Tigrinho e bets tiram R$ 103 bilhões do varejo em um ano, afirma pesquisa

Dado mostra que famílias consumiram menos por conta dos jogos online

Uma pesquisa divulgada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) mostrou que o varejo brasileiro deixou de faturar R$ 103 bilhões em 2024 devido ao redirecionamento de recursos para bets e tigrinho.

Segundo o estudo “O Panorama das Bets” da CNC, os brasileiros gastaram cerca de R$ 240 bilhões com apostas online em 2024. O estudo da CNC destaca a crescente presença de cassinos online nas bets, como o “Jogo do Tigrinho”. Economistas estimam que 80% dos pagamentos feitos pelos usuários envolvem jogos de cassino, enquanto as apostas esportivas representam uma fatia bem menor do total.

Uma pesquisa do Datafolha revela que 65% dos brasileiros apoiam a proibição das apostas online, as “bets”. A pesquisa reflete um crescente desconforto com o impacto dessas plataformas, considerando o vício e o endividamento causados pelos jogos de azar.

Entre os jovens de 18 a 24 anos, onde as bets são mais populares, 63% defendem a proibição. A adesão à proibição também é forte entre os mais velhos: 81% das pessoas com mais de 60 anos são favoráveis à restrição das apostas online.

O levantamento do Datafolha destaca que quase 2 em cada 3 brasileiros acreditam que as bets devem ser proibidas. A pesquisa reflete o crescente apoio à regulamentação mais rígida das apostas online no país, com forte rejeição em diversas faixas etárias.

Fonte: Revista Fórum

Reforma tributária isenta cesta básica de impostos

Regulamentada na última quinta-feira (16) após 30 anos de discussões no Congresso, a reforma tributária sobre o consumo promoverá mudança no preço dos alimentos. Como determinado pela emenda constitucional de 2023, a lei complementar definiu os itens da cesta básica nacional que terão alíquota zero e os itens que terão alíquota reduzida em 60%. Por outro lado, bebidas prejudiciais à saúde serão sobretaxadas.

No caso da cesta básica nacional, a lei complementar inclui 22 produtos que não pagarão o futuro Imposto sobre Valor Agregado (IVA). A lista traz produtos essenciais para a alimentação dos brasileiros, com a inclusão de itens regionais, como o mate e o óleo de babaçu. Outros 14 alimentos terão alíquota reduzida em 60% em relação a alíquota-padrão.

Durante a tramitação no Congresso, esses pontos geraram polêmica, com o Senado retirando o óleo de milho da cesta básica e passando para a lista de alíquota reduzida. Em contrapartida, o Congresso acrescentou carnes, queijos, todos os tipos de farinha, aveia, sal e óleo de milho, aumentando a lista de produtos da cesta básica de 15 para 22 itens.

Na última votação, na Câmara dos Deputados, os parlamentares retiraram a água mineral da lista de produtos com alíquota reduzida. Alguns deputados tentaram incluir os biscoitos e bolachas na cesta básica nacional, com isenção, mas os itens continuaram a lista de alíquota mais baixa.

Se diversos alimentos tiveram imposto reduzido, as bebidas açucaradas e alcoólicas vão pagar mais. Esses produtos foram incluídos na lista do Imposto Seletivo, apelidado de Imposto do Pecado, que incidirá sobre bens que prejudicam a saúde ou o meio ambiente.

O Imposto Seletivo também será cobrado sobre bens minerais, jogos de azar, embarcações e aeronaves, produtos fumígenos (cigarros e relacionados) e veículos. Apesar de especialistas em saúde terem pedido – em audiências públicas – a inclusão de alimentos processados no imposto, o Congresso não acatou as reivindicações.

Preços finais

No caso do Imposto Seletivo, a sobretaxação resultará em aumento de preços. O contrário, no entanto, não está garantido. O impacto das isenções e das alíquotas reduzidas sobre os preços finais depende da cadeia produtiva dos alimentos. Isso porque o futuro Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que substituirá sete tributos atuais que incidem sobre o consumo, não será cobrado em cascata.

A cada etapa da cadeia produtiva, o produtor poderá deduzir o IVA sobre os insumos. Em tese, alimentos com cadeia produtiva mais longa, como os industrializados, poderão se aproveitar de mais créditos (deduções) sobre a etapa anterior de produção. Na teoria, os alimentos in natura terão menos descontos, porque a cadeia produtiva é mais curta, o que justifica a alíquota reduzida para sucos naturais e hortaliças. Mesmo assim, os impactos definitivos só serão conhecidos à medida que a reforma tributária entrar em vigor, com um cronograma de transição de 2026 a 2033.

