Operação envolvendo família Bolsonaro e Cerimedo para desestabilizar a eleição é denunciada

Prisão do criminoso Cerimedo na Bolívia é a ponta do iceberg de um esquema mafioso para desestabilizar eleições na América Latina e o Brasil é alvo dos criminosos

Por Cleber Lourenço e Jamil Chade

A existência de uma rede internacional de extrema direita com atuação em diferentes eleições acendeu um alerta no Palácio do Planalto sobre o risco de uma ofensiva de desinformação se tornar um dos principais instrumentos de ingerência externa na eleição brasileira de outubro.

Fernando Cerimedo, estrategista argentino que atuou para desacreditar as eleições brasileiras de 2022, trabalhou recentemente em Honduras com apoio de operadores ligados a Donald Trump e mantém relação próxima com Eduardo Bolsonaro.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro também foi escolhido pelo ministro de Assuntos da Diáspora de Israel, Amichai Chikli, como interlocutor para receber e divulgar no Brasil informações produzidas pelo governo israelense.

Para integrantes do alto escalão do governo brasileiro, as conexões entre esses atores e o papel das plataformas digitais estão hoje entre os principais riscos de uma eventual ação coordenada para favorecer Flávio Bolsonaro na eleição presidencial.

As relações colocam Eduardo no centro de articulações que atravessam Brasil, Argentina, Honduras, Estados Unidos e Israel. Parte desses mesmos países aparece no chamado Hondurasgate, caso baseado em 37 áudios atribuídos ao ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández sobre operações internacionais de influência política.

Fernando Cerimedo (segundo da esquerda) com Eduardo Bolsonaro, durante sua visita à Argentina em outubro de 2022
Fernando Cerimedo com Eduardo Bolsonaro na Argentina em outubro de 2022 – Foto: Reprodução

De Eduardo Bolsonaro à eleição de Honduras

Cerimedo ganhou projeção no Brasil depois da eleição presidencial de 2022, quando realizou a transmissão “Brasil fue robado”. Utilizando dados públicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), levantou suspeitas sobre diferentes modelos de urnas e questionou o resultado da disputa vencida por Luiz Inácio Lula da Silva.

A apresentação foi incorporada pelo bolsonarismo à ofensiva contra a confiabilidade do sistema eleitoral. A atuação do argentino acabou analisada nas investigações sobre a tentativa de golpe, embora a Procuradoria-Geral da República não tenha encontrado elementos suficientes para denunciá-lo por participação no plano de ruptura institucional.

Quatro anos depois, Cerimedo continua próximo da família Bolsonaro. Em evento realizado neste ano, Eduardo levou o argentino ao palco e defendeu sua atuação em 2022. Disse que Cerimedo teve “coragem” ao denunciar supostas irregularidades e afirmou que o trabalho havia sido produzido a partir de dados do próprio TSE.

Na mesma ocasião, Cerimedo contou detalhes de sua participação em outra campanha: a eleição de Honduras. O argentino afirmou ter trabalhado com Andy Rivas, apresentado como amigo e sócio, para o grupo político de Nasry “Tito” Asfura. Comemorou o resultado como uma vitória contra o grupo da família do ex-presidente Manuel Zelaya e relatou uma campanha marcada por forte tensão política.

Ao falar sobre sua atuação latino-americana, Cerimedo agradeceu a Brad Parscale, ex-chefe da campanha digital de Trump. Segundo o argentino, Parscale forneceu tecnologia e equipe para suas operações políticas na região.

Cerimedo também participou dos esforços de aproximação entre Asfura e Trump. Nessa articulação aparece Dick Morris, consultor político americano que ganhou projeção como estrategista de Bill Clinton nos anos 1990 e depois rompeu com o Partido Democrata, tornando-se aliado de Trump e uma voz influente da direita americana.

Morris atuou como intermediário entre a campanha de Asfura e o entorno de Trump. Sua participação ajudou a aproximar o candidato hondurenho de operadores trumpistas nos Estados Unidos e a apresentar sua candidatura como parte de uma disputa regional contra a esquerda latino-americana.

