Prefeito PT sofre atentado no interior de Alagoas

Prefeito Zé da Emater, do PT de Olho D’Água do Casado, sofre atentado à bala. Deputado Paulão pede proteção para família do prefeito e a apuração determinada do caso pela Secretaria de Segurança Pública.

O prefeito de Olho D’Água do Casado, José dos Santos, o Zé da Emater (PT), foi vitima de um atentado à bala na noite desta sexta-feira, 11, nas proximidades do povoado Piau, no município de Piranhas.

O prefeito estaria viajando de Arapiraca para para Olho D’Água, em uma caminhonete, na companhia do motorista e um sobrinho, quando um outro carro fechou seu caminho na estrada e dele saíram dois homens armados. Ao empreender a fuga do local, o carro de Zé Emater foi alvejado por tiros disparados pelo dois homens ainda não identificados.

O caso foi comunicado à Secretaria de Segurança Pública pelo deputado federal Paulão, companheiro de partido do prefeito Zé da Emater.

O parlamentar considerou “muito estranho” o atentado e disse que as autoridades precisam apurar de forma determinada o fato. “Espero que não tenha nada a ver com o processo eleitoral. E digo isso, por que dois dias antes da eleição uma família do assentamento Chico Mendes, eleitora do grupo do prefeito foi espancada e torturada, após declarar voto ao candidato apoiado pelo grupo da situação na Prefeitura”, declarou o deputado.

Paulão disse que é fundamental que a segurança pública atue no caso, por que a população de Olho D’Água, bem como a família do prefeito, além de amigos, estão todos apreensivos com esses episódios de violência.

“Espero, sinceramente, que o fato não tenha nada ver com o processo eleitoral e que o atentado ao amigo Zé da Emater tenha sido praticado por meliantes, que não respeitam o valor da vida humana”, declarou o parlamentar.

Ele destacou ainda que vai pedir as autoridades por proteção para o prefeito e sua família.

As balas atingiram pneus e a lataria do carro do prefeito.

Fonte: É Assim

Manifestantes realizam protesto contra o genocídio do povo palestino no centro de Maceió

Uma manifestação organizada pelo Comitê Alagoano de Solidariedade ao Povo Palestino, nesta sexta-feira (11/10), denunciou as atrocidades cometidas pelo governo sionista de Israel na faixa de Gaza.

Militantes de partidos políticos e movimentos sociais usaram a palavra durante o ato realizado no Calçadão do Comércio, em Maceió, para apoiar o povo palestino e denunciar os ataques brutais de Israel em Gaza e no Líbano.

“Nosso propósito é esclarecer e denunciar o genocídio de crianças, mulheres e idosos, além de cobrar do governo brasileiro a ruptura das relações com Israel”, declarou Altenir Santos, da UP e um dos organizadores do protesto.

O presidente do Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual de Alagoas, professor Luizinho, destacou que “que o estado sionista de Israel age com apoio dos EUA, que fornece bilhões em armas e permite esse genocídio e que apesar dota atrocidade, o povo palestino resiste.”

O ato realizado em Maceió fez parte de onda mundial de protestos que exigem o cessar-fogo imediato dos ataques promovidos pelo estado sionista de Israel. Em 07 de outubro, fez um ano do início dos pesados ataques contra a Faixa de Gaza.

Além dos ataques contra o povo palestino, Israel ampliou sua ofensiva militar contra o Líbano, onde já vitimou milhares de pessoas.

Em seus ataques genocidas, Israel já assassinou mais de 50 mil palestinos, sendo a maioria mulheres e crianças. Os bombardeios contra escolas, hospitais e até comboios de ajuda humanitária tem provocado reação internacional, onde alguns países como Colômbia e Nicarágua já romperam relações diplomáticas e África do Sul denunciou Israel no Tribunal Internacional por crime de genocídio.

No Brasil, onde o presidente Lula tem criticado os massacres, os movimentos sociais exigem a ruptura das relações comerciais e diplomáticas com o estado genocida de Israel.

