Pastor é preso no MS após abusar sexualmente de quatro fiéis

Um pastor de 53 anos foi preso e indiciado em Dourados (MS) por abuso sexual de quatro mulheres, todas membros da igreja que ele liderava. A investigação concluiu na sexta-feira (23) que o líder religioso utilizava sua posição de autoridade espiritual para cometer os crimes.

O suspeito exigia estar sozinho com as vítimas durante momentos de oração na igreja. Segundo as denúncias feitas no início de agosto, o pastor tocava as mulheres, dava “selinhos” e as convencia a manter relações sexuais sob o pretexto de “cura espiritual”.

Os abusos ocorreram principalmente durante orações, algumas realizadas em templos ou locais de culto em construção, e frequentemente em horários como a madrugada. A Delegacia de Atendimento à Mulher de Dourados coletou relatos que indicam que as vítimas eram abordadas em momentos de vulnerabilidade.

O pastor está preso preventivamente desde 15 de agosto. Seu advogado de defesa informou que o cliente não se manifestará durante a fase de inquérito policial, e o pastor ainda não foi interrogado. As investigações seguem em andamento para esclarecer todos os aspectos do caso. As informações são do UOL.

Fonte: DCM

GETÚLIOS

FLAVIO SHOW – Funcionário dos Correios

Maceió, 25 de Agosto de 2024

“Só morto sairei do Catete”

24 de Agosto, ou seja, ontem, foi o dia em que o Brasil não veria mais em vida um Presidente do Brasil que ficou no poder por longos 19 anos. Getulio Vargas foi um líder multifacetado ao ponto de ser considerado a mãe dos ricos e o pai dos pobres.
Ditador, golpista, café, leite, da elite, do povão, o cara foi Alphaville e “Alfavela” em sua longa trajetória em Brasília. Errata; Brasília só passaria a existir em 1960, sigamos. Getulio foi diversos Getulios, amado e odiado.
Nos dias de hoje com o advento da internet ele seria fã e hater ao mesmo tempo, comunista e cidadão de bem, cristão e ateu. Getulio saiu da vida pra realmente entrar na história e rotula-lo apenas com um rótulo seria diminuir ou aumentar a sua trajetória em vida e por que não dizer na morte também? Então quem foi Getulio? Não sei, mas creio que foi e sempre será o DNA dos politicos brasileiros, que em busca do poder tomam boas taças de vinho pelo dia com Deus na Faria Lima e a noite com o Diabo no Capão Redondo ou vice-versa.
Confuso, não?

Por falar em políticos, as eleições já começaram no Brasil e já podemos ver os candidatos a Prefeitos e Vereadores usarem todas as suas estratégias eleitoreiras, algumas novas outras nem tanto, como aquela de colocar crianças catarrentas no colo, abocanhar o velho e conhecido pastel na feira e dançar um forró ou funk na comunidade, tudo isso regado com boas câmeras e um seleto grupo de marquerteiros virtuais que são responsáveis pelas redes do candidato, aquilo que não ficar bom, corta ali, remenda acolá, põe música de vencedor, filma em câmera lenta, adianta o vídeo, transforma uma multidão de 50 pessoas em 100 mil, vale tudo e a política de rua ainda existe e nunca vai acabar, mas nos porões da internet cansa menos e traz mais votos. Afinal, quem não quer sair bem na foto e lacrar nas redes?

Em São Paulo as eleições estão bem parecidas com o que aconteceu em 2018 nas eleições presidencias, onde um candidato se apresentava como anti sistema e anti comunista, não político, mesmo sendo por mais 30 anos, cristão, de família, cidadão de bem perseguido e sem o apoio da midia tradicional, com o famoso jargão, globolixo e o mais comum, honesto. Tai a fórmula do sucesso para enganar uma parcela vultosa de uma sociedade que novamente terá “uma escolha muito dificil” (Folha 2018) entre um professor e talvez um coach quadrilheiro. O caçador de marajás 2.0 desembarcou em Sampa e a assombração do comunismo ainda gera muitos votos. A pergunta que não quer calar é por que em tão pouco tempo o brasileiro conseguiu esquecer que o seu voto em 2018 trouxe ao poder um inútil que degringolou a “azuzinha” criada pelo Getulio( bonzinho). A “Azuzinha”, a que me refiro é a CLT, não tem nada a ver com o Viagra, nao viaje e se concentre na Reflexão.

