Complexo de Peter Pan e futebol

Tem um “debate” sobre o foco nos cabelos (aliás, cortes horrorosos) e ensaio pras dancinhas dos jogadores da Seleção Brasileira. Uma conversa superficial, muitas vezes moralista, que nem arranha o problema de fundo que estes itens revelam.

Nem é tão de fundo assim o fato de que o foco nos cortes e nas coreografias indicam a soberba, a arrogância de quem quer estar bem na foto depois da vitória, considerada certa, antes mesmo do jogo jogado.

Mas tem algo mais aí (aliás, muito mais, sobre o que eu não tenho qualificação pra falar): quando eu era criança, copas de 70 e 74, ou adolescente, 78, ou muito jovem, 82, os jogadores pareciam muito mais velhos, homens feitos, adultos. Claro que pesava o fato deles serem realmente mais velhos do que eu, mas o ponto principal não é o cronológico.

Referiam-se aos craques de antanho com tratamentos adultos, professorais, destinados a sábios em suas áreas de atuação. Ninguém era chamado de “garoto”, “menino”, embora fossem jovens. Quem chamaria Clodoaldo de garoto em 70, embora ele tivesse meros 25 anos? Como atribuir tratamentos juvenis à Enciclopédia Nilton Santos ou ao Mestre Ziza, embora fossem jovens atletas? Eram formas de tratamento que supunham homens adultos, experientes, conhecedores de seus ofícios, ainda que tão somente rapazes que jogavam bola.

A voragem da máquina mercante exige juventude, uma juventude eterna. Quantas vezes vimos narradores nesta copa chamar homens de 24, 25 anos de garotos, meninos, moleques (parece que ficou meio ridículo continuar a usar “menino Ney”), como se fosse um pressuposto de excelência dos jogadores? Até o rodadíssimo Casimiro foi chamado de garoto por Galvão Bueno no jogo contra o amador time da Coreia.

Um aspecto deste fenômeno de peterpanrização dos jogadores brasileiros é que de fato eles foram poupados das etapas de amadurecimento. Arrancados do Brasil com 12, 13 anos de idade, formados e iniciados no jogo em equipes milionárias, onde em geral não ocupam postos de grande responsabilidade nas partidas, eles não engrossaram o couro, não passaram pelos perrengues dos campos do interior, pelas durezas, mas também pelas alegrias dos campeonatos de divisões inferiores, nunca tiveram de dar satisfação a torcidas apaixonadas, posto que não têm afinidade afetiva com os adeptos das empresas mafiosas em que jogam. Por isso não aprenderam a segurar um placar a menos de 3 minutos do fim do jogo, professam uma ética abstrata que os impede de travar a continuidade do jogo e fazer uma mera falta para parar o contragolpe adversário por medo de tomar um cartão e não jogar a próxima partida e perder os eventuais holofotes da glória. Enfim, o egoísmo autocentrado, neste caso, é também pueril. Ao menos uma temporada na série B brasileira, nas fases iniciais da Copa do Brasil, uns jogos contra o Iguatu pelo Cearense no Morenão, me parecem etapas necessárias à formação destes rapazes que ficaram apavorados e sem ação em face da raça, da transpiração e, pasmem, da malandragem croata.

Dançar, inventar moda para comemorar gol (Jairzinho consagrou em 70 o se ajoelhar e se benzer, imitando de Petras, atacante da Tchecoslováquia, e Bebeto inaugurou a comemoração embalando bebê, em 94, por exemplo) é de nosso espírito, mas não me lembro dos craques dos antigos escretes anunciando novas danças ou gastando o precioso tempo de preparação em ensaios de coreografia. Nossa propensão ao requebro em momentos de comemoração sempre foi espontânea. A arrogância estimulada por narradores, patrocinadores e jornalistas, leva a colocar o centro das preocupações em outro lugar, não no jogo. Aqui já estamos no terreno da publicidade, do espetáculo televisivo, das exigências dos anunciantes, aliado a um patológico autocentrismo.

Como se sabe, e a psicologia de boteco atesta, a atitude autocentrada, egoísta é uma característica da fase infantil, e que, se não corrigida pela terapia administrada usualmente pela mãe, gera pessoas horríveis. O tempo gasto, em plena concentração numa copa do mundo (um troço decidido em, no máximo, 7 jogos), com ensaios coreográficos e idas ao cabeleireiro é um traço de egoísmo nitidamente infantil, de atletas muito mal formados e que não têm a menor ideia do que uma Copa do Mundo representa para uma nacionalidade em cuja formação o futebol desempenhou um papel cultural fundamental (não vou entrar no mérito sobre se isso foi bom ou ruim…).