Foto: Cortesia Adriana Emídio

ONGs ligadas a vereadores receberam mais de 11 milhões

Cada vereador em Maceió teve direito, na Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2021 – aprovada na última terça-feira (25), a R$ 554.243,00 para destinar como emendas ao orçamento. Para este ano, foram aprovadas 45 delas, todas impositivas, sendo somente duas destinadas a órgãos da Prefeitura de Maceió. Quase a totalidade dos R$ 11.014.859,00 em emendas foram para as contas de ONGs e associações diversas, inclusive de pessoas ligadas aos próprios parlamentares. As informações foram publicadas no Diário Oficial do Município de 24 de maio. O vereador Davi Davino (PP) é autor de duas emendas, sendo uma delas de R$ 514.243,00 à Fundação Brasil de Apoio ao Idoso (FUNBRASIL), organização usada na campanha eleitoral de seu filho, deputado estadual Davi Filho (PP), a prefeito de Maceió em 2020 como exemplo de política pública. Segundo apurou a reportagem, a FUNBRASIL é presidida por Hegladja Monica Da Silva Souza. Já o vereador Cleber Costa (PSB) é autor de uma única emenda de R$ 554.243,00 à Associação Educacional e Assistencial Ulisses Bandeira, presidida por Tereza de Fátima Cavalcanti Barbosa, servidora da Câmara Municipal de Maceió. O vereador Samyr Malta (PTC) é autor de duas emendas, sendo de R$ 300 mil ao Instituto Desenvolv/AL e R$ R$ 254.243,00 ao Instituto Maceió (IZM). O primeiro é presidido, segundo apurou a reportagem, por José Cauby Silva que, até dezembro de 2020, era servidor comissionado da Mesa Diretora da Câmara Municipal. Já o IZM é presidido por José Aparecido Merencio da Silva. A então vereadora Fátima Santiago (PP) destinou os R$ 554.243,00 que tinha direito ao Instituto Nossa Senhora de Fátima, presidido por Janete Alves Medeiros, mas que tem forte ligação com a ex-parlamentar. O ex-vereador Lobão é autor de duas emendas, uma de R$ 284.243,00 ao Instituto Maceió e outra de R$ 200 mil ao Instituto Desenvolv/AL, que também foi agraciado com a única emenda de R$ 554.243,00 do vereador Luciano Marinho (MDB). Já o vereador Siderlane Mendonça (PSB) é autor de três emendas ao orçamento de Maceió para 2021: R$ 430 mil ao Instituto de Assistência Social (Amadal), que tem como administrador Severino Maciel da Silva; R$ 20.243,00 ao Conselho Comunitário de Desenvolvimento Social do Bairro Bentes (CodBentes), presidido por Clementina Correia Pereira; e R$ 104 mil à Associação de Equoterapia de Alagoas, presidida por Clarice Maria Tavares Macedo Cavalcanti. Já o vereador José Márcio Filho (PSD) e os ex-parlamentares Ib Brêda e Mauro Guedes são autores de uma única emenda cada, de R4 554.243,00 ao Instituto Maceió. A ex-vereadora Ana Hora é autora de uma emenda – R$ R$ 554.243,00 – ao Instituto Irmã Suzana, cujo nome fantasia é Instituto Galba Novaes de Castro, do deputado estadual Gaba Novaes (MDB), pai do vereador Galba Netto (MDB), atual presidente da Câmara Municipal. Já o vereador Galba Netto destinou R$ 400 mil à ONG Ferreira Hora, do esposo da ex-vereadora Ana Hora. As demais emendas de Galba Netto foram: R$ 51.414,00 à Adefal; R$ 51.414,00 à Associação Educacional e Assistencial Casa dos Amarelinhos ; e R$ 51.414,00 à Família Alagoana Down (Fan-Down). Já Kelmann Vieira (Podemos), atualmente titular da Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev) destinou R$ 554.243,00 ao Instituto Flávia Cavalcante (IFC) que, apesar de presidido por Eduardo Pereira Neto, tem o nome de sua esposa, a deputada estadual Flávia Cavalcante. O vereador Chico Filho destinou R$ 354.243,00 ao Centro de Apoio às Comunidades, presidido por Lourdes Helena de Klebs Brandão; R$ 100 mil ao Instituto Cidadão Lagoa Mundaú, presidido por José Ronaldo de Oliveira; e R$ 100 mil à Associação de Amigos do Autista de Alagoas (AMA/AL), presidida por Mônica Ximenes Carneiro da Cunha. Silvânia Barbosa (PRTB) destinou R$ 554.243,00 ao Instituto Maceió. Já a ex-vereador Simone Andrade (DEM) é autora de emenda de R$ 554.243,00 ao Instituto Cláudio Pereira de Andrade (ICPA), presidido por Cláudio Pereira de Andrade Neto. Já Fernando Holanda (MDB)destinou R$ 554.243,00 ao Fórum Para o Desenvolvimento de Alagoas (Pense Alagoas), presidido por Eduardo Ferreira da Silva Júnior. Em 2017, o então vereador Antonio Holanda, pai de Fernando Holanda, foi preso por ser investigado de comprar votas na eleição de 2016 através de uma ONG chamada “Fórum Para o Desenvolvimento de Maceió (Pense Maceió)”. A família tem influência política nas duas ONGs. Já a ex-vereadora Maria Aparecida destinou R$ 554.243,00 ao Instituto Social e Educacional Nova Vida, presidido por Carlos Pedro da Silva, parente de Cabo Luiz Pedro, esposo da ex-parlamentar. CAMPEÕES O vereador que mais destinou emendas foi Eduardo Canuto (Podemos), com 15 no total. As três maiores foram R$ 156 mil à Associação Teatral Nega Fulô, presidida por Divaneide Gonçalves de Lima; R$ 118.243,00 ao Instituto Amigos da Sopa de Alagoas (Iasal), presidido por Tibério Jorge da Silva Vera Cruz; e R$ 100 mil à Associação das Donas de Casa e Amigos do Benedito Bentes, presidida por Luana Larissa Marcolino Ferreira. Eduardo Canuto destinou duas emendas de R$ 20 mil cada ao Centro Socioeducativo Deus Proverá, administradas por Cícera Maria das Candeias e Verônica de Melo Falcão; e à Associação e Pais e Amigos Autistas (Assista). O último cadastro encontrado pela reportagem dava conta de que a Assista era presidida por Gilberto Firmo Soares, mas ele faleceu de covid-19 em março deste ano. As demais emendas de Eduardo Canuto variam entre 10 mil e 15 mil reais e se destinam, via de regra, as associações e federações esportivas. Já os campeões de arrecadação são o Instituto Maceió e o Instituto Desenvolv/AL. O primeiro recebeu R$ 2.755.458,00; o segundo, R$ 1.054.243,00. MUNICÍPIO O então vereador Francisco Sales (PSB) é autor de duas emendas. Ambas destinadas a órgãos da Prefeitura Municipal de Maceió. À Secretaria Municipal de Saúde, ele destinou R$ 332 mil. À Fundação Municipal de Ação Cultural, R$ 222.243,00.