A presença do consultor ajuda a dimensionar a rede formada em torno da campanha hondurenha: um operador com experiência na Casa Branca e trânsito na política americana atuando na conexão entre Asfura e o trumpismo.

O percurso também mostra a dimensão adquirida pela atuação de Cerimedo. Depois de participar da ofensiva para colocar sob suspeita as eleições brasileiras, o argentino passou por outra disputa eleitoral latino-americana conectado a operadores da direita americana.

O então presidente de Honduras, Juan Orlando Hernandez, discursando em conferência da ONU – Foto: Andy Buchanan/Pool via AP, Arquivo

Hondurasgate cita Argentina, EUA e Israel

É nesse cenário que aparece o chamado Hondurasgate. O caso envolve 37 gravações atribuídas ao ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández. Os áudios descrevem supostas operações de articulação política e comunicação envolvendo personagens de Honduras, Estados Unidos, Argentina e Israel.

Entre as alegações está a participação de atores ligados ao governo de Javier Milei. As gravações atribuem ao entorno argentino cerca de US$ 350 mil destinados a uma estrutura de comunicação instalada nos Estados Unidos, que teria entre seus alvos os governos de Claudia Sheinbaum, no México, e Gustavo Petro, na Colômbia.

Israel também aparece no material. Uma das alegações atribui ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu participação em articulações relacionadas ao benefício concedido por Trump a Juan Orlando Hernández.

Os áudios ainda dependem de autenticação independente, e Cerimedo não aparece comprovadamente como integrante da operação relatada nas gravações. O argentino rejeitou publicamente o Hondurasgate.

Sua presença na política hondurenha, porém, é conhecida, assim como suas relações com personagens da política argentina, com Eduardo Bolsonaro e com operadores americanos ligados a Trump.

Israel, por sua vez, também mantém uma conexão direta e documentada com o entorno bolsonarista no Brasil.

Ministro de Israel acionou Eduardo no Brasil

Em janeiro de 2025, o militar israelense Yuval Vagdani estava no Brasil quando a Fundação Hind Rajab (HRF) tentou responsabilizá-lo judicialmente por supostos crimes cometidos durante a ofensiva israelense na Faixa de Gaza.

O episódio provocou reação do governo de Israel. Vagdani deixou o Brasil e, em 5 de janeiro, Eduardo Bolsonaro tornou público que havia conversado com Amichai Chikli, ministro de Assuntos da Diáspora e Combate ao Antissemitismo.

Eduardo disse ter recebido informações sobre a Fundação Hind Rajab. Poucas semanas depois, o próprio Chikli confirmou como a articulação havia ocorrido.

O ministro afirmou que Israel trabalhou com “amigos na oposição brasileira” e entregou informações sobre a fundação a Eduardo para que ele ajudasse a expor a organização no Brasil. O ex-deputado divulgou o material.

O ministério israelense buscava associar integrantes da fundação ao Hezbollah e ao Hamas. Chikli também atacou diretamente Lula e classificou o presidente brasileiro como “apoiador do Hamas”.

A operação foi além da proximidade política mantida há anos pela família Bolsonaro com o governo de Benjamin Netanyahu. Um ministro israelense procurou diretamente um integrante da oposição brasileira, forneceu informações produzidas no interesse de seu governo e pediu ajuda para colocá-las no debate público brasileiro.

O episódio ocorreu antes de Eduardo voltar a aparecer publicamente ao lado de Cerimedo, desta vez exaltando justamente o argentino que havia atuado no Brasil, passado por Honduras e construído relações com operadores da direita americana.

As conexões não surgem de uma única organização nem precisam ser apresentadas dessa maneira. Elas revelam um movimento mais amplo: personagens do bolsonarismo passaram a atuar como interlocutores brasileiros de uma rede internacional da direita que circula entre campanhas eleitorais, governos e operações de comunicação.

Nesse circuito, Eduardo Bolsonaro deixou de ser apenas um aliado político. Tornou-se um dos pontos de contato no Brasil.

O Ministro de Assuntos da Diáspora de Israel, Amichai Chikli,
O Ministro de Assuntos da Diáspora de Israel, Amichai Chikli (Reprodução de vídeo)

Planalto teme ofensiva digital na reta final

Se o governo brasileiro considera que a ingerência internacional já é uma realidade na eleição desde 2025, integrantes do Planalto tentam agora antecipar por onde poderiam vir os próximos movimentos de uma eventual estratégia de desestabilização.

A principal preocupação é que o instrumento utilizado seja o impulsionamento de desinformação a partir do exterior, com a possibilidade de plataformas digitais atuarem de maneira pouco transparente para influenciar a opinião pública brasileira.

A operação poderia repetir elementos observados recentemente na eleição de Honduras, onde Cerimedo teve papel relevante. A avaliação no Palácio do Planalto é de que, apesar da liderança de Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas de opinião, o pleito continua acirrado e uma operação de manipulação digital poderia movimentar votos suficientes para transformar a reta final da eleição em um dos momentos de maior tensão política do país nas últimas décadas.

Integrantes do governo ainda pretendem estudar os casos das vitórias de aliados de Trump em Honduras e na Colômbia, marcadas, segundo essa avaliação, por intensa circulação de narrativas originadas fora desses países. Um dos fenômenos observados nesses pleitos foi a proliferação de conteúdos produzidos com inteligência artificial e deepfakes.

Uma das estratégias consideradas possíveis seria o impulsionamento de desinformação por meio de perfis falsos criados no exterior. A preocupação é que uma ofensiva concentrada nos últimos dias da campanha possa provocar mudanças abruptas na opinião pública quando já não houver tempo suficiente para identificar sua origem, investigar os responsáveis e neutralizar seus efeitos antes da votação.

O eventual envolvimento das plataformas também entra no cálculo do governo pelo impacto que uma reeleição de Lula poderia produzir sobre o setor. A avaliação no Planalto é de que as big techs estariam entre os atores mais afetados por um quarto mandato do petista, diante da possibilidade de o governo avançar na regulamentação das redes digitais.

Um possível retorno do ativismo político de Elon Musk também é monitorado, principalmente diante de seu histórico de intervenções no debate político de diferentes países às vésperas de eleições.

A preocupação central é justamente o tempo. Uma ofensiva realizada nos últimos dias antes da votação poderia alcançar milhões de eleitores e produzir efeitos políticos antes que autoridades brasileiras conseguissem determinar de onde partiu, quem a financiou e quais atores participaram de sua disseminação.

Fonte: ICL

Por defender privatizações, Moro recebe R$ 200 mil de empresários ligados ao setor de energia

O senador Sergio Moro (PL-PR), candidato ao governo do Paraná, declarou ter recebido R$ 200 mil em doações eleitorais de Jefferson Abou Rejaile e Maurício Abou Rejaile. Cada empresário destinou R$ 100 mil à campanha do ex-juiz. Com informações do Metrópoles.

Jefferson e Maurício são sócios do Grupo Rejaile, empresa familiar que atua na administração de combustíveis e mantém presença nas regiões Sul e Sudeste.

Outros dois empresários também contribuíram para a candidatura. Anna Carolina Nabhan doou R$ 20 mil, enquanto Fariz Mitri Nabhan repassou R$ 5 mil.

Moro registrou os valores e a identificação dos quatro doadores na declaração de campanha apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As contribuições relacionadas somam R$ 225 mil.

As campanhas devem manter o registro das doações recebidas e identificar os responsáveis pelos repasses. A exigência permite rastrear a origem dos recursos e viabiliza a fiscalização da Justiça Eleitoral.

Pessoas físicas podem doar até 10% do rendimento bruto obtido no ano anterior à eleição. O limite vincula a quantia permitida à renda declarada pelo doador.

A regra prevê uma exceção para doações de bens móveis ou imóveis avaliados em até R$ 40 mil. Nesses casos, o valor não entra no cálculo do limite baseado no rendimento bruto anual.

O candidato também pode financiar a própria campanha, desde que respeite o limite de 10% do teto de gastos estabelecido para o cargo em disputa.