Vindos das favelas e rincões, mas extraídos de lá na mais tenra idade (sempre quis escrever “na mais tenra idade”), estes jovens perderam o contato com o povo brasileiro e com seus sentimentos, povo que, para eles, é apenas o beneficiário de suas fundações caritativas que lhes custam fração ínfima de seus astronômicos salários e que, claro, lhes rendem ampla publicidade gratuita (…ou não).

Coreografias ensaiadas, cortes de cabelo para cada jogo, em si mesmos irrelevantes para explicar o desempenho esportivo, são contudo boas pistas para entender a incapacidade de nossos rapazes de responderem como adultos aos desafios do jogo. É tudo extremo: ou a empáfia dos cabelinhos e dancinhas preparados com esmero para comemorar vitórias que ainda não ocorreram, ou os choros convulsivos diante da derrota, cujo símbolo notório é o menino Thiago Silva (37 anos). Nos dois extremos a infantilidade, o garotismo eterno, no qual ninguém, absolutamente ninguém tem condições de assumir as responsabilidades necessárias em jogos decisivos.

Está aí a irresponsabilidade de Tite que abandonou seu posto na hora de indicar os batedores dos pênaltis e a caganeira de Neymar que não teve peito de abrir as cobranças.

Onde só há meninos, garotos, moleques, ainda mais mal criados, ninguém assume as responsabilidades da vida adulta.

Quem se lembra de Pelé, Vavá, Zico, Romário se escondendo atrás de chororô, como se não fossem responsáveis pelos resultados, mas crianças que precisam ser amparadas? Mesmo na tragédia do Sarriá, a torcida ficou traumatizada, mas eu não lembro de nenhum daqueles homens que fracassaram diante da Itália choramingando em busca de quem os confortasse. Muito menos apelando à piedade pública diante das câmeras.

Sem qualquer conotação machista, o que esses rapazes precisam é de alguém que lhes diga: sejam homens!

Por Eudes Baima

Margem equatorial: o novo pré-sal brasileiro!

Margem equatorial é uma imensa faixa do Amapá ao Rio Grande do Norte e que tem potencial de produzir até 7,5 bilhões de barris de petróleo.
Pouco mais de 16 anos após a descoberta do chamado “Pré-Sal”, um conjunto de gigantescas reservas de petróleo em regiões de águas profundas no litoral do Sudeste, a nova aposta da Petrobras e de companhias petrolíferas estrangeiras é a chamada Margem Equatorial, com potencial para alavancar as economias do Norte e do Nordeste nas próximas décadas.

Sua importância é tão grande que Petrobras prevê usar metade dos recursos totais em exploração da companhia na Margem Equatorial, em seu Plano Estratégico 2023-2027.

A Petrobras anunciou em seu Plano Estratégico para o período 2023-2027 que vai investir US$ 3 bilhões (R$ 15,7 bilhões) em exploração na Margem Equatorial. Isso representa 50% do total de US$ 6 bilhões previstos (R$ 31,4 bilhões) para serem destinados a explorações em todo o Brasil e é o dobro do estimado no início deste ano, que ficava em torno de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,8 bilhões).
Pelo volume total estimado de até 30 milhões de barris, comparável aos 40 milhões de barris das jazidas das baciais (Campos e Santos) que compõem a região do Pré-Sal e pelo potencial econômico. As características geológicas e mesmo de desafios exploratórios, contudo, são distintos. Como o nome sugere, o petróleo do Pré-Sal fica abaixo de uma camada profunda de rocha salina em águas extremamente profundas, o que não ocorre no caso da Margem Equatorial.
Atualmente, 41 blocos exploratórios estão contratados na margem equatorial, dos quais 17 são operados pela Petrobras, 11 pela Shell, 3 pela Chariot, 3 pela Murphy e 2 pela PRIO (PetroRio). Mas, o governo Bolsonaro corre para entregar essa riqueza toda as multinacionais e quer leiloar no próximo dia 16 de dezembro, 83 blocos, sendo 13 na Bacia do Ceará. Há no total, 289 áreas disponíveis, segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP).
Ao que tudo indica, há a possibilidade de produzir de 5 a 7,5 bilhões de barris de petróleo de um volume inicial 20 a 30 bilhões de barris. No jargão técnico, os barris efetivamente exploráveis, são chamados de recuperáveis, o que significa que a Margem Equatorial tem uma taxa de recuperação estimada em 25%.
Redação com O Povo

Qatargate ou Eurogate?

Durante os últimos dias, todos os meios de Comunicação social, grandes e pequenos, canais de TV em contínuo e redes sociais apenas têm tido os olhos virados para o escândalo que acaba de eclodir no Parlamento Europeu (PE).

Há que dizer que há razão para isso!

De facto, a sua Vice-presidente grega, Eva Kaili, foi presa na Bélgica juntamente com três outras pessoas. São suspeitas de fazer parte de um esquema de corrupção em benefício de um Estado do Golfo, de acordo com diversas fontes.