Fonte: Tribuna Hoje

Lula defende taxar ricos para ampliar isenção do IR acima de R$ 5 mil

Com taxação de ricos, faixa de isenção do IR pode passar de R$ 5 mil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que a faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IPRF) seja ainda maior do que a dos R$ 5 mil prometidos para seu governo durante a campanha presidencial. Segundo Lula, a ampliação dessa faixa vai muito além de um compromisso de campanha. “É um compromisso de justiça”, disse o presidente ao afirmar que isso será possível a partir da taxação dos super ricos.

“Você não pode fazer com que as pessoas que ganham R$ 5 mil paguem imposto de renda, enquanto quem tem ações da Petrobras e recebe R$ 45 bilhões de dividendos não pague imposto de renda”, disse o presidente durante entrevista à Rádio O Povo, em Fortaleza.

Entre os argumentos apresentados pelo presidente está o fato de os trabalhadores pagarem proporcionalmente mais impostos do que os ricos. Ele, no entanto, frisou que este é um debate que tem de ser feito de forma transparente e aberta ao público, e que as pessoas têm de saber quem paga o que, e quanto se paga em impostos.

“É isso o que falta nesse país”, disse o presidente. “Não se pode cobrar 27% ou 15% de um trabalhador que ganha R$ 4 mil, e deixar os caras que recebem [muito mais], sem pagar. O que queremos é isentar aquelas pessoas [que ganham] até R$ 5 mil e, no futuro, isentar mais porque, na minha cabeça, salário não é renda. Renda quem tem é o cara que vive de especulação”, acrescentou.

Aplicativos

Lula defendeu também a implementação de políticas que considerem novos mercados de trabalho considerem, em especial, profissões e tecnologias que favoreçam o espírito empreendedor dos cidadãos.

“Tem um novo tipo de trabalhador com o qual nós temos de ter uma preocupação. É, por exemplo, o caso do pessoal que trabalha em aplicativo. É um público que não tem sindicato; que não quer ter carteira profissional assinada. Muitos não querem ter carteira assinada. Portanto temos de nos preocupar com eles na previdência, porque esse cidadão pode ficar doente; pode ter um infortúnio. E ele vai ficar velho. É preciso uma garantia para ele se precaver”, disse o presidente.

