Após acusações de assédio, rabino é demitido da Congregação Israelita Paulista

A decisão ocorre após denúncias de assédio sexual e moral. Cinco mulheres relataram episódios envolvendo o rabino durante processos de conversão ao judaísmo. Os relatos incluem encontros íntimos em dependências da CIP e situações descritas pelas denunciantes como marcadas por hierarquia religiosa e pressão psicológica.

A CIP afirmou anteriormente que recebeu uma denúncia formal e que o caso foi “apurado com isenção e rigor”. Na ocasião, declarou que “nenhuma irregularidade foi comprovada” e que o rabino permaneceria afastado “por prazo indeterminado durante as investigações”. Agora, a saída foi oficializada sem detalhamento das conclusões internas.

As denúncias também foram encaminhadas à Conferência Central dos Rabinos Americanos (CCAR), nos Estados Unidos. O documento descreve quatro casos de assédio sexual e oito de assédio moral atribuídos ao rabino. O processo de conversão de fiéis, conduzido por Sternschein, aparece como elemento central narrado pelas mulheres.

Após a repercussão, a CIP afirmou que contrataria uma “consultoria externa especializada” para revisar os fatos, mas não divulgou o resultado do trabalho nem o nome da empresa responsável. A falta de informações públicas sobre a apuração interna gera cobranças por transparência dentro da própria comunidade judaica.

Em nota anterior enviada à imprensa, ele afirmou “rejeitar as alegações de conduta inapropriada” e disse ser alvo de “campanha difamatória”. A CIP não informou quem assumirá as funções rabínicas de forma definitiva.

O roteiro das relações de Ruben Sternschein eram semelhantes. Segundo os relatos, a aproximação acontecia com cantadas e atos libidinosos, evoluía para encontros periódicos e, tempos depois, tudo se encerrava de forma conflituosa. Ainda que fossem consensuais, os encontros podem ser considerados crimes de assédio, cuja característica central está na relação de poder e de hierarquia. 

Os encontros aconteciam no quarto andar da CIP, em um dos quatro escritórios dedicados aos rabinos. O espaço tem em torno de 12 m², com três paredes brancas e uma quarta revestida com painel de madeira. Em geral, os rabinos usam suas salas para estudar, preparar cursos e prédicas, e atender os membros da comunidade. No caso de Sternschein, o escritório serviu de ambiente para relações sexuais com diferentes mulheres, que chegaram, quase sempre, com um mesmo objetivo: a conversão ao judaísmo, que é um processo rigoroso e demorado. Na CIP, o processo de conversão é, em grande medida, arbitrado pelo rabino Sternschein.

Fonte: Revista Piauí e DCM

Forças israelenses ocupam casas e impõem toque de recolher na Cisjordânia

Ataque militar pelo segundo dia consecutivo bloqueia cidade, desloca moradores e destrói infraestrutura

As forças israelenses continuam seu ataque contra a cidade de Qabatiya, ao sul de Jenin na Cisjordânia ocupada, pelo segundo dia consecutivo, impondo um cerco rigoroso acompanhado de interrogatórios em massa a dezenas de moradores, deslocamento forçado, buscas e apreensões generalizadas de residências e destruição massiva de infraestrutura.

Nas últimas 48 horas, foram relatadas cerca de 29 mortes de palestinos, incluindo 25 vítimas não registradas anteriormente, além de oito feridos. Desde o acordo de cessar-fogo de 11 de outubro de 2025, foram registradas 414 mortes e 1.142 feridos; 679 corpos foram recuperados.

Neste sábado (27/12) as tropas de Tel Aviv bloquearam as entradas de Qabatiya enquanto prendiam e interrogavam dezenas de moradores, disseram fontes locais à emissora catariana Al Jazeera. Diversas casas foram transformadas em centros de interrogatório militar, desalojando seus ocupantes, segundo a agência de notícias palestina Wafa.

Os ataques militares israelenses também se estenderam a outras áreas da Cisjordânia ocupada, incluindo várias aldeias nos arredores de Ramallah e Hebron, informou a Wafa. Segundo a agência, as forças israelenses agrediram e prenderam oito pessoas das cidades de Dura, Abda e Imreish, perto de Hebron.

