trabalho do governo de transição, a fim de retomar um processo de negociações efetivo com servidores e servidoras.

Boa parte das categorias de servidoras e servidores públicos teve o último acordo de recomposição salarial aprovado no período até 2016. Jair Bolsonaro (PL) foi o único presidente, em 20 anos, a não conceder qualquer percentual de reposição salarial ao funcionalismo.

Uma das reivindicações emergenciais apresentadas à equipe de transição é justamente a de reajuste salarial. Outros pontos urgentes são o arquivamento da PEC 32/2020 (reforma administrativa de Bolsonaro-Guedes) e a revogação das emendas constitucionais 103/19 (reforma da Previdência) e 95/16 (teto de gastos).

Fonte: Condsef

Lula passa por procedimento para retirada de lesão na laringe e segue em repouso

O presidente eleito tinha uma leucoplasia – espécie de placas brancas na corda vocal esquerda – que foi identificada no check-up antes da viagem ao Egito. A biópsia mostrou não haver malignidade após procedimento bem sucedido e Lula já teve alta

São Paulo – O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi internado ontem (20) no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para retirar de uma lesão na laringe. O procedimento foi bem sucedido e Lula já teve alta nesta segunda (21), de acordo com boletim médico divulgado às 8h de hoje. O petista foi atendido por equipes coordenadas pelos médicos Roberto Kalil Filho, Rui Imamura e Artur Katz. 

Por volta das 9h, Lula usou as redes sociais para divulgar seu estado de saúde. “Bom dia. Já em casa, depois de um pequeno procedimento ontem. Tudo resolvido e bem. Boa semana para todos”, escreveu. O presidente eleito deve permanecer em sua residência na capital paulista até amanhã, sem agenda pública. 

Antes de sua viagem para a Conferência do Clima da ONU, a COP27, no Egito, na semana passada, Lula havia sido diagnosticado com leucoplasia – espécie de manchas ou placas brancas na prega vocal esquerda. A lesão foi identificada em exames de rotinas realizados no mesmo hospital no dia 12 de novembro. Na ocasião, o boletim médico também apontou que os exames do futuro presidente estavam “normais”. Além de mostrar a “completa remissão do tumor diagnosticado em 2011”. 

Resultado esperado

O exame de nasofibroscopia acabou, no entanto, mostrando uma inflamação na garganta decorrente do “esforço vocal” e “uma pequena área de leucoplasia na laringe”, segundo o documento. Na época, Lula realizou exames de ecocardiograma, angiotomografias e tomografia computadorizada por emissão de pósitrons (PET scan). O novo boletim médico, divulgado nesta segunda pelo hospital, destacou que, após o procedimento, a biópsia mostrou ausência de neoplasia, ou seja, de um tumor. 

O deputado federal e ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT-SP), que acompanhou a cirurgia, afirmou em seu Twitter que o resultado foi o “esperado”. “Lesão benigna, sem qualquer sinal de malignidade. Lula está mais do que pronto para ouvir o diagnóstico da transição e mudar o Brasil”, confirmou o parlamentar.

O presidente eleito iria para Brasília nesta terça (22) para se reunir com a equipe de transição que vem sendo coordenada por seu vice, Geraldo Alckmin (PSB). A agenda do petista, contudo, deve ser adiada para quarta (23), após o procedimento médico.  

Leia a íntegra do boletim médico

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

21/11/2022

8H

O Presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva deu entrada ontem, no Hospital Sírio-Libanês, para a realização de uma laringoscopia para retirada de leucoplasia da prega vocal esquerda. O procedimento mostrou ausência de neoplasia.

Ele teve alta hoje, às 7h45, e foi acompanhado pelas equipes médicas coordenadas pelo Prof. Dr. Roberto Kalil Filho, Dr. Artur Katz, Dr. Rubens Brito, Dr. Rui Imamura e Dr. Luiz Paulo Kowalski.

Dr. Luiz Francisco Cardoso, Diretor de Governança Clínica

Dr. Ângelo Fernandez, Diretor Clínico

Fonte: Rede Brasil Atual

Ex-prefeito dispara mais de 20 tiros em condomínio e moradores ficam apavorados

Ex-prefeito de Maribondo Leopoldo Pedrosa disparou mais de 20 vezes, deixando moradores em pânico.