Obviamente, a revelação da investigação e das detenções subsequentes causou uma onda de choque em Bruxelas, Estrasburgo… e provavelmente – como veremos – muito além. Eva Kaili é, de momento, a figura de proa deste caso. Eleita em 2014 para o Parlamento Europeu no Grupo dos Socialistas e Democratas (S&D), ela foi eleita Vice-presidente do Parlamento em Janeiro de 2022.

Actualmente detida, os investigadores terão encontrado centenas de milhares de euros em sacos na sua casa.

De facto, Eva Kaili fez parte da delegação para desenvolver as relações da UE com a Península Arábica. Neste contexto, ela visitou o Qatar pouco antes do início do Campeonato do Mundo de futebol. Ser-nos-á dito: talvez… nada de especial até aqui; não há centenas de membros de todos os grupos parlamentares do PE a receber salários enormes para manter e fazer frutificar as relações entre a UE e outras partes do mundo?

Isto é verdade, mas é claro que nem todos eles fizeram declarações como esta Vice-Presidente fez no passado dia 22 de Novembro: “Actualmente, o Campeonato do Mundo de futebol no Qatar é uma prova concreta de como a diplomacia desportiva pode levar à transformação histórica de um país cujas reformas têm inspirado o mundo árabe.” É preciso ter ousadia para dizê-lo, mas, como se costuma dizer nos círculos populares, qualquer dor merece um salário.

“Os subsídios são para os mandriões.” (Eva Kaili)

As centenas de milhares de trabalhadores filipinos, paquistaneses,… os 6.500 mortos nos estaleiros de construção do Qatar e as suas famílias podem cerrar os punhos ao ouvir tais palavras. Cerrar os punhos enquanto esperam por algo melhor! Mas esta Vice-Presidente é algo como um infractor reincidente, em termos de ignomínia. Não foi ela que declarou, em 2019, dirigindo-se aos seus concidadãos gregos a receberem magras ajudas sociais: “Os subsídios são para os mandriões.”? Decididamente, estamos a ficar passados. Trata-se de uma socialista, ao que parece.

Mas vamos deixar Eva Kaili – e os seus verdadeiros ou supostos actuais comparsas – e viremos a nossa atenção para a instituição em si. Pois, no fundo, o que está em causa não é o Parlamento Europeu, a União Europeia e tudo o que lhes está associado?

Naturalmente, não temos dúvidas que – quaisquer que sejam os desacordos que possamos ter com alguns dos seus membros – algumas pessoas estejam sinceramente chocadas, indignadas e mesmo transtornadas com esta revelação. Mas, o que pensar de alguém do partido do presidente Macron a falar sobre a necessidade de “incutir mais ética”?

E há vários outros que se pronunciam no mesmo sentido. Como dizia um velho revolucionário que tive a honra de conhecer na minha juventude: “Quando alguém te falar sobre ética, com a mão no coração, certifica-te de que a tua carteira continua a estar no teu bolso.”

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Alguns, mais subtis, chamam a nossa atenção para o facto de que o Qatar é um país totalitário, ou autoritário – dependendo de a causa principal desta corrupção ser devida à natureza consubstancial deste tipo de Estado.

Grande novidade! No maior templo da democracia, os EUA, e noutro templo da democracia, o Reino Unido – para já não falar da França – os lobistas têm vindo a corromper senadores, deputados, lordes, etc., durante décadas. E não se trata apenas de comerciantes de armas e outros traficantes que são bem conhecidos de todos. De certa forma, Stéphane Sejourné, de Renew (Renovação, o grupo do PE ao qual pertence o partido da extrema-direita francesa Renaissance), levanta uma ponta do véu. Não entremos em pânico, apenas uma ponta. “Há uma diferença entre não votar a favor de uma Resolução e ser corrupto”, diz ele, em relação ao Qatar. O que é verdade. Mas ele prossegue: “Os governos não quiseram criar um problema diplomático ou misturar política com desporto, no momento errado.” O que já é muito mais claro.

AS MULTINACIONAIS FAZEM A CHUVA E O BOM TEMPO

Não há necessidade de cair na armadilha “tudo está podre” – deixamos isso a pessoas de outros quadrantes políticos – para constatar que este caso ilustra, de uma forma particularmente marcante, a corrupção que grassa nas instituições europeias, e não apenas no seu parlamento: é o próprio Sistema que é a principal força motriz dessa corrupção.

O Banco Central Europeu – que utiliza a fabricação de dinheiro quando decide fazê-lo, de acordo com os desejos do Banco Federal dos EUA – não é responsável perante os Estados que compõem a União Europeia. A quem é que ele presta contas? Às multinacionais, que fazem a chuva e o bom tempo em Bruxelas, em Estrasburgo, em Doha, mas também em Paris, Londres e Washington.

