Estudantes brasileiros abandonam a Argentina após aumento do preço dos cursos de Medicina

Milhares de alunos brasileiros foram pegos de surpresa por aumentos acima da inflação anunciados pelo governo Milei. Enquanto alguns voltam para o Brasil, outros vão para o Paraguai.

Aos 22 anos, Amanda Mello está no terceiro ano de medicina. Ela trocou Cuiabá por Buenos Aires para seguir o sonho de ser médica. Mas, na metade do caminho, vieram os aumentos do custo de vida na Argentina e, sobretudo, da mensalidade.

“Quando saí da minha cidade, eu tinha a intenção de vir para a Argentina para me formar. Atualmente, com a situação que está, a faculdade em particular e o custo de vida em geral, tive de refazer os planos porque aqui não está dando mais para continuar”, lamenta Amanda num desabafo à RFI.

“Tive de conversar muito com a minha família e pensar em outras possibilidades para poder continuar com meu sonho que infelizmente foi interrompido.”

Amanda está de mudança para o Paraguai, onde vai continuar seus estudos de medicina. “O Paraguai conseguiu abrir as portas para mim do mesmo jeito que a Argentina abriu há dois anos, porém com um custo de vida menor e com uma faculdade muito boa”, compara.

Seis mil sob maior risco

Segundo um relatório do Ministério do Capital Humano da Argentina, com base nos números mais atualizados disponíveis de 2022, existem 20.255 estudantes brasileiros de medicina no país, dos quais 12.131 estão matriculados no sistema público de educação.

Dos restantes 8.124, cerca de 6 mil estão na universidade Barceló, onde os brasileiros ocupam 75% das vagas, segundo o centro de estudantes da faculdade.

Numa das três sedes da universidade, a situada em Santo Tomé, na fronteira com a cidade gaúcha de São Borja, a Barceló já cobra 25% a mais se o estudante for de nacionalidade brasileira.

A situação chegou ao limite, e, com isso, milhares de estudantes que habitam em Buenos Aires decidiram protestar.

A inflação implica nos aumentos

O índice de preços ao consumidor desde janeiro deste ano é 106,98% e deve fechar o ano abaixo de 120%, mas os aumentos na Barceló quase triplicaram essa cifra (325%).

Para muitos, o sonho de ser médico ficou para trás. É o caso do baiano Ario Santos, de 42 anos, que decidiu voltar para Vitória da Conquista, sua cidade natal, depois de três anos de estudos na Argentina.

“O que eu vou fazer agora é trancar minha faculdade aqui, voltar para o Brasil, esperar um pouco mais para ver se melhora a condição cambial daqui e, se isso acontecer, eu volto para continuar a minha faculdade. Porque eu estou no terceiro ano, já é um pouco mais da metade, eu não posso perder o que eu já investi”, explica Ario Santos à RFI.

“Hoje, com R$ 8 mil, está difícil você conseguir pagar tudo. Então, eu creio que aumentou 300% ou até 350%. É uma coisa incrível. Ninguém pode pagar isso. Por isso, a maioria dos brasileiros está voltando”, acrescenta.

Contas que não fecham

Os brasileiros decidem vir para estudar na Argentina por três motivos principais:

  1. no país não existe vestibular, basta se matricular;
  2. o ensino é de qualidade;
  3. o custo de vida era baixo até o ano passado. 

Entretanto, este ano a moeda argentina foi a que mais se valorizou no mundo. E o custo de vida para os estudantes brasileiros mais do que triplicou em reais.

Apesar da inflação acumulada desde dezembro — quando o governo do presidente Javier Milei começou — ter atingido 160%, o valor do dólar financeiro (usado pelos brasileiros) é apenas 7% maior, quando comparado com o de dezembro de 2023.

Na contramão, em 2024, o real se desvalorizou 19,2% e o dólar aumentou 23,7% no Brasil, tocando os 6 reais.

Essa equação de peso argentino valorizado e de real desvalorizado atinge o poder aquisitivo dos brasileiros que recebem a ajuda da família no Brasil.

Há um ano, o curitibano Matheus Vieira, de 26 anos, pagava o equivalente a R$ 700 de mensalidade; hoje, paga R$ 1.900, quase o triplo. Com aluguel, transporte e alimentação, o custo de vida chega a R$ 5 mil e continua a subir todos os meses.

