QUAL SERÁ O PRÓXIMO?

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió,04 de Janeiro / 2026

Os EUA invadiram mais um pais do globo e em 2026 desembarcou seus soldados na Venezuela, estou falando do pais que faz fronteira com o Brasil, mais precisamente com os estados de Roraima e do Amazonas.
Antes de falar da Venezuela é preciso lembrar que os EUA ja invadiram muitos países e tem alguns muito fresquinhos em nossas mentes, sem que haja a necessidade de dar um google, Vietnã, Iraque, Afeganistão são alguns, mas desde a metade do século 19, a gringa ja aprontava.
A guerra produziu milhares, milhões de mortes, mas tambem milhões de dólares para os atores dos conflitos. Haja pólvora!

A narrativa dos EUA para a invasão do Vietnã se baseava em derrotar o Comunismo, que naquela época ja era visto como algo demoníaco, mas o Tio Sam não se saiu muito bem e o comunismo nesse episódio “venceu” a guerra.
O Comunismo segue vivo no Vietnã com boas pitadas do capitalismo em suas entranhas.
Em 2001 o Afeganistão sentiu a fúria dos EUA. Depois dos ataques do 11 de Setembro, o pais do saudita Bin Laden foi invadido, a guerra tinha como objetivo acabar com o regime Talibã, destruir a Al Qaeda e matar o Bin Laden, depois de 20 anos de ocupação mataram o Bin somente e abandonaram o pais sem dizer bye bye!
No Iraque em 2003 os EUA acusavam Saddan Hussein de fabricar armas de destruição em massa e de apoiar o terrorismo, desembarque certo no Oriente Médio com a corda no pescoço do Saddan literalmente. Nenhuma acusação foi provada que justificasse a invasão e a guerra durou longos quase 9 anos.

Agora chegou a vez da Venezuela e Nicolas Maduro que está sendo acusado de chefiar um cartel de drogas. Trump invadiu, prendeu o Maduro e sem cerimônia disse em outras palavras; o petróleo é nosso!
Podemos gostar ou não dos vietnamitas, podemos gostar ou não do Saddan, podemos gostar ou não do Bin Laden e tambem podemos ou não gostar do Maduro, mas precisamos gostar, digo lembrar, que os paises outrora invadidos ficavam a milhares de quilômetros da gente, ja a Venezuela fica a um passo de Pacaraima(RR) um pulinho de Uiramutã(AM) ou seja, no nosso quintal.
Os EUA mudam seus Presidentes mas agem da mesma forma, como donos do mundo, invadem, prendem, executam, roubam as riquezas locais e consolidam o imperialismo americano como a arma mais letal dos últimos séculos.

Pra finalizar; ja tem “patriota” se declarando para o Trump, comemorando a invasão na Venezuela e torcendo para acontecer o mesmo com o “Brazil”.
“Ouremos”

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 06 – Edição 265

EUA bombardeiam a Venezuala e sequestram Maduro para roubar o petróleo

Na madrugada deste sábado 3 de janeiro, o território da República Bolivariana da Venezuela foi bombardeado por aviões dos Estados Unidos, violando assim de forma unilateral a soberania do país vizinho, num verdadeiro ato de guerra ao arrepio de qualquer norma do direito internacional.

Desde setembro do ano passado iniciou-se uma escalada agressiva contra a Venezuela com a concentração inédita de forças navais militares dos EUA no Mar Caribe, que já havia provocado a destruição de mais de 30 embarcações em nome de um pretenso combate ao narcotráfico, com o saldo de mais de cem mortos. Em seguida houve os casos de pirataria praticados pelo governo Trump ao sequestrar navios com petróleo venezuelano.

Agora essa operação, que visa derrubar o governo Maduro para botar a mão nas riquezas do país, atinge diretamente o solo venezuelano, com ataques aéreos em Caracas e nos estados de Miranda, Arágua e La Guaira.

Trata-se de uma ação de guerra que afeta toda a América Latina e Caribe e que deve ser rechaçada por todos os governos que defendem a soberania nacional e a paz, não só em nossa região, mas em todo o mundo. O que pede uma ação comum de governos como os de Lula, Petro, Sheinbaum e outros em defesa da Venezuela agredida.

Durante pronunciamento, Trump disse que os Estados Unidos irão governar a Venezuela até que ocorra uma transição de poder considerada “segura, adequada e sensata”. Ele não estabeleceu um prazo para o fim dessa administração provisória nem detalhou como será estruturada a gestão do país nesse período.

O presidente também afirmou que grandes empresas norte-americanas do setor de energia devem atuar na recuperação da infraestrutura venezuelana, com foco na exploração e no escoamento do petróleo. Segundo ele, esse processo faria parte da reorganização econômica do país após a mudança de governo.

Trump declarou ainda que os Estados Unidos estão preparados para realizar novas ações militares, caso considerem necessário. Ele afirmou que a operação teve como objetivo impedir o envio de drogas ao território norte-americano e mencionou que embarcações interceptadas transportariam entorpecentes em grande escala.

Na Venezuela, o Ministério da Defesa informou que alvos militares foram atingidos em Caracas e em outros estados do país. O governo venezuelano declarou que áreas civis também foram afetadas, mas até o momento não divulgou números oficiais de mortos ou feridos.

Fonte: Petista com DCM

Tesla deixa de ser maior fabricante de veículos elétricos do mundo, e BYD passa a ser líder

Montadora de Elon Musk informou que entregou 1,64 milhão de veículos em 2025, uma queda de 9% em relação ao ano anterior. A chinesa BYD vendeu 2,26 milhões de veículos no ano passado.

Tesla perdeu na sexta-feira (2) o posto de maior fabricante de veículos elétricos do mundo, com a redução nas vendas pelo segundo ano consecutivo. A marca sofre com a reação negativa de consumidores e forte concorrência internacional.

A montadora do bilionário Elon Musk informou que entregou 1,64 milhão de veículos em 2025, uma queda de 9% em relação ao ano anterior. A chinesa BYD, que vendeu 2,26 milhões de veículos no ano passado, passou a liderar o ranking global de fabricantes de veículos elétricos.

No quarto trimestre, as vendas da Tesla somaram 418.227 unidades, abaixo das 440 mil projetadas por analistas ouvidos pela FactSet. O resultado foi prejudicado pelo fim do crédito tributário de US$ 7.500, encerrado pelo governo Trump no fim de setembro.

Ainda assim, as ações da Tesla operavam praticamente estáveis, a US$ 450,27, no início do pregão desta sexta-feira.

Os acionistas ainda apostam que Musk conseguirá avançar em seus planos de posicionar a companhia como líder em inteligência artificial e estimular a adoção de robôs humanoides para tarefas básicas em casas e escritórios.

Refletindo esse otimismo, a ação encerrou 2025 com alta de cerca de 11%.

O trimestre mais recente marcou o início das vendas das versões mais baratas do Model Y e do Model 3, apresentadas por Musk no começo de outubro como parte de um esforço para impulsionar a demanda.

O novo Model Y custa pouco menos de US$ 40 mil, enquanto o Model 3 mais acessível sai por menos de US$ 37 mil. Essas versões devem ajudar a Tesla a competir com modelos chineses na Europa e na Ásia.

Em grande parte, os investidores minimizaram os números mais fracos e passaram a focar a estratégia de Musk em outras áreas do negócio.

Musk tem afirmado que a queda nas vendas de veículos é menos relevante neste momento, já que o futuro da empresa estaria mais ligado ao serviço de robotáxis sem motorista, ao negócio de armazenamento de energia e ao desenvolvimento de robôs para uso doméstico e industrial.

Para os resultados do quarto trimestre, que serão divulgados no fim de janeiro, analistas esperam queda de 3% nas vendas e recuo de quase 40% no lucro por ação, segundo a FactSet. A expectativa é que a tendência negativa comece a se reverter ao longo de 2026.