Existem, portanto, todo o tipo de lobistas acreditados. Alguns estão devidamente registados e listados, outros agem nos bastidores, outros – em simultâneo, muitas das vezes – subcontratam frequentemente os seus serviços.

E, é claro, as ONGs não são, de forma alguma poupadas – e como poderiam sê-lo? – e tudo isto não é novidade.

O Qatargate parece ser o início de um novelo que não pode terminar de se desembrulhar. Um dia de cada vez.

Tudo isto deve ser seguido. Entretanto, ética ou não ética: produtores, salvemo-nos a nós próprios!

Crónica da autoria de Gérard Bauvert, publicada no semanário francês “Informations Ouvrières” – Informações operárias – nº 736, de 14 de Dezembro de 2022, do Partido Operário Independente de França.

Fonte: Pous4

Bolsonaristas espalham terror em Brasília

Bolsonaristas promoveram nesta segunda-feira uma noite de terror em Brasília, incendiando veículos e tentando invadir a sede da Polícia Federal

Um grupo de terroristas, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), queimou oito carros e cinco ônibus e aterrorizou Brasília na noite desta segunda-feira (12), segundo balanço feito por agentes do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal. Desse total, quatro ônibus e sete carros foram totalmente queimados e o restante, parcialmente.

Os atos de vandalismo tiveram início após o ministro do Superior Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, mandar prender um dos líderes do grupo terrorista José Acácio Serere Xavante por suposta prática de condutas ilícitas em atos antidemocráticos. A prisão, que tem prazo inicial de dez dias, atende pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e se fundamentou na necessidade de garantia da ordem pública. Segundo nota do STF, há indícios nos autos da prática dos crimes de ameaça, perseguição e abolição violenta do Estado Democrático de Direito – previstos no Código Penal.

No pedido de prisão temporária, a PGR argumenta que a liderança vem se utilizando da sua posição de cacique do Povo Xavante para arregimentar indígenas e não indígenas para cometer crimes, mediante a ameaça de agressão e perseguição do presidente eleito e dos ministros do STF Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso.

E foi justamente com ameaças e depredação que os terroristas bolsonaristas reagiram à prisão do cacique. Eles tentaram invadir o prédio da Polícia Federal (PF), onde José Acácio está preso, e quebraram vidros da 5ª Delegacia de Polícia, na Asa Norte. Agentes da PF atiraram balas de borracha para conter os vândalos e pediram reforço para proteger o prédio contra a fúria dos bolsonaristas, que deixou paus e pedras espalhados por todo canto.

Quando chegaram, os policiais militares entraram em confronto com o grupo, que colocou botijões de gás em vias próximas ao local. Segundo o Corpo de Bombeiros, eles afirmaram que estavam vazios. Uma pessoa de 67 anos precisou de atendimento médico após inalar gás lacrimogêneo.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram bolsonaristas de verde e amarelo armados com pedaços de pau, correndo em direção à sede da PF. Um deles diz que um ônibus com mais bolsonaristas chegaria para reforçar a manifestação antidemocrática. Muito exaltado, um deles gritava: “Eu posso morrer aqui hoje, não tem problema, não”.

Quem é o cacique Serere

O Cacique Serere, liderança indígena bolsonarista, é muito conhecido entre os golpistas que estão acampados em frente ao Quartel General do Exército, alguns deles participaram dos atos de vandalismo. Ele faz os discursos mais inflamados, especialmente contra Moraes.

Segundo o STF, Serere Xavante teria realizado manifestações de cunho antidemocrático em diversos locais de Brasília, em frente ao Congresso Nacional, no Aeroporto Internacional de Brasília, quando os terroristas invadiram a área de embarque; no centro de compras Park Shopping, na Esplanada dos Ministérios, por ocasião da cerimônia de troca da bandeira nacional e em outros momentos). E ainda em frente ao hotel onde estão hospedados o presidente e o vice-presidente da República eleitos, Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSD), que foram diplomados nesta segunda-feira (12), na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Até meia noite nenhum terrorista havia sido preso

Apesar de o governador Ibaneis Rocha ter determinado “prisão para os vândalos”, o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, delegado Júlio Danilo, não sabia, à meia-noite, três horas depois da noite de violência, se alguém estava preso.

“O caos não venceu nem vencerá”

O secretário acompanhou o senador eleito Flávio Dino (PSB-MA), futuro ministro da Justiça do governo Lula, em entrevista iniciada por volta de 23h40 e encerrada pouco mais de meia-noite. O responsável pela segurança do presidente eleito, delegado da Polícia Federal Andrei Rodrigues – futuro diretor-geral do órgão, também participou.

Os três asseguraram que a segurança de Lula está intacta e que assim permanecerá até sua posse e depois dela.

Dino apontou para uma possível orquestração golpista com objetivo de macular a diplomação de Lula como presidente da República. Desse modo, considerou fracassado o objetivo dos “organizadores do caos” desencadeado justamente nesse dia. Dino assinalou que a diplomação do presidente da República – agora habilitado a tomar posse no dia 1º de janeiro – é uma vitória da democracia.

“Houve a diplomação de Lula, e não podemos achar que houve uma vitória dos que querem o caos. Essas pessoas não venceram hoje e não vencerão amanhã”, disse Dino.

Depois do jantar

A primeira intervenção pública do ministro da Justiça, Anderson Torres, ocorreu às 23h08, por mensagem no Twitter. O ministro, que momentos antes havia sido visto jantando no restaurante Dom Francisco, no Setor de Clubes, disse que “tudo será apurado e esclarecido” e que a situação estaria se “normalizando”.

Manifestação criminosa

“A manifestação, em tese, criminosa e antidemocrática, revestiu-se do claro intuito de instigar a população a tentar, com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo a posse do presidente e do vice-presidente da República eleitos”, disse a PGR em nota.

As evidências de há golpistas terroristas entre os acampados do QG e do Alvorada cresceram desde as primeiras horas de ocupação. Ontem, o senador Randolfe Rodrigues afirmou que pediria ao Supremo Tribunal Federal para incluir a primeira-dama Michelle Bolsonaro no inquérito dos atos antidemocráticos. Isso porque, nos últimos dias, Michelle entregou marmitas a golpistas em vigília na residência presidencial.

Além disso, a notícia de que a PF teria outras ordens de prisão a cumprir fez com que potenciais investigados por crimes contra a ordem democrática fossem acobertados pelo Palácio da Alvorada. Entre eles o blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio. Segundo a CNN, seu próprio advogado revelou que Eustáquio entrou no Palácio da Alvorada para se “abrigar” nesta segunda.

Fonte: CUT

Sindprev-AL denuncia caos na saúde estadual com falta de servidores e situação crítica de condições de trabalho

Diante da gravidade da situação, o Sindprev-AL cobra reunião de urgência ao Secretário de Estado da Saúde, para solucionar a dramática situação.

O SINDPREV tem recebido inúmeras denúncias de Servidores da Saúde Estadual, dando conta da completa falta de condições para o trabalho, devido a drástica redução do número de trabalhadores e Servidores em hospitais e unidades de saúde em todo o Estado. Além da falta de Servidores, também há relatos de péssimas condições de trabalho, inclusive com a falta de água mineral para os Servidores no plantão noturno do último domingo, das 19 às 23 horas, no Hospital Geral do Estado (HGE).

Quanto as condições de trabalho: na Área Amarela do HGE os condicionadores de ar estão sem funcionar, falta lençóis, falta fraldas para os pacientes em todo hospital.

Ainda segundo as denúncias, um dos casos mais graves é da UTI Pediátrica, onde haveria uma redução de trabalhadores altamente preocupante, colocando bebês recém-nascidos em risco, devido à falta dos profissionais. Trabalhadores afirmam que atualmente cada Técnico de Enfermagem está atendendo três pacientes, quando o que preconiza o Conselho Regional de Enfermagem (COREN) é de, no máximo, dois pacientes para cada Técnico.

A situação de calamidade não estaria apenas na UTI pediátrica, também em outros setores acontece o mesmo com a redução de plantões dos servidores contratados. Em vários setores as férias de efetivos teriam sido suspensas, os servidores já tinham assinado férias e não sabem quando vão poder gozar seus direitos. Isso sem falar que as férias de todos os contratados foram suspensas.

Farmácias satélites (centrais) do HGE foram fechadas. Estamos apurando se esses fatos vem ocorrendo por causa das reduções de plantões dos contratados.

Diante da gravidade da situação, o SINDPREV-AL está protocolando uma solicitação de reunião, com urgência, ao Secretário de Estado da Saúde, para cobrar providências.

Fonte: Ascom Sindprev-AL

Lula é diplomado pelo TSE para assumir 3° mandato de Presidente do Brasil

Vencedor do pleito mais disputado e importante desde a redemocratização, o petista se emocionou outra vez, falou da vitória do Brasil contra o ódio e acabou emocionando a todos

Em cerimônia no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ,na tarde desta segunda-feira (12), o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), receberam os certificados de diplomação e estão aptos a tomarem posse no dia 1º de janeiro de 2023, iniciando o novo governo e sepultando definitivamente quaisquer aventuras golpistas de Jair Bolsonaro (PL), que 43 dias após das eleições ainda não assumiu publicamente a derrota nas urnas.

Ovacionado e muito aplaudido, Lula entrou no plenário do TSE e foi recebido com um “boa tarde, Lula” em repetição, uma menção direta à saudação diária de seus fiéis eleitores que mantiveram uma vigília debaixo de sol e chuva em Curitiba (PR) durante os 580 dias de prisão do, àquela altura, ex-presidente e condenado num processo viciado pelo ex-juiz Sergio Moro.

