SINDPREV-AL repudia uso da PM em reunião com assessor da Secretaria de Planejamento

Em um ato totalmente pacifico, anunciado há quase um mês nas redes sociais e site do SINDPREV-AL, o governo do Estado resolveu acionar a Polícia Militar, através do Gerenciamento de Crise numa clara demonstração de tentativa de intimidação. O ato pacífico foi realizado na manhã desta quarta-feira (21) em frente a Secretaria de Planejamento, cuja titular, Paula Dantas é filha do governador Paulo Dantas.

Vale registrar que desde que a secretária tomou posse no cargo, o Sindicato tem enviado ofícios recorrentes, solicitando reunião para resolver uma série de pendências e demandas de interesse dos servidores públicos estaduais da Saúde, sem que a secretária dê qualquer resposta ao SINDPREV-AL.

Agora, inexplicavelmente a resposta do governo foi o envio de policiais militares, deixando os representantes sindicais indignados.

Ao entrar em contato com os militares, o Sindicato foi informado que a secretária Paula Dantas não estava no prédio e que a subsecretária estaria de férias, restando apenas um assessor para atender o SINDPREV. Estranhamente, os militares informaram que só seria permitido o acesso ao assessor de apenas dois representantes sindicais.

Outro detalhe desagradável foi a presença dos militares na reunião com o assessor. Além disso, estranhamente alguns militares interferiam na reunião, chegando a filmar a reuniao e responder perguntas feitas pelo Sindicato ao assessor. Depois de toda esse infortúnio, o assessor agendou uma reunião com a secretária Paula Dantas para a próxima quinta-feira, dia 29 de outubro. O SINDPREV-AL informa que vai estar presente na data acerta e que os trabalhadores e trabalhadores da Saúde também ficarão concentrados em frente ao prédio da Secretaria de Planejamento, aguardando o resultado da referida reunião.

Expressivo

Um fato bastante alvissareiro para o SINDPREV-AL foi a expressiva participação de servidores e servidoras da Saúde no ato realizado em frente ao prédio da Secretaria de Planejamento na quarta-feira (21). O grande número de servidores e dos valentes trabalhadores que fazem parte da reserva técnica dá mais ânimo aos representantes do Sindicato em continuar a luta em defesa da categoria. Estamos na luta pela Insalubridade, terço de férias, Concurso Público, efetivação da reserva técnica SESAU/ UNCISAL e enquadramento dos auxiliares de enfermagem

Lamentável

Lamentavelmente, um governo que se diz democrático usar de militares numa clara tentativa de intimidação de legítimos representantes dos bravos servidores e servidoras da Saúde do Estado é de se repudiar com veemência. Não podemos admitir a ingerência de militares nas tratativas de negociação com gestores da Saúde. Isso é completamente inaceitável.

Fonte: Ascom Sindprev-AL

PF faz operação na casa de governador bolsonarista por de desvio de dinheiro

Governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa foi alvo de busca e apreensão em operação autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça; ele nega participação no suposto esquema de desvio de dinheiro na pandemia.

A Polícia Federal apreendeu nesta quarta-feira (21) na casa e no gabinete do governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, R$ 67,7 mil em dinheiro em espécie durante buscas da Operação Fames-19, que investiga supostos desvios na compra de cestas básicas nos anos de 2020 a 2021.

Os agentes apreenderam na casa do governador R$ 35,5 mil, 80 euros e US$ 1,1 mil. Já no gabinete de Barbosa foram encontrados R$32,2 mil e centenas de boletos de contas pagos em lotéricas, tanto do governador, quanto de terceiros.

Na decisão que determinou a operação, o ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça, autorizou a apreensão de valores em espécie superior a R$ 10 mil sem comprovação de origem lícita, encontrados nos endereços de execução da busca domiciliar.

A assessoria do governador informou por telefone à TV Anhanguera que não vai se posicionar sobre o dinheiro apreendido. Em nota enviada durante a manhã, o governador negou fazer parte do susposto esquema pois na época era vice e não autorizava pagamentos. Disse também, que é citado porque recebeu dinheiro de um ‘consórcio entre amigos’, de um dos envolvidos.

