Moradores da Santa Amélia voltam a protestar contra a BRK

Moradores dos residenciais Pedro Teixeira I e II e Diana Simon, no bairro Santa Amélia, na parte alta de Maceió, voltaram a protestar na tarde desta sexta-feira (27) contra a BRK, empresa responsável pelo abastecimento de água na região.

A manifestação foi motivada, segundo moradores, pelo alto valor das contas de água e pela baixa qualidade do serviço. Além dos valores considerados excessivos, os manifestantes criticaram a aparência inadequada da água fornecida.

Com galhos e pneus, os moradores bloquearam as duas vias da Avenida Jorge Montenegro de Barros, uma das principais da parte alta da capital, causando grande congestionamento.

“Tem gente com contas de 600, 800 reais. Ninguém gastou esse valor de água, é mentira. Eles não resolvem nada, dizem apenas para parcelarmos a conta”, relatou uma moradora.

Esta é a segunda vez, apenas nesta semana, que moradores desses residenciais realizam protesto pelo mesmo motivo. Na quarta-feira (25), a manifestação começou nas primeiras horas da manhã, causando lentidão e impactos no trânsito da região.

Esta é a segunda vez, apenas nesta semana, que moradores desses residenciais realizam protesto pelo mesmo motivo. Na quarta-feira (25), a manifestação começou nas primeiras horas da manhã, causando lentidão e impactos no trânsito da região.

Fonte: TNH1

Moraes envia à PGR pedido para incluir Moro na investigação sobre Milícias Digitais

Sem provas, o ex-juiz suspeito insinuou que eleição de 2022 foi ilegítima e fez ataques ao presidente Lula

Pré-candidato ao governo do Paraná e ex-juiz declarado suspeito pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Sergio Moro (PL-PR) está na mira do Inquérito das Milícias Digitais após o ministro do STF Alexandre de Moraes encaminhar à Procuradoria-Geral da República (PGR) um requerimento para que o parlamentar seja formalmente incluído na investigação. A informação foi publicada nesta quinta-feira (26) pela Carta Capital. https://landing.mailerlite.com/webforms/landing/r9f0h9

Sem qualquer embasamento, Moro colocou em dúvida a legitimidade do resultado das eleições presidenciais de 2022, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) derrotou Jair Bolsonaro (PL). O autor do pedido enviado à PGR foi o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). A Procuradoria tem cinco dias para se manifestar, e após receber o parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, Moraes poderá expedir uma decisão sobre a inclusão de Moro no inquérito.Play Video

O gatilho para o pedido foi uma fala do senador durante cerimônia de filiação ao PL, realizada na última terça-feira (24). Na ocasião, Moro afirmou: “A visão que o cidadão tem é que o nosso presidente da República hoje, que não é nosso, mas foi eleito — entre aspas — aqui no Brasil está do lado dos criminosos e minimiza o crime a todo momento.” A declaração foi interpretada como mais um capítulo na disseminação de narrativas que contestam a validade do processo eleitoral brasileiro.

De acordo com Lindbergh Farias, ao sustentar esse tipo de discurso, Moro contribui para manter em circulação o que o parlamentar classificou como “o repertório simbólico da fraude, da suspeição eleitoral e da ilegitimidade institucional” — argumento central para embasar o pedido de inclusão do senador no inquérito.

Histórico polêmico

O histórico de Sergio Moro é marcado por controvérsias judiciais e políticas. Ex-juiz federal da Operação Lava Jato em primeira instância, Moro teve sua suspeição declarada pelo próprio STF em 2021, decisão que culminou na devolução dos direitos políticos do presidente Lula. 

Após a condenação que retirou Lula da corrida eleitoral de 2018, Moro aceitou o convite de Jair Bolsonaro para ocupar o Ministério da Justiça, cargo que exerceu até abril de 2020, quando pediu demissão em meio a uma crise com o então presidente. Anos depois, em 2023, o ex-magistrado foi derrotado no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo por fraude em domicílio eleitoral, ficando impedido de concorrer pelo estado paulista.

O Inquérito das Milícias Digitais investiga a organização e o financiamento de redes de desinformação voltadas a atacar instituições democráticas brasileiras, incluindo o próprio STF. A eventual inclusão de Moro no inquérito ampliaria o alcance das investigações a um dos nomes mais proeminentes da oposição ao governo federal.

Fonte: Brasil 247

Sem mandato, Carlos Bolsonaro passa a ser sustentado por dinheiro público via PL

Carlos Bolsonaro passou a receber salário do Partido Liberal após deixar o cargo de vereador no Rio de Janeiro, em dezembro de 2025. De acordo com documentos, ele foi contratado como “dirigente partidário” em 16 de dezembro, um dia após formalizar a renúncia ao mandato. Com informações do Metrópoles.

Pela nova função, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro recebe salário bruto mensal de R$ 38 mil. Em janeiro, o valor líquido foi de R$ 27,8 mil. O montante supera o que ele recebia na Câmara Municipal, onde tinha remuneração bruta de R$ 24,7 mil.

Mesmo com o aumento em relação ao período como vereador, o salário é inferior ao pago a outras figuras da legenda. O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, e Michelle Bolsonaro recebem cerca de R$ 33,8 mil líquidos mensais.

À Justiça Eleitoral, o partido informou que Carlos desempenha “serviços técnico-profissionais”, justificativa usada também para a contratação de outros integrantes. A legenda não detalhou publicamente as atribuições específicas do cargo.

Questionado sobre as funções exercidas, Valdemar respondeu de forma informal. “Preciso de 3 Bolsonaros para dar conta do que o Bolsonaro fazia”, afirmou o dirigente partidário.

Carlos deixou o cargo de vereador no fim de 2025 e passou a ser apontado como pré-candidato ao Senado por Santa Catarina. Desde então, mantém atuação política vinculada à estrutura partidária.

Carlos Bolsonaro se junta a Michele Bolsonaro, onde sem trabalhar, os dois são sustentados por dinheiro público do fundo partidário através do PL.

Fonte: Redação com DCM

Justiça italiana autoriza extradição da ex-deputada Carla Zambelli

Decisão é da Corte de Apelação da Itália, que analisa o pedido de extradição feito pelo STF contra a ex-deputada. Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão em regime fechado por invadir os sistemas do CNJ. Defesa afirmou que vai recorrer.

A Justiça da Itália autorizou nesta quinta-feira (26) a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli.

Zambelli deixou o país em maio do ano passado, apesar de ter sido condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) (relembre mais abaixo).

A decisão desta quinta-feira é da Corte de Apelação do país, que analisa o pedido de extradição feito pelo Supremo contra a ex-parlamentar. Ainda cabe recurso da defesa, antes do caso ser levado para decisão final do governo italiano.

A defesa de Zambelli já anunciou que vai recorrer. Não há prazo para uma resposta definitiva.

O processo que corre na Corte em Roma julga um pedido do STF para que Zambelli, presa após pedido da Interpol no país europeu, seja devolvida à Justiça brasileira (entenda a cronologia mais abaixo).

Zambelli tem cidadania italiana e deixou o Brasil em maio do ano passado, pela fronteira com a Argentina. Antes de chegar ao país europeu, ela também passou pelos Estados Unidos.

De lá, publicou uma mensagem nas redes sociais afirmando que era vítima de perseguição e que ainda pretendia provar sua inocência.

Como fugiu do país após uma condenação do Supremo, Zambelli é considerada foragida da justiça brasileira. Por isso, o STF formalizou um pedido de extradição, assinado pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.

O documento foi encaminhado pelo governo brasileiro a autoridades italianas. Para que seja cumprido, o pedido precisa receber o aval da Justiça na Itália. É justamente este processo que está em andamento.

Zambelli permanece presa em Roma, porque autoridades do país europeu entendem que há risco de fuga.

Como foi a prisão?

Em julho do ano passado, o governo confirmou a prisão de Zambelli. Ela estava na lista vermelha da Interpol, e foi detida por forças de segurança do país europeu.

Após a prisão, Zambelli disse que preferia ser julgada no país europeu e que provaria que não tem envolvimento na invasão do sistema do CNJ. A Justiça italiana decidiu mantê-la presa durante o julgamento, por entender que há risco de fuga.

Nos últimos meses, o processo de extradição de Zambelli enfrentou atrasos por diversos motivos e já teve quatro adiamentos de audiências.

Na primeira delas, no fim de novembro, a defesa de Zambelli aderiu a uma greve de advogados em Roma, e na segunda, no mês seguinte, seus advogados apresentaram novos documentos à corte.

Veja a cronologia do caso

🗓️Em 15 de maio de 2025, a Primeira Turma do STF condenou, por unanimidade, Zambelli e o hacker Walter Delgatti Neto por invadirem os sistemas do Conselho Nacional de Justiça.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), os dois teriam incluído documentos falsos em sistemas oficiais, com objetivo de colocar em dúvida a legitimidade da Justiça brasileira.

➡️Zambelli foi condenada à pena de 10 anos de prisão em regime inicial fechado e à perda do mandato, pois a pena a ser cumprida em regime fechado ultrapassa 120 dias (limite estabelecido pela Constituição Federal para ausência em sessões legislativas).

➡️O hacker Delgatti, também condenado no processo, foi sentenciado a oito anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado.

🗓️Em 25 de maio de 2025, Zambelli deixou o país pela fronteira com a Argentina. De lá, seguiu para os Estados Unidos, antes de pegar um voo para Roma.

🗓️Em 7 de junho de 2025, o STF decretou a prisão definitiva dos dois. A decisão foi tomada após ocorrer o trânsito em julgado do processo — quando não cabem mais recursos da defesa e a pena deve começar a ser cumprida de forma definitiva.

Na ocasião, Moraes rejeitou os últimos recursos de Zambelli e determinou o envio ao Ministério da Justiça do pedido de extradição. Zambelli estava licenciada do mandato e, segundo a PF, deixou o país dias antes, em 25 de maio, via fronteira com a Argentina.

Zambelli perdeu o mandato, e enviou carta de renúncia

Em dezembro, o STF reiterou a determinação que previu a cassação do mandato de Zambelli, revogando decisão contrária da Câmara dos Deputados. Três dias depois, ela entregou uma carta de renúncia à Casa.

Na mensagem, Zambelli afirmou que ter sido perseguida e que sua “história pública não foi forjada”.

“Afirmo: a verdade foi dita, a história foi escrita e a minha consciência permanece livre”, concluiu a ex-deputada.

O pedido de renúncia em nada afeta as condenações das quais Zambelli foi sentenciada. Assim, por mais que a defesa possa ter tentado “proteger” os direitos políticos da ex-parlamentar para que ela não fique inelegível, as condenações foram concluídas e já preveem o fim da possibilidade dela de se tornar elegível.

Fonte: G1

MP faz operação contra corrupção na Secretaria da Fazenda de Tarcísio de Freitas

Operação cumpre 22 mandados e apura manipulação de créditos de ICMS com indícios de propina e lavagem de dinheiro

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (26), uma operação para investigar um suposto “esquema estruturado” de corrupção envolvendo servidores da Secretaria da Fazenda do Estado. Ao todo, estão sendo cumpridos 22 mandados de busca e apreensão em cidades como São Paulo, Campinas, Vinhedo e São José dos Campos, segundo o Metrópoles.

A ação, batizada de Fisco Paralelo, é resultado de desdobramentos da Operação Ícaro, realizada em agosto do ano passado, que investigou fraudes na concessão de créditos de ICMS e levou à prisão de empresários e auditores fiscais. De acordo com o MPSP, as investigações apontaram para a existência de um esquema organizado voltado à manipulação indevida de procedimentos fiscais, especialmente relacionados ao ressarcimento de ICMS-ST e à liberação de créditos acumulados de ICMS.

Segundo a promotoria, há indícios de pagamento de vantagens ilícitas a servidores públicos e possível prática de lavagem de dinheiro. Os mandados desta quinta-feira têm como alvo endereços ligados a funcionários da Secretaria da Fazenda, incluindo unidades como a Delegacia Regional Tributária da Capital II (Lapa), Capital III (Butantã), DRT-12 (ABCD), DRT-14 (Osasco) e a Diretoria de Fiscalização (DIFIS).

A operação conta com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do CyberGaeco, do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA) e da Polícia Militar. O objetivo é reunir documentos, mídias e outros elementos que possam aprofundar as investigações e ajudar na desarticulação do suposto grupo criminoso.

Operação Ícaro revelou esquema bilionário

A atual ofensiva do MPSP tem origem na Operação Ícaro, que investigou um esquema de fraude fiscal envolvendo a emissão de créditos de ICMS supostamente inflacionados. Na ocasião, seis pessoas foram presas, entre elas o empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, e executivos ligados a grandes empresas.

Entre os detidos estava o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, apontado como principal operador do esquema. De acordo com o Ministério Público, ele atuava como supervisor na Diretoria de Fiscalização da Fazenda estadual e teria recebido mais de R$ 1 bilhão em propina.

Outros envolvidos também foram presos, incluindo um diretor estatutário da Fast Shop e um auditor que auxiliava nas negociações. Durante as buscas realizadas na época, foram apreendidos grandes volumes de dinheiro em espécie, moedas estrangeiras, criptomoedas e itens de luxo, como relógios avaliados em milhões de reais.

As investigações indicam que o esquema operava desde pelo menos 2021, com a concessão irregular de créditos tributários em troca de pagamentos ilícitos. Segundo os promotores, parte dos valores teria sido movimentada por meio de empresas registradas em nome de terceiros.

Secretaria da Fazenda afirma colaboração

Em nota, a Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo (Sefaz-SP) informou que vem atuando em conjunto com o Ministério Público desde o início das investigações. O órgão destacou que integra o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos e participa de diversas ações voltadas ao combate à sonegação fiscal e à lavagem de dinheiro.

“Como integrante do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, a Sefaz-SP tem atuado em diversas frentes e operações de combate à sonegação fiscal, à lavagem de dinheiro e a ilícitos contra a ordem tributária, em conjunto com os órgãos responsáveis pela operação deflagrada em 13/3”, informou a pasta em comunicado oficial.

Fonte: Brasil 247

Flávio Bolsonaro não consegue explicar doação de R$ 3 milhões para seu pai

Fabiano Zettel, pastor evangélico e cunhado de Daniel Vorcaro, foi o principal doador da campanha de Bolsonaro em 2022

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não conseguiu explicar, quando questionado pela CNN Brasil nesta terça-feira (24), a doação de Fabiano Zettel, cunhado e apontado pela Polícia Federal como operador do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, à campanha do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2022.

Quando questionado, o senador tangenciou o assunto ao falar que a doação teria ocorrido “sem nenhuma vinculação, sem nenhuma contrapartida, sem nenhum contato pessoal, inclusive”.

“Não tem absolutamente nada a ver. Várias pessoas fazem doações para a campanha”, disse Flávio Bolsonaro.

Fabiano Campos Zettel, pastor evangélico e cunhado de Daniel Vorcaro, foi o principal doador da campanha de Bolsonaro em 2022. Segundo o portal de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Zettel desembolsou R$ 3 milhões na tentativa frustrada de reeleição do então presidente da República.

À CNN, Flávio apenas se limitou a dizer que a equipe de compliance da campanha de Jair Bolsonaro, em 2022, verificava apenas se os doadores não tinham antecedentes criminais ou algo que pudesse trazer consequências eleitorais negativas. “Várias pessoas doaram, como essa pessoa (Zettel) também fez doação”, disse.

Além da campanha de Bolsonaro, Zettel também foi o principal doador da campanha eleitoral de Tarcísio de Freitas (Republicanos), com a doação de R$ 2 milhões na campanha ao governo de São Paulo, em 2022. Zettel foi o maior doador individual de ambas as campanhas. Os valores só são superados pelas verbas desembolsadas pelos partidos dos candidatos, oriundas do fundo eleitoral.

Quem é Fabiano Zettel

Zettel é casado com Natália Vorcaro Zettel, irmã do banqueiro Daniel Vorcaro. Ele já atuou como diretor da Super Empreendimentos, empresa citada no âmbito da liquidação do Master e também nas investigações do uso de fundos de investimento para lavagem de dinheiro pelo crime organizado. Zettel é fundador e CEO da Moriah Asset, um fundo de investimentos que negocia a participação em empresas não listadas na bolsa.

Nas investigações da PF, Zettel é apontado como o responsável por intermediar e operacionalizar pagamentos relacionados às possíveis atividades ilegais do Master. A polícia analisa mensagens trocadas entre ele e Daniel Vorcaro em que há ordens de pagamentos e citações a transações financeiras com menções a políticos.

Zettel teve a prisão preventiva decretada junto com a de Vorcaro, na terceira fase da Compliance Zero.

Fonte: ICL

JHC fez joguinhos com gente maior que ele e viu que nunca foi tão grande assim

Cadu Amaral – Jornalista

João Henrique Caldas, prefeito de Maceió e conhecido como JHC, tem voto, mas não tem partido, um grupo consolidado em torno de si. O que ele chama de grupo não é dele, é da caneta que possui, que é a da prefeitura de Maceió. O mais próximo a grupo que JHC é seu vice, Rodrigo Cunha, mas esse não tem voto. Ao menos, não com dimensão suficiente para jogar peso numa eleição.

JHC sempre se vendeu como uma cara que não participar de grupos, que não faz acordo e que “tem o povo”. Mas agora, está aprendendo que partido é um ativo político e eleitoral, que ter grupo, de fato, garante perenidade política para períodos de turbulência.

JHC foi reeleito prefeito de Maceió com mais de 80% dos votos válidos e achou que isso bastava para ele ditar os rumos – ou, pelo menos, sentar na mesa da política com voz de comando –, mas Arthur Lira mostrou a ele que a vida não é um arco-íris.

E em boa medida, os Calheiros também fizeram isso.

Mas vamos focar aqui na relação Lira/JHC e adjacentes.

Desde que foi reeleito, JHC começou a querer bancar o sabido e o mal do sabido é achar que todo mundo é burro.

Para garantir a tia, Marluce Caldas, no STJ, JHC começou a flertar com Lula e com os Calheiros.

Seu segundo mandato na prefeitura de Maceió começou com ele em Brasília, fazendo tour pelos gabinetes governamentais. Isso depois de ir a uma homenagem à primeira-dama Janja em São Paulo.

JHC conseguiu emplacar a tia no STJ, mas não sem firmar um acordo de que não seria candidato a nada, apoiaria Renan Filho para governador, Renan Calheiros e Arthur Lira para o Senado e Lula para presidente. Inclusive, deixando o PL para migrar para um partido qualquer da base de apoio.

Nesse meio tempo, os Calheiros se empenharam pela indicação de Marluce Caldas ao STJ. Lira, não.

Ah, e aqui deixando de lado as frustrações entre Lira e JHC na aliança em torno das secretarias da prefeitura de Maceió.

Após Marluce Caldas assumir no STJ, JHC volta a dialogar com Arthur Lira, mas sem deixar de dialogar com o Planalto/Calheiros para as eleições deste ano.

JHC reuniu com Lira e Alfredo Gaspar e fechou chapa com os dois para o Senado. Depois, reuniu com José Dirceu e garantiu que cumpriria o acordo para sua tia ir para o STJ.

Nesse balé de duas caras, deixaram JHC levar para ver até onde ele ia.

JHC começou a pleitear que queria ser candidato governador e sua esposa, Marina Cândia, candidata ao Senado. Mas nos bastidores, ventilava ser candidato ao Senado – o que os Calheiros topavam – e Marina Cândia candidata a deputada federal.

JHC até se mexeu nesse sentido, buscando montar chapa para eleger a primeira-dama de Maceió à Câmara dos Deputados.

Num dado momento, circulou nos bastidores que ele não seria candidato a nada, mas tendo Marina Cândia ou como candidata a deputada federal ou ao Senado.

Ou seja, ele ficou brincando com gente grande.

Agora, faltando poucos dias para o limite para desincompatibilização, JHC foi encurralado.

Lira articulou por cima e o PL, através de Valdemar da Costa Neto e Flávio Bolsonaro, impôs que ele só pode ser candidato a governador, se continuasse no PL.

Mas JHC, segundo o noticiário, deve migrar para o PSDB. Alguns dão como certo, mas diante do histórico, só vale quando ele mesmo se pronunciar a respeito e não deixar para aliados a função de espalhar a notícia.

Nesta sexta-feira, 20 de março, Lira lançou sua pré-candidatura ao Senado e pretendia “formalizar” JHC ao governo do Estado. Mas JHC não foi ao ato de Lira que contou com vários deputados federais de Alagoas, com deputados estaduais, vereadores do interior – e Siderlane Mendonça, único de Maceió e que é também aliado de JHC – e muitos prefeitos alagoanos. Inclusive do MDB, de Renan Calheiros e de Renan Filho.

Ouso dizer que, por baixo, 95% dos prefeitos de Alagoas votam tanto em Arthur Lira quanto em Renan Calheiros para o Senado, independente de sigla partidária.

JHC reuniu 10 vereadores entre o fim da tarde e começo da noite desta sexta-feira (20). Inclusive, Siderlane Mendonça.

Ao postar a foto da reunião, JHC apenas colocou na legenda “ao lado de gigantes”.

Os vereadores que já postaram a mesma foto, até o momento em que escreve este artigo, confirmam que ele será candidato a governador. Mas segundo o noticiário, não será pelo PL, pois no PL, JHC não está na cabine de comando.

Confirmada sua ida ao PSDB, ou qualquer outro partido, JHC não terá uma chapa forte de deputados federais nem de estaduais. A base do que ele estava montando era os vereadores de Maceió, que ele fez se filiarem ao PL, mas que JHC não poderá contar numa chapa porque estes parlamentares não podem trocar de partido agora porque a janela partidária deste ano é somente para deputados estaduais e federais.

Se os vereadores trocarem de partido, salvo se forem para um recém-criado, podem perder os mandatos, mas também isso não quer dizer que os vereadores são obrigados a apoiar qualquer que seja o nome do PL para o que quer que seja. Formalidade é uma coisa, adesão política é outra.

E esse é único revés que o PL terá, para as eleições deste ano, com o rompimento com JHC.

Mas JHC pode puxar um nome que, tecnicamente, está ao lado de Lira: Alfredo Gaspar.

Gaspar sabe que se ficar no União Brasil, que forma federação com o PP de Arthur Lira, possivelmente não terá candidatura ao Senado vendo a luz do dia.

Se Gaspar quiser mesmo ser senador, para garantir, terá que sair do União do Brasil e ir para uma legenda que Lira não tem gerência “por cima”.

JHC fora do PL não terá o mesmo tempo de rádio e TV, o mesmo fundo eleitoral que o PL, e dificilmente conseguirá formar coligação. Ou seja, será, institucionalmente falando, uma candidatura nanica. Com votos, principalmente, em Maceió, mas sem tempo de TV, sem chapas proporcionais e sem recursos robustos do fundo eleitoral.

No PSDB alagoano, esse quadro se agrava a tal ponto que cabe questionar, seriamente, se ele será mesmo candidato a governador.

Se JHC ficar sem mandato, e aqui contando com uma derrota também da esposa, vai definhar politicamente.

O que ele chama de grupo se dá em volta de sua caneta. Não por ele. E agora, diante das condições objetivas, a chance de ficar sem o mel e sem a cabaça aumentaram.

Mas se ele decidir terminar o mandato, adia o problema de ficar sem mandato dois anos para frente.

O problema é que ele vai romper o acordo que fez com o vice, Rodrigo Cunha, que era senador e tinha a mãe de JHC, Eudócia Caldas como suplente. Eudócia assumiu o mandato no Senado após Rodrigo assumir a vice-prefeitura.

Contudo, a relação com o vice é o menor dos problemas. Se decidir ficar, pode construir Rodrigo para sucedê-lo em 2028. A promessa aí é que em vez de Rodrigo ser prefeito de Maceió por, no máximo 6 anos, poderá ser por 8 anos.

O senão aí é que as nuvens não param de se mexer e política é como nuvem, bateu um vento e ela não está no mesmo lugar. E até 2028 muita coisa pode e vai acontecer.

Política

Mesmo que JHC e Lira se acertem para as eleições deste ano, JHC – mesmo com muitos votos – será coadjuvante nesse jogo. Ele não será candidato a governador porque quis e abrindo mão de possibilidades, mas por uma imposição surgida porque resolveu fazer joguinhos com gente grande.

O saldo da terceira semana de março é que JHC perdeu uma legenda eleitoral forte; ficou sem chapas para deputado; e em boa medida, facilitou a situação eleitoral de Renan Filho que, além de ser extremamente forte em Alagoas, conta com o apoio do governador Paulo Dantas, cuja aprovação supera 60%. Nunca um governador com essa aprovação deixou de ser reeleito ou eleger sucessor.

O único espaço JHC pode fazer embaralho é na disputa ao Senado, mas, mesmo assim, seria em condições muito piores do que antes de sair do PL.

Derrotado na guerra e isolado no mundo, aprovação de Trump cai a 36% nos EUA

Pesquisa Reuters/Ipsos aponta pior índice do presidente dos Estados Unidos desde retorno à Casa Branca, com impacto da economia e conflito externo

A popularidade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, registrou nova queda e atingiu 36%, o nível mais baixo desde seu retorno à Casa Branca. O recuo ocorre em meio ao aumento expressivo dos preços dos combustíveis e à crescente insatisfação com a guerra iniciada contra o Irã.

De acordo com levantamento da Reuters/Ipsos divulgado nesta terça-feira (24), a aprovação caiu quatro pontos percentuais em relação à semana anterior, quando estava em 40%. A pesquisa, realizada ao longo de quatro dias, também revela deterioração na percepção dos eleitores  sobre a condução da economia e do custo de vida.Play Video

A alta nos preços da gasolina tem sido um dos principais fatores de desgaste. Desde o início dos ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, o valor do combustível subiu cerca de um dólar por galão no país. Apenas 25% dos entrevistados aprovam a atuação de Trump em relação ao custo de vida, tema central de sua campanha presidencial de 2024.

Na área econômica, o cenário é ainda mais crítico: somente 29% dos entrevistados aprovam a gestão do presidente, o menor índice já registrado em seus dois mandatos e inferior aos números do ex-presidente Joe Biden. A pesquisa também aponta que 63% consideram a economia “um pouco fraca” ou “muito fraca”.

Analistas avaliam que o presidente enfrenta resistência crescente da opinião pública. A estrategista republicana Amanda Makki afirmou que “é importante que as pessoas saibam que o presidente sente a dor delas e que a ajuda está a caminho”.

Apesar da queda geral, Trump mantém apoio significativo dentro do Partido Republicano. Ainda assim, aumentou o número de republicanos insatisfeitos com sua gestão do custo de vida, passando de 27% para 34% em uma semana.

A guerra contra o Irã também pesa na avaliação do governo. Segundo a pesquisa, 35% dos entrevistados aprovam os ataques, uma leve queda em relação aos 37% da semana anterior, enquanto 61% desaprovam a ação militar. Além disso, 46% acreditam que o conflito tornará os Estados Unidos menos seguros no longo prazo, contra apenas 26% que veem aumento na segurança.

O levantamento também indica que a percepção negativa sobre o conflito pode se intensificar com a expectativa de envio de milhares de soldados adicionais ao Oriente Médio. Ao mesmo tempo, o Irã contesta declarações de Trump sobre possíveis negociações para encerrar a guerra.

No cenário político interno, a queda na popularidade do presidente não se traduz automaticamente em avanço dos democratas. Segundo a pesquisa, 38% dos eleitores consideram os republicanos mais aptos para conduzir a economia, contra 34% que preferem os democratas.

Para o estrategista democrata Doug Farrar, o momento abre espaço para a oposição. “Isso oferece uma grande oportunidade para os democratas avançarem significativamente nas eleições de meio de mandato, focando em temas tradicionalmente associados aos republicanos, como segurança nacional, economia e imigração”, afirmou.

Fonte: Brasil 247

Esquema de diplomas falsos é alvo de operação da PF

Mandados são cumpridos em Brasília contra investigados por falsificação e comercialização de títulos acadêmicos; grupo utilizava páginas eletrônicas fraudulentas e instituição estrangeira

A PF (Polícia Federal) faz, na manhã desta terça-feira (24), uma operação contra um esquema de falsificação e comercialização irregular de diplomas acadêmicos no Brasil.

Na ação são cumpridos cinco mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, sendo um em endereço comercial utilizado como base das atividades e quatro nas casas dos investigados.

As investigações tiveram início no ano passado, a partir de denúncias de conselhos profissionais sobre a apresentação de diplomas falsificados atribuídos a instituições brasileiras. No curso das apurações, foi identificado o uso de páginas eletrônicas fraudulentas que simulavam ambientes institucionais de universidades, com o objetivo de dar aparência de autenticidade aos documentos.

A PF diz que também foram reunidos indícios de emissão de diplomas por suposta instituição estrangeira, especialmente em níveis de mestrado e doutorado, sem comprovação de reconhecimento pelos órgãos educacionais competentes. O grupo alegava que os títulos seriam aceitos no Brasil sem necessidade de revalidação.

As investigações apontam a atuação de quatro pessoas com funções definidas, incluindo responsável pela captação de interessados, estrutura financeira e apresentação institucional da suposta entidade de ensino.

Os fatos investigados podem configurar, em tese, os crimes de falsificação de documento público, uso de documento falso, estelionato, organização criminosa e exercício irregular de profissãoO material apreendido será periciado.

Fonte: CNN Brasil

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