Operação contra garimpo ilegal destrói máquinas avaliadas em R$ 20 milhões em MT

Ação da PF com PRF, Exército, Funai e Força Nacional durou três dias e destruiu 39 motores

A Operação Ouro Viciado, contra extração ilegal de ouro na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, conseguiu encontrar e destruir 39 motores estacionários, 22 pás carregadeiras, duas bombas d’água, um gerador e duas britadeiras.

De acordo com o delegado da PF Rodrigo Vitorino Aguiar, cada maquinário destruído vale R$ 1 milhão. Com isso, o total chega a R$ 20 milhões com todos os equipamentos.

A ação durou três dias de operações integradas, com barreiras nas principais vias de acesso à Terra Indígena e incursões pelas matas e áreas atingidas pelos garimpeiros. O território fica em Pontes e Lacerda (MT).

Dois aviões foram usados na operação, sendo um do Centro de Operações Aéreas de Mato Grosso (Ciopaer) e outro da Polícia Rodoviária Federal (PRF), além de barcos.

A ação conjunta é da Polícia Federal com a PRF, o Exército Brasileiro, a Funai, a Força Nacional e foi finalizada neste domingo (14) à noite.

“Cada órgão teve sua atuação. A PRF fez barreiras, o Exército bloqueou pontes à terra indígena, e no segundo dia houve incursões. A Funai fez levantamento prévio e a PF fez a investigação para levantar as fontes de ameaças armadas e localização das pás carregadeiras”, completou o delegado Aguiar.

Segundo a PF, as investigações continuam para identificar os financiadores das atividades ilegais do garimpo e descapitalizar a organização criminosa. “Ao usurpar de ouro de origem ilegal, financia diretamente a degradação do meio ambiente, dizima a população indígena na região e polui os rios que abastecem os municípios, gerando, consequentemente, enormes danos econômicos, sociais e ambientais”, diz a PF.

Fonte: CNN Brasil

Ramadã em Gaza: a comida é escassa, mas a dor e o desespero são abundantes

Tudo está em ruínas e o espírito do Ramadã foi reduzido a uma mera sombra

Para os 2,2 milhões de muçulmanos em Gaza, o Ramadã tem sido historicamente uma época de reuniões sociais alegres, reflexão espiritual, renovação da fé e reuniões familiares.

Entretanto, na última década, as guerras israelenses recorrentes na Faixa de Gaza lançaram uma sombra escura sobre essa tradição outrora vibrante. O ataque genocida em andamento, que já ceifou mais de 32.000 vidas palestinas e devastou Gaza, fez deste um mês extremamente devastador.

Mesmo quando encontro transeuntes na rua, não consigo desejar-lhes educadamente “Ramadan Kareem”.

Esses cumprimentos parecem inadequados e quase vergonhosos, pois todas as celebrações jubilosas do Ramadã foram substituídas por um luto silencioso, pontuado apenas pelos ecos da guerra, da dor e das dificuldades.

No ano passado, tive o prazer de conseguir um emprego com um salário decente pela primeira vez em minha carreira. Cheio de uma sensação de abundância, surpreendi cada uma das minhas 22 sobrinhas e sobrinhos com uma lanterna colorida, ou “fanoos”, para dar início ao mês sagrado.

A felicidade deles era contagiante, e eu prometi fazer desse presente um ritual anual. Mal sabia eu que circunstâncias fora do meu controle esmagariam brutalmente essa promessa de alegria.

Hoje, a realidade da vida em Gaza mudou drasticamente. Muitas das minhas sobrinhas e dos meus sobrinhos estão vivendo em barracas, enfrentando a fome e deslocados pela devastação da guerra. Outros deixaram Gaza completamente, buscando refúgio em outro lugar.

Reduzida a ruínas

Em condições “normais” – tão normais quanto poderiam ser durante um bloqueio – as semanas que antecedem o Ramadã são repletas de expectativa e preparação.

