Movimentos ocupam o Incra em protesto contra novo superintendente

Cerca de 400 camponeses e camponesas ocuparam hoje, 29/04, o prédio do INCRA em Maceió. Eles denunciam a continuidade do bolsonarismo com a nomeação de Junior Rodrigues do Nascimento na superintendência do órgão.

A ação repudia a nomeação de Junior Rodrigues, substituindo o superintendente exonerado nas últimas semanas, César Lira, ambos indicados pelo presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (PP). Para os movimentos que lutam pela reforma agrária, a nomeação representa a continuidade da gestão com traços do bolsonarismo, herdado pela condução de César Lira desde o governo Temer.

Redação com assessoria dos movimentos

Alagoas recebe mais de 22 mil doses de vacina contra a dengue e começa distribuição na segunda (29)

Os imunizantes irão contemplar 12 municípios alagoanos da I Região, conforme determinação do Ministério da Saúde

Alagoas recebeu, nesta sexta-feira (26), as primeiras 22.180 doses da vacina contra a dengue. O imunizante Qdenga está armazenado na sede do Programa Nacional de Imunização em Alagoas (PNI/AL), em Maceió, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), de onde será distribuído para os 12 municípios da I Região da Saúde. No total, o estado receberá 88.694 doses.

O público-alvo são crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, que concentram a maior proporção de hospitalizações por dengue, conforme o Ministério da Saúde (MS). O Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Maceió irá receber 65.327 doses da vacina; Rio Largo, 7.670; Marechal Deodoro, 4.710; Coqueiro Seco, 462; Santa Luzia do Norte, 509; Satuba, 1.821; Barra de São Miguel, 603; Pilar, 3.017; Messias, 1.312; Flexeiras, 808; Paripueira, 1.087; e Barra de Santo Antônio, 1.368.

A secretária executiva de Vigilância em Saúde, enfermeira Thalyne Araújo, esteve na sede do PNI para receber as primeiras doses enviadas a Alagoas. “Hoje é um dia muito especial, pois estamos iniciando a vacinação de combate à dengue. A partir da semana que vem vamos sentar com todos os municípios para criar nossa estratégia para iniciar a campanha de cacinação contra a dengue”, disse Thalyne.

De acordo com o Ministério da Saúde, a distribuição das doses nos municípios foi determinada com base nos critérios de ranqueamento das regiões de saúde e municípios, no quantitativo necessário de doses conforme a disponibilidade prevista pelo fabricante e no cálculo do total de doses a serem entregues. As doses destinadas para aplicação da segunda dose (D2) serão enviadas posteriormente, considerando o intervalo recomendado de três meses para completar o esquema da vacinação.

Dengue

De acordo com o Ministério da Saúde, a dengue faz parte de um grupo de doenças denominadas arboviroses. No Brasil, o vetor é a fêmea do mosquito Aedes aegypti. Todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, porém, as pessoas com idade mais avançada e as que possuem doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, têm maior risco de evoluir para casos graves e outras complicações que podem levar à morte.

Fonte: Ascom Sesau

Em repressão aos atos em defesa dos palestinos em universidades, EUA prendem mais 200 pessoas

Com isso, o número total de detidos desde o início dos protestos chega a 700. Manifestações começaram no dia 18 de abril, na Universidade de Columbia, em Nova York.

Mais de 200 pessoas foram detidas neste sábado (27) em quatro universidades dos Estados Unidos durante protestos pró-Palestina.

Segundo o jornal “The New York Times”, os manifestantes foram detidos na Universidade Northeastern, na Universidade Estadual do Arizona, na Universidade de Indiana e na Universidade de Washington em St. Louis, enquanto a polícia tenta conter o crescimento no número de protestos nas faculdades dos EUA.

  • Com isso, o número de manifestantes detidos desde o início dos protestos, em 18 de abril, chega a 700. A onda de protestos atinge algumas das universidades de maior prestígio dos EUA, como Columbia, Harvard e Yale.

Os manifestantes são contra a atuação de Israel na guerra contra o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza — e pedem para que as instituições de ensino cortem laços com Israel e também com empresas que, segundo os alunos, viabilizam a guerra.

Parte da comunidade universitária se incomodou com os protestos: alunos e professores judeus afirmam que as manifestações têm se tornado antissemitas, e que eles têm medo de pisar nos campi.

Shai Davidai, um professor da faculdade de administração da Universidade Columbia, em Nova York, afirmou que foi impedido de entrar em uma parte do campus. Davidai é um judeu israelense americano.