Lista de alimentos regulamentados pela reforma tributária

Cesta básica nacional, com alíquota zero

1.    Açúcar;

2.    Arroz;

3.    Aveias;

4.    Café;

5.    Carnes bovina, suína, ovina, caprina e de aves e produtos de origem animal (exceto foie gras)

6.    Cocos;

7.    Farinha de mandioca e tapioca;

8.    Farinha de trigo;

9.    Feijões;

10.   Fórmulas infantis;

11.   Grão de milho;

12.   Leite fluido pasteurizado ou industrializado, na forma de ultrapasteurizado; leite em pó, integral, semidesnatado ou desnatado; e fórmulas infantis definidas por previsão legal específica;

13.   Manteiga;

14.   Margarina;

15.   Massas alimentícias;

16.   Mate;

17.   Óleo de babaçu;

18.   Pão francês;

19.   Peixes e carnes de peixes (exceto salmonídeo, atum, bacalhau, hadoque, saithe e ovas e outros subprodutos);

20.   Queijos tipo muçarela, minas, prato, de coalho, ricota, requeijão, provolone, parmesão, fresco não maturado e do reino;

21.   Raízes e tubérculos;

22.   Sal.

Alimentos com redução de 60% em relação à alíquota padrão

1.    Amido de milho;

2.    Cereais não contemplados com alíquota zero;

3.    Crustáceos (exceto lagostas e lagostim);

4.    Extrato de tomate;

5.    Farinha, grumos e sêmolas, de cerais; grãos esmagados ou em flocos, de cereais;

6.    Fruta de casca rija regional, amendoins e outras sementes;

7.    Leite fermentado, bebidas e compostos lácteos;

8.    Massas alimentícias recheadas (mesmo cozidas ou preparadas de outro modo) e massas instantâneas;

9.    Mel natural;

10.   Óleo de soja, de milho, canola e demais óleos vegetais;

11.   Pão de forma;

12.   Polpas de frutas sem açúcar, outros edulcorantes e conservantes;

13.   Produtos hortícolas, frutas e vegetais;

14.   Sucos naturais de fruta ou de produtos hortícolas sem açúcar, edulcorantes e conservantes.

Imposto Seletivo

Alíquota extra sobre os seguintes produtos que prejudicam a saúde ou o meio-ambiente:

1.    Bebidas açucaradas;

2.    Bebidas alcoólicas;

Fonte: Agência Brasil

R. R. Soares é denunciado ao MP por fake news sobre Pix

O missionário R. R. Soares, líder da Igreja Internacional da Graça de Deus, foi denunciado ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) após espalhar fake news sobre o Pix durante o programa “Show da Fé”, da Band. O religioso disse que o governo quer cobrar imposto “de tudo”.

O deputado estadual Guilherme Cortez (PSOL) enviou uma representação ao MP de São Paulo e acusou o religioso de disseminar fake news. O parlamentar pede que o órgão investigue as falas do pastor e adote “as medidas cabíveis”.

“Conteúdos desinformativos, quando disseminados em larga escala na esfera pública do país, principalmente via programa de televisão, causam desordem informacional e prejudicam o acesso da população à informações verdadeiras”, diz a representação.

A fala de R. R. Soares foi transmitida na última segunda em meio a uma onda de fake news que afirmava que a Receita Federal iria taxar transferências via Pix. Ele disseminou a mentira enquanto pedia doações aos fiéis.

“Está acontecendo uma campanha contra o Pix. Só porque a pessoa ajuda um parente, um amigo e é de graça, já querem cobrar imposto. Eles cobram imposto de tudo, até que um dia vão cobrar imposto da gente. É uma maldade que querem fazer”, afirmou.

A Band afirmou que o “Show da Fé” é um programa independente e a produção da atração não se manifestou sobre a fala.

Fonte: DCM

Sisu 2025: inscrições começam nesta sexta (17) e se encerram na terça (21)

São mais de 260 mil vagas em cursos de graduação em 124 instituições públicas de ensino superior no Brasil

Começam nesta sexta-feira (17) as inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O prazo segue até 21 de janeiro. De acordo com o cronograma oficial, o resultado da chamada regular está previsto para 26 de janeiro, enquanto o período de matrículas acontece de 27 a 31 de janeiro. Já o prazo para participar da lista de espera vai de 26 a 31 de janeiro.