Fonte: DCM

Flávio Dino anula emendas parlamentares indicadas por presidentes de partidos

Decisão foi tomada após suspeitas de interferência do presidente do PL na destinação das verbas

 O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou neste domingo (23) a nulidade absoluta de qualquer emenda parlamentar cuja indicação tenha sofrido a interferência dos presidentes dos partidos políticos.

A decisão vem na esteira das suspeitas de que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, tenha direcionado R$ 119 milhões em emendas mesmo sem mandato no Congresso Nacional, o que levou ao bloqueio de bens do dirigente, em julho.

Dino havia determinado que todas as legendas explicassem ao Supremo se dispunham de cotas de emendas para os presidentes das agremiações. De acordo com o ministro, as manifestações foram convergentes no sentido de que não existem essas reservas.

O próprio PL afirmou a Dino que Valdemar fez apenas sugestões aos parlamentares, não necessariamente adotadas, e que não tinha poder jurídico sobre a destinação das emendas. Dias antes, contudo, ele havia dito em entrevistas que essa interferência era uma tarefa natural do cargo.

Dino afirmou que deve ser considerado nulo “qualquer ato, tabela, expediente, comunicação, planilha, ofício ou solicitação que pretenda atribuir a presidente de partido político ou a ex-parlamentar a autoria, titularidade ou poder de indicação sobre emenda parlamentar”.

De acordo com o magistrado, indicações de recursos feitas por meio da ingerência de dirigentes partidários não podem “servir de fundamento para a prática de atos administrativos destinados à execução da despesa pública”.

Fonte: ICL

Bombardeios de Israel matam duas pessoas, incluindo uma criança de 4 anos, em Gaza

Estado genocida de Israel segue extreminando o povo palestino em Gaza

Dois bombardeios de Israel mataram ao menos duas pessoas, incluindo um menino de quatro anos, e deixaram sete feridos no centro da Faixa de Gaza neste domingo (23), segundo autoridades de saúde palestinas que atuam sob a administração do Hamas. Com informações de Folha de S.Paulo.

O primeiro ataque atingiu um prédio na cidade de Zawayda. Moradores disseram que o Exército israelense havia orientado os proprietários dos imóveis a deixar a área. O segundo bombardeio ocorreu no campo de refugiados de Nuseirat.

Os ataques aconteceram depois que o gabinete do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu advertiu que Israel intensificaria a ofensiva caso não cessassem imediatamente os lançamentos de balões, drones e pipas de Gaza em direção ao território israelense.

A imprensa israelense noticiou que uma pipa caiu neste domingo e que outras quatro foram encontradas no sábado (22) em comunidades próximas à fronteira. Os objetos não tinham explosivos, mas o Exército afirmou acreditar que o Hamas poderia estar testando a reação israelense. O grupo negou envolvimento.

Basem Naim, integrante da alta cúpula do Hamas, escreveu no X que as pipas partiram de “crianças que buscam sua infância inocente entre os escombros”. Em outro comunicado, o grupo acusou Israel de usar os objetos como pretexto para bombardear o centro de Gaza.

O cessar-fogo em vigor desde outubro de 2025 enfrenta acusações de descumprimento. Turquia, Qatar e Egito, países que participaram da mediação, afirmam que Israel não realizou a retirada prevista no acordo e mantém soldados em boa parte do território palestino.

Israel declarou na noite de sábado que matou Sharif Al-Hasnat, apontado pelo governo como um integrante de alta patente do Hamas, em Deir Al-Balah. Segundo o comunicado israelense, ele comandava esforços para restaurar a “infraestrutura subterrânea” do grupo. O Hamas acusa Israel de prejudicar o plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encerrar o conflito, que também prevê o desarmamento da organização.

Abu Ahmed, palestino deslocado que estava abrigado perto do prédio destruído, contestou a continuidade da trégua. “Não há cessar-fogo, não há nada”, disse. “Queremos soluções, queremos viver em paz.”

Fonte: DCM

DÉJÀ VU

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 23 de Agosto/ 2026

Silêncio! Gravando!

Essa semana a Ilha de Vera Cruz se despediu de duas grandes atrizes da TV brasileira. Laura Cardoso e Glória Menezes deixaram os palcos e os sets de filmagens para sempre, mas com um acervo de filmes e novelas que serão eternos. Não podemos negar que nos acostumamos a assistir a elas em novelas da Globo, numa época em que atores e atrizes brilhavam, emocionavam o telespectador com atuações marcantes. O país sentiu a perda das duas, porém algumas atrizes nem o Roque Santeiro conseguirá resgatar o brilho, cairão no ostracismo fúnebre como sucata sem nenhuma valia, talvez valerão menos que um “pum” e não falo do “pum” do palhaço, pois esse é eterno e engraçado.

Por falar em Globo, uma novela voltou com tudo, uma especie de vale a pena ver novo, mas essa novela da vida real aparece apenas nos anos de eleição. Uma tramaturgia fictícia com o Lula e seu filho “malvado”, o Fábio Luiz como protagonistas.
Desde a eleição de 1989 a Globo ja produzia algumas cenas da “vida bandida” do Nine. Quem não se lembra do sequestro do Abílio Diniz? Onde os sequestradores presos foram vestidos com camisas do PT e o cativeiro foi enxertado com materiais da campanha do Lula, tudo na semana da eleição. Prato cheio pra Globo que comprou a mentira, sabendo que era mentira e que pós eleição foi confirmada como mentira, mas o Caçador de Marajás que era o queridinho dos Marinhos já havia sido eleito.

Desde dessa época a midia tem usado de um script mentiroso e bastante fantasioso pra macular a imagem do Luiz Inácio em todas as eleições que disputa e um ator nesses episódios é central, o Fabio Luiz, que a imprensa chama de Lulinha. O filho do Lula apareceu antes da reeleição de 2006 e lá para o Fábio Luiz ja tinha comprado a OI, uma Ferrari de ouro, era dono da Friboi e saiu de um “limpador de fezes de elefante” para um grande empresário. Tudo isso foi amplamente divulgado nas redes sociais e nunca desmentido na Rede Globo. A emissora tem seus prediletos e o Lula nunca foi um deles.

Esqueceram o Lulinha em 2018, pudera, o pai tava preso e a Globo ja tinha feito anos antes um seriado chamado Lava Jato, fazendo um estrago sem tamanho, dessa vez nem precisou do Lulinha pra emplacar o opositor do Barba, porém estamos em 2026 e assim como Lázaro, o Lulinha foi ressuscitado. O enredo novelesco da Globo passou os últimos dias tentando a todo custo emplacar o nome do Lulinha como a Nazaré do crimes políticos, a Carminha do desatre das instituições do Brasil Varonil. Dessa vez o diretor do filme é o Ministro Andre Mendonça, que usa sua claque pra dar início, cena após cena desse remake(refilmagem) que leva mais uma vez a campanha do Lula ao ano de 1989 com vídeos de debates editados, suor falso, dossies em pastas vazias, bandidos sequestradores com a camisa do partido dos trabalhadores e a ameaça invisível do comunismo. Um roteiro digno de um prêmio na academia cinematográfica na categoria fantasia.
A Globo ja escolheu seu lado e o “vale a pena ver novo” ta a todo vapor, porém o “você decide” tem dois finais e você pode escolher um que não seja aquele preferido da plim plim!

Reflexões* Flávio Show 2026 , ano 06 – Edição 298

Omar Aziz assume PEC da escala 6×1 e promete acelerar votação no Senado

Aliado de Lula, senador assume relatoria na CCJ e destrava PEC no Senado após retomada do diálogo entre os presidentes da República e do Senado.

O senador Omar Aziz (PSD-AM) foi escolhido relator da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Senado. A indicação ocorreu nesta sexta-feira (21), após o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), encaminhar o texto à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Aziz, que já se manifestou favoravelmente à mudança na jornada, afirmou que pretende acelerar a análise da proposta e antecipou que seu parecer será pelo fim da escala de seis dias de trabalho para um de descanso.

O senador Omar Aziz (PSD-AM) foi escolhido relator da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Senado. A indicação ocorreu nesta sexta-feira (21), após o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), encaminhar o texto à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Aziz, que já se manifestou favoravelmente à mudança na jornada, afirmou que pretende acelerar a análise da proposta e antecipou que seu parecer será pelo fim da escala de seis dias de trabalho para um de descanso.

“Quero agradecer ao senador Davi Alcolumbre e ao senador Otto Alencar pela confiança em me passar uma relatoria tão importante para os trabalhadores brasileiros. Tenho a certeza que nós vamos dar a maior agilidade possível, até porque, se tratando de uma PEC, tem prazo para ser cumprida”, declarou em vídeo publicado nas redes sociais.

O senador afirmou ainda que pretende construir o relatório em diálogo com os integrantes da Casa, mas defendeu a adoção da escala 5×2. “Quero ouvir meus colegas senadores, porque a relatoria não é só minha, tem a participação dos membros do Congresso Nacional. E a 6×1 nós vamos acabar com ela. A 5×2 dará saúde mental aos trabalhadores”, disse.

A escolha de Aziz foi acertada entre Alcolumbre e o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA). Com o despacho, a proposta começa efetivamente a tramitar no Senado quase três meses depois de ter sido aprovada pela Câmara dos Deputados, em 27 de maio.

Omar Aziz é o candidato apoiado pelo presidente Lula ao governo do Amazonas e foi o presidente da CPI da Covid no Senado em 2021.

PEC reduz jornada para 40 horas

A proposta aprovada pelos deputados reduz a jornada máxima de trabalho das atuais 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, e assegura dois dias de repouso semanal remunerado.

A redução da carga horária ocorrerá de forma gradual. Pelo texto aprovado na Câmara, a jornada cairá em duas horas em até 60 dias após a promulgação da emenda e em outras duas horas após 12 meses da primeira redução.

A PEC tem o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) como primeiro signatário e chegou ao Senado em maio, mas aguardava encaminhamento à CCJ. Por se tratar de uma mudança na Constituição, a proposta precisa passar pela comissão antes de chegar ao plenário. Para ser aprovada no Senado, uma PEC precisa do apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores, em dois turnos de votação. Caso os senadores alterem o mérito do texto aprovado pela Câmara, a proposta terá de retornar aos deputados.

Governo tenta acelerar votação

O avanço da PEC ocorre após a retomada do diálogo entre Alcolumbre e o presidente Lula. A relação entre os dois havia se deteriorado após o Senado rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Lula e Alcolumbre voltaram a se aproximar em agosto, depois de uma sequência de encontros. Na segunda-feira (17), os dois participaram juntos de um evento da Petrobras no Amapá para celebrar a descoberta de petróleo na Foz do Amazonas.

Além da PEC da escala 6×1, Alcolumbre encaminhou à CCJ a PEC da Segurança Pública, outra prioridade do governo. O texto terá como relator o senador Rogério Carvalho (PT-SE).

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), atribuiu o avanço das duas propostas à retomada da articulação entre Executivo e Legislativo. “As PECs do fim da jornada 6×1 e da Segurança Pública, prioridades absolutas do presidente Lula, avançam como resultado do diálogo institucional e de um intenso trabalho de articulação”, declarou.

O calendário, porém, é apertado. Os parlamentares retornam ao Congresso em 31 de agosto para quatro dias de esforço concentrado, na última janela de trabalho antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.

O governo trabalha com a expectativa de levar a PEC ao plenário do Senado na semana de 5 de outubro, no intervalo entre o primeiro e o segundo turno. A estratégia é acelerar a votação de uma das principais pautas trabalhistas defendidas por Lula durante a campanha à reeleição.

Fonte: Congresso em Foco

Moraes determina cassação de aposentadoria da PRF do golpista Silvinei Vasques

Ex-diretor-geral da PRF de Bolsonaro foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão por participação na trama golpista.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou nesta sexta-feira (21) o cumprimento imediato da cassação da aposentadoria de Silvinei Vasques como policial rodoviário federal.

A ordem foi dada após a Advocacia-Geral da União (AGU) pedir esclarecimentos sobre o alcance da perda do cargo público determinada na condenação do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Moraes afirmou que a questão já foi definitivamente julgada pela 1ª Turma e que, no caso de Vasques, a perda do cargo alcança sua condição de inativo e resulta na cassação da aposentadoria.

Silvinei foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão, sendo 22 anos de reclusão e dois anos e seis meses de detenção. Também recebeu pena de 100 dias-multa, cada um fixado no valor de um salário mínimo.

Além da pena de prisão, a 1ª Turma do STF havia determinado a perda do cargo público de Vasques. O acórdão foi publicado em 12 de março de 2026 e, segundo a decisão desta sexta, transitou em julgado em 23 de abril, encerrando a possibilidade de discussão da questão pelas vias recursais ordinárias naquele processo.

“Determino o imediato cumprimento da sanção de perda do cargo público imposta a Silvinei Vasques, mediante a cassação de sua aposentadoria no cargo de Policial Rodoviário Federal.”

De acordo com a decisão, os advogados sustentaram nos embargos de declaração que o acórdão apresentaria omissão, obscuridade e contradição ao determinar a perda do cargo de “policial rodoviário federal aposentado”.

Moraes afastou o argumento. “A utilização da expressão ‘policial rodoviário federal aposentado’ é meramente descritiva da situação funcional do réu no momento do julgamento. O efeito jurídico decretado é a cassação da aposentadoria”, registrou o ministro no voto citado na nova decisão.

Processo: AP 2.693

Fonte: Congresso em Foco

Amigo de Flávio Bolsonaro vai para a prisão de segurança máxima na Bolívia

Acusado de tentativa de feminicídio, Fernando Cerimedo tem ligações com Milei, Rodrigo Paz e o clã Bolsonaro

 O juiz Wilson Espada determinou a prisão preventiva por 180 dias do consultor político e articulador da extrema-direita Fernando Cerimedo no presídio de máxima segurança de Palmasola, na cidade de Santa Cruz, Bolívia, acusado de ser o mandante e autor intelectual da tentativa de feminicídio contra sua ex-companheira, a advogada Nadia Beller, informa o jornal Página/12.

A decisão sobre a custódia foi proferida ao final da tarde de sexta-feira (21), em um cerco que contou com a chegada de efetivos policiais portando armas longas. No decorrer do dia, a Promotoria apresentou novas provas obtidas a partir da perícia no telefone celular de Cerimedo, revelando mensagens trocadas no exato momento em que os atiradores executavam o ataque. Em uma das conversas, um contato identificado como ECG pergunta ao consultor: “digo a eles para procurá-la aí?” e, em seguida, reporta: “irmão, neste momento atiraram nela, está ferida”.

Conforme declarações de Nadia Beller e do ex-presidente boliviano Evo Morales, o contato registrado sob as iniciais ECG trata-se de Erik Correa González, chefe de Inteligência do governo do presidente Rodrigo Paz. Paralelamente às investigações telefônicas, a polícia boliviana deteve três pessoas — dois homens e uma mulher, esta apontada como companheira de um dos executores do atentado —, embora no encerramento do dia apenas um suspeito permanecesse sob custódia.

O material periciado revelou fotos do hotel e da motocicleta utilizada pelos pistoleiros para o ataque, acompanhadas de reportagens com títulos distorcidos que visavam desviar o foco da investigação policial. O relatório pericial apontou ainda que 34 registros de chamadas e mensagens foram apagados do aparelho do acusado. Diante dos achados, os investigadores trabalham com duas hipóteses centrais: que o ex-assessor utilizou o aparelho de inteligência estatal para acompanhar o atentado ou que monitorava Beller porque ela organizava uma reunião com a família de uma adolescente de 13 anos para denunciar abusos atribuídos a Evo Morales.

Os advogados de defesa de Cerimedo, Ernesto Giraldes e Margarita Arce, requereram ao juiz Wilson Espada a anulação do processo. A banca alegou que o telefone foi periciado sem o acompanhamento da defesa, que a detenção foi irregular, que o prazo de apresentação ao magistrado foi estourado e que o período de prisão preventiva fixado é excessivo. Todos os pedidos foram rejeitados pelo juiz, que convalidou os dados telefônicos como prova válida.