Leia a íntegra do discurso de Lula na diplomação:

Em primeiro lugar, quero agradecer ao povo brasileiro, pela honra de presidir pela terceira vez o Brasil.

Na minha primeira diplomação, em 2002, lembrei da ousadia do povo brasileiro em conceder – para alguém tantas vezes questionado por não ter diploma universitário – o diploma de presidente da República.

Reafirmo hoje que farei todos os esforços para, juntamente com meu vice Geraldo Alckmin, cumprir o compromisso que assumi não apenas durante a campanha, mas ao longo de toda uma vida: fazer do Brasil um país mais desenvolvido e mais justo, com a garantia de dignidade e qualidade de vida para todos os brasileiros, sobretudo os mais

Quero dizer que muito mais que a cerimônia de diplomação de um presidente eleito, esta é a celebração da democracia.

Poucas vezes na história recente deste país a democracia esteve tão ameaçada.

Poucas vezes na nossa história a vontade popular foi tão colocada à prova, e teve que vencer tantos obstáculos para enfim ser ouvida.

A democracia não nasce por geração espontânea. Ela precisa ser semeada, cultivada, cuidada com muito carinho por cada um, a cada dia, para que a colheita seja generosa para todos.

Mas além de semeada, cultivada e cuidada com muito carinho, a democracia precisa ser todos os dias defendida daqueles que tentam, a qualquer custo, sujeitá-la a seus interesses financeiros e ambições de poder.

Felizmente, não faltou quem a defendesse neste momento tão grave da nossa história.

Além da sabedoria do povo brasileiro, que escolheu o amor em vez do ódio, a verdade em vez da mentira e a democracia em vez do arbítrio, quero destacar a coragem do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, que enfrentaram toda sorte de ofensas, ameaças e agressões para fazer valer a soberania do voto popular.

Cumprimento cada ministro e cada ministra do STF e do TSE pela firmeza na defesa da democracia e da lisura do processo eleitoral nesses tempos tão difíceis.

A história há de reconhecer sua coerência e fidelidade à Constituição.

Essa não foi uma eleição entre candidatos de partidos políticos com programas distintos. Foi a disputa entre duas visões de mundo e de governo.

De um lado, o projeto de reconstrução do país, com ampla participação popular. De outro lado, um projeto de destruição do país ancorado no poder econômico e numa indústria de mentiras e calúnias jamais vista ao longo de nossa história.

Não foram poucas as tentativas de sufocar a voz do povo.

Os inimigos da democracia lançaram dúvidas sobre as urnas eletrônicas, cuja confiabilidade é reconhecida em todo o mundo.

Ameaçaram as instituições. Criaram obstáculos de última hora para que eleitores fossem impedidos de chegar a seus locais de votação. Tentaram comprar o voto dos eleitores, com falsas promessas e dinheiro farto, desviado do orçamento público.

Intimidaram os mais vulneráveis com ameaças de suspensão de benefícios, e os trabalhadores com o risco de demissão sumária, caso contrariassem os interesses de seus empregadores.

Quando se esperava um debate político democrático, a Nação foi envenenada com mentiras produzidas no submundo das redes sociais.

Eles semearam a mentira e o ódio, e o país colheu uma violência política que só se viu nas páginas mais tristes da nossa história.

E no entanto, a democracia venceu.

O resultado destas eleições não foi apenas a vitória de um candidato ou de um partido. Tive o privilégio de ser apoiado por uma frente de 12 partidos no primeiro turno, aos quais se somaram mais dois na segunda etapa.

Uma verdadeira frente ampla contra o autoritarismo, que hoje, na transição de governo, se amplia para outras legendas, e fortalece o protagonismo de trabalhadores, empresários, artistas, intelectuais, cientistas e lideranças dos mais diversos e combativos movimentos populares deste país.

Tenho consciência de que essa frente se formou em torno de um firme compromisso: a defesa da democracia, que é a origem da minha luta e o destino do Brasil.

Nestas semanas em que o Gabinete de Transição vem escrutinando a realidade atual do país, tomamos conhecimento do deliberado processo de desmonte das políticas públicas e dos instrumentos de desenvolvimento, levado a cabo por um governo de destruição nacional.

Soma-se a este legado perverso, que recai principalmente sobre a população mais necessitada, o ataque sistemático às instituições democráticas.

Mas as ameaças à democracia que enfrentamos e ainda haveremos de enfrentar não são características exclusivas de nosso país.

A democracia enfrenta um imenso desafio ao redor do planeta, talvez maior do que no período da Segunda Guerra Mundial.