Gerido pelo Ministério da Educação (MEC), o sistema executa a seleção dos estudantes com base na média da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) até o limite da oferta de vagas ofertadas por instituições públicas de ensino superior, por curso e modalidade de concorrência, de acordo com a escolha dos candidatos inscritos e perfil socioeconômico.

A inscrição é gratuita e feita exclusivamente pela internet. O acesso ao sistema de inscrição é realizado com as informações de login e senha para acesso aos serviços digitais do governo federal, mediante uma conta no Gov.br. Quando o candidato realiza o login, o sistema recupera, automaticamente, as notas obtidas na edição do Enem válida para o processo seletivo.

No ato da inscrição, o candidato preenche um questionário socioeconômico do perfil para Lei de Cotas e escolhe até duas opções de curso dentre as ofertadas em cada processo seletivo do Sisu. É possível alterar as opções de curso durante todo o período de inscrições. A inscrição válida será a última registrada no sistema.

Quem não for selecionado em nenhuma das duas opções de curso indicadas no ato de inscrição ainda pode disputar uma das vagas por meio da lista de espera do Sisu. 

Todos os estudantes que participaram do Enem 2024, obtiveram nota na prova de redação maior do que zero e não declararam estar na condição de treineiro podem participar do Sisu.

Fonte: Agência Brasil

Estado genocida de Israel aprova cessar-fogo após acordo sobre reféns

Gabinete de Israel aprova cessar-fogo após acordo sobre reféns

O Gabinete de Segurança de Israel deu aval nesta sexta-feira (17/01) para o governo de Benjamin Netanyahu aprovar o acordo com o Hamas para cessar-fogo na Faixa de Gaza e libertar os reféns.

Em nota, o gabinete disse que examinou “aspectos políticos, de segurança e humanitários” para tomar a decisão que havia sido adiada na quinta-feira (16/01) sob a alegação de que o Hamas supostamente buscava “extorquir” concessões de última hora.

“Depois de ter examinado todos os aspectos políticos, de segurança e humanitários, e de compreender que o acordo proposto apoia a realização dos objetivos da guerra, a Comissão de Ministros para os Assuntos de Segurança Nacional recomendou que o governo aprovasse o plano proposto. O governo se reunirá ainda hoje”, diz o comunicado.

Mais cedo, Netanyahu se reuniu com seu gabinete para discutir o acordo de cessar-fogo em Gaza. Ele havia garantido que o acordo será implementado no domingo (19/01), como planejado, isso por que informou que os negociadores em Doha, no Catar, chegaram a um acordo para a libertação dos reféns.

Sobre a alegação da reunião adiada, a suposta divergência estaria relacionada ao Hamas exigir a inclusão de determinados nomes na lista de prisioneiros que seriam libertados. No entanto, o grupo palestino negou a acusação e o governo de Israel não apresentou nenhuma evidência disso.

O que ficou evidente no processo foi a forte oposição de alguns membros do gabinete ao fim da guerra. Os ministros ultradireitistas do governo israelense dizem que a guerra ainda não atingiu seu objetivo de acabar com o Hamas e lutam para que continue.

Direita quer impedir paz duradoura

Para evitar a saída da extrema direita da coalizão do governo, Netanyahu fez um acordo que pode impedir que o cessar-fogo seja duradouro, comprometendo a segunda fase do cessar-fogo.

Segundo o jornal The Times of Israel, Netanyahu se reuniu nesta sexta-feira com o seu ministro das Finanças, Bezalel Smotrich e eles entraram em entendimentos sobre a exigência de que Israel retome a luta contra o Hamas em Gaza após um cessar-fogo temporário, assim como o controle da ajuda humanitária no enclave.

O ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, manifestou seu desacordo pelo X. “Israel terá de pagar um preço alto”, postou, acrescentando que não “aceitaremos governo do Hamas em Gaza após a guerra”.

Já o ministro da Defesa, Israel Katz, reagiu anunciando que decidiu libertar todos os colonos que estavam em detenção administrativa e transmitiu uma “mensagem clara de fortalecimento e incentivo aos assentamentos (na Cisjordânia ocupada)”.

