Marcha para Jesus vai às ruas de SP com bandeira em apoio ao estado genocida de Israel

Com um enorme bandeirão de Israel, trios elétricos e bexigas verdes e amarelas, milhares de pessoas ocuparam a avenida Tiradentes, nesta quinta-feira (30), na região central da capital paulista, para participar da 32ª edição da Marcha para Jesus

Entre os políticos presentes estavam o prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Ricardo Nunes (MDB), e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), que tem os olhos postos na corrida presidencial de 2026.  

Tendo de um lado o apóstolo Estevam Hernandes, idealizador do evento e presidente da Igreja Renascer em Cristo, e do outro a esposa Regina Nunes, o prefeito ganhou uma oração dos fiéis antes de tomar a fala e declarar: “Eu amo Jesus”. Dizendo-se emocionado, Ricardo Nunes pediu “uma energia muito positiva” para “os nossos irmãos do Rio Grande do Sul”.

Neste ano, o tema do evento é “Dupla honra”, fazendo referência a um versículo da Bíblia que diz que, “em lugar da vossa vergonha, tereis dupla honra”.  

Fonte: Brasil de Fato

Artistas e intelectuais querem rompimento definitivo das relações entre Brasil e Israel

Entre os nomes que assinam a petição, destacam-se nomes como Chico Buarque, Gilberto Gil e Wagner Moura, entre outros

Um grupo de renomados artistas e intelectuais, incluindo membros da comunidade judaica, enviou uma carta ao presidente Lula (PT), solicitando a ruptura das relações diplomáticas do Brasil com Israel. Eles argumentam que tal medida, sob a liderança de Lula, poderia ajudar a acabar com a “carnificina intolerável” na Faixa de Gaza.No documento, divulgado pela coluna da jornalista Mônica Bergamo, os signatários destacam que “O Brasil tem defendido repetidamente um cessar-fogo na Faixa de Gaza e a solução de dois Estados conforme resoluções internacionais”. Entretanto, eles sublinham que a intensificação da violência por parte do governo Netanyahu, com ataques cruéis e desumanos contra civis, requer uma ação mais contundente do que meras propostas diplomáticas. “Diversos países da União Europeia e outras regiões já estão debatendo medidas mais firmes”, afirmam. Eles também mencionam os recentes ataques de Israel a um acampamento de deslocados em Rafah, no sul de Gaza, onde “dezenas de inocentes foram assassinados, evidenciando um desprezo inaceitável pela ética humanitária”.

A carta é assinada por personalidades como Chico Buarque, Gilberto Gil, Wagner Moura e Emicida; escritores e intelectuais como Milton Hatoum, Raduan Nassar e Jessé Souza; advogados e juristas como Pedro Serrano, Juarez Tavares e Carol Proner; e ex-ministros como Luiz Carlos Bresser-Pereira, Paulo Sérgio Pinheiro, Eleonora Menicucci, José Dirceu e Eugênio Aragão. Judeus proeminentes como Anita Leocádia, o jornalista Breno Altman e o professor Bruno Huberman também endossam o manifesto.

Fonte: Brasil 247

Defesa Civil de Maceió emite alertas. População deve ficar atenta!

Durante o período chuvoso, é fundamental que a população esteja atenta às medidas de prevenção, principalmente para aqueles que residem em áreas de risco. A Defesa Civil de Maceió tem desempenhado um papel crucial nesse cenário, emitindo alertas sobre possíveis deslizamentos, desabamentos e alagamentos, orientando os moradores dessas áreas a buscarem locais seguros.

O Diretor Operacional da Defesa Civil, Matheus Montenegro, ressaltou a importância dos alertas emitidos, destacando que eles têm auxiliado a população a se manter mais segura. Ele enfatizou a necessidade de os moradores estarem atentos e cadastrados para receber essas mensagens, pois o principal objetivo do órgão é preservar a vida dos cidadãos.

Além disso, é crucial que a população comunique à Defesa Civil de Maceió qualquer situação de risco ou ameaça, permitindo que o órgão monitore a situação e tome as providências necessárias. Enquanto a equipe da Defesa Civil não chega ao local, os moradores devem evacuar suas residências e aguardar em um local seguro, como a casa de parentes ou amigos. Em casos onde não há essa possibilidade, as famílias são encaminhadas para abrigos municipais, que estão preparados para recebê-los.