Depois de dois anos na Argentina, Matheus admite que agora também está na dúvida sobre voltar ao Brasil ou recomeçar no Paraguai.

“Diante desse panorama, com os aumentos mensais da faculdade e com o aumento do custo de vida, infelizmente as opções são trancar a faculdade, voltar para o Brasil ou estudar a possibilidade de transferir para o Paraguai”, lamenta o estudante.

“Mas isso é muito triste porque isso é uma interrupção de um sonho, de um planejamento muito longo que envolve a minha família, que se programa e que se organiza para isso.”

Interrupção e recomeço

A paulista Mikaela Bessa, de 20 anos, indica à RFI que “vai jogar no lixo os dois anos investidos” na universidade privada Barceló, mas não vai desistir do sonho. Como na Argentina, a universidade pública não reconhece o estudo da privada, Mikaela vai recomeçar do zero.

“O impacto desse aumento na minha vida é que eu terei de recomeçar. Vou ter de trancar, parar a faculdade no meu segundo ano. Ou seja: são dois anos que paguei a faculdade, que eu me esforcei, jogados no lixo. E vou recomeçar numa universidade pública aqui na Argentina para continuar o meu sonho e não ter de desistir e voltar para o Brasil”, resigna-se.

A também paulista Iasmin Riboski, de 21 anos, olha ao redor e vê como o sonho se tornou um pesadelo para os brasileiros e para as suas famílias no Brasil que arcam com os custos.

“Eu tenho a minha família no Brasil. Os meus avós, já aposentados, e os meus pais, que também estão dando todo o esforço possível. É muito complicado porque a gente vem com um sonho e volta com uma ilusão de que a vida é barata, de que a faculdade vai nos escutar, mas, infelizmente, esse sentimento de frustração não é somente meu, mas de todos os meus colegas e de todos os estudantes aqui”, aponta Iasmin sobre o caso de brasileiros nas universidades privadas argentinas.

Fonte: G1

Lula assina demarcação de três terras indígenas, uma na PB e duas em SC

A equipe do governo federal demarcou 13 territórios desde o início da atual gestão, em 2023

Em uma reunião na tarde desta quarta-feira (4), no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou os decretos de demarcação de três ierras indígenas (TIs): a TI Potiguara de Monte-Mor, na Paraíba; e as TIs Morro dos Cavalos e Toldo Imbu, em Santa Catarina. 

“São tantos anos de espera e de luta, foram tantos anos de perseguição e de choro. Mas hoje nosso choro é de alegria”, celebra Kerexu Yxapyry, liderança indígena do Morro dos Cavalos. Ela conta que a comunidade está reunida para a celebração do direito finalmente reconhecido. “Nossa comunidade está toda reunida nesse momento na Opy, casa de reza, para a cerimônia de agradecimento”. 

Na cerimônia de assinatura dos decretos, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, destacou que o Governo Federal está cumprindo um dever imposto pela Constituição e reconhecendo o direito dos povos indígenas, e destacou a relevância da demarcação de terras indígenas para a preservação ambiental. “Nós estamos protegendo o meio ambiente. Já está cientificamente provado que onde os índios estão assentados, onde eles têm a posse da terra, o meio ambiente está melhor protegido“, disse Lewandowski. 

Lula ressaltou que ainda há dois anos de governo e, nesse período, pretende homologar outras áreas para encerrar a atual gestão como “o cara que mais autorizou terras indígenas nesse país”. A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, lembrou da promessa feita no momento da transição de governos, em 2022, quando a equipe elencou 14 TIs que estavam prontas para a homologação.

“Com esse ato, fica apenas uma área pendente daquilo que foi acordado no período da transição. E nós estamos confiantes que, até o final do ano, a gente consiga alcançar essa meta de 100%”, declarou a ministra. Até o momento, a equipe do governo Lula demarcou 13 TIs. 

A TI Potiguara de Monte-Mor, localizada nos municípios paraibanos de Rio Tinto e Marcação, tem 7.530 hectares e abriga 5.799 habitantes do grupo indígena Potiguara. Em Santa Catarina, a TI Morro dos Cavalos, na cidade de Palhoça, tem área de 1.983 hectares e 200 habitantes dos grupos indígenas Guarani Mbya e Nhandeva. Já a TI Toldo Imbu, em Abelardo Luz (SC), é composta por 731 pessoas do grupo Kaingang, que vivem numa área de 1.960 hectares. 