Os colonos são israelenses que vivem ilegalmente em terras palestinas privadas na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Ocidental. Atualmente eles somam 700 mil cidadãos — ou 10% da população do país — que vivem em 150 assentamos e 128 postos avançados nessas duas áreas palestinas.

Pressões pelo fim da Guerra

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar na quinta-feira para que o acordo fosse fechado. “É melhor ser feito antes de eu tomar posse”, disse, lembrando que isso ocorre na próxima segunda-feira (20/01).

De fato, o acordo em andamento é o mesmo proposto pelo presidente norte-americano Joe Biden há oito meses. A diferença agora foi a pressão colocada por Trump.

Os países do G7 também se pronunciaram dizendo que endossam totalmente o acordo de cessar-fogo e pediram ao Irã que evite novos ataques a Israel, relatou a Reuters.

Quinta-feira à noite, centenas de pessoas compareceram a um protesto pró-palestino na Times Square de Nova York. Diversos participantes eram membros da comunidade judaica ortodoxa que levavam cartazes com frases como: “Israel é responsável por 76 anos de trágico derramamento de sangue de árabes e judeus”.

Ao mesmo tempo, familiares dos reféns mantidos em Gaza também intensificaram a pressão ocupando as ruas em Tel-Aviv, capital israelense.

A expectativa é de que a fase inicial do acordo – cessar-fogo de seis semanas e troca de prisioneiros – se concretize rapidamente. Sobre a segunda fase, que senta as bases de um fim definitivo do conflito, há mais ceticismo.

Enquanto isso, Israel continua intensificando os ataques em Gaza. Desde que o cessar-fogo foi anunciado, suas bombas mataram ao menos 113 palestinos, incluindo 28 crianças e 31 mulheres.

Fonte: Ópera Mundi

Farra no TJAL: magistrados podem receber quase meio milhão em gratificação retroativa

O valor total estimado da medida é de cerca de R$ 58 milhões

Uma reportagem publicada na terça-feira, 14, no site do Estadão revela uma série de decisões administrativas tomadas pela cúpula do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) no final de 2024 que pode resultar em ganhos financeiros expressivos para dezenas de magistrados. Uma das medidas polêmicas, segundo a matéria, partiu do próprio presidente da Corte, Fernando Tourinho, que decidiu que ele e seus colegas têm direito a receber valores retroativos do benefício conhecido como gratificação por acúmulo de função, ou “acervo”.

O pagamento retroativo se refere ao período entre 2015 e 2018, quando os juízes e desembargadores federais já recebiam a gratificação, mas o TJ-AL só passou a pagar esse benefício em 2018.

O valor total estimado da medida é de cerca de R$ 58 milhões, a serem distribuídos entre 159 magistrados. De acordo com um levantamento, 147 juízes e desembargadores devem receber mais de R$ 100 mil, enquanto 91 magistrados terão ganhos superiores a R$ 400 mil.

Em nota, Fernando Tourinho afirmou que todas as medidas adotadas pelo TJ-AL estão fundamentadas na legalidade e foram reconhecidas como devidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Fonte: 082 Notícias

Moraes nega pedido de Bolsonaro para viajar aos EUA para posse de Trump

De acordo com a decisão, Bolsonaro não apresentou convite formal para a posse do novo presidente americano, marcada para esta segunda-feira (20). Ex-presidente teve passaporte apreendido em operação da PF que investiga suposta tentativa de golpe de Estado.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta quinta-feira (16) o pedido de devolução do passaporte do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que ele possa viajar para os Estados Unidos (EUA) e participar da posse do presidente eleito Donald Trump.

Com isso, essa é a quarta vez que o Supremo nega a restituição do documento. Segundo a decisão, Bolsonaro não apresentou o convite formal para a posse de Trump (leia mais abaixo).

Os advogados do ex-presidente pediram que Moraes liberasse a saída de Bolsonaro do país entre os dias 17 e 22 de janeiro. A cerimônia de posse de Trump está marcada para a próxima segunda-feira (20), em Washington.

Ao Supremo, foi informado pelos advogados que a posse de Trump “consiste em evento de notória magnitude política e simbólica e o convite para comparecer à sua cerimônia encontra-se carregado de significados”.

“Não foi juntado aos autos nenhum documento probatório que demonstrasse a existência de convite realizado pelo presidente eleito dos EUA ao requerente Jair Messias Bolsonaro, conforme alegado pela defesa”, argumentou Moraes na decisão que negou o pedido.