O eleitor da cidade de São Paulo tem um desafio enorme, evitar que todo o estado seja comandado pelo Tarcísio, um milico carioca e por um coach goiano, ambos tem o mesmo projeto que Getulio, criar novas leis trabalhistas( carteira verde e amarela) dar golpes e permanecer no poder por longos anos. Só alguns detalhes serão diferentes; não irão se suicidar, mas entrarão para história como atores de uma nova ditadura. Enquanto Getulio retardou a Ditadura por longos anos, eles têm acelerado esse processo e não teremos um JK no meio do caminho com uma nova Brasília antes de um novo Golpe.

REFLEXÕES FLAVIO SHOW 2024 , ano 04 – Edição 194

Três dirigentes da CUT disputam vaga para vereador pelo PT nesta eleição

Dos 13 candidatos registrados pelo PT para disputar a eleição para a Câmara Municipal de Maceió, 3 são dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT-AL). São eles: Professor Luizinho, Élida Miranda e Alê Costa. São militantes testados na luta social e que a CUT apresenta para o eleitorado de Maceió.

O Professor Luizinho, que é presidente licenciado do Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual de Alagoas, conduziu a recente luta vitoriosa por concurso público para professores e técnicos da Uneal. Ele tem uma militância política histórica reconhecida dentro e fora do PT e é considerado um dos quadros teóricos mais importantes do PT de Alagoas.

Élida Miranda, é dirigente licenciada do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas, e foi um dos destaques do PT na última eleição para a Assembleia Legislativa.

Já Alê Costa, presidenta licenciada do Sindicato das Assistentes Sociais de Alagoas, já ocupou cargos no INCRA, SEADS, MDA.

Justiça multa fazendeiro em R$ 370 mil por trabalho escravo no Pantanal

Uma operação conjunta realizada pelo Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul (MPT-MS), Fiscalização do Trabalho, Polícia Federal e Polícia Militar Ambiental resultou no resgate de quatro trabalhadores estrangeiros que viviam em condições análogas à escravidão em uma propriedade rural em Corumbá. A fazenda, que atua no setor de pecuária bovina, foi alvo da ação após denúncias de violações graves aos direitos humanos.

Durante a audiência administrativa realizada na última sexta-feira (16), na sede do MPT-MS em Campo Grande, foi firmado um acordo de R$ 277 mil, que será destinado ao pagamento de indenizações por dano moral às vítimas e à sociedade.

Três dos trabalhadores resgatados receberão R$ 54 mil cada, enquanto um quarto trabalhador será indenizado com R$ 60 mil, totalizando R$ 222 mil em danos morais individuais. O restante, R$ 55 mil, será destinado à reparação de danos à sociedade, em função das graves irregularidades encontradas na fazenda.

Além das indenizações, a propriedade rural foi obrigada a firmar um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), comprometendo-se a implementar melhorias imediatas nas condições de trabalho e moradia oferecidas aos funcionários. Entre as obrigações, estão o fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), a regularização dos registros trabalhistas e a garantia de condições de trabalho dignas e seguras.

A operação, batizada de Tembiguairamo, integra um esforço maior para combater o tráfico internacional de pessoas e o trabalho escravo nas regiões de fronteira entre Brasil, Bolívia e Paraguai. A gravidade da situação reforça a necessidade de vigilância constante contra práticas que ferem os direitos humanos fundamentais, especialmente no setor agrícola.