O epicentro desse movimento é a Universidade Columbia, em NY, onde há um acampamento de ativistas com bandeiras palestinas e mensagens de solidariedade a Gaza.

Prisões e acampamentos desmontados

Neste sábado, na Universidade de Washington, em St. Louis, mais de 80 detenções foram feitas e o campus foi fechado à noite, de acordo com um comunicado das autoridades da universidade.

A nota, segundo o jornal “The New York Times”, acrescenta que a polícia do campus ainda estava processando as detenções.

Jill Stein, candidata do Partido Verde às eleições presidenciais de 2024, estava entre os manifestantes detidos, juntamente com o seu coordenador de campanha e outro integrante da equipe, disse um porta-voz da campanha.

Na manhã de sábado, na Universidade Northeastern, em Boston, no estado de Massachusetts, os manifestantes montaram um acampamento no Centennial Common do campus esta semana e atraiu mais de 100 apoiadores. A administração pediu aos manifestantes que saíssem, mas muitos estudantes não obedeceram à ordem de retirada.

Policiais do estado de Massachusetts chegaram ao local, ainda na madrugada de sábado, e começaram a prender os manifestantes, algemando-os e desmontando várias tendas.

Eles disseram que prenderam 102 manifestantes. Não ficou claro quantos dos presos eram estudantes. A universidade informou que os alunos que mostrassem suas carteiras de identidade universitárias estavam sendo libertados.

Por volta das 11h de sábado, a maior parte do acampamento foi liberada.

A detenção em massa em Northeastern foi a segunda repressão na manhã de sábado contra manifestantes em um campus de Boston em menos de uma semana. Na manhã de quinta-feira, policiais da cidade prenderam 118 pessoas no Emerson College depois que os manifestantes se recusaram a sair do acampamento e formaram uma barricada.

Na Universidade Estadual do Arizona, a polícia escolar prendeu 69 pessoas na manhã de sábado depois que elas montaram um acampamento não autorizado, o que viola a política da universidade.

A universidade afirmou que os manifestantes criaram um acampamento e que o grupo foi instruído várias vezes a se dispersar.

Na Universidade de Indiana, onde a polícia universitária prendeu 33 pessoas em um acampamento no início desta semana, o campus e a polícia estadual prenderam mais 23 manifestantes no sábado. As autoridades disseram que um grupo “ergueu inúmeras tendas e toldos na noite de sexta-feira com a intenção declarada de ocupar o espaço universitário indefinidamente.”

Universidades de todo o país usaram estratégias diferentes na semana passada para reprimir os protestos. Algumas recuaram e procuraram diminuir as tensões, enquanto em outras faculdades, como a Universidade do Sul da Califórnia e a Universidade Emory, a polícia correu para desmantelar acampamentos e prender estudantes e membros do corpo docente.

Em Harvard, o acesso ao seu histórico Harvard Yard ficou com acesso restrito, permitindo a entrada apenas daqueles que apresentassem carteira de identidade universitária. A universidade também suspendeu um grupo pró-Palestina, mas mesmo assim o grupo e seus apoiadores montaram um acampamento no pátio.

Fonte: G1

Lula inaugura fábrica de insulina em Minas Gerais

Brasil retoma produção de insulina capaz de suprir demanda nacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta sexta-feira (26), da inauguração da fábrica de insulina da empresa Biomm, em Nova Lima, Minas Gerais. Com a nova unidade, o Brasil retoma a produção do hormônio no país, com capacidade de suprir a demanda nacional de insulina.

Durante discurso, Lula destacou a importância da fábriica para o acesso da população ao insumo e homenageou o trabalho de Walfrido dos Mares Guia, que é um dos sócios-fundadores e membro do conselho de administração da Biomm. Com história na política, Walfrido é amigo de Lula e foi ministro durante os dois primeiros mandatos do presidente, entre 2003 e 2007.

Emocionado, o presidente contou a experiência de sua bisneta Analua, de 7 anos, que vive com diabetes mellitus tipo 1. “Ela vive com aparelho no ombro, [conectado] com celular, cada coisa que ela come, ela tem que controlar. E o que é fantástico é que ela pede para mãe e para o pai aplicar a insulina nela, ela já não tem mais medo, já faz parte da vida dela. […] Então, eu quero que a minha bisneta Analua saiba que esta figura simpática aqui [Walfrido] vai te dar tranquilidade para você viver mais do que eu e mais do ele está vivendo, porque a vida precisa que os bons vivam muito e que os maus descansem logo”, disse.

