“O crime começou lavar dinheiro nas igrejas”, afirma pesquisador Bruno Paes Manso

Autor do livro “A Fé e o Fuzil: Crime e Religião no Brasil no Século XXI” explica ligação do crime com a religião

Marcelo Tas conversa nesta terça-feira (31) com Bruno Paes Manso, jornalista, pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP) e autor de diversos livros sobre a atuação das facções criminosas no Brasil.

Ao falar sobre seu último livro, intitulado “A Fé e o Fuzil: Crime e Religião no Brasil no Século XXI”, Manso conta sobre o papel das igrejas nas comunidades mais pobres.

“As cidades são lugares que, se não tiver dinheiro, você é morto pela polícia, não tem saúde, escola e tudo mais. E você precisa construir ou abraçar um espírito moderno. Então, você exorcisa o passado, passa a ter uma nova disciplina e um novo autocontrole a partir da conversão voltado a ganhar dinheiro. É a teologia da prosperidade muito forte. Aí, se ganha o espírito mais adequado com as exigências da cidade”, explica.

Ao explicar o impacto no crime, o escritor conta que, há anos, as igrejas se tornaram uma porta de saída para muitos infratores.

“O crime é uma ilusão. As pessoas percebem isso e entram em estados depressivos. É aí que elas abraçam Jesus. Essas pessoas se arrependem. Essa transformação exige um arrependimento sincero. E os chefões aceitam”, completa.

Porém, ele conta que muitas facções, olhando a quantidade de conversões, passaram a usar a igreja em benefício próprio.

“O crime passou a lavar dinheiro dentro das igrejas. O segundo homem do PCC investiu mais de R$ 20 milhões na Assembleia de Deus para lavagem de dinheiro”, finaliza.

Provoca é apresentado por Marcelo Tas e vai ao ar às terças, às 22h, na TV Cultura, no aplicativo Cultura Play, site oficial da emissora e canal do programa no YouTube.

Fonte: TV Cultura

Depois de derrotas judiciais, GM cancela demissões e abre negociação com sindicatos

Empresa marcou reunião com os metalúrgicos para a próxima segunda-feira. Ontem, não conseguiu liminar no TST

A General Motors anunciou neste sábado (4) o cancelamento das 1.245 demissões efetuadas duas semanas atrás nas fábricas de São José dos Campos, São Caetano do Sul e Mogi das Cruzes, todas no estado de São Paulo. A informação é do Sindicato dos Metalúrgicos de São José, que inclusive marcou um churrasco diante da fábrica para comemorar, ainda hoje. Segundo a entidade, a GM já marcou reunião com os três sindicatos envolvidos, na próxima segunda-feira (6), “e está realizando os trâmites internos para o cancelamento das demissões”.

Esse anúncio ocorre um dia depois que a montadora sofreu nova derrota na Justiça, desta vez na terceira instância. Ontem (3), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) rejeitou pedido de liminar feito pela empresa no sentido de manter as 839 demissões feitas em São José. A anulação dos cortes havia sido determinada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15). Da mesma forma, o TRT-2 determinou a reintegração dos 300 demitidos em São Caetano e dos 105 de Mogi das Cruzes.

Prova de ilegalidade

“A retomada dos empregos é uma vitória histórica, fruto da forte luta dos trabalhadores das três cidades. Foram 13 dias de greve e muita união em defesa dos empregos”, reagiu o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José, Valmir Mariano. “Essa série de derrotas (na Justiça do Trabalho) confirma que a GM agiu ilegalmente”, comentou o presidente da entidade, Weller Gonçalves.

No TST, a corregedora-geral, desembargadora Dora Maria da Costa, confirmou a decisão do TRT-15, que havia atendido pedido de liminar do Ministério Público do Trabalho – após manifestação do sindicato. Os metalúrgicos se basearam em duas questões: a obrigatoriedade de negociação prévia em caso de demissões em massa, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), e o fato de um acordo de lay-off (suspensão dos contratos) prever estabilidade no emprego.

Fonte: Rede Brasil Atual

Estado terrorista de Israel ataca escola da ONU e assassina 15 palestinos

Uma escola administrada pelas Nações Unidas (ONU) no norte da Faixa de Gaza e que servia de abrigo para civis foi bombardeada neste sábado (04/11) em um ataque atribuído por palestinos às Forças de Defesa de Israel (IDF).

Um representante do Ministério da Saúde de Gaza, território controlado pelo Hamas, alega que o ataque matou ao menos 15 pessoas e deixou outras dezenas de feridos. Representante do órgão, Juliette Toume disse à agência de notícias Reuters haver crianças entre as vítimas.

“Ao menos um ataque atingiu o pátio da escola onde havia tendas para famílias desabrigadas. Outro ataque atingiu uma área dentro da escola onde mulheres assavam pão”, relatou Toume. Segundo ela, há 16 mil civis abrigados no edifício.

A escola Al-Fakhoura fica em Jabalia, maior assentamento de refugiados no enclave palestino e que desde a semana anterior foi atingido por diversos outros bombardeios que teriam matado, ainda segundo as autoridades em Gaza, ao menos 195 pessoas.

A URNWA afirma que mais de 50 instalações que mantém no território palestino, às quais civis tem acorrido em busca de refúgio, foram “impactadas” pelo conflito – cinco delas diretamente bombardeadas, com 38 mortos –, e que por isso não tem condições de mantê-los seguros.

Entidades de ajuda humanitária afirmam que a situação no enclave palestino é “catastrófica”, e que a assistência a civis está muito aquém das necessidades.

Fonte: DCM

Atos em defesa da Palestina mobilizam milhares de manifestantes pelo mundo

Dezenas de milhares de manifestantes se espalharam por Washington, nos Estados Unidos, neste sábado (04/11) exigindo um cessar-fogo aos ataques de Israel na Faixa de Gaza, enquanto o número de mortes no território segue aumentando. 

Segundo o jornal norte-americano The Washington Post, o protesto no Freedom Plaza, a poucos metros da Casa Branca, foi mais um da onda de manifestações que acontecem pelo país em apoio ao povo palestino e contra os abusos das forças armadas israelenses. A guerra já chega em seu 29º dia após o ataque do Hamas em 7 de outubro.

A multidão se reuniu enquanto, no palco, os oradores conduziam os manifestantes em gritos de “Palestina livre, livre! Palestina livre, livre!” e “Cessar-fogo agora!”

Outras dezenas de milhares de manifestantes se espalharam pelas cidades de todo o Reino Unido. Só em Londres, mais de 30 mil pessoas saíram às ruas para exigir um cessar-fogo a Israel, de acordo com o jornal britânico The Guardian.

Nas estações ferroviárias de Edimburgo e Glasgow, e em Charing Cross, em Londres, as pessoas ficavam sentadas no chão impedindo os viajantes de pegar os trens.

Já a mobilização em Trafalgar Square começou pela tarde, com manifestantes chegando ao centro de Londres, vindos de outros protestos locais.

Em outros partes, o trânsito parou. Organizado pela Coligação Palestina Livre, um coletivo de grupos de base solidários com o povo palestino, o protesto travou o trânsito da Oxford Street por mais de uma hora durante o horário de maior movimento do distrito comercial. 

Os manifestantes gritavam “do rio ao mar” e seguravam faixas pedindo um cessar-fogo imediato aos israelenses.

A coalizão recém-formada, que inclui Sisters Uncut, Black Lives Matter UK e Black-Jewish Alliance, iniciou a manifestação na sede da BBC em Portland Place, antes de se mudar para Oxford Street. Foram centenas de pessoas acusando a emissora pela “cobertura tendenciosa” da guerra de Israel contra o Hamas.

Estes foram alguns de outros tantos protestos que aconteceram no Reino Unido neste sábado (04/11) em apoio ao povo palestino pela quarta semana consecutiva.

Segundo a emissora catari Al Jazeera, Berlim, Paris, Milan, Ancara e Turquia também realizaram manifestações nos principais pontos das cidades em apoio aos direitos do povo palestino, exigindo também a punição de Israel por intensificarem suas operações em Gaza para “eliminar o Hamas”, provocando milhares de mortes inocentes.

Em Istambul, um “comboio da liberdade para a Palestina” chegou a ir a uma base militar dos Estados Unidos no sul da Turquia, em solidariedade ao povo de Gaza. Carros e vans exibindo bandeiras palestinas e algumas turcas partiram do Estádio Olímpico Ataturk e seguiram para a cidade de Adana, onde está localizada a Base Aérea de Incirlik.

Países do mundo todo seguem realizando protestos na medida em que Israel não dá indícios de que cessará os ataques contra o povo palestino. Neste sábado (04/11), o Ministério da Saúde de Gaza já contabilizou 9.488 mortes na região, enquanto as autoridades israelenses estimam a morte de mais de 1.400 de seus civis pelos ataques do Hamas.