A decisão reforça que, desde que o passaporte foi retido, não houve alteração que justificasse a suspensão da medida. E diz também que Bolsonaro continua dando indícios de que pode tentar fugir do país.

“O cenário que fundamentou a imposição de proibição de se ausentar do país, com entrega de passaportes, continua a indicar a possibilidade de tentativa de evasão do indiciado Jair Messias Bolsonaro, para se furtar à aplicação da lei penal”, afirmou Moraes.

Ele apontou na decisão que o ex-presidente “vem defendendo a fuga do país e o asilo no exterior para os diversos condenados com trânsito em julgado pelo plenário do Supremo Tribunal Federal em casos conexos à presente investigação e relacionados à ‘tentativa de Golpe de Estado e de Abolição violenta do Estado Democrático de Direito'”, diz o documento.

Moraes cita ainda que, logo após o indiciamento, Bolsonaro cogitou, em entrevista a um jornal, fugir e pedir asilo político em outro país para evitar uma eventual responsabilização no Brasil.

O ministro acrescenta que essas tentativas foram corroboradas por um dos filhos do ex-presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Apreensão do passaporte

O documento foi apreendido pela Polícia Federal em fevereiro de 2024 diante do avanço das investigações sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado para manter Bolsonaro no poder, que teria envolvido o ex-presidente, aliados e militares próximos. 

Em novembro do ano passado, Bolsonaro e mais 39 pessoas foram indiciadas pela PF por tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

O caso está sob análise da Procuradoria-geral da República (PGR), que deve decidir até fevereiro se os investigados serão ou não denunciados ao Supremo. Há expectativa no STF de que eles sejam formalmente acusados. 

iagem aos EUA 

Os advogados de Bolsonaro afirmaram no pedido ao STF que a cerimônia de posse de Trump implicaria em “diversos aspectos importantes, tais como o reforço de laços e o fortalecimento das relações bilaterais entre os países mediante o diálogo entre dois líderes globais”.

No sábado (11), Moraes determinou que a defesa comprovasse que Bolsonaro foi convidado oficialmente para a cerimônia de posse.

Isso porque foi juntado um e-mail de um endereço não identificado e sem qualquer horário ou programação do evento a ser realizado. Os advogados afirmaram que o documento apresentado à Justiça é mesmo o convite formal para o evento. 

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a rejeição da devolução do passaporte. 

Segundo o PGR, não há interesse público na viagem de Bolsonaro que justifique a derrubada da restrição, sendo que ele “não exerce função que confira status de representação oficial do Brasil à sua presença na cerimônia oficial nos Estados Unidos”.

“O requerente não apresentou fundamento de especial relevo que supere o elevado valor de interesse público que motiva a medida cautelar em vigor. A viagem desejada pretende satisfazer interesse privado do requerente, que não se entremostra imprescindível”, afirmou Gonet.

“Não há, na exposição do pedido, evidência de que a jornada ao exterior acudiria a algum interesse vital do requerente, capaz de sobrelevar o interesse público que se opõe à saída do requerente do país. A situação descrita não revela necessidade básica, urgente e indeclinável, apta para excepcionar o comando de permanência no Brasil, deliberado por motivos de ordem pública”, completou o procurador-geral.

Fonte: G1

Israel assassina mais 70 palestinos apesar do anúncio de acordo de cessar-fogo

Outros 200 palestinos ficaram feridos em ataques aéreos israelenses no território, segundo a Defesa Civil de Gaza. Acordo de trégua, que prevê libertação de reféns em poder do Hamas e a retirada das tropas de Israel, deve entrar em vigor no domingo (19).

Mais de 70 pessoas morreram na Faixa de Gaza desde o anúncio do acordo entre Israel e o Hamas por um cessar-fogo na guerra no território, informou o serviço de emergência da Defesa Civil de Gaza nesta quinta-feira (16).

Israel intensificou os ataques aéreos contra Gaza horas após do anúncio do acordo por Catar e Estados Unido, ocorrido na quarta-feira (15), afirmaram moradores e autoridades do enclave palestino à agência de notícias Reuters.

Catar e Estados Unidos anunciaram na tarde de quarta-feira o acordo, que prevê a libertação de dezenas de reféns e a retirada gradual das tropas israelenses de Gaza. Os dois países, junto com o Egito, mediaram as negociações que se arrastaram por meses. 

