Braskem, que destruiu parte de Maceió, se beneficiou de R$ 2,27 bilhões em incentivos fiscais

A Braskem, empresa petroquímica brasileira com atuação internacional, liderou o ranking ao declarar que se beneficiou de R$ 2,27 bilhões em incentivos 

Um total de 54,9 mil empresas no Brasil declarou à Receita Federal ter utilizado R$ 97,7 bilhões em incentivos fiscais entre janeiro e agosto de 2024, segundo dados obtidos pelo jornal Folha de S.Paulo. O levantamento foi realizado por meio da Dirbi (Declaração de Incentivos, Renúncias, Benefícios e Imunidades de Natureza Tributária), uma nova ferramenta da Receita que permite monitorar o impacto e a utilização de incentivos tributários no país.

A Braskem, empresa petroquímica brasileira com atuação internacional, liderou o ranking ao declarar que se beneficiou de R$ 2,27 bilhões em incentivos via Reiq (Regime Especial da Indústria Química), um programa de renúncia tributária voltado à indústria química e petroquímica.

Ao jornal, a empresa afirmou que esses incentivos são parte de uma política pública essencial para o setor, ainda que o impacto concentrado na Braskem seja notável. A companhia destacou que estimativas da Receita em 2023 projetavam renúncia potencial de R$ 1,186 bilhão para todas as empresas elegíveis ao Reiq.

No setor de tecnologia e alimentos, o iFood foi o principal beneficiado pelo Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos), criado para apoiar o setor de eventos e, indiretamente, bares e restaurantes durante a pandemia de Covid-19. A plataforma de delivery declarou ter recebido R$ 336,11 milhões em incentivos no período.

O iFood defendeu sua inclusão no Perse, justificando que seu serviço de intermediação entre consumidores e restaurantes é parte do setor de alimentação e eventos, especialmente em um contexto de recuperação econômica.

O Perse, que originalmente foi alvo de discussões para ser encerrado neste ano pela equipe econômica, teve seu incentivo prorrogado pelo Congresso após mobilização do setor. Com a Lei 14.859, de maio de 2024, o Perse agora possui um limite máximo de R$ 15 bilhões em renúncia tributária. Até o momento, as empresas utilizaram R$ 5 bilhões do teto estabelecido, restando R$ 10 bilhões disponíveis para novos benefícios até que o limite seja atingido.

A divulgação dos dados ocorre enquanto o governo discute um pacote de revisão de gastos, liderado pelos ministros da Fazenda, Fernando Haddad, do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. A equipe econômica vê o corte de subsídios e benefícios fiscais como uma medida necessária para equilibrar o orçamento, especialmente em um cenário de restrições fiscais.

Fertilizantes, folha de pagamentos e mais – Os dados da Dirbi revelaram também que os incentivos para o setor de adubos e fertilizantes somaram R$ 14,9 bilhões, representando o maior valor entre os diferentes tipos de benefícios concedidos no período.

Além disso, a desoneração da folha de pagamento para empresas de 17 setores, medida prorrogada pelo Congresso, resultou em uma renúncia de R$ 12,26 bilhões entre janeiro e agosto. O custo total da desoneração até o final do ano é estimado entre R$ 18 bilhões e R$ 20 bilhões, e, segundo determinação do STF, essa renúncia deverá ser compensada por medidas de aumento de arrecadação ou corte de despesas.

Fonte: Infomoney

Haaretz acusa Netanyahu de promover limpeza étnica na Faixa de Gaza

Jornal israelense acusa governo e exército de Tel Aviv de limpeza étnica em Gaza

Um dos principais jornais israelenses, o Haaretz publicou no último domingo (10/11) um editorial afirmando que o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, promove uma limpeza étnica contra os palestinos no norte da Faixa de Gaza.

Intitulado “A limpeza étnica de Netanyahu em Gaza está em exibição para todos verem”, o texto opinativo não assinado por nenhum dos autores do periódico fez a acusação após o correspondente militar do Haaretz Yaniv Kubovich realizar uma visita no local.

“O exército israelense está conduzindo uma operação de limpeza étnica no norte da Faixa de Gaza. Os poucos palestinos restantes na área estão sendo evacuados à força, casas e infraestrutura foram destruídas, e estradas largas na área estão sendo construídas e completando a separação das comunidades no norte da Faixa do centro da Cidade de Gaza”, escreve o jornal.

Kubovich, por sua vez, concluiu que “a área parece ter sido atingida por um desastre natural”, quando, na verdade, está sob intensa ofensiva do exército israelense desde 7 de outubro de 2023.

Com acesso completo ao editorial do Haaretz, o jornal Middle East Eye relata que o texto ainda traz a declaração de um oficial sênior das Forças de Defesa Israelenses (FDI, como é chamado o exército do país) sobre sua função na região: “criar um espaço limpo”.

“Estamos movendo a população para sua proteção, a fim de criar liberdade de ação para nossas forças”, acrescentou o oficial identificado como Brigadeiro-General Itzik Cohen, comandante da 162ª Divisão.

O periódico israelense relembra que as forças armadas do país impediram a entrada de ajuda humanitária, como alimentos, água e remédios para o norte de Gaza por diversas semanas no início de outubro passado, culpando diretamente Netanyahu pela situação de fome na região do enclave.

“É importante chamar as coisas pelos seus nomes”, apontando que os comandantes da FDI forçam a retirada de civis palestinos de suas terras porque estão “subordinados às diretrizes da liderança política: o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu”.

“Em vez de falar sobre o ‘Plano dos Generais’ [estratégia que inclui limpeza étnica e assassinato dos palestinos que resistirem] deveríamos falar sobre as Ordens de Netanyahu”, conclui o editorial.

Haaretz vive uma fase de tensões com o governo Netanyahu, em especial após um de seus editores e chefe, Amos Schocken, declarar que Tel Aviv está “lutando contra os combatentes da liberdade palestinos que chama de terroristas”, referindo-se ao Hamas em Gaza.

Após as declarações de Shocken, o jornal publicou um editorial contrariando as afirmações, uma vez que elas fizeram o ministro das Comunicações de Israel, Shlomo Karhi, solicitar uma série de restrições governamentais contra o Haaretz.

Entre as medidas, o chefe da pasta solicitou a não-realização de futuros contratos, não-fornecimento de assinaturas do jornal a funcionários públicos ou mesmo a renovação dos contratos já existentes.

Já os ministérios do Interior, Educação e Assuntos da Diáspora anunciaram que cortariam laços com o jornal após comentários feitos por Schocken. O Haaretz também sofreu ameaças de boicote financeiro pela agência de publicidade do governo israelense (Government Advertising Bureau) e restrição de suas operações pela Procuradoria-Geral do país.

Fonte: Ópera Mundi

Trabalhadores do Hospital Veredas fazem protesto na Fernandes Lima

Os funcionários do Veredas estão com três meses de salários atrasados e sem outros direitos trabalhistas

Funcionários do Hospital Veredas voltaram a paralisar as atividades e realizaram um protesto em frente à unidade de saúde, na Avenida Fernandes Lima, em Maceió, na manhã desta segunda-feira (11). Eles fazem cobranças de pagamento de salários atrasados e de outros direitos trabalhistas. O trânsito ficou lento.

Segundo o Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de Alagoas (Sateal), essa é a terceira paralisação do ano dos profissionais de saúde, para cobrar os três meses de vencimentos que estão atrasados, o repasse do complemento do piso salarial de enfermagem, o repasse de vale-transporte, e o pagamento do 13º salário de 2022.

Os trabalhadores fecharam parcialmente a Fernandes Lima e colocaram galhos de árvore atravessados. Uma faixa com pedido de intervenção do hospital foi levada para a manifestação. 

Os condutores de veículos que trafegam no sentido Farol/Tabuleiro usam o espaço do lado direito da pista para seguir viagem.

TNH1 fez contato com o Hospital Veredas, que se posicionou por meio de nota. Leia na íntegra:

“A Diretoria Executiva do Hospital Veredas esclarece, aos colaboradores e prestadores desta Entidade, bem como à sociedade alagoana, que tem empreendido esforços para garantir a manutenção da missão institucional desta Unidade Hospitalar diante de todas as dificuldades atravessadas por sua gestão.

Dentre os principais compromissos assumidos pela Direção está a regularização da folha salarial os trabalhadores, para os quais dependemos diretamente de repasses previstos pelos entes Estado e Município, por meio, respectivamente, das Secretarias de Saúde do Estado da Prefeitura de Maceió.

Para isto, já encontrava-se em negociação com a Secretaria Municipal de Saúde de Maceió, onde já havia sido provisionado, até a próxima quarta-feira (13/11/2024), os pagamentos da folha de pessoal referentes aos meses de agosto e setembro, na ordem de R$ 4.334.984,15 (quatro milhões, trezentos e trinta e quatro mil, novecentos e oitenta e quatro reais e quinze centavos) e, mediante acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, o repasse de valores até 18/11/2024, para o pagamento da folha de outubro, no valor de R$ 2.249.670,00 (dois milhões, duzentos e quarenta e nove mil, seiscentos e setenta reais), além de R$ 1.109.321,00 (hum milhão, cento e nove mil, trezentos e vinte e um reais) do piso de Enfermagem referentes aos meses de agosto e setembro.