Colonos israelenses invadiram no sábado a comunidade de al-Maleh, no norte do Vale do Jordão, noroeste da Cisjordânia ocupada, e começaram a agredir os moradores. Esses ataques frequentemente ocorrem sob a proteção das forças de ocupação israelenses e fazem parte de esforços mais amplos para tomar terras e expandir os postos avançados coloniais na área.

Nedal Odeh, diretor dos serviços de ambulância e emergência em Tubas, disse que suas equipes receberam um chamado sobre uma criança que ficou ferida após ser espancada por colonos.

A Rádio do Exército de Israel informou a imposição de um “toque de recolher total” na cidade. A repressão ocorre após uma ordem do Ministro da Defesa israelense, Israel Katz, para “agir com força… contra a cidade de Qabatiya”, de onde ele afirma ser originário um palestino acusado de realizar um ataque com faca e atropelamento no norte de Israel.

Em um comunicado divulgado na sexta-feira (26/12), as Forças Armadas de Israel informaram ter enviado tropas de diversas divisões, juntamente com policiais de fronteira e membros do serviço de segurança Shin Bet, para Qabatiya. O comunicado acrescentou que as forças haviam invadido a casa do suspeito do ataque e se preparavam para demoli-la.

Organizações de direitos humanos condenam há muito tempo a prática de Israel de demolir as casas de famílias palestinas acusadas de ataques contra israelenses, descrevendo-a como uma forma ilegal de punição coletiva.

Fonte: Ópera Mundi

UM ANO MELHOR QUE A ENCOMENDA

Paulo Memória Alli é jornalista, cineasta e escritor

Estamos chegando aos últimos suspiros de 2025. Um ano em que as luzes da ribalta estiveram permanentemente acesas, revelando um espetáculo em relação ao qual não tínhamos expectativas sobre o seu desfecho. Tínhamos sim, algumas perspectivas, mas, ao meu ver, foi um ano que terminou se saindo até bem melhor do que a encomenda. Que as forças progressistas nacionais avançariam sobre alguns aspectos e as forças conservadoras sofreriam retrocessos já me parecia óbvio, desde o início de 2025. Os meses foram passando, confirmando todos os prognósticos esperados.

Após uma década de grandes regressões civilizatórias na vida pública brasileira, que começaram de forma sorrateira em 2013, passando pelo golpe do impeachment da Presidenta Dilma Roussef, a ascensão da quadrilha da Lava Jato, a prisão sem provas contra Lula e que culminaram com a eleição do protofascista Jair Bolsonaro para a presidência da república, finalmente tivemos um ano que chamarei de “ano redentor”, no qual o esfacelamento da nossa tenra democracia e o esgarçamento institucional começa a ser desfazer e ser revertido.

No âmbito internacional me parece que tivemos um processo inverso, com um avanço das forças conservadoras e um enfraquecimento dos setores progressistas mundialmente e, em especial, na América Latina. Iniciamos o ano com o retorno e a posse de Donald Trump no Salão oval da Casa Branca em 20 de janeiro, e todo o atraso que este fato representou para a humanidade. O velho amigo do pedófilo Jeffrey Epstein e atualmente o líder do “mundo livre”, sob forte suspeita de ser um predador sexual, ofereceu uma agenda política ao povo americano bastante indigesta.

O primeiro presidente dos EUA a assumir o poder já condenado criminalmente, Trump tem provocado uma grande fragmentação na sociedade norte americana, com uma insana política anti-imigração, retirando o Estados Unidos da OMS – Organização Mundial da Saúde e do “Acordo de Paris”, tratado internacional que discute a questão climática e ambiental, revogando as leis que combatiam a ideologia de gênero e as sanções contra a colonização israelense na Palestina, legitimando políticas de deportação em massa e outras insanidades ideológicas de extrema direita que não caberiam neste artigo.

Na América Latina tivemos a ascensão e o fortalecimento de governos de ultradireita, a exemplo da eleição do pinochetista José Antônio Kast para a presidência do Chile, a vitória do tresloucado Presidente Javier Milei nas eleições legislativas na Argentina, a reeleição do inexpressivo Daniel Noboa, mesmo com o desastre econômico que assola o Equador e a eleição do candidato trumpista para presidente de Honduras, Nasry Asfura, conhecido como Tito, do ultra direitista Partido Nacional, sendo esta, a derradeira vitória fascista no continente latino americano do ano, ocorrida no último dia 30 de novembro, mas cujo resultado só foi anunciado agora na véspera de Natal, após um renhida e duvidosa apuração dos “votos impressos” naquele país da América Central.