O diabetes é uma doença causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. A insulina tem a função de quebrar as moléculas de glicose (açúcar) transformando-a em energia para manutenção das células do organismo. O diabetes pode causar o aumento da glicemia e as altas taxas podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos. Em casos mais graves, o diabetes pode levar à morte.

De acordo com a ministra da Saúde, Nísia Trindade, há mais de 20 anos o Brasil não tinha produção nacional de insulina e dependia apenas de produtos importados. “Para ter uma política de ciência e tecnologia em saúde que leve os produtos à população, temos que ter política industrial”, disse.

O investimento da empresa biofarmacêutica na construção da nova estrutura foi de R$ 800 milhões. A fábrica terá capacidade para 20 milhões de unidades de refis de insulina glargina (de ação prolongada) por ano – e, na sequência, de canetas de insulina. Além disso, poderá fabricar 20 milhões de frascos de outros biomedicamentos, como a insulina humana recombinante. A estimativa é de que a unidade gere 300 empregos diretos e 1,2 mil indiretos.

O Brasil é um dos países com maior incidência de diabetes no mundo, com 15,7 milhões de pacientes adultos, segundo dados do Atlas da Federação Internacional de Diabetes, divulgados pelo governo. “O que se faz aqui é garantia de vida para uma doença que nós temos que trabalhar com prevenção, mas sabemos que, em muitos casos, não fugiremos da medicação, da insulina e de outros medicamentos que o SUS já fornece na assistência farmacêutica e Farmácia Popular”, disse a ministra Nísia.

A insulina glargina é indicada para o tratamento de diabetes mellitus tipos 1 e 2. No ano passado, em meio à risco de desabastecimento, o Ministério da Saúde fez uma compra emergencial de 1,3 milhão de unidades de insulina asparte (de ação rápida) indicada para tratar diabetes mellitus tipo 1, que concentra de 5% a 10% das pessoas diagnosticadas com a doença. Na ocasião, a pasta informou que as demais insulinas regulares mais consumidas estavam com estoque adequado para atender a rede do SUS.

Parceria

A Biomm é considerada uma pioneira no setor de biomedicamentos no Brasil e está inserida na Estratégia Nacional para o Desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), lançada pelo governo em setembro de 2023. Até 2026, a previsão é de R$ 42 bilhões em investimentos públicos e privados neste setor industrial para reduzir a dependência do Brasil de insumos, medicamentos, vacinas e outros produtos de saúde estrangeiros.

No contexto da estratégia, a empresa participa do Programa de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo do Ministério da Saúde, que envolve a articulação do governo com o setor privado. Fundada em 2001, a Biomm é uma empresa brasileira e atua na oferta de fármacos acessíveis para o tratamento de doenças crônicas no país.

Para implantar a nova unidade industrial em Nova Lima, a Biomm obteve R$ 203 milhões de crédito via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), além de R$ 133 milhões aportados via equity (participação acionária) pelo BNDES e BDMG.

Ainda durante o evento, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Biomm assinaram um protocolo de intenções sobre plataformas de produção de medicamentos para o tratamento de doenças metabólicas, que tem como pano de fundo o fortalecimento do CEIS e a maior autonomia do Brasil na produção de medicamentos para o SUS.

Fonte: Agência Nacional

Paramédicos indicam roubo de órgãos por Israel nas valas coletivas de Gaza

Paramédicos e equipes de resgate envolvidas na descoberta de corpos civis em valas comuns no Hospital Nasser, em Khan Yunis, no sul de Gaza, expressaram receios sobre roubo de órgãos por forças de Israel.

Após a retirada das tropas ocupantes, foram encontradas três covas coletivas no centro médico de Khan Yunis, somando 392 corpos até então. Segundo a agência de notícias Wafa, 165 corpos continuam não identificados devido ao desfiguramento.

Vídeos e fotos mostram sinais de tortura e execução sumária. Algumas vítimas foram exumadas com sacos plásticos sobre a cabeça e/ou as mãos atadas às costas, além de lesões no abdômen inconsistentes com práticas médicas, levando a suspeitas de roubo de órgãos.

Paramédicos encontraram também o corpo mutilado de uma menina vestida em uma camisola de cirurgia. Outras vítimas, também em vestes cirúrgicas, parecem ter sido enterradas vivas.

Ferimentos de bala na cabeça de dezenas dos mortos confirmam execução sumária.