As autoridades ressaltam que o trabalho escravo contemporâneo não se restringe à privação de liberdade, mas também inclui condições degradantes de trabalho, jornadas exaustivas e a servidão por dívida. A sociedade pode e deve denunciar qualquer suspeita de violação desses direitos ao MPT, contribuindo para a erradicação desse crime.

Fonte: Folha MS

Quatro desembargadores são afastados, incluindo presidentes do TJ e TRE

Afastamentos foram motivados por suspeita de corrupção ativa, exploração de prestígio e outros crimes

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) afastou quatro desembargadores por suspeita de venda de sentenças e outros atos de corrupção. Nesta sexta-feira, 23, a Polícia Federal (PF) cumpriu 60 mandados de busca e apreensão no Tribunal de Justiça, no Fórum de Palmas e em endereços de magistrados, servidores públicos, advogados e políticos.

Entre os desembargadores que foram afastados estão Etelvina Maria Sampaio Felipe, presidente do TJTO; João Rigo Guimarães, presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO); Helvécio de Brito Maia Neto, vice-presidente do TRE; e Angela Issa Haonat, diretora adjunta da Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat). Ângela Prudente, vice-presidente do TJTO e esposa do vice-governador Laurez Moreira (PDT) está na lista de investigados.

Fonte: Jornal Opção

Kamala Harris afirma que vai defender Israel, Ucrânia, Otan e reforçar poder militar dos EUA

A candidata do Partido Democrata reafirmou a política externa imperialista dos EUA

A candidata presidencial do Partido Democrata Kamala Harris afirmou durante seu discurso de encerramento da convenção nacional do partido que se eleita presidente vai defender Israel e Ucrânia, apoiar os aliados e membros da Otan e garantir que os Estados Unidos mantenham o maior poder militar do mundo, no discurso

Num dos momentos mais esperados do discurso em que aceitou oficialmente a candidatura à Casa Branca, Harris defendeu o cessar-fogo, mas não deixou margem para dúvidas quanto ao apoio a Israel.

“No que respeita à guerra em Gaza, o Presidente Biden e eu estamos a trabalhar sem parar, porque agora é o momento para conseguir um acordo para libertar os reféns e um cessar-fogo”, afirmou a candidata democrata.

“Deixem-me ser clara: vou sempre defender o direito de Israel de se defender a si própria e vou garantir que tenha a capacidade de o fazer, porque o povo de Israel nunca mais deverá ter de enfrentar o horror que uma organização terrorista chamada Hamas causou a 07 de outubro”, afirmou.

Mas Harris também criticou o que está acontecendo em Gaza, considerando a situação dos últimos dez meses devastadora e defendendo o direito dos palestinianos a viver em paz e segurança.

“Tantas vidas inocentes perdidas, pessoas desesperadas e esfomeadas a fugirem sem parar”, descreveu. “A dimensão do sofrimento é de partir o coração”, continuou.

Harris assegurou que o governo Biden está trabalhando para acabar com esta guerra e “assegurar que o povo palestino possa realizar o seu direito à segurança, liberdade e autodeterminação”.

Ela disse que não irá tolerar ditadores, ao contrário de Donald Trump, e que vai assegurar o poder militar do país.

“Como comandante suprema, vou garantir que a América tenha sempre a maior e mais letal força de combate do mundo e vou cumprir a nossa obrigação sagrada para com as nossas tropas”, afirmou a candidata.

“Como presidente, vou defender a Ucrânia e os nossos aliados da Otan, afirmou, lembrando que o oponente Donald Trump ameaçou abandonar a Organização do Tratado do Atlântico Norte e “encorajou Putin” a invadir quem quisesse.

Harris acusou Trump de ser manipulável com elogios e favores e de nunca ter responsabilizado ditadores porque ele próprio quer ser um autocrata.

“Nunca vou vacilar na defesa dos ideais e segurança da América”, disse Kamala Harris.

Esta parte do discurso, em que abordou diretamente o que será a sua política externa, arrancou muitos aplausos e foi ligada a um sentimento de patriotismo e crença no sonho americano que permeou a convenção.