Também participaram do ato o ministro Márcio Macêdo, da Secretaria Geral da Presidência da República; a presidenta da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joenia Wapichana; a secretária Nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho; e os secretários de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba, e de Direitos Territoriais Indígenas, Marcos Kaingang. Além deles, estiverem presentes o cacique-geral do Povo Potiguara, Sandro Potiguara; o cacique Babau Tupinambá, a liderança Potiguara Cau Potiguara e Dinaman Tuxá, da Articulação dos Povos Indígenas (Apib). 

Fonte: Brasil de Fato

Crise na França: deputados derrubam primeiro-ministro indicado por Macron

Parlamento aprovou moção de censura nesta quarta (4) contra Michel Barnier, premier que foi indicado por Macron ao cargo. Com moção, Barnier teve de deixar o poder, no governo mais curto da Quinta República da França.

Em uma união inédita entre a esquerda e a extrema direita, os deputados da França derrubaram nesta quarta-feira (4) o primeiro-ministro do país, Michel Barnier, que teve o governo mais curto da história recente da França.

Por maioria e como esperado, os deputados aprovaram uma moção de censura contra Barnier — mecanismo parlamentar através do qual legisladores podem retirar um chefe de governo do poder caso não estejam satisfeitos com sua gestão.

Michel Barnier, político pragmático e veterano, foi colocado no posto há apenas três meses pelo presidente Emmanuel Macron — na França, o primeiro-ministro governa junto ao presidente, que pode tanto convocar eleições para eleger um premiê quanto indicar um nome fora do pleito.

  • Os franceses foram às urnas em junho para as eleições parlamentares. O bloco da esquerda venceu, barrando a favorita Reunião Nacional, da extrema direita, mas não alcançando a maioria necessária para formar governo.

Macron decidiu, então, escolher um primeiro-ministro de centro-direita, em decisão que gerou uma onda de protestos e conversas inéditas entre a esquerda e a extrema direita para derrubar a escolha do presidente.

Nesta quarta, eles votaram em conjunto para aprovar a moção de censura. Ao todo, 331 dos 574 deputados se posicionaram a favor da medida. A votação precisava do apoio de pelo menos 288 deputados para ser aprovada.

Sozinhos, os grupos de oposição — extrema direita e o bloco de esquerda — somam quase 330 cadeiras.

Com a moção aprovada, Michel Barnier deixa automaticamente o poder. Agora, cabe agora a Macron decidir se negocia com os partidos majoritários no Parlamento ou indica outro nome — o que pode gerar uma nova onda de protestos e desgastar ainda mais seu governo.

Fontes do governo francês ouvidas pela agência de notícias Reuters afirmaram que o presidente francês deve arriscar o desgaste e indicar outro nome para ocupar o posto, e que novo premiê pode ser anunciado já no fim de semana.

Crise política

A insatisfação com a indicação de Macron de um nome que nem sequer participou das eleições foi crescendo entre os deputados ao longo e culminou na rejeição, esta semana, da proposta de Orçamento apresentada por Barnier.

Também contou para a crise um momento tenso na economia da França — a segunda maior da União Europeia. O prêmio de risco da dívida francesa está quase igual ao da Grécia, um dos piores do continente.

Além disso, a instabilidade na França e a crise de governo na Alemanha, que precisou antecipar as eleições legislativas para 23 de fevereiro, podem afetar a União Europeia a poucas semanas do retorno de Donald Trump ao poder nos Estados Unidos.

Em maio, o presidente Emmanuel Macron surpreendeu o país e também antecipou as legislações, que estavam previstas para 2027, após a vitória da extrema direita nas eleições para o Parlamento Europeu na França.

A antecipação do pleito foi uma jogada política de Macron diante do resultado ruim de seu partido e do avanço da extrema direita nas eleições para o Parlamento europeu — o Legislativo de todos os países da União Europeia, com sede em Bruxelas.

