Manifestantes pró-palestinos são presos e manifestações se espalham pelos EUA

Manifestantes bloquearam o tráfego nesta segunda-feira em torno do campus de Yale em New Haven, Connecticut, exigindo que a escola se desvinculasse de fabricantes de armas

Dezenas de pessoas foram levadas sob custódia durante uma manifestação pró-palestinos na Universidade de Yale nesta segunda-feira, horas depois da Universidade de Columbia cancelar aulas presenciais para aliviar as tensões em seu campus de Nova York, onde a polícia reprimiu um acampamento na semana passada.

Manifestantes bloquearam o tráfego nesta segunda-feira em torno do campus de Yale em New Haven, Connecticut, exigindo que a escola se desvinculasse de fabricantes de armas militares, o que levou a polícia a conduzir as prisões, segundo imagens compartilhadas nas redes sociais.

Mais de 40 pessoas foram detidas pela polícia, segundo o Yale Daily News, um site de notícias tocado por estudantes. Autoridades da Universidade de Yale não puderam ser contatadas para comentários.

Protestos em Yale, Columbia e outras universidades ao redor dos EUA começaram em resposta à mais recente escalada do conflito entre israelenses e palestinos, que começou em 7 de outubro com um ataque entre fronteiras dos militantes do Hamas e a forte resposta de Israel no enclave de Gaza, controlado pelo Hamas.

Ativistas dos direitos humanos destacaram um crescimento geral em preconceito e ódio contra judeus, árabes e muçulmanos desde 7 de outubro. Houve uma preocupação especial nos últimos dias, com o feriado judaico do Pessach começando na segunda-feira.

Em um comunicado nesta segunda-feira, a presidente da Columbia, Nemat Minouche Shafik, afirmou que a universidade cancelou aulas presenciais e novamente denunciou linguagem antissemita e comportamento intimidador e agressivo que, segundo ela, aconteceram no campus recentemente.

A decisão de cancelar aulas no campus de Nova York foi tomada após a prisão de mais de 100 manifestantes. Alguns deles armaram dezenas de barracas no que a universidade afirmou ter sido um protesto não autorizado que atrapalhou as atividades universitárias.

“Essas tensões têm sido exploradas e amplificadas por indivíduos que não são afiliados à Columbia que vieram ao campus para buscar suas próprias agendas”, disse Shafik, que, na semana passada, prestou depoimento a um comitê da Câmara dos EUA, defendendo a resposta da universidade ao suposto antissemitismo de manifestantes. “Precisamos de um reset.”

O Departamento de Polícia de Nova York enviou dezenas de agentes para as movimentadas ruas de Manhattan ao redor do campus da Universidade de Columbia, onde se registraram confrontos entre grupos pró-palestinianos e pró-Israel.

“Recebemos relatos de que estudantes israelenses que caminhavam no campus viram as suas bandeiras serem-lhes retiradas, arrancadas das suas mãos”, disse Tarik Shappard, porta-voz do chefe da polícia, numa conferência de imprensa realizada nesta segunda-feira no exterior do campus. “Mas não recebemos quaisquer relatos de danos físicos contra qualquer estudante.”

Os estudantes manifestantes passaram várias noites dormindo ao relento no relvado e, desde então, voltaram a montar barracas. Os estudantes organizaram orações muçulmanas e judaicas no acampamento e alguns proferiram discursos condenando Israel e o sionismo e elogiando a resistência armada palestina

Acampamentos pró-palestinos similares também foram organizados no Emerson College, de Boston, e no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, na vizinha Cambridge.

O presidente Joe Biden disse em um comunicado no domingo que sua administração usará toda a força do governo federal para proteger a comunidade judaica. “Mesmo nos últimos dias, nós vimos os assédios e chamadas de violência contra judeus. Esse antissemitismo flagrante é repreensível e perigoso — e absolutamente não tem um lugar em campus universitários ou em qualquer lugar do país”, disse.

Estudantes organizadores do acampamento da Universidade de Columbia responderam às alegações de antissemitismo da Casa Branca nos protestos pró-palestinos no campus. Eles afirmaram que eles estavam sendo identificados equivocadamente e que alguns “indivíduos inflamatórios” não representam o movimento.

A presidente da Universidade de Columbia escreveu no seu e-mail para todo o campus que os manifestantes devem estar abertos a um compromisso. “Não podemos deixar que um grupo dite os termos e tente perturbar marcos importantes… para fazer avançar o seu ponto de vista”, afirmou Shafik.

Fonte: Brasil 247

Breno Altman denuncia política genocida de Israel contra o povo palestino em lançamento de livro em Maceió

Ocorreu na noite de 22/04, na Ufal Maceió, um aulão sobre a Palestina com o lançamento do livro Contra o Sionismo: retrato de uma doutrina colonial e racista, de Breno Altman.

Durante o evento o jornalista que é judeu, denunciou a política genocida praticada pelo estado sionista de Israel contra o povo palestino.

No livro, Breno Altman discute a política sionista de Israel contra o povo palestino, sua ação racista, violenta e colonizadoras. Para Altman, Israel é um estado de apharteid e promove uma limpeza étnica contra os palestinos.

O evento que lotou o auditório da Reitoria, foi organizado Comitê de Solidariedade ao povo Palestino e segundo a professora Monique Florencio, serviu para divulgar o sofrimento e a injustiça pelos quais passa o povo palestino”. Ainda segunda a professora, “o massacre, que já ultrapassa 35 mil mortos e 70 mil feridos em Gaza, atinge principalmente mulheres e crianças”.

STF mantém condenação a Dallagnol por danos morais a Lula

Nesta segunda-feira (22), a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), recusou um recurso que buscava invalidar uma decisão condenatória contra o ex-procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol (Novo). A sentença impôs o pagamento de R$ 75 mil em danos morais ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O episódio que resultou na indenização diz respeito ao uso de um arquivo do programa Power Point por Dallagnol para apresentar uma denúncia contra o político.

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) e a defesa de Deltan apelaram ao Supremo contra a decisão da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Com os juros, o valor da indenização ultrapassa os R$ 100 mil.

O incidente remonta a uma coletiva de imprensa organizada em 2016 por Deltan Dallagnol, então líder da operação Lava Jato no Paraná. Durante essa conferência, o político utilizou uma ilustração que colocava o nome de Lula no centro da tela, circundado por 14 expressões como “petrolão” e “perpetuação criminosa no poder”.

A defesa do presidente argumentou que Dallagnol agiu de maneira abusiva e ilegal ao retratar Lula como parte de um esquema de corrupção, o que configuraria um pré-julgamento. Além disso, afirmou que o Power Point abordou o crime de organização criminosa, o que não fazia parte da denúncia específica.

A ANPR argumentou junto ao Supremo que agentes públicos não deveriam ser responsabilizados judicialmente por danos decorrentes de suas funções, sendo essa responsabilidade do Estado.

A defesa de Dallagnol também alegou que ele estava agindo dentro de suas atribuições legais durante a entrevista e, portanto, não poderia ser responsabilizado civilmente por danos causados a terceiros no exercício de suas atividades.

Na sua decisão, segundo o g1, Cármen Lúcia destacou que a sentença da Quarta Turma do STJ estava adequadamente fundamentada, ressaltando que não é competência do STF reexaminar provas.

Fonte: DCM

Brasil soma 19 mil trabalhadores resgatados por trabalho análogo à escravidão em 11 anos

RONDON DO PARA, BRAZIL - JUNE 08: A worker hauls a bag of charcoal produced from illegally harvested Amazon rainforest wood onto a truck on June 8, 2012 in Rondon do Para, Brazil. According to a recent Greenpeace study, illegal wood charcoal is primarily used in Brazil to power smelters producing pig iron, which is used to make steel for industries including U.S. auto manufacturing. Illegal charcoal camps were found to sometimes result in slave labor and the destruction of rainforest on protected indigenous lands. Between 2003-2011, 2,700 charcoal camp workers were liberated from conditions akin to slavery, according to Greenpeace. The workers in this photo said they were paid $40 per truckload of charcoal. The Brazilian Amazon, home to 60 percent of the world’s largest forest and 20 percent of the Earth’s oxygen, remains threatened by the rapid development of the country. The area is currently populated by over 20 million people and is challenged by deforestation, agriculture, mining, a governmental dam building spree, illegal land speculation including the occupation of forest reserves and indigenous land and other issues. Over 100 heads of state and tens of thousands of participants and protesters will descend on Rio de Janeiro, Brazil, later this month for the Rio+20 United Nations Conference on Sustainable Development or "Earth Summit". Host Brazil is caught up in its own dilemma between accelerated growth and environmental preservation. The summit aims to overcome years of deadlock over environmental concerns and marks the 20th anniversary of the landmark Earth Summit in Rio in 1992, which delivered the Climate Convention and a host of other promises. Brazil is now the world’s sixth largest economy and is set to host the 2014 World Cup and 2016 Summer Olympics. (Photo by Mario Tama/Getty Images)

Somente em 2023, houve 3.190 resgates, o maior do período e um recorde histórico em termos de verbas rescisórias e fiscalizações

Quase 19 mil trabalhadores em situação análoga à escravidão foram resgatados no Brasil nos últimos 11 anos, entre 2013 e 2023, de acordo com um levantamento realizado pelo R7 e confirmado pela SIT (Subsecretaria de Inspeção do Trabalho) do Ministério do Trabalho e Emprego. Somente no ano passado, houve 3.190 resgates, o maior do período e estabelecendo um recorde histórico em termos de pagamentos de verbas rescisórias e fiscalizações.

“Quanto ao número total de resgates dos últimos 10 anos, a cifra total de resgates de 2014 a 2023 ultrapassa os 16 mil. Se incluirmos o ano de 2013, chega a quase 19 mil trabalhadores e trabalhadoras”, alegou a subsecretaria.

A atuação no combate ao trabalho escravo contemporâneo no país resultou no pagamento de R$ 12.877.721,82 em verbas salariais e rescisórias aos trabalhadores resgatados pela fiscalização do trabalho no último ano, de acordo com a SIT.

“A título de comparação, no ano de 2022, 2.587 trabalhadores foram encontrados e resgatados pela Fiscalização do Trabalho, em 531 ações realizadas, com pagamento de R$ 10.451.795,38 em indenizações trabalhistas. Este já havia sido um recorde histórico, mas foi suplantado pelos resultados de 2023.”

As operações são coordenadas pela Inspeção do Trabalho em parceria com o Ministério Público do Trabalho, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, o Ministério Público Federal e a Defensoria Pública da União, entre outras instituições, ou por equipes ligadas às Superintendências Regionais do Trabalho nos estados, que também contam com o apoio das polícias Civil, Militar e Ambiental.

Negros nordestinos de até 30 anos

A coordenadora nacional do Grupo de Trabalho de Combate à Escravidão Contemporânea, Izabela Vieira Luz, revelou que mais de 90% dos resgatados por trabalho análogo à escravidão eram homens, com idades entre 18 e 30 anos, e que se autodeclararam negros.

“Grande parte deles nasceu no Nordeste e saiu da sua respectiva cidade em busca de trabalho. Quanto à escolaridade, a maioria não concluiu o 5º ano do ensino fundamental, havendo também casos de pessoas que não possuíam qualquer escolaridade formal.”

Sudeste lidera

Em 2023, o Sudeste liderou em ações e resgates, com 225 estabelecimentos fiscalizados e 1.153 trabalhadores resgatados, seguida pelo Centro-Oeste, com 114 fiscalizações e 820 resgates. O Nordeste registrou 552 trabalhadores resgatados e 105 ações realizadas, enquanto no Sul foram efetuadas 84 ações e 497 resgates. No Norte, 168 trabalhadores foram resgatados, com 70 ações realizadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Segundo a coordenadora Izabela, ao longo desses anos, Minas Gerais, Bahia, Goiás e Pará sempre estiveram no topo do ranking. “Esses estados sempre ficam no ranking, ainda mais que são estados que têm diversas fazendas.”

Izabela Vieira Luz destacou ainda que a crise social pós-pandemia contribuiu para o aumento da pobreza, levando muitos trabalhadores a aceitarem condições degradantes em troca de sustento.

Como denunciar

Apesar da abolição formal da escravidão em 1888, persistem formas de exploração que negam a liberdade e a dignidade humana. O Código Penal Brasileiro prevê punições para essas situações, conhecidas como trabalho escravo contemporâneo, que incluem trabalho forçado, servidão por dívida, condições degradantes e jornada exaustiva. As denúncias podem ser feitas pelo Disque 100, do governo federal, ou pelo site do Ministério Público do Trabalho.

Fonte: Norícias R7

Quase 200 corpos são achados em vala dentro de hospital em Gaza

Quase 200 corpos foram encontrados em uma vala em um hospital, neste sábado (20), em Khan Younisem, em Gaza. As informações são da Al Jazeera.

Equipes palestinas descobriram a vala no Complexo Médico Nasser no sábado, de acordo com a emissora Al Jazeera.

Cerca de 180 corpos que estavam enterrados no local já foram recuperados. Os corpos incluem homens jovens, crianças e idosas, segundo a reportagem.

A emissora diz que as valas foram feitas pelos militares israelenses.

Alguns dos corpos estavam sem roupas, o que poderia indicar que foram presos, torturados e submetidos a maus-tratos, segundo Mahmoud Bassal, porta-voz da Defesa Civil, à AFP.

A região de Khan Younis, que fica no sul da Faixa de Gaza, está destruída após meses de bombardeios israelenses e combates pesados. As tropas de Israel, inclusive, saíram recentemente da região.

No começo do mês, quase 400 corpos foram recuperados perto do maior hospital de Gaza, o Al-Shifa. Uma missão liderada pela OMS localizada nas proximidades do hospital chegou a ajudar na operação.

Fonte: Uol

Mobilização indígena em Brasília vai pressionar contra marco temporal

Acampamento Terra Livre deste ano deve ser o maior da história

Começa nesta segunda-feira (22), em Brasília, o Acampamento Terra Livre (ATL), que neste ano chega em sua 20ª edição. A principal mobilização indígena do país deve reunir milhares de participantes, representando as centenas de etnias indígenas existentes no Brasil. A expectativa da Articulação Nacional dos Povos Indígenas (Apib), que organiza o encontro, é que este seja o ATL mais participativo da história, superando os mais de 6 mil indígenas do ano passado.

Com o lema “Nosso marco é ancestral, sempre estivemos aqui”, a edição de 2024 terá como prioridade justamente a luta contra o marco temporal, tese segundo a qual os povos indígenas somente teriam direito à demarcação de terras que estavam ocupadas por eles na data da promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988. 

Essa tese já havia sido declarada inconstitucional em julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro do ano passado, mas foi inserida na legislação por meio de um projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional que, em seguida, foi vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas acabou mantido pelos congressistas em uma derrubada de veto. Agora, a expectativa é que o STF reafirme a inconstitucionalidade da medida.

O ATL vai de 22 a 26 de abril, com atividades concentradas no Eixo Cultural Ibero-americano. A extensa programação prevê debates, apresentação de relatórios, marchas à Praça dos Três Poderes e atividades políticas no Congresso Nacional, como sessão solene, audiências públicas e reuniões. Apresentações culturais e exposição de artesanato e arte indígena de todos os biomas brasileiros também estão previstos.

O evento também começa dias após o presidente Lula ter assinado a demarcação de duas novas terras indígenas. A retomada das demarcações começou no ano passado, justamente na edição anterior do ATL, quando seis decretos de demarcação foram assinados. De lá pra cá, o governo federal contabilizou 10 demarcações. A expectativa do movimento indígena, no entanto, era que o governo federal tivesse concluído ao menos 14 demarcações de áreas, fruto de processos em fase final.  

Violência e saúde mental

Além do combate à lei que criou o marco temporal e a pressão por mais demarcações, o Acampamento Terra Livre deve denunciar uma nova escalada de violência contra indígenas. De acordo com a Apib, citando levantamento feito pelo Coletivo Proteja, seis lideranças indígenas foram assassinadas no país após a edição da lei que instituiu o marco temporal, entre dezembro do ano passado, quando a legislação entrou em vigor, e o início deste ano.  

“No mesmo período, também foram mapeados 13 conflitos em territórios localizados em sete estados. Um dos assassinatos foi o da pajé Nega Pataxó, povo Hã-Hã-Hãe, durante ação criminosa da Polícia Militar do Estado da Bahia com o grupo ‘Invasão Zero’. A liderança foi assinada na retomada do território Caramuru-Paraguaçu, município de Potiraguá”, aponta a entidade indígena.

Outro tema que será abordado no ATL é o suicídio entre indígenas. Segundo a Apib, um estudo feito por pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard (EUA) e do do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Cidacs/Fiocruz) apontou que a população indígena lidera os índices de sucídio e autolesões no Brasil, mas tem menos hospitalizações.

“Conforme o estudo, isso revela a precariedade no atendimento médico e no suporte à saúde mental para as famílias indígenas. A pesquisa foi feita com dados entre 2011 e 2022 e publicada na revista The Lancet. Com isso, as lideranças demonstram preocupação com a saúde mental dos indígenas, principalmente aqueles que enfrentam invasões em seus territórios e lutam pelos seus direitos”, diz a Apib.

Fonte: Agência Brasil

Banco do Brasil quer aumentar salário de presidente para R$ 117 mil; 57% de reajuste

O Banco do Brasil colocou em pauta, para a próxima semana, o aumento de salário para a presidente, Tarciana Medeiros. Com um ano e quatro meses no cargo, ela pode receber um reajuste de aproximadamente 57%, elevando seu salário para R$ 117.470 por mês.

Se aprovado, a remuneração da executiva alcançará R$ 4 milhões anuais, incluindo participação em conselhos e nos lucros.

A justificativa para o aumento de R$ 74.972 para R$ 117.470 é que os salários estão “defasados” e é necessário ter “remuneração justa frente às responsabilidades do cargo”, segundo documentos oficiais aos quais a coluna teve acesso.

O vice-presidente do banco também poderá ter aumento de R$ 67.105 para R$ 90.188, e os diretores de R$ 56.873 para R$ 69.242. Os novos salários, se aprovados, terão um custo anual para o BB de R$ 94,4 milhões.

A proposta foi apresentada pelo comitê de remuneração e aprovada pelo conselho de administração do banco. Cinco dos oito integrantes do colegiado são ligados a Tarciana.

A presidente do BB integra o conselho, mas, devido a regras estatutárias, ela não pode participar da reunião que discute o reajuste de seu próprio salário. A assessoria do banco informou que ela não manifestará sua posição pessoal sobre o reajuste.

A próxima etapa é a aprovação pela Assembleia Geral de Acionistas, convocada para a próxima sexta-feira (26). Essa instância tem poder para rejeitar a proposta.

Além do salário, a presidente do BB recebe mais R$ 125 mil por mês para participar de reuniões mensais dos conselhos do Votorantim (R$ 50 mil), Brasilprev (R$ 35 mil) e Elopar (R$ 40 mil). Se o novo valor for aprovado, ela terá uma remuneração mensal total de R$ 242.470, considerando salário e atuação nos conselhos. Tarciana também está nos conselhos da Fundação BB e da Bladex, mas não é remunerada por isso.

O BB também paga remuneração variável (participação nos lucros) aos seus executivos. Sob a gestão de Tarciana, o banco aumentou de 12 para 13 o número de remunerações. O cálculo varia conforme o salário do cargo e o cumprimento de metas. Com isso, os membros do conselho diretor podem receber 13 salários e 13 remunerações variáveis mensalmente, totalizando 26.

Fonte: Uol

Câmara dos EUA aprova pacote bilionário para que Israel continue assassinando os palestinos

A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, controlada pelo Partido Republicano, aprovou neste sábado, com amplo apoio bipartidário, um pacote legislativo de 95 bilhões de dólares que fornece assistência de segurança à Ucrânia, Israel e Taiwan, apesar das amargas objeções dos radicais republicanos.

A legislação segue agora para o Senado de maioria democrata, que aprovou uma medida semelhante há mais de dois meses. Os líderes dos EUA, desde o presidente democrata Joe Biden até o principal republicano do Senado, Mitch McConnell, têm pressionado o presidente republicano da Câmara, Mike Johnson, a levar o assunto à votação.

Espera-se que o Senado aprove a medida na próxima semana, enviando-a a Biden para sancioná-la.

Nesta semana, Johnson resolveu ignorar ameaças de ser derrubado do cargo por membros linha-dura da sua dividida maioria de 218 a 213 votos, e avançou com o projeto que inclui cerca de 60,84 bilhões de dólares para a Ucrânia, em um momento no qual o país passa por dificuldades para responder à invasão russa, que já ultrapassa os dois anos de duração.

O pacote de quatro projetos — o que é incomum — também inclui recursos para Israel, assistência em segurança para Taiwan e aliados na região do Indo-Pacífico. Há ainda uma medida que inclui sanções, uma ameaça de proibir o aplicativo de redes sociais chinês TikTok e a potencial transferência de ativos russos retidos para a Ucrânia.

O projeto de lei que coloca novos limites no TikTok foi o primeiro dos quatro a ser aprovado neste sábado.

“O mundo está assistindo ao que o Congresso faz”, afirmou a Casa Branca em comunicado na sexta-feira. “Aprovar essa lei mandaria uma forte mensagem sobre a força da liderança norte-americana em um momento crucial. O governo pede que ambas as casas do Congresso enviem rapidamente esse pacote de financiamento suplementar para a sanção do presidente.”

Uma maioria bipartidária de 316 a 94 aprovou na sexta-feira pautar o projeto para votação, e o líder da maioria do Senado, Chuck Schumer, afirmou aos senadores que está pronto para trabalhar durante todo o fim de semana se a Câmara aprová-lo, como é esperado.

“Não é a lei perfeita, não é a lei que escreveríamos se os republicanos estivessem à comandando a Câmara, o Senado e a Casa Branca”, afirmou Johnson na sexta-feira. “Este é o melhor produto possível que podemos obter nas atuais circunstâncias, para atender a essas obrigações muito importantes.”

Alguns republicanos da ala linha-dura fizeram forte oposição a um novo pacote para ajudar a Ucrânia. Eles argumentam que os EUA não podem arcar com esse valor quando já têm uma dívida interna de 34 trilhões de dólares e crescente.

Fonte: Brasil 247

Prefeita bolsonarista que jogou livros no lixo será investigada pelo MP

Por meio das redes sociais, a gestora defendeu a censura de bibliotecas e controle da leitura de jovens

Viralizou nesta semana um vídeo em que a prefeita bolsonarista de Canoinhas (SC), Juliana Maciel (PL), aparece com alguns livros nas mãos e os joga no lixo. Como justificativa, a gestora afirma que são obras inadequadas para crianças e jovens e responsabiliza o governo federal. No entanto, a Mundoteca, a biblioteca atacada por Maciel, está sob controle de seu governo.

Diante da chocante cena, o Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) decidiu abrir uma investigação para apurar se houve descarte irregular de livros pela prefeita Juliana Maciel. A investigação foi instaurada pela 1ª Promotoria de Justiça da cidade. Caso sejam encontrados indícios de irregularidades, a apuração será convertida em inquérito.

Prefeita classifica livros como “porcarias” e os joga no lixo: entenda o caso

Viralizou nesta quinta-feira (18) vídeo com a prefeita de Canoinhas (PR), Juliana Maciel (PL), onde ela joga livros no lixo e ataca o projeto de leitura “Mundoteca” por supostamente oferecer livros “inadequados” para crianças e adolescentes. No entanto, a gestora bolsonarista não especificou o conteúdo das publicações censuradas.

Em determinado momento de sua declaração, Juliana Maciel responsabiliza o governo Lula (PT) e o Ministério da Cultura pela escolha das obras oferecidas na Mundoteca.https://d-4054520276171637754.ampproject.net/2404021934000/frame.html

“A Mundoteca, que é um programa do governo Federal e tal da Lei Rouanet, coisa que vocês também já conhecem. Mais uma vez o governo do PT faz esse tipo de coisa: bota o adolescente, bota a criança, induz a coisas que não são dos valores que a gente acredita”, dispara a prefeita.

Porém, a prefeita é mal informada ou mentiu deliberadamente sobre a Mundoteca, pois, por meio de uma nota, o governo Federal rebateu a declaração de Juliana Maciel e explicou que a escolha das obras oferecidas pela Mundoteca é de responsabilidade da prefeitura e que a gestão federal só pode oferecer livros quando estes são solicitados pela governança local.

“Peças de desinformação estão expondo o projeto Mundoteca, da FGM Produções, como sendo uma iniciativa do Governo Federal. Aprovado a captar recursos por meio da Lei de Incentivo Cultural em 2018, o projeto foi executado entre 2019 e 2023. Apesar de acessar uma política pública de incentivo, a Mundoteca não é uma ação do Governo Federal”, inicia a nota do governo Federal.

Em seguida, o comunicado do governo Lula reproduz um explicativo da FGM Produções sobre o funcionamento da Mundoteca.

“Além das bibliotecas, oferecemos nas cidades uma formação de mediadores de leitura, palestra para professores e treinamento dos profissionais que serão responsáveis pela gestão do espaço. Em cada unidade, é previsto em contrato assinado com as prefeituras das cidades contempladas um período no qual a gestão do espaço é feita pelo projeto Mundoteca, com contratação de educadores sociais e acompanhamento pedagógico. Após esse período, a gestão, a biblioteca e todos os seus recursos passam à gestão das próprias prefeituras.”

Posteriormente, o comunicado explica que a Mundoteca de Canoinhas é de gestão exclusiva da prefeitura, ou seja, sem qualquer ingerência do governo Federal, inclusive na escolha dos livros oferecidos no espaço.

“A unidade de Marcílio Dias, na cidade de Canoinhas, foi inaugurada no dia 19 de novembro de 2022 e gerida pelo projeto por um período de oito meses, como previsto em contrato, não tendo qualquer vínculo com a atual gestão do Governo Federal. Após esse período, o gerenciamento do espaço e de seu acervo foram entregues ao poder executivo municipal”, revela a nota.

Em seguida, o governo Lula explica que “não envia livros para escolas e espaços dos sistemas municipais e estaduais de educação sem que haja a devida solicitação dos materiais, realizada por gestores e educadores e escolhidos de maneira democrática nos conselhos de educação” e reafirma que “a prefeitura em questão tinha plena autonomia sobre o acervo da biblioteca. Sendo assim, cabia aos responsáveis locais conferir se o acervo estava a contento da comunidade dentro das tratativas do contrato com o projeto Mundoteca”.

À Fórum, a assessoria de imprensa da prefeitura de Canoinhas alega que a prefeita Juliana Maciel assumiu o comando da cidade em dezembro de 2022. De fato, Maciel foi eleita em um pleito suplementar realizado em setembro de 2022. Dessa maneira, a gestão atual alega que herdou a Mundoteca e as obras dela. 

Também foi informado quais obras foram retiradas da Mundoteca e jogadas no lixo: “O Aparelho Sexual e Cia” e “As melhores do analista de Bagé”. “Por não condizerem com o que a Secretaria Municipal de Educação preza e ensina às crianças e adolescentes, foram retirados do acervo”, declarou a assessoria.

Ainda sobre as obras retiradas da Mundoteca, a assessoria de imprensa da prefeitura de Canoinhas reforça que elas foram escolhidas pelos idealizadores do projeto e não pela prefeitura.
 

Confira abaixo a íntegra da nota emitida pelo governo Federal sobre a Mundoteca de Canoinhas:

“Peças de desinformação estão expondo o projeto Mundoteca, da FGM Produções, como sendo uma iniciativa do Governo Federal. Aprovado a captar recursos por meio da Lei de Incentivo Cultural em 2018, o projeto foi executado entre 2019 e 2023. Apesar de acessar uma política pública de incentivo, a Mundoteca não é uma ação do Governo Federal.

Em nota, a produtora cultural explica como funciona a Mundoteca:

“Além das bibliotecas, oferecemos nas cidades uma formação de mediadores de leitura, palestra para professores e treinamento dos profissionais que serão responsáveis pela gestão do espaço. Em cada unidade, é previsto em contrato assinado com as prefeituras das cidades contempladas um período no qual a gestão do espaço é feita pelo projeto Mundoteca, com contratação de educadores sociais e acompanhamento pedagógico. Após esse período, a gestão, a biblioteca e todos os seus recursos passam à gestão das próprias prefeituras.”

De acordo com a nota, ainda, a unidade do projeto de onde se originou o factóide desinformativo era de gestão da própria prefeitura do município:

“A unidade de Marcílio Dias, na cidade de Canoinhas, foi inaugurada no dia 19 de novembro de 2022 e gerida pelo projeto por um período de oito meses, como previsto em contrato,  não tendo qualquer vínculo com a atual gestão do Governo Federal. Após esse período, o gerenciamento do espaço e de seu acervo foram entregues ao poder executivo municipal.”

Vale ressaltar que o Governo Federal não envia livros para escolas e espaços dos sistemas municipais e estaduais de educação sem que haja a devida solicitação dos materiais, realizada por gestores e educadores e escolhidos de maneira democrática nos conselhos de educação. 

Além disso, o artigo 216-A da Constituição Federal preconiza o Sistema Nacional de Cultura organizado em regime de colaboração de forma descentralizada e participativa e institui um processo de gestão e promoção conjunta de políticas públicas de cultura, democráticas e permanentes, pactuadas entre os entes da Federação e a sociedade, tendo por objetivo promover o desenvolvimento humano, social e econômico com pleno exercício dos direitos culturais. 

Dentre os princípios desse sistema, está a autonomia dos entes federados como princípio dessa política. O dispositivo constitucional também prevê que Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão seus respectivos sistemas de cultura em leis próprias. Dessa forma, a prefeitura em questão tinha plena autonomia sobre o acervo da biblioteca. Sendo assim, cabia aos responsáveis locais conferir se o acervo estava a contento da comunidade dentro das tratativas do contrato com o projeto Mundoteca.”

Fonte: Revista Fórum

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