“Meus caros americanos, adoro o nosso país com todo o meu coração”, disse Harris. “Somos os herdeiros da maior democracia na história do mundo”, considerou, pedindo aos eleitores que mostrem uns aos outros e ao resto do mundo aquilo que a nação é e o que defende: liberdade, oportunidade, compaixão, dignidade, justiça e possibilidades intermináveis.

“Temos de estar à altura desde momento”, declarou.

Fonte: Brasil 247

Governo Lula pede investigação de refinarias e distribuidoras de combustíveis privatizadas

“Há uma tendência de aumento persistente de margens no setor de distribuição e de revenda”, disse o ministro Alexandre Silveira aos órgãos de controle

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu “contra-atacar” empresas privadas do setor de combustíveis pedindo que elas sejam investigadas por conta do alto preço da gasolina, diesel e gás no Brasil. Em 2019, foi uma investigação realizada a pedido das empresas que acabou obrigando a Petrobras a privatizar parte dos seus ativos para produção e distribuição de combustíveis no Brasil.

Naquela época – já durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – a estatal fez um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pôs à venda parte do seu patrimônio para, em tese, aumentar a concorrência no mercado nacional de derivados do petróleo. A ideia da venda partiu das empresas concorrentes da Petrobras. Segundo elas, isso reduziria o preço da gasolina e outros produtos no Brasil.

Por conta desse acordo, três refinarias foram privatizadas: a Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia; a Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas; e a SIX, no Paraná. Na esteira de um processo de desmonte da estatal, a Petrobras também se desfez de BR Distribuidora e Liquigás, distribuidoras de combustíveis e gás, respectivamente.

Cinco anos depois, o Ministério de Minas e Energia (MME) encaminhou ao próprio Cade e também à Agência Nacional do Petróleo (ANP) um estudo técnico que afirma que a maior participação do setor privado no mercado não trouxe benefícios à população.

No caso do setor de revenda e distribuição de combustíveis – no qual a Petrobras atuava por meio da BR e da Liquigás –, houve na verdade um aumento da margem de lucro das companhias sobre os preços dos produtos. No caso da gasolina, por exemplo, a margem da revenda cresceu 82% de maio de 2019 para maio de 2024, enquanto nenhum outro componente do preço final do combustível subiu mais que 42%.

No caso do gás de cozinha, a margem da revenda cresceu 90% em cinco anos. No mesmo período, o preço do gás que é envasado, o gás liquefeito de petróleo (GLP), subiu 25%.

“Observa-se que há uma tendência de aumento persistente no incremento de margens no setor de distribuição e de revenda desses combustíveis”, informa o ministro Alexandre Silveira (PSD), pedindo providências aos órgão de controle.

Refinarias – Silveira pede no mesmo ofício atenção aos preços dos combustíveis vendidos por refinarias que foram privatizadas pela Petrobras. “As refinarias privatizadas, em especial a Refinaria da Amazônia, têm praticado preços significativamente superiores não apenas dos demais fornecedores primários, como também do preço de paridade de importação [PPI].”

O PPI é o preço da gasolina e do diesel produzido fora do Brasil e vendido internamente. De acordo com o ministro, as refinarias privatizadas vendem no país a gasolina e o diesel que produzem aqui por um preço mais caro do que se os produtos tivessem sido importados.

Silveira destaca ainda que a Atem, que comprou a Refinaria da Amazônia, interrompeu sua produção de derivados. A partir deste ano, apesar da capacidade da fábrica, a empresa a utiliza só como um terminal para distribuição de combustíveis trazidos até lá por outras companhias.

“A única refinaria do Norte do país sequer está processando petróleo, o que faz com que a região ficar à mercê da importação”, acrescentou o economista do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps), Eric Gil Dantas, que há anos monitora o preço dos combustíveis no país e denuncia os malefícios das privatizações sobre eles.