E, graças a sensibilização da Direção à Gestão Municipal, o crédito ao Hospital

E, graças a sensibilização da Direção à Gestão Municipal, o crédito ao Hospital Veredas será antecipado para esta segunda-feira (11), até as 15h, do qual será efetivada a conclusão do pagamento do 13º salário referente ao ano de 2022, além das folhas salariais dos meses de agosto e setembro, conforme já anunciado às lideranças sindicais das classes de trabalhadores, em reunião realizada nesta data, no Hospital. E os demais pagamentos, já provisionados, ocorrerão a medida que o próximo crédito seja efetivado”.

Fonte: TNH1

Judiciário segue MP e dá até 120 dias de folgas por ano a juízes

Brasília (DF), 21/03/2017 - CNJ -Fachada - Foto, Michael Melo/Metrópoles

Mamata togada é uma verdadeira farra do boi com dinheiro público!

Pelo menos 19 tribunais de Justiça em todo o país já se ajustaram à resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que concede aos magistrados o benefício da chamada licença compensatória, que possibilita a integrantes da categoria tirar o equivalente a uma folga a cada três dias do ano. Instituída pela Resolução 528, de 20 de outubro de 2023, do CNJ, assinada pelo presidente do órgão e do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso, a licença equipara os direitos e deveres da magistratura aos do Ministério Público.

O benefício é limitado a dez licenças por mês, ou seja, até 120 dias de folga anuais, além dos 60 dias de férias aos quais os magistrados têm direito. Para aqueles que preferem não usufruir das folgas, a licença é convertida em indenização, ficando fora dos descontos do Imposto de Renda e do teto constitucional do funcionalismo público, correspondente ao salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), hoje fixado em R$ 44.008,52.

Não há uma estimativa sobre o custo do benefício para os cofres públicos, mas a conta é alta. Levantamento da ONG Transparência Brasil mostra que a licença compensatória consumiu pelo menos R$ 284 milhões do erário até maio deste ano. Os números, porém, são considerados subestimados devido às diferentes formas com que o pagamento aparece nos contracheques de juízes e desembargadores.

De acordo com levantamento do Congresso em Foco, o benefício já foi incorporado no Distrito Federal e em pelo menos em outros 18 estados. Veja quais são eles:

Outros tribunais podem ter aderido, mas não conseguimos localizar a informação em sua página na internet.

Uma das cortes que incorporaram o benefício mais recentemente é o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), que editou uma resolução sobre o assunto em 19 de julho deste ano sob a justificativa de que a oferta da licença é um instrumento para “aumentar a produtividade” dos magistrados. São contemplados aqueles que exercem funções específicas, como presidentes de turma e de sessões, assim como juízes e desembargadores com acúmulo de acervo processual. As regras, no entanto, variam de acordo com cada tribunal.Publicidade

Como começou o benefício

Em 2020, o CNJ estendeu a então “gratificação por exercício cumulativo” para membros da Justiça Estadual. O ponto de partida para licença foi dado pelas leis federais 13.093 e 13.095, ambas de 2015, que instituíram o benefício para a Justiça Federal. A gratificação correspondia a um terço do salário do magistrado designado para substituição para cada 30 dias de exercício. A natureza da gratificação era remuneratória, isto é, o acréscimo não poderia ultrapassar o teto constitucional.

Em 2023, porém, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) editou a regulamentação da gratificação no MP e mudou o seu formato. Essa mudança se deu com base na Resolução 133, de 21 de junho de 2011, do CNJ, que reconhece “a simetria constitucional entre Magistratura e Ministério Público e equiparação de vantagens”.

Em vez de conceder gratificação de um terço da remuneração, o Ministério Público da União (MPU) decidiu conceder dias de folga. Além disso, de acordo com a Resolução 256, de janeiro de 2023, essas folgas podem ser convertidas em pagamento, com caráter indenizatório, ficando, portanto, fora do teto constitucional. Procurado pela reportagem, o CNMP não respondeu sobre a mudança do caráter remuneratório para indenizatório.