No continente europeu observamos o avanço dos partidos neofascistas em Portugal, na Espanha e outros países, sobretudo na França, uma nação que é considerada um dos berços da civilização ocidental, onde não será nenhuma surpresa, ao menos para mim, uma vitória de Marine Le Pen, declarada simpatizante do nazismo, para a presidência da república, já na sucessão de Emmanuel Mácron. Na Alemanha já tivemos este ano, a retomada do poder pela CDU – União Democrata Cristã, partido altamente reacionário, que nomeou chanceler o seu líder Friedrich Merz, que não faz a mínima questão de esconder sua profunda antipatia pelo Brasil.

Além disso, tivemos em maio, a perda do Papa Francisco, cujo pontificado foi uma lufada de ar no mofo doutrinário e retrógrado predominante na Cúria Romana e no Colégio Cardinalício, que elegeu o cardeal estadunidense Robert Francis Prevost para o trono de Pedro, que adotou o nome de Papa Leão XIV e ainda não disse muito a que veio.

Voltando as nossas questões internas, ocorreram fatos relevantes e marcantes na história do nosso país, a exemplo da prisão em definitivo do ex-presidente Jair Bolsonaro, sobremaneira, pela esdrúxula tentativa de romper a sua tornozeleira eletrônica com um aparelho de solda, bem como tivemos também a condenação e a detenção de militares de alta patente pelo Supremo Tribunal Federal pela tentativa de Golpe de Estado.

A política brasileira também sofreu duas ingerências externas este ano, que foram as taxações tarifárias do Governo Trump contra produtos brasileiros da balança comercial e a aplicação e imposição da Lei Magnitsky contra membros do STF, sobretudo, ao Ministro Alexandre de Moraes, numa tentativa de obrigar e subjugar o judiciário brasileiro a conceder anistia aos golpistas do chamado 8 de Janeiro, o que também beneficiaria o líder do golpe Jair Bolsonaro. Um encontro recente entre Lula e Trump na casa Branca, entretanto, foi o suficiente para o esclarecimento dos fatos distorcidos pelo foragido Eduardo Bolsonaro, tendo o Presidente norte-americano revogado estas duas medidas contra a nossa soberania nacional e restabelecido nossas relações diplomáticas.

Outro fato alvissareiro foi a investigação da Polícia Federal, que desmascarou em definitivo a Lava Jato, defenestrando, de uma vez por toda, o seu falso brilhante ou ouro de tolo, o insignificante Sérgio Moro, que enfrentará um futuro tenebroso, com a sua eminente prisão muito em breve. Finalizamos 2025 com uma fofoca de comadre, com a jornalista “global” Malu Gaspar, antiga aliada de Moro na Lava Jato, tentando criar um factoide midiático para incriminar o Ministro Alexandre de Moraes, utilizando a velha e manjada fórmula de acusar sem uma única prova que justifique e embase as acusações. No demais, o clima já é de festa e estou calçando minhas havaianas para entrar com os dois pés em 2026.

Deputado bolsonarista gastou quase R$ 1 milhão com aluguel de barcos e carros

Deputados federais gastaram, ao longo dos últimos sete anos, pelo menos R$ 279 milhões com aluguel de carros, barcos e aeronaves. Esse valor inclui despesas feitas de 2019 a 2025, com um aumento de cerca de 18% no período, descontada a inflação.

Esses gastos são financiados pela Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar, também conhecida como “Cotão”, que destina verba pública para cobrir despesas como manutenção de escritórios nas bases eleitorais, passagens aéreas e locação de veículos.

Embora esses gastos sejam comuns, as investigações sobre o uso da cota, especialmente por deputados bolsonaristas, levantaram suspeitas de irregularidades. Na legislatura atual, o deputado Éder Mauro (PL-PA) foi o que mais gastou com locações, totalizando R$ 883,5 mil, com uma parte (R$ 540 mil) destinada ao aluguel de embarcações.

Essa prática, segundo o bolsonarista, é essencial para sua atuação política, especialmente no Pará, onde muitas cidades só são acessíveis por rios. Mauro defendeu que os valores pagos estão dentro do mercado e que as locações são necessárias devido às condições de transporte na região Norte, mais isolada.

Recentemente, a Polícia Federal investigou dois deputados bolsonaristas, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ), por suspeitas de irregularidades no uso da verba da cota parlamentar para locação de veículos.

A PF encontrou indícios de que uma empresa de locação, contratada pelos dois, continuou recebendo pagamentos mesmo após ser dissolvida irregularmente. As investigações indicaram que assessores dos deputados podem ter colaborado para dar uma aparência de legalidade à operação, levantando suspeitas de conluio e uso indevido de recursos públicos.

Sóstenes e Jordy reagiram às acusações e se defenderam das investigações. O primeiro alegou que o dinheiro encontrado em sua residência, cerca de R$ 430 mil, era proveniente da venda de um imóvel e que ele não havia feito o depósito devido à “correria de trabalho”.

Já Jordy, em um vídeo publicado nas redes sociais, classificou a ação policial como “covarde” e reafirmou que a empresa de locação era a mesma com a qual ele e Sóstenes trabalhavam desde o início de seus mandatos, justificando os gastos como legítimos.

Fonte: DCM

Ex-diretor da PRF de Bolsonaro é preso no Paraguai

Condenado pelo STF, Silvinei rompeu a tornozeleira eletrônica, deixou o Brasil sem autorização e foi detido no Aeroporto de Assunção ao tentar embarcar para El Salvador; autoridades brasileiras acionaram alertas de fronteira e a adidância no Paraguai.

O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques foi preso na madrugada desta sexta-feira (26) no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no Paraguai, ao tentar embarcar em um voo com destino a El Salvador, segundo o diretor da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.

Vasques estava em Santa Catarina quando rompeu com a tornozeleira eletrônica. Assim que isso aconteceu, as autoridades brasileiras avisaram os países vizinhos, como Colômbia, Paraguai, Argentina.

Ao tentar embarcar, com documento falso, em direção a El Salvador, Vasques foi abordado e preso pela polícia paraguaia, com cooperação da Polícia Federal brasileira.

Após a prisão, Vasques foi identificado e colocado à disposição do Ministério Público do Paraguai. Ele deve passar por audiência de custódia ainda na tarde desta sexta-feira (26) e, na sequência, ser entregue às autoridades brasileiras.

Atuação na PRF e condenações na Justiça

Silvinei Vasques foi condenado neste mês pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 24 anos e 6 meses de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Segundo a decisão, ele integrou o chamado “núcleo 2” da organização criminosa e atuou para monitorar autoridades e impedir a votação de eleitores, especialmente no Nordeste, por meio de operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no segundo turno.

Antes disso, Silvinei já havia sido condenado na Justiça Federal do Rio de Janeiro por uso político da estrutura da PRF durante a campanha eleitoral de 2022, em ação movida pelo Ministério Público Federal. A decisão reconheceu que ele utilizou símbolos, recursos e a visibilidade institucional da corporação para promover a candidatura do então presidente Jair Bolsonaro à reeleição, o que resultou em multa superior a R$ 500 mil, além de outras sanções cíveis.

Silvinei chegou a ser preso em 2023, mas foi solto posteriormente mediante medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.

Em dezembro de 2025, no mesmo dia em que o STF concluiu o julgamento da ação penal, ele pediu exoneração do cargo de secretário que ocupava em uma prefeitura de Santa Catarina.

Fonte: G1

Lula lidera em todos os cenários de 1° e 2° turnos em 2026, diz Paraná Pesquisas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera todos os cenários de primeiro turno e mantém vantagem nas simulações de segundo turno para as eleições de 2026, segundo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta sexta-feira (26). O estudo mostra, no entanto, que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desponta como o nome mais competitivo entre os possíveis adversários, aparecendo em empate técnico com Lula em um confronto direto no segundo turno, mesmo ficando 3,1 pontos atrás.

A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 22 de dezembro, com 2.038 eleitores ouvidos em 163 municípios de 26 estados e do Distrito Federal. O grau de confiança é de 95%, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

O levantamento ocorre poucos dias após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reforçar publicamente, por meio de carta, o apoio à candidatura do filho Flávio em 2026.

No primeiro cenário de primeiro turno, que inclui Jair Bolsonaro, inelegível e condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado, Lula aparece com 36,9% das intenções de voto, contra 31,3% do ex-presidente. Na sequência surgem Ciro Gomes (PSDB), com 6,9%, Ratinho Junior (PSD), com 6,5%, Ronaldo Caiado (União Brasil), com 4%, Romeu Zema (Novo), com 1,6%, Tereza Cristina (PP), com 1,4%, e Renan Santos (Missão), com 0,6%.

No segundo cenário de primeiro turno, Lula mantém a liderança, com 37,6%, enquanto Flávio Bolsonaro soma 27,8%. Ratinho Junior aparece com 9%, seguido por Ciro Gomes, com 7,9%, Zema, com 3,1%, Tereza Cristina, com 1,9%, e Renan Santos, com 0,8%.

A terceira simulação inclui o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Nesse caso, Lula alcança 37,8% das intenções de voto, contra 26,2% de Tarcísio. Ciro Gomes aparece em terceiro, com 8,7%, seguido por Ronaldo Caiado, com 5%, Romeu Zema, com 3,9%, Tereza Cristina, com 2,5%, e Renan Santos, com 0,8%.

Entre os nomes testados, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro é quem apresenta a maior distância em relação a Lula no primeiro turno. Ela aparece com 24,4%, contra 37,2% do presidente, uma diferença de 12,8 pontos percentuais. Na sequência vêm Ciro Gomes, com 8,3%, Ratinho Junior, com 8,2%, Ronaldo Caiado, com 4,9%, Romeu Zema, com 3,2%, Tereza Cristina, com 2%, e Renan Santos, com 0,9%.

Veja os cenários: 

Nos cenários de segundo turno, Lula mantém a liderança em todas as simulações. Contra Flávio Bolsonaro, o presidente registra 44,1%, enquanto o senador aparece com 41%. A diferença de 3,1 pontos caracteriza empate técnico dentro da margem de erro. Nesse cenário, 5,7% dos entrevistados disseram não saber ou não opinaram, e 9,2% declararam voto branco, nulo ou em nenhum dos dois.

Em um eventual confronto com Jair Bolsonaro, Lula teria 43,6%, contra 43,4% do ex-presidente. Já diante de Tarcísio de Freitas, Lula aparece com 44%, ante 42,5% do governador paulista, o que coloca Tarcísio como o nome mais competitivo contra o petista, excetuando-se Bolsonaro, que está fora da disputa.

Contra Michelle, Lula soma 44,8%, frente a 41,4%. Em uma disputa com Ratinho Junior, o presidente alcança 43,8%, enquanto o governador do Paraná registra 40,2%. Já contra Tereza Cristina, Lula amplia a vantagem, com 44,6% contra 30,3%, cenário que concentra o maior percentual de eleitores que afirmam votar em branco, nulo ou em nenhum dos dois.

Fonte: DCM

Trump dobra o número de deportações e removem 100 mil imigrantes em 9 meses

A campanha de deportação em massa conduzida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é uma das medidas mais visíveis e de consequências mais profundas para o país tomadas pelo republicano desde que voltou à Casa Branca este ano.

Batidas de autoridades imigratórias em estacionamentos, supermercados, escolas, tribunais e no transporte público transformaram a vida de imigrantes nos EUA, que hoje vivem uma rotina de medo. Segundo ativistas, muitos se retiraram da vida pública, participando menos de eventos culturais e até mesmo deixando de sair à rua.

O braço responsável por prender imigrantes em situação irregular dentro do país é o ICE, o serviço de imigração dos EUA. Turbinado com um aumento do orçamento de 200% no ano que vem, a agência vê seus métodos —invasões violentas de carros e casas, prisões em massa em fazendas— cada vez mais questionados pela oposição.

Entretanto, apesar da alta visibilidade das operações do ICE, o número total de imigrantes deportados pela agência não está claro. O governo Trump fala em 2,5 milhões de estrangeiros a menos no país, dos quais 600 mil teriam sido deportados, e o restante, deixado o país de forma voluntária. Vários veículos da imprensa americana publicaram estimativas diferentes.

Agora, uma análise de dados do governo dos EUA feita pela Folha aponta que, de janeiro a setembro de 2025, o ICE deportou pelo menos 113 mil imigrantes, um aumento de 126% em relação ao mesmo período do ano passado, quando estava no poder o democrata Joe Biden.

Os dados foram analisados a partir de documentos obtidos pela lei de acesso à informação americana e compilados pelo Deportation Data Project, iniciativa da Universidade da Califórnia.

