Pastor é preso suspeito de estuprar adolescentes durante acolhimento psicológico

Um pastor, de 59 anos, foi preso no dia 08/05, em Ribeirão das Neves, na Grande BH, suspeito de estuprar adolescentes. De acordo com a Polícia Civil, a igreja que o suspeito e as vítimas frequentavam fica em Contagem, mas os crimes foram cometidos em Belo Horizonte.

Em depoimento à polícia, as vítimas contaram que os abusos aconteciam durante os trabalhos de acolhimento psicológico que o religioso organizava. Segundo as investigações, o suspeito convidava os rapazes para passear em Belo Horizonte, a fim de conversar e desabafar, e cometia o crime.

“Ainda no carro, o pastor se aproximava, tocava no corpo e sussurrava no ouvido das vítimas. Falava com os adolescentes que o problema deles era carência”, disse o delegado Diego Lopes, responsável pela investigação.

De acordo com o delegado, no momento da prisão, o suspeito desmentiu a história e disse que as denúncias surgiram após divergências entre ele e outros membros da igreja. Até o momento, três rapazes denunciaram o religioso.

Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DOPCAD) vai continuar as investigações.

Fonte: G1

Chorando, mulher palestina desabafa: ‘todos os dias somos expulsos de um lugar para outro. Deus, leve nossas almas’

“Ninguém está olhando por nós”, afirmou ela. O genocídio contra palestinos continua e ativistas pressionam o Tribunal Penal Internacional para determinar a prisão de Netanyahu

Uma mulher desabou com duras palavras ao falar sobre a situação das pessoas da Faixa de Gaza, onde ocorre o genocídio cometido por forças de Israel, que já matou cerca de 35 mil palestinos desde outubro do ano passado.

“Estamos cansados! Todos os dias somos expulsos de um lugar para outro. Vejam o que está acontecendo conosco! Ninguém está olhando por nós. Leve nossas almas, Deus”, disse a mulher palestina.

Nesta semana, Israel assumiu o controle da parte palestina da passagem de Rafah, que liga ao Egito. Cerca de 150 mil pessoas já fugiram da cidade, estimou a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (UNRWA).

O governo israelense foi denunciado na Corte Internacional de Justiça pelo crime de genocídio, mas a CIJ não evitou os crimes continuassem na Faixa de Gaza. Ativistas sociais em nível global têm pressionado o Tribunal Penal Internacional a determinar a prisão do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. A CIJ julga Estados, e o TPI, os indivíduos. 

Veja o vídeo: https://twitter.com/FepalB/status/1789344488491512201?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1789344488491512201%7Ctwgr%5Eb49956603d9fd692ffb5930cf55ce7cb5ad66a6d%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.brasil247.com%2Fmundo%2Fchorando-mulher-palestina-desabafa-todos-os-dias-somos-expulsos-de-um-lugar-para-outro-deus-leve-nossas-almas-video

Fonte: Brasil 247

Volume de chuvas extremas no RS deve aumentar 60% até 2040, diz Inpe

Os eventos pluviométricos extremos estão diretamente relacionados a desastres como enxurrada, inundações, granizo, tornados, vendavais e ciclones

O volume de chuvas extremas no Rio Grande do Sul deve pode aumentar 60% até o 2040, segundo um estudo realizado pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), divulgado em novembro de 2023.

Os dados fazem parte do Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil. O relatório diz que o Rio Grande do Sul, por exemplo, onde mais de cem pessoas morreram devido às chuvas extremas que devastaram boa parte do estado, algumas cidades devem ter elevação considerável no volume pluviométrico.

Estudo considera informações de 2011 a 2040. A região leste entre os estados de Santa Catarina e o Rio Grande do Sul deve sofrer com chuvas extremas, conforme previsão do relatório.

Os eventos pluviométricos extremos estão diretamente relacionados a desastres como alagamento, enxurrada, inundações, granizo, tornados, vendavais e ciclones (são considerados um de seus principais fatores deflagradores).

Trecho do estudo

Chama a atenção o aumento eventos extremos de precipitação na costa da região Norte até o litoral de Pernambuco e isoladamente a região metropolitana de Salvador, na Bahia. Na Região Sul do Brasil, a área onde ocorrerá os maiores aumentos será na porção Leste entre os estados de Santa Catarina e o Rio Grande do Sul.

