Eletricitários fazem ato no Ministério de Minas e Energia pela reestatização da Eletrobras

Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), organização que agrega trabalhadores do setor elétrico de todo o país, realizou uma manifestação nesta quarta-feira (15), em frente do Ministério de Minas e Energia, em Brasília, exigindo a reestatização da Eletrobras e denunciando a continuidade de práticas bolsonaristas dentro do MME.

A manifestação contou com a participação de parlamentares, movimentos populares e entidades sindicais, além dos trabalhadores do setor.

Foi cobrado posicionamento do ministro Alexandre Silveira para que reconduza a Eletrobras ao patrimônio público e garanta o controle acionário da empresa pelo Estado brasileiro. Também foi criticada a tentativa do ministro de indicar nomes ligados à privatização da empresa para cargos de confiança no MME.

Mauro Martinelli, porta-voz do coletivo, defende que Silveira deveria alinhar seu discurso com o presidente Lula (PT). O petista classificou recentemente a privatização da Eletrobras como “crime de lesa-pátria” e uma “quase bandidagem”. Martinelli também recordou que no dia 2 de janeiro Lula enviou um ofício ao Congresso Nacional no qual reafirmou seu compromisso em reconduzir a Eletrobras como um patrimônio do povo brasileiro.

Fonte: Revista Fórum

Estudantes se manifestam pela revogação da Reforma do Ensino Médio

No dia 15/03, em diversas cidades, estudantes secundaristas participaram de manifestações no Dia Nacional de Luta Pela Revogação do Ensino Médio, convocado pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e apoiado por diversas entidades estudantis e sindicais.

Em Brasília, cerca de 500 estudantes de 10 escolas da capital e de cidades-satélites se manifestaram na Esplanada. Militantes da Juventude Revolução do PT, por exemplo, organizaram um piquete em uma escola do Gama, o que fez com que dezenas de estudantes se mobilizasse para o ato.

Em São Paulo, cerca de 2 mil estudantes compareceram no ato na Av. Paulista. O grito que ecoava mais forte na manifestação era “1, 2, 3, 4, 5, mil, revoga o Novo Ensino Médio ou paramos o Brasil.” Também, foram entoadas palavras-de-ordem se dirigindo ao Ministro da Educação, Camilo Santana: “Aê ministro, presta atenção… Os estudantes querem a revogação.”

De várias escolas, os estudantes trouxeram cartazes expressando o seu descontentamento com a destruição do currículo proporcionada pela reforma do Ensino Médio. Professores também se fizeram presentes para expressar seu apoio ao movimento dos secundaristas.

Fonte: O Trabalho

Estudantes e professores protestam contra a implantação do “novo ensino médio” em Arapiraca

Centenas de estudantes e professores tomaram as ruas do centro de Arapiraca, hoje a tarde, 15/03, para protestar contra a implantação no novo ensino médio. A manifestação foi organizada por um comitê de luta que é composto por sindicatos como o Sinteal e o Sinduneal, grêmios estudantes e Centros Acadêmicos da Ufal e Uneal.

A concentração começou a partir das 15 horas, na antiga praça da Prefeitura e depois percorreu as ruas do centro, encerrando na praça Manoel André.

Com faixas e cartazes, centenas de estudantes secundaristas e universitários da Uneal e Ufal, se juntaram aos professores do ensino médio e das universidades para exigir a revogação do Novo Ensino Médio. A lei de 2017 imposta pelo governo do golpista Michel Temer estabeleceu um novo currículo que começa agora a ser implementado obrigatoriamente.

Para Jana, da Juventude Revolução “o novo ensino médio prejudica a formação dos estudantes, são menos aulas de História e Sociologia e os itinerários formativos ofertados no lugar é uma enrolação. Queremos educação de qualidade e que nos prepare de verdade para a vida e o Enem”.

As manifestações pela revogação do novo ensino médio também ocorreram em Maceió e centenas de outras cidades em todo o país.

População protesta em Marechal Deodoro contra a BRK pela falta d’água

Moradores do Povoado Porto Grande em Marechal Deodoro, fecharam a AL-215 nas proximidades do SINDPOL em Marechal Deodoro em protesto pela falta de água que está ocorrendo naquela localidade.

Os manifestantes dizem que o descaso que estão sendo tratados pelo órgão e que estão pagando uma tarifa alta sem ter o liquido nas torneiras.

O trânsito na região esta bastante congestionado uma vez que o local é o principal acesso de caminhões e carretas uma vez que existe uma interdição da BR-101 na altura de Boca da mata até a cidade de São Miguel dos Campos

Semana passada outros moradores fecharam a entrada da sede da empresa em Marechal Deodoro também em protesto pela falta de água.

Fonte: Real Deodorense

Evangélicos que participaram do ato terrorista de 08/01 foram mobilizados por igrejas

Em depoimento a Polícia Federal, evangélicos presos no 8/1 dizem que foram mobilizados por igrejas

Evangélicos bolsonaristas que viajaram a Brasília para participar do ato antidemocrático do dia 8 de janeiro relataram, em depoimentos prestados à Polícia Federal, que igrejas de diversos estados do país bancaram ônibus e organizaram caravanas para o evento.

Os presos são aqueles que se deslocaram para Brasília a fim de participar do ato golpista ocorrido em 8 de janeiro e do acampamento golpista na frente do QG do Exército.

Eles informaram aos investigadores que igrejas financiaram o transporte. Alguns também mencionaram que empresários participaram do financiamento e que receberam doações para viajar à capital federal e participar dos atos antidemocráticos.

Sirlei Siqueira, moradora de Sinop (MT), afirmou à Polícia Federal que participou de uma “excursão da Igreja Presbiteriana Renovada”, mas não forneceu mais informações sobre o financiamento. 

Jamil Vanderlino, também residente de Sinop, informou ter viajado em um “ônibus financiado por uma igreja evangélica”.

Redação com Uol e Brasil 247

82 trabalhadores são resgatados do trabalho escravo em fazendas de arroz no RS

Subiu para 82 o número de trabalhadores resgatados em condições análogas à escravidão em duas fazendas de arroz em Uruguaiana, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, na última sexta-feira (10).

Ministério Público do Trabalho (MPT) tinha informado inicialmente o resgate de 56 pessoas. No entanto, uma nova contagem foi realizada, cruzando dados de todas as equipes que participaram da ação, e divulgada nesta segunda-feira (13).

O resgate foi feito por auditores-fiscais do trabalho em conjunto com a Polícia Federal e MPT na nesta sexta-feira (10), nas estâncias Santa Adelaide e São Joaquim, após uma denúncia  sobre a presença de adolescentes nas propriedades, sem carteira assinada e com condições irregulares.

Dos 82 resgatados, 54 foram encontrados na Santa Adelaide e 28 na São Joaquim. Todos eram de municípios da Fronteira Oeste, em especial Itaqui, São Borja, Alegrete e Uruguaiana.

Nas duas fazendas, os fiscais do trabalho descobriram que o grupo era contratado para fazer o corte do arroz vermelho, que é uma gramínea que cresce junto do arroz e provoca perdas à lavoura.

Os próprios trabalhadores deveriam providenciar instrumentos de trabalho, e a aplicação de agrotóxicos era feita sem equipamento de proteção individual. Conforme os relatos, um dos menores sofreu um acidente com um facão e ficou sem movimentos de dois dedos do pé.

Jornadas extenuantes, sede, fome e desmaios

As jornadas dos trabalhadores eram extenuantes e começavam antes mesmo de chegarem à frente de trabalho pois eram obrigados a caminhar sob o sol por cerca de 50 minutos, do alojamento até a área de cultivo de arroz, e mesmo assim não tinham direito sequer a beber água.

De acordo com o auditor-fiscal do trabalho Vitor Siqueira Ferreira, além de sede, os trabalhadores também passavam fome, porque a comida azedava ou estava infestada de formigas. O resultado é que chegavam a desmaiar de fome e sede e ainda tinham descontos nos salários por isso. 

“Sem condições de terminar a jornada, eles perdiam parte do salário. É evidente que os desmaios aconteciam e que não era dado nenhum cuidado pelo explorador da mão de obra. Se ele [o trabalhador] não cumprir a jornada, seja por qualquer motivo, não recebe [a diária]”, disse Ferreira.

Nos locais, foi constatado também que os trabalhadores recebiam R$ 100 por dia, pagos semanalmente, e eram responsáveis por preparar o próprio almoço, que muitas vezes estragava devido ao calor intenso, e eram obrigadas a comprar as ferramentas usadas no trabalho. Os dias em precisavam ficar afastados em razão de doença eram descontados do salário.

Contratados por “gato”

Os trabalhadores eram da região e foram recrutados por um “gato” – um agenciador de mão de obra que atuava na Fronteira Oeste – e sequer conheciam o dono das propriedades. 

“Estamos investigando a real titularidade da relação de emprego, pois existe um dono das terras, que contratou uma empresa robusta para fazer a semeadura e o cultivo do arroz. Estamos reunindo documentos para saber como é a relação entre o dono da safra e a empresa responsável pelo semeador e cultivo, para saber quem é o real titular da relação de trabalho com essas pessoas”, explica o auditor-fiscal.

Segundo ele, “o grau de ofensividade da situação vai desde não ter água, comida, banheiro, local para descanso, até realizar uma atividade extremamente difícil em condições climáticas extremamente exigentes. Isso é o que mais afronta a dignidade do trabalhador”.

Na mesma ação de resgate, um homem, de 56 anos, foi preso em flagrante suspeito de ser o responsável pelo aliciamento dos trabalhadores. Ele, que não teve o nome revelado, foi solto no sábado (11) após o pagamento de fiança.

Segundo maior resgate de trabalho escravo no RS em 2023

Dentre os 82, estão 11 adolescentes com idades entre 14 e 17 anos. Esse é o segundo maior resgate registrado no Rio Grande do Sul, ficando atrás somente dos 207 trabalhadores encontrados no último dia 22 de fevereiro, em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha.

Em todo o Estado já são até agora 291 resgatados em 2023, número que está perto do dobro dos 156 resgatados no ano passado, que já havia representado um triste e lamentável recorde.

RS produz mais de 70% do arroz nacional

O estudo “Radiografia da Agropecuária Gaúcha 2022”, feito pelo Departamento de Políticas Agrícolas e Desenvolvimento Rural, aponta que o Rio Grande do Sul é responsável por 70,4% da produção nacional do arroz. A região de Uruguaiana produz 32% da safra do Estado.

Fonte: CUT

Governo anuncia retomada de programa para levar médicos a regiões distantes

Novo programa ainda não tem nome, mas deve ser uma forma ampliada do antigo ‘Mais Médicos’. Prioridade será para profissionais brasileiros

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançará, em breve, um programa para levar médicos a regiões distantes do país. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, adiantou a informação hoje (14). A ideia é criar um programa nos moldes do “Mais Médicos“, aplicado a partir de 2013 pela presidenta Dilma Rousseff (PT). Após sua saída da presidência, com o golpe de 2016, os governos seguintes de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL) desmontaram a oferta dos profissionais de saúde nos rincões.

Ainda não há um nome oficial para o novo programa. Contudo, nos bastidores, chamam-no de “Mais Saúde para os Brasileiros”. De acordo com o ministro, além de levar médicos para cidades distantes dos centros urbanos, o programa incluirá a formação de especialistas na atenção básica da Saúde. “Vamos elevar a oferta de serviço não apenas de forma quantitativa, mas qualitativa, capacitando ainda mais a assistência básica em nosso país”, disse.

Prioridades na Saúde

“Voltaremos ao patamar que tínhamos de garantia de todas as cidades, regiões, distritos, localidades distantes terem a possibilidade de ter médicos para assistir à população”, completou. Inicialmente, não há previsão de incluir estrangeiros no programa. Em primeiro lugar, a ideia é privilegiar profissionais brasileiros, em especial os recém-formados.

Costa também afirmou que brasileiros formados no exterior terão a oportunidade de aderir ao programa. “O programa de revalidação volta para possibilitar que essas pessoas possam trabalhar. Para que tenham sua formação validada e possam trabalhar ajudando a alcançar essa assistência”, disse.