Lula defendeu um projeto de lei que estabelece regras voltadas à definição de uma jornada de trabalho para esses profissionais, estabelecendo inclusive a quantidade de horas a serem trabalhadas. “Nem de longe a gente pensa em fazer com que ele deixe de ser o profissional que ele quer ser”, ponderou Lula.

“Inclusive sancionei ontem um projeto de lei chamado Acredita, que é o projeto de lei que mais vai garantir financiamento para pequenos e médios empreendedores e empresários; para a cooperativa; para o pessoal do Bolsa Família que quiser fazer um negócio. Eles vão ter crédito. Vai ser o maior programa de crédito já feito na história desse país, para pequeno e médio empresário, para pequenos empreendedores”, acrescentou.

Eleições municipais

Perguntado sobre como vê o resultado das eleições municipais, que apresentou um alto índice de prefeitos reeleitos, Lula disse que muito disso se deve ao fato de as prefeituras terem recebido mais recursos públicos, o que possibilitou, aos prefeitos, executar um número maior de obras.

“Vivemos um momento histórico. O Fundo de Participação dos Municípios cresceu muito em 2023 e 2024. Essa quantidade de prefeitos reeleitos é em função de que os prefeitos estão com recurso para fazer as coisas. Além disso, você tem as emendas do orçamento, que era secreto até outro dia. Isso fez com que mais dinheiro chegasse às prefeituras. E com mais recursos os prefeitos fizeram mais obras. Por isso, foi o maior percentual de perfeito reeleito da história do Brasil”, complementou o presidente.

Fonte: Agência Brasil

Nicarágua rompe com Israel: “genocídio e fascismo”

“Condenamos o fascismo, repudiamos-o e unimo-nos aos povos combatentes”, disse a vice-presidente Rosario Murillo

A vice-presidente da Nicarágua, Rosario Murillo, informou que foi o próprio presidente do país, Daniel Ortega, quem deu a ordem de romper os laços com Tel Aviv ao considerar que Israel está realizando um genocídio na Faixa de Gaza. A informação é da agência Sputnik.

“Condenamos o fascismo, repudiamos-o e unimo-nos aos povos combatentes”, disse a vice-presidente, que questionou também o papel das organizações internacionais que garantem a paz.

“Qual é a utilidade então dessas chamadas organizações internacionais que condenam aqueles que não se subordinam?”, disse ela durante sua reportagem diária transmitida pela mídia do país.

Fonte: Brasil 247

Israel mata dezenas de pessoas em escola de Gaza e dispara contra funcionários da ONU no Líbano

Com autorização dos EUA, o estado sionista de Israel continua massacrando o povo palestino

O Crescente Vermelho palestino anunciou nesta quinta-feira (10) que 28 palestinos foram mortos em um bombardeio israelense contra uma escola em Deir el Balah, no centro da Faixa de Gaza. “As nossas equipes constataram 28 mortos e 54 feridos após o ataque do Exército de ocupação israelense contra a escola Rafida”, afirmou a organização. 

Este número foi confirmado pelo Ministério da Saúde do território palestino, governado pelo Hamas. O bombardeio desta quinta foi o mais recente de uma série de ataques israelenses a edifícios escolares que abrigam palestinos deslocados em Gaza, onde o Exército israelense combate o Hamas há mais de um ano. 

Em 26 de setembro, pelo menos 15 pessoas morreram em outro ataque a uma escola convertida em abrigo no campo de Jabaliya, no norte do território palestino, segundo a agência local da Defesa Civil. O massacre israelense em Gaza já matou diretamente pelo menos 42.065 pessoas, a maioria civis, segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza, considerados confiáveis pela ONU. 


Minarete destruído por bombardeio israelense na Faixa de Gaza / AFP

O Exército israelense afirmou ter realizado um bombardeio aéreo “preciso” contra “terroristas (…) em um posto de comando” instalado em edifícios que anteriormente serviam de escola. Sem fornecer o número de vítimas, disse que o local era usado “para planejar e executar ataques terroristas” contra as “tropas das Forças de Defesa de Israel” e o Estado.

Líbano

Israel também bombardeou, nesta quinta-feira(10), alvos na capital, Beirute, e outras regiões do Líbano, onde os combates continuam no sul. Os bombardeios israelenses continuaram a atingir o subúrbio ao sul de Beirute, um dos redutos do Hezbollah – o alegado alvo dos ataques – , nesta quinta-feira, onde os ataques devastaram bairros inteiros. 

Na cidade de Derdghaiya, no sul do país, equipes de resgate faziam buscas nos escombros de um centro da Defesa Civil, após um bombardeio israelense que matou cinco socorristas. Nos arredores de Tiro, perto da fronteira, uma nuvem de fumaça subiu após um bombardeio israelense e a agência oficial de notícias ANI reportou ataques no sul e leste do país. 

Israel também intensificou os ataques à Síria e um bombardeio atingiu uma estrada para o Líbano, com o objetivo de bloquear as rotas de abastecimento do Hezbollah.  Apesar da morte de vários comandantes e do líder do movimento pró-Irã, Hassan Nasrallah, em 27 de setembro em um bombardeio israelense, o grupo afirma que continua operacional. 

O Hezbollah afirmou nesta quinta-feira que destruiu um tanque israelense, causando vítimas. O veículo avançava em direção à cidade libanesa de Ras al Naqura, perto da fronteira, onde o Exército israelense havia informado que reforçava as tropas.

Fonte: Brasil de Fato

Deputados aumentam de R$ 169 milhões para R$ 286 milhões valor de emendas parlamentares em Alagoas

Foi aprovada na sessão desta quarta-feira (9), na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 97/2024, que aumenta de 1% para 1,55% o percentual líquido do Orçamento Anual do Estado destinado às emendas individuais parlamentares ou emendas impositivas.

A matéria foi aprovada em primeira votação, sendo necessária ainda a aprovação em segundo turno, para que a PEC seja promulgada diretamente pelo presidente da Casa. 

Na prática, levando em consideração que, para 2025, a receita líquida prevista no Orçamento é R$ 18,5 bilhões, serão destinados em torno de R$ 286,7 milhões para os 27 deputados estaduais, ou seja, R$ 10,6 milhões para cada.

A título de comparação, no ano passado, a receita líquida foi de R$ 16,9 bilhões, sendo R$ 169 milhões destinados às emendas parlamentares no total e R$ 6,2 milhões para cada parlamentar.

De autoria do deputado Bruno Toledo (MDB), vice-presidente da ALE, a PEC foi assinada por outros 19 parlamentares.

A justificativa da proposta destaca que as emendas impositivas são realidade desde 2019, mas recentemente a Constituição Estadual foi alterada a fim de adequar seu texto ao tratamento normativo federal, prevendo que, pelo princípio da simetria, os estados estão autorizados a adotar o mesmo percentual constante do Artigo 166 da Constituição Federal.

Fonte: Cada Minuto

Em troca de R$ 2,7 bi, ‘lava jato’ ajudou Estados Unidos a obter R$ 20 bi da Petrobras

Os R$ 2,7 bilhões recebidos pelo Ministério Público Federal de Curitiba das multas aplicadas à Petrobras nos Estados Unidos foram uma recompensa dada à “lava jato” por ter ajudado autoridades americanas a conseguir R$ 20,1 bilhões da estatal brasileira, e não “recuperação de dinheiro público”, como venderam os procuradores do Paraná.

Essa é a conclusão da tese de doutorado “A Hegemonia Estadunidense e o Combate à Corrupção no Brasil: O caso da Operação Lava Jato”, de autoria de Arthur Pinheiro de Azevedo Banzatto, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal de Grande Dourados, em Mato Grosso do Sul.

A primeira sanção contra a Petrobras ocorreu em janeiro de 2018, quando a empresa fechou um acordo de US$ 2,95 bilhões (R$ 9,6 bilhões, na cotação da época) para encerrar uma disputa judicial com acionistas privados americanos que ingressaram com uma ação coletiva nos Estados Unidos. Eles alegaram prejuízos por causa de esquemas de corrupção ocorridos no Brasil. Todo o valor foi destinado aos acionistas.

O segundo acordo, de US$ 853,2 milhões (R$ 3,4 bilhões), foi fechado em setembro de 2018 com o Departamento de Justiça por suposta violação ao Foreign Corrupt Practices Act (FCPA, na sigla em inglês), norma que permite que autoridades dos EUA investiguem e punam fatos ocorridos em outros países.