Núcleo político

A PF aponta que o governador faz parte do núcleo político do suposto esquema, que faria um sistemático desvio de recursos públicos.

Segundo os investigadores, “na condição de governador do Estado, há indícios de que durante a fase aguda da pandemia de COVID-19, concorreu para o desvio de grandes somas em dinheiro por meio do fornecimento de cestas básicas de existência meramente formal”.

A decisão que autorizou a operação aponta que, segundo a PF, “o foco da assistência social do Estado no fornecimento de cestas básicas decorreu da facilidade que tal prestação estatal representava para o desvio de grandes somas de dinheiro público.”

Ainda segundo o documento, “a dificuldade de controlar e de atestar o recebimento de produtos que, por sua própria natureza, são destinados ao consumo da população, desaparecendo em seguida, tornaram esta iniciativa estatal o meio perfeito para a consecução de um esquema sistemático de desvio de recursos públicos, por meio do fornecimento de cestas básicas de existência meramente formal”, diz o texto.

A investigação aponta ainda que o governador recebeu em sua própria conta a quantia de R$ 5.000,00 de empresário dono de duas empresas contratadas em período contemporâneo à execução dos contratos.

Os filhos do governador também receberam repasses do empresário. A justificativa para as transferências foi motivação de um “Consórcio entre Amigos”.

Para a PF, tudo indica que houve, “muito possivelmente, o pagamento da quantia não possuiria causa legítima, representando verdadeira vantagem indevida documentada por descuido pelos próprios investigados”.

Operação

A operação realizada hoje teve como alvos o governador, a primeira-dama, Karynne Sotero, secretária extradordinária de Participações Sociais no governo do Tocantins, e os filhos do governador.

O deputado estadual Léo Barbosa (Republicanos) e Rérison Castro, atual superintendente do Sebrae Tocantins, também foram alvos das buscas.

Segundo a PF, há fortes indícios da existência de um esquema montado entre os anos de 2020 e 2021 para desvio de dinheiro na compra de cestas básicas pelo governo do estado durante a pandemia.

Segundo os investigadores, o esquema teria se utilizado do estado de emergência em saúde pública e assistência social para contratação de grupos de empresas previamente selecionadas para o fornecimento de cestas básicas.

Fonte: G1

Surto de meningite assusta população de Maceió

Maceió está vivendo uma endemia de meningite tipo B. A capital tem também as mais altas taxas de mortalidade da doença no Brasil.

Enquanto a letalidade no Brasil é de 21,4 entre os que contraíram a doença, em Alagoas é de 33,3 entre os pacientes na faixa etária de cinco anos de idade. Na capital, o índice de mortalidade é de 55,6. Quando avaliada a taxa de mortalidade entre os pacientes menores de um ano de idade, o índice de óbitos chega a 80%. Os epicentros da doença na capital são nos bairros do Jacintinho e Benedito Bentes.

As informações foram repassadas pela presidente da Sociedade Alagoana de Infectologia, médica Medjane Alves de Lemos Nunes, durante a audiência pública para discutir os números da doença, realizada na sede do Ministério Público Federal, na tarde de ontem.

Um dos pontos de especial interesse da audiência pública foi a inclusão da vacina contra meningite do tipo B no Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Sistema único de Saúde (SUS).

De janeiro a junho de 2023, Alagoas registrou 29 casos de meningite, sendo 21 em Maceió. Na época, o Ministério da Saúde reconheceu que a capital passava por um surto da doença. Este ano, os números aumentaram: nos primeiros seis meses, foram 39 casos em todo o estado, sendo 19 em Maceió. Pelo menos seis óbitos já foram confirmados. Há ainda um novo óbito sendo investigado. Uma menina de cinco anos de idade, residente em Satuba. Ela faleceu no último domingo.

Uma estudante de Maceió também contraiu a doença. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Maceió, o órgão já adotou todas as providências necessárias e passou orientações aos pais, responsáveis e professores da unidade. Nos próximos 10 dias, a Escola Municipal Doutor José Carneiro, situada no Cepa, no Farol, onde a aluna é matriculada, no 3°ano vai ter reforço no monitoramento para identificar possíveis novos sintomas nos frequentadores.

A secretaria divulgou que pessoas que tiveram contato com a paciente receberam a profilaxia, que é o uso de antibiótico.

Autoridades querem vacinação contra a doença na rede pública

O aumento dos casos de meningite e a alta taxa de letalidade registrada no Estado foi discutida, na tarde de ontem, na sede do Ministério Público Federal, durante a audiência pública: “A situação dos casos de doença meningocócica em Alagoas e a viabilidade de introdução da vacina contra o meningococo tipo B na rede pública”.

Estiverem presentes representantes das secretarias estadual e municipal de saúde, Ministério Público Estadual, Conselho Regional de Medicina, Sociedades Alagoanas de Pediatria e Infectologia, Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Alagoas, além do deputado estadual Alexandre Ayres, ex-secretário de saúde do Estado.

O órgão federal afirmou que o objetivo da audiência pública é entender o cenário atual, além de debater a necessidade da vacinação contra a meningite para a rede pública. A audiência foi conduzida pelo procurador da República Bruno Lamenha, procurador regional dos Direitos do Cidadão. O Ministério da Saúde participou de forma remota. O diretor do departamento do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti Fernandes, representou o Ministério.

De acordo com o Ministério da Saúde, embora a proposta esteja sendo estudada internamente, o alto custo da vacina e o fato dela ser produzida fora do Brasil por um único laboratório são complicadores para que essa incorporação possa acontecer no curto ou médio prazo.

“O Ministério Público Federal acompanha a situação da meningite em Alagoas desde agosto do ano passado, quando o Ministério da Saúde esteve em Maceió pela primeira vez devido ao surto de meningite B enfrentado em 2023. Apesar de uma desaceleração nos casos, a incidência de novos casos persiste em ritmo constante, mantendo Alagoas em alerta, especialmente Maceió”, afirmou o procurador.

De acordo com o procurador, é papel do Poder Público, no nível federal, estadual e municipal, encontrar caminhos para prover todos os meios disponíveis para proteger a população, inclusive a vacina”, salientou o procurador regional dos direitos do cidadão.

O presidente da Sociedade Alagoana de Pediatria, médico Marcos Gonçalves explicou que estão em alerta sobre o aumento do número de casos de doença. (V.C.)

Fonte: Tribuna Hoje

Emergência global por mpox: OMS ainda não aconselha lockdown

Depois que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a mpox uma emergência em saúde pública de importância internacional, boatos sobre a possibilidade de novos mega lockdowns tomaram as redes sociais. A entidade, entretanto, não aconselhou Estados-membros a implementar nenhum tipo de isolamento social em massa para interromper a transmissão da doença, como o que aconteceu durante a pandemia de covid-19.

No último dia 14, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou a declaração de emergência global por mpox no canal oficial da entidade no YouTube. Durante os 53 minutos de vídeo, em nenhum momento, Tedros recomenda aos Estados-membros a implementação de mega lockdowns para frear a disseminação da doença. “A OMS vem trabalhando para conter o surto de mpox na África e alertando que o cenário é algo que deve preocupar a todos nós”.

“A detecção e a rápida disseminação de uma nova variante de mpox na República Democrática do Congo, a detecção dessa mesma variante em países vizinhos que não haviam reportado casos da doença anteriormente e o potencial de disseminação em toda a África e além são muito preocupantes”, disse Tedros, à época, apelando por uma ação coordenada para conter a situação e salvar vidas.

Dois dias após a declaração e diante de um caso da nova variante registrado na Suécia, o primeiro fora do continente africano, Tedros avaliou que o cenário reforçava a necessidade de que todos os governos trabalhassem para combater o vírus de forma conjunta, sem citar, em nenhum momento, orientações relacionadas à mega lockdowns ou isolamento social em massa como estratégias para interromper a transmissão.

“Encorajamos todos os países a ampliar a vigilância, compartilhar dados e trabalhar para compreender melhor a transmissão; a compartilhar ferramentas como vacinas; e a aplicar as lições aprendidas em emergências de saúde pública de interesse internacional anteriores”, escreveu Tedros, em seu perfil na rede social X.  

Na segunda-feira (19), a OMS divulgou uma lista de recomendações temporárias direcionadas a países que enfrentam surtos de mpox, incluindo, mas não de forma restrita, as seguintes nações: República Democrática do Congo, Burundi, Quênia, Ruanda e Uganda. Dentre as orientações estão melhor coordenação da resposta à emergência, tanto em nível local quanto nacional, e o envolvimento de organizações humanitárias em áreas de refugiados e de insegurança.

Outro item da lista publicada pela entidade envolve melhorar a vigilância à doença, por meio da expansão do acesso a diagnósticos precisos e acessíveis, capazes de diferenciar as variantes de mpox em circulação. A OMS pede ainda que os países forneçam apoio clínico, nutricional e psicossocial a pacientes, incluindo, “quando justificado e possível”, o isolamento em unidades de saúde e orientação para cuidados domiciliares.

Outra recomendação feita pela entidade é que os governos estabeleçam ou reforcem acordos de colaboração para a vigilância e a gestão de casos de mpox em regiões de fronteira, com destaque para o fornecimento de orientações a viajantes, mas sem recorrer “de forma desnecessária” a restrições gerais envolvendo fluxos de viagem e de comércio.

Mpox X covid

Nesta terça-feira (20), o diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, reforçou que o cenário mpox – independentemente de se tratar da nova variante 1, por trás do surto atual na África, ou da variante 2, responsável pela emergência global em 2022 – não configura “uma nova covid”.

“Sabemos muito sobre a variante 2. Ainda precisamos aprender mais sobre a variante 1. Com base no que sabemos, a mpox é transmitida sobretudo através do contato da pele com as lesões, inclusive durante o sexo”, disse. “Sabemos como controlar a mpox e – no continente europeu – os passos necessários para eliminar completamente a transmissão,” completou.

Brasil

Na última quinta-feira (15), o Ministério da Saúde instalou um Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE) para coordenar as ações de resposta à mpox no Brasil. A pasta informou que, desde a primeira emergência decretada em razão da doença, de 2022 a 2023, a vigilância para mpox se manteve como prioridade no país.

O ministério destacou que vinha monitorando atentamente a situação mundial e as informações compartilhadas pela OMS e por outras instituições e que já iniciou a atualização das recomendações e do plano de contingência para a doença no Brasil. A pasta anunciou ainda que negocia a aquisição emergencial de 25 mil doses contra a mpox junto à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

“Estamos numa fase em que o que é importante é a vigilância e o monitoramento”, destacou a ministra da Saúde, Nísia Trindade. “Muitas vezes, as pessoas ficam ansiosas. A vacina sempre gera uma grande expectativa. Mas é importante reiterar que, nos casos em que se recomenda a vacinação, ela é muito seletiva, focada em públicos-alvo muito específicos até este momento”, completou.

Ainda durante a instalação do COE, a secretária de Vigilância em Saúde, Ethel Maciel, lembrou que, dentro das configurações da nova emergência global instalada pela OMS, o Brasil está no nível 1, o menos alarmante, com cenário de normalidade para mpox e sem casos da nova variante. O último óbito pela doença em solo brasileiro foi registrado em abril de 2023.

De acordo com o ministério, o nível 2 refletiria um cenário de mobilização, com detecção de casos importados no Brasil; o nível 3, cenário de alerta, com detecção de casos autóctones esporádicos; o nível 4, situação de emergência, com transmissão sustentada em território nacional; e o nível 5, situação de crise, com uma epidemia de mpox instalada no país.

Fonte: Agência Brasil

Trabalhadores do Veredas seguem mobilizados no 13º dia de greve no hospital

Trabalhadores de diversas categorias do Hospital Veredas participam, nesta terça-feira, do 13º dia de paralisação das atividades na unidade hospitalar que deve salários, além do complemento do piso salarial nacional da enfermagem e do 13º salário do ano de 2022.

Semana passada, a empresa iniciou parte dos pagamentos pendentes e prometeu quitar débitos a partir do recebimento de recursos oriundos de emenda parlamentar, pagos através da prefeitura de Maceió.

“Seguimos mobilizados, pois até o momento a empresa ainda não quitou seus débitos”, destaca o presidente do Sateal, Mário Jorge.

Ato público nas Upas

Os trabalhadores das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Tabuleiro e Jacintinho promovem, nesta quarta-feira (21), um ato público para cobrar o salário do mês de julho. Além dos profissionais da enfermagem, outras categorias estão sem receber os pagamentos.

“Vale ressaltar que salário é de natureza alimentar. Como esses profissionais vão laborar sem ter recursos até mesmo para pagar seus deslocamentos, refeições e outras despesas?”, destacaram os presidentes do Sateal, Mário Jorge e do Sineal, Cinthia Ribeiro.

Por Assessoria

MPF processa a União e a Funai para que Terra Indígena Amanayé, no Pará, seja demarcada

Ação também pede pagamento de danos morais coletivos pela omissão e demora na tomada de providências pelo Poder Público

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública na Justiça Federal para obrigar a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) a demarcar a Terra Indígena (TI) Amanayé, em Goianésia do Pará, no sudeste paraense. Apesar de ter sido reservada para os indígenas em decreto publicado há quase 80 anos, até hoje não houve a identificação, delimitação e demarcação da área, conforme destaca o MPF na ação, ajuizada na última quinta-feira (15), com pedido de decisão urgente.

Enquanto o Poder Público é omisso, os indígenas são vítimas de uma série de violações a seus direitos, alerta o MPF. Na ação, o órgão destaca que a demora no cumprimento das obrigações legais da União e da Funai tem gerado pressões econômicas, conflitos fundiários e danos ambientais significativos, além de resultar em desagregação e alterações importantes nos costumes e modos de vida dos Amanayé.

Por isso, além dos pedidos urgentes à Justiça para que sejam adotadas as medidas administrativas necessárias à demarcação da área, o procurador da República Sadi Machado pede, na ação, que a União e a Funai sejam obrigadas a compensar os danos morais resultantes da série de omissões que estão atrasando a demarcação. O pedido do MPF é para que a Justiça Federal condene a União e a Funai ao pagamento de, no mínimo, R$ 3 milhões a serem revertidos em investimentos diretos, visando a promoção de políticas públicas destinadas aos indígenas Amanayé.

Histórico do descaso – A Reserva Amanayé foi criada em 1945, pelo interventor federal no Pará Magalhães Barata. Só em 1984 foi designado Grupo Técnico (GT) da Funai e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para definir os limites dessa e de outras áreas indígenas. Em relação à Reserva Amanayé, o trabalho do GT não teve sucesso.

Em 1998, a Funai publicou nova portaria, constituindo o GT para realizar estudos e levantamento de identificação e delimitação da TI Amanayé. Já na época foi identificada a ocupação da área por não indígenas e crimes ambientais contra a fauna e a flora.

Em 2020, os Amanayé pediram à Funai urgência na demarcação, apontando invasão de fazendeiros e plantadores de soja, que estavam georreferenciando terras e até implementando marcos demarcatórios.

Em resposta aos indígenas, a Funai disse que não possuía recursos orçamentários nem pessoal para realizar os estudos da terra indígena. Para o MPF, esse contexto demonstra descaso com a comunidade e com o cumprimento das normas referentes ao direito à demarcação.

A omissão estatal permitiu que, na área da terra indígena, já existam 37 Cadastros Ambientais Rurais (CARs) e arrecadações de glebas para o Estado do Pará, sendo que algumas delas se transformaram em títulos particulares de terras. Os Amanayé atualmente encontram-se parcialmente deslocados da área por uso da força, sem a colaboração da União ou da Funai para que retomem as terras.

Fonte: MPF

Conselho de Medicina dos EUA revoga licenças de médicos que defendiam ivermectina contra Covid

A ivermectina é um antiparasitário usado no tratamento de infecções por parasitas, como piolhos, sarnas e lombrigas

 O American Board of Internal Medicine (ABIM), equivalente ao Conselho Federal de Medicina no Brasil, revogou a certificação de Pierre Kory e Paul Ellis Marik, médicos americanos que lideraram uma organização que promovia a ivermectina como tratamento para Covid-19—uma defesa sem fundamento científico e amplamente rejeitada pela comunidade médica mundial. 