O relatório aponta ainda para mostra o aumento da precipitação acumulada anual na porção sul da região Sul do Brasil e na região costeira do Nordeste brasileiro. Já as regiões entre o sul de Tocantins e Bahia e o norte de Goiás e Minas Gerais há tendência de diminuição desse acúmulo de chuvas.

Chuvas extremas, o “novo normal”

A reconstrução da infraestrutura de cidades e obras públicas no Rio Grande do Sul devastadas pelas enchentes deverá levar em conta o “novo normal” do clima no planeta, inclusive recalculando a capacidade de suporte a eventos extremos. A avaliação é da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, em entrevista concedida ao telejornal Repórter Brasil Noite (RBN), da TV Brasil, na noite desta sexta-feira (10).

“Com certeza, teremos que nos adaptar. Algumas coisas poderão ser reconstruídas [como eram], mas outras podem não ser possível mais essa reconstrução, pelo menos naquele mesmo lugar ou da mesma maneira”, afirmou a ministra. Segundo ela, equipamentos públicos, como pontes, e mesmo locais de moradia deverão ter suas obras reavaliadas.

“As pontes levadas pelas correntezas não poderão ser reconstruídas no mesmo lugar e não terão a mesma altura, e talvez não terão a mesma espessura, aí vai depender de uma avaliação técnica. Alguns bairros e comunidades talvez tenham que ser removidos para outras áreas, e tudo isso é muito doloroso”, disse Marina Silva.

“Não podemos ficar repetindo os mesmos problemas”, prosseguiu Marina, lembrando que o Rio Grande do Sul já havia vivido uma tragédia no ano passado, com as enchentes que destruíram localidades inteiras no Vale do Taquari, algo que voltou a se repetir na tragédia de agora. “O clima mudou, a realidade mudou, vamos conviver cada vez mais com esses extremos”, alertou a ministra.

O que fazer

Marina Silva lembrou do número de mortos e desaparecidos no desastre, como prejuízo irreparável, mas ressaltou que outros prejuízos materiais poderão ser mitigados no futuro com ações de adaptação, que incluem necessidade de reduzir desmatamento e a emissão de carbono (CO2) na atmosfera – que contribui para o aquecimento do planeta. É preciso, diz a ministra, sair da lógica de gerenciar apenas o desastre para gerenciar a urgência climática.

O volume de chuva da última semana no Rio Grande do Sul, que superou os 500 milímetros (mm), foi de uma magnitude tão grande que não havia capacidade de resiliência nas cidades.

“Não ter rios assoreados, respeitar a mata ciliar, não ter edificações às margens de rios e córregos, isso ajuda muito. Ter sistemas de drenagem, sistemas de encostas, desobstrução de rios e galerias. Todas essas intervenções, combinadas, são muito importantes. O problema é que o volume de chuva ultrapassou os limites de suporte das cotas de cheias conhecidas”, analisou.

Plano Clima

Essa superação de qualquer paradigma anterior sobre eventos naturais, argumentou Marina Silva, é justamente o exemplo de como a mudança do clima demanda ações urgentes e estruturais de curto, médio e longo prazos. Um dos focos do governo federal, no momento, é apresentar o Plano Clima, que vai tratar de prever ações de adaptação e mitigação para todos os setores da sociedade, com ênfase em um planejamento urbano para os 1.942 municípios brasileiros que são suscetíveis a eventos climáticos extremos.

De acordo com a ministra, é preciso que se constituam sistemas de alerta eficientes, criação de rotas de fuga, para que as pessoas saibam para onde ir, estocagem prévia de alimentos, de água potável e medicamentos, além de previsão de equipamentos públicos que possam acolher as pessoas rapidamente, em caso de desastre.

Fonte: ICL Notícias

Mineração Vale Verde é acusada de poluir o Rio Traipu

Mineradora teria sido flagrada descartando resíduos químicos em afluente do São Francisco; empresa diz que água não é tóxica

A Mineração Vale Verde, localizada no município de Craíbas, está sendo acusada, mais uma vez, de despejar resíduos químicos no Rio Traipu, um dos afluentes do São Francisco, no Agreste alagoano. Um vídeo, com imagens de um possível crime ambiental, começou a circular na quinta-feira (9) nas mídias sociais e sites de notícias.