Recorrendo, uma vez mais, à simetria entre magistratura e Ministério Público, o CNJ editou em outubro do ano passado a resolução que garante os mesmos direitos aos magistrados de primeiro e segundo graus no país. A decisão também foi seguida pelo Conselho de Justiça Federal (CJF), que estendeu o benefício aos juízes federais.

Segundo o CNJ, a resolução “configura mero cumprimento do texto constitucional e está em consonância” com o que o Conselho decidiu em 2011. Em relação ao impacto orçamentário, o órgão afirmou ao Congresso em Foco que “caberá a cada tribunal analisar o impacto conforme a realidade local”. O CNJ ainda acrescentou que “não haverá aumento de orçamento de nenhum tribunal, que, caso precise fazer qualquer equiparação, terá que usar o orçamento já existente”.

Tribunais estaduais incorporam a licença

Antes mesmo de o CNJ equiparar o benefício do Ministério Público ao dos magistrados, o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) e o Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul já haviam se antecipado. Em julho de 2023, três meses antes da resolução do Conselho, a Assembleia Legislativa do Paraná votou projeto de lei, encaminhado pelo TJPR, para equiparar os benefícios. No Mato Grosso do Sul, a licença veio em abril de 2023.

Após um mês da decisão do CNJ, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) incorporou o benefício aos magistrados. Também em novembro de 2023, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) regulamentou as licenças compensatórias. Já o TJRJ, o TJPE e o TJBA são alguns dos tribunais que editaram suas resoluções apenas neste ano.

O economista Bruno Carazza, autor do livro O país dos privilégios: os novos e velhos donos do poder, estima que cerca de R$ 20 bilhões em penduricalhos — benefícios adicionais que aumentam os salários dos servidores públicos — ficam fora do teto salarial do funcionalismo público.

Regras para licença

Apesar de cada tribunal estadual editar suas próprias resoluções, tendo em vista o poder de auto-organização do Poder Judiciário, existem algumas semelhanças para as licenças compensatórias. Via de regra, a quantidade de dias de folgas depende da natureza da função exercida, mas é limitada a 10 dias por mês, independentemente se o acúmulo for superior.

É vedado também o crédito para uso nos meses seguintes e não permite o uso da licença quando o magistrado receber remuneração para a função de natureza especial. Em casos que o magistrado não puder usufruir do benefício, ou não solicitar a folga, a licença poderá ser revestida em indenização, respeitada a disponibilidade financeira e orçamentária de cada tribunal e do Poder Judiciário.

As licenças compensatórias se estendem para casos de acúmulo de acervo processual e de função administrativa. A acumulação processual se dá quando um magistrado atua simultaneamente em processos do órgão jurisdicional em que está lotado e também em outros.

Críticas às licenças

A organização Transparência Brasil, que realiza atividades de monitoramento e integridade do poder público, criticou as resoluções do CNJ e CNMP em relatório publicado em dezembro. Para a entidade, “Judiciário e Ministério Público usam o princípio da simetria como pretexto para desvirtuar o caráter remuneratório de um benefício criado em 2015”. “Com isso, promovem dribles no teto constitucional, comprometendo a racionalidade nos gastos públicos e gerando disparidades gritantes com relação a outras categorias do funcionalismo”, acrescenta no documento.

Outro problema identificado pela Transparência Brasil é a ausência de padronização nos sistemas dos tribunais para indicar que se trata de gratificação. Assim, a organização aponta que os impactos provenientes da mudança de “gratificação por exercício cumulativo” para licença compensatória com caráter de indenização, poderão não ser vistos por essa dificuldade no rastreamento.

Mesmo com essas dificuldades, no relatório é apresentada a diferença no impacto orçamentário do Tribunal de Justiça do Paraná, que incorporou a licença antes mesmo do CNJ editar a resolução. Quando ainda era uma gratificação de caráter remuneratório, abaixo do teto dos ministros, a despesa do TJPR com o benefício era de R$ 3,5 milhões mensais para cerca de 912 magistrados.

No primeiro mês em que a licença compensatória foi lançada no contracheque, em setembro de 2023, o valor subiu para R$ 21,3 milhões. Por não estar sujeito ao teto constitucional, o mesmo benefício teve aumento de seis vezes em relação ao valor registrado nos meses anteriores.

Diante da mudança, a Transparência Brasil fez recomendações ao poder público em seu relatório. A entidade sugere que, nos próximos anos, os órgãos do Sistema de Justiça demonstrem a estimativa do custo do benefício nos orçamentos. A organização também sugere ao Congresso a criação de barreiras para impedir que “o princípio da simetria entre Ministério Público e Judiciário seja utilizado para criação de benefícios sem lei autorizativa específica e sem demonstração de impacto orçamentário”.

Congresso em Foco procurou a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) para comentar o benefício. A entidade ainda não encaminhou sua resposta até o momento. Em nota publicada quando o benefício foi estendido aos juízes federais, a Ajufe ressaltou que a medida seguia preceitos constitucionais. “O Conselho da Justiça Federal (CJF), enquanto órgão de controle administrativo e financeiro da Justiça Federal, atuou para cumprir um preceito constitucional reconhecido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a equiparação entre o Ministério Público e a Magistratura. Por isso, conferiu aos magistrados federais, a partir de 23 de outubro de 2023, algo que já era garantido aos membros do Ministério Público desde janeiro de 2023”, escreveu a organização.

A reportagem também entrou em contato com a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que congrega as 27 associações regionais de juízes estaduais além de associações da Justiça Trabalhista e Militar, para comentar sobre as críticas ao modelo das licenças compensatórias. Até o momento, não houve resposta. O espaço segue aberto e este texto será atualizado caso haja retorno.

Fonte: Congresso em Foco

Com privatização, funeral de recém-nascido é 12 mil reais em SP

Uma concessionária que trabalha na administração de cemitérios de Campo Grande, Lajeado, Lapa, Pinheiros e Saudade, em São Paulo, cobrou R$ 12 mil para fazer o funeral de um bebê recém-nascido. O caso foi revelado pela vereadora Silvia Ferraro (PSOL), que considera o valor abusivo.

O Grupo Maya é o responsável pelo caso. Em uma mensagem de WhatsApp com um cliente, um atendente afirmou que o serviço “está saindo a R$ 12 mil, com uma entrada de R$ 2.400”. A parlamentar afirmou que “não deveria custar mais que R$ 600”.

A empresa alegou que houve uma falha no serviço de atendimento e prometeu fazer uma apuração interna sobre o caso. Presidente da SP Regula, entidade que fiscaliza a prestação de serviços públicos feitos por concessionárias, afirmou que o preço é diferente do que manda a tabela de preços máximos da Prefeitura de São Paulo e também disse que vai investigar o episódio.

A gestão de Ricardo Nunes (MDB), prefeito de São Paulo, afirmou que vai tomar providências após a investigação. “Havendo comprovação de irregularidades, a concessionária será punida de acordo com os termos do contrato”, afirmou a prefeitura em nota.

Fonte: DCM

Israel usa fome e sede para exterminar os palestinos

Israel está usando a fome e a sede como arma de extermínio contra a população da Faixa de Gaza, ao impedir a entrada de insumos, incluindo medicamentos, há mais de um ano. Essa política genocida do Estado Sionista de Israel tem sido criticado no mundo inteiro.

Osama Hamdan, membro do gabinete político do governo palestino em Gaza, denunciou que “As forças da ocupação continuam a usar como arma a fome e a sede contra o nosso povo em Gaza, ao privá-lo de comida, água, remédios e cuidados básicos”.

“Por mais de 50 dias, Israel tem impedido a entrada de qualquer assistência àqueles que estão em sítio na região norte, resultando em fome, que continua a devastar nossa gente e nossas famílias, e até mesmo a matar nossas crianças”, acrescentou.

“A fome como arma, como a ocupação vem impondo a nosso povo há mais de um ano, é uma das ferramentas brutais utilizadas para implementar o chamado Plano dos Generais [de expulsão em massa e anexação do território], em sua forma mais bárbara e hedionda, à qual apenas os piores criminosos de guerra poderiam recorrer”, reiterou Hamdan. “Isso prova ao mundo, uma e outra a vez, a verdade sobre a entidade sionista”.

“Devido à falta dos elementos mais básicos para a vida humana”, prosseguiu a denúncia, “mesmo doentes e feridos são deixados nas ruas ou debaixo dos escombros. A ocupação impede que ambulâncias e equipes da defesa civil cheguem até eles, após destruir todos os hospitais e centros de saúde”.

O sofrimento e a tragédia humana enfrentada por nosso povo se agravará e aprofundará ainda mais com a chegada do inverno.

Hamdan enfatizou que “a guerra de genocídio, limpeza étnica, massacres, chacinas, fome e sede, conduzidos pela ocupação por 401 dias consecutivos contra mais de dois milhões de cidadãos palestinos em Gaza, ainda continua”.