Neste final de semana, os moradores de um condomínio residencial na cidade de Maribondo foram surpreendidos pelo descontrole do ex-prefeito Leopoldo Pedrosa, que efetuou mais de vinte disparos com arma de fogo no local.

Desesperados, os moradores chamaram a Polícia Militar, que acolheu o ex-prefeito junto do empresário Dimas Lopes. Leopoldo foi levado para a casa de sua ex-mulher, para não ser incomodado durante o resto do final de semana, após causar verdadeiro pânico no residencial.

Casas foram alvejadas e as imagens do condomínio também foram apagadas. Alguns vídeos foram registados e divulgados por populares indignados com a situação. Nas imagens, é possível ver a casa de uma professora que teve os vidros atingidos pelos disparos e só não foi atingida também pelo ex-prefeito porque não estava em casa no momentos dos tiros.

A indignação maior de quem reside por lá, é com a Polícia Militar, que nada fez a não ser abraçar o prefeito e conduzi-lo a casa, por conta de sua mãe, atual prefeita do município.

”Devemos fazer chegar esta situação ao comando geral e a justiça para as devidas apurações e punição”, pedem os moradores do condomínio.

Fonte: A Notícia Alagoas

Equipe de transição quer barrar processo de privatização dos Correios

Segundo Paulo Bernardo, do grupo técnico de Comunicações na equipe de transição do novo governo Lula, a revogação do processo de privatização deverá ser uma das prioridades, já a partir de janeiro

 Integrante do grupo técnico de Comunicações na equipe de transição do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Paulo Bernardo disse nesta sexta-feira (18) que vai propor a revogação do processo de privatização dos Correios. Segundo ele, que foi ministro das Comunicações, o fim do processo de privatização da empresa seria uma prioridade do governo eleito já a partir de janeiro do próximo ano.

“A nossa ideia é recomendar acabar com essa ideia de privatizar os Correios. Acho que eu poderia dizer até que a gente mais ou menos antevê o que o presidente Lula pensa sobre isso”, disse Paulo Bernardo.

A venda da empresa era uma aposta do governo de Jair Bolsonaro (PL). Seu ministro da Economia, Paulo Guedes, queria a venda, assim como de outras públicas, para fazer caixa e desmontar o Estado. E usava o velho e insustentável argumento da “ineficiência” e dos “prejuízos” causados.

Privatização dos Correios é inconstitucional

Em agosto de 2021, a Câmara aprovou, com 286 votos a favor e 173 contra, um projeto de lei que abre caminho para a privatização dos Correios. A aprovação se deu na forma de um parecer apresentado pelo relator, deputado Gil Cutrim (Republicanos-MA).

Na época, a Associação dos Profissionais dos Correios (Adcap) criticou o projeto, que considera inconstitucional. Além disso, os trabalhadores avaliam que a privatização traz riscos para os cidadãos e empresas brasileiras. O motivo é que o modelo privado é mais oneroso e menos presente que o atual. Por isso, a entidade questionou a privatização no Supremo Tribunal Federal (STF). O procurador-geral da República, Augusto Aras, se manifestou contrário à proposta do governo.

Ontem (17), o senador eleito Flávio Dino (PSB-MA) disse que até o próximo dia 30 o grupo de transição definirá as áreas e os decretos que serão revogados. “Uma das orientações do ministro Mercadante é de que haja, já em 30 de novembro, a indicação de atos a serem revogados”, afirmou. Ontem Dino anunciou que o governo Lula vai revogar os decretos de Jair Bolsonaro que facilitam o acesso da população a armas e munições, inclusive de grosso calibre.

Equipe de transição avalia outras revogações

O deputado federal eleito Guilherme Boulos (Psol-SP), integrante do grupo de transição das Cidades, reforçou a fala do senador eleito e ex-governador do Maranhão. Segundo Boulos, uma das principais medidas da equipe será a minuciosa revisão dos decretos e dispositivos assinados durante o governo bolsonarista.