O único valor da Petrobras que voltou ao Brasil foi parte dessa multa: 80% do valor, ou US$ 682 mil (R$ 2,7 bilhões), foram destinados ao MPF brasileiro. Os 20% restantes foram divididos entre o Tesouro dos Estados Unidos e a Comissão de Valores Mobiliários americana (SEC, na sigla em inglês).

Também em setembro de 2018, a Petrobras foi multada em US$ 1,78 bilhão (R$ 7,1 bilhões) em um processo administrativo da SEC. Todo o valor foi destinado à própria Comissão de Valores Mobiliários.

Os dados estão na tese de doutorado de Banzatto, publicada em outubro de 2023 e produzida com o apoio do Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina. Todos os valores referentes às multas têm como base a cotação do dólar na época em que as sanções foram aplicadas.

Recompensa

Em entrevista à revista eletrônica Consultor Jurídico, o pesquisador afirma que, embora a “lava jato” tenha tratado os R$ 2,7 bilhões como um valor recuperado, trata-se, na verdade, de uma espécie de recompensa pela ajuda dada pelos procuradores às autoridades americanas.

A atuação do MPF parece contraintuitiva: se por um lado os Estados Unidos viram uma oportunidade de punir a Petrobras e garantir seus interesses ao atuar em favor de empresas americanas, por outro os procuradores de Curitiba prejudicaram a estatal fora do Brasil deliberadamente para tentar colher uma parcela do dinheiro e criar a famigerada “fundação” da “lava jato”.

A entidade privada, que seria gerida pelos procuradores, só não foi adiante por ter sido barrada pelo Supremo Tribunal Federal. Foi só a partir da decisão do STF que os R$ 2,7 bilhões foram, de fato, para a União.

“O MPF adotou um discurso em que afirmou que esse é um dinheiro ‘recuperado’. Quando, na verdade, não é. É uma multa que foi aplicada com a ajuda do MPF e ele recebeu um valor por ter ajudado. E esse era o dinheiro que iria para a fundação ‘lava jato’”, afirma Banzatto.

Segundo ele explica, a parceria da “lava jato” com as autoridades dos EUA se deu toda de forma irregular, fora dos canais oficiais. Colaborações regulares devem ser feitas por meio do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), órgão vinculado ao Ministério da Justiça.

A atuação ilegal do MPF se deu com o compartilhamento de provas com autoridades dos EUA. Investigadores do FBI chegaram a ser recebidos no Brasil a partir de 2015, sem autorização do Ministério da Justiça. No ano seguinte, os americanos conduziram interrogatórios de ex-diretores da Petrobras e fizeram acordos, também sem qualquer autorização.

“O MP intermediou esse acordo da Petrobras com o DoJ (Departamento de Justiça dos EUA), compartilhou provas e conteúdos de delação, fora dos canais oficiais. O MP foi fundamental, tanto que foi beneficiado.”

De acordo com o pesquisador, existe, de fato, uma cifra que pode ser classificada como “recuperada”: a dos acordos fechados no Brasil entre o MPF e colaboradores, em que parte de valores que teriam sido obtidos por meio de corrupção foi devolvida por investigados.

Já nos EUA, diz Banzatto, o que houve foi uma recompensa, uma vez que o MPF topou ajudar uma estatal brasileira a ser punida fora do Brasil em troca da parcela de uma das multas.

“O Ministério Público, que em tese deveria atuar pelo interesse nacional, atuou contra o patrimônio brasileiro. É o contrário do que ocorre no restante do mundo, em que os Estados usam seus sistemas jurídicos para alavancar suas empresas, para gerar dinheiro e emprego para seu próprio Estado.”

Rastro de destruição

A pesquisa de Banzatto apresenta dados, com base em levantamentos do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), sobre os efeitos da “lava jato” na Petrobras e em outras empresas brasileiras, como a Odebrecht.

A construtora e a Braskem foram multadas no final de 2017 em US$ 3,6 bilhões (R$ 11,6 bilhões), também com a ajuda da “lava jato”. O acordo feito à época previu a devolução de 80% do valor ao MPF. Os 20% restantes foram divididos igualmente entre autoridades dos EUA e da Suíça. Trata-se da maior multa aplicada por meio do FCPA até hoje.

No caso da Petrobras, o volume de investimento em exploração e produção era de US$ 48,1 bilhões em 2015. No ano seguinte, no auge da “lava jato”, caiu para US$ 15,8 bilhões.

A partir dali, o crescimento do investimento em exploração, produção, refino, biocombustíveis e ciência e tecnologia deu lugar ao modelo exclusivo de exploração e produção que existia antes do pré-sal, em 2006.

“A Petrobras passou por uma mudança radical em sua política. Ela abriu mão de ser uma empresa estratégica, de investir em conhecimento local, ciência e tecnologia e refino, e voltou ao modelo dos anos 90, quando só havia exploração”, explica o pesquisador.

O mesmo fenômeno ocorreu com a Odebrecht, segundo o levantamento de Banzatto. Em 2014, a empresa tinha uma receita bruta de US$ 107 bilhões; em 2019, ela caiu para US$ 78 bilhões.

O número de empregados da companhia diminuiu, nos mesmos anos, de 168 mil para 35 mil. E a presença internacional também despencou: em 2014, a Odebrecht atuava em 27 países; cinco anos depois, em 14.

Fonte: Conjur

Depois da meningite, população está assustada com casos de catapora

Secretaria da Saúde orienta sobre vacinação contra a catapora

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) orienta a população a manter a caderneta de vacinação em dia e se proteger de várias doenças imunopreveníveis. Uma delas é a varicela, popularmente conhecida como catapora, transmitida pelo vírus Varicela-Zoster. Este ano, de janeiro a setembro, foram informados oito casos, sendo eles nas cidades de Arapiraca, Porto Real do Colégio, Maceió, Jacaré dos Homens, Santana do Mundaú, Matriz do Camaragibe, Rio Largo e Penedo. No ano anterior, no mesmo período, foram contabilizados quatro casos, sendo eles nos municípios de Maceió; Igreja Nova; Ouro Branco; Santana do Ipanema.

A doença é caracterizada pelo surgimento de exantema (erupção cutânea) de aspecto de bolha, manifestando-se em crianças e adultos, aumentando sua incidência entre os meses de agosto e novembro, devido à mudança climática e à aglomeração.

O esquema vacinal contra a catapora se inicia aos 15 meses de idade, com a primeira dose da vacina varicela atenuada, juntamente com a segunda dose da vacina tríplice viral. Aos 4 anos de idade, conforme o Calendário Vacinal do Ministério da Saúde (MS), é necessário receber a segunda dose da vacina varicela atenuada, completando o esquema vacinal.

As crianças podem receber a vacina varicela atenuada até os seis anos, 11 meses e 29 dias, ou seja, até quando forem menores de 7 anos de idade. Para estar devidamente protegida contra a varicela, toda criança até seis anos, 11 meses e 29 dias deve ter duas doses de vacina com o componente varicela registradas na Caderneta de Vacinação. Já em casos de pessoas que tiveram contato com o vírus, a vacina deve ser realizada de forma seletiva e de acordo com as indicações do Calendário Nacional de Vacinação.

Essa recomendação se aplica no período de cinco dias, para administração da vacina, e de quatro dias, para administração da Imunoglobulina Humana Antivaricela (IGHAV), após o contato com caso suspeito ou confirmado de varicela. O secretário de Estado da Saúde, Gustavo Pontes de Miranda, ressalta sobre a importância de manter a Caderneta de Vacinação atualizada. “A vacinação é a melhor forma para se proteger, pois o imunizante age para estimular a produção de anticorpos contra o vírus. Ao ser infectado, o corpo vacinado já está pronto para responder à ameaça”, explicou o gestor, destacando que para se vacinar basta comparecer ao posto de vacinação mais próximo, portando a Caderneta de Vacinação

Sinais e sintomas

A catapora é facilmente transmitida para outras pessoas. O contágio acontece por meio do contato com o líquido da bolha ou pela tosse, espirro, saliva ou por objetos contaminados pelo vírus, ou seja, contato direto ou de secreções respiratórias. Indiretamente, é transmitida por meio de objetos contaminados com secreções de vesículas e membranas mucosas de pacientes infectados. Entre os sinais e sintomas apresentados estão febre moderada, mal-estar, bolhas no corpo, prostração, cefaleia, anorexia e dor de garganta.

Em crianças, a evolução geralmente é benigna e autolimitada, em adolescentes e adultos o quadro clínico tende a ser mais severo. Em Alagoas não há registro de óbitos pela doença, mas o Estado monitora todos os casos hospitalizados e surtos reportados pelos municípios.

Fonte: Tribuna Hoje

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