Nova postura – Durante o governo Bolsonaro, as denúncias de Dantas e outras entidades, como a Federação Única dos Petroleiros (FUP), nunca levaram o Executivo a tomar qualquer atitude. Bolsonaro nunca se importou, disse Dantas.

Já sob gestão de Lula, o governo percebeu como a alta do preço dos combustíveis compromete o poder de compra da população. Percebeu também que, apesar das reduções de preços promovidas pela Petrobras, a queda não chegava ao valor cobrado do consumidor final já que distribuidores e revendedores aproveitam para aumentar seus ganhos.

“A margem de distribuição e revenda hoje do gás de cozinha passou de R$ 30 para R$ 50. Se essa tivesse sido corrigida pela inflação, ela seria R$ 40”, disse Dantas. “O gás poderia ser R$ 10 mais barato. Isso faz diferença.”

Após o MME pedir investigação sobre o preço dos combustíveis, a FUP reforçou que já identificou “aumentos abusivos” de derivados. “Há uma série de irregularidades flagrantes praticadas pelas refinarias privatizadas no governo passado”, disse o advogado Ángelo Remédio, que representa a FUP em vários processos na ANP, no Tribunal de Contas da União (TCU) e junto ao Ministério Público Federal (MPF).

A FUP defende a reestatização das refinarias privatizadas. A Petrobras negocia a recompra da Rlam, da Bahia. Não há prazo para uma decisão sobre o assunto.

Empresas respondem – A Associação Brasileira de Refino Privado (Refina Brasil) declarou que o pedido de investigação do governo “inverte a lógica” do problema do preço. Segundo as refinarias, a Petrobras não vende a elas petróleo a preços competitivos. Por isso, as empresas privadas não conseguem vender combustíveis a preços parecidos com os da Petrobras.

A Petrobras já rebateu as queixas da Refina Brasil. Disse que “o cenário de produção de petróleo no Brasil é bastante dinâmico, com a presença de mais de 60 produtores” e que, portanto, os “refinadores independentes podem suprir todo seu requerimento de petróleo sem dependência da produção da estatal”.

Fonte: Brasil de Fato

Dono de empresa de agronegócio é denunciado por trabalho escravo em MG

Um proprietário de uma lavoura de café no Sul de Minas Gerais foi denunciado por manter seis trabalhadores em condições análogas à escravidão. A denúncia, que veio à tona após fiscalização realizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), levou o dono da propriedade a firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT), obrigando-o a cumprir 19 ações imediatas.

A fiscalização constatou diversas irregularidades, como a falta de instalações sanitárias nas frentes de trabalho, o que forçava os trabalhadores a realizar as necessidades fisiológicas a céu aberto, em meio à lavoura.

Fonte: Estado de Minas

“Não tem para aonde ir”: o drama dos palestinos em deslocamento constante

Milhares de palestinos em Gaza precisaram fugir mais uma vez depois de os militares israelenses terem emitido novas ordens de retirada – que os especialistas alertam que estão invadindo ainda mais as rotas de ajuda e as zonas humanitárias.

Pessoas foram vistas em vídeos caminhando ou em carroças puxadas por burros enquanto deixavam áreas próximas à cidade de Deir al-Balah, no centro de Gaza. Alguns estavam em carros particulares, carregados com seus pertences, incluindo colchões e cobertores, garrafas de água e gás. As ruas parecem repletas de panfletos lançados pelas FDI reiterando a ordem de evacuação.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) também ordenaram que a população deixasse partes da cidade de Khan Younis, no sul, bem como do campo de refugiados de Al-Maghazi, no centro de Gaza.

Muitos residentes agora em movimento tiveram de se deslocar repetidas vezes – deixando-os num estado constante de incerteza e medo de não haver mais para onde fugir.

Os retirados que deixaram Deir al-Balah na quarta-feira (21) descreveram a sensação avassaladora de medo, tristeza e incerteza.