“A ocupação está cometendo as formas mais hediondas de assassinato, assédio, tortura, sequestro e deslocamento contra Gaza, ao privar a população dos aspectos básicos para sobrevivência”, concluiu o oficial palestino. “Trata-se de uma agressão sem paralelos na história moderna”.

Redação com Monitor do Oriente

A escala 6×1 “tira a sua humanidade”, diz criador do movimento “Vida Além do Trabalho”

O vereador eleito e criador do movimento VAT (Vida Além do Trabalho), Rick Azevedo (PSOL-RJ), participou nesta segunda-feira (11) do programa “Estúdio i”, da GloboNews, para falar sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prevê o fim da escala 6×1.

“Essa escala tira a sua humanidade”, declarou.

Com 29.364 votos, Rick foi o vereador mais votado do PSOL nas eleições municipais deste ano, sendo o 12º na colocação geral.

“Eu espero que muitos trabalhadores de base cheguem na política porque não tem como as pessoas olharem para uma pauta como essa quando elas não viveram isso na pele”, disse Azevedo. “Agora tem o discurso de alguns deputados falando que a PEC para o fim da escala 6×1 é coisa de preguiçoso, de quem não quer trabalhar. Veja bem: o Congresso vive na escala 3×4, quando trabalha”, disse.

“Eles precisam entender que isso não se trata de querer que sejam punidos. Isso se trata de procurar um equilíbrio entre vida pessoal e profissional”, prosseguiu o vereador recém-eleito.

“Não dá para eles ficarem achando que nós deixaremos que essa lógica de lucro acima da vida de todo mundo vai continuar”, acrescentou.

Fonte: DCM

Pobreza eleva em 3 vezes risco de surgimento de ansiedade e depressão

Um relatório das Nações Unidas aponta que pessoas em situação de pobreza têm três vezes mais chances de desenvolver problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão. É o que aponta o relatório “Economia do Burnout: Pobreza e Saúde Mental”. Cerca de 11% da população mundial sofre com algum transtorno mental. 

De acordo com o relator especial da Organização das Nações Unidas e autor do relatório, Olivier De Schutter, esse cenário está relacionado à obsessão pelo crescimento da economia e busca de riqueza, levando as pessoas a se submeterem a jornadas exaustivas de trabalho e condições de trabalho precárias. 

“Quanto mais desigual é uma sociedade, mais as pessoas da classe média temem cair na pobreza e com isso desenvolvem quadros de estresse, depressão e ansiedade”, afirmou o relator.

Jornada de 24 horas por dia 

Segundo o relator, o principal fator de risco é jornada de 24 horas por dia, 7 dias por semana, quando o trabalhador fica disponível sob demanda, e cita como exemplos os trabalhadores de aplicativos e plataformas digitais  

De Schutter afirma que essa lógica “resulta em horários muito variáveis de trabalho, o que torna muito difícil manter um equilíbrio adequado entre a vida familiar e a vida profissional”. A incerteza quanto ao horário de trabalho e quantidade de horas a trabalhar tornam-se grandes motivadores de depressão e ansiedade.

Outro fator gerador de transtornos é a ansiedade climática. Estudos apontam que inundações, secas extremas, temporais destroem as fontes de renda da população, provocando insegurança financeira e ansiedade. 

Ações 

O estudo propõe que os governos adotem medidas que reduzam as desigualdades e inseguranças, como políticas de renda básica universal (valor mínimo a que todos teriam direito para afastar a ameaça da pobreza), apoio a economia social e solidária e alterações do mundo do trabalho. 

O relator informou que organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais e acadêmicos trabalham na apresentação de alternativas ao crescimento econômico em consonância com a erradicação da pobreza, previstas para serem apresentadas em 2025. 

Fonte: Agência Brasil

Sessão especial debateu o combate ao racismo na Assembleia Legislativa

Representantes de diversas entidades do movimento negro e sindical, participaram hoje, 11/11, de uma sessão especial para debater políticas de enfrentamento ao racismo. A sessão solene foi proposta pelo deputado estadual Ronaldo Medeiros (PT), ocorreu no plenário da Casa de Tavares Bastos.

Para Luciano Santos, presidente da Central Única dos Trabalhadores em Alagoas, a sessão serviu como momento “para refletir sobre a Consciência Negra e a necessidade de implantação de política reais de combate ao racismo”.

Para o deputado Ronaldo Medeiros “O combate ao racismo é tema central para a construção de uma sociedade mais justa, ainda mais no Brasil, que jamais conseguiu superar os valores e a estrutura de sociedade do período escravocrata”.

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