Os cidadãos podem acionar a Defesa Civil de Maceió de forma gratuita ligando para o número 199. Para receber os alertas, a Defesa Civil disponibiliza o envio de mensagens por SMS, bastando que o cidadão informe o CEP de sua residência para o número 40199. Outra opção é pelo aplicativo WhatsApp, enviando uma mensagem para o número (61) 2034-4611 e interagindo com o assistente virtual para compartilhar a localização atual.

Portanto, é fundamental que a população esteja ciente dessas medidas de prevenção e atuação da Defesa Civil durante o período chuvoso, garantindo a segurança e preservação da vida dos maceioenses.

Fonte: Repórter Alagoas

MP notifica o prefeito de Maceió, JHC, por autopromoção com dinheiro público

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) notificou o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), recomendando que ele pare de usar seu nome para autopromoção em textos institucionais. A recomendação, assinada pelo promotor de Justiça Flávio Gomes da Costa, da 14ª Promotoria de Justiça da Capital, foi expedida no dia 23 de maio deste ano.

O documento aponta claramente que tais atos configuram improbidade administrativa, infringindo a legislação constitucional que proíbe o uso do dinheiro público para a promoção pessoal de autoridades. O promotor Gomes da Costa foi incisivo: “A Prefeitura Municipal de Maceió e a Secretaria Municipal de Comunicação devem abster-se de promover, veicular e produzir conteúdos de publicidade institucional que enalteçam agentes públicos.”
 

A recomendação chega  faltando apenas quatro meses para as eleições de outubro, quando JHC disputará um novo mandato. Observa-se um aumento expressivo nos gastos com publicidade e propaganda pela prefeitura de Maceió nos anos de 2023 e 2024, sugerindo um uso eleitoral dessas verbas. Eventos como o “Massayo Verão”, financiados com dinheiro público, são utilizados como palco para a autopromoção do prefeito, que não hesita em subir ao palco e forçar artistas contratados a fazer selfies e vídeos com ele.

O Ministério Público deu um prazo de dez dias para que o gestor municipal acate ou rejeite os termos da recomendação, destacando a necessidade de conformidade com a ética e a legislação vigente. Esta é a segunda recomendação contra a autopromoção pessoal de JHC com dinheiro público em 2024. A primeira, emitida em 27 de fevereiro de 2024, também pelo promotor Flávio Gomes da Costa Neto, surgiu a partir de uma denúncia da vereadora Gaby Ronalsa (PV).

A insistência de JHC em promover sua imagem pessoal revela um flagrante desrespeito pelas normas que regem a administração pública. Em vez de focar em políticas que realmente beneficiem a população, o prefeito parece mais interessado em projetar uma imagem positiva de si mesmo, utilizando recursos públicos para esse fim. Tal atitude não só desvia o foco do que realmente importa, como também compromete a confiança pública na administração municipal. A promoção pessoal às custas do dinheiro público é uma prática que precisa ser combatida com rigor, pois fere os princípios de moralidade e impessoalidade que deveriam guiar a gestão pública.

Reincidência 

Esta é a segunda recomendação do MP contra a autopromoção pessoal de JHC com dinheiro público somente em 2024. A primeira determinação, de 27 de fevereiro de 2024 também foi emitida pelo promotor de Justiça Flávio Gomes da Costa Neto, teve origem a partir de uma denúncia da vereadora Gaby Ronalsa (PV). A parlamentar ressaltou a importância do cumprimento dos princípios constitucionais de impessoalidade e legalidade na publicidade governamental.

Identificada a irregularidade praticada na peça publicitária em análise, recomenda-se a retirada da mesma, no prazo de até 48 horas após o recebimento- deste pronunciamento, bem como, de toda e qualquer outra futura propaganda irregular das páginas oficiais do Ente Municipal, e que o gestor municipal se abstenha de utilizar o nome, símbolos, imagens que o identifiquem e que possam caracterizar promoção pessoal em peças publicitárias custeadas com dinheiro público.”, disse o promotor na notificação. 

https://deolhoalagoas.com.br/images/ck/files/RECOMENDAA%CC%83_A%CC%83_O%20mp%20maio%202024.pdf

O uso contínuo de verbas públicas para autopromoção pessoal não apenas desrespeita a lei, mas também diminui a confiança da população nos gestores públicos, mostrando uma gestão mais preocupada em manter uma boa imagem do que em realmente resolver os problemas da cidade.

https://deolhoalagoas.com.br/images/ck/files/Decis%C3%A3o%20-%20Not%C3%ADcia%20de%20Fato%20-%2001_2024_00000160%20%201%20(1).pdf

Fonte: Agência de Notícias

160 postos médicos destruídos: Israel devasta sistema de saúde palestino para acelerar extermínio

Sistema de saúde palestino se tornou um alvo estratégico para o regime sionista na Faixa de Gaza desde o passado 7 de outubro

O estado ocupante continua a atacar o setor de saúde palestino à medida que a guerra de extermínio na Faixa de Gaza adentra o seu 9º mês consecutivo, causando a morte de cerca de 130 mil pessoas, mais de 70% delas crianças e mulheres. O número de mártires chegou a cerca de 36 mil, enquanto o número de feridos é de aproximadamente 81 mil, e o número de desaparecidos é de cerca de 13 mil. Além disso, as forças ocupantes continuam a aplicar políticas de desaparecimento forçado contra o povo palestino na Faixa de Gaza, especialmente contra equipes médicas e jornalistas.

É evidente que a destruição do sistema de saúde palestino se tornou um objetivo estratégico para o regime ocupante na guerra de extermínio contínua na Faixa de Gaza desde o passado 7 de outubro, sob alegações de que os ataques a hospitais em Gaza foram por necessidades operacionais militares. Isso foi desmentido por fatos de campo, fontes jornalísticas, médicas e organizações de direitos humanos, que documentaram cerca de 90 incidentes de ataque ao setor de saúde em Gaza.

Refutando as alegações e falsidades do estado ocupante, o jornal Washington Post confirmou que as evidências não sustentam as alegações de que a resistência palestina usou hospitais para fins militares. O jornal norte-americano relatou que 32 dos 36 hospitais na Faixa de Gaza foram danificados ou ficaram fora de serviço devido à guerra de extermínio.

Ataque sistemático

O estado genocida tem sistematicamente atacado o setor de saúde na Faixa de Gaza, com fontes oficiais palestinas relatando a morte de cerca de 496 profissionais de saúde e especialistas médicos, a prisão de cerca de 310, incluindo diretores de hospitais, e ferindo cerca de 1.500 profissionais médicos. Além disso, cerca de 33 hospitais e 55 centros médicos foram colocados fora de serviço, 160 instituições ou pontos médicos foram atacados e cerca de 130 ambulâncias foram destruídas. Os hospitais Mártires de Al-Aqsa e Nasser estão em risco de parar de funcionar devido à proibição de entrada de combustível pelas forças ocupantes, ameaçando a vida de feridos, pacientes e bebês prematuros. O hospital kuwaitiano em Rafah também está em risco de parar devido aos ataques e invasões israelenses.

taxa de ocupação de leitos em vários hospitais que ainda funcionam parcialmente está em cerca de 250%, e as equipes médicas enfrentam uma grande carga devido à superlotação de feridos e doentes, especialmente pacientes com câncer, problemas renais, cardíacos, hepatite e desnutrição, sem poder fornecer os serviços médicos necessários, colocando suas vidas em risco. Cerca de 11 mil feridos correm risco de morrer devido ao fechamento da passagem de Rafah e à proibição de tratamento no exterior.

Observadores afirmam que as forças ocupantes utilizam a política de assassinato, destruição e deslocamento como objetivo estratégico em toda incursão ou invasão de qualquer cidade, campo ou área geográfica, com o ataque sistemático a hospitais e centros médicos sendo uma clara evidência disso. Durante a invasão do campo de Jabalia, ao norte da Faixa de Gaza, as forças ocupantes cercaram o Hospital Al-Awda, em Tel al-Zaatar, forçando as equipes médicas a evacuarem o hospital para áreas a oeste da cidade de Gaza, levando dezenas de feridos e pacientes, e deixando apenas alguns enfermeiros e pacientes. As forças ocupantes também atacaram o Hospital Kamal Adwan, no norte da Faixa, atirando em qualquer pessoa que se movesse no hospital.