Muitos corpos foram envoltos em capas negras e azuis de plástico e náilon — algo inconsistente com os lençóis brancos usados como mortalha em Gaza. O uso de tais materiais parece apontar esforços para aumentar a temperatura e acelerar a decomposição, a fim de omitir provas.

As vítimas foram sepultadas a três metros do solo, com corpos empilhados, segundo a Wafa.

Com base nas evidências compiladas, as equipes técnicas concluíram indícios de crimes de lesa-humanidade cometidos pelas forças da ocupação israelense no Hospital Nasser.

Covas coletivas também foram descobertas semanas antes nos hospitais Kamal Adwan e al-Shifa — maior complexo de saúde de Gaza —, mais ao norte, após invasão israelense.

Nações Unidas, União Europeia, França, Estados Unidos e outros pediram investigação urgente sobre as valas comuns.

Israel mantém ataques indiscriminados a Gaza desde 7 de outubro, deixando 34.262 mortos e 77.229 feridos, além de dois milhões de desabrigados, até então. Entre as fatalidades, cerca de 14 mil são crianças.

Oito mil pessoas estão desaparecidas — provavelmente mortas sob os escombros.

Apesar de uma ordem do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), radicado em Haia, deferida em 26 de janeiro, Israel ainda impõe um cerco militar absoluto a Gaza — sem comida, água, energia elétrica, medicamentos ou combustível.

As ações israelenses são punição coletiva, crime de guerra e genocídio.

Fonte: Monitor do Oriente

Pastor do PCC ergueu patrimônio de R$ 6 mi lavando dinheiro com igreja

Pastor Geraldo dos Santos Filho ficou milionário usando igrejas para lavar dinheiro do PCC, segundo denúncia

Encontrado em um condomínio de luxo em Sorocaba, no interior paulista, há pouco mais de um ano, Geraldo dos Santos Filho, de 48 anos, o pastor Júnior, ergueu um patrimônio avaliado em pelo menos R$ 6 milhões operando um esquema de lavagem dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio de igrejas evangélicas, segundo denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN).

Geraldo (foto em destaque), que está preso desde então, é irmão de Valdeci Alves dos Santos, o Colorido, considerado um importante líder da facção criminosa nas ruas até ser detido em uma blitz da Polícia Rodoviária Federal (PRF), no sertão pernambucano, em abril de 2022. Como mostrou o MetrópolesValdeci foi jurado de morte por Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, em meio ao racha histórico na cúpula do PCC. Ambos seguem encarcerados no sistema penitenciário federal.

Naturais da pequena cidade potiguar de Jardim de Piranhas, Geraldo e Valdeci migraram para São Paulo no início da vida adulta, onde foram batizados na maior facção criminosa do país e enriqueceram ilegalmente. Os dois, porém, seguiram rumos diferentes no mundo do crime, segundo afirma o promotor Augusto Lima, do MPRN.

“O Valdeci [Colorido] ascendeu na hierarquia da facção e o Geraldo [pastor] acabou enveredando para o ramo das igrejas evangélicas, sem ocupar nenhum posto de liderança na organização criminosa.”

Geraldo adquiriu, segundo levantamento do MPRN, cinco igrejas no Rio Grande do Norte e duas em São Paulo, por meio das quais lavou dinheiro do PCC oriundo do tráfico de drogas.Play Video

Prisão, fuga e fé

Geraldo foi preso pela primeira vez em fevereiro de 2002, quando foi flagrado com 12 quilos de cocaína dentro do carro que dirigia na Rodovia Castelo Branco, na região de Barueri, na Grande São Paulo.

Registros do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) mostram que ele foi condenado a sete anos e seis meses de prisão em regime fechado, por tráfico de drogas. Cerca de um ano depois, quando a sentença foi publicada, em abril de 2003, ele fugiu. Em 2005, ainda foragido, sua pena foi aumentada para 11 anos e oito meses.

Até fevereiro de 2019, quando foi capturado pela segunda vez, Geraldo construiu um patrimônio milionário, usando “laranjas”, e lavando o dinheiro oriundo do tráfico de drogas adquirindo as igrejas evangélicas. A Promotoria estima, de forma conservadora, que o pastor tenha acumulado ao menos R$ 6,1 milhões no período.

Fonte: Metrópoles

Movimentos promovem Festival da Reforma Agrária Zumbi e Dandara dos Palmares!

De 2 a 4 de maio acontece o Festival da Reforma Agrária Zumbi e Dandara dos Palmares!

O festival terá dezenas de bancas com alimentos livres de agrotóxicos, palestras e shows de forró, coco e maracatu. Contará com exposições de camponesas e camponeses, indígenas e quilombolas de Alagoas.

🌱🎤 Programação: 🪗🥁

Todos os dias, das 7h às 22h – Comercialização de alimentos e artesanatos.

Quinta-feira, 2:
7h30 – Café da manhã com a imprensa
16h – Abertura oficial com Ato em defesa da terra e território e da reforma agrária
19h – Vavá do fandango
20h30 – Lula Sabiá

Sexta-feira, 3:
9h – Lançamento da publicação “Conflitos no Campo Brasil 2023”
15h – Palestra “A questão indígena – desafios e perspectivas”
19h – Zeza do coco
20h30 – Xameguinho

Sábado
19h – Baque Alagoano
20h30 – Pinóquio do Acordeon

Venha conhecer a luta em defesa da terra e território!
Participe do Festival da Reforma Agrária Zumbi e Dandara dos Palmares!

Realização: CPT, FNL, MST, MTL, Terra Livre, MSL, MPL e MLST

Fonte: Assessoria dos movimentos

Sem concurso: alunos da Uneal estão com o ano letivo de 2024 comprometido

Apesar da evidente falta de professores na Universidade Estadual de Alagoas, o governo de Alagoas posterga a realização do concurso público para 127 novos docentes.

Se para o governo trata de economizar com o atraso na realização do concurso, para os estudantes é uma drama, pois não conseguem se formar e muitos terminam por desistir do curso. Para se ter uma ideia da gravidade, o curso de Pedagogia do campus de União dos Palmares só tem dois professores. A mesma situação ocorre no curso de matemática em Arapiraca, que também só tem dois professores. E na maioria dos cursos a situação não é diferente!

Apesar da ameaça de apagão que o Ministério da Educação tem alertado, onde o país terá nos próximos anos uma formação insuficiente de professores para garantir as necessidades das redes municipais e estaduais, e que em Alagoa esta situação será mais grave em função dos baixos salários e desestímulo a carreira docente, o governo de Alagoas, parece não assumir suas responsabilidades com a Universidade Estadual de Alagoas.

O Sindicato dos Docentes da Uneal alerta que para tirar a universidade da UTI, é preciso a realização imediata do concurso público para professores e técnicos, da melhoria das instalações físicas e política de assistência estudantil, como a construção de restaurante universitário e bolsa permanência para os alunos.

A reunião realizada entre representantes do governo, reitoria e sindicatos dos docentes e técnicos, no dia 25/04, frustrou a comunidade acadêmica, que esperava nessa reunião o anúncio por parte do governo da realização do concurso.

Banimento do TikTok é disputa dos EUA com China, dizem pesquisadores

Rede social cresce entre os norte-americanos em detrimento de outras

lei que proíbe a presença do TikTok nos Estados Unidos, caso a empresa proprietária da rede social, a chinesa ByteDance, não venda a plataforma, revela uma disputa acirrada pela liderança da corrida tecnológica e geopolítica em que os norte-americanos estão perdendo a supremacia global que exerceram por décadas. A opinião é compartilhada por pesquisadores em tecnologia ouvidos pela Agência Brasil.

“O TikTok conseguiu romper a barreira linguística e é um sucesso. O seu sistema algorítmico consegue detectar padrões de comportamento e tem enorme sucesso na modulação da atenção dos usuários. É o mais bem-sucedido sistema algorítmico de atração das atenções, ele sabe o que interessa a cada usuário, vai colocando vídeos que despertam a curiosidade e o interesse desses usuários, que se mantêm na plataforma”, explica o professor Sergio Amadeu, sociólogo e doutor em ciência política, especialista em redes digitais.

A tecnologia da rede social desenvolvida na China faz com que ela seja um sucesso crescente nos EUA e em outros países, incluindo o Brasil, enquanto outras redes sociais começam a perder usuários.

“Não há dados claros, mas o fato é que o TikTok está crescendo, enquanto outras plataformas, como o ex-Twitter [X] estão perdendo usuários”, pontua Amadeu.

De acordo com a lei sancionada nesta quarta-feira (24) pelo presidente dos EUA, Joe Biden, a proibição entrará em vigor em 270 dias, a menos que a ByteDance repasse o controle do TikTok para uma empresa não chinesa. Se isso não ocorrer, o acesso à rede social será bloqueado no país, além de ficar indisponível para ser baixada ou atualizada em lojas de aplicativos. Esse prazo ainda poderá ser estendido para até um ano a partir da entrada em vigor da medida.

A justificativa dos apoiadores do projeto, e do próprio governo, é que a relação da China com a empresa ByteDance poderia criar ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos, em função da coleta de dados dos usuários da plataforma. Os chineses prometem agora uma batalha judicial na Suprema Corte dos EUA para impedir a concretização do banimento. O TikTok é uma das redes sociais mais populares entre os norte-americanos, com mais de 170 milhões de usuários ativos.

“Não me parece haver nenhum indício de que o TikTok seja mais invasivo que qualquer outro aplicativo concorrente, tanto que a solução oferecida [pelo governo dos EUA] não envolve uma exigência tecnológica de adequação de segurança ou proteção de dados, mas apenas a opção pela venda para uma empresa estadunidense”, analisa advogado Paulo Rená, professor e doutorando em Direito, Inovação e Tecnologia e integrante do coletivo AqualtuneLab.

“Essa compra permitiria ao Estado dos EUA um controle sobre a plataforma, em razão das leis nacionais que exigem uma postura subserviente das empresas ao poder público sob vários pretextos, como enfrentamento ao terrorismo”, acrescenta.

Para Sergio Amadeu, a alegação de que o TikTok coleta dados dos usuários é verdadeira, assim como todas as demais plataformas de redes sociais, a grande maioria delas controlada por corporações dos EUA, que fazem o mesmo.

“Já a alegação de que os dados coletados pelo TikTok serviriam para uma vigilância massiva pela China não é necessariamente verdade. A própria empresa alega isso. Mas, isso, porém, é verdade por parte dos EUA. Basta lembrar das revelações de Edward Snowden sobre a espionagem da NSA, a agência de segurança nacional norte-americana”, destaca. No escândalo da NSA, a espionagem dos EUA usava servidores de empresas como Google, Facebook e Apple para invadir dispositivos.

“Essa decisão deles [EUA] é cínica e, claro, prepara um recrudescimento das relações entre Estados Unidos e China”.

Consequências

Uma possível consequência, caso a venda seja concretizada, pode ser um acesso maior dos Estados Unidos à tecnologia disruptiva do TikTok como plataforma de rede social. “A venda é para gerar lucros para capitais americanos. Os EUA estão mostrando ao mundo sua face, ou seja, o liberalismo usurpador”, critica Sergio Amadeu.

Para Paulo Rená, no entanto, é pouco provável que o sistema algorítmico, que é a essência tecnológica mais relevante do TikTok, possa ser apropriado em uma eventual transferência de propriedade. “A legislação da China impede a transferência de algoritmos a outros países. Assim, há uma possibilidade real de a tecnologia distintiva do TikTok ser ‘desligada’ por ocasião da troca de nacionalidade no controle”.

Liberdade e geopolítica

A ameaça de banimento no TikTok unificou diferentes setores políticos dos Estados Unidos, em um país que dá um tratamento jurídico amplo para o conceito de liberdade de expressão, o que deve servir de base para a contestação judicial que a plataforma fará na Justiça norte-americana.

“O ameaçado banimento reduziria, sem justificativa razoável, as opções para as pessoas se expressarem online, lembrando que hoje muita gente faz do TikTok a principal plataforma de negócios”, observa Paulo Rená. “Entendo que a questão fundamental, na verdade, é geopolítica, em torno de uma disputa de interesses nacionais tanto econômicos quanto tecnológicos”, acrescenta.  

O professor Sergio Amadeu acredita que a decisão dos EUA deve impulsionar outros países ocidentais a adotarem medidas similares, como chegou a ser feito contra uma outra gigante de tecnologia chinesa, a Huawei, que sofreu sanções por diferentes governos ao longo dos últimos anos.

“Eles estão com a linha de cercar os chineses, querem atrasar o desenvolvimento tecnológico da China e bloquear as ações da China no Ocidente, criando obstáculos econômicos com base em alegações de suposta espionagem. Isso pode servir de alerta para outros países, menos subordinados aos EUA, a tomarem atitude de maior soberania tecnológica. O fato é que os EUA seguem tendo um desenvolvimento tecnológico de ponta, comandam várias tecnologias, mas estão perdendo a primazia desse processo, especialmente para a China”, argumenta Amadeu.

Fonte: Agência Brasil

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