A denúncia é atribuída à equipe de Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) do Rio São Francisco, que teria apurado o flagrante ao receber de um morador o vídeo com as imagens da língua preta, com a água escura correndo a céu aberto em direção ao rio, que passa nas proximidades da barragem da mineradora, na zona rural de Craíbas.

De acordo com as informações até então divulgadas, a pedido dos promotores do Ministério Público do Estado de Alagoas (MP/AL), uma equipe da fiscalização teria comparecido à Mineradora, para fazer uma vistoria, para constar ou não a irregularidade.https://www.youtube.com/embed/xDn5q7IPiG4

FAKE NEWS?

O Ministério Público de Alagoas, por meio da assessoria de comunicação, confirma ter realizado a fiscalização, mas disse que até não constatou crime ambiental.

“De fato, foi uma equipe apurar uma denúncia do Tancredo [vizinho da mineradora], mas nós não temos nada conclusivo, a ponto de afirmar que há irregularidades no local”, informou a assessoria de comunicação da FPI do Rio São Francisco.

No entanto, para a bióloga Neirevane Nunes seria bom que o Ministério Público o – que investiga explosões e tremores de terra na região –, averiguasse as imagens e divulgasse uma nota explicativa a respeito, dizendo se vai ou não apurar a denúncia.

FPI DO SÃO FRANCISCO

A FPI do Rio São Francisco é uma atividade conjunta que envolve vários órgãos e instituições, a exemplo da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). As ações estão acontecendo em todos os Estados banhados pelo Rio São Francisco. Além da fiscalização e punição, a iniciativa envolve aspectos científicos, sociais e preventivos, de conscientização das populações ribeirinhas, por meio de palestras sobre direitos e educação ambiental.

Bióloga alerta para descartes recorrentes

Ao tomar conhecimento da denúncia, por meio de um site de notícias, a bióloga Neirevane Nunes, que milita no movimento de combate à mineração predatória, acionou a imprensa, para que esse fato fosse melhor apurado.

“Segundo a matéria a fiscalização foi feita a pedido do Ministério Público de Alagoas”, afirmou Neirevane Nunes. “É importante coletar amostras para a análise em laboratório. E diante dos registros feitos pela fiscalização e os resultados das análises, o Ministério Público deve tomar providências”, completou.

Questionada de onde teria partido a denúncia, ela disse que parte dos moradores das proximidades da barragem da Vale Verde.

“É o que os moradores da região estão denunciando. É necessário investigar o que está acontecendo por isso que essa Equipe de Fiscalização esteve no local”, relatou Neirevane, preocupada com essa situação.

Segundo ela, não é a primeira vez que a Mineradora Vale Verde é acusada de poluir o Rio Traipu. “Em uma das expedições científicas, foram feitas coletas lá pela equipe do professor Emerson Soares, da Ufal, e constatado níveis altos de metais pesados, quando o rio deságua no São Francisco”.

Município de Craíbas arrecadou R$ 18,5 milhões com a mineração este ano

É sobre a possibilidade de crime ambiental que a bióloga em um artigo recente sobre o assunto, publicado na mídia local. Segundo ela, dados da Agência Nacional de Mineração (ANM) confirmam que o município de Craíbas possui a maior arrecadação de CFEM do Estado de Alagoas com a mineração de cobre pela empresa Vale Verde.

“Craíbas, neste ano, apresentou arrecadação de R$ 18,5 milhões. A CFEM é a Compensação Financeira pela Exploração dos Recursos Minerais, que são bens da União. Ela foi instituída pela Lei nº 7.990, de 28 de dezembro de 1989”, destaca Neirevane.

“Como a União representa a sociedade brasileira, deveria caber a esta decidir sobre o destino desses recursos, que devem ser usados na promoção da qualidade de vida das pessoas dos municípios mineradores. Falta o controle social sobre a CFEM devido à falta de transparência das prefeituras e a ausência de uma gestão participativa em que ocorra a discussão com a sociedade sobre a destinação desse recurso”, argumenta a bióloga.

“Não se deve utilizar a CFEM de forma equivocada para vender a ideia de que “já que minerar dá muito lucro para os municípios então vamos explorar de forma predatória para obter maior arrecadação dessa fonte”. Isso foi o que aconteceu com a exploração de sal-gema em Maceió. Temos que lembrar que os recursos minerais são limitados e que, em um momento, deixarão de existir. Por isso, os municípios mineradores precisam investir em outras frentes econômicas que sejam sustentáveis e menos impactantes para população e para o ambiente”, acrescentou.

EMPRESA NEGA CRIME AMBIENTAL

A reportagem da Tribuna Independente entrou em contato com a assessoria de comunicação da Vale Verde, solicitando uma resposta para a denúncia de crime ambiental. A mineradora deu, por meio de nota, os esclarecimentos devidos.

“A Mineração Vale Verde informa que o lançamento de efluentes provenientes de sua operação, bem como o processo de descarte dos rejeitos na Barragem Serrote estão totalmente regularizados, conforme as licenças e outorgas emitidas e fiscalizadas pelos órgãos ambientais.

A água vista nos vídeos que circulam na internet, que não é tóxica, é resultante da drenagem da própria área da mineração, e sua coloração é devido a tonalidade da “terra” presente na área da mina. Essa água não é descartada no meio ambiente e fica armazenada na barragem”.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A assessoria de comunicação da FPI do Rio São Francisco confirma a apuração de uma denúncia de despejo de efluentes num aquífero por uma mineradora localizada no Município de Craíbas. A força-tarefa esclarece que recebeu a denúncia – não a fez como foi noticiado recentemente.

Ao apurar a denúncia, os órgãos técnicos que compõem a FPI constataram que o lançamento de resíduos ocorre dentro de uma área da mineradora licenciada para receber rejeitos, sem apresentar assim irregularidades.

Fonte: Tribuna Hoje

Presidente da Colômbia pede que TPI emita uma ordem de prisão contra Netanyahu

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, sugeriu nesta sexta-feira 10 que o Tribunal Penal Internacional emita um mandado de prisão contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pela ofensiva de Israel na Faixa de Gaza.

“Netanyahu não deterá o genocídio. O que implica um mandado de prisão internacional do Tribunal Penal”, escreveu o chefe de Estado colombiano na rede social X, em reação à operação aérea iniciada pelo Exército israelense nos últimos dias contra a cidade palestina de Rafah (sul), refúgio de milhares de deslocados.

Em 1º de maio, o mandatário colombiano rompeu relações diplomáticas com Israel, seguindo os passos da Bolívia e de Belize. Além disso, interrompeu a compra de armas fabricadas no país.

O presidente de esquerda, defensor da causa palestina desde jovem, descreve frequentemente Netanyahu como “genocida” pela forma como dirige o conflito que eclodiu em 7 de outubro de 2023.

O estado sinonista de Israel já assassinou mais de 34 mil pessoas em Gaza, a maioria delas crianças e mulheres.

Na semana passada, autoridades israelenses disseram ao jornal americano The New York Times que esperam mandados de prisão do TPI contra membros do governo, incluindo provavelmente Netanyahu.

Segundo o New York Times, o TPI também pretende culpabilizar líderes do Hamas, embora ainda não tenha sido oficializado nenhum mandado de prisão contra dirigentes do movimento islamista.

Redação com Carta Capital

Quase 90% das cidades do RS foram atingidas e 116 pessoas foram mortas

m todo o estado, cerca de 1,9 milhão de pessoas foram atingidas

Ao menos 116 pessoas perderam a vida e outras 143 estão desaparecidas em consequência das fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul desde o último dia 26 – com maior intensidade a partir do dia 29.

Desde esta quinta-feira (9), a Defesa Civil estadual está divulgando os nomes de pessoas que morreram, bem como das cujo paradeiro é desconhecido. A lista já tem seis páginas. E não para de crescer.

Entre os nomes, estão os de Artemio Cobalchini, 72 anos, e Ivonete Cobalchini, 62 anos, cuja casa, em Bento Gonçalves, foi destruída pela força das águas. Os corpos de Seu Neco, como Artemio era conhecido, e da esposa, foram encontrados no último dia 3, por parentes e amigos. Uma das filhas do casal, Natália Cobalchini, está entre as 143 pessoas desaparecidas no estado.