Ação simultânea

Simultaneamente aos eventos no norte da Faixa de Gaza, com os ataques a hospitais lá, as forças ocupantes retiraram o Hospital Abu Yusef al-Najjar e outros hospitais de campo de serviço na província de Rafah, durante a ampla invasão israelense da pequena província, juntando-se a uma série de hospitais, incluindo o Complexo Médico Al-Shifa, na cidade de Gaza, e o Complexo Médico Nasser, na cidade de Khan Yunis, que foram retirados de serviço e tiveram suas atividades paralisadas.

Estamos diante de um cenário de ataque sistemático e organizado ao setor de saúde em toda a Faixa de Gaza, confirmando que o estado ocupante adota a política de matar, deslocar, provocar fome e destruir como uma prática diária contra o povo palestino.

Diante da indiferença do estado ocupante aos apelos e demandas internacionais para cessar os crimes de genocídio e os ataques aos sistemas de saúde e mídia, violando os direitos de saúde dos pacientes e feridos, conforme estipulado pelo direito internacional humanitário, e diante da rebeldia do estado ocupante contra esse mesmo direito e contra as legítimas resoluções do Conselho de Segurança, do Tribunal Internacional de Justiça e do Tribunal Penal Internacional, com o apoio explícito dos Estados Unidos e de outros aliados ocidentais que se opõem ao direito internacional humanitário e violam a Carta das Nações Unidas, é necessário tratar o estado ocupante como um estado fora da lei, impondo sanções e isolando-o internacionalmente.

Isso exige que o Tribunal Penal Internacional acelere a emissão de mandados de prisão contra o primeiro-ministro do governo ocupante israelense, Benjamin Netanyahu, seu ministro da Guerra, Yoav Galant, e outros que a investigação identificar como responsáveis por crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Também é necessário que o Tribunal Internacional de Justiça emita ordens para a cessação imediata dos crimes de genocídio na Faixa de Gaza, o fim dos ataques a hospitais, a abertura das passagens e a permissão para a entrada de ajuda humanitária.

Fonte: Diálogos do Sul

PF encontra provas de que Abin abastecia gabinete do ódio e Allan dos Santos

Delegados e policiais cedidos para Abin forneciam dados para ataques de grupo

A PF (Polícia Federal) localizou provas de que um grupo de delegados e policiais federais que foi cedido para a Agência Brasileira de Inteligência e atuava com o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), quando ele era diretor-geral da Abin, abastecia o “gabinete do ódio“, os ex-assessores especiais da Presidência da República que atuavam com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Além disso, os investigadores também mapearam que a mesma situação se dava em relação ao blogueiro bolsonarista Allan dos Santos.

As informações coletadas, em diversas situações de modo ilegal e injustificado, eram repassadas para alimentar narrativas e ataques em redes sociais.

As provas obtidas pela Polícia Federal são documentos obtidos nas operações de busca e apreensão efetuadas desde outubro do ano passado e também mensagens obtidas em celulares e nuvens.

Em janeiro, tanto Ramagem como o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) foram de busca e apreensão. Na ocasião, computadores e celulares dos dois foram apreendidos, além dos dispositivos de Tércio Arnaud Thomaz, ex-integrante do chamado “gabinete do ódio”.

“Abin paralela”

A coluna apurou ainda que a Polícia Federal descobriu que Allan dos Santos era abastecido, sobretudo, pelo delegado federal Marcelo Bormevet. Ele possui uma série de posts públicos defendendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e era considerado um dos homens de confiança de Ramagem.

Bormevet está afastado da PF por decisão do ministro Alexandre de Moraes na Operação Vigilância Aproximada, em janeiro, junto com outros cinco policiais federais.

A coluna apurou que, após a saída de Ramagem da direção da Abin para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, em março de 2022, os antigos “homens de confiança” dele passaram a não trabalhar mais na Abin e a agência não possui registros da atuação desses policiais ao longo de meses no ano em que se disputou a eleição presidencial. Bormevet é um deles.

Segundo fontes próximas ao caso, as sindicâncias estão adiantadas e eles correm risco de demissão.

Allan dos Santos está nos EUA e é considerado foragido do Judiciário brasileiro. Ele possui um pedido de prisão preventiva, de outubro de 2021, e está há mais de dois anos sem desfecho. No inquérito de fake news, ele foi acusado pelos crimes de calúnia, injúria e difamação.