A análise considera deportações conduzidas pelo ICE, não pela outra agência imigratória americana, o CBP (Serviço de Alfândega e Proteção das Fronteiras), responsável principalmente por evitar a entrada de imigrantes pela fronteira com o México. Isso significa que o dado real pode ser maior, mas não muito —uma vez que o número de pessoas que entram nos EUA pela fronteira sul despencou em 2025.

“Minha previsão é que essa é uma conquista temporária”, afirma Daniel Kanstroom, professor de direito do Boston College especializado em imigração. “As forças que impelem as pessoas a imigrar, principalmente da América Latina, são muito, muito poderosas. Não acho que seja possível pará-las a não ser que haja mudanças estruturais no hemisfério. Se as empresas americanas continuarem a contratar pessoas, os imigrantes vão continuar a vir.”

Os arquivos mostram que, sob Biden, o ICE deportou 50 mil imigrantes de janeiro a setembro de 2024. Um relatório do órgão migratório daquele ano coloca o número total de remoções em 270 mil —mas inclui também o que se chama de expulsões, em que um imigrante sai de forma voluntária ou é imediatamente repelido na fronteira sul.

Lá Fora

Embora um aumento considerável em relação ao governo Biden, o número de 113 mil deportações obtido pela Folha é menor do que o de 600 mil apresentado pelo governo Trump. A reportagem entrou em contato com o ICE e o Departamento de Segurança Interna (DHS) para perguntar sobre a discrepância, mas não obteve resposta.

“Entre meus colegas advogados, há um sentimento de exaustão e imensa incerteza”, diz Kanstroom. Para ele, há cada vez mais provas de que o ICE vem operando de maneira ilegal na forma como prende e deporta pessoas. “Ninguém sabe o que dizer para seus clientes, e eu trabalho com isso há um quarto de século. Muitos advogados estão com raiva porque parece que vivemos em um sistema sem lei.”

A análise da reportagem também se debruçou sobre os países para onde os imigrantes foram deportados e suas nacionalidades. Esses dois dados, no governo Biden, eram praticamente os mesmos. Entretanto, isso mudou no governo Trump, que começou a deportar para lugares como México e El Salvador imigrantes que não eram cidadãos desses países.

Os documentos mostram que os mais deportados são os mexicanos, que representam 40% do total. Em seguida, vêm guatemaltecos, hondurenhos e venezuelanos —os brasileiros estão em 11º lugar na lista. Foram 1.373 cidadãos do país expulsos dos EUA pelo governo Trump no período analisado, quase quatro vezes a mais do que no governo Biden.

O número de pessoas deportadas ao México explodiu, subindo de 25 mil para 48 mil, e pelo menos 4.000 destes não eram cidadãos mexicanos. Os enviados à Venezuela também dispararam: de cerca de 400 pessoas, em 2024, para mais de 6.000, em 2025, aumento de 15 vezes que se deveu em parte à pressão do governo Trump para que o regime de Nicolás Maduro voltasse a aceitar voos de deportação vindos dos EUA.

Com a aprovação pelo Congresso do projeto orçamentário de Trump em julho, os recursos destinados ao ICE triplicaram: de US$ 10 bilhões, em 2025, para pelo menos US$ 30 bilhões no ano que vem, com um investimento de mais US$ 75 bilhões até 2029.

A disparada do orçamento deve transformar o ICE. Com US$ 30 bilhões, se fosse uma Força Armada tradicional, o serviço de imigração americano seria a 17ª mais cara do mundo, acima de países como Canadá, Turquia, Espanha e Brasil (que gasta US$ 20 bilhões por ano em Defesa).

Com o investimento, o serviço de imigração tem planos para contratar mais 5.000 agentes, chegando a um total de 30 mil, e ampliar a capacidade de leitos em centros de detenção de 70 mil para 100 mil. Relatos da imprensa americana também afirmam que a meta de prisões diárias do ICE será de 2.000 a partir de 2026. “Eu moro em Boston, onde há uma grande comunidade brasileira. Tenho muitos amigos brasileiros. E mesmo pessoas com cidadania americana me perguntam: devo andar na rua com meu passaporte?”, diz o professor Daniel Kanstroom. “É uma pergunta e um nível de medo sem precedentes neste país. E acho que o medo e a crueldade causados [pelo governo Trump] são intencionais.”