A ivermectina é um antiparasitário usado no tratamento de infecções por parasitas, como piolhos, sarnas e lombrigas.

De acordo com o jornal O Globo, Marik é diretor científico e Kory presidente emérito da Front Line Covid-19 Critical Care Alliance, um grupo fundado por eles em março de 2020. A organização ganhou notoriedade durante o auge da pandemia por defender a ivermectina como tratamento para Covid-19. Atualmente, o grupo promove suplementos para tratar “problemas causados por vacinas”.

Fonte: Brasil 247

Israel volta a bombardear escola e assassina 10 palestinos em Gaza

Escola abrigava famílias palestinas deslocadas pelos bombardeios israelenses

Pelo menos 10 palestinos foram mortos na terça-feira em um ataque aéreo israelense a uma escola que abriga famílias deslocadas a oeste da Cidade de Gaza, disseram as autoridades de defesa civil do enclave.

O exército israelense segue sua escalada genocida, apesar da opinião pública internacional que condena esse massacre contra os palestinos.

A escola bombardeada pelo estado sionista de Israel era utilizada por famílias deslocadas em Gaza.

Redação com Brasil 247

Colômbia bane exportação de carvão a Israel

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, assinou um decreto para abolir, de maneira definitiva, a exportação de carvão a Israel, reportou a agência Bloomberg.

O decreto oficial — “pelo qual se estabelece a proibição de exportações de carvão para Israel” — foi assinado na última quarta-feira, 14 de agosto.

Segundo Petro, trata-se de um esforço “para pressionar o governo do premiê Benjamin Netanyahu a dar fim às hostilidades em Gaza”.

Petro expressou repúdio sobre o uso do carvão colombiano, pela ocupação israelense, para confeccionar bombas lançadas contra crianças palestinas.

Desde o começo da campanha de Israel em Gaza, o mandatário colombiano assumiu a vanguarda em denunciar o genocídio, ao reivindicar da comunidade internacional que agisse para dar fim às violações israelenses.

No fim de fevereiro, Petro anunciou a suspensão da compra de armamentos fabricados em Israel — um aspecto histórico das relações com a Colômbia —, após o “massacre da farinha”, no qual forças da ocupação mataram 118 palestinos em torno de um comboio alimentar no entroncamento viário de al-Nabulsi, no norte de Gaza.

Em 1° de maio — em ato que reuniu milhares de pessoas para o Dia dos Trabalhadores em Bogotá —, Petro anunciou a ruptura de relações diplomáticas com Israel, ao fechar a embaixada do Estado colonial na capital colombiana dois dias depois.

Desde então, ativistas exigem de Petro que corte todas as relações econômicas com o regime de apartheid.

Em junho, Petro suspendeu a exportação de carvão a Tel Aviv até a implementação das medidas cautelares por desescalada militar e fluxo humanitário contínuo determinadas pelo Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), com sede em Haia.

“Suspenderemos as exportações de carvão a Israel até que acabe o genocídio”, afirmou Petro em suas redes sociais na ocasião, ao anexar o decreto do Ministério do Comércio, Indústria e Turismo.

A Colômbia é a maior fornecedora de carvão de Israel, com vendas estimadas em cerca de US$450 milhões do insumo combustível em 2023, segundo dados do Departamento Administrativo Nacional de Estatísticas (Dane).

Entre janeiro e abril de 2024, a Colômbia exportou US$88 milhões em carvão a Israel — queda de 57% em comparação com o mesmo período de 2023.

A medida de Bogotá, em caráter definitivo, deve agravar o isolamento político e a crise socioeconômica no Estado israelense, que instaurou uma rigorosa economia de guerra, incluindo austeridade e cortes de subsídios à população.

Israel enfrenta crise interna, pressão de relações públicas e apelos por boicote.

Em Gaza, desde outubro, são ao menos 40 mil mortos e 92 mil feridos até então, além de dois milhões de desabrigados sob ataques indiscriminados de Israel contra escolas, hospitais, distritos residenciais e todo tipo de infraestrutura civil.

Israel é réu por genocídio em Haia, sob denúncia sul-africana deferida em janeiro.

Fonte: Monitor do Oriente

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