Além dos registros digitais do dia do crime, a Promotoria baseia a acusação nas evidências de violência de gênero recorrente, citando episódios prévios de agressão física nos meses de junho e julho. Constam nos autos registros nos quais o consultor pressionava Beller — que está gestante — para que não o denunciasse publicamente, sob a alegação de que a exposição arruinaria a vida do casal e dos filhos. Sobre os antecedentes, o jornalista de entretenimento Rodrigo Lussich revelou em Buenos Aires que sua família sofreu uma fraude praticada por Cerimedo em 2012 e resgatou que, naquele período, a ex-esposa do investigado também registrou denúncia por violência doméstica antes de se mudar para a Itália.

No âmbito político e econômico, o réu buscou se distanciar da gestão de Rodrigo Paz por meio de uma carta manuscrita enviada aos advogados, negando ter integrado reuniões de gabinete ou intermediado pagamentos a ministros. Contudo, registros fotográficos e relatos da política local o posicionavam como figura de forte influência sobre as decisões do governo, além de operar negócios nos setores de mineração de ouro e combustíveis.

Tais atividades deram origem a um processo paralelo por enriquecimento ilícito que tramita na capital, La Paz. Durante as investigações financeiras, autoridades policiais realizaram cinco mandados de busca e apreensão. Em um dos endereços do réu foram apreendidos 4 mil dólares; em um imóvel localizado em um condomínio fechado, recolheram 500 mil bolivianos (cerca de 50 mil dólares); e em duas casas de câmbio, apuram o fluxo de transferências que incluem a remessa de 400 mil dólares ao exterior e a fuga de um suspeito carregando montantes não confirmados. Uma quinta busca foi efetuada em um escritório alugado pelo consultor que se encontrava desocupado. O fiscal Luis Torrez reúne a documentação para requerer uma nova ordem de prisão preventiva junto ao tribunal de La Paz.

Fonte: Brasil 247

Em conversa por telefone, Lula manda o recado para Tump: “Não queremos interferência no Brasil”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ter deixado uma linha vermelha para Donald Trump: o Brasil aceita cooperação contra o crime organizado, mas não tutela estrangeira.

Durante comício na Praça da Estação, em Belo Horizonte, nesta sexta-feira (21), Lula relatou o teor da conversa mantida horas antes com o presidente dos Estados Unidos. “Nós queremos trabalhar juntos. O que nós não queremos é interferência no Brasil”, disse.

O telefonema durou 1h20. Lula contestou as justificativas usadas pelos Estados Unidos para impor novas tarifas aos produtos brasileiros e classificou as acusações como infundadas. Trump defendeu a preservação dos vínculos comerciais e propôs a retomada das reuniões entre representantes dos dois governos.

No campo da segurança, Lula reafirmou que o Brasil pretende cooperar com os Estados Unidos no combate ao crime organizado. O presidente, porém, rejeitou a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas e argumentou que o país possui instrumentos próprios para enfrentar as facções sem abrir espaço para ingerência externa.

No comício, Lula afirmou que Trump reconheceu os argumentos apresentados pelo governo brasileiro. Segundo o petista, o secretário de Comércio estadunidense já procurou seu equivalente no Brasil e uma reunião foi marcada. Até a noite desta sexta, a Casa Branca não havia divulgado um relato detalhado próprio sobre o telefonema.

As guerras também entraram na conversa. Lula contou ter sugerido que Trump convidasse Vladimir Putin e Xi Jinping para seu clube de golfe na Flórida. “Convida os caras pra tua casa. Toma um trago”, disse, ao defender negociações para encerrar os conflitos internacionais.

O presidente encerrou o relato com uma defesa da soberania nacional. “Se a gente não se respeitar, ninguém respeita a gente”, afirmou. A conversa diplomática, descrita oficialmente como cordial, tornou-se no palanque um recado contra qualquer tentativa de tutela sobre o Brasil.

Fonte: DCM

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