Em 80 dias, Israel violou 969 vezes o cessar-fogo em Gaza

Segundo a autoridade de Gaza, desde 10 de outubro, regime sionista matou 418 civis no enclave; Netanyahu e Trump se reúnem na Flórida para discutir segunda fase do plano

O gabinete de comunicação do governo da Faixa de Gaza informou nesta segunda-feira (29/12) que as forças israelenses violaram 969 vezes o acordo de cessar-fogo no enclave desde a sua implementação, em 10 de outubro. Nesses 80 dias, o regime sionista cometeu 418 mortes, deixou mais de 1.141 palestinos feridos e houve 45 casos de prisão ilegal.

As autoridades locais ainda detalharam que as violações por parte do regime sionista incluíram 455 ataques aéreos e de artilharia, além de 298 bombardeios deliberados contra civis e suas casas.

O governo palestino também acusa Israel de dificultar as entregas humanitárias a Gaza, apesar dos acordos existentes, afirmando que o enclave recebeu apenas 42% das cargas necessárias para suprir as necessidades de seus moradores. Organizações de ajuda humanitária criticam o cerco israelense diante da falta de recursos básicos, tais como alimentos, remédios, água potável e combustíveis.

As autoridades locais ainda mencionam o agravamento da crise em meio às fortes chuvas de inverno, que têm provocado inundações e uma queda abrupta na temperatura da região, resultando em mortes por hipotermia, uma vez que, segundo dados das Nações Unidas (ONU), os ataques israelenses destruíram 80% das casas.

Ainda nesta segunda-feira, o funcionário do Hamas, Mahmoud Mardawi, enfatizou que o grupo palestino exige que a administração dos Estados Unidos pressione o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e implemente o acordo de cessar-fogo em todos os seus aspectos.

“Queremos concluir os termos do acordo e nos comprometer a avançar para a segunda fase”, disse a autoridade, acrescentando que o comitê que gerencia a Faixa de Gaza deve ser palestino, “refletindo a vontade do nosso povo, e não um canal para a tutela”.

A declaração ocorre no dia em que Netanyahu desembarca na Flórida para se reunir com o presidente norte-americano Donald Trump e discutir a próxima etapa do plano de paz em Gaza. A porta-voz do governo israelense, Shosh Bedrosian, antecipou que o premiê discutiria a segunda fase, que envolve garantir que “o Hamas esteja desarmado, Gaza seja desmilitarizada”.

Segundo Mardawi, Israel segue violando o acordo de cessar-fogo e “continua praticando suas políticas de matança e fome”. Os dados mais recentes do Ministério da Saúde de Gaza informam que o número total de mortos em decorrência das agressões israelenses no enclave ultrapassou 71 mil, com mais de 171 mil feridos.

Fonte: Ópera Mundi

Servidores dos gabinetes de Eduardo e Ramagem são exonerados após cassações

A Câmara dos Deputados oficializou a exoneração de todos os servidores que atuavam nos gabinetes de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ), após a cassação dos mandatos dos dois parlamentares. As medidas foram publicadas no Diário Oficial da União na semana passada e confirmam o encerramento formal das atividades administrativas vinculadas aos ex-deputados.

No total, foram exonerados nove assessores do gabinete de Eduardo Bolsonaro e 12 do gabinete de Ramagem. As exonerações têm efeito retroativo ao dia 18 de dezembro, data em que a Mesa Diretora da Câmara declarou oficialmente a perda dos mandatos. Desde então, ambos já estavam sem vínculo funcional com a Casa. No sistema interno da Câmara, o gabinete de Eduardo aparece completamente esvaziado, sem qualquer servidor ativo.

No caso de Ramagem, no entanto, ainda consta uma funcionária vinculada ao gabinete. Trata-se de Eduarda Rafaela de Lucena Nunes, que chegou a atuar na Secretaria de Relações Institucionais nos últimos meses do governo Jair Bolsonaro (PL). A permanência da servidora é tratada internamente como situação administrativa residual, que deve ser regularizada nos próximos dias.

Confira as exonerações:

Gabinete de Eduardo Bolsonaro

  • Lucimar Claudina dos Santos
  • Telmo Broetto
  • Carlos Eduardo Guimarães
  • Alexandre Magno da Conceição
  • Bárbara Torquato do Nascimento Araújo
  • Marcelo Pereira de Melo
  • Bernardo Simões Broetto
  • Fabiano Augusto de Souza Araújo

Gabinete de Alexandre Ramagem

  • Núbia Suellen Tramm
  • Priscilla Pereira e Silva
  • Gilmar Chaves dos Santos
  • Elisa Brom de Freitas
  • Alyson Assis de Mendonça
  • Monique Pereira Fernandes
  • Pedro Henrique da Silva Vieira
  • Paulo Raphael de Araújo Santos Lopes
  • Christiane Santos da Silveira
  • Luisiana Pinho Teixeira
  • Marcos Venicio Soares Júnior
  • Felipe da Silva Soares

Além das exonerações, a Câmara também cancelou os passaportes diplomáticos de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem. A perda do benefício é automática após a cassação do mandato. Ramagem ainda ocupa um imóvel funcional da Casa, que deverá ser devolvido conforme os prazos previstos pelas normas internas do Legislativo.

Com a cassação, os dois ex-parlamentares também perdem o direito a outros benefícios, como verba de gabinete, cota parlamentar para passagens aéreas e uso de estrutura institucional da Câmara. As medidas integram o conjunto de procedimentos administrativos adotados após a declaração de perda do mandato.

Eduardo Bolsonaro teve o mandato cassado por faltas reiteradas às sessões deliberativas. A Constituição determina a perda do cargo para parlamentares que deixam de comparecer a mais de um terço das sessões do ano legislativo. Em 2025, Eduardo faltou a 56 das 71 sessões realizadas, o equivalente a 79% de ausência.

Durante o período em que esteve fora do país, Eduardo viajou aos Estados Unidos, onde atuou politicamente junto a aliados internacionais. Segundo registros públicos, ele participou de articulações para promover sanções contra o Brasil, incluindo o tarifaço sobre exportações brasileiras, a tentativa de cancelamento de vistos de ministros do Supremo Tribunal Federal e a aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes.

Já Ramagem perdeu o mandato em razão de condenação criminal definitiva no processo que apurou a trama golpista durante o governo Bolsonaro. A Constituição prevê que, nesses casos, a Câmara apenas declare a perda do mandato, sem necessidade de votação em plenário.

Condenado a 16 anos de prisão, Ramagem está foragido nos Estados Unidos e é alvo de pedido formal de extradição apresentado pelas autoridades brasileiras. A situação do ex-deputado segue sob análise do sistema de Justiça, enquanto a Câmara avança na conclusão dos trâmites administrativos decorrentes da cassação.

Fonte: DCM

Letalidade volta a crescer e coloca a polícia de SP entre as que mais mata no mundo

Policiais militares e civis mataram 650 pessoas no estado de São Paulo entre janeiro e outubro de 2025. O número é o segundo mais alto registrado nos últimos cinco anos e fica atrás apenas de 2024, ano marcado pela Operação Verão, que teve saldo oficial de 56 mortos e se tornou a ação mais letal da história da PM paulista desde o Massacre do Carandiru.

Os dados indicam uma mudança de trajetória na letalidade policial durante a gestão do governador Tarcísio de Freitas. No governo anterior, comandado por João Doria, o estado registrou redução de 54% nas mortes provocadas por agentes de segurança entre 2020 e 2022, segundo estatísticas oficiais.

Em período equivalente sob a atual gestão, a letalidade policial cresceu 69%, considerando os meses de janeiro a outubro nas duas comparações. Os dados de novembro de 2025 ainda não foram divulgados. As estatísticas incluem ocorrências com policiais em serviço e de folga. Antes da posse de Tarcísio, o indicador havia atingido o patamar mais baixo em duas décadas.

Questionada sobre os números, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou que “todas as ocorrências dessa natureza são rigorosamente investigadas pelas Polícias Civil e Militar, com acompanhamento das corregedorias, do Ministério Público e do Poder Judiciário”. A pasta declarou ainda que “desde 2023, mais de 1.200 agentes foram presos, demitidos ou expulsos por desvios de conduta”.

Ao longo de 2025, casos envolvendo mortes de pessoas desarmadas tiveram desfechos distintos. Em julho, o marceneiro Guilherme Dias Santos Ferreira, de 26 anos, foi morto com um tiro pelas costas enquanto corria para pegar um ônibus em Parelheiros, na zona sul da capital, logo após sair do trabalho em uma fábrica de móveis.

O policial militar Fabio Anderson Pereira de Almeida, que estava de folga e disse ter confundido a vítima com um assaltante, foi preso mais de um mês depois e permaneceu menos de duas semanas detido. A decisão judicial que autorizou sua soltura considerou, como atenuantes, o fato de ele ser réu primário, ter emprego e residência fixa.

Em outros casos, houve prisão de policiais após análise de imagens de câmeras corporais. Em junho, um morador de rua foi morto com tiros de fuzil depois de permanecer rendido por mais de uma hora. Um tenente e um soldado foram presos mais de um mês após o caso, após a Corregedoria examinar as gravações.

Eles alegaram que a vítima tentou tomar a arma de um policial, versão que não aparece nas imagens. Em julho, uma perseguição policial na favela de Paraisópolis terminou com a morte de Igor Oliveira de Morais Santos, de 24 anos, quando ele estava com as mãos para cima.

O episódio provocou protestos na comunidade, com ruas fechadas, lixeiras incendiadas, veículos de imprensa depredados e carros virados durante as manifestações. As mudanças no funcionamento das câmeras corporais da PM paulista foram decisivas para a produção de provas nesses casos.

A morte do morador de rua Jeferson de Souza Santos, de 23 anos, foi registrada porque o modelo antigo, da Axon, grava de forma contínua, mesmo sem acionamento manual, embora sem áudio. Já no caso de Paraisópolis, a gravação ocorreu por acionamento remoto, recurso presente apenas nos novos equipamentos da Motorola, que ativam câmeras próximas em um raio de até 20 metros.

O avanço da letalidade não se concentrou apenas na capital. Regiões como Ribeirão Preto, Campinas e Piracicaba, no interior, além de São Bernardo do Campo e Guarulhos, na Grande São Paulo, registraram os maiores aumentos em 2025 na comparação com o ano anterior.

“É o que a gente chama, aqui na ouvidoria, de interiorização das mortes”, afirmou o ouvidor das polícias, Mauro Caseri. Segundo ele, o órgão analisa se o crescimento está relacionado ao comportamento do crime organizado e também à qualidade das provas produzidas nas investigações.

Caseri destacou que não é incomum que casos com indícios de abuso de força terminem em absolvições. “É sempre preciso investigar se houve preservação do local, se as câmeras corporais foram utilizadas. Você tem um conjunto de tecnologia que poderiam nos levar a uma conclusão mais efetiva dos casos que não são respeitadas”, disse.

A SSP afirmou ainda que os protocolos operacionais passam por revisões rotineiras e que há investimento em equipamentos de menor potencial ofensivo, “como as 3.500 armas não letais incorporadas ao arsenal das polícias”, além da ampliação do uso das câmeras corporais, conforme acordo firmado no Supremo Tribunal Federal.

A pasta declarou que o estado registrou 1.061 mortes em confrontos com policiais em serviço nos últimos dois anos, “o que representa redução de quase 25% em relação aos primeiros anos da gestão anterior”.

Para o coordenador científico do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo, Sérgio Adorno, a área de segurança pública vem sendo contaminada pela política.

“O custo político de ser condescendente com a letalidade é baixo. Por quê? Porque não há cobrança”, afirmou. Segundo ele, governos acabam aceitando excessos “em nome da ordem pública”, muitas vezes com a percepção de apoio popular.

Fonte: DCM

DESCALÇOS

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 28 de Dezembro/ 2025

Em plena semana de Natal as redes sociais se encheram de polêmicas, por isso vista sua bermuda e calce sua sandalia e curta ai essa Reflexão.

Depois da Fernanda Torres aparecer na nova propaganda das Havaianas, onde ela diz que não quer que comecemos 2026 com o pé direito e sim com os dois pés. Bastou para a Extrema Direita bolsonarista invadir as redes e anunciar um novo boicoite que consiste em não usar mais as sandálias que por muito tempo foram fiéis parceiras de pregos e arames em seu solado, ajustes finos de milhares de brasileiros que tentavam eternizar a borrachudinha.
O pior do boicote ainda estava por vir, pois a estupidez se valia em entrar num estabelecimento, comprar as sandálias e ao sair cortá-las e joga-las no lixo. Um boicote que mais ajudava a fábrica que atrapalhava. Mas o que esperar de pessoas assim , que na semana retrasada estavam tacando chineladas no SBT?

Outro que levou uma surra de correia com um prego na ponta foi o ex diretor da PRF, Silvinei Vasquez. Só pra voce lembrar, Silvinei foi o responsável pela operação, pelas blitz no Nordeste nas eleições de 2022 com o objetivo de impedir eleitores do Lula de chegarem nas sessões de votação, uma zona nas estradas com o intuito de impedir que os nordestinos não chegassem em suas zonas, eleitorais claro! Silvinei foi preso no Paraguai tentando fugir para El Salvador com um passaporte falso, mas foi preso na blitz da policia local sem dizer uma palavra, pois carregava em sua bagagem uma carta em espanhol que afirmava que ele tinha um câncer na cabeça e não podia falar. Deixe- me controlar pra não rir.
Daqui em diante Silvinei Vasquez não poderá votar, pois caiu na blitz da ignorância e do poder que um dia exerceu. Silvinei está descalço literalmente!

Outra que ta num pé e noutro é a Jornalista Malu Gaspar . Ela afirmou que algumas fontes disseram a ela que o Ministro Alexandre de Moraes tentou impedir algumas ações contra o Banco Master. Malu afirmou ainda que houve um encontro entre o Ministro Xandão e o Presidente do Banco Central, Galipolo, onde o Ministro pressionou a autoridade intercedendo pelo Banco Master e que o Ministro ainda teria defendido o Daniel Vorcaro, dono do Banco, afirmando que ele era um “perseguido pelo sistema bancário”.
Qual o problema ai? É que a Jornalista precisa provar ou o Brasil reviverá tudo aquilo que aconteceu na Lava Jato em que as autoridades acusavam, os jornalistas espalhavam como verdade absoluta e o ônus da prova ficava a cargo do acusado, invertendo o que a lei brasileira prega!
Malu Gaspar ta saindo de 2025 com o pé direito, bem calçado e a chinelada que era pra acertar o Xandão saiu pela culatra, pelo menos até hoje!

Pra finalizar; nesse final de ano esquecem um pouco essas crenças de pé direito, pé esquerdo, pois em 2026 coloque a mão esquerda na consciência e vote calçado numa Havaianas ou descalço mesmo, pois o cara que impedia o nordestino de votar ta enjaulado, assim como o Seu Jair!

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 05 – Edição 264

Nunes desvia R$ 4 milhões da prefeitura de SP para evento de igreja evangélica

Município concedeu verdadeira fortuna para shows e atividades da igreja evangélica de propriedade de uma família de milionários, enquanto cidade tem casas sem luz e alagamentos diários

A Prefeitura de São Paulo, comandada pelo bolsonarista Ricardo Nunes (MDB), destinou um total de R$ 5 milhões em recursos públicos para apoiar dois eventos ligados a igrejas evangélicas no fim do ano, incluindo R$ 4 milhões para a Convenção Batista Lagoinha, pertencente à família de milionários Valadão, e R$ 1 milhão para uma celebração na Igreja Renascer em Cristo. Esses repasses ocorrem enquanto a capital paulista lida com problemas crônicos, como residências sem energia elétrica por conta de quedas de árvores e enchentes constantes em várias áreas.

O primeiro evento financiado pela prefeitura aconteceu ontem, sábado (27), com apresentações musicais em um espaço chamado Renascer Arena, que funciona há dez anos como locação para a Igreja Renascer em Cristo, apesar de ter sido construído originalmente como ginásio de um clube de futebol local. Os contratos públicos cobriram os cachês de sete artistas gospel, somando exatamente R$ 1 milhão: Aline Barros por R$ 220 mil, Anderson Freire por R$ 180 mil, Imaginaline por R$ 140 mil, Preto no Branco por R$ 120 mil, Jottape por R$ 100 mil, Nesky Only por R$ 90 mil, André e Felipe por R$ 80 mil, e Soraya Moraes por R$ 70 mil. Os documentos oficiais de contratação não fazem referência explícita ao caráter religioso da programação.

Já o aporte maior, de R$ 4 milhões, veio da Secretaria Municipal de Turismo como patrocínio para o Vira Brasil – São Paulo, organizado pela Convenção Batista Lagoinha, que tem em sua liderança o pastor André Valadão, conhecido por seus hábitos luxuosos e estilo de vida nababesco, a ser realizado na Neo Química Arena, estádio do Corinthians, durante a virada do ano. Desse valor, R$ 2.792.690 foram direcionados ao aluguel do local. O evento oferece entradas gratuitas em um setor e pagas em outros, com preços que chegam a R$ 3 mil e R$ 7 mil, além de taxas adicionais.

A iniciativa repetiu uma edição anterior no Allianz Parque, que provocou queixas de moradores próximos pelo barulho prolongado até a madrugada. Naquele momento, a prefeitura inicialmente negou a licença, mas reverteu a decisão após a Câmara Municipal aprovar rapidamente uma mudança na lei de controle de ruídos, alteração que foi anulada pela Justiça em setembro, mantendo as restrições originais em vigor.

Para a versão deste ano, a localização mudou para a arena corintiana após envolvimento pessoal de Nunes, que compareceu a um culto evangélico em 30 de novembro para anunciar o suporte ao lado de Valadão. “Queria te agradecer. Quando você estava nos EUA, você falando por vídeo, você falando da sua vontade de fazer essa grande festa para o povo… Estou muito feliz de estar ajudando. Eu te amo, cara”, declarou o prefeito na ocasião. Inicialmente, Valadão pagou R$ 40 mil por uma solicitação de licença no estádio anterior, mas o plano foi ajustado.

O pedido formal de patrocínio, encaminhado por Valadão à prefeitura em 13 de dezembro, descreve o objetivo como “Realizar um grande evento de virada de ano que una arte, cultura e propósito, transformando São Paulo em um ponto de encontro para famílias brasileiras, jovens e comunidades celebrarem o novo ano com esperança e alegria. O projeto busca fortalecer a cultura brasileira, inspirar pessoas por meio da música e promover um ambiente de integração social, valorização cultural e celebração dos laços que unem o povo brasileiro”.

Gastos com atividades associadas a denominações evangélicas geram questionamentos por todo o Brasil desde a ascenção do bolsonarismo como movimento ideológico-religioso. Numa megalópole como São Paulo, onde há inúmeras prioridades orçamentárias, especialmente diante das necessidades urgentes da população, como reparos em redes elétricas e medidas contra inundações regulares na cidade, um gasto exorbitante como esse, para satisfazer o ego de pastores influentes, causa revolta e reclamações generalizadas por parte dos munícipes.

Fonte: Revista Fórum

Jornalista alemã denuncia abuso sexual em prisões de Israel

Testemunho de Anna Liedtke reforça denúncias de violência sexual e tortura contra detidos após interceptação de flotilha humanitária rumo a Gaza

Uma nova denúncia de violência sexual envolvendo forças de ocupação israelenses voltou a provocar repercussão internacional no contexto do genocídio em Gaza. A jornalista alemã Anna Liedtke afirmou ter sido vítima de abuso sexual após ser detida durante uma operação militar contra um navio que transportava ajuda humanitária com destino à Faixa de Gaza, no outono de 2025.

Segundo o relato, o navio da Flotilha da Liberdade foi interceptado a cerca de 100 milhas náuticas da costa de Gaza, e os ativistas a bordo foram levados para diferentes centros de detenção. A informação foi divulgada inicialmente pela Telesur, com base em material da Quds News Network.

Liedtke contou que, durante as revistas corporais realizadas após a transferência para as prisões, foi agredida sexualmente. Ela permaneceu detida por cinco dias e afirmou que, nesse período, ouviu relatos de outras mulheres que também teriam sido submetidas a violência sexual e tortura sob custódia israelense, o que a levou a tornar pública a denúncia.

Em sua declaração, a jornalista foi enfática ao responsabilizar o sistema prisional israelense. “O estado sionista, suas prisões e seus guardas deveriam se envergonhar”, afirmou, em fala literal reproduzida pela reportagem.

O testemunho de Anna Liedtke soma-se a uma série de acusações feitas por homens e mulheres palestinos que relatam abusos em centros de detenção de Israel. As denúncias ganham ainda mais peso diante de relatórios recentes de organizações de direitos humanos.

Um desses documentos é o relatório da organização israelense B’Tselem, intitulado “Bem-vindos ao Inferno”, que reúne evidências de abusos físicos, psicológicos e sexuais contra palestinos detidos por forças israelenses. De acordo com entidades de defesa dos direitos dos prisioneiros, mais de 90 palestinos morreram em prisões israelenses desde outubro de 2023, período marcado pela intensificação da ofensiva militar contra Gaza.

Além das mortes, organizações denunciam a prática de sequestros de civis, descrita como um padrão que facilitaria a ocorrência de crimes de guerra. O caso relatado por Liedtke amplia a pressão internacional por investigações independentes sobre violações de direitos humanos no sistema de detenção israelense e reforça a gravidade das acusações que vêm sendo documentadas desde o início da atual escalada do conflito.

Fonte: Brasil 247

Deputados gastam cerca de 300 milhões só com aluguel de carros, barcos e aeronaves

Os gastos de deputados federais com aluguel de carros, barcos e aeronaves subiram nos últimos anos e somam ao menos R$ 279 milhões de 2019 a 2025. Os valores devem aumentar porque os números deste ano ainda não estão fechados.

Na semana passada, os deputados bolsonaristas Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ) foram alvo da Polícia Federal por suspeitas de irregularidades no uso de verba para locação de veículos.

De 2019 para 2024, último ano com as informações completas na página de transparência da Câmara, o gasto dos deputados com esses aluguéis aumentou aproximadamente 18%, já descontada a inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

No começo desta semana, já haviam sido lançados R$ 40,9 milhões referentes a 2025. Os números estão incompletos, uma vez que o ano ainda não terminou e os deputados têm prazo de 90 dias para lançar as despesas no sistema.

Esses gastos são bancados pela Câmara por meio da chamada Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar, conhecido no jargão político como “Cotão”. A verba é usada para custear despesas que vão da manutenção de escritórios nas bases eleitorais à compra de passagens aéreas.

O valor disponível mensalmente para cada deputado varia de acordo com o estado pelo qual ele foi eleito, por causa da diferença nos preços de passagens aéreas para Brasília. A cota mensal mais baixa, de R$ 36,6 mil é para deputados do Distrito Federal. A mais alta, de R$ 51,4 mil, para os de Roraima.

O deputado que mais gastou com locações ou fretamentos de automóveis, embarcações ou aeronaves na legislatura atual, iniciada em 2023, foi Éder Mauro (PL-PA). Já foram lançados R$ 883,5 mil, de acordo com dados da Câmara analisados pela Folha de S.Paulo. Desse total, foram R$ 540 mil para alugar ou fretar barcos, e R$ R$ 343,5 mil para carros.

Éder Mauro disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que aluga o mesmo carro desde o início de seu mandato. Segundo ele, todas as locações têm valores compatíveis com os praticados no mercado.

“Em relação à embarcação, para o cumprimento do trabalho político junto à população, seu uso é fundamental em nosso estado, onde mais de 70% dos municípios possuem acesso predominantemente por rios”, disse.

O transporte por meio de embarcações é comum na região Norte, onde diversas cidades amazônicas são ligadas pelos rios. Além disso, o tamanho dos estados faz os deslocamentos ficarem maiores.

Os quatro deputados que mais gastaram com locações de carros, barcos e aeronaves na legislatura atual, até o momento, são do Pará ou do Amazonas.

Os aluguéis de veículos pagos com dinheiro da Câmara entraram no noticiário na semana passada por causa de uma operação da PF que mirou Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy. A polícia encontrou cerca de R$ 430 mil em espécie em um endereço ligado a Sóstenes.

A suspeita apontada pela polícia nos autos do processo é que uma empresa de locação de carros contratada pelos deputados e paga com verba da cota parlamentar continuou recebendo dinheiro mesmo depois de ser dissolvida irregularmente.

“A referida sociedade empresária continua a receber pagamentos feitos pelos parlamentares deputado federal Carlos Jordy e deputado federal Sóstenes Cavalcante, os quais são reembolsados como despesas pagas com cota parlamentar, relativa a locação ou fretamento de veículos automotores”, afirmou a PF.

O documento também cita transferências entre uma suposta empresa de fachada de locação de carros e um assessor de Jordy, “demonstrando um possível caminho do dinheiro”.

A PGR (Procuradoria Geral da República) viu indício de conluio entre assessores de Jordy e Sóstenes para dar aparência de legalidade à operação.

Sóstenes afirmou à imprensa que sofre perseguição por ser de direita e que o dinheiro vivo encontrado em seu endereço se deve à venda recente de um imóvel. O deputado disse que o comprador quis pagar em espécie e que não depositou a verba ainda por causa “dessa correria de trabalho”.

“Acabei não fazendo depósito, mas faria. Inclusive, parte dele, eu tenho pensado em fazer outros negócios e tudo, acabei não fazendo o depósito”, respondeu.

Jordy publicou um vídeo nas redes sociais e chamou a ação de “covarde”. Segundo ele, a justificativa da busca e apreensão é a de que ele teria desviado recursos da cota parlamentar para uma empresa de fechada para aluguel de carros.

“Sendo que é a mesma empresa que eu alugo carros desde o início do meu primeiro mandato. A mesma empresa que o deputado Sóstenes, que eu acredito que também esteja sendo alvo de busca e apreensão, aluga veículos dessa mesma empresa desde o início do primeiro mandato dele. A alegação deles é tosca, eles dizem que chama muito a atenção o número de veículos desta empresa”, disse.

Fonte: ICL

STF determina soltura de alagoano apontado como um dos chefes de mineração ilegal

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, determinou na última sexta-feira (19) a soltura do alagoano Alan Cavalcante do Nascimento, apontado como um dos principais articuladores de um esquema criminoso investigado na Operação Rejeito, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em setembro deste ano. A organização atuava na exploração ilegal de minério de ferro em Minas Gerais.

Além de Alan Cavalcante, a decisão beneficia o ex-diretor da Polícia Federal Rodrigo de Melo Teixeira, o ex-deputado estadual mineiro João Alberto Paixão Lages e Helder Adriano de Freitas, todos investigados por envolvimento direto no esquema.