“Há bombardeios, tiroteios e drones desde esta manhã no leste de Deir al-Balah, por isso somos forçados a fugir. As pessoas vão para o desconhecido. Eles não têm ideia”, disse um evacuado, Muhammad Awad.

“Não há mais lugares para ir. Havia apenas Deir al-Balah, e agora estão pedindo para a gente sair de Deir al-Balah”, disse um idoso à CNN. “Temo que amanhã eles confinarão todos nós na costa de Deir al-Balah e depois exterminarão todos nós”.

“Depois de tantos deslocamentos, não temos mais forças para sair mais uma vez”, acrescentou.

Uma mulher numa carroça, Um Alaa, disse que esta foi a quarta vez que teve de deixar seu abrigo desde outubro do ano passado. “Não sabemos para onde ir. Vamos procurar um local longe deste lugar perigoso”, disse ela.

“Toda Gaza tornou-se perigosa.”

Um Ismail, uma mulher com filhos pequenos, disse que as pessoas estavam indefesas. “Por que eles estão lutando contra nós?” ela disse. “Não somos o Hamas, somos simplesmente pessoas que ficam nas nossas casas. Eles nos deslocaram não uma vez, mas 10 vezes. Por que? O que fizemos?

Abu Muhammad Hajjaj, um residente da cidade de Gaza que já havia sido deslocado, lamentou a falta de recursos. Sem dinheiro para um carro, ou mesmo uma tenda para viver, “não sabemos para onde ir”, disse ele à CNN.

“As pessoas choram e reclamam de tudo: doenças, fome, pobreza, falta de higiene, falta de remédios. Você procura em toda Gaza por paracetamol para dor de cabeça e não encontra”, disse ele.

Encolhendo constantemente

Quase 84% do enclave foi colocado sob ordens de evacuação desde o início da guerra, de acordo com a principal agência das Nações Unidas para a ajuda humanitária palestina, a UNWRA.

Ao mesmo tempo, a “zona humanitária” designada por Israel tem diminuído constantemente. Só no mês passado, as FDI reduziram esta zona em 38% – com o espaço restante a representar pouco mais de um décimo da área total de Gaza, de acordo com uma análise da CNN.

“As áreas que estavam na zona humanitária são agora a linha da frente”, disse Louise Wateridge, porta-voz da UNWRA. Os habitantes de Gaza “agora nunca estão a mais do que alguns quarteirões da linha da frente”, disse ela ao serviço de notícias da ONU.

As ordens de evacuação também complicaram os esforços de ajuda. A agência humanitária da ONU, OCHA, informou que partes de uma estrada importante, crucial para missões humanitárias que vão do sul ao norte, foram apanhadas nas evacuações para Deir al-Balah.

É agora “quase impossível” que os trabalhadores humanitários viajem ao longo da rota, impedindo a entrega de suprimentos extremamente necessários, informou a ONU.

Entre os que fugiram estão funcionários da organização internacional sem fins lucrativos Médicos Sem Fronteiras (MSF).

“O deslocamento forçado contínuo de pessoas é desumano”, disse o coordenador do projeto dos MSF, Jacob Granger, em comunicado na quarta-feira. “As pessoas não têm mais pertences, não têm para onde ir. Não há espaço para montar barracas. A superlotação, a grave falta de água e os serviços mínimos de saneamento estão alimentando a propagação de doenças.”

A ONU estimou em julho que cerca de 1,9 milhão de pessoas no enclave foram deslocadas, quase toda a população de 2,1 milhões de habitantes de Gaza.

Na semana passada, o Ministério da Saúde do enclave estimou que mais de 40 mil palestinos foram mortos em Gaza desde que Israel lançou a sua guerra contra o Hamas. Este número não faz distinção entre combatentes e civis, mas o ministério disse que a maioria dos mortos são mulheres e crianças.

Israel disse no mês passado que matou mais de 17 mil combatentes em Gaza desde o início da guerra. A CNN não pode verificar de forma independente os números do ministério.

Fonte: CNN Brasil

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