Na América Latina, na Europa e nos Estados Unidos, os inimigos da democracia se organizam e se movimentam. Usam e abusam dos mecanismos de manipulações e mentiras, disponibilizados por plataformas digitais que atuam de maneira gananciosa e absolutamente irresponsável.

A máquina de ataques à democracia não tem pátria nem fronteiras.

O combate, portanto, precisa se dar nas trincheiras da governança global, por meio de tecnologias avançadas e de uma legislação internacional mais dura e eficiente.

Que fique bem claro: jamais renunciaremos à defesa intransigente da liberdade de expressão, mas defenderemos até o fim o livre acesso à informação de qualidade, sem mentiras e manipulações que levam ao ódio e à violência política.

Nossa missão é fortalecer a democracia – entre nós, no Brasil, e em nossas relações multilaterais.

A importância do Brasil neste cenário global é inegável, e foi por esta razão que os olhos do mundo se voltaram para o nosso processo eleitoral.

Precisamos de instituições fortes e representativas. Precisamos de harmonia entre os Poderes, com um eficiente sistema de pesos e contrapesos que iniba aventuras autoritárias.

Precisamos de coragem.

É necessário tirar uma lição deste período recente em nosso país e dos abusos cometidos no processo eleitoral. Para nunca mais esquecermos. Para que nunca mais aconteça.

Democracia, por definição, é o governo do povo, por meio da eleição de seus representantes. Mas precisamos ir além dos dicionários. O povo quer mais do que simplesmente eleger seus representantes, o povo quer participação ativa nas decisões de governo.

É preciso entender que democracia é muito mais do que o direito de se manifestar livremente contra a fome, o desemprego, a falta de saúde, educação, segurança, moradia. Democracia é ter alimentação de qualidade, é ter emprego, saúde, educação, segurança, moradia.

Quanto maior a participação popular, maior o entendimento da necessidade de defender a democracia daqueles que se valem dela como atalho para chegar ao poder e instaurar o autoritarismo.

A democracia só tem sentido, e será defendida pelo povo, na medida em que promover, de fato, a igualdade de direitos e oportunidades para todos e todas, independentemente de classe social, cor, crença religiosa ou orientação sexual.

É com o compromisso de construir um verdadeiro Estado democrático, garantir a normalidade institucional e lutar contra todas as formas de injustiça, que recebo pela terceira vez este diploma de presidente eleito do Brasil – em nome da liberdade, da dignidade e da felicidade do povo brasileiro.

Muito obrigado.

Como nunca antes…

Com a diplomação nesta segunda (12), Lula consegue mais um feito inédito na História da Brasil. Retirante nordestino, o ex-sindicalista chega ao terceiro mandato como presidente da República, algo jamais ocorrido no país.

O agora presidente diplomado não escondeu a expectativa de ser novamente certificado para o mais alto posto de comando da estrutura política nacional.

Fonte: Revista Fórum

Debate sobre a privatização das 304 escolas e a situação do AL Previdência ocorrerá no dia 15/12

A privatização das 304 escolas estaduais e a verdadeira situação do Alagoas Previdência, fundo de pensão dos servidores estaduais, será debatida no dia 15 de dezembro.

O governador Paulo Dantas (MDB) enviou e a Assembleia Legislativa aprovou, sem nenhuma discussão com os servidores e a população em geral, um Projeto de Lei que transferiu 304 escolas públicas para o controle do Alagoas Previdência, causando o maior ataque aos serviços públicos e a educação visto nesse ou em qualquer outro estado.

O evento é organizado pelo Sindifisco e Sinteal e tem o apoio do Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais.

Mesa de Debate

Quando: na próxima quinta-feira, 15/12, às 10h

Tema: Fundo Garantidor da Previdência: para que e para quem?

Convidados(as):

Flávio Serafini – Deputado Estadual PSOL/RJ;

Prof. Milton Canuto – Técnico Educacional

Lúcia Maria Beltrão – SINDIFISCO/AL;

Marcos Sérgio – SINDIFISCO/AL

Maria Lúcia Fattorelli – Auditória Cidadã da Dívida

A transmissão será pelo canal da Auditoria Cidadã da Dívida no YouTube.

Perú: caiu Castillo, e agora?

O dia 7 de Dezembro amanheceu com a ameaça de “golpe branco” do Congresso (Parlamento) contra Pedro Castillo, com a terceira votação da sua “vacância” (impeachment, destituição). Mas, por volta das 11 horas, o ainda presidente – invocando um dispositivo constitucional já usado por antecessores (como Martin Vizcarra, em 2019) – declarou a dissolução do Congresso, o estado de excepção e eleições antecipadas com carácter constituinte.