Ao substituir as prisões preventivas, o ministro Dias Toffoli impôs aos investigados uma série de medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica, a entrega do passaporte, a proibição de deixar o país e a comarca onde residem, além do recolhimento noturno. Para o ministro, essas medidas são suficientes para assegurar a aplicação da lei penal, preservar a ordem pública e econômica e garantir o andamento das investigações.

No pedido apresentado ao STF, as defesas solicitaram a nulidade das decisões da 3ª Vara Criminal da Seção Judiciária de Minas Gerais, responsável por decretar as prisões, além da remessa do caso à Suprema Corte. Os advogados alegaram a existência de manobras para ocultar o suposto envolvimento de parlamentares federais e manter o processo na primeira instância, além de sustentarem que não haveria risco à ordem pública.

Apesar dos argumentos, Dias Toffoli considerou válidos os atos da Justiça mineira e reconheceu a existência de indícios de envolvimento dos investigados, optando apenas pela substituição das prisões por medidas menos gravosas.

De acordo com as investigações, o grupo utilizava empresas de fachada, servidores públicos e articulações políticas para viabilizar a extração clandestina de minério, inclusive em áreas de grande relevância histórica e ambiental, como a Serra do Curral, em Belo Horizonte. No auge da operação, a Justiça havia autorizado o cumprimento de 17 mandados de prisão, mas dois deles não chegaram a ser executados, segundo fontes ligadas à apuração.

Fonte: Gazeta Web

Após acusações de assédio, rabino é demitido da Congregação Israelita Paulista

A decisão ocorre após denúncias de assédio sexual e moral. Cinco mulheres relataram episódios envolvendo o rabino durante processos de conversão ao judaísmo. Os relatos incluem encontros íntimos em dependências da CIP e situações descritas pelas denunciantes como marcadas por hierarquia religiosa e pressão psicológica.

A CIP afirmou anteriormente que recebeu uma denúncia formal e que o caso foi “apurado com isenção e rigor”. Na ocasião, declarou que “nenhuma irregularidade foi comprovada” e que o rabino permaneceria afastado “por prazo indeterminado durante as investigações”. Agora, a saída foi oficializada sem detalhamento das conclusões internas.

As denúncias também foram encaminhadas à Conferência Central dos Rabinos Americanos (CCAR), nos Estados Unidos. O documento descreve quatro casos de assédio sexual e oito de assédio moral atribuídos ao rabino. O processo de conversão de fiéis, conduzido por Sternschein, aparece como elemento central narrado pelas mulheres.

Após a repercussão, a CIP afirmou que contrataria uma “consultoria externa especializada” para revisar os fatos, mas não divulgou o resultado do trabalho nem o nome da empresa responsável. A falta de informações públicas sobre a apuração interna gera cobranças por transparência dentro da própria comunidade judaica.

Em nota anterior enviada à imprensa, ele afirmou “rejeitar as alegações de conduta inapropriada” e disse ser alvo de “campanha difamatória”. A CIP não informou quem assumirá as funções rabínicas de forma definitiva.

O roteiro das relações de Ruben Sternschein eram semelhantes. Segundo os relatos, a aproximação acontecia com cantadas e atos libidinosos, evoluía para encontros periódicos e, tempos depois, tudo se encerrava de forma conflituosa. Ainda que fossem consensuais, os encontros podem ser considerados crimes de assédio, cuja característica central está na relação de poder e de hierarquia. 

Os encontros aconteciam no quarto andar da CIP, em um dos quatro escritórios dedicados aos rabinos. O espaço tem em torno de 12 m², com três paredes brancas e uma quarta revestida com painel de madeira. Em geral, os rabinos usam suas salas para estudar, preparar cursos e prédicas, e atender os membros da comunidade. No caso de Sternschein, o escritório serviu de ambiente para relações sexuais com diferentes mulheres, que chegaram, quase sempre, com um mesmo objetivo: a conversão ao judaísmo, que é um processo rigoroso e demorado. Na CIP, o processo de conversão é, em grande medida, arbitrado pelo rabino Sternschein.

Fonte: Revista Piauí e DCM

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