E que o relatório final do grupo vai incorporar sugestões e ações emergenciais na área de Cidades. O que, certamente, contará com adaptações. “A modalidade do grupo de Cidades é a formatação do ministério, diagnóstico e eventuais revogações de normas infralegais [decretos e portarias]. Essa é a prioridade, que temos de terminar esse trabalho até o fim do mês”, disse.

Fonte: Rede Brasil Atual

Tribunal de Justiça suspende abertura de novas escolas cívico-militares no RS

Medida acolheu argumentos de uma ação civil pública ajuizada pelo 39º Núcleo do Cpers sobre a implementação de instituições no Estado

O Tribunal de Justiça do RS (TJ-RS) acolheu argumentos de uma ação civil pública, ajuizada em maio pelo 39º Núcleo do Cpers/Sindicato (Porto Alegre-Sul), e suspendeu a implementação de novas escolas cívico-militares no Estado, publicando a matéria nesta semana.

Conforme decisão do desembargador Ricardo Pippi Schmidt, o decreto presidencial que cria o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim), de setembro de 2019, fere o princípio da gestão democrática do ensino – garantido pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e pela Lei Estadual 10.576/95 –, que preveem a autonomia na gestão administrativa escolar. O texto legal prevê que o exercício da administração do estabelecimento de ensino cabe à equipe diretiva, integrada pelo diretor, vice e coordenador pedagógico, em acordo com o Conselho Escolar.

A diretora do Cpers Neiva Lazzarotto diz que “a militarização, nos moldes propostos pelo Pecim, afronta o direito de acesso à educação pública, gratuita, igualitária, crítica e de qualidade, pois torna impraticável a democracia no âmbito escolar, ao reproduzir táticas autoritárias de ensino e controle”. O Cpers e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) demonstraram contrariedade ao programa, principalmente pela questão pedagógica.

Na decisão, o magistrado explica que “no ‘modelo’ vigente nos colégios militares, embora a gestão pedagógica esteja afeta a pedagogos e profissionais da educação, a gestão administrativa e de conduta fica a cargo dos militares ou profissionais de segurança pública indicados por outros órgãos”. Assim, o desembargador assinala que não observa o princípio da gestão democrática do ensino (garantido pela LDB) e da Lei Estadual 10.576/95, pois colide com questões relativas à autonomia na gestão administrativa escolar, por esta assegurado, mais especificamente com o disposto nos artigos 4º e 6º desta lei estadual, que estabelece competir o exercício da administração do estabelecimento de ensino à equipe diretiva.

Fonte: Correio do Povo

79 mil militares receberam Auxílio Emergencial de forma irregular, diz TCU

Bruno Dantas, presidente do Tribunal de Contas da União, revelou a informação em coletiva após entrega de relatório ao gabinete de transição

Durante coletiva para jornalistas nesta quarta-feira (16), no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília, onde funciona o gabinete de transição, o presidente interino do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, revelou que 79 mil militares receberam o Auxílio Emergencial de forma irregular durante a pandemia.

“No início do pagamento do Auxílio Emergencial, a lista dos beneficiários estava disponível apenas para o Ministério da Cidadania. O TCU identificou logo no primeiro mês, mais de 79 mil militares que recebiam indevidamente o benefício (…) Um dos critérios de elegibilidade era de que as pessoas fossem desempregadas, então quem era militar não podia receber aquele auxílio”, explicou Dantas.

Dantas ainda contou aos jornalista que, ao tomar conhecimento do dado supracitado, a primeira medida do TCU foi determinar ao Ministério da Cidadania que a lista com todos os beneficiários se tornasse pública, na internet, como mandam os manuais de transparência.

Mais cedo, o presidente do TCU entregou dois relatórios sobre a gestão Bolsonaro ao gabinete de transição, que tem o futuro vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) à cabeça. Em um dos documentos são listados 29 tópicos considerados “de risco”, com os quais o novo governo terá de lidar e, no outro, é feito um balanço das políticas públicas nos últimos quatro anos, além de detalhar as contas e os gastos do atual presidente. Dantas ainda prometeu entregar nos próximos dias um relatório comparativo entre os programas Auxílio Brasil e Bolsa Família.

Fonte: Revista Fórum

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