As ruas de Gaza ganhavam vida quando as casas e as empresas enfeitavam suas varandas e vitrines com lanternas para dar as boas-vindas ao mês sagrado. Lembro-me de minhas cunhadas me ajudando a decorar a varanda de nossa casa com essas pequenas lanternas.

Essa tradição querida, liderada por jovens mães e jovens entusiasmados, criou uma atmosfera vibrante em todos os bairros. A visão das ruas iluminadas de Gaza, alimentadas por geradores, painéis solares ou mesmo eletricidade esporádica, enchia meu coração de alegria.

Mas este ano, o Ramadã é um mês triste.

As vibrantes ruas noturnas de Gaza caíram em um silêncio sombrio. Onde antes havia vida, agora há escombros. Os sons alegres das crianças brincando foram substituídos pelos gritos de cortar o coração daqueles que estão presos embaixo deles. No primeiro dia do Ramadã, aventurei-me pelas ruas em busca de alguma semelhança com o passado. A pouca esperança que eu tinha se transformou em uma dolorosa constatação do quanto perdemos.

Restavam apenas algumas barracas no que costumava ser um animado mercado ao ar livre, oferecendo quantidades escassas de limões, berinjelas, tomates e sabão caseiro para roupas. Os rostos que encontrei estavam cheios de tristeza e desespero. Naquele momento, não pude deixar de chorar pela perda daquelas lembranças tão queridas.

As luzes e lanternas coloridas que costumavam enfeitar as estradas foram substituídas pelos clarões das bombas e pela destruição total.

As mesquitas, antes lotadas de fiéis, estão vazias ou em ruínas. Os imãs agora apelam para que as pessoas adorem em suas próprias casas ou em tendas improvisadas.

E, no entanto, a devastação vai além da paisagem visual.

A atmosfera das noites do Ramadã, repleta de orações Tarawih nas mesquitas e recitação do Alcorão, foi substituída pelos sons das explosões das bombas israelenses.

Os aromas que permeavam as ruas e lojas de Gaza agora são lembranças distantes. Os mercados movimentados, como o al-Zawya, o mercado mais antigo de Gaza, eram abastecidos com baldes de picles azedos e azeitonas, caixas de várias tâmaras, pirâmides de especiarias, frutas secas, geleias e outros itens alimentícios coloridos.

Tudo foi reduzido a ruínas.

‘Mesmo no Ramadã’

Quando eu era jovem, costumava percorrer as vielas estreitas e apertadas do campo de refugiados de Deir al-Balah quando voltava da escola para casa.

O ar estava repleto de sons de mulheres cozinhando, acompanhados pelo barulho de colheres e utensílios de cozinha. Cada casa emitia um aroma distinto, exclusivo das refeições que estavam sendo preparadas lá dentro.

Minha querida amiga Hamda, que recentemente foi tragicamente morta em um ataque aéreo à sua casa junto com o marido, conseguia identificar os pratos com base na fragrância que cada casa emitia durante os preparativos, enquanto caminhávamos juntas em direção às nossas casas. Eu apreciava muito a hora que antecedia o pôr do sol e a oração do Maghrib.

Quando chegava o primeiro dia do Ramadã, muitos de nós não precisávamos pensar no que cozinhar para o iftar, pois a resposta era evidente: molokhia. Esse ensopado espesso e saboroso, feito com as folhas da planta malva juta, sempre serviu como o tradicional “abre-alas” das refeições do Ramadã em Gaza. Como outras mães e avós palestinas, minha mãe acreditava que a cor verde vibrante do molokhia inspirava otimismo e trazia boa sorte durante o mês.

Este ano está sendo diferente. Não temos mais o luxo de escolher quando se trata de nossas refeições. Em vez disso, dependemos de algumas latas de alimentos recebidas em pacotes de ajuda.

Embora a maioria das pessoas que jejuam em todo o mundo possa sentir dores de cabeça e fadiga devido à falta de alimentos e cafeína, este ano não sentimos a exaustão do primeiro dia do Ramadã, pois já estamos sofrendo com a privação de alimentos e a falta de necessidades básicas há meses.

Hoje, as pessoas em Gaza jejuam durante o iftar não por opção, mas por falta de comida e água.

Meu irmão, que trabalha em um hospital, comentou: “Estamos jejuando há cinco meses, então não sei se teremos dor de cabeça no primeiro dia”. Não tivemos.

Nosso primeiro suhour foi acompanhado por ataques aéreos israelenses e bombardeios de artilharia em Deir al-Balah. Minha mãe suspirou: “Mesmo no Ramadã”.

Costumávamos nos deliciar com qatayef, uma sobremesa adorada e popular no Ramadã que não está mais disponível. Um quilo de açúcar, que costumava custar apenas 8 NIS (US$ 2), agora custa impressionantes 85 NIS (US$ 23).

O espírito do Ramadã em Gaza foi reduzido a uma mera sombra do que era antes. Grandes banquetes e reuniões deram lugar a refeições enlatadas.

As famílias não se reúnem mais em comemoração, mas em luto.

A destruição de casas, mercados, escolas, a perda de entes queridos e a interrupção da vida cotidiana nos deixaram com uma dor e uma perda inimagináveis.

Por mais de cinco meses, Gaza tem sofrido massacres, doenças, fome, deslocamento, expulsão e sede. Esperei desesperadamente pelo Ramadã, na esperança de que esse mês sagrado fosse diferente de seus antecessores. Entretanto, a violência e a brutalidade da situação não cessaram nem diminuíram com a chegada do Ramadã.

Costumávamos recitar uma oração na qual pedíamos a Deus que o Ramadã chegasse sem que perdêssemos nenhum de nossos entes queridos.

No entanto, neste Ramadã, perdemos muitos, muitos amigos, familiares e parentes. Perdemos casas. Perdemos nossas vidas. Perdemos memórias. Perdemos tudo.

Neste mês, estamos jejuando de tudo, seja comida, conversas, sorrisos ou experiências espirituais. Somente a tristeza e o desespero são abundantes.

Ghada Abed

Fonte: Monitor do Oriente

Empresa de transporte ligada ao crime organizado recebeu R$ 5 bilhões da Prefeitura de SP

Uma megaoperação chamada ‘Fim da linha’ revelou um escândalo: que a cúpula das empresas de transporte de São Paulo Transwolff e Upbus é formada por integrantes do crime organizado. A Transwolff tem 1.206 veículos e, de 2015 até o ano passado, recebeu mais de R$ 5 bilhões da Prefeitura.

Na terça-feira (8), uma megaoperação chamada “Fim da linha” revelou um escândalo: que a cúpula das empresas de transporte de São Paulo Transwolff e Upbus é formada por integrantes do crime organizado.

Segundo o Ministério Público, estes homens comandavam as duas empresas de ônibus:

  • Luiz Carlos Efigênio Pacheco. Apelido: Pandora. Ele é suspeito de financiar um plano milionário pra tirar um preso de dentro da cadeia.
  • Silvio Luiz Ferreira. Apelido: Cebola. Ele está foragido da justiça há 10 anos, condenado por tráfico de drogas.
  • Décio Gouveia Luís. Apelido: Português. Ele é condenado por organização criminosa e suspeito de ser o braço direito de Marcos Camacho, o Marcola.

“O PCC, ele viu ali uma oportunidade de negócios. Por quê? É um setor altamente lucrativo: essas duas empresas faturaram, no ano passado, mais de R$ 800 milhões”, revela Lincoln Gakiya, promotor de Justiça.

A Prefeitura de São Paulo e as empresas de ônibus

Desde os anos 1990, existem suspeitas de que o PCC atuava no transporte público de São Paulo, controlando grupos de perueiros clandestinos. O Pandora, suspeito de financiar um plano de fuga, em 2006, era um desses perueiros até se tornar dono da Transwolff.

Segundo as investigações, o ano de 2015 é decisivo: foi quando a facção pôs R$ 54 milhões na Transwolff, num esquema de lavagem de dinheiro. A Transwolff tem 1.206 veículos e, de 2015 até o ano passado, recebeu mais de R$ 5 bilhões da Prefeitura.

“Eles injetaram o capital sujo, capital ilícito, proveniente de tráfico, de roubo, de outros crimes que são praticados pelos PCC”, afirma Gakiya.

Segundo as investigações, um exemplo de como o crime organizado embolsava dinheiro público e podia fazer o que quisesse com ele está no fornecimento de refeições. A Transwolff pagou para um pequeno restaurante quase R$ 11 milhões de reais, entre 2015 e 2019 – mas os auditores fiscais não encontraram a compra de um quilo sequer de carne bovina, suína ou de frango.

A Transwollf transporta passageiros na Zona Sul. Já a Upbus, na Zona Leste, conta com uma frota de 159 ônibus.

O Ministério Público afirma que o crime organizado também injetou dinheiro sujo na Upbus, quase R$ 21 milhões para conseguir participar da licitação – e que Português e Cebola fazem parte da direção da empresa.

Cebola chegou a ser preso em 2012, com 635 quilos de maconha numa garagem que depois se tornaria a sede da empresa. Ele era um dos chefes da quadrilha e, na época, escreveu para os comparsas o que fazer com a droga: “vendendo a vácuo, o lucro será muito bom. E assim, fortalecer o caixa da família”. A família é o PCC.

A prefeitura contratou a Upbus em 2018. Até 2023, a empresa recebeu R$ 391 milhões dos cofres públicos.

O que dizem as partes envolvidas

Na terça-feira, seis pessoas foram presas, entre elas o Pandora. A defesa dele não falou sobre as acusações de lavagem de dinheiro. Sobre a tentativa de resgate de um preso, disse que o caso foi arquivado e que pandora não teve nenhum envolvimento.

O português responde em liberdade. A defesa diz que ele não é do crime organizado e que é inocente das acusações.

Também havia uma mandado de prisão contra Cebola, mas ele continua foragido. Em uma casa que seria dele, a polícia apreendeu munição e armas.

A Justiça afastou a cúpula das duas empresas, que estão agora sob intervenção da Prefeitura. Os ônibus continuam circulando.

Fonte: G1

PT e Federação reafirmam pré-candidatura de Ricardo Barbosa para prefeito de Maceió

Líderes partidários, dirigentes sindicais e pré candidatos a vereador firmaram compromisso para a disputa da Prefeitura de Maceió

“É pra valer”! Foi o tema do encontro Café do Dia 13, que reuniu dirigentes da Federação PT-PCdoB-PV, lideranças políticas, pré-candidatos a vereador e dirigentes sindicais  em torno da pré-candidatura a prefeito de Ricardo Barbosa (PT).

O encontro aconteceu no auditório do Hotel Samarino, no bairro de Ponta Verde, em Maceió. No ato, foi ainda anunciado que a Federação tende a fazer aliança com o Psol e a Rede, para unificar a esquerda na disputa pela Prefeitura de Maceió.

O evento foi comemorado como um marco no pontapé inicial da pré-campanha de Ricardo Barbosa, que também é presidente estadual do Partido dos Trabalhadores.

O pré-candidato recebeu manifestações de apoio de todos os partidos envolvidos, que se comprometeram em definir um plano de governo, que apresente para a população “a Maceió que queremos”.

As lideranças unificaram também o discurso destacando que Ricardo Barbosa representa, a esperança e a mudança para a implementar as transformações que a cidade precisa, nas áreas da saúde pública, da educação, da cultura, infraestrutura, desenvolvimento social e da mobilidade urbana.

“Maceió é hoje uma cidade onde o prefeito atual não tem preocupação nenhuma com as políticas públicas. Não liga sequer para o drama das pessoas que precisam de assistência continuada na saúde, com a falta de medicamentos básicos para quem mais precisa, com a inexistência de creches para atender as demandas das crianças filhas das mães trabalhadoras, nem tampouco liga para a segurança e a qualidade de vida efetiva na periferia, por que o olhar do prefeito bilionário está voltado para a elite da cidade e seus monumentos instagramáveis”. Disse Ricardo, durante pronunciamento no evento.

O pré-candidato disse ainda que acredita firmemente na possibilidade de mudança e que por isso mesmo decidiu abraçar a missão dentro da Federação, para apresentar à sociedade uma pré-candidatura dentro do campo político do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

“Nós seremos o referencial do presidente Lula em Maceió, um homem preocupado com a qualidade de vida da população que mais precisa. Com o apoio nacional dos partidos que compõem a Federação nós abraçamos a causa e esta, portanto, é pra valer. Vamos então unificar o campo da esquerda para mudar verdadeiramente a nossa cidade. O que decidimos aqui hoje é que este um caminho sem volta e que seguirá em frente, sem dúvidas nenhuma”. Disse Ricardo Barbosa, ao lado dos dirigentes da federação partidária.

Fonte: É Assim

Membros da CPI da Braskem estarão em Maceió na próxima quarta-feira (17)

Objetivo é acompanhar de perto as consequências do afundamento do solo nos bairros do Bebedouro, Mutange, Pinheiro, Bom Parto e parte do Farol.

Na próxima quarta-feira, dia 17, os principais membros da CPI da Braskem, Omar Aziz e Rogério Carvalho, estarão em Maceió para uma visita de inspeção. 

O objetivo é acompanhar de perto as consequências do afundamento do solo nos bairros do Bebedouro, Mutange, Pinheiro, Bom Parto e parte do Farol. 

O senador alagoano Rodrigo Cunha, autor do requerimento para a visita, também estará presente. Esta será uma oportunidade para os membros da CPI avaliarem in loco os impactos causados pela atividade da Braskem na região. 

A visita ocorre após mais de um mês de depoimentos na CPI, sendo que na última quarta-feira (10), foi ouvido um representante da mineradora. Marcelo Arantes, responsável pela área de Pessoas, Comunicação, Marketing e Relações com a Imprensa da Braskem, admitiu a responsabilidade da empresa no processo de afundamento do solo. 

Ele afirmou que, após o encerramento das atividades de extração de sal-gema na região, a Braskem priorizou a segurança dos moradores afetados, oferecendo estrutura para a realocação dos mesmos. 

Arantes reconheceu a culpabilidade da empresa no processo e declarou que assumem a responsabilidade pelos danos causados.

Fonte: Jornal de Alagoas

PF irá enviar agentes aos EUA para investigar venda de joias sauditas recebidas por Bolsonaro

A Polícia Federal planeja enviar um grupo de agentes aos Estados Unidos para investigar a possível venda de joias dadas a Jair Bolsonaro durante seu mandato como presidente do Brasil.

Esses presentes foram recebidos por Bolsonaro enquanto ele ocupava o cargo de chefe de Estado e suspeita-se que tenham sido comercializados nos EUA com a ajuda do general do Exército Mauro Lourena Cid e de seu filho, o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid.

As investigações, que estão em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, devem ser concluídas somente após a viagem dos agentes ao exterior.

No ano passado, conversas entre Mauro Cid e seu pai vieram à tona, incluindo fotografias das peças recebidas por Bolsonaro. Em uma delas, o rosto do general é refletido no vidro da caixa que continha o presente oficial, que incluía esculturas de um barco e de uma palmeira.

Bolsonaro recebeu essas esculturas durante o Seminário Empresarial da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, realizado no Bahrein em novembro de 2021. As investigações sobre a venda das joias começaram após a revelação de que um assessor do ex-presidente tentou entrar no Brasil de forma irregular com esses itens.

Em depoimento à Polícia Federal em março, Mauro Cid admitiu ter participado da venda de dois relógios de luxo e afirmou que parte do dinheiro obtido com a venda de presentes no exterior foi repassado a Bolsonaro. No entanto, Bolsonaro nega ter recebido os 68 mil dólares mencionados.

Desde o ano passado, o FBI tem colaborado com as investigações, conforme um acordo de cooperação firmado com o Brasil. De acordo com os investigadores, é possível afirmar que Bolsonaro levou consigo quatro conjuntos de presentes estrangeiros ao deixar o país em dezembro de 2022.

Uma caixa de joias recebidas da Arábia Saudita apareceu em uma loja de produtos de luxo em Nova York no início de 2023.

Em agosto do ano passado, a PF iniciou uma operação para investigar a suposta venda de joias recebidas por Bolsonaro, tendo como alvos o general Mauro Cesar Lourena Cid, o segundo-tenente Osmar Crivelatti e o ex-advogado de Bolsonaro, Frederick Wassef.

Bolsonaro e sua esposa, Michelle Bolsonaro, prestaram depoimento à PF no caso das joias no final de agosto do ano passado, optando por permanecer em silêncio. Em março do ano anterior, quando o caso veio à tona, Bolsonaro negou qualquer irregularidade em uma entrevista à CNN.

Fonte: DCM

Irã faz ataques contra Israel em retaliação à destruição de consulado na Síria

O Irã iniciou na noite deste sábado (13) ataques com drones e mísseis contra o território de Israel. A informação foi confirmada pela agência estatal iraniana IRNA, pelas autoridades israelenses e pelos EUA.

“O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica [Forças Armadas do Irã] anunciou na manhã de domingo que dezenas de drones e mísseis foram disparados contra os territórios ocupados e posições do regime sionista”, publicou a IRNA.

A ação seria uma retaliação contra a destruição do consulado do Irã em Damasco, na Síria, ocasionada por um bombardeio de Israel no dia 1º de abril que deixou um alto oficial militar iraniano morto.

Momentos depois do ataque, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, disse que atacar a sede diplomática foi “atacar nosso solo” e prometeu “punição” a Israel.

“O regime sionista malicioso, que é só maldade e erro, adicionou outro erro a seus erros ao lançar um ataque ao consulado do Irã na Síria. […] Ele deve ser punido e será punido”, disse.

O episódio eleva a tensão entre Teerã e Tel Aviv e aumenta o risco de uma regionalização do conflito que vem ocorrendo entre israelenses e o Hamas na Faixa de Gaza. O massacre cometido pelas forças de Israel na região já deixou mais de 33 mil mortos, a maioria mulheres e crianças palestinas.

Mais cedo neste sábado, o Irã já havia apreendido uma embarcação comercial ligada a Israel no estreito de Hormuz.

Segundo a IRNA, o navio MCS Aries, de bandeira portuguesa, seria gerido pela Zodiac Maritime, empresa ligada ao empresário israelense Eyal Ofer. A embarcação foi conduzida pela Força Naval Especial do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica do Irã (IRGC) para águas territoriais do Irã.  

A ação ocorreu após o presidente dos EUA, Joe Biden, afirmar nesta sexta-feira (12) que esperava “cedo ou tarde” um ataque do Irã contra Israel. “Não faça”, ameaçou o democrata.

Já neste sábado, Biden abandonou sua residência em Delaware e retornou à Casa Branca, em Washington, para tratar da escalada de tensão.

Fonte: Brasil de Fato

O X DO GOLPE

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 14 de Abril de 2024

O raio x do golpe no 08 de janeiro revelou que a extrema direita no país estava bastante organizada e ali era só o começo da tentativa da tomada de poder em solo extra campo eleitoral.

Essa semana o raio x da continuidade do golpe veio do X , o antigo Twitter, na verdade o ataque partiu do dono da plataforma, Elon Musk.
O milionário fogueteiro tenta minar a atuação do STF contra as milícias digitais e retuitar falsamente o discurso que coloca o Brasil como uma ditadura da censura.

Uma diferença entre o ocorrido no 08 de janeiro e os ataques de Elon nessa semana é o fato de que a quebradeira dos órgãos públicos se deu através dos caracteres do X, mesmo assim com muita intensidade e a Praça dos Três Poderes foi novamente vilipendiada, tudo orquestrado pela tela de um celular carregada com muito lítio.
O STF na pessoa do Ministro Alexandre de Morais, o Palácio do Planalto na pessoa do Presidente Lula, o Congresso na pessoa dos Parlamentares da esquerda foram os alvos do Elon, que deitado na sua rede, encheu suas redes de fakes e acusações sem qualquer fundamento.

Aqui no Brasil a Direitinha Golpista e os bolsonaristas vestidos verde periquito se transformaram em tietes do dono do Twitter. Não duvido nada que em alguns dias o gringo sul africano americano vista uma camisa do Palmeiras, se converta ao “evangeslistão” bolsonarista e publique um video dizendo Deus, Pátria, Família e Liberdade no dia de sua filiação ao PL. Ta aí mais um candidato nas eleições da terra plana tupiniquim.
Faz o L, na verdade, faz o Elon e se torne um pobre de direita do Tio Sam com a camisa da seleção brasileira. Era o que faltava, o Brasil sendo reescrito e mudando para Brazil.

Não muito distante do sonho da liberdade, Chiquinho Brazão apostava todas as suas fichas na votação que poderia desencarcera-lo.
Isso foi o mote da extrema direita que fez um lobby hercúleo para livrar o “petista” das grades. Perderam no voto, perderam nos argumentos e num vai ter estrangeiro, tecnologia eletrica, foguete que conseguirá abrir os cadeados do suposto mandante da morte de Marielle e Anderson.

Já no Goiás o ataque nao foi vitual, a polícia do Ronaldo Caiado invadiu a conta errada, digo, a casa errada de moradores em Aparecida de Goiânia. Os policiais com a arma em punho adentraram a residência, gritaram, ameaçaram e só não prenderam porque estavam sendo filmados. Calma! Ninguém morreu, por enquanto, pois as polícias comandadas pela Direita, primeiro atiram , depois perguntam quem é.

A pergunta que não quer calar ; depois de Trump, Victor Urban, Kitara Ravache e Milei, quem será o próximo ídolo do gado?

Reflexões* Flávio Show 2024 , ano 04 – Edição 175

Israel fere jornalistas em ataque a campo de refugiados em Gaza

Jornalistas foram feridos por um ataque israelense ao campo de refugiados de Nuseirat, na região de Deir al-Balah, no centro de Gaza, nesta sexta-feira (12), reportaram fontes médicas à agência de notícias Anadolu.

Entre os feridos, estão jornalistas de campo da emissora TRT em árabe. Israel já assassinou 138 jornalistas em Gaza em seis meses.

Israel mantém ataques indiscriminados a Gaza desde 7 de outubro, em retaliação a uma operação transfronteiriça do braço armado do grupo Hamas, que capturou colonos e soldados. Segundo o exército israelense, cerca de 1.200 pessoas morreram na ocasião.

Entretanto, reportagens do jornal Haaretz mostraram que uma parcela considerável das fatalidades se deu por “fogo amigo”, sob ordens gravadas de chefes militares de Israel para que suas tropas atirassem em reféns e residências civis

Em Gaza, são 33.634 mortos e 76.214 feridos, além de dois milhões de desabrigados.

Apesar de uma ordem do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), sediado em Haia, de 26 de janeiro, Israel ainda impõe um cerco militar absoluto a Gaza — sem comida, água, medicamentos, energia elétrica ou combustível.

As ações israelenses são punição coletiva, crime de guerra e genocídio.

Fonte: Monitor do Oriente

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