As pesquisas de opinião apontavam o Reunião Nacional, sigla de extrema direita de Marine Le Pen, como favorito. Mas a esquerda, que se uniu em um bloco amplo, surpreendeu e terminou em primeiro na votação. Mesmo assim, o bloco não conseguiu formar maioria. Tentou aliança com a centro-direita, de Macron, que rejeitou o nome proposto pela esquerda para governar e desfez a parceria.

Governo mais curto da 5ª República

A aprovação da moção de censura tornou o governo de Barnier o mais curto da Quinta República francesa, que começou em 1958.

Esta foi também a primeira vez em mais de 60 anos que o Legislativo francês derrubou um chefe de governo por meio de uma moção de censura. A última vez em que isso aconteceu foi em 1962 com a administração de Georges Pompidou e quando Charles de Gaulle era presidente.

Embora o presidente de centro-direita já tivesse perdido a maioria absoluta após sua reeleição em 2022, as novas eleições resultaram em uma Assembleia sem maioria clara e dividida em três blocos irreconciliáveis: esquerda, centro-direita e extrema direita.

Nova Frente Popular (NFP) — coalizão de socialistas, comunistas, ambientalistas e integrantes da esquerda radical — venceu as eleições, mas, quase dois meses depois, Macron nomeou Barnier, ex-negociador europeu para o Brexit, como primeiro-ministro, em nome da “estabilidade”.

Barnier só conseguiu o apoio da aliança de centro-direita de Macron e de seu próprio partido conservador, Os Republicanos (LR), o que significa que a sobrevivência de seu governo dependia da líder de extrema direita Marine Le Pen, que finalmente decidiu pela queda.

Orçamento

A rejeição da proposta de Orçamento foi o principal fator que impulsionou a votação da moção de censura.

Com um orçamento baseado na redução do gasto público e no aumento temporário dos impostos para grandes empresas, o governo pretendia reduzir o déficit público (projetado para 6,1% do PIB em 2024) e a dívida pública (112% do PIB no final de junho).

“Ao incluir seu orçamento na desastrosa continuidade de Emmanuel Macron, o primeiro-ministro só poderia fracassar”, escreveu a líder do partido de extrema direita Reagrupamento Nacional (RN) na rede social X.

Em uma entrevista aos canais TF1 e France 2, Barnier se defendeu e afirmou que mudanças foram feitas no plano inicial, depois que o governo “ouviu todos”. Ele acusou Le Pen de entrar em “uma espécie de disputa”, com reivindicações sem fim.

Além do orçamento, os partidos jogam suas cartas para 2027, quando os franceses terão de votar para escolher o sucessor de Macron, que chegou ao poder em 2017 e não pode ser reeleito após completar seu segundo mandato.

Fonte: G1

Governo Lula comemora crescimento do PIB

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemora o crescimento da economia do país. O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,9% no terceiro trimestre de 2024 em comparação ao trimestre anterior, alcançando um total de R$ 3 trilhões. No acumulado até setembro, o crescimento foi de 3,3% em relação ao mesmo período de 2023, exatamente dentro da meta projetada pela Secretaria de Políticas Econômicas (SPE) do Ministério da Fazenda.

De acordo com os dados divulgados nesta terça-feira (3) pelo IBGE, o crescimento foi impulsionado principalmente pelos setores de Serviços (+0,9%) e Indústria (+0,6%), enquanto a Agropecuária recuou 3,5% no acumulado do ano.

Na comparação com o terceiro trimestre de 2023, o PIB registrou uma alta significativa de 4%. A taxa de investimento atingiu 17,6% do PIB, um avanço em relação aos 16,4% do mesmo período do ano anterior. Já a taxa de poupança caiu de 15,4% para 14,9%.

O desempenho do PIB até agora supera as estimativas do mercado, que previa 3,1% de alta, e do Fundo Monetário Internacional (FMI), que projetava um crescimento de 3%.

Setores em destaque

No acumulado de 2024, o setor de Serviços cresceu 3,8% e a Indústria, 3,5%, compensando o desempenho negativo da Agropecuária. Esses dados reforçam o papel dos Serviços como motor da economia brasileira no período.

Os resultados mostram um avanço consistente da economia, alinhando-se às expectativas do governo e superando os prognósticos de outros agentes econômicos.