A relação, contudo, não é completa, conforme reconhece a própria Defesa Civil estadual, que está a todo momento atualizando a lista com base nas informações que recebe das defesas civis municipais e da Polícia Civil. Ainda assim, não consta na relação de desaparecidos, por exemplo, o nome de Agnes da Silva Vicente.

Segundo a mãe de Agnes, Gabrielli Rodrigues da Silva, 24 anos, o bebê de sete meses caiu na água quando o barco usado para resgatar a família virou. Gabrielli e seus outros três filhos, incluindo a irmã gêmea de Agnes, Ágata, foram socorridos, mas a bebê não – embora, posteriormente, algumas pessoas tenham afirmado que Agnes também foi retirada da água.

Até o meio-dia de hoje (10), a Defesa Civil estadual contabilizava cerca de 1,9 milhão de pessoas de alguma foram afetadas, em 437 cidades, por efeitos adversos das chuvas, como inundações, alagamentos, enxurradas, deslizamentos, desmoronamentos e outros.

Em todo o estado, ao menos 337.346 pessoas desalojadas tiveram que, em algum momento, buscar abrigo nas residências de familiares ou amigos – muitas destas seguem aguardando que o nível das águas baixe para poderem retornar a suas casas. Outras 70.772 pessoas ficaram desabrigadas, ou seja, sem ter para onde ir, precisaram se refugiar em abrigos públicos ou de instituições assistenciais.

Frente a dimensão dos estragos, o governador Eduardo Leite reconheceu que não só o Rio Grande do Sul, mas todo o Brasil, terão que se ajustar a um novo contexto, no qual os eventos climáticos extremos têm se tornado cada vez mais frequentes – segundo especialistas, como consequência das mudanças climáticas e do aquecimento do planeta.

“Já temos uma série de políticas em andamento, mas está muito nítido que precisamos fazer [ações efetivas] em outro grau, em outro patamar”, disse Leite a jornalistas, esta manhã. “[No estado] Já existem estruturas [para lidar com as mudanças climáticas]. O que vamos ter que fazer é transformá-las, dando outra robustez para estas estruturas […] Precisamos passar a um nível excepcional de qualidade técnica, tecnológica e de recursos […] Precisamos ter preparo para conviver com situações excepcionais como esta. Preparo que envolve desde sistemas de proteção e defesa das cidades; realocação de espaços e novas técnicas construtivas resistentes a outro patamar de comportamento do clima; sistema de alertas e de informação à população, para que ela saiba lidar com estas situações [extremas]”, acrescentou Leite.

Fonte: Agência Brasil

Assembleia Geral da ONU aprova pedido de reconhecimento da Palestina

Adesão não é automática. Contudo, decisão sobre a Palestina na ONU abre caminho para uma adesão plena e maior garantia de direitos, além de isolar Israel

A Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) aprovou por ampla maioria o pedido da Palestina para se tornar membro pleno da ONU. Assim, a comunidade internacional reconhece sua qualificação e recomenda ao Conselho de Segurança que “reconsidere favoravelmente a questão”. Isso porque, no conselho, os Estados Unidos, como membro permanente, exerce continuamente sua postura de apoio a Israel contra o povo árabe.

A votação de hoje (10) contou com os 193 membros da assembleia. Ela representou uma avaliação global do apoio ao pedido palestino de se tornar membro pleno da ONU. A iniciativa que, na prática, reconhecer um Estado Palestino, mesmo após os Estados Unidos terem vetado a proposta no Conselho de Segurança no mês anterior. Além disso, o fato demonstra ainda maior isolamento de Israel em seu massacre contra civis palestinos desde outubro do ano passado.

A resolução obteve 143 votos a favor e nove contra. Entre os opositores, Estados Unidos e Israel. Enquanto isso, 25 países se abstiveram. Embora a resolução não conceda à Palestina a plena adesão automática à ONU, ela reconhece sua qualificação para ingressar. Embora os Estados Unidos permaneçam em apoio a Israel nessa questão, o governo Joe Biden cessou o envio de armas após investidas de Israel contra os últimos refúgios humanitários na Faixa de Gaza, em Rafah, na fronteira com o Egito.