Duas horas depois, Castillo estava preso pela sua própria escolta. O seu acto improvisado provocou a renúncia de três dos seus ministros, a rejeição das Forças Armadas e do Judiciário. Ele foi abandonado até pelo seu advogado institucional e viu deputados da esquerda juntarem-se nos 101 votos do Congresso, de um total de 130, pela sua destituição (que dependia de 87 votos).  

Assim terminaram 16 meses de governo de Castillo, hostilizado por uma maioria parlamentar de direita, o qual não cumpriu nenhuma das suas promessas eleitorais, como a reforma agrária e a Constituinte, vendo o seu apoio popular minguar.

O governo dos EUA e de outros países apressaram-se a reconhecer Dina Boluarte – vice de Castillo na respectiva lista eleitoral, mas que tinha rompido com o seu Governo – como nova Presidente do Peru. Até este momento só Lopez Obrador (Presidente do México) – que ofereceu asilo político a Castillo – não havia reconhecido a nova Presidente. Lula lamentou a interrupção do mandato de um Presidente eleito, mas reconheceu o processo institucional que entronizou Dina, aconselhando-a a “pacificar o país”.

A Comunicação Social peruana festeja a vitória da “democracia” contra o “golpe”, mas não esconde o temor de novas crises, dado o Congresso ser mais impopular que Castillo. Todos pregam a “união nacional”, mas o povo trabalhador ainda não deu a última palavra.

Se na capital, Lima, não houve grandes manifestações, no sul do país – como em Ayacucho e Puno – houve marchas a 8 de Dezembro. Perguntado sobre as razões do protesto, um manifestante disse: “Não queremos a volta de Castillo, nem este Congresso, queremos eleições para uma Constituinte”.

Agora, já, Assembleia Constituinte!

A 8 de Dezembro, uma Declaração do jornal El Trabajo – tribuna livre da luta de classes, animada pelos militantes da Secção peruana da 4ª Internacional – afirmou:

“Nenhum golpe ou contragolpe é solução para os grandes problemas do país, nem para as reivindicações urgentes dos trabalhadores, do campesinato e da nação. Hoje é urgente que o povo tenha a capacidade de decidir, perante um congresso impopular (com menos de 5% de aprovação), através da convocação de eleições gerais que integrem a eleição de uma Assembleia Constituinte Soberana, agora!

Tem razão a CGTP, na sua Declaração de 7/12, quando afirma reconhecer «que a constante instabilidade política, social e económica do Perú tem as suas raízes na espúria Constituição de 1993, o que torna urgente a criação de um novo contrato social no qual prevaleçam os interesses do povo e não dos grupos de poder económico que ostentam o controle de nosso país». Para, em seguida, acrescentar «devemos estar mobilizados e vigilantes do respeito total da democracia e dos direitos laborais, por uma reforma política, uma nova Constituição e antecipação de eleições gerais».

El Trabajo conclui que: “No meio desta crise de poder, a saída política é a convocação – agora e já – da Assembleia Constituinte, sendo preciso convocar um Encontro Nacional pela Assembleia Constituinte em Lima, encabeçado pela CGTP, o Comité promotor da Assembleia Nacional Popular, as frentes regionais e todas as forças políticas democráticas e anti-imperialistas que estejam de acordo com esta orientação.”

Julio Turra (membro da Comissão executiva da Central Única dos Trabalhadores – CUT do Brasil e da Direcção de “O Trabalho” – Secção brasileira da 4ª Internacional)

Fonte: Pous4

93% dos brasileiros torcem para que Lula faça um bom governo, diz pesquisa

  • Levantamento “O Brasil que queremos” foi divulgado hoje;
  • Pesquisa fez entrevistas presenciais domiciliares com 2.005 brasileiros de todo o país;
  • Lula está surpreendendo até apoiadores de Jair Bolsonaro.

Pesquisa do instituto Quaest contratada pelo banco Genial Investimentos aponta que a maioria dos brasileiros torce que o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), faça um bom governo, apesar da polarização.

No levantamento “O Brasil que queremos”, que foi divulgado nesta quinta-feira (8), 5% dos brasileiros torcem contra o governo do petista, e 1% não soube responder.

A pesquisa ainda mostrou que 41% dos brasileiros acreditam que Lula está se saindo “melhor do que esperava” nas preparações do novo governo.

Já para 24%, o governo de transição do presidente eleito está “pior do que esperava”.

Além disso, o petista está surpreendendo até os bolsonaristas: para 14% dos eleitores do presidente Jair Bolsonaro (PL), Lula está indo bem.

Questionados sobre corrupção, 34% acham que vai aumentar no governo Lula, 28% disseram que vai ficar igual, e 30% acreditam que irá diminuir.

A pesquisa Genial/Quaest fez entrevistas presenciais domiciliares com 2.005 brasileiros de todo o país, com mais de 16 anos, entre 3 e 6 de dezembro. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais. O nível de confiança é de 95%.

Fonte: Yahoo! Notícias

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