Fonte: Ópera Mundi

Movimentos sociais participam em Maceió do Dia Mundial de Solidariedade ao Povo Palestino

Representantes dos movimentos sociais participaram na manhã deste sábado, 04/11, de um ato público em solidariedade ao povo palestino. A manifestação fez parte das atividades do Dia Mundial de Solidariedade ao Povo Palestino, onde manifestações em várias partes do mundo foram realizadas.

Os participantes exigiram o o cessar-fogo imediato e o fim do bloqueio à Gaza. Para Ali Malim Omari, do Centro Islâmico de Maceió, “Israel pratica uma política de genocídio contra o povo palestino há décadas. Israel transformou Gaza numa cadeia a céu aberto, onde nossos irmãos palestinos estão aprisionados e sendo massacrados”.

Para o professor Luizinho, da Coordenação do Comitê Alagoano de Solidariedade ao Povo Palestino, o ato cumpriu o objetivo, “pois denunciamos a política genocida de Israel e estamos assumindo um compromisso público em defesa do povo palestino. Chega de genocídio, somos todos palestinos!”

Nos EUA, greve dos metalúrgicos termina em vitória histórica para os trabalhadores

O sindicato que representa os trabalhadores do setor automobilístico nos Estados Unidos, UAW, fechou um acordo com as chamadas “big three”, as três grandes montadoras de Detroit: GM, Ford e Stellantis (fabricante de carros Jeep, Chrysler e outros). O acordo é tão histórico quanto a greve que o precedeu, e já está afetando positivamente até mesmo trabalhadores não sindicalizados de outras montadoras.

A greve durou quase sete semanas e gerou um prejuízo aproximado de US$ 4,2 bilhões às empresas. Sob nova direção, o UAW reverteu uma maré de derrotas que vinha desde o fim dos anos 1970, garantindo uma primeira grande vitória aos trabalhadores em décadas.

O novo contrato contará com um aumento salarial imediato de 11% e um aumento de 25% até abril de 2028. Os salários reais, porém, devem ir além, pois o acordo também garante recuperação de poder de compra em relação à inflação, atingindo um aumento de 33% ao final do contrato. Já o salário inicial dos novos trabalhadores vai ter um reajuste de 70%.

A vitória incontestável dos trabalhadores está sendo tratada pela mídia como uma virada de chave histórica, que coloca os sindicatos novamente na ofensiva em todo o país. A greve do UAW deve servir como inspiração para outros trabalhadores exigirem melhora na qualidade de vida.

Impacto é sentido em toda a indústria

A Toyota, que não conta com trabalhadores sindicalizados, anunciou na quarta-feira (01/11) um aumento salarial de aproximadamente 9% para seus funcionários. A Honda, que também não possui força de trabalho sindicalizada, deve anunciar aumentos em breve.

As respostas das outras montadoras acontecem após Shawn Fain, o presidente recém eleito do UAW, anunciar após a vitória, que o objetivo do sindicato seria organizar trabalhadores das grandes montadoras que não são sindicalizados, como Toyota, Honda e Tesla. 

Na quinta-feira (02/11), em uma live sobre as vitórias alcançadas no contrato com a Stellantis, Fain afirmou: “a Toyota não está dando aumentos pela bondade do seu coração. A Toyota é a maior e mais lucrativa empresa automobilística do mundo. Eles poderiam, simplesmente, ter aumentado salários há um mês atrás, ou há um ano atrás. Eles aumentaram agora porque a empresa sabe que estamos indo atrás deles”.

Muitas vezes comparado a Bernie Sanders, com quem por muitas vezes dividiu púlpitos, Shawn Fain se consolidou como uma figura política proeminente no país. Um líder sindical que pode ir muito além. Na mesma live de quinta-feira (02/11), ele afirmou: “o nosso sindicato mostrou ao mundo o que é possível quando trabalhadores se unem para lutar por mais”.

Fonte: Ópera Mundi

Israel tortura brasileiros: mais uma vez fora da lista

Brasileiros ficam de fora de nova lista de estrangeiros autorizados a deixar a Faixa de Gaza. Embaixador do Brasil no Egito diz que autorização depende do governo de Israel. Nova relação traz mais de 500 nomes de pessoas com cidadania nos EUA, Reino Unido, México e outros países. As informações são do G1.

As autoridades de Gaza divulgaram uma nova lista com nomes de civis que poderão deixar o território, após um acordo fechado entre Israel, Egito e o Hamas, nesta sexta-feira (3). Mais uma vez, brasileiros foram deixados de fora da relação.

Ao todo, a lista traz 571 nomes de pessoas com cidadania nos Estados Unidos, Reino Unido, Itália, Indonésia, Alemanha e México. Este é o terceiro grupo de estrangeiros autorizado a deixar o território desde o início do conflito.

A primeira lista foi divulgada na quarta-feira (1º), com quase 500 nomes. Ao todo, a Embaixada do Brasil na Palestina monitora a situação de 34 pessoas que querem deixar a região.

Brasileiros que estão na Faixa de Gaza afirmam que estão aflitos com os bombardeios e relatam dificuldades na comunicação com parentes. A região também enfrenta escassez de água, alimentos e remédios.

“Mais um dia triste, mas chegará a nossa vez”, escreveu o embaixador do Brasil na Palestina, Alessandro Candeas, em um grupo com os brasileiros que estão em Gaza.

Já o embaixador do Brasil no Egito, Paulino Franco de Carvalho Neto, afirmou que tudo depende de uma autorização das autoridades israelenses.

“Para o governo egípcio, segundo nos foi dito mais de uma vez, não há qualquer dificuldade para autorizar imediatamente a entrada dos brasileiros no Egito, no entendimento de que eles irão em seguida para o Brasil”, afirmou.

Um avião da Força Aérea Brasileira, que já está em território egípcio, deve ser usado para trazer o grupo de volta ao Brasil.

Os brasileiros que aguardam em Gaza afirmaram que o governo enviou um comunicado prometendo acolhimento com atendimento médico, assistência social e regularização migratória.

Ainda não há previsão para quando os brasileiros serão autorizados a deixar a região.

Fonte: G1

Governador de Rondônia a um passo da cassação do mandato

O desembargador Miguel Monico Neto, relator de uma ação no Tribunal Regional Eleitoral que pede a cassação do governador de Rondônia,  Marcos Rocha e Sérgio Gonçalves, ambos do União Brasil,  impôs mais uma derrota à chapa.

No dia 1 de novembro, o relator acolheu o pedido da parte autora para determinar o uso de “provas emprestadas”.

Entre outros elementos, haverá o compartilhamento de depoimentos colhidos no âmbito da AIJE nº 0601871-29, à exceção dos depoimentos das testemunhas Wellington e Erik, bem como a integralidade dos depoimentos registrados na AIJE nº 0602008-11.2022.

A análise de juristas ouvidos pelo jornal Gazeta de Brasília é de que, com isso, a ação de cassação fica ainda mais robusta e com mais provas. Marcos Rocha que é bolsonarista de mão cheia, está sendo acusado de abusos de poder econômico e político em face das eleições de 2022. Ele foi reeleito usando e abusando da máquina administrativa do estado de Rondônia. Assim como Bolsonaro, que usou uma festa cívica, o 7 de Setembro, para fazer campanha pela reeleição, ação pela qual foi punido com inelegibilidade por oito anos.

Em caso de cassação da chapa que concorreu em 2022, o próximo passo será o afastamento do governador e do vice, assumindo o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Cruz (Patriotas), convocando uma nova eleição.

Fonte: Politica Federal

Israel comete crime de guerra em ataque a hospital e comboio médico, matando crianças e doentes

“Informamos a Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho, informamos o mundo inteiro, que essas vítimas estavam alinhadas nessas ambulâncias”, disse o porta-voz do Ministério da Saúde

Um ataque isarelense atingiu a entrada do Hospital al-Shifa em Gaza e diversas  ambulâncias que transportavam feridos para o sul da região, disse o Ministério da Saúde palestino. Segundo a rede Al Jazeera, dezenas de pessoas foram mortas e feridas no ataque desferido pelas tropas de Israel..Os militares de Israel dizem que estão a analisar o relatório do Ministério da Saúde de Gaza sobre o ataque ao hospital e ao comboio médico atingido.

Ainda conforme a Al Jazeera, as ambulâncias transportavam de 15 a 20 pacientes gravemente feridos que iam para Rafah, na fronteira com o Egito, em busca de tratamento. 

“Informamos a Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho, informamos o mundo inteiro, que essas vítimas estavam alinhadas nessas ambulâncias”, disse Ashraf al-Qudra, porta-voz do Ministério da Saúde palestino em Gaza. “Este era um comboio médico”, ressaltou.

Fonte: Brasil 247

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