Reconstrução

Além do novo programa para distribuição de médicos pelo país, Costa anunciou a retomada de investimentos na Saúde nos estados e municípios. “Temos muitos serviços criados pelos municípios, unidades de saúde, unidades odontológicas, que o ministério deixou de cadastrar há anos e, portanto, esses serviços ou estão sendo realizados sem a participação dos recursos federais, como prevê a lei, ou simplesmente o posto de saúde ficou pronto, equipado, mas está sem funcionar porque não tem o financiamento federal”, disse.

Fonte: Rede Brasil Atual

Bolsonaro: um fiasco eleitoral de 300 bilhões de reais

Foi a derrota eleitoral mais cara da história recente, pelas contas do Ministério da Fazenda

A campanha de reeleição de Jair Bolsonaro custou 300 bilhões de reais aos cofres públicos, disse o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, aos repórteres William Waack, Daniela Lima e Raquel Landim, da CNN, na sexta-feira (10).

“Bagunçou a economia”, acrescentou. “Hoje, vimos um pequeno aperitivo disso, que são R$ 30 bilhões” — valor do acordo fechado pela Fazenda com os governos estaduais para compensação parcial das perdas impostas em tributos (ICMS) sobre o consumo de combustíveis, durante a campanha eleitoral.

Essa despesa extra de 300 bilhões de reais foi realizada no contexto de um projeto político de interesses e benefícios estritamente pessoais e privados. Ela é 18% maior que todo o gasto federal em Saúde e Educação, no ano passado.

Se a conta da Fazenda está correta, Bolsonaro tem um novo recorde na sua biografia: foi protagonista da derrota eleitoral mais cara da história recente — um fiasco político de 57,6 bilhões de dólares. A conta, naturalmente, será paga por todos brasileiros. Neste e nos próximos anos.

Fonte: Veja

Delegado Fábio Costa é contra o combate ao trabalho escravo

Deputado alagoano se une a bancada que quer acabar com órgão de combate a trabalho escravo.

O Delegado Fábio Costa (PP-AL) se juntou ao deputado federal de extrema-direita e autointitulado “príncipe”, Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), que já colheu 66 assinaturas para a aprovação de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que extingue o Ministério Público do Trabalho (MPT), órgão de investigação e combate ao trabalho escravo no Brasil. O número necessário é de 171 assinaturas para a PEC ser apresentada.

A proposta conta com o apoio maciço das bancadas da Bíblia e da Bala. Os principais apoiadores ou a tropa de choque são policiais eleitos deputados como o Coronel Ulysses (União-AC), Delegado Fabio Costa (PP-AL), Capitão Alberto Neto (PL-AM), Capitão Alden (PL-BA), Delegado Caveira (PL-PA), Cabo Gilberto Silva (PL-PB), Coronel Meira (PL-PE), Sargento Gonçalves (PL-RN), Delegado Ramagem (PL-RJ) e o Pastor Marcos Feliciano (PL-SP).

O suposto príncipe e os apoiadores querem o fim da legislação trabalhista em vigência no Brasil desde a década de 1930 quando o Brasil era governado por Getúlio Vargas.

O objetivo é a escravidão

Saudoso da monarquia brasileira, o descendente da antiga Família Real pretende, ao apresentar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC), mobilizar militares e policiais como se fossem “novos capitães do mato” no século XXI.

Prestar no Brasil, atualmente, os “serviços” que a figura execrável do capitão do mato exercia na fazenda ou feitoria, que era a captura de escravos fugitivos, é a sinalização desses parlamentares que representam o pensamento da extrema-direita.

Todos eles estão sinalizando aos empresários apanhados na Serra Gaúcha com centenas de trabalhadores escravizados na colheita de uva.

Alagoas na lista suja

O deputado federal Delegado Fábio Costa(PP-AL) é até o momento o único representante da extrema-direita estadual que assinou a PEC do trabalho escravo.

A entrada do deputado na bancada da Biblia, Bala e Boi não é surpresa pelo seu histórico como parlamentar armamentista no estado. Alagoas, através do deputado Delegado Fábio Costa, se inscreve na lista suja da escravidão.

Redação com 082 Notícias

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS