Irã acusa ingerência EUA e Israel em escalada de protestos no país

Autoridades iranianas denunciam ‘mãos ocultas’ em campanha externa de desestabilização durante manifestações que já duram duas semanas

Autoridades iranianas apontaram a existência de uma campanha de desestabilização do Irã, conduzida por potências estrangeiras, mencionando os Estados Unidos e Israel, na escalada dos protestos que acontecem há duas semanas, em várias cidades do país.

Os protestos contra o custo de vida elevado e a desvalorização da moeda local, problema decorrente das sanções impostas pelo Ocidente, tornaram-se violentos ao longo das últimas semanas; levando à morte de pelo menos 65 pessoas, segundo o grupo iraniano de direitos humanos, HRANA: 50 entre os manifestantes e 15 entre os integrantes das forças de segurança do país.

Na noite desta sexta-feira (09/01), um prédio municipal foi incendiado em Karaj, a oeste de Teerã; os manifestantes já atearam fogo em dez edifícios governamentais. Funerais de membros das forças de segurança foram televisionados neste sábado (10/01) em cidades como Shiraz, Qom e Hamedan.

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional (SNSC), Ali Larijani, relatou que as forças de segurança e o Judiciário estão preparados para agir “com a maior firmeza” contra indivíduos armados e grupos organizados com vínculos externos. Ele destacou que alguns manifestantes tentaram invadir centros militares e policiais para promover uma guerra civil no país.

O porta-voz do Conselho Constitucional, Hadi Tahan Nazif, salientou a existência de “mãos ocultas” nos distúrbios. “A interferência estrangeira transformou protestos pacíficos da população, direcionados a reivindicações de meios de subsistência, em tumultos e distúrbios”, afirmou. Ele também mencionou a morte de mais de 1.000 iranianos durante a Guerra de 12 dias imposta pelos Estados Unidos e Israel ao país, em junho de 2025.

Na última quinta-feira (08/01), o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou o Irã, ao comentar sobre as manifestações em curso. “É melhor vocês não começarem a atirar, porque nós também começaremos a atirar”, afirmou.

Chancelaria iraniana

Em Beirute, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, concedeu uma entrevista ao canal libanês Al-Manar. Ao falar sobre os protestos, ele disse que o governo iraniano busca administrar a situação, apontando que manifestações pacíficas são normais “em qualquer governo baseado na soberania popular e na democracia, onde as pessoas podem expressar seus protestos e queixas, e isso está acontecendo”.

No entanto, “juntamente com as pessoas comuns, existem alguns elementos que se envolvem em tumultos e atacam locais públicos, ateando fogo, e isto é algo que precisa ser cuidadosamente considerado”.

Araghchi atribuiu influência de Washington e Tel Aviv na escalada da violência, alegando que “os próprios funcionários do regime sionista afirmam em tweets e entrevistas que agentes do Mossad estão presentes em Teerã e no Irã e desempenham um papel nessas manifestações”.

Sobre a resposta do governo iraniano, ele afirmou que “Pezeshkian está tentando lidar com sabedoria com a questão das manifestações e tumultos, ouvir os protestos e queixas legítimas da população e encontrar soluções”.

A diplomacia iraniana já levou o tema ao Conselho de Segurança da ONU. Em carta ao órgão, o embaixador do Irã nas Nações Unidas, Saeed Iravani, acusou Washington e Israel de coordenarem uma campanha de interferência, ameaças e incitação à violência, em violação à Carta das Nações Unidas.

O comunicado afirma que Israel vem empregando “táticas híbridas” desde a guerra de junho e que os protestos econômicos foram transformados em “insegurança orquestrada”.

Washington

Dos Estados Unidos, Reza Pahlavi, filho do último Xá do Irã, Maomé Reza Pahlavi, divulgou uma mensagem nas redes sociais incitando os manifestantes a ocuparem os centros urbanos e a convocarem uma greve geral em setores estratégicos como transporte, petróleo, gás e energia.

“Nosso objetivo não é mais simplesmente ir às ruas; o objetivo é nos prepararmos para tomar o centro das cidades e mantê-lo sob nosso controle”, afirmou. Ele disse que se prepara para retornar ao país quando “nossa revolução nacional triunfar”.

Fonte: Ópera Mundi

Rui Falcão abre processo contra filho de Bolsonaro por mentir em público

Rui Falcão protocolou pedido na PNDD contra Eduardo Bolsonaro e Paulo Bilynskyj, acusando-os de disseminar desinformação e ataques à democracia.

O deputado Rui Falcão (PT-SP) protocolou um Pedido de Providências na Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia (PNDD), órgão vinculado à Advocacia-Geral da União (AGU), solicitando a abertura de investigação administrativa e a adoção de medidas judiciais contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP). A iniciativa tem como base, em tese, a Lei que trata dos crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Segundo o documento encaminhado à PNDD, as declarações públicas feitas pelos dois parlamentares, de forma sequencial e complementar, configurariam uma narrativa falsa e articulada. As falas imputam, sem apresentação de provas, acusações de narcoterrorismo, fraude eleitoral e associação com organizações criminosas ao presidente da República e ao PT.

A representação sustenta que esse tipo de conteúdo ultrapassa o campo da crítica política e passa a atuar como instrumento de ataque institucional.

Acusações

Na fundamentação do pedido, Rui Falcão argumenta que as manifestações públicas se enquadram, em tese, nos tipos penais previstos na nova legislação, especialmente no que diz respeito à tentativa de atentar contra o exercício constitucional de um Poder da República. Para o parlamentar, ao disseminar acusações graves e infundadas, os envolvidos buscariam deslegitimar o Poder Executivo e comprometer a eficácia social do processo eleitoral.

O deputado classifica o caso como exemplar do uso sistemático da desinformação como forma de agressão à democracia. De acordo com o texto, haveria um modus operandi organizado.

Fonte: Correio do Brasil

30 anos depois, ex-militar afirma que mentiu sobre o ET de Varginha em troca de R$ 5 mil

Trinta anos após o episódio que ficou conhecido mundialmente como o Caso ET de Varginha, novas revelações colocam em xeque parte dos depoimentos que ajudaram a sustentar a narrativa sobre a suposta presença de uma criatura extraterrestre no Sul de Minas Gerais, em janeiro de 1996. Um ex-militar do Exército afirmou, em entrevista inédita, que inventou seu relato sobre a atuação das Forças Armadas após receber a promessa de R$ 5 mil de um ufólogo, e que a história jamais aconteceu.

O ex-soldado desmentiu seu próprio depoimento sobre o transporte de um suposto extraterrestre em Varginha (MG). Em documentário exibido pela TV Globo, ele revelou que o relato foi uma farsa ensaiada pelo ufólogo Vitório Pacaccini. “Tudo isso foi criação e invenção da cabeça do Vitório. Ele me contou essa história e perguntou se eu poderia gravá-la”, disse o militar.

O ex-soldado afirmou que a gravação foi condicionada a uma promessa de pagamento de R$ 5 mil, valor que nunca recebeu. “Ele prometeu muita coisa. Para alguns, honrou a palavra; para outros, não”. Atualmente, dois dos três militares que deram depoimentos nos anos 90 retrataram suas versões.

“Naquele dia, a gente vendeu a alma para o diabo”, declarou o ex-militar, expressando arrependimento. Enquanto isso, testemunhas civis, como as três mulheres que avistaram a criatura, mantêm seus relatos originais até hoje.

A série “O Mistério de Varginha”, exibida nos dias 6, 7 e 8 de janeiro, revisita o caso reunindo documentos inéditos, áudios, arquivos históricos e depoimentos atuais de personagens centrais da história. A produção também acompanha a vida atual de Kátia, Liliane e Valquíria, conhecidas como as “três meninas do ET”, e expõe como o episódio impactou a cidade mineira, que se tornou referência mundial na ufologia.

Três décadas depois, o caso segue dividido entre crença e ceticismo. As novas revelações reacendem o debate sobre até que ponto interesses pessoais, dinheiro e pressão externa podem ter influenciado depoimentos que ajudaram a transformar Varginha em um dos maiores símbolos do imaginário extraterrestre no Brasil.

Fontes: Brasil 247 e DCM

Agentes de Trump executam uma mulher em Minneapolis e deixam dois feridos em Portland

Agentes federais de imigração dos Estados Unidos atiraram contra duas pessoas na cidade de Portland, no estado do Oregon, na tarde desta quinta-feira (8). Segundo informações divulgadas pela polícia local e por uma afiliada da rede ABC News, um homem e uma mulher foram socorridos e encaminhados a hospitais da região, com estado de saúde ainda não divulgado.

De acordo com as autoridades, os agentes envolvidos pertencem à Customs and Border Protection (CBP), e não ao Immigration and Customs Enforcement (ICE). Testemunhas relataram que o FBI foi acionado para acompanhar a ocorrência. A Polícia de Portland informou que não participou da ação.

O chamado de emergência foi registrado pouco antes das 14h30, no horário local. Ao chegarem ao local, policiais encontraram as duas vítimas com “aparentes ferimentos de bala”. Em nota, a corporação afirmou que “agentes federais estiveram envolvidos em um tiroteio”, sem detalhar as circunstâncias que levaram aos disparos.

O prefeito de Portland, Keith Wilson, classificou o episódio como “profundamente perturbador” e pediu calma à população. Ele solicitou formalmente ao governo de Donald Trump a suspensão das operações federais de imigração na cidade, afirmando que Portland “não responderá violência com violência”.

O caso ocorreu um dia após um agente do ICE matar a tiros uma mulher de 37 anos em Minneapolis, episódio que provocou protestos em várias cidades do país. A vítima foi identificada como Renee Nicole Good, mãe de três filhos e poeta premiada, segundo relatos de familiares à imprensa norte-americana.

As duas ocorrências intensificaram críticas às operações de imigração conduzidas pelo governo Trump e devem impulsionar novos protestos contra a atuação de agentes federais. Autoridades locais e organizações civis cobram esclarecimentos sobre os procedimentos adotados e o uso de força letal em áreas urbanas fora das regiões de fronteira.

Fonte: DCM

PT realiza ato em defesa da democracia e da soberania nacional em Maceió

O Partido dos Trabalhadores (PT) promoveu em Maceió, no dia 08/10, um ato político em defesa da democracia e da soberania nacional, que reuniu centenas de militantes de diversos movimentos sociais.

O evento fez parte das manifestações que ocorreram no Brasil inteiro, lembrando a tentativa de golpe promovida por Bolsonaro e seus seguidores no dia 8 de janeiro de 2023, quando os golpistas invadiram as sedes dos Poderes da República, em Brasília, depredando tudo.

Durante o ato político usaram da palavra, o presidente do PT de Alagoas, deputado Ronaldo Medeiros, o vice-presidente do PT, Joaquim Soriano, e a dirigente nacional, Camila Moreno. Mas, coube ao ex-dirigente histórico do PT, Zé Dirceu fazer a fala principal. Dirceu apresentou uma síntese da história do Brasil e das suas lutas sociais e concluiu com a necessidade defeder a democria e eleger Lula presidente em 2026.

Apesar do grande número de pessoas presentes no evento, e das faixas e cartazes, alguns militantes reclamaram da falta de debate sobre temas como a farra das emendas parlamentares, o PL da Dosimetria, o tarifaço de Trump contra o Brasil e a invasão dos EUA na Venezuela e o sequestro do presidente Maduro.

Lula veta integralmente PL que reduz penas de Bolsonaro e condenados por atos golpistas

O presidente Lula vetou nesta quinta (8) o projeto aprovado pelo Congresso Nacional que reduz penas de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. O texto foi aprovado em dezembro e o anúncio do petista foi feito durante evento no Palácio do Planalto em memória da data e em defesa da democracia.

Segundo o Blog do Valdo Cruz, no g1, os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), informaram previamente ao governo que não compareceriam ao evento para deixar Lula à vontade para formalizar o veto.

De acordo com integrantes do governo, o veto já era esperado, pois Lula havia sinalizado desde a tramitação da proposta que não sancionaria um texto que aliviasse punições ligadas à tentativa de golpe.

O projeto aprovado no Congresso altera critérios de dosimetria das penas aplicadas aos envolvidos nos ataques, o que reduz o tempo de prisão de condenados. Entre os beneficiados estaria o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por liderar e planejar a tentativa de impedir a posse de Lula.

O objetivo do veto é mandar uma mensagem de que o Estado brasileiro não deve flexibilizar punições para quem atentou contra a ordem democrática e as instituições da República.

Durante discurso no evento, o presidente afirmou que “talvez a prova mais contundente do vigor da democracia brasileira seja o julgamento dos golpistas pelo STF”. Ele afirmou que o ato realizado nesta quinta “é uma exaltação a este momento que estamos vivendo, de manutenção do Estado Democrático de Direito de estado democrático, e ao comportamento da Suprema Corte”.

“Eles foram derrotados. O Brasil e o povo brasileiro venceram. As tentativas do golpe de estado de 2023 veio nos lembrar que a democracia não é uma conquista inabalável. Ela será sempre uma obra em construção, sujeita ao permanente assédio a novos candidatos a ditadores. Por isso, a democracia precisa ser velada com carinho e defendida com unhas e dentes dia após dia”, disse o petista.

Com a formalização do veto, o texto retornará ao Congresso, onde deputados e senadores vão analisar a decisão, podendo mantê-la ou derrubá-la. Para que a decisão do presidente seja revertida, são necessários ao menos 257 votos na Câmara e 41 no Senado.

Fonte: DCM

ONU acusa Israel de cometer ‘apartheid’ na Cisjordânia para manter ‘opressão e dominação’

A ONU acusou Israel, nesta quarta-feira (7), de intensificar a discriminação e a segregação contra os palestinos na Cisjordânia e pediu ao país que acabe com seu “sistema de apartheid”. 

Em um novo relatório, o escritório de direitos humanos da ONU estimou que a “discriminação sistemática” contra os palestinos nos territórios palestinos ocupados “deteriorou-se drasticamente” nos últimos anos. 

“Há uma asfixia sistemática dos direitos dos palestinos na Cisjordânia”, disse o chefe do escritório, Volker Türk, em um comunicado. 

“Seja para ter acesso à água, à escola, ao hospital, para visitar familiares ou amigos, ou para colher azeitonas, todos os aspectos da vida palestina na Cisjordânia são controlados e restringidos pelas leis, políticas e práticas discriminatórias de Israel”, acrescentou. 

“Esta é uma forma particularmente grave de discriminação e segregação racial, semelhante ao tipo de sistema de apartheid que já vimos antes”, insistiu. 

Esta é a primeira vez que um chefe de direitos humanos da ONU usa o termo “apartheid” neste contexto. 

Segundo o comunicado, as autoridades israelenses “tratam os colonos israelenses e os palestinos residentes na Cisjordânia sob dois sistemas jurídicos e políticos distintos, resultando em tratamento desigual”. 

“Os palestinos continuam sendo submetidos a confiscos em massa de terras e à privação do acesso a recursos”, assim como a julgamentos criminais em tribunais militares “que violam sistematicamente seus direitos ao devido processo legal”, acrescenta o texto.

Türk exige que Israel “revogue todas as leis, políticas e práticas que perpetuam a discriminação sistêmica contra os palestinos com base em raça, religião ou origem étnica”. 

A discriminação foi exacerbada, segundo a ONU, pela violência dos colonos, em muitos casos “com a aquiescência, o apoio e a participação das forças de segurança de Israel”. 

Mais de 500 mil israelenses vivem em assentamentos na Cisjordânia, território ocupado desde 1967. A violência se intensificou desde o ataque do movimento islamista palestino Hamas em solo israelense, em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza. 

Desde o início da guerra, mais de mil palestinos morreram por tropas e colonos israelenses na Cisjordânia, segundo uma contagem da AFP baseada em dados do Ministério da Saúde palestino. 

Segundo dados oficiais israelenses, pelo menos 44 israelenses morreram em ataques palestinos ou operações militares israelenses durante o mesmo período.

Desde o início da guerra em Gaza, as autoridades israelenses “expandiram ainda mais o uso da força ilegal, detenções arbitrárias e tortura”, afirma a declaração. 

O texto também alega que os assentamentos aumentaram e que palestinos estão sendo mortos “com quase total impunidade”. 

Afirma ainda ter encontrado “motivos razoáveis” para acreditar que essa “segregação e subordinação têm a intenção de ser permanente”.

Fonte: Swissinfo

UM PRESIDENTE FEDORENTO

Paulo Memória Alli é jornalista, cineasta e escritor

Que o velho amigo de farras pedófilas de Jeffrey Epstein e atual presidente do Estado Unidos da América Donald Trump nunca foi “flor que se cheire”, nós já sabíamos há décadas. Primeiro presidente americano a despachar na velha escrivaninha do salão oval, onde já passaram dezenas de outros questionáveis “líderes do mundo livre”, Trump é o primeiro, entretanto, a assumir esta posição condenado criminalmente, não apenas por um crime, mas por 34 acusações, em sentença prolatada em 30 de maio de 2024, no chamado caso Stormy Daniels.

Em outras palavras, o povo americano elegeu, literalmente, um criminoso sentenciado para ocupar a Casa Branca, sede do governo dos EUA. Americano sendo americano, apesar de neste quesito de eleger o que existe de pior, os brasileiros não ficam atrás, elegendo e por muito pouco não reelegendo o que existe de mais rasteiro na vida pública nacional. Os traços de uma mente doentia que tínhamos no poder no Brasil, agora estão claramente presentes nas ações do sujeito que carrega a maleta com os códigos que podem iniciar uma Terceira Guerra Mundial, que certamente dizimaria a humanidade.

Certa vez perguntaram ao cientista e pensador alemão Albert Einstein, como seria uma Terceira Guerra Mundial e a resposta dele foi de que “não sei dizer como será a Terceira Guerra Mundial, mas a quarta será feita com paus e pedras”. O mundo está vivendo um momento crítico na perspectiva das relações internacionais, tendo um velho inconsequente e condenado com os dedos nos botões que podem deflagrar a maior tragédia militar da história, com uma crise mais do que humanitária, posto que certamente seria um desastre civilizatório.

O criminoso que ora ocupa a pequena sala oval da Casa Branca neste momento, já entendeu a ameaça que representa para o mundo e aposta no bom senso dos grandes líderes mundiais, que terão que ter toda a cautela com um idoso decrépito e armado até os dentes. A análise que já está se fazendo nas grandes potências mundiais é a de que Donald Trump sofra de um sério transtorno mental, conhecido como “Narcisismo Maligno”, o mesmo que acometeu figuras como Adolf Hitler, para ficarmos no exemplo máximo do que este distúrbio representa.

A absurda, inaceitável e inconsequente invasão da Venezuela pelos Estados Unidos e a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro poderá ser apenas uma primeira intervenção de muitas que estão em planejamento neste momento pelo, este sim, verdadeiro “império do Mal”, liderado pelo literalmente fedido Presidente norte-americano. É isso mesmo, o sacripanta presidente americano, que vive debochando de imigrantes, da África, da América Latina, das suas populações, da pobreza, das vítimas do genocídio israelense em Gaza e até da deficiência física do ex-presidente Roosevelt, sofre de uma grave doença circulatória chamada “insuficiência venosa crônica”, que provoca alterações nos tecidos, sobretudo nas pernas, podendo causar úlceras expostas que não cicatrizam, causando feridas crônicas que produzem um fétido odor de materia orgânica em decomposição.

Como dissemos no início deste artigo, Trump não cheira nada bem, antes achávamos que estávamos restritos ao sentido figurado desta assertiva, mas agora o sabemos que este mau cheiro se estender também ao sentido literal. Podemos afirmar que esta situação seria uma atualização e repaginação da famosa fala do guarda Marcellus, no primeiro ato da peça Hamlet, de Shakespeare, quando afirmou “haver algo de podre no reino da Dinamarca”, sendo o indicativo de que o reino estaria em decadência moral, com escândalos sexuais e cometimentos de assassinatos. Uma sugestiva coincidência.

A recente invasão da Venezuela revela uma mudança significativa nas histrionices do aloprado presidente estadunidense, onde a sua patética figura passa da fanfarronice para ações militares que ultrapassam todos os limites estabelecidos pelas relações internacionais e por décadas de acordos diplomáticos. Trump invoca para justificar esta inaceitável interferência em que subjuga um estado independente e, consequentemente, toda sua população (no caso da Venezuela, com mais de 28 milhões de cidadãos e cidadãs), nada mais, nada menos, do que a Doutrina Monroe.

Esta doutrina, que remete a presidência de James Monroe (1817 a 1825), aprovada pelo congresso americano em 02 de dezembro de 1823, se resumia na frase ” a América para os americanos”. Ela vetava a criação de novas colônias na América, proibia a intervenção em assuntos internos dos países americanos e proibia a intervenção dos Estados Unidos em conflitos relacionados às guerras entre países europeus e suas colônias. A partir do final do século XIX, os EUA passaram a dar o caráter imperialista a Doutrina Monroe, promovendo a “diplomacia do dólar”, expandindo seus domínios militares e econômicos, sobretudo nos países latino americanos. De lá para cá foram centenas de intervenções e invasões militares, apoiando golpes de Estado e transformando a América Latina em uma espécie de quintal continental norte-americano.

As acusações alegadas pelos imperialistas “ianques”, como se dizia até as décadas de 1980/1990, foram de que a Venezuela seria uma ditadura e de que Nicolas Maduro seria um dos grandes narcotraficantes do nosso continente. Esta última acusação já caiu por terra na própria corte americana e o próprio governo americano já recuou desta acusação, visto que não existe uma única prova da mesma. Quanto a Venezuela ser uma ditadura, é algo também muito discutível, posto que Maduro e os bolivarianos ganharam 30 das 32 eleições realizadas desde 1998, quando Hugo Chaves ascendeu ao poder naquele país, salientando que na Venezuela é praticamente impossível fraudar o processo eleitoral, uma vez que se vota tanto na urna eleitoral, como no voto impresso, ou seja, auditável como querem alguns aqui no Brasil. Mas a tal ditadura bolivariana será assunto para o próximo artigo. E aí poderemos chegar a conclusões mais precisas sobre o que é uma ditadura.

Moradores da Barra de Santo Antônio denunciam falhas da BRK

Conforme a população do município, falta de água é constante em pleno verão e empresa não soluciona o problema de trabalho no Programa

No primeiro fim de semana do ano, em pleno feriado, com temperatura beirando os 40 graus, dezenas de moradores da Ilha da Croa, na Barra de Santo Antônio, revoltados com a frequente falta d’água e a omissão da empresa BRK, ameaçaram fechar a Ponte Rogério Farias, que liga o centro da cidade à Ilha da Croa, caso a água não retornasse as torneiras. Protesto como esses tem se repetido quase que semanalmente, prejudicando não somente moradores, bem como comerciantes e polo turístico.

Neste caso específico, não houve nenhuma ação preventiva, nenhum aviso e nenhuma consideração com a população barrense, que vem sofrendo desde que a empresa assumiu os serviços de distribuição de água na região. Segundo moradores, não existe uma assessoria técnica para responder os questionamentos da população, e quando respondem, é através de mensagens automáticas, um atendimento por IA. A associação dos moradores afirma que a BRK é empresa que já passou dos limites quanto ao que a lei preconiza de uma instituição que cuida de um serviço básico e extremamente importante que é a água.

Em resumo, a Barra de Santo Antônio tem enfrentado problemas recorrentes de falta d’água devido a falhas na infraestrutura ou paradas emergenciais da concessionária BRK Ambiental, com moradores protestando e buscando soluções.

Na última quarta-feira, equipes de reportagem da TV Tribuna Hoje e do jornal Tribuna Independente, estiveram na Ilha da Croa, onde o problema é mais persistente. No entanto, em várias localidades da região central, como a Barra 1 e Barra 2, situações de falta de água é recorrente.

Quem confirma é o empresário e morador do Barra 1, Pablo Jean, que apesar do drama de passar dias e dias sem água, tenta transformar seus protestos em forma de humor e de ironia. Como oito meses atrás, onde todo seu conjunto passou 15 dias sem água. O que ele fez: foi até a agência da BRK na Ilha da Croa, com toalha e sabonete para tomar banho no banheiro do escritório. Ou como há 3 meses, onde ficou mais de 10 dias sem água. Ele levou uma panela velha com restos de comida para mostrar que suas panelas estavam sujas sem água.

“O pior de tudo isso, é que nada se resolve, mas as contas continuam chegando, e sempre com valores mais altos. Em algumas situações, na tentativa de amenizar, a empresa envia carro pipa parta abastecer as casas. Mas pasmem, a água que chega não é potável. É uma água salobra, e na maioria das vezes, com cheiro de enxofre, de podre. Não dá para tomar banho, não dá para lavar roupas, nem para cozinhar. Só mesmo para descarga dos banheiros”, afirma o empresário.

Mas a situação acontece em todos os lugares, numa repetição de contas cheias e torneiras vazias. E mesmo nas áreas mais turísticas, como na famosa praia de Tabuba, com restaurantes e pousadas, a falta de água é recorrente. Quem afirma é o empresário Paulista, que possui um restaurante no balneário a 20 anos.

“Não é normal uma empresa do porte da BRK, com compliance, que não dá a mínima as reclamações da população. Desde que se instalou aqui na Barra de Santo Antônio, é uma sucessão de falta de respeito. Nos últimos anos temos vivido uma espécie de terror, com mais ar nas torneiras do que água. Com casa cheia, pessoas precisando usar banheiro, precisando lavar pratos, panelas sujas, como se faz. E temos que comprar água mineral não só para beber, mas para tomar e cozinhar. Então porque temos que pagar contas altas, se a empresa não oferece o serviço” desabafa o empresário.

Na Ilha da Croa, o problema também é muito grave. O apicultor Edevaldo da Silva sabe muito bem disso. Passou natal e ano novo sem água nas torneiras. Na entrevista fez questão de mostrar os ponteiros do hidrômetro correndo a toda velocidade, mas água que é bom, sai pouca. “Na Ilha da Croa, os moradores locais, não são ricos, muitas vezes sobrevivem com um salário ou pouco mais. E como se faz para pagar contas de 400 ou de 500 reais, comprometendo um terço do salário. Pior, passam dias sem água, mas o hidrômetro, por incrível que pareça, esse não para. Repito, estamos vivendo de contas cheias e torneiras vazias”. Afirma ele.

A reportagem foi até o escritório da BRK na Ilha da Croa, onde encontrou consumidores reclamando dos altos valores das contas e uma única colaboradora, que quis falar com a equipe, proibindo, inclusive, de ser filmada.

A BRK Ambiental chegou em Alagoas oficialmente em 1º de julho de 2021, quando assumiu os serviços de saneamento (água e esgoto) da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) nos municípios da Região Metropolitana de Maceió, após uma concessão vencida em 2020, prometendo universalizar os serviços e gerar melhorias na saúde e qualidade de vida. Ela atua em Maceió, Atalaia, Barra de Santo Antônio, Barra de São Miguel, Coqueiro Seco, Marechal Deodoro, Messias, Murici, Paripueira, Pilar, Rio Largo, Santa Luzia do Norte e Satuba, e deveria ser responsável pela distribuição eficiente de água tratada e coleta/tratamento de esgoto.

Fonte: Tribuna Hoje

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