O governo dos Estados Unidos comunicou o Brasil que não poderá extraditar o blogueiro.

Os americanos disseram, contudo, que estão dispostos a dar prosseguimento ao processo contra Allan em relação a outros crimes, mas o caso está estacionado no gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Fonte: ICL Notícias

Lula remove de vez embaixador brasileiro de Israel em gesto contra genocídio de Netanyahu

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu remover definitivamente o embaixador Frederico Meyer da Embaixada do Brasil em Israel. Em decreto publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (29), o mandatário transferiu Meyer para Genebra, na Suíça, onde irá atuar como Representante Especial do Brasil na Conferência Especial do Desarmamento, órgão da Organização das Nações Unidas (ONU). 

Meyer havia sido convocado por Lula ao Brasil para consultas em fevereiro após o embaixador e o próprio presidente terem sido alvos de ataques do governo israelense, chefiado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

À época, Lula foi declarado “persona non grata” pelo ministro das Relações Exteriores israelense Israel Katz após o mandatário brasileiro fazer um paralelo entre o massacre de palestinos promovido pelo governo sionista na Faixa de Gaza e o genocídio de judeus deflagrado pelo regime nazista de Adolf Hitler. 

Israel Katz chegou a levar o embaixador brasileiro Frederico Meyer ao Museu do Holocausto em Tel Aviv e humilhá-lo publicamente, gerando tensão nas relações entre os dois governos. 

Desde fevereiro, Meyer estava no Brasil e voltou a Tel Aviv na última semana, mas não para retornar ao posto na Embaixada, e sim para organizar sua mudança. A Embaixada Brasileira em Israel, em um primeiro momento, será chefiada, diante da remoção de Meyer, pelo ministro-conselheiro e encarregado de negócios Fábio Moreira Farias, um diplomata com nível hierárquico menor. O gesto representa, por tanto, um rebaixamento das relações entre Brasil e Israel

Na última semana, em passagem pela China, o ex-chanceler Celso Amorim, que atualmente é assessor especial da Presidência, já havia adiantado que Frederico Meyer não retornaria ao seu posto na Embaixada do Brasil em Tel Aviv pois o Brasil, diante da atitude do governo israelense em fevereiro, foi “humilhado”. 

Fonte: Revista Fórum

Agronegócio é responsável por 97% do desmatamento do país nos últimos 5 anos

O agronegócio é responsável por 97% do desmatamento do Brasil nos últimos cinco anos, segundo relatório anual divulgado nesta terça-feira (28) pelo MapBiomas. Outro efeito nefasto da ação da atividade econômica sobre o meio ambiente: bem mais da metade (61%) de toda a área desmatada em 2023 está localizada no Cerrado.

È nesse bioma, aliás, que estão áreas de fronteira dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, conhecida como Matopiba. Nos últimos anos a região vem ganhando destaque na produção de soja. E segue avançando. Em 2023 levou à perda de 858.952 hectares de vegetação nativa. Um aumento de 59% no desmate em relação a 2022, em que já havia registrado 36% a mais em relação a 2021.

Segundo o Mapbiomas, na prática, o Matopiba reúne três de cada quatro hectares desmatados no Cerrado em 2023 (74%). E 10 dos 33 municípios que mais desmataram no Brasil.

Com exceção do Piauí, São Paulo e Paraná, todos os outros estados que têm vegeração de Cerrado registraram aumento do desmatamento comparado com 2022. No caso do Maranhão, Tocantins, Goiás, Pará e Distrito Federal, a área desmatada mais do que dobrou.

Cerrado é estratégico para o controle hídrico

Segundo a coordenadora do MapBiomas Cerrado, Ane Alencar, a perda de mais da metade de sua vegetação nativa desperta preocupação. “O Cerrado é um bioma estratégico no que diz respeito à questão hidrológica e o desmatamento do bioma tem um impacto grande na questão hídrica. Várias bacias que nascem no Cerrado banham outros biomas, então, nesse sentido, o desmatamento e a perda do Cerrado representa um impacto para os outros biomas”, disse.