Os ataques são um contraste com o clima em Gaza, que é de euforia desde quarta, com o anúncio oficial. Os bombardeios israelenses ocorrem porque, apesar de assinado, o cessar-fogo entrará em vigor apenas no domingo (19).

Segundo a Defesa Civil de Gaza, um total de 71 pessoas morreram nos ataques aéreos desde o anúncio do cessar-fogo e mais de 200 ficaram feridos. Entre os mortos estão 19 crianças e 24 mulheres.

Um porta-voz do Exército israelense afirmou que está investigando os números informados pela Defesa Civil de Gaza.

Segundo balanço do Ministério de Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, divulgado na manhã desta quinta-feira, 81 mortes foram registradas no território nas últimas 24 horas em ataques israelenses, com 188 feridos. Com isso, o número oficial de mortos palestinos na guerra chega a 46.788.

De acordo com o órgão de Saúde, há várias vítimas sob os escombros e nas ruas que as equipes de ambulância e da Defesa Civil ainda não conseguiram socorrer.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou o Hamas nesta quinta-feira (16) de não respeitar os termos do cessar-fogo e causar uma “crise de última hora” no acordo. O Hamas nega.

Os palestinos pedem uma implementação mais veloz da trégua, que pode ser atrasada pelo impasse entre Israel e Hamas mencionado por Netanyahu.

Redação com G1

Receita revoga ato normativo que previa fiscalização do Pix

Governo editará MP que proíbe diferenciação entre Pix e dinheiro

Diante da onda de fake news em torno da modernização da fiscalização do Pix, a Receita Federal revogou o ato normativo que estendeu o monitoramento das transações aos bancos digitais, fintechs e instituições de pagamento. No lugar, o governo editará uma medida provisória (MP) para proibir a cobrança diferenciada por transações em Pix e em dinheiro.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, anunciaram há pouco a revogação da instrução normativa e a edição da medida provisória. A MP também reforçará princípios garantidos pela Constituição nas transações via Pix, como o sigilo bancário e a não cobrança de impostos nas transferências pela modalidade, além de garantir a gratuidade do Pix para pessoas físicas.

“Essa revogação se dá por dois motivos: tirar isso que tristemente virou uma arma nas mãos desses criminosos e inescrupulosos. A segunda razão é não prejudicar a tramitação do ato que será anunciado [a medida provisória]”, explicou Barreirinhas.

Com a edição da MP, nenhum comerciante poderá cobrar preços diferentes entre pagamentos via Pix e em dinheiro, prática que começou a ser detectada nos últimos dias. Para Haddad, a medida provisória extinguirá a onda de fake news em relação à taxação do Pix, que tomou conta das redes sociais desde o início do ano.

“A medida provisória reforça os dois princípios e praticamente equipara o Pix ao pagamento em dinheiro. O que isso significa? Que essas práticas utilizadas hoje com base na fake news de cobrar a mais o que é pago em Pix está vedado. Ou seja, o que cobra em dinheiro poderá cobrar em Pix. Quem quer usar o Pix vai ter que pagar o mesmo valor em dinheiro, sem nenhum acréscimo”, disse Haddad.

O ministro reforçou que a medida provisória, na verdade, reforça princípios já existentes em relação ao Pix, apenas esclarecendo pontos distorcidos por disseminadores de fake news nos últimos dias.

“O Pix estará protegido pelo sigilo, como sempre foi. [O que estamos fazendo] é só a ampliação, o reforço da legislação, para tornar mais claro esses princípios já estão resguardados pela medida provisória. Para evitar a má interpretação, a tentativa de distorcer o intuito da Receita Federal, ela está tomando a medida que o Barreirinhas já anunciou”, explicou Haddad.

“Tudo isso tem um único objetivo: salvaguardar a economia popular, salvaguardar as finanças das pessoas mais pobres, o pequeno comerciante e a dona de casa que vai fazer suas compras, e equiparar o pagamento em Pix ao pagamento em dinheiro”, completou o ministro.

Haddad negou que a revogação do ato seja o reconhecimento da derrota para as fake news. “Pelo contrário. Isso é impedir que esse ato [a instrução normativa] seja usado como justificativa para não votar a MP. Estamos lançando uma medida provisória e queremos que ela seja discutida com sobriedade pelo Congresso Nacional”, justificou.

Fonte: Agência Brasil

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