Nesse contexto, os diretores da Tesla aprovaram para Musk um bônus potencialmente elevado na assembleia anual realizada em novembro.

Musk, já o homem mais rico do mundo, obteve outro ganho relevante há duas semanas, quando a Suprema Corte de Delaware reverteu uma decisão que o havia privado de um pacote de remuneração de US$ 55 bilhões concedido pela Tesla em 2018.

Fonte: G1

PF determina volta ao trabalho de Eduardo Bolsonaro após ter mandato cassado

A perda do mandato de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) produziu efeitos imediatos fora do Congresso e levou a Polícia Federal a determinar o retorno do deputado cassado às funções de escrivão da corporação. Em ato declaratório publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (2), a PF ordena o “retorno imediato para fins exclusivamente declaratórios e de regularização da situação formal”, com a advertência de que a “ausência injustificada poderá ensejar a adoção das providências administrativas e disciplinares cabíveis”.

Eduardo ingressou na PF em 2010 como escrivão e permaneceu afastado das atividades policiais enquanto exerceu seus mandatos na Câmara dos Deputados. Desde março do ano passado, ele está nos Estados Unidos, após licenciar-se do cargo parlamentar.

Em dezembro, a Mesa Diretora declarou a perda do mandato por excesso de faltas não justificadas. O ato da PF, assinado pelo diretor substituto de gestão de pessoas, Licinio Nunes de Moraes Netto, fixa a reapresentação do servidor à delegacia de Angra dos Reis (RJ), onde Eduardo está lotado.

A cassação ocorreu em 18 de dezembro, no mesmo dia em que a Câmara também decretou a perda do mandato de Alexandre Ramagem (PL-RJ). A Constituição prevê a perda do cargo quando o parlamentar falta a um terço das sessões ordinárias do ano, salvo licença ou missão oficial.

Segundo o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), Eduardo ultrapassou esse limite. Em setembro, Motta chegou a barrar uma manobra do PL que tentava driblar as ausências ao indicá-lo líder da minoria, posição cujos ocupantes não precisam justificar faltas; a designação não foi aceita.

No período em que permaneceu fora do país, Eduardo passou a atuar politicamente a partir do exterior. Dos Estados Unidos, articulou ações junto a autoridades do governo estadunidense e lideranças conservadoras para pressionar instituições brasileiras, além de defender sanções e medidas comerciais contra o Brasil. Ele afirma ter viajado por sofrer perseguição política, argumento que sustenta em declarações públicas e nas redes sociais.

A atuação internacional levou o deputado cassado a se tornar réu no Supremo Tribunal Federal, sob acusação de coação. Paralelamente, a estratégia de pressionar autoridades brasileiras perdeu força após o recuo do governo dos EUA em relação às sanções da Lei Magnitsky aplicadas ao ministro Alexandre de Moraes, episódio que enfraqueceu o capital político de Eduardo no exterior.

Apesar dos movimentos do filho, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por participação na trama golpista e cumpre pena na sede da PF em Brasília. O desfecho judicial agravou o isolamento do clã e acelerou os efeitos administrativos da cassação sobre Eduardo, agora obrigado a regularizar sua situação funcional.

Com o ato publicado, a Polícia Federal deixa claro que o retorno não é opcional. A reapresentação tem caráter formal, mas a advertência sobre faltas sinaliza que novas ausências podem resultar em sanções disciplinares.

Caso permaneça no exterior sem justificativa aceita, o ex-deputado poderá enfrentar processos administrativos na corporação, abrindo um novo capítulo de disputas, agora no âmbito funcional.

Fonte: DCM

Governo de Santa Catarina desvia mais de R$1 bi ao ensino superior privado

Dados do Portal da Transparência coletados no dia 31 de dezembro indicam que o estado de Santa Catarina gastou, em 2025, mais de um R$ 1,1 bilhão de reais com o programa Universidade Gratuita, que banca instituições de ensino superior da rede particular, entre privadas e comunitárias. O valor é cerca de R$ 340 milhões a mais do que o investido em 2024, ano em que foram constatados indícios de fraudes a partir de uma análise do Tribunal de Contas do Estado, como o pagamento de bolsas de estudos a alunos milionários.

A universidade que mais recebeu recursos foi a Univali, com R$ 156 milhões, R$ 40 milhões a mais do que em 2024. Recentemente, a instituição foi alvo de polêmica por ser sede de um evento com o deputado federal Nikolas Ferreira, aliado do governador, o que gerou protesto.

Quando lançou o projeto que bancava cursos em universidades particulares, Jorginho Mello já prometia um aumento gradativo no valor dos repasses, que foram maiores do que os da Universidade do Estado de Santa Catarina, entidade pública que contou com R$ 744 milhões do orçamento em 2025.

As universidades comunitárias receberam, juntas, cerca de R$ 884 milhões. Outros R$ 229 milhões foram direcionados a instituições do setor privado. Somado, o investimento representa a metade do que o governo estadual gasta com educação básica e um quarto do que representa a folha de pagamento de professores e servidores da educação.

Fraudes sem respostas

Em junho de 2025, o programa Universidade Gratuita, bandeira de marketing na educação do governo Jorginho Mello, passou por um período de crise breve após o escrutínio do TCE-SC. Uma análise detalhada das contas de 2024 apresentou indícios de fraudes, dentre as quais o pagamento de bolsas a estudantes de famílias milionárias, em especial nos cursos de Medicina.

A análise pautou discussões na Assembleia Legislativa e levou o programa a ser revisto em um momento no qual a presidente da associação que reúne a maior parte das instituições beneficiadas foi alçada ao posto de secretária de Educação. Luciane Ceretta é também reitora licenciada da Unesc, universidade que recebeu R$128 milhões do Universidade Gratuita em 2025.

Mesmo com a divulgação de que mais de R$ 320 milhões dos cofres públicos podem ter sido investidos para pagar bolsas com suspeitas de fraude entre 2023 e 2024, o governo não propôs nenhuma medida de ressarcimento do investimento. No entanto, anunciou a alteração de algumas regras, como a do limite de renda per capita para bolsistas de Medicina: antes, era de oito salários mínimos por pessoa da família, agora é de quatro

A ocultação de um relatório interno da Controladoria Geral do Estado com dados que confirmavam a apuração do TCE e que teve circulação interna meses antes da análise do Tribunal ser divulgada também mostrou que parentes dos membros da comissão que selecionava bolsistas estavam sendo beneficiados. O estado modificou a regra.

O mesmo relatório revelou que o governo já conhecia as fragilidades e inconsistências do programa, mas não promoveu modificações antes de os indícios de fraudes ganharem repercussão nacional. O levantamento mostrou que beneficiados tinham famílias com barcos, jet ski, carros de luxo e empresas com capital social milionário.

O ano de 2025 também encerrou sem desdobramentos das investigações do Ministério Público de Santa Catarina e da Polícia Civil. O órgão de segurança chegou a se envolver no assunto tão logo as suspeitas de fraudes se tornaram públicas, mas teve mandados de busca e apreensão rejeitados pela Justiça e acabou se ocupando apenas de bolsistas que fraudaram a regra de moradia no estado há pelo menos cinco anos.

Ações afirmativas sob ataque

Apesar de tentar copiar o modelo do Programa Universidade para Todos (Prouni) do governo federal, o Universidade Gratuita é diferente pois foi desenhado mais como uma forma de aumentar repasses às instituições do que como política pública.

As regras preveem cortes de renda de até quatro salários mínimos per capita no grupo familiar do aluno beneficiado. No Prouni, o teto é de 1,5 salários mínimos. Isso significa que o estudante de uma família de quatro pessoas com renda total de cerca de R$26 mil mensais pode ser contemplado pelo governo catarinense.

Outra diferença é que o Universidade Gratuita é voltado exclusivamente para quem mora em Santa Catarina há pelo menos cinco anos. Diferentemente do Prouni, o programa do governador bolsonarista também ignora as ações afirmativas e o Enem como modalidade de ingresso. Em 2025, Santa Catarina foi o estado com o menor número de inscritos no exame na rede pública.

Em dezembro, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou uma lei que extingue o repasse de verbas públicas para universidades com políticas de ações afirmativas. Se sancionado, o projeto impediria que houvesse reserva de vagas no Universidade Gratuita, assunto que chegou a entrar em discussão, mas que também foi rejeitado pelos deputados.

Em outubro, pouco antes de aprovar o PL anti-cotas, os deputados votaram contra uma proposição da deputada Luciane Carminatti (PT) para instituir cotas para pessoas pretas, pardas e indígenas no programa do governo estadual. Nesta mesma votação, os deputados instituíram o limite patrimonial para os bolsistas beneficiados e garantiram o acesso ao benefício a estudantes com patrimônio familiar de até R$1,5 milhão.

Fonte: ICL

ONU em alerta após Israel bloquear ações humanitárias em Gaza e na Cisjordânia

Tel Aviv revogou licenças de 37 organizações, incluindo Médicos Sem Fronteiras; ONU rejeita ‘a mais recente proibição de um ciclo de restrições ilegais’ no enclave

Israel mais uma vez mostrou mais uma vez seu pior lado após a entrada em vigor da proibição de dezenas de organizações humanitárias de ajuda nos territórios palestinos ocupados.

A medida, que revogou as licenças de operação de 37 grupos, incluindo Médicos Sem Fronteiras (MSF) e o Conselho Norueguês de Refugiados, foi denunciada como um ataque direto à assistência vital que sustenta centenas de milhares de palestinos em meio à devastação, apartheid e genocídio sionista.

Na quinta-feira (01/01), um grupo de 19 organizações de direitos humanos sediadas em Israel emitiu uma declaração chamando a decisão de flagrante violação dos princípios humanitários.

“Isso mina ações humanitárias fundamentadas, coloca em risco funcionários e comunidades, e compromete a entrega eficaz da ajuda”, afirmaram.

Os grupos lembraram que, como potência ocupante, Israel tem a obrigação de garantir suprimentos adequados à população civil palestina, mas não apenas não cumpre essa responsabilidade, como também impede que outros atores internacionais preencham essa lacuna.

As novas regulamentações exigem que ONGs internacionais que atuam em Gaza e na Cisjordânia forneçam informações detalhadas sobre sua equipe, financiamento e operações.

Israel justifica a medida alegando supostos vínculos dessas organizações com o Hamas e a Jihad Islâmica Palestina, embora sem apresentar provas.

As ONGs reagiram alegando que Israel tem apenas uma campanha sistemática para dificultar o trabalho daqueles que auxiliam os palestinos.

“O novo arcabouço de registro viola os princípios humanitários fundamentais de independência e neutralidade”, denunciaram organizações como a B’Tselem. Eles também alertaram que condicionar a ajuda ao alinhamento político e exigir a divulgação de dados pessoais sensíveis expõe trabalhadores humanitários e suas famílias a riscos de vigilância e danos.

Médicos Sem Fronteiras, uma das organizações afetadas, disse que ainda está aguardando a renovação do registro para operar em Gaza e na Cisjordânia sob as novas regras. “O sistema de saúde palestino está dizimado, infraestrutura essencial está destruída e as pessoas lutam para suprir necessidades básicas. As pessoas precisam de mais serviços, não menos”, disse a organização nas redes sociais. Se o acesso for perdido, centenas de milhares de palestinos ficarão sem cuidados médicos essenciais.

A proibição ocorre em meio ao genocídio contínuo de Israel contra os habitantes de Gaza, onde as restrições à entrada de alimentos, remédios e outros suprimentos essenciais agravaram uma crise humanitária sem precedentes.

Na Cisjordânia, a violência também se intensificou, o exército israelense expulsou dezenas de milhares de palestinos de suas casas, cometendo crimes de guerra e crimes contra a humanidade em flagrante delito.

ONU também está em alerta

O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, alertou que a proibição de ONGs constitui “a mais recente de um ciclo de restrições ilegais ao acesso humanitário” nos territórios ocupados.

Martin Griffiths, ex-chefe humanitário da ONU e membro do Conselho Norueguês de Refugiados, expressou pessimismo quanto ao futuro imediato.

“A realidade é que essas agências são essenciais para a entrega da ajuda. Eles são a última milha que realmente prestam assistência às pessoas envolvidas”, disse o funcionário à Al Jazeera.

Essa medida chega aos palestinos em um momento em que vivem em um cenário onde a infraestrutura é destruída, o sistema de saúde colapsa e a população fica presa entre violência e bloqueio, a exclusão de ONGs internacionais ameaça aprofundar ainda mais o sofrimento de milhões de civis.

Para os defensores dos direitos humanos, impedir ações humanitárias em Gaza e na Cisjordânia não é apenas uma violação do direito internacional, mas também perpetua a impunidade por crimes cometidos pelo Estado de Israel diariamente.

Fonte: Ópera Mundi

Isenção de IR do governo Lula beneficiou 60% dos professores de Alagoas

Sancionada em novembro, a reforma do Imposto de Renda (IR) entrou em vigor nesta quinta-feira (1º). O novo modelo, que aumenta a faixa de isenção para cerca de 15 milhões de brasileiros que ganham até R$ 5 mil por mês, traz mudanças relevantes tanto para os trabalhadores quanto para investidores e contribuintes de alta renda.

Alagoas passou a figurar entre os estados com maior impacto positivo da nova isenção do Imposto de Renda (IR), ao mais que dobrar o número de professores da educação básica que deixarão de pagar o tributo a partir de 2026. O estado torna-se destaque nacional na valorização dos profissionais da educação após a aprovação da medida histórica pelo Congresso Nacional e sua sanção pelo Executivo federal.

A medida beneficia diretamente milhares de docentes alagoanos e faz com que o percentual de professores isentos no estado salte de 26,2% para 59,6%, índice acima da média nacional histórica e com impacto direto no orçamento das famílias.

Em números absolutos, o avanço é ainda mais expressivo. Dos cerca de 38,3 mil docentes da educação básica em Alagoas, aproximadamente 10 mil professores estavam enquadrados na faixa de isenção prevista na legislação anterior.

Com a nova lei, promessa de campanha do presidente Lula, esse contingente sobe para cerca de 22,8 mil educadores, o equivalente a quase 60% da categoria, evidenciando uma mudança concreta na renda, na estabilidade financeira e na valorização dos profissionais que atuam diariamente nas salas de aula do estado. Os dados são do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Redação com Alagoas 24 horas

UM ANO DE DEFINIÇÕES

Paulo Memória Alli é jornalista, cineasta e escritor

O ano que se inicia será fundamental para a consolidação da democracia brasileira, o que não significa que não haverá resquícios do discurso do totalitarismo que marcou a última década em nosso país. O ano de 2026 trará algumas definições sobre qual o projeto de país que a sociedade brasileira irá optar. As pesquisas de opinião pública revelam que o Brasil está dividido dentro do conceito histórico e ideológico, desde a Revolução Francesa, que contrapõe as forças políticas entre esquerda e direita. Apesar de termos retomado a normalidade democrática nas últimas eleições de 2022, o que observamos é um rigoroso equilíbrio entre os segmentos progressistas e conservadores no nosso país e no mundo.

Não resta dúvida que o debate predominante nacionalmente em 2026, serão as eleições presidenciais e também para os governos estaduais, senadores, deputados federais e estaduais. E mais uma vez o embate será entre o campo popular, identificado com a candidatura a reeleição do Presidente Luis Inácio Lula da Silva, unindo do centro a Centro esquerda e esquerda e uma candidatura que representará menos o centro e mais o centro direita, capitaneada, entretanto, por um candidato aliado à extrema direita bolsonarista, até o presente momento tendo como candidato indicado pelo próprio Bolsonaro, o seu filho Flávio, que poderá ser substituída eventualmente pela candidatura do atual governador de São Paulo Tarcísio de Freitas.

Esta indefinição ocorre em razão da cisão dos setores direitista, que não conseguem identificar uma candidatura que consiga costurar sua unificação. Com a prisão de Jair Bolsonaro, pelos diversos crimes cometidos contra o Estado Democrático de Direito e as instituições, desaparece do cenário político o candidato natural deste segmento doutrinário. Particularmente não acredito na candidatura colocada pela extrema direita, que receberá o apoio da centro direita e menos de centro no espectro político nacional. No caso a candidatura de Flávio Bolsonaro, um político extremamente vulnerável moralmente e extremamente limitado intelectual e culturalmente.

Outro epicentro que provavelmente tambem dominará a narrativa política em 2026, que começou a se delinear no ano passado, é a possibilidade concreta da prisão do ex-juiz da 13a Vara Federal de Curitiba e atual Senador Sérgio Moro (União Brasil/PR), em razão das graves denúncias, concretamente embasadas em sólidas provas, da sua atuação criminosa quando esteve a frente da malfadada e de triste lembrança Operação Lava Jato, a maior fraude da história judiciária e política do Brasil e possivelmente do mundo. Será muito difícil o ex-Ministro da Justiça do governo Bolsonaro, que condenou Lula a prisão prolatando a frágil sentença do que classificou de “atos de ofício indeterminados”, escapar da cassação e posterior encaminhamento ao presídio já em meados deste ano que está apenas começando.

É realmente inacreditável como um inexpressivo e mediocre juiz de primeira instância conseguiu acumular tanto poder a partir da Vara Federal em que atuava na cidade de Curitiba, para, em conluio com a força-tarefa do Ministério Público do Paraná, liderada pelo evangélico promotor Deltan Dallagnol, cúmplice de Moro nas dezenas de crimes cometidos pela organização criminosa da Lava Jato ao longo de anos, simplesmente colocar em cheque a democracia brasileira, além de destruir a economia nacional, particularmente a nossa Construção Civil, levando ao desemprego centenas de milhares de pessoas que trabalhavam nos setores atingidos pelas garras dos promotores estelionatários do MP paranaense. Dito isto, a tese de que a operação Lava Jato começou realmente em Washington tem lógica.

Um terceiro cenário dominante que também começou a se descortinar para este ano, não por acaso ano eleitoral, se dará a partir da gravíssima “denuncia” feita pela jornalista lajavatista Malu Gaspar, na sua coluna assinada no jornal O Globo, no último dia 22/12, alicerçada em depoimentos de seis “fontes anônimas”, na qual afirmam que o Ministro Alexandre de Moraes teria se prevalecido do seu cargo e poder e prevaricado, a partir da sua toga no Supremo Tribunal Federal, para fazer lobby junto ao presidente do Banco Central Gabriel Galípolo, na questão da liquidação do Banco Master, que contratou os serviços do escritório de advogados da esposa de Moraes por R$ 129 milhões.

Por enquanto essas acusações feitas pela jornalista Malu Gaspar, não passa de um factoide midiático, nome pomposo para as velhas e manjada fake news. Fofoca mesmo. A jornalista de O Globo até o presente momento não apresentou uma única prova, por menor que seja, das acusações contra o ministro do STF. Ela diz não poder revelar as fontes que lhe informaram o possivel envolvimento de Alexandre de Moraes em irregularidades funcionais, alegando o estabelecido no artigo 5o, inciso XIV da Constituição Federal, que estabelece “que é assegurado a todos o acesso a informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional”.

A senhora Malu Gaspar, uma entusiasta das difamações e calunias da Lava Jato, porém, esquece de dizer, ao que parece propositadamente, de que tanto no Art. 373 do Código de Processo Civil (CPC), como no Art. 156 do Código de Processo Penal (CPP), que o ônus da prova cabe à quem acusa, assegurando assim o “princípio de presunção de inocência”. A tal jornalista já é personagem “useira e vezeira” de que não precisa-se de provas para incriminar alguém, bastando ter apenas e tão somente, “convicções” pessoais e ao sabor dos seus interesses. Desta vez não vai colar. Que falta faz um PowerPoint fajuto. Este ano estaremos de olhos bem abertos!

PS 1: após a conclusão deste artigo, a PGR arquivou a denúncia da jornalista “fofoqueira” Malu Gaspar, sob a justificativa de que as reportagens sobre o assunto “não apresentaram elementos concretos ou indícios materiais que corroborem a tese de intimidação, permanecendo a narrativa no campo das suposições”. Eis que agora chega ao nosso conhecimento pelo site 247 de que o tal contrato de R$ 129 sequer existe, posto que já se sabe que não existem assinaturas firmadas entre o escritório advocatício de Viviane de Moraes e o Banco Master. O silêncio do Xandão sobre o tema é exatamente pela fragilidade probatória diante de denúncias vazias, sem documentos que comprovem e corroborem as mesmas para dar-lhes sustentação. A extrema direita precisa entender que o STF não é mais o puxadinho da Lava Jato do hoje indiciado Sérgio Moro. Vão ter que se esforçar muito mais!

PS 2: Dia 31.12.25 a tal jornalista Malu Gaspar recuou da sua acusação contra o Ministro Alexandre de Moraes. Pois é, o buraco agora é mais embaixo!

Zohran Mamdani toma posse como prefeito de Nova York

epleta de simbolismo, posse de novo prefeito de Nova York parece dialogar com o personagem de Fiódor Dostoiévski em seu livro “Notas do Subsolo”.

Zohran Mamdani escolheu uma estação de trem abandonada de Nova York para sua posse. Não foi por acaso. O local construído em 1904 e desativado em 1945 foi o cenário para que ele passasse a mensagem de que seu mandato que começa neste dia 1 de janeiro de 2026 será marcado por uma proximidade à classe trabalhadora.

Chamada em sua época de a “Mona Lisa” das estações de metrô, o local com sua grandiosidade arquitetônica ainda traz com lustres, claraboias de vidro e túneis abobadados revestidos de azulejos.

Aquela não foi apenas uma cena de um prefeito de uma das maiores cidades do mundo assumindo seu mandato. Consciente ou não, ela parece remeter a uma resposta à crise existencial que atravesse parte da sociedade americana.

Como se ele tentasse se apresentar como a antítese do personagem de Fiódor Dostoiévski em seu livro “Notas do Subsolo”, de 1864. O homem sem nome e que promove uma autoanálise é, em muitos aspectos, o subterrâneo da alma humana. Contraditório e vaidoso, como aquele que hoje ocupa a Casa Branca.

Um relato que, de muitas formas, parece ser o desenho do destino de uma potência em decadência, tentando resistir ao desembarque de um novo mundo e que opta pelo isolacionismo.

Uma potência que não aceita sua obsolescência, mas que admite, em sessões de análise, que “vive um consolo raivoso — que para nada serve — de que um homem inteligente não pode, a sério, tornar-se algo, e de que somente os imbecis o conseguem”.

Um “homem doente”, “desagradável” e que sofre do fígado. Mas um personagem que se recusa a passar por um diagnóstico. “Não me trato e nunca me tratei (…) Ademais, sou supersticioso ao extremo”, diz o personagem.

Mamdani terá enormes desafios práticas nos próximos meses. Mas, sem dúvida, um dos maiores será o de confrontar essa alma do subsolo dos EUA, desiludida, rancorosa e, hoje, perigosa ao mundo.

O novo prefeito parecer ir ao subterrâneo justamente para conversar com o personagem, neste caso os medos mais profundos de um país.

“O grande enigma, porém, reside em como sair do subsolo”, analisou Erika Batista, escritora e tradutora de russo e inglês, numa resenha sobre a obra de Dostoiévski.

O mesmo enigma hoje ronda um país inteiro.

Fonte: ICL

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