Ainda segundo ela, o combate ao desmatamento no Cerrado exige uma abordagem multifacetada. “Primeiro, é essencial distinguir claramente o que é legal e ilegal, para que as ações de fiscalização possam efetivamente inibir o desmatamento ilegal. Ao mesmo tempo, devemos oferecer incentivos para o melhor aproveitamento das áreas já desmatadas, reduzindo assim a pressão sobre novas áreas e reduzindo portanto o desmatamento legal.”

Para Ane Alencar, o aumento do desmatamento no Cerrado parece resultar de uma percepção de que tudo pode ser legalizável no bioma. “Temos que entender que não é porque a reserva legal é menor no Cerrado que todo o desmatamento vai ser legal. Na realidade, precisamos sim ter claramente o número da ilegalidade para que as ações de comando e controle possam ser efetivas, assim como as ações de desestímulo à abertura de novas áreas também”.

Desmatamento nas terras indígenas no bioma

É também no Cerrado que fica a terra indígena (TI) com maior área desmatada no país no ano passado: Porquinhos dos Canela-Apãnjekra. A área total desmatada foi de cerca de 2.750 hectares. Ao todo, as terras indígenas no bioma perderam 7.048 hectares de vegetação nativa. Um aumento de 188% em relação a 2022. Em todo o Brasil, ao contrário, houve queda no desmate nessas áreas, segundo o MapBiomas.

A supressão diária dos 3.042 hectares de vegetação nativa do Cerrado é o dobro da área desmatada na Amazônia, de 1.245 hectares. Os dois maiores biomas do Brasil – Amazônia e Cerrado – somaram mais de 85% da área total desmatada no país. E responderam por quase metade (47%) de toda a perda de vegetação nativa no país no ano passado.

O relatório anual de desmatamento identificou que apenas 4,04% de toda a vegetação suprimida nos últimos cinco anos não tem indícios de ilegalidade ou irregularidade. Para o ano de 2023, mais de 93% da área desmatada no Brasil teve pelo menos um indício de irregularidade.

Fonte: Rede Brasil Atual

Estado genocida de Israel já assassinou 5% da população de Gaza

Genocídio: Gaza tem 10 mil órfãos, 3 mil viúvas, 17 mil crianças sozinhas e 5% da população morta

Uma avaliação interna da ONU, enviada recentemente a governos de todo o mundo, segundo Jamil Chade, do UOL, revela uma crise humanitária sem precedentes em Gaza, mais de oito meses após o início dos ataques de Israel contra os palestinos. O relatório destaca uma “escala sem precedentes de destruição e perda de vidas de civis”.

Segundo os dados compilados pela Coordenação da ONU para Assuntos Humanitários, a ofensiva israelense deslocou quase toda a população de 2,2 milhões de pessoas em Gaza. O documento, utilizado para fazer um apelo por recursos internacionais, estima que a ONU necessita de US$ 3,8 bilhões (R$ 19,7 bilhões) para operações de resgate e assistência aos palestinos. No entanto, até o momento, a entidade recebeu apenas 27% desse valor dos doadores internacionais.

Com base em informações do Ministério da Saúde em Gaza e outras fontes, a ONU estima que mais de 5% da população de Gaza foi morta, ferida ou está desaparecida; pelo menos 3 mil mulheres ficaram viúvas; pelo menos 10 mil crianças ficaram órfãs; mais de 17 mil crianças estão desacompanhadas ou separadas de suas famílias; mais de 1 milhão de pessoas perderam suas casas, quase metade da população de Gaza.

A ONU alerta para o colapso da ordem social em Gaza, com crianças enfrentando perigos crescentes ao buscar alimentos, água e outros suprimentos essenciais. A violência de gênero também aumentou significativamente, com poucas oportunidades para os sobreviventes acessarem serviços de apoio vitais. As crianças, especialmente as meninas com deficiência, estão em risco crescente.

O relatório também destaca um aumento preocupante de detenções em massa e arbitrárias, levantando sérias preocupações sobre desaparecimentos forçados. Especialistas da ONU sugerem que esses atos podem constituir crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

A divulgação do informe ocorre em um momento crítico para o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que enfrenta intensa pressão internacional. Nesta terça-feira (28), três países europeus passam a reconhecer oficialmente o Estado palestino. Recentes ataques a um campo de refugiados provocaram indignação até mesmo entre aliados de Israel, como a França e a União Europeia.

Fonte: Brasil 247

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