Milhares protestam por renúncia de Netanyahu em Israel

A polícia usou jatos de água para dispersar os manifestantes — que pressionam pela renúncia do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e exigem um acordo para libertar os reféns do Hamas na Faixa de Gaza.

Milhares de pessoas foram às ruas na cidade de Tel Aviv, em Israel, neste sábado (24).

A polícia usou jatos de água para dispersar os manifestantes — que pressionam pela renúncia do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e exigem um acordo para libertar os reféns do Hamas na Faixa de Gaza.

Autoridades de Israel, Estados Unidos, Catar e Egito estão em Paris para negociar uma nova trégua no conflito.

A imprensa israelense afirma que o esboço de um acordo foi alcançado. Na madrugada de sábado (24), ataques de Israel contra Gaza deixaram 97 mortos, segundo o Ministério da Saúde do Hamas.

Fonte: O Globo

LULA TEM RAZÃO

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 25 de Fevereiro de 2024

Genocidio: Extermínio deliberado, parcial ou total, de uma comunidade, grupo étnico, racial ou religioso.

Lula foi o centro das atenções em todo mundo ao declarar que, o que acontece na Palestina é o mesmo que aconteceu quando Hitler resolveu matar os Judeus. Depois disso, um bombardeio de comentários vindo de Netanyahu e tuites tele guiados pelo Chanceler do Estado de Israel, Israel Katz culminaram com um prêmio ao Presidente Luiz Inácio, que foi considerado pelo Estado de Israel como Persona non Grata. Depois de Lula ter recebido dezenas de títulos Doutor Honoris Causa, esse talvez o orgulhe mais.

Aqui no Brasil, a Direitinha Golpista, formada por falsos cristãos colocou os tanques nas ruas, digo, nas redes e explorou a fala, verdadeira, do Lula para tanger o “Gado” para o fronte de uma batalha fantasiosa, cheia de minas terrestres que serão acionadas e mutilarão o próprio ruminante. Uma espécie de 08 de Janeiro em prol do genocídio na Faixa de Gaza.

Enquanto o curral se deliciava com quilos e quilos de alfafa eletrônica via watzap, o dono do matadouro, seu Jair, seguia para depor na PF. Todos esperavam mugidos eloquentes e agressivos, chifradas certeiras nos investigadores, saltos com batidas dos cascos que poderiam ser ouvidas em Orlando no EUA, mas, sempre tem um mas; o que se viu foi um boi mansinho, calminho, uma espécie de Alex, o leão bonzinho do desenho de Madagascar. “Boisonaro” ficou calado, nem um pio( muuu) foi ouvido na PF. Tudo caminha para que em breve, o Excrementissimo Boi Bandido pague por tudo aquilo que tá sendo acusado. “Ouremos”.

Cruzando o Oceano Atlântico até a Espanha, tivemos a condenação de Daniel Alves por estupro.
Quatro anos e meio de prisão, esperávamos mais, porém, sempre tem um porém; a pena foi reduzida porque o estuprador apoiador do Ladrão de Jóias pagou uma fiança de 800 mil reais.
Errata: Quem pagou foi a família do Neymar, o menino Ney, que além de ter um Cruzeiro, resolveu afundar de vez sua, já pouca, confiança dos brasileiros. Dizer que ele apoia estuprador pode ser demais, ele apenas dá uma ajudinha no Pix.
Eita povo que gosta de um Pix!

Pra finalizar: O Flavio Dino tomou posse como Ministro do Supremo, o Vingador chegou à sala de justiça.

Lula tem razão(ponto)

Reflexões Flávio Show 2024 , ano 04 – Edição 168

Ataque de Israel no centro de Gaza mata 40 e fere mais de 100 pessoas

Autoridades de Gaza falaram em “massacre horrível” cometido pelas forças israelenses

A força aérea israelense atacou a faixa central de Gaza, deixando 40 pessoas mortas e mais de 100 feridas, disse o gabinete de imprensa das autoridades do enclave palestino na noite de quinta-feira (23). 

“O exército de ocupação israelense realizou um massacre horrível no centro de Gaza, onde caças bombardearam quatro casas civis, matando 40 pessoas e ferindo mais de 100 como resultado”, afirmou o gabinete em um comunicado.

O governo de Gaza apela à comunidade internacional para que pare imediatamente a guerra que o exército israelense está “travando contra civis, crianças e mulheres”, diz comunicado.

Lula reitera denúncia contra Israel: “Não é guerra, é genocídio”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou nesta sexta-feira (23) do lançamento da “Seleção Petrobras Cultural – Novos Eixos”, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Durante o evento, o petista voltou a dizer que a ação de Israel na Faixa de Gaza é um genocídio.

“Da mesma forma que eu disse quando estava preso que não aceitava acordo para sair da cadeia porque eu não trocava a minha dignidade pela minha liberdade, quero dizer para vocês: eu não troco minha dignidade pela falsidade”, disse o presidente.

“E quero dizer para vocês que eu sou favorável à criação do Estado palestino livre e soberano”, disse Lula. “Que possa, esse Estado palestino, viver em harmonia com Israel. E quero dizer mais: o que o governo de Israel está fazendo contra o povo palestino não é guerra, é genocídio, porque está matando mulheres e crianças”.

Lula disse ainda para ninguém tentar interpretar a entrevista que ele deu no último domingo (18) em Addis Ababa, na Etiópia. Na ocasião, o petista comparou os ataques israelenses em Gaza com o extermínio de judeus na Segunda Guerra Mundial.

“Não tentem interpretar a entrevista que eu dei a Etiópia. Leia a entrevista ao invés de ficar julgando pelo que disse o primeiro-ministro de Israel. O que está acontecendo em Israel é genocídio. E não está morrendo soldado, estão morrendo mulheres e crianças dentro do hospital. Se isso não é genocídio, eu não sei o que é genocídio”, declarou.

Fonte: DCM

Agências humanitárias emitem apelo urgente para evitar catástrofe ainda maior em Gaza

Em um apelo coletivo, os chefes de entidades humanitárias da ONU e de ONGs globais pediram aos líderes mundiais que ajudem a evitar uma piora da crise em Gaza, que já deixou milhares de palestinos mortos, a maioria mulheres e crianças

Desde os ataques do Hamas em 7 de outubro e a ofensiva militar de Israel a Gaza, mais de três quartos da população do enclave foram deslocadas de suas casas. No apelo, eles mencionam a escassez de alimentos, água e saneamento.

“Golpe fatal” nos esforços de ajuda

Além disso, segundo os diretores do Comitê Permanente Interagências, o sistema de saúde continua a ser sistematicamente degradado. O comunicado alerta que os hospitais se transformaram em campos de batalha e 1 milhão de crianças enfrentam traumas diários.

A situação é particularmente difícil em Rafah, no extremo sul de Gaza. Os humanitários afirmam que a cidade, que abriga mais de 1 milhão de pessoas, “tornou-se outro campo de batalha nesse conflito brutal”.

Para eles, uma nova escalada de violência nessa área densamente povoada causaria muitas vítimas e seria um “golpe fatal” em uma resposta humanitária que já “está de joelhos”.

Plano humanitário

Os diretores do Comitê Permanente Interagências destacaram os riscos que os trabalhadores humanitários enfrentam diariamente em seus esforços para ajudar as pessoas necessitada, acrescentando que elas “não podem fazer muito”.

Eles adicionam que diante de tantos obstáculos, como restrições de segurança e de movimento, eles não podem fazer muito. Os diretores enfatizaram que nenhuma quantidade de resposta humanitária compensará os meses de privação que as famílias de Gaza sofreram.

Para fornecer o “mínimo” no enclave, os representantes apresentaram um plano com 10 itens, que começa com a necessidade do cessar-fogo imediato.

A lista inclui a proteção dos civis e da infraestrutura civil, libertação imediata dos reféns, pontos de entrada confiáveis para a ajuda, garantias de segurança e acesso desimpedido, sistema de notificação humanitária em funcionamento, estradas livres de artefatos explosivos e uma rede de comunicação estável.

Além disso, eles pediram que a Agência da ONU de Assistência aos Refugiados Palestinos, Unrwa, receba os recursos necessários para fornecer assistência e que sejam interrompidas as campanhas que buscam desacreditar a ONU e as organizações não governamentais que estão fazendo o possível para salvar vidas.

De acordo com as redes sociais da Unrwa, mais de 300 ataques impactam 153 instalações da agência.

Os líderes humanitários pedem a “Israel que cumpra sua obrigação legal, de acordo com as leis internacionais humanitárias e de direitos humanos, de fornecer alimentos e suprimentos médicos e facilitar as operações de ajuda, e aos líderes mundiais que impeçam a ocorrência de uma catástrofe ainda pior”.

Negociações

Nesta quinta-feira, o Conselho de Segurança se reúne novamente para debater  a questão. O coordenador especial para o processo de paz no Oriente Médio, Tor Wennesland, alertou que a guerra em Gaza, próxima aos 140 dias, não tem fim à vista.

Ele reforçou que a situação humanitária é chocante, com escassez crítica de alimentos e medicamentos, e um “colapso quase total” da lei e da ordem. A ONU tem um plano de ajuda, mas sua implementação depende de aprovações israelenses para equipamentos essenciais.

Wennesland pediu um cessar-fogo humanitário e a libertação de reféns, enfatizando a necessidade de diálogo em vez de violência. Ele destacou a importância de uma solução política de longo prazo, incluindo um acordo para estabelecer um Estado Palestino, conforme as resoluções da ONU.

O subsecretário-geral de Segurança e Proteção, Gilles Michaud, deve levar uma atualização sobre a segurança e a proteção da equipe da ONU em Gaza em consultas fechadas com os membros do órgão.

Além disso, é esperado que a ex-ministra de relações exteriores, Catherine Colonna, que está liderando a investigação independente sobre a Unrwa, se encontre o secretário-geral da ONU, António Guterres.

Fonte: Monitor do Oriente

Protesto de moradores contra a BRK fecha BR-104 durante em Rio Largo

Manifestantes queimaram pneus e reclamam da falta d’água em dois conjuntos; polícia interveio para liberação da pista

Após 24 horas de bloqueio por falta de água nos conjuntos Antonio Lins e Jarbas Oiticica, em Rio Largo, a BR104 foi liberada no final da tarde de ontem (22), depois de negociação com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Gerenciamento de Crises da Polícia Militar (PM). Apesar da liberação, os moradores disseram que a falta de água
continua.

“ Na minha casa, estácom três meses que não chega água. Tenho que aparar água da chuva ou comprar
água mineral para tomar banho. Não aceitamos liberar apista, a polícia que obrigou. A BRK falou que não vem
aqui, não vai resolver nada com a gente. E não tem água nenhuma. Não tem um pingo de água na torneira. Isso
é indigno, não tem ninguém por nós”, afirmou a dona de casa Valéria de Souza, que é moradora do conjunto Antônio Lins.

Com a interdição, um longo congestionamento se formou nos dois sentidos da rodovia.

Desde que a companhia pública foi privatizada e a BRK assumiu a responsabilidade pelo fornecimento de água, que a população de Alagoas reclama da alta do preço da tarifa, da falta de água e da precarização dos serviços prestados pela empresa.

Redação com Tribuna Independente

Bolsonaro se acovarda diante da PF e mantém silêncio no depoimento

Presidente Jair Bolsonaro na saída do Palácio do Alvorada 05/05/2020 REUTERS/Ueslei Marcelino

Bolsonaro se acovarda diante da PF e mantém silêncio no depoimentoEx-presidente, sem sucesso ao tentar desmarcar o depoimento, passou toda a oitiva calado; ele é investigado por integrar uma organização criminosa que tentou um golpe de Estado no país

O ex-presidente Jair Bolsonaro compareceu à sede da Polícia Federal (PF) em Brasília, nesta quinta-feira (22), para prestar depoimento no âmbito do inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga uma tentativa de golpe de Estado no Brasil. Segundo a PF, Bolsonaro integraria uma organização criminosa que tentou – sem sucesso – reverter o resultado da eleição de 2022 que alçou o presidente Lula ao Palácio do Planalto. 

Conforme já havia anunciado, o ex-mandatário, que tentou por duas vezes cancelar o depoimento, se acovardou e ficou calado diante dos investigadores. A estratégia também seria utilizada por outros investigados no inquérito, incluindo militares, que prestaram depoimento no mesmo dia. 

O anúncio de que Jair Bolsonaro manteve o silêncio durante o interrogatório foi feito ao final da oitiva pelo advogado do ex-presidente, Paulo Bueno. Segundo o defensor, o fato do ex-mandatário inelegível ter ficado calado “não é simplesmente o exercício do direito constitucional do silêncio, mas uma estratégia baseada no fato de que a defesa não teve acesso a todos os elementos aos quais estão sendo imputados ao ex-presidente as práticas de delitos”. 

Ao negar um dos pedidos dos advogados de Bolsonaro para cancelar ou adiar o depoimento, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, os desmentiu, afirmando que eles já tiveram acesso a todo o conteúdo das investigações

“Informe-se a Polícia Federal que inexiste qualquer óbice para a manutenção da data agendada para o interrogatório uma vez que aos advogados do investigado foi deferido integral acesso aos autos”, escreveu o ministro em despacho. 

Fonte: Revista Fórum

Em Haia, China defende que palestinos têm direito de usar violência

Pequim argumenta que é preciso diferenciar luta armada e terrorismo

A China argumentou nesta quinta-feira (22) na Corte Internacional de Justiça (CIJ), em Haia, nos Países Baixos, que o povo palestino que vive sob a ocupação de Israel tem o direito de recorrer à violência para alcançar a autodeterminação. Ainda segundo Pequim, é preciso diferenciar a luta armada legítima dos atos de terrorismo.

“O povo palestino recorre à força para resistir à opressão estrangeira e para completar o estabelecimento de um Estado independente. É um direito inalienável e bem fundamentado no direito internacional. Várias pessoas libertaram-se do domínio colonial e da opressão estrangeira para alcançar a independência após a 2ª Guerra Mundial. As suas práticas servem como provas convincentes do direito”, argumentou o embaixador chinês, Ma Xinmim.

O representante de Pequim defendeu ainda que a ocupação de Israel é ilegal e que a China defende a solução de dois Estados, um israelense e outro palestino, a ser alcançado por meio da negociação. Além disso, a China argumentou que a potência ocupante não tem direito à autodefesa dentro dos territórios ocupados.

A declaração da China ocorreu em audiência pública da CIJ, que é o principal órgão jurídico da Organização das Nações Unidas (ONU). O tribunal foi provocado, pela Assembleia Geral da ONU, a se manifestar sobre a ocupação de Israel na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, que dura desde 1967. Não há data para publicação do parecer da CIJ.

Ao todo, 52 estados se inscreveram para comentar o tema. O Brasil se manifestou na terça-feira (20), quando pediu que a Corte considere a ocupação ilegal, dizendo que ela equivale a uma anexação dos territórios dos palestinos. Já os Estados Unidos defenderam nessa quarta-feira (21) que o fim da ocupação deve estar condicionado à segurança de Israel.

Luta armada e terrorismo

“Numerosas resoluções da Assembleia Geral da ONU reconhecem a legitimidade da luta por todos os meios disponíveis, incluindo a luta armada de povos sob dominação colonial ou ocupação estrangeira, para concretizar o direito à autodeterminação”, destacou Ma Xinmin, citando a Resolução 3.070 da ONU de 1973.

O embaixador defendeu que, nesse contexto de ocupação estrangeira, a luta armada se distingue dos atos de terrorismo. “Esta distinção é reconhecida por diversas convenções internacionais” afirmou, citando as convenções da União Africana e a dos Estados Árabes que tratam do combate ao terrorismo.

“O Artigo 3º da Convenção da União Africana sobre a Prevenção e o Combate ao Terrorismo de 1999 estabelece que, cito, ‘a luta travada pelos povos de acordo com o princípio do direito internacional pela sua libertação da autodeterminação, incluindo a luta armada, contra o colonialismo, a ocupação, a agressão e a dominação por forças estrangeiras, não serão considerados atos terroristas”‘, acrescentou.

O representante de Pequim enfatizou, por outro lado, que mesmo uma luta armada legítima precisa respeitar os direitos humanos. “Durante a luta armada legítima dos povos, todas as partes são obrigadas a cumprir o Direito Humanitário Internacional (DIH) e, em particular, a abster-se de cometer atos de terrorismo que violem o DIH”, acrescentou.

Ma Xinmin lamentou que, após mais de meio século, a ocupação de Israel na Palestina siga sem esperança de acabar. “Inúmeros palestinos esperaram durante toda a vida. No entanto, não resta qualquer raio de esperança nos seus esforços para restaurar os direitos legítimos do povo palestino”, ponderou.

Legítima Defesa

Ainda segundo o embaixador da China, o direito à legítima defesa de um Estado só pode ser usado se o ataque armado ocorrer no território do próprio Estado.

“No território ocupado, o direito da potência ocupante à autodefesa depende da legitimidade do processo de ocupação. Se a ocupação for ilegal, a potência ocupante não pode adquirir a soberania do território nem recorrer à autodefesa contra ataques armados ocorridos no território ocupado”, justificou.

Direitos Humanos

Ma Xinmin afirmou ainda que a China entende que Israel violou os direitos humanos ao longo da ocupação dos territórios palestinos.

“Fatos bem documentados e amplamente reconhecidos indicam que as políticas e práticas de opressão de Israel ao longo da sua prolongada ocupação do território palestino minaram gravemente e impediram o exercício e a plena realização do direito do povo palestiniano à autodeterminação”, destacou Xinmin, acrescentando que “independentemente da duração da ocupação, a natureza ilegal da ocupação e a soberania sobre os territórios ocupados permanecem inalteradas”.

Israel

O governo de Israel não vai participar das audiências públicas para discutir a ocupação dos territórios palestinos. Em documento de cinco páginas enviado à CIJ, Israel condenou a resolução que determinou a análise do caso, dizendo que a decisão representa uma “distorção da história e da realidade atual do conflito israelense-palestino” e que, por isso, prejudica a construção da paz.

“Ao apontar o dedo apenas para um lado, as questões ignoram milhares de israelenses mortos e feridos que foram vítimas de atos assassinos de ódio palestinos e do terrorismo – atos que continuam a pôr em perigo diariamente os civis e a segurança nacional de Israel”, afirma o documento.

Entenda

Após o fim da 2ª Guerra Mundial, a Grã-Bretanha transferiu para as Nações Unidas a responsabilidade pelo território que hoje é ocupado por Israel e pela Palestina. Desde o final da 1ª Guerra Mundial, a chamada Palestina histórica era controlada pelos ingleses.

Com a Resolução 181, de 1947, a Assembleia-Geral da ONU recomendou a partilha da Palestina entre judeus e árabes. Porém, apenas o Estado de Israel foi criado. Em 1967, após mais uma guerra na região, Israel ocupou militarmente a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e a Jerusalém Oriental, que então estavam sob o controle do Egito e da Jordânia.

Após esse conflito, a Assembleia da ONU aprovou a Resolução 242, de 1967, que determinou “a retirada das forças armadas israelitas dos territórios que ocuparam”.

Apesar dessa resolução, a construção de assentamentos israelenses na Cisjordânia continuou e hoje são 300 colônias consideradas ilegais, segundo a ONU, dentro da Cisjordânia, onde vivem cerca de 700 mil colonos israelenses.

Em 2005, Israel deixou a Faixa Gaza, apesar de manter um cerco ao enclave controlando a saída e a entrada de pessoas e mercadorias.

Fonte: Agência Brasil

CPI da Braskem faz primeira reunião de trabalho

A comissão parlamentar de inquérito (CPI) criada para investigar os danos ambientais causados em Maceió (AL) pela empresa petroquímica Braskem fará na quarta-feira (21) sua primeira reunião de trabalho. A expectativa é pela indicação do nome do relator, que ainda não foi definido pelo presidente do colegiado, senador Omar Aziz (PSD-AM). A reunião, marcada para as 10h, foi adiada para as 16h para que os integrantes da CPI chegassem a um nome de consenso para a relatoria.

Instalada em dezembro de 2023, a CPI tem o senador Jorge Kajuru (PSB-GO) como vice-presidente. A indicação do relator, no entanto, gerou controvérsia durante a reunião de instalação. Alguns senadores sugeriram que o nome indicado não fosse do estado de Alagoas — o que, na visão deles, daria maior isenção aos trabalhos. O senador Renan Calheiros (MDB-AL), autor do pedido para a CPI, se opôs e disse que essa condição limitaria seu mandato.

A CPI atende ao requerimento RQS 952/2023, apresentado por Renan e assinado por 46 senadores. Com 11 titulares, o colegiado terá 120 dias para concluir seus trabalhos e disporá de um orçamento de R$ 120 mil reais.

Histórico

A extração do mineral sal-gema ocorre desde os anos 1970 nos arredores da Lagoa Mundaú, na capital alagoana. Desde 2018, os bairros Pinheiro, Mutange e Bom Parto, entre outros que ficam próximos às operações, vêm registrando danos estruturais em ruas e edifícios, com afundamento do solo e crateras. Mais de 14 mil imóveis foram afetados e condenados, e os casos já forçaram a remoção de cerca de 55 mil pessoas da região. As atividades de extração foram encerradas em 2019.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), estudos do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) concluíram que a empresa petroquímica Braskem foi a responsável pelos danos ocorridos desde 2018. O MPF atua em quatro processos judiciais relacionados ao caso, além de expedir dezenas de procedimentos extrajudiciais a fim de garantir que fossem adotadas as medidas necessárias à proteção dos cidadãos afetados.

Fonte: Agência Senado

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