Fonte: Petista

Ataques de Israel à Gaza deixaram um milhão e meio de palestinos sem casas

Organizações sociais palestinas alertam para deslocamento em massa, colapso dos serviços civis e agravamento da escassez de medicamentos no território

A crise humanitária na Faixa de Gaza atingiu um novo patamar alarmante com o deslocamento interno em massa provocado pelo genocídio executado por Israel desde outubro de 2023. Segundo organizações da sociedade civil palestina, cerca de 1,5 milhão de moradores perderam suas casas, aprofundando a vulnerabilidade social em meio ao inverno, à queda das temperaturas e às chuvas intensas, informa a Prensa Latina.

O diretor da entidade em Gaza, Amjad Al-Shawa, afirmou que centenas de famílias permanecem sem abrigo adequado, enfrentando condições extremas. De acordo com ele, a resposta humanitária prioriza grupos mais vulneráveis, como famílias chefiadas por mulheres, idosos, pessoas com deficiência, amputados e órfãos.Play Video

Al-Shawa também responsabilizou Israel pela destruição da maioria das sedes das organizações da sociedade civil palestina durante a guerra. Além disso, criticou a redução do financiamento humanitário internacional destinado a Gaza, fator que, segundo ele, compromete seriamente a capacidade das ONGs de oferecer assistência à população afetada.

O colapso não se restringe à área social. Nesta semana, a Sociedade de Ajuda Médica da Faixa de Gaza alertou para a rápida deterioração das condições de saúde de pacientes com doenças crônicas, em razão da grave escassez de medicamentos. O chefe da entidade, Muhammad Abu Afash, destacou que centenas de pacientes correm riscos elevados devido à interrupção de tratamentos essenciais. Ele lamentou que aproximadamente 1.200 pessoas tenham morrido em decorrência da falta de medicamentos necessários.

As autoridades locais acusam Israel de restringir deliberadamente a entrada de medicamentos e suprimentos vitais no território. Segundo Ismail al-Thawabta, chefe do Gabinete de Imprensa do Governo em Gaza, desde a entrada em vigor do cessar-fogo em 10 de outubro, o país autorizou apenas a chegada limitada de matérias-primas e insumos de emergência. O dirigente condenou a recusa em permitir a entrada de equipamentos especializados, instrumentos cirúrgicos avançados, dispositivos ortopédicos e medicamentos para doenças crônicas e câncer.

“Recentemente, testemunhamos a paralisação total ou parcial de cirurgias em diversos hospitais devido ao esgotamento de suprimentos básicos e instrumentos cirúrgicos”, afirmou al-Thawabta, ao relatar o impacto direto das restrições sobre o sistema de saúde.

Na mesma linha, o Ministério da Saúde da Faixa de Gaza acusou Israel de conduzir uma política de extermínio contra a população do território. O diretor do Departamento de Assistência e Farmácia da pasta, Alaa Halas, alertou que “este novo crime põe em grave risco a vida de dezenas de milhares de pessoas doentes e feridas”. Segundo ele, cerca de 10 mil cirurgias correm o risco de serem interrompidas devido à escassez de medicamentos e insumos indispensáveis para sua realização.

Fonte: Brasil 247

Líder religioso é preso suspeito de abusos sexuais contra mulheres no DF

Segundo Polícia Civil, vítimas relataram que abusos ocorriam durante cerimônias religiosas. Rafael Maia Carlos Fonseca, de 49 anos, usava a religião para ‘legitimar’ o crime.

Um líder religioso foi preso, na manhã desta quarta-feira (24), suspeito de abusos sexuais contra mulheres no Distrito Federal.

O suspeito é Rafael Maia Carlos Fonseca, de 49 anos, morador do Guará (veja foto acima).

Segundo a Polícia Civil, quatro vítimas foram identificadas. Elas relataram que os abusos ocorriam durante cerimônias religiosas. Rafael Maia Carlos Fonseca usava a religião para “legitimar” o crime.

Segundo os depoimentos feitos à polícia, os abusos de Rafael Maia Carlos Fonseca aconteciam de forma gradual e progressiva.

Rafael Maia Carlos Fonseca, de 49 anos, preso por abusos sexuais contra mulheres no DF — Foto: PCDF

“As condutas investigadas indicam que o autor se valia de sua posição de liderança religiosa para manipular psicologicamente as vítimas e cometer os crimes”, disse a polícia.

Além da prisão, os agentes buscaram coletar novos elementos que possam corroborar as denúncias, já formalizadas, além de identificar outras vítimas.

Fonte: G1

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