Palestina na ONU

A resolução da AGNU “determina que o Estado da Palestina deve, portanto, ser admitido à adesão” e “recomenda que o Conselho de Segurança reconsidere a questão favoravelmente”.

Apesar de a AGNU não ter o poder de conceder plena adesão à ONU, a resolução aprovada nesta sexta-feira concederá à Palestina alguns direitos e privilégios adicionais a partir de setembro de 2024, como um assento entre os membros da ONU na sala da Assembleia Geral, embora sem direito a voto.

Reportando da sede da ONU em Nova York, Gabriel Elizondo, da Al Jazeera, destacou a importância do elevado número de países que votaram a favor da resolução. “Antes da votação, especulava-se que o apoio poderia variar entre 120 e 140 votos. O fato de terem obtido 143 votos ultrapassou todas as expectativas. Foi uma aprovação esmagadora”, observou.

A busca da Palestina pela plena adesão à ONU ocorre em meio a uma guerra entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza. Israel continua a expandir assentamentos ilegais na Cisjordânia ocupada e avança com violência sobre civis em Gaza.

Falas durante a sessão

Antes da votação, Riyad Mansour, embaixador da Palestina na ONU, fez um apelo aos membros da AGNU: “Votar ‘Sim’ é a decisão correta. Posso assegurar que, no futuro, vocês e seus países se orgulharão de terem defendido a liberdade, justiça e paz neste momento sombrio”.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, interpretou a aprovação da resolução como um sinal de que o mundo apoia os direitos e a liberdade do povo palestino, e se opõe à ocupação israelense. “Em termos estratégicos, acredito que essa votação não terá impacto direto em Gaza”, comentou Marwan Bishara, analista político sênior da Al Jazeera. “É mais simbólico. Representa um marco importante para a Palestina na arena internacional”.

Enquanto isso, o embaixador de Israel na ONU, Gilad Erdan, condenou a votação, afirmando que a ONU está agora admitindo um “estado terrorista” entre seus membros. “A Organização das Nações Unidas foi fundada com a missão de garantir que a tirania, como a dos nazistas, nunca mais se manifeste”, enfatizou.

Fonte: Rede Brasil Atual

Lula entrega 914 unidades do Minha Casa Minha Vida em Maceió

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou nesta sexta-feira, 10/05, de cerimônia de entrega de 914 unidades habitacionais do Residencial Parque da Lagoa, do Minha Casa, Minha Vida, em Maceió. 

Na cerimônia, Lula estava acompanhado dos ministro Rui Costa (Casa Civil) e Renan Filho (Transportes), além do  governador de Alagoas, Paulo Dantas; do prefeito da capital, JHC; do presidente da Câmara, Arthur Lira e outras autordades. Com uma plateia formada por representantes de movimentos sociais e moradores locais, Lula foi bastante aplaudido. Já o presidente da Câmara, Arthur Lira recebeu vaias e Lula teve que intercedeu em seu favor.

O residencial Parque da Lagoa, composto por 1.776 apartamentos, teve um investimento total de R$ 201,2 milhões pelo Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e conta com área de lazer, iluminação e estrutura sanitária. Os apartamentos serão destinados exclusivamente para famílias de baixa renda residentes no bairro do Vergel.

Redação com TNH1

Universidade belga encerra colaboração com instituições israelenses

A Universidade Livre de Bruxelas anunciou sua retirada de um projeto científico sobre inteligência artificial que envolvia duas instituições israelenses, confirmou o Centro de Informações Palestinas. A universidade belga aparentemente tomou a decisão em função da guerra de Israel contra os palestinos em Gaza.

Em uma declaração emitida na quarta-feira, a universidade explicou que a decisão de se retirar do projeto científico foi tomada após uma avaliação conduzida pelo Comitê de Ética. O comunicado dizia ainda que, após os recentes acontecimentos em Gaza, foi decidido realizar uma análise abrangente de todos os projetos de pesquisa envolvendo parceiros israelenses.

A universidade não tem nenhuma cooperação bilateral com Israel, acrescentou, e está determinada a continuar suas parcerias com instituições palestinas.

Os alunos da universidade participaram de protestos pró-Palestina no campus, que começaram nos EUA e se espalharam pela Europa, condenando a ofensiva militar de Israel em Gaza.

Fonte: Monitor do Oriente

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