Fonte: Jogo do Poder

Treze policiais são afastados por ter jogado um homem do viaduto em SP

Segundo fontes da Secretaria de Segurança Pública (SSP), dois sargentos e onze cabos e soldados estão sendo ouvidos sobre o caso e ficarão afastados das ruas até o fim das investigações. Eles pertencem 24° Batalhão da PM, localizado em Diadema, na Grande SP.

A Corregedoria da Polícia Militar afastou das ruas treze policiais envolvidos direta ou indiretamente no episódio em que um agente jogou um homem dentro de um rio na região de Cidade Ademar, Zona Sul de São Paulo. 

Coisas para fazer perto de São Paulo

O caso aconteceu na madrugada desta segunda-feira (2) e gerou enorme repercussão entre as autoridades paulistas.

Segundo fontes da Secretaria de Segurança Pública (SSP), dois sargentos e onze cabos e soldados estão sendo ouvidos sobre o caso e ficarão afastados das ruas até o fim das investigações.

Eles pertencem 24° Batalhão da PM, localizado na cidade de Diadema, na Grande SP, e ficarão cumprindo expediente na Corregedoria pelo tempo que o comando julgar necessário.

Coisas para fazer perto de São Paulo

Segundo as apurações iniciais, durante uma abordagem, os policiais deram ordem de parada a duas pessoas que trafegava em uma moto. Os rapazes fugiram e os PMs, então, iniciaram uma perseguição que terminou com a captura da dupla e um deles jogado no rio por um dos policiais.

A Corregedoria apurou até o momento que um dos homens parados chegou a ser levado para a delegacia. Ele é, neste momento, a principal testemunha da investigação.

Aos investigadores, essa testemunha afirmou que o homem jogado da ponte está vivo.

Os integrantes da Corregedoria estão atrás dele, tentando localizá-lo para ouvi-lo oficialmente.

Na abordagem, todos os PMs usavam câmeras corporais e se gravaram. Essas imagens serão usadas pelos investigadores para entender os detalhes da ocorrência.

Por enquanto, não houve pedido de prisão para nenhum dos policiais envolvidos.

Repercussão

O governador Tarcísio de Freitas e o secretário da Segurança Pública de SP, Guilherme Derrite — Foto: Rogério Cassimiro/Secom/GESP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse, em uma rede social, que o policial militar que “atira pelas costas” ou “chega ao absurdo de jogar uma pessoa da ponte” não está à altura de usar farda. Disse ainda que o caso será investigado e “rigorosamente” punido.

O secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite (PL), também criticou a ação do policial militar. “Anos de legado da PM não podem ser manchados por condutas antiprofissionais. Policial não atira pelas costas em um furto sem ameaça à vida e não arremessa ninguém pelo muro. Pelos bons policiais que não devem carregar fardo de irresponsabilidade de alguns, haverá severa punição”, escreveu.

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa – principal representante do Ministério Público paulista, também emitiu uma nota pública de repúdio à cena, e disse que as imagens são “estarrecedoras e absolutamente inadmissíveis”.

Ele afirmou que já designou que o Grupo de Atuação Especial de Segurança Pública (GAESP) integre as investigações a fim de “punir exemplarmente” os policiais envolvidos na abordagem.

“Estarrecedoras e absolutamente inadmissíveis! Não há outra forma de classificar as imagens do momento no qual um policial militar atira um homem do alto de uma ponte, nesta segunda-feira. Pelo registro divulgado pela imprensa, fica evidente que o suspeito já estava dominado pelos agentes de segurança, que tinham o dever funcional de conduzi-lo, intacto, a um distrito policial para que a ocorrência fosse lavrada”, disse Paulo Sérgio de Oliveira e Costa.

E acrescentou:

“Somente dentro dos limites da lei se faz segurança pública, nunca fora deles. Assim, esta Procuradoria-Geral de Justiça determinará, ainda nesta terça-feira (3/12), que o Grupo de Atuação Especial de Segurança Pública (GAESP) associe-se ao promotor natural do caso para que o MPSP envide todos os esforços no sentido de punir exemplarmente, ao fim da persecução penal, os responsáveis por uma intervenção policial que está muito longe de tranquilizar a população.”

Flagrante

O flagrante do policial militar jogando um homem do alto de uma ponte foi revelado nesta segunda (3) pelo g1 e pela TV Globo.

Pelas imagens, é possível ver um policial levantando uma moto que está no chão. Um segundo e um terceiro policial se aproximam. Depois, o primeiro PM encosta a moto perto da ponte. Um quarto policial chega segurando o homem pela camiseta azul, que seria o motociclista abordado. Ele se aproxima da beirada da ponte e joga o homem no rio.

De a acordo com informações da Polícia Militar, os agentes seriam do 24º BPM de Diadema, na Grande São Paulo, e teriam perseguido a moto até a Zona Sul de São Paulo, na Cidade Ademar.

O agente que arremessou o homem é da Rondas Ostensivas com Apoio de Motos (Rocam). A vítima não morreu, mas não há informações sobre o seu estado de saúde.

O ouvidor das polícias, Cláudio Silva, afirmou à TV Globo que vai pedir o afastamento imediato dos oficiais envolvidos no caso. “Tanto do policial que pratica o ato quanto dos outros, que estavam ali e de certa forma não atuaram para que aquilo não ocorresse, ou não informaram as autoridades que aquele policial tinha feito aquele ato.”

“É algo muito grave e sem qualquer fundamento, nenhuma legalidade. É mais um daqueles e daquelas que ainda acham que a injustiça vai prevalecer. Há uma crença hoje na polícia de São Paulo de que os policiais poderão praticar qualquer atrocidade ou anormalidade por serem policiais e isso vai ficar por isso mesmo”, afirma o ouvidor.

“A gente precisa mudar essa perspectiva porque senão os casos graves vão continuar ocorrendo e, talvez, a tendência seja até piorar”, finaliza.

O que diz a SSP

Policial militar joga suspeito dentro de um rio na Zona Sul de São Paulo durante abordagem a madrugada desta desta segunda-feira (2). — Foto: Reprodução

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que “a Polícia Militar repudia veementemente a conduta ilegal adotada pelos agentes públicos no vídeo mostrado”.

Segundo a SSP, “assim que tomou conhecimento das imagens, a PM instaurou um inquérito policial militar (IPM) para apurar os fatos e responsabilizar os policiais envolvidos nessa ação inaceitável”.

“Todos os policiais que estavam em serviço na área identificada foram convocados e já estão sendo ouvidos. A instituição reitera seu compromisso com a legalidade, sem tolerar qualquer desvio de conduta”, finaliza o comunicado.

A Corregedoria da PM apura as circunstâncias do caso e, até a última atualização desta reportagem, ninguém foi afastado.

Fonte: Macajuba Acontece

Moraes manda prender radialista que o provocou

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a prisão do radialista Roque Saldanha (foto em destaque). Na última terça-feira (26/11), o homem, que chegou a ser preso por tentativa de golpe de Estado nos atos do 8 de Janeiro, postou um vídeo nas redes sociais em que mostra a tornozeleira eletrônica quebrada.

No vídeo, Saldanha também provoca Moraes dizendo que o ministro “não é homem” e que deveria “enfiar a tornozeleira no cu”.

O processo de Saldanha tramita em segredo de Justiça, mas a reportagem apurou que o mandado de prisão foi expedido na segunda-feira (25/11), antes da divulgação do vídeo.

Prisão

Saldanha foi preso em janeiro de 2023 acusado de articular atos criminosos. Nas redes sociais, de acordo com o processo, ele publicava convocações e incentivos a “atos violentos e atentatórios ao Estado Democrático” e aos ministro do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Morador de Governador Valadares (MG), ele foi solto em 24 de janeiro do ano passado, mas com a tornozeleira eletrônica.Play Video

No vídeo em que confronta Moraes, ele afirma que a tornozeleira estava “cozinhando” a perna dele. Saldanha diz que o ministro “sabia disso e todo dia ficava com essas palhaçadas pedindo documento”.

“Tu deveria era criar vergonha na cara e aprender a virar homem, rapaz. […] O senhor é safado. […] Estado de direito é o cu do senhor. O senhor pega essa tornozeleira, abre seu cu e enfia dentro, rapaz”, completou o radialista.

Violação de medidas cautelares

Em 24 de novembro, o Supremo identificou que, em várias datas, Saldanha violou as medidas cautelares impostas. Além de sair do perímetro delimitado pelo STF, o suspeito teria deixado a bateria da tornozeleira acabar.

Por isso, Moraes pediu a prisão preventiva de Saldanha. O pedido teria sido o estopim para o radialista gravar e publicar o referido vídeo.

Fonte: Metrópoles

PM mata motociclista com um tiro ao se recusar a pagar corrida de R$ 7

Um motociclista de aplicativo foi assassinado por um policial militar ao fim de uma corrida, neste domingo (1º), em Camaragibe, no Grande Recife. O policial, identificado como Venilson Cândido da Silva, 50 anos, teria se recusado a pagar o valor de R$ 7 pela corrida, o que gerou conflito com o motociclista. Thiago Fernandes da Silva, 23, morreu no local.

Imagens de uma câmera de segurança mostram o momento do crime. No registro, é possível ver o PM atirando na vítima em meio à discussão. Minutos depois do disparo, Venislson tentou fugir, mas foi localizado em um ônibus nas proximidades.

O agente foi espancado por populares, que usaram capacetes de moto para a agressão, até ser socorrido pela Polícia Militar. A Secretaria de Defesa Social (SDS) informou que o PM foi levado até um hospital, mas não especificou a unidade, nem o estado de saúde do criminoso. 

O caso é investigado pela 10ª Delegacia de Homicídios de Pernambuco. A Polícia Militar local (PMPE) iniciou um processo administrativo interno, que pode resultar na expulsão do policial da corporação.

Fonte: O Dia

Em Alagoas, menos de 18% da população tem saneamento básico

Alagoas conta com três empresas privadas no setor de prestação de serviços de água e de esgoto para atender a população, além da Casal que ainda é responsável pelos serviços de saneamento em 77 municípios. Apesar da quantidade de concessionárias, os números sobre saneamento básico ainda estão longe do ideal.

O estado ainda trava uma luta para conseguir levar os serviços de água e esgotamento sanitário para os mais 3,3 milhões de habitantes que vivem no estado. Deste total, mais de 2,6 milhões de pessoas não são atendidas com coleta de esgoto.
Faltam ainda passos largos para universalizar o saneamento básico. Pelo menos é o que apontam os dados presentes no Painel Saneamento Brasil. Segundo os números 74,1% da população alagoana é abastecida com água potável e somente 17,9% conta com coleta de esgoto.

Além disso, apenas 20,5% do esgoto produzido é tratado – índice inferior à média nacional de 51,2%. O estado do nordeste brasileiro ainda enfrenta dificuldades em controlar as perdas na distribuição, no qual, 46,9% do recurso hídrico é perdido antes de chegar nas residências.

Conforme o estudo divulgado pelo Instituto Trata Brasil “Avanços do Novo Marco Legal do Saneamento Básico”, relatório que tem como intuito acompanhar o estágio de implantação e os potenciais ganhos socioeconômicos suscitados pela Novo Marco, nos últimos três anos (período de vigência do Novo Marco Legal do Saneamento) ocorreram processos licitatórios significativos no setor de saneamento.

Sendo assim, Alagoas tem alinhado entre as prioridades na agenda pública a universalização do saneamento. O acesso pleno aos serviços básicos impactará positivamente na melhoria da qualidade de vida dos habitantes e, resultará em significativos ganhos econômicos para a localidade.

Entre as capitais, Maceió avança lentamente para cumprir com as metas de universalização do saneamento básico do marco legal aprovado em 2020, que propõe que até 2033, 99% da população brasileira tenha acesso a água potável e 90% com coleta e tratamento de esgotos.

A capital Maceió tem 71% da população sem acesso a esgoto. Conforme o Instituto Trata Brasil, o investimento da capital alagoana é o 7º menor do Nordeste, estando acima apenas dos valores aplicados em saneamento básico em João Pessoa (PB) de R$ 46,05 habitante/ano e São Luís (MA) de R$ 48,83. Em Fortaleza (CE) a média de investimento é R$ 125,27, em Recife (PE) R$ 116,60, em Salvador (BA) 97,67, Teresina (PI) R$163,08, Natal (RN) 217,44 e Aracaju (SE) 147,40.

No Ranking de 2023, Maceió ocupava a posição nº 93 entre os 100 municípios com a situação de saneamento básico analisada. Este ano, a cidade aparece no ranking em 89º lugar, uma variação positiva de quatro lugares em relação ao ranking anterior, porém um crescimento acanhado.

Segundo os dados do Ranking do Saneamento 2024,  Maceió apresentou melhor desempenho em oferta de água potável aos habitantes, com 86,91% da população sendo atendida. Já no indicador de atendimento de esgoto, apenas 28,10% da população tinha acesso. Segundo o Ranking 2024, apenas 31,9% dos esgotos da cidade recebem tratamento.

Empresa diz que dados mostram avanço na capital

A BRK atende os 13 municípios da Região Metropolitana de Maceió, dez dos quais com concessão compartilhada com a Casal. Segundo a BRK, foi em 2024, pela primeira vez, após cinco anos consecutivos, que a capital alagoana apresentou um avanço no ranking de saneamento dos municípios brasileiros, subindo quatro posições.

A cobertura da rede de esgotamento sanitário também deve atingir 90% da população até 2037, pelo menos essa é a previsão contratual.

Os dados, divulgados pelo Trata Brasil, em março deste ano, são referentes a 2022 – período em que a concessionária havia completado cerca de um ano de atuação na Região Metropolitana de Maceió.

Para a BRK, o resultado reflete os investimentos significativos feitos pela empresa na infraestrutura de saneamento básico. A BRK atende mais de 1 milhão de pessoas na Região Metropolitana de Maceió.

A meta da companhia, que tem uma concessão de 35 anos, é universalizar o serviço de água até 2027, reduzindo as perdas para no máximo 25% em 20 anos.

Ainda conforme a BRK, em 2020, apenas 27% da Região Metropolitana de Maceió tinha acesso aos serviços de coleta e tratamento de esgoto.

Fonte: Tribuna Hoje

Greve na PepsiCo por fim da escala 6×1 é encerrada com acordo sobre folga aos sábados

Os funcionários da fábrica da PepsiCo em Itaquera, na zona leste de São Paulo, aceitaram a proposta da empresa para o fim da paralisação que teve início no domingo (24). O acordo foi feito em um audiência realizada nesta segunda-feira (2), no TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região).

O Stilasp (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Laticínios e Alimentação de São Paulo) aceitou uma escala de trabalho com um sábado livre por mês. As horas serão compensadas nos outros dias, e a jornada de trabalho passará a ser acrescida de 20 minutos.

O acordo também prevê que os dias de greve não sejam descontados e que sejam concedidos 45 dias estabilidade aos trabalhadores. Nesse período, só é permitida demissões por justa causa.

Para a planta de Sorocaba, uma outra audiência realizada nesta segunda (2) perante o TRT-15 (Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região) adiou para quarta-feira (4) a apresentação de um novo acordo para a fábrica do interior. O sindicato quer que uma proposta idêntica à de Itaquera seja apresentada.

No início da greve, os funcionários pediam o fim da escala 6×1, com descanso apenas aos domingos, e a adoção da escala 5×2, com folgas também aos sábados. A empresa fez uma contraproposta, sugerindo uma jornada de 12 horas de trabalho por dois sábados seguidos para que os funcionários pudessem ter uma folga no sábado seguinte, o que foi negado.

Uma “clausula de paz” que previa o retorno das atividades na planta de Itaquera foi proposta na terça-feira (26), mas também foi recusada pelos trabalhadores. Contudo, conforme a ata da audiência, 60% dos trabalhadores já haviam retornado ao trabalho até esta segunda (2). Segundo o Stilasp, cerca de 600 funcionários estiveram em greve na unidade de Itaquera, e 700, em Sorocaba.

O QUE DIZ A PEPSICO

Em nota, a empresa reafirmou a legalidade da escala 6×1 e disse que o novo acordo passará a vigorar em 1º de janeiro de 2025. Para a PepsiCo, a resolução é “fruto do diálogo e do processo de negociação conduzido pela companhia em busca de um equilíbrio entre todas as partes envolvidas”. Além disso, ela “reafirma o seu compromisso e respeito com as pessoas, sempre baseada em relações éticas e responsáveis, que orientam as suas